Brasil é 62º em ranking de sustentabilidade ambiental

O Brasil ocupa a 62ª posição entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado hoje no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
O Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010, elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e Columbia, classifica 163 países em dez categorias ambientais. Entre elas, estão qualidade do ar, gestão de água, biodiversidade, pesca e agricultura, assim como o combate à mudança climática.
Os Estados Unidos situam-se uma posição à frente do Brasil, muito atrás de outros países industrializados, devido principalmente às emissões de carbono e da fraca política de controle da poluição.
À frente dos EUA situam-se 20 membros da União Europeia, como o Reino Unido (14ª), Alemanha (17ª) e Espanha (25ª), além do Japão, na 20ª colocação.
O ranking é encabeçado pela Islândia, seguida da Suíça e da Costa Rica. Os primeiros postos se concederam em razão dos investimentos que esses países fizeram em infraestrutura meio ambiental, controle da poluição e outras políticas focalizadas à sustentabilidade a longo prazo.
Além da Costa Rica, outros três países latino-americanos se encontram entre os 20 primeiros postos: Cuba (9ª), Colômbia (10ª) e Chile (16ª). Já o Haiti aparece entre os últimos da lista, na 155ª colocação.
Entre os países emergentes, China e Índia se situam, respectivamente, nas posições 121 e 123 do ranking, o que reflete o impacto do rápido crescimento no meio ambiente. A Rússia, por outro lado, está na 69ª posição.
Nos últimos lugares do Índice aparecem cinco países africanos: Togo, Angola, Mauritânia, a República Centro-Africana e Serra Leoa.

Você conhece a UNILA ?

UNILA: uma universidade sem fronteirasA UNILA visa promover, pelo conhecimento compartilhado, a integração regional solidária e um projeto latino-americano apto a enfrentar os desafios do século XXI. A missão da futura Universidade é formar pesquisadores e profissionais que pensem o presente e o futuro da América Latina integrada, nas áreas das Ciências, Engenharias, Humanidades, Letras, Artes, Ciências Sociais e Aplicadas. Com um projeto político-acadêmico bilíngue (português-espanhol) inter e transdisciplinar, que visa a articulação entre a graduação, a pós-graduação e as linhas de pesquisa, a pluralidade de ideias e o estímulo à reflexão serão constantemente fomentados.

Dados Básicos sobre a UNILA
- A Universidade estará localizada tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu (Brasil).
- O futuro campus tem projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e será construído em área de 38, 9 hectares doada por Itaipu Binacional.
- A instituição atenderá a dez mil alunos, entre estudantes brasileiros e dos demais países as América Latina.
- O corpo docente será formado por especialistas brasileiros e dos demais países latino-americanos. Serão 250 professores efetivos e 250 professores visitantes.

Empregos verdes no Brasil !

Levantamento inédito da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil tem 2,6 milhões de empregos verdes e que a transição para uma economia com atividades que emitam menos gases que ampliam o efeito estufa deve aumentar a oferta desses postos de trabalho.

Conforme o relatório Empregos Verdes no Brasil: Quantos São, Onde Estão e Como Evoluirão nos Próximos Anos, no fim de 2008 o total de empregos verdes no país foi de 2.653.059 e representava 6,73% do total de postos formais de trabalho. Os cálculos da OIT foram baseados em dados oficiais federais e classifica esses postos de trabalho em: produção e manejo florestal; geração e distribuição de energias renováveis; saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais; manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento (confira o quadro).
O crescimento anual da oferta desse tipo de emprego no Brasil tem sido de quase 2%. E a entidade aponta alguns caminhos para ampliar a geração dessa forma de trabalho. Programas federais como o Minha Casa, Minha Vida associado a mudanças em políticas para concessão de créditos e estímulo a tecnologias limpas podem elevar o uso de fontes alternativas para aquecimento de água e geração de energia, demandando mais mão-de-obra. A redução dos impostos para compra da linha branca de eletrodomésticos com eficiência energética ou sem gases que afetam a camada de ozônio, fortalecimento de cadeias produtivas de produtos florestais não-madeireiros, a ampliação da inspeção contra poluição veicular excessiva e a futura aprovação de uma política nacional de resíduos sólidos também contribuirão para mudar a cara do trabalho no país.
"A julgar pelo número de empregos verdes que já podemos identificar nas estatísticas sobre o mercado de trabalho, a transição para uma economia de baixas emissões de carbono no Brasil não parte da estaca zero. Pelo contrário, os 2.653.059 postos de trabalho formal inseridos em atividades econômicas que contribuem para a redução de emissões de carbono ou para a melhoria da qualidade ambiental sinalizam, por si só, que essa transição já começou", conclui o relatório, cuja íntegra pode ser conferida aqui. “A economia brasileira não vai se desestruturar se continuar gerando empregos verdes”, disse em nota da OIT o autor do estudo, Paulo Sérgio Muçouçah.
Fonte: Agroambiente
Estudo conduzido pela IBM revela que a maioria das médias empresas brasileiras está tomando iniciativas para reduzir o impacto ambiental do uso da tecnologia. Os dados revelam que mais de 70% dessas companhias realizam ou planejam ter projetos de sustentabilidade ambiental.


O Brasil é um dos países que mais contam com iniciativas de virtualização de servidores, tecnologia presente em mais de 65% das empresas. No resto do mundo, aproximadamente dois terços das corporações pretendem utilizar a virtualização nos próximos 12 meses.
A pesquisa mostra que controle dos custos é o principal fator para adoção de iniciativas de TI Verde. Em 65% das empresas, as metas estabelecidas para os projetos são alcançadas, principalmente, em termos de economia de energia e redução dos gastos operacionais.
Metade das empresas, de acordo com o estudo, já implementaram algum tipo de medição do gasto de energia na infraestrutura de tecnologia. No Brasil, este índice é de 66%.
O trabalho a distância, de acordo com o estudo, é uma tendência. Até 60% das empresas dos Estados Unidos, Inglaterra, Índia e Brasil já usam o trabalho remoto, por meio de redes virtuais. Alemanha e França, no entanto, apresentaram adoção mais lenta do modelo.
Países com larga extensão territorial, como Brasil e Canadá, estão buscando, também, meios para reduzir viagens. Mais de 30% das empresas locais utilizam conferência remota, por exemplo, para definir estratégias ou, até mesmo, fechar negócios.
Outra boa notícia trazida pelo estudo é que 56% das companhias pesquisadas contam com programas de reciclagem de hardware. No Brasil, 60% das empresas de tecnologia adotaram o recondicionamento de seus servidores para melhora e eficiência energética.
A pesquisa foi realizada com mais de mil executivos de tecnologia de empresas que possuem entre 100 e mil funcionários no Brasil, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Índia, Japão, Noruega, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. O relatório examinou 11 atividades em quatro áreas: virtualização e consolidação, eficiência energética, redução de viagens e aposentadoria de equipamentos antigos.

Workshop propõe jogo sobre negócios sustentáveis !

