Veja por que as aéreas estão investindo em responsabilidade social

Karina Cedeño




A fidelização do passageiro a uma companhia aérea poder estar relacionada a fatores que vão muito além do preço ou serviço oferecido. Isso porque hoje em dia muitos clientes optam por uma aérea considerando o papel de responsabilidade social que ela exerce.

Ao longo das últimas décadas, as companhias aéreas têm empreendido diferentes práticas ambientais sustentáveis, mas o foco continua sendo a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera. 

O setor do transporte é a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, representando 11% do total de 1.927 bilhão de toneladas – atrás apenas do setor agropecuário, segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Clima.

De acordo com a Anac, a quantidade de gás carbônico emitida depende do tipo de aeronave, mas, em média, atinge 70 gramas por passageiro por quilômetro. 

Em uma viagem de ida e volta entre Porto Alegre e Recife, por exemplo, uma aeronave emite 1,9 tonelada de gás carbônico por passageiro. Essa mesma quantidade de dióxido de carbono levaria 37 anos para ser absorvida por 13 árvores da Mata Atlântica em seu processo de fotossíntese.

Mas além do meio ambiente, também está na pauta das aéreas os impactos sociais e econômicos. Confira a seguir algumas medidas que têm sido adotadas para reduzi-los.

1- Melhor comunicação aeroportuária
As aéreas estão analisando também as áreas dos aeroportos, que geralmente são congestionadas, e atividades como o reabastecimento, que aumentam as emissões. 
Nesse ponto, um aspecto a ser melhorado é a comunicação entre os pilotos e os controladores de voo para evitar as filas de aviões à espera de autorização para pousos e decolagens. Durante a decolagem, as aeronaves são obrigadas a voar em círculos, queimando combustível desnecessariamente.

2- Aeronaves mais eficientes e biocombustível
Já não é de hoje que as companhias estão investindo em aeronaves mais eficientes, que poluam menos a atmosfera e que emitam menos ruído. 
O Brasil já está cogitando o uso de combustível renovável na aviação, o que envolve energia elétrica e bioquerosene.

3- Plantação de árvores
Outra medida que costuma ser tomada é a realização de voos neutros em carbono, por meio da plantação de árvores que absorvam o equivalente à quantidade de gás carbônico emitida pela aeronave.

4- Reciclagem de material a bordo
O uso de tecidos sustentáveis nas poltronas e a redução do papel gasto a bordo são algumas das alternativas encontradas pelas companhias aéreas.

5- Apoio a programas sustentáveis e comunidades locais
Muitas empresas têm revertido parte de suas receitas a ONGs e programas de incentivo à sustentabilidade, que dão a jovens de comunidades carentes a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho por meio de atividades em prol do meio ambiente.

Empresas focam retorno sustentável para atrair investidores, diz relatório




DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A nova geração de investidores, capitaneada pelos millennial -nascidos entre 1980 e 2000- e pelas mulheres, demanda que as empresas ofereçam não só retornos financeiros, mas também sociais e ambientais, mostra relatório do banco UBS divulgado nesta terça-feira (19).

O relatório "Negócio de impacto" fala sobre como as empresas têm se movimentado para atender a essas exigências de sustentabilidade que fogem da atuação tradicional em filantropia e meio ambiente.

Segundo o estudo, um crescente número de pessoas e instituições busca negócios e investimentos de negócios que vão além de uma abordagem de investimento exclusiva e que entreguem retornos financeiros e sociais ou ambientais simultaneamente. Os millennial e as mulheres lideram uma "ampla onda" de demanda que se espalha na sociedade, diz o relatório.

"Empresas que foquem tanto nos retornos sociais quanto nos financeiros têm mais possibilidade de atrair capital de novas gerações de millennial e mulheres que querem ganhar dinheiro e fazer bem à sociedade", diz o estudo.

É natural, então, que as agendas de gerar lucro econômico e dar retorno à sociedade se unam sob o guarda-chuvas de "negócios de impacto", afirma Sylvia Coutinho, presidente do UBS Brasil.

"Além de se preocuparem com a sustentabilidade dos seus negócios, se preocupam em gerar externalidades positivas para a sociedade como um todo. Um exemplo de empresa Brasileira que representa esta pauta é a Natura, que é um exemplo de sustentabilidade não só aqui, mas no mundo", afirma.

Essa demanda acaba se tornando uma pressão crescente para que as empresas não apenas minimizem seus potenciais impactos negativos, mas também proativamente impulsionem o efeito positivo na sociedade enquanto aumentam