De 29 a 31 de janeiro, empreendedores poderão participar do workshop sobre o jogo de tabuleiro “Negócio Sustentável” para aprender e disseminar a técnica da “coopetição”, em que competição e cooperação se misturam


A forma insustentável de fazer negócios ainda predomina na sociedade, mas cada vez mais alternativas para um mercado mais sustentável – que não deixe de ser lucrativo – aparecem pelo mundo afora. A mais nova delas é o jogo de tabuleiro Negócio Sustentável, que apesar de ter formato de brincadeira de criança, trata de assunto de gente grande.
Assim como no War, cada participante tem um objetivo territorial a cumprir, que é imposto por duas cartas sorteadas no início do jogo. A diferença é que a conquista do território deve ser feita a partir de negociações que, além da vantagem pessoal, levem em conta a sustentabilidade do lugar e o bem-estar das outras regiões do planeta.
Ou seja, o vencedor é aquele que conseguir, primeiro, criar um padrão de vida sustentável para todos os participantes, sem deixar de lucrar. A ideia é promover uma “coopetição” – competição com cooperação –, que leve em conta cinco aspectos diferentes: pessoas, conhecimento, tecnologia, dinheiro e recursos naturais.
Além de experimentar o jogo, os participantes do workshop, que acontece de 29 a 31 de janeiro, em São Paulo, ganharão um exemplar do “Negócio Sustentável” e ainda terão a oportunidade de conhecer “os bastidores” do jogo, em um bate-papo com a idealizadora da brincadeira empresarial, Glória Pereira.
O objetivo é formar, durante o workshop, consultores do jogo, que possam disseminar a técnica em seus locais de trabalho e, assim, “contaminar”, na vida real, cada vez mais profissionais com os conceitos de negócio verde.
Workshop Jogo Negócio Sustentável
Data: de 29 a 31 de janeiro
Horário: sexta, das 14h às 20h; sábado, das 9h às 18h; domingo, das 9h às 16h
Valor: R$ 3.000
Mais informações no site do jogo ou pelo telefone (11) 3285-1995

A norma de responsabilidade social ISO 26000 é lançada no Brasil


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A primeira norma internacional de responsabilidade social, ISO 26000, foi lançada no Brasil na manhã de quarta-feira, 8 de dezembro. A norma, que foi aprovada em setembro de 2010, teve cerimônia promovida pela Petrobras e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A partir de 2011, haverá um ciclo de seminários sobre a norma em todas as regiões do país.

A ISO 26000 irá prover diretrizes globais sobre responsabilidade social com base em um consenso internacional entre especialistas de mais de 160 países, dos quais 112 estão em desenvolvimento. A norma levou cinco anos para ficar pronta e envolveu diversos stakeholders (líderes setoriais) entre segmentos industriais, consumidores, governos, ONGs.

O Brasil teve papel fundamental na construção da norma tendo o brasileiro Jorge Cajazeira como líder do Grupo de Trabalho e Responsabilidade Social da ISO. O engenheiro demonstrou-se satisfeito com resultado obtido e disse, na cerimônia de lançamento, ser o “um dia muito importante” na vida dele.

A versão final da ISO 26000 foi lançada em novembro, em Genebra, e foi traduzida para o idioma português pela ABNT com o apoio da delegação brasileira. A norma pretende incentivar a implementação das melhores práticas de responsabilidade social em todo o mundo a partir de exemplos desenvolvidos pelas iniciativas existentes nos setores público e privado.
Ao todo, a norma contempla sete temas:

• Direitos humanos;

• Práticas de trabalho;

• Meio ambiente;

• Governança organizacional;

• Práticas leais de operação;

• Relacionamento com consumidores;

• Envolvimento comunitário;

• Desenvolvimento.

A norma também tem um capítulo específico de orientação sobre como integrar responsabilidade social na organização. A expectativa é de que a norma se torne um novo paradigma de atuação em responsabilidade social para todas as organizações. A ISO 26000 não é certificadora, tendo um caráter voluntário e orientador.

As próximas palestras no Brasil serão no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus e Porto Alegre com datas a serem definidas. O documento da norma será comercializado no Brasil ao valor de R$ 180,60 e distribuída gratuitamente nos seminários.

Com informações da RedeNotícia

Fonte:  www.ecodesenvolvimento.org



Containers reciclados para ajudar o Haiti! !

Você sabia que existem 30 milhões de containers em desuso jogados por ai? Duvida?
Que as pessoas no Haiti estão precisando de quase tudo ninguém duvida. Como ajudar não agredindo muito o nosso Planeta? Um grupo de designers da Universidade de Clemson nos EUA querem enviar containers usados, reciclados e alegremente coloridos para as pessoas morarem. Idéia genial!


O projeto se chama SEED (semente) e na verdade é muito simples: coletar containers em desuso e transforma-los em moradia, ambulatórios de emergência, restaurantes, enfim tudo que pode ser extremamente necessário em situações de emergência como esta do Haiti.
Os containers são resistentes as variações de clima, a prova de insetos, a fogo e super sólidos. Eles não são muitobonitos e agradáveis, mas com pequenas adaptações de baixo custo como pintura e algum revestimento eles ficam bem habitáveis e simpáticos! Olha só no desenho ilustrativo que o pessoal do SEED montou. Claro que conseguir enviar os containers agora com o porto do Haiti destruido não é nada fácil, mas eles estão buscando viabilizar a idéia unindo forças com produtores de containers e empresas que possam fornecer os materiais para adaptar os containers. Dai vão organizar gente no local para executar e mãos a obra!

Você também pode ajudar enviando roupas usadas, celulares em desuso,computadores, enfim tudo que está encostado na sua casa, qualquer ajuda vale! E de tabela você ajuda o Planeta reduzindo o lixo! Vamos lá, ajudar aos outros emagrece, rs,rs!
Fonte: The Alternative Consumer

Designer planeja ponto de ônibus que, além de proteger os passageiros, ajuda o meio ambiente !

SÃO PAULO - O projeto de Ramesh Kanth é bem simples: um telhado capaz de coletar a água da chuva e um sistema que a devolva à terra.


Isso porque, apesar de não parecer, grande parte da água da chuva não volta ao solo. Como nas grandes cidades a maior parte do chão é recoberta de asfalto e concreto, a chuva não pode ser absorvida de volta pela terra. A maior parte dela escorre pelo asfalto, entra em tubulações e é encaminhada para escoamento ou tratamento.
O acúmulo de água responsável pelas enchentes é em parte causado por essa falta de absorção do solo. Daí a ideia de Kanth poder ajudar a resolver o problema nas cidades.
A chuva cairia no telhado do ponto de ônibus e escorreria por uma série de canos por dentro do solo, até alcançar regiões não pavimentadas.
O projeto, claro, precisa ser aperfeiçoado. É necessário criar uma maneira dos canos não entupirem, e cavar fundo o bastante para que a água chegue mesmo à terra, e não acabe danificando estruturas subterrâneas.

Metodologia da prevenção, o legado de Zilda Arns !

 Até sua morte, no terremoto do Haiti, Zilda Arns era pouco conhecida da maioria dos economistas, investidores e empresários comprometidos com o crescimento tradicional do PIB. A médica sanitarista, no entanto, deveria figurar nos anais das boas escolas de administração do mundo inteiro, como criadora de uma metodologia de trabalho revolucionária e altamente eficiente.


A Pastoral da Criança, que ela ajudou a criar em 1983 como desafio proposto pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) à Igreja Católica, exibe indicadores invejáveis, seja qual for o ângulo adotado para analisar o desempenho da entidade. O mais admirável é o custo mensal por cada uma das cerca de 2 milhões de crianças atendidas: menos de US$ 1,00. Os recursos de pouco mais de R$ 35 milhões utilizados no exercício de 2008 representaram um custo mensal de R$ 1,69 por criança, decomposto em vários investimentos, como capacitação de voluntários (R$ 0,18 por criança/mês), apoio geração de renda (R$ 0,06) e educação de jovens e adultos (R$ 0,05).
Presente em 42 mil comunidades pobres e em 7.000 paróquias de todas as Dioceses do Brasil, a Pastoral se move num trabalho de formiga, que envolve 260 mil voluntários (92% deles mulheres). Imbuídos do espírito missionário, eles dedicam, em média, 24 horas por mês ao trabalho de orientar mães e famílias para que cuidem bem de suas crianças. O objetivo primordial da entidade, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é “reduzir as causas da desnutrição e da mortalidade infantil e promover o desenvolvimento integral das crianças, desde a concepção até os 6 anos de idade”. Como pediatra e sanitarista, Zilda Arns acreditava que “a primeira infância é uma fase decisiva para a saúde, a educação, a fixação de valores culturais e o cultivo da fé e da cidadania, com profundas repercussões ao longo da vida”.
O atendimento a cerca de 1,5 milhão de famílias em mais de 3.500 cidades brasileiras trouxe um novo sentido de dignidade e cidadania aos excluídos da nação. Fez também despencar os índices de desnutrição e de mortalidade infantil a patamares ainda hoje perseguidos pela ONU. Em 1983, a Pastoral encontrou 50% de crianças desnutridas – hoje elas são 3,1% das atendidas. A mortalidade infantil despencou de 127 para 13 por mil nascidos vivos. Que outra empresa, ONG ou entidade governamental pode se dar ao luxo de ostentar desempenho tão robusto?
Graças à coordenação e ao empenho de Zilda Arns e à sua rede de voluntários, o Brasil poderá dizer que fez parte da lição de casa proposta pela Declaração do Milênio, aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. Das oito metas a serem atingidas até 2015, pelo menos duas – “erradicar a extrema pobreza e a fome” e “reduzir em 50% a mortalidade infantil” – sem dúvida alguma devem muito à Pastoral da Criança. Que desde 2008 exporta sua tecnologia social para outros continentes. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. No Haiti, Zilda Arns estava justamente empenhada em divulgar a metodologia que criou e que tem caráter ecumênico. Numa entrevista, ela contava como voluntários muçulmanos se sentiam felizes por poder ajudar seus conterrâneos da Guiné-Bissau.
Distorção do PIB
A repercussão desse incansável trabalho, no entanto, não é levado em conta pelos homens que cuidam do produto interno bruto (PIB). Quem acusa esse grave desvio, sempre que tem oportunidade de tocar no assunto, é Ladislau Dowbor, economista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na última Conferência do Instituto Ethos, ele voltou ao tema, usando a performance da Pastoral da Criança como exemplo. Ele diz que seus excelentes resultados na saúde preventiva não são levados em conta para quem vincula progresso e crescimento a aumento do PIB. Afirma que os agentes da Pastoral são responsáveis, nas regiões onde trabalham, por 50% da redução da mortalidade infantil e 80% da redução das hospitalizações, e argumenta que, “com isso, menos crianças ficam doentes, o que significa que se consomem menos medicamentos, usam-se menos serviços hospitalares e as famílias vivem mais felizes”. E completa, indignado: “Mas o resultado do ponto de vista das contas econômicas é completamente diferente: ao cair o consumo de medicamentos, o uso de ambulâncias, de hospitais e de horas de médicos, reduz-se também o PIB. Mas o objetivo é aumentar o PIB ou melhorar a saúde (e o bem-estar) das famílias?”.
A reflexão está, também, em artigo que Dowbor divulga em seu site e que reproduzimos aqui: “Todos sabemos que a saúde preventiva é muito mais produtiva, em termos de custo-benefício, do que a saúde curativa-hospitalar. Mas, se nos colocarmos do ponto de vista de uma empresa com fins lucrativos, que vive de vender medicamentos ou de cobrar diárias nos hospitais, é natural que prevaleça a visão do aumento do PIB e do aumento do lucro. É a diferença entre os serviços de saúde e a indústria da doença. Na visão privatista, a falta de doentes significa falta de clientes. Nenhuma empresa dos gigantes chamados internacionalmente de big pharma investe seriamente em vacinas, e muito menos em vacinas contra doenças de pobres. Ver este ângulo do problema é importante, pois nos faz perceber que a discussão não é inocente, e os que clamam pelo progresso identificado com o aumento do PIB querem, na realidade, maior dispêndio de meios, e não melhores resultados. Pois o PIB não mede resultados, mede o fluxo dos meios”.
O economista afirma que o trabalho da Pastoral da Criança não é contabilizado como contribuição para o PIB. “Para o senso comum, isto parece uma atividade que não é propriamente econômica, como se fosse um band-aid social. Os gestores da Pastoral, no entanto, já aprenderam a corrigir a contabilidade oficial. Contabilizam a redução do gasto com medicamentos, que se traduz em dinheiro economizado na família, e que é liberado para outros gastos. Nesta contabilidade corrigida, o não-gasto aparece como aumento da renda familiar. As noites bem dormidas quando as crianças estão bem representam qualidade de vida, coisa muitíssimo positiva, e que é afinal o objetivo de todos os nossos esforços. O fato de a mãe ou o pai não perderem dias de trabalho pela doença dos filhos também ajuda a economia”, esclarece.
Zilda Arns, uma mulher atenta às demandas dos mais pobres, fez pelo Brasil o que a maioria dos políticos e governantes juntos não fizeram nos últimos 30 anos. Sua obra permanecerá, porque se apoia em pilares sólidos, chamados amor, solidariedade, fé, compaixão, transparência. “Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada à redução urgente das desigualdades sociais, à eliminação da corrupção, à promoção da justiça social, ao acesso à saúde e à educação de qualidade e à mútua ajuda financeira e técnica entre as nações, para a preservação e recuperação do meio ambiente”, disse ela numa conferência na Tailândia, em outubro passado. E também estava atenta às demandas do planeta: “O mundo está despertando para os sinais do aquecimento global, que se manifesta nos desastres naturais, mais intensos e frequentes. A grande crise econômica demonstrou a inter-relação entre os países. Para não sucumbir, exige-se solidariedade entre as nações. É de solidariedade e de fraternidade que o mundo mais necessita para sobreviver e encontrar o caminho da paz”. Sábia Zilda. (Edição de Benjamin S. Gonçalves)
(Envolverde/Instituto Ethos)

Um selo verde de aprovação

Por que normas internacionais de certificação de qualidade beneficiarão turistas, empresas privadas e o meio ambiente

Roger Hamilton

 
Turistas em alojamento ecológico na Amazônia brasileira dispõem de instalações simples mas confortáveis.
 
Turistas aventureiros gostam de surpresas agradáveis, como a de vislumbrar um pássaro arredio ou presenciar um pôr-do-sol espetacular. Mas não quando a surpresa é um banheiro com defeito.

No mundo do turismo sustentável, como se pode garantir a um turista alimentação saudável, alojamentos limpos e serviços de qualidade? Como pode um viajante responsável saber se um hotel ou serviço de guias respeita de fato o meio ambiente ou trata adequadamente as comunidades locais?

A resposta é a certificação em turismo sustentável, segundo os participantes de um recente seminário do BID. Para o turista, um selo verde de aprovação significa que uma empresa está mais propensa a proceder de acordo com aquilo que proclama. Para a empresa, a certificação pode ser um poderoso instrumento de propaganda.

Mas na América Latina e no Caribe a certificação no campo do turismo de pequena escala e baixo impacto ainda é incipiente. A criação de um sistema de certificação integrado e de uso generalizado, afirmam os especialistas, ajudaria tanto os turistas como as empresas. Além disso, estimular o turismo sustentável também reforça os argumentos em favor da preservação de áreas naturais e, ao mesmo tempo, ajuda a reduzir a pobreza rural.

“O ecoturismo é o meio ideal para promover tanto a proteção ambiental como o desenvolvimento econômico e social na região”, disse Donald Terry, diretor geral do Fundo de Investimento Multilateral (FIM), membro do Grupo do BID que organizou o seminário.

Em ecoturismo e outras modalidades de turismo sustentável, obter lucros e fazer o bem caminham de mãos dadas. “Não precisamos convencer as pequenas e médias empresas que faz parte de seu trabalho solucionar problemas ambientais”, disse Terry. “Mas podemos mostrar a elas que ao se tornar mais eficientes do ponto de vista ecológico e melhorar seus padrões ambientais podem capturar novos mercados.”

Criação da rede. Há muito a certificação é uma característica do mercado do turismo de massas, mediante a qual hotéis, restaurantes e outros serviços conquistam o direito de exibir estrelas ou algum outro selo de qualidade. Essas cotações são usadas e reconhecidas no mundo inteiro e têm contribuído para o crescimento do turismo como o maior setor econômico do mundo. O turismo é de importância decisiva para as economias de muitos países da América Latina e Caribe.

Um sistema de certificação em turismo sustentável iria além das avaliações dos serviços aos turistas para incluir também os serviços de saúde e segurança e práticas favoráveis ao meio ambiente, bem como sensibilidade aos ecossistemas naturais e às comunidades locais.

Um passo adiante rumo a um sistema de certificação de aceitação internacional foi dado em setembro último na Bahia, Brasil, com o primeiro encontro da Rede de Certificação em Turismo Sustentável das Américas. No encontro, que contou com apoio do Fumin, representantes de governos, organizações privadas e outros interessados discutiram como conduzir atividades conjuntas de marketing, implementar “melhores práticas” com base em padrões aceitos e facilitar a participação de empreendimentos de turismo de pequena escala no processo de certificação.

O Fumin também fez uma doação de US$3 milhões para um programa destinado a criar padrões básicos de certificação e credenciamento internacionais em turismo sustentável na região. O programa treinará cerca de 1.800 pequenas e médias empresas em Belize, Costa Rica, Guatemala, Equador e Brasil.

O objetivo do programa do Fumin é criar uma alternativa sustentável à derrubada de árvores, à agricultura baseada em queimadas e outras atividades destrutivas, segundo Tensie Whelan, diretor executivo da Rainforest Alliance, organização não-governamental com sede na Costa Rica, que está executando o programa em cooperação com organizações de outros países participantes.

“Praticado de modo sustentável, o turismo pode gerar empregos em algumas das áreas mais pobres e de maior biodiversidade do mundo”, disse Whelan.

Costa Rica assume a dianteira. Uma das pioneiras mundiais no ecoturismo, a Costa Rica também ostenta o mais famoso programa de certificação da América Latina. Conhecida como Certificado para a Sustentabilidade Turística (CST), a iniciativa está ganhando aceitação em outros países, segundo a relatora do seminário Martha Honey, diretora-executiva da Sociedade Internacional de Ecoturismo e co-autora de Protecting Paradise: Certification Programs for Sustainable Tourism and Ecotourism (“Protegendo o Paraíso: Programas de Certificação para o Turismo Sustentável e o Ecoturismo”). Para participar do programa, as empresas devem responder a 154 perguntas em diferentes áreas.

O CST é exemplo de uma certificação “baseada no desempenho”, disse Honey. A outra abordagem, chamada de certificação “baseada no processo”, permite que cada empresa estabeleça seus próprios objetivos, sendo a certificação concedida pelo estabelecimento de um método para alcançar objetivos e não necessariamente pela consecução de tais objetivos. Com muita ênfase na metodologia e de execução dispendiosa, a certificação baseada no processo é mais adequada a grandes hotéis, disse Honey.

Paradoxalmente, os turistas gostam da idéia de certificação, mas ainda não a reivindicam, disse Honey. “Muitos turistas nem sequer percebem quando estão freqüentando uma empresa certificada”, disse ela. O desafio, continuou, será trabalhar para aumentar o apoio da indústria para a certificação, ajudar pequenas e médias empresas e empresas comunitárias a obter certificação, tornar o processo auto-sustentável e proporcionar um órgão de credenciamento.

O BID, uma das maiores fontes de financiamento ao turismo na região, está fornecendo apoio cada vez maior ao turismo sustentável. Os projetos abrangem desde pequenas empresas comunitárias, como parte de programas de desenvolvimento rural, até operações complexas de grande escala, como uma iniciativa para estimular o ecoturismo nos nove estados compreendidos na Amazônia Brasileira (veja link à direita para saber mais sobre o projeto do Brasil).

O Fumin, um fundo independente administrado pelo BID, promove o desenvolvimento do setor privado na América Latina e no Caribe por meio de subsídios e investimentos. Seu apoio ao turismo inclui um programa para o desenvolvimento de qualificações, normas e sistema de certificação que está sendo executado pelo Instituto de Hospitalidade na Bahia, Brasil. Um programa do FIM que promove alianças entre empresas de turismo de pequena escala na Guatemala será objeto de matéria de uma próxima edição do BIDAmérica.
 
Fonte:http://www.iadb.org

TI verde vira tema de pós-graduação em SP !

SÃO PAULO – A Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) anunciou esta semana o lançamento de um curso de pós-graduação curioso, com matérias voltadas à prática de TI verde.


O “Tecnologia da Informação e Responsabilidade Socioambiental - Green IT”, foi criado para atender uma “demanda do mercado” por especialistas na área, segundo comunicado da instituição.
“No Brasil, grandes organizações já mantêm estruturas com foco em responsabilidade socioambiental. Os alunos formados neste curso terão um grande diferencial no momento da contratação por serem a materialização da profissionalização no assunto”, afirma Tatiana Vieco, coordenadora da área Tecnológica em TI da UNICID.
Uma das premissas do curso é treinar o aluno nas boas práticas de responsabilidade ambiental, palavra que aparece em praticamente todas as matérias da grade.
Segundo a universidade, o curso deve começar no dia 1º de março com duração de seis meses (360 horas). As inscrições devem ser feitas no próprio site da instituição.

As quatro regras para a liderança !

Quais as características comuns aos bons líderes no mundo corporativo? O que eles precisam ser e fazer para conduzir suas companhias rumo aos postos de liderança? Existe algum guia prático?
Bem, existem sim alguns traços inerentes àqueles que esperam ter êxito em cargos de liderança e ainda tornarem suas empresas líderes em determinada área de atuação, seja em companhia de pequeno ou grande porte, start up brasileira ou corporação multinacional. Bons líderes devem possuir virtudes como inteligência emocional, autenticidade, visão estratégica, ética, humildade, transparência, entre outras, além de ter o olhar atento ao cliente. Líderes que têm o consumidor como foco principal estão na direção certa.
O mundo corporativo está inundado por competências que ilustram o comportamento e atitudes que refletem postura de liderança efetiva. Algumas dessas competências acabamos de registrar acima. Entretanto, entendemos que podemos consolidar em quatro grandes blocos aquilo que qualquer organismo carente de liderança está sempre perseguindo. Para nós, o líder de sucesso será alguém que consegue:
1-) Construir o futuro: O bom líder deve ser obrigatoriamente um visionário, um estrategista capaz de pensar o futuro e a situação da empresa no futuro, fazendo com que os colaboradores compreendam e sigam a direção estabelecida. É preciso imaginação aguçada por parte do líder para que a empresa não fique parada no tempo. Como estará o mundo daqui a 10, 20, 30 anos? A companhia terá como sobreviver nesse cenário ou vai precisar se reinventar?
2-) Fazer acontecer: O líder precisa saber o que e como fazer para que a empresa atinja aquela visão de futuro, que recursos buscar, como executar e concretizar os planos. Sem isso, a empresa não sai do plano das idéias e não consegue colocar em prática suas estratégias de médio e longo prazo.
3-) Envolver e motivar talentos: O bem mais valioso de qualquer empresa são as pessoas. O bom líder sabe reconhecer talentos, delegar poderes e criar um ambiente desafiante e motivador, retendo os funcionários e colaboradores talentosos e que vão trazer valor para a companhia. O líder seguro não precisa temer aos novos talentos, mas ao contrário, sabe como estimulá-los para tê-los como aliados.
4-) Construir sustentabilidade: A busca pela sustentabilidade passa invariavelmente pela preocupação com as novas gerações, com o meio ambiente e com a sociedade em geral. Bons líderes sabem que a empresa precisa caminhar e continuar forte por si mesma, independente das pessoas que estiverem nos cargos-chave no futuro. Empresas sustentáveis são menos suscetíveis a intempéries de mercado, crises financeiras ou imprevistos ligados a pessoas. Sustentabilidade é um dos pilares da condição de líder.
Steve Jobs, Bill Gates, Eike Batista, Carlos Slim, Rupert Murdoch são alguns nomes emblemáticos que podemos citar quando pensamos em figuras de bons líderes e que têm mantido suas empresas em postos de liderança. Todos eles têm suas ações pautadas por essas quatro regras, que conforme dito anteriormente, são válidas não somente para os líderes de grandes corporações, mas também para aqueles que dirigem empresas de pequeno e médio porte, jovens empreendedores, diretores, etc. É preciso mais do que boa intenção para ser um líder de sucesso.

Seu lixo doméstico = gás para sua casa !

O lixo doméstico pode ser a resposta do futuro, talvez bem próximo, para o fornecimento de gás doméstico no Planeta.
Você joga o seu lixo em um tipo de autoclave e depois ele volta como gás para você cozinhar, tomar banho, aquecer, etc. Esta solução já existe e funciona na Inglaterra.


A Sterecycle, uma empresa inglesa especializada em reciclagem e energia verde, desenvolveu um projeto revolucionário que transforma o lixo em gás e o injeta diretamente na rede de fornecimento das casas.
Como sempre as melhores idéias são as mais simples: o lixo é recolhido de casas e escritórios e o conteúdo é colocado em um sistema de vapor de alta pressão, um tipo de autoclave, que separa o lixo orgânico (alimento,papel,etc.) do inorgânico (metal,plástico,etc). O material orgânico separado é então transformado em um composto fibroso que sofre a ação de agentes digestivos (bactérias por exemplo) e se converte em biometano, primo irmão do gás metano derivado de petróleo que usamos hoje, e o gás volta a ser injetado na rede de gás pronto para uso.


Além do biometano o composto fibroso pode ser usado para fabricar material de construção, fibras longas para produção de papel reciclado e bioetanol. O grande diferencial deste processo de “gaseificação” do lixo em relação aos demais existentes, é que ele utiliza somente material orgânico para a produção do composto, o que não acontece com outros que queimam juntam plásticos e outros materiais inorgânicos.


A tecnologia é pioneira mundialmente e promete ser mais segura, eficiente e barata do que as já existentes, reutilizando 80% do lixo.
A empresa fundada em 2005, construiu a sua primeira auto clave com capital de anjos investidores. Em 2006 recebeu investimento do Goldman Sachs e hoje já conta com operação em funcionamento e duas em construção na Inglaterra: a primeira funcionando em Yorkshire que processa 100 mil toneladas de lixo por ano e a segunda em Cardiff , Wales que vai estar a todo vapor a partir de 2011. A terceira, já em montagem, fica no Sul de Londres e se tudo der certo fica pronta para operar em 2012.
Tomara que o projeto dê cada vez mais certo e seja um sucesso, assim a tecnologia vai ficando menos cara e portanto mais acessível ao uso doméstico. Já imaginou que maravilha saber que o seu lixo tem utilidade e você nem precisa mudar seu hábito,ou seja, pode continuar jogando tudo no famoso saquinho plástico do supermercado que a máquina se encarrega de separar Oba! Quem viver verá!
Fonte: www.oxigenio.etc.br

Proprietários rurais terão recursos para plantar pequenas florestas !

Produtores rurais do Paraná terão recursos do Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar para plantar pequenas florestas em suas propriedades. Destinado a áreas com até 10 hectares, o programa Ouro Verde, lançado nesta terça-feira (19) na Escola do Governo, terá até R$ 800 milhões em oito anos, para investir no reflorestamento de áreas degradadas.
“O projeto servirá como uma poupança para quem tem propriedades, mas não tem recursos. Será garantida, rentável e poderá ser feita, inclusive, através de consórcios”, afirmou o secretario especial Nivaldo Krüger, coordenador de Reflorestamento no Paraná. O Banco do Brasil e o BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento Extremo Sul firmaram convênio com o Governo do Estado, para repasse de recursos.

O projeto será focado nas regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, especialmente áreas já degradadas pela indústria da madeira, onde moram 3 milhões de pessoas. O programa ajudará a reduzir a diferença entre consumo e produção de madeira no Estado, que atualmente é de 55 mil hectares, segundo o secretário. “Mantendo este ritmo, os estudos mostram que até 2021 a indústria madeireira do Paraná vai entrar em colapso, excetuando as empresas que investiram e são minoria”, alertou Nivaldo. São 350 mil os trabalhadores no setor de madeira no Paraná.
Nivaldo Krüger citou países que já sofreram com o desmatamento total de suas florestas, caso da Alemanha e Japão, e agora têm sucesso em reflorestamento. “A Alemanha foi totalmente destruída na Guerra, o hoje tem 45% do território florestado. É isso que queremos aplicar no Paraná”, afirmou.
OPERAÇÃO ARAUCÁRIA – Em convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Governo também vai trabalhar no reflorestamento de Araucária. Segundo o secretário, serão realizados dois tipos de ações: a primeira é desenvolver métodos para aumentar o número de pinheiros; a outra é o desenvolvimento de uma máquina para descascar o pinhão.
“Conseguindo um protótipo deste tipo, teremos como depositar o pinhão em câmaras frias, o que servirá para aumentar a distribuição e o consumo”, afirmou Nivaldo. O secretario informou sobre estudos realizados por empresas, que indicariam que a Araucária é tão produtiva quanto o Pinus, em 20 anos. “A partir do vigésimo ano, há estudos provando isso, e vem de empresas que já estão plantando araucária com objetivo de colher”, disse.
CAPIM ELEFANTE – Foram apresentados estudos também, realizados pela Secretaria Especial, sobre a viabilidade de plantio do Capim Elefante para a produção do carvão. Segundo o secretário, a dificuldade é que não há, ainda, fábricas que façam essa transformação. “Já temos algumas empresas se organizando. O Capim Elefante é viável por crescer rápido e ter de 3 a 4 colheitas por ano”, afirmou.
De acordo com a estimativa do secretário, a cada 100 hectares do produto industrializado, serão economizados 75 hectares de florestas. Krüger lembrou ainda da importância ambiental dessa produção. “Nós usamos, por ano, 15 milhões de metros cúbicos de madeira na indústria, mas queimamos 19 milhões em lenha. Trocando a forma de produção de carvão poupamos árvores”, destacou.
Fonte: Agência Estadual de Notícias - PR

Começa disputa por software 'ambiental !

Sistemas: Companhias como SAP, IBM, Oracle e CA criam ferramentas para controlar emissão de carbono

Joaquim Dias Garcia, diretor de tecnologia do Pão de Açúcar: "Sistema capaz de medir a emissão de carbono de forma automatizada é uma grande ideia"
A sabedoria popular diz que a necessidade é a mãe da invenção. No setor de tecnologia da informação, o ditado já se provou verdadeiro mais de uma vez. Na década de 80, quando ficou claro que o consumidor queria levar suas músicas para qualquer lugar, surgiram os primeiros tocadores portáteis, precursores de sucessos atuais como o iPod. Dentro das empresas, as planilhas em papel foram substituídas gradualmente por versões eletrônicas e, posteriormente, por complexos sistemas de gestão.
Agora, com a preocupação crescente em torno da preservação ambiental, os fornecedores de software farejaram mais uma oportunidade de mercado na necessidade das empresas de economizar energia e adotar processos mais limpos. Grandes companhias de tecnologia como SAP, CA, Amadeus, Oracle, SAS e IBM são algumas das empresas que estão se dedicando ao desenvolvimento de sistemas que permitem medir de forma automatizada a emissão de carbono proveniente das atividades de seus clientes.
Trata-se de um novo e amplo mercado. Analistas estimam que as oportunidades em sistemas para a área de sustentabilidade podem movimentar € 7 bilhões nos próximos cinco anos.
Os primeiros programas se voltaram para atividades básicas, como medir o impacto ambiental de uma usina siderúrgica. Mais recentemente, porém, as companhias de software tem apresentado programas que chegam a medir a emissão de carbono representada pela viagem de um funcionário ao exterior.
"Ter um sistema que faça a medição [da emissão de carbono] de forma automatizada é uma grande ideia", diz Joaquim Dias Garcia, diretor de tecnologia do grupo Pão de Açúcar. A empresa já mede suas emissões de carbono há algum tempo, mas o processo é feito com o auxílio de planilhas e bancos de dados, não de sistemas específicos para essa função.
Envolvido em um grande processo de instalação de novos sistemas de gestão da companhia, Garcia afirma que pretende avaliar a adoção de ferramentas de controle de emissão de carbono . "Vai depender do tamanho do projeto", diz o executivo.
Medir e reportar as emissões de carbono ainda não é uma obrigação na maioria dos países. Muitas empresas que procuram esse tipo de sistema estão, na verdade, buscando ganhos que podem incluir desde a redução de custos até a construção de uma imagem positiva entre os consumidores. Ao mesmo tempo, como a tendência é de que nos próximos anos sejam criadas leis especificas, há empresas que veem o investimento atual como uma preparação antecipada para o cenário futuro.
Segundo a consultoria inglesa AMR Research, pelo menos 152 companhias de todo o mundo desenvolvem aplicações que medem emissões de carbono. O principal desafio é fazer com que a adoção desses sistemas seja feita de forma simples. A aposta é no modelo de software como serviço (SaaS), em que as informações são acessadas pela internet e não a partir do computador do usuário ou da empresa.
É o caso do ecoSoftware, da CA. O sistema lançado no ano passado já está sendo usado pela rede varejista Tesco, da Inglaterra, e usa parâmetros de medição definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O programa pode ser usado para fazer medições em diferentes áreas das empresas e permite alguma personalização. "No modelo de SaaS, o fornecedor ganha com a escala de uso. Se precisar fazer muitas adaptações, a margem acaba ficando reduzida", diz Rosano Moraes, vice-presidente de gerenciamento de infraestrutura para América Latina da CA. De acordo com o executivo, o lançamento do produto no Brasil está programado para este ano.
A SAP também aposta no conceito de software como serviço com seu "Carbon Impact". O sistema foi desenvolvido depois da aquisição da Clear Standards, no ano passado. Segundo João Almeida, gerente de sistemas de sustentabilidade da empresa, sua aplicação está mais voltada a atividades como viagens de funcionários e consumo de energia dentro dos escritórios. A companhia também tem software para a área industrial. O Carbon Impact está em fase de adaptação ao mercado brasileiro e também tem previsão de lançamento para este ano.
Já a Amadeus, que tem sistemas para as áreas de viagens e turismo, promete para o meio do ano sua calculadora de emissão de carbono. A princípio, o software será lançado só como um complemento do sistema de gestão de viagens e-Travel Management e estará disponível para as empresas que usam esse produto. Segundo Gustavo Murad, diretor de negócios da Amadeus, outras versões serão lançadas nos 12 meses seguintes.
O software é a nova fronteira verde da tecnologia da informação, mas os fabricantes de equipamentos já vem fechando negócios sob esse apelo há pelo menos três anos. Sob o argumento de que seus produtos consomem menos energia ou são produzidos com material que não agride o ambiente, como o chumbo, essas empresas têm vendido novas gerações de servidores e computadores, entre outros equipamentos.

Paraná realizará Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação em março !


A secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) já está preparando a Conferência Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação. A abertura será realizada na capital paranaense no dia 1 de março, no Centro de Convenções de Curitiba.
A conferência estadual precede a etapa regional Sul, a ser realizada nos dias 11 e 12 de março, em Porto Alegre, e a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontecerá entre os dias 26 e 28 de maio, em Brasília. O objetivo do evento é discutir com a sociedade as políticas para a área, de modo a subsidiar as ações e promover a Ciência e a Tecnologia.
A 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação terá como título “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”. As discussões serão norteadas pelas linhas do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010. A conferência também analisará os programas e resultados do Plano de Ação 2007-2010 e encaminhará sugestões para a formulação de uma Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Participarão do evento estadual, que prossegue até 2 de março, instituições e entidades dos mais diversos setores, acadêmicos, estudantes, empresários, representantes dos vários níveis de governo e de organizações não governamentais. A Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação é coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com a participação de diversos segmentos da sociedade.

A internet é uma mídia de oxigenação social !

A possibilidade da troca de ideias pela internet fará um acerto de contas com o passado e uma revisão profunda em conceitos já questionados mas ainda vigentes.
Por Carlos Nepomuceno
Dependendo da idade, temperamento ou interesse, olhamos a mídia internet de diferentes maneiras.
Os mais conservadores insistem em comparar a web com o rádio e a televisão. Dizem eles: “é mais uma normal e tradicional mudança de mídia”. Por outro lado, os mais arrojados garantem que estamos lidando com algo, digamos, “sui generis”, um fenômeno que chega às raias de algo marciano.
De fato, a internet, como a chegada do rádio e da televisão, introduz uma nova mídia – isso é um fato. Mas é interessante notar que, tanto o rádio quanto a TV, que tiveram sua importância histórica nos rumos da sociedade, pois eram mídias que reforçavam e expandiam praticamente as mesmas vozes que se expressavam nos grandes jornais. Eram mídias – e são ainda – de forte controle em função dos elevados custos ou do seu fácil monitoramento.
Podemos chamá-las, assim, de mídias de reforço de estruturas vigentes de poder.
A web, entretanto, não se encaixa nesse tipo de ambiente, pois ela introduz na sociedade, a baixo custo e de difícil monitoramento, a multiplicação de vozes. Não, não se trata, portanto, de algo de Marte, pois tivemos o mesmo fenômeno (algo similar) com a chegada do livro impresso, frente ao monopólio do livro manuscrito – pilar este de dominação da Igreja e da monarquia na Idade Média.
Podemos chamar, assim, a web de uma mídia de oxigenação social, que abre espaço para novas vozes. Este fato – e não a tecnologia – marca (e marcará) as mudanças que assistiremos e já estamos assistindo.
Mídias de oxigenação social abrem um terreno fértil para a troca de ideias e, portanto, para amplas mudanças.
O livro impresso libertou os escravos !
O livro impresso, lembramos, viabilizou a libertação dos escravos e o voto das mulheres, “introduziu” a alma nos negros e nos índios e criou uma possibilidade de terminar uma opressão – processo que nós estamos assistindo até hoje na sociedade. Além disso, introduziu o conceito de democracia, da economia do próprio capitalismo e da ideologia hoje vigente.
A próxima civilização que se abre com a possibilidade da troca de ideias pela internet fará um acerto de contas com este passado, fazendo uma revisão profunda em conceitos hoje já questionados, porém vigentes.
Passando, por exemplo, pela ecologia, pelo lucro das empresas, pelas diferenças sociais.
Estamos à beira de um upgrade civilizacional necessário, que estabelecerá uma nova elite, em outro patamar de civilização. Elite esta que deve controlar a mídia até que uma mídia venha oxigenar a sociedade, num fluxo civilizacional, que vai entrando e saindo de mídias para outras mídias.
É isto. Muito obrigado. [Webinsider]

Quem certifica no Brasil !

Conheça algumas das principais certificadoras em atividade no Brasil
Em um cenário de questões socioambientais cada vez mais presentes na construção de valores da sociedade, as empresas se viram obrigadas a adequar seus processos e modelos de negócios a novas demandas por parte dos governos, consumidores, acionistas, entre outros stakeholders. Uso mais eficiente de recursos naturais, procedência de matéria-prima, condições de trabalho seguras, respeito às comunidades locais, gestão de resíduos são temas que ganharam destaque na gestão das organizações. Quem garante a qualidade? Os certificados de produção.
Confira abaixo os principais modelos de certificação ambiental, e algumas certificadoras em atividade no Brasil atualmente.
Certificações de produtos orgânicos - Garante ao consumidor que o produto que ele está levando para casa foi produzido sem a adição de produtos químicos, como agrotóxicos e conservantes. Ligada diretamente ao setor de agricultura.
Associação de Certificação Instituto Biodinâmico – IBD
Ecocert Brasil
A Associação de Agricultores Biológicos - ABIO
Associação de Certificação Socioparticipativa da Amazônia – ACS Amazônia
OIA–BRASIL
Instituto de Mercado Ecológico - IMO
Certificação Agropecuária - visa boas práticas agrícolas nas fazendas e nos frigoríficos, e é incumbido de executar os processos de certificação de produtos (animais, carne) por sua identificação de origem e rastreabilidade.
Associação Brasileira de Supermercados - Abras
Associação de Certificação Instituto Biodinâmico – IBD
Biorastro Certificação de Produtos Agropecuários
SAI GLOBAL Brasil Certificação
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa
Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA
Associação de Empresas de Rastreabilidade e Certificação Agropecuária - ACERTA
Certificação Florestal - Assegura que a extração de produtos florestais, como madeira, frutos e sementes, seja realizada dentro das leis ambientais, de forma a preservar os recursos naturais da floresta, além de garantir que a exploração dê lucro para as comunidades locais.
Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Brasil
Programa Brasileiro de Certificação Florestal - Cerflor
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - Imaflora
Associação de Certificação Socioparticipativa da Amazônia – ACS Amazônia
Certificação Fairtrade – Organiza critérios para certificação de empresas que operam na filosofia do comércio justo, como contato direto entre produtores e mercado consumidor, transparência dentro da cadeia produtiva e comercial, preço mínimo para o produto, e respeito às leis trabalhistas nacionais e internacionais.
Fairtrade Labelling Organizations - FLO
Certificação de produtos/processos – Atesta as condições e os processos de produção de produtos das mais diversas áreas favoráveis à preservação do ecossistema.
InMetro
Sustentax
OCIPEM - Organismo de Certificação de Produtos
Mercado da garantia - Certificações consolidam-se como instrumentos de redução de risco e de disseminação do consumo responsável

Para sobreviver à tragédia é preciso adaptar-se

Fatos trágicos sempre podem acontecer. A nossa blindagem emocional determina o significado que atribuímos a eles, nos jogando para a frente ou nos anulando de vez.
Por Eduardo Zugaib

Qual valor tem uma tragédia que se abate sobre a vida de uma pessoa, de uma família ou de uma cidade? As formas de reagir são inúmeras e estão relacionadas a fatores como a espiritualização, a resiliência e a percepção de que a mudança bateu à porta, de forma brusca. E para sobreviver a ela, é preciso adaptar-se.
Situações limites como a perda de um emprego, de todos os bens, ou, pior ainda, a perda de entes queridos, coloca todo o nosso auto-conhecimento à prova. Infelizmente, nem todos suportam, e acabam cedendo à depressão, à perda do sabor de viver, tornando-se alvo fácil para pensamentos, sentimentos e comportamentos auto-destrutivos.
Logo após uma perda, a comoção e a solidariedade dos demais anestesiam. A prova mais difícil vem com o decurso do tempo, quando o mundo volta à sua rotina. É quando a sensação de vazio torna-se avassaladora e crescente, ao passo que a escala dos nossos valores muda profundamente. O que tinha valor, deixa de ter. O que não tinha, passa a ser visto com outros olhos.
O cuidado contínuo com o auto-conhecimento, se não evita a dor, ao menos ameniza o sofrimento e amplia a visão para o real crescimento que uma fatalidade pode trazer. Acreditar e praticar isso tem um preço: enfrentar a opinião dos mais céticos, que apenas avaliam a vida pela ótica da fatalidade, rotulando valores espirituais, de crescimento pessoal e de motivação humana como papo-furado de guru de auto-ajuda.
Uma tragédia divide a vida em dois períodos, um antes e depois com escalas de valores bem distintas. Quem já viveu uma, sabe. Porém, buscar auto-conhecimento pensando apenas no dia em que enfrentaremos uma perda, também é um jeito míope e limitado de relacionar-se com o seu próprio eu e com a sua forma de assimilar o mundo.
A busca da sincronia entre as nossas dimensões física, intelectual, espiritual e moral deve ser um compromisso de vida e a para a vida, que pode vir ou não a enfrentar dores maiores, porém sempre aberta a perceber oportunidades de crescimento e de ampliação de consciência, do estabelecimento de crenças positivas, venham elas de experiências boas ou ruins.
Fatos trágicos sempre podem acontecer dentro da nossa própria casa. A nossa blindagem emocional é o que determina o significado que atribuímos a eles, nos impulsionando para a frente ou nos anulando de vez. [Webinsider]

O ABC da TI Verde !

Entenda quais os fundamentos básicos para as empresas adotarem o conceito da TI ambientalmente correta e descubra os benefícios previstos
E-mail Imprima Comente Erros? a a a retweet 4 Recomendar!Share Aumento do preço de energia. Aquecimento global. Equipamentos antigos empilhados em depósitos e aterros sanitários. A conjunção desses fatores tem aumentado as discussões relativas às questões ambientais e, inclusive, o papel que a área de TI representa para o tema. Questões ambientais — e o papel da tecnologia nelas — estão recebendo mais atenção do que nunca.
Para ajudar os executivos de TI a lidar com esse novo cenário, CIO criou um manual dos principais conceitos da TI Verde.
O que é TI sustentável?


O termo TI sustentável – ou “verde” – é usado para descrever a fabricação, o gerenciamento, a utilização e o descarte de qualquer produto ou solução ligado à tecnologia da informação sem agredir o meio ambiente.
A utilização do termo varia de acordo do papel que a empresa tem na cadeia de TI, ou seja, se ela representa um fabricante, um CIO ou um usuário final, por exemplo.

Fabricação sustentável
Refere-se aos métodos utilizados para produzir equipamentos que não afetam o meio ambiente. Abrange desde as técnicas para reduzir o volume de substâncias químicas nocivas utilizadas em produtos, como torná-los mais eficientes em termos de energia até embalá-los com material reciclável.

Gerenciamento e utilização da TI sustentável
A gestão e o uso da TI verde tem a ver com o modo como uma empresa gerencia seus ativos na área de Tecnologia da Informação. Isso inclui comprar desktops, notebooks, servidores e outros equipamentos eficientes em termos de energia; bem como gerenciar o consumo de energia dos produtos.
Isso ainda diz respeito ao descarte ambientalmente seguro de todos os equipamentos, por meio de reciclagem ou doação dos itens, ao final da vida útil dos mesmos.

Descarte sustentável
Esse tema diz respeito a forma como as empresas se desfazem dos ativos de TI. Para tanto, o termo prevê que o lixo eletrônico não seja descartado em um aterro sanitário comum, no qual as substâncias tóxicas que os equipamentos tecnológicos podem se infiltrar no lençol freático ou manuseados por pessoas.

Metas da TI verde
Os objetivos da TI verde são promover a sustentabilidade ambiental. Em 1987, a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu sustentabilidade como uma abordagem de desenvolvimento econômico que “supre as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Mapa estimula participação das cooperativas no mercado do agronegócio - Destaque: Colônia Castrolanda !

Brasília (15.1.2010) - “O sistema cooperativista brasileiro vem se desenvolvendo de uma forma consistente com mais de 30 milhões de pessoas envolvidas”, relata o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero.
Para estimular o setor, o ministério investe na profissionalização da gestão, na internacionalização e no acesso a mercados, com a promoção de cursos e a participação de cooperados em rodadas de negócio, missões ao exterior e eventos nacionais e internacionais. “Essa é uma forma de expor a produção cooperativa nacional no mercado mundial, aproveitando esse momento em que o Brasil se destaca como produtor de alimentos”, completa Portocarrero. Para essas ações, o governo aplicou, em 2009, R$ 7,6 milhões.

Início - O cooperativismo foi a solução encontrada por um grupo de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil na década de 1950 e ocuparam os arredores do município de Castro/PR, com o compromisso de desenvolver a agropecuária na região.
A colônia Castrolanda, a 10 quilômetros do centro da cidade, foi fundada pelos imigrantes, em 1951, e preserva a arquitetura típica da Holanda. Um imenso moinho de 37 metros de altura abriga o Memorial da Imigração Holandesa. Nesse cenário foi criada a Cooperativa Castrolanda, uma das mais prósperas do País, com destaque na pecuária leiteira, suinocultura, produção de soja, milho, feijão, batata e trigo.
“Investir em pesquisa e desenvolvimento agropecuário sempre foi a nossa prioridade para agregar valor aos produtos e garantir a sustentabilidade dos associados”, afirma o vice-presidente da Castrolanda, Willen Berend Bouwman. Parcerias operacionais e estratégicas no processo de industrialização contribuíram para alavancar os negócios.
Na cooperativa, são industrializados o leite (em pó, integral, desnatado e creme de leite), batata (chips e palha) e ração. A usina de beneficiamento de leite processa, em média, 150 milhões de litros por ano. Toda a produção é registrada no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e, posteriormente, fornecida às indústrias.
Nos últimos dez anos, o ciclo de crescimento foi de 40% ao ano. Em 2008, o faturamento chegou a R$ 922 milhões. Com as conquistas do sistema cooperativista, a Castrolanda implantou reformas profundas em infraestrutura e introduziu um programa de gestão participativa, que compreende a profissionalização dos produtores, planos de capitalização e de monitoramento. A cooperativa conta com 700 associados e 488 colaboradores das regiões centro-sul do Paraná e sul de São Paulo. (Jean Peverari)

Maior exposição de carros dos Estados Unidos ganha corredor voltado para veículos verdes !

O North American International Auto-Show está sendo realizado em Detroit de 12 a 24 de janeiro.
Pela primeira vez, destaca-se uma área voltada somente para carros elétricos ou híbridos. Entre os mais de 700 veículos expostos na feira, 20 estão no corredor verde.


O BugE, por exemplo, é um veículo 100% elétrico de três rodas que transporta apenas uma pessoa. Com visual futurista, ele tem performance similar a outros de mesmo porte e chega a até 80 km/h.
Um dos grandes destaques ecológicos, no entanto, é o Nissa Leaf, que faz 160 km com uma única carga. O tempo detomada necessário é sete horas, mas com apenas30 minutos plugado ele consegue reabastecer 80% de sua bateria.
A Mitsubishi também mostrou seu iMiev, que deve começar a ser vendido ainda este ano. A Audi, com sua segunda versão do e-tron, BMW, Volvo , com o C30, Fiat, com seu 500 Electric, e Tesla também apresentaram seus veículos elétricos.


Novo decreto retira expressão polêmica do Programa de Direitos Humanos !


O decreto assinado nesta quarta-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pôr fim aos desentendimentos entre setores militares e a pasta dos Direitos Humanos em torno do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos suprime a expressão “repressão política” da parte que trata das atribuições da Comissão da Verdade de apurar casos de violação de direitos no contexto da repressão política.
Assim, o texto não mais especifica se poderiam ser investigadas violações de direitos humanos praticadas pelos militares ou por militantes de esquerda no período da ditadura militar. A possibilidade de as investigações recaírem apenas sobre os militares que atuaram durante a ditadura foi um dos pontos que geraram descontentamento entre os militares.
O decreto também oficializa a criação de um grupo de trabalho, já previsto no texto do programa, para elaborar o anteprojeto de lei que instituirá a Comissão da Verdade.
No formato anterior, o texto determinava que caberia à comissão “a apuração e o esclarecimento público das violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo Artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade história e promover a reconciliação nacional”.
Agora, o texto diz que a comissão será formada, “com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de direitos humanos praticadas no período fixado no Artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade história e promover a reconciliação nacional”.
O decreto anterior, assinado por Lula em dezembro, continua valendo. O decreto de hoje trata apenas da Diretriz 23, suprimindo a expressão “repressão política” e oficializando a criação do grupo de trabalho.
Os itens que provocaram polêmica entre setores do agronegócio e da Igreja Católica, por exemplo, estão todos mantidos. Várias dessas ações propostas dependem de projeto de lei, logo, não há garantia de que sejam aprovadas tal como propõe o texto elaborado pelo governo.
Edição: Nádia Franco
(Envolverde/Agência Brasil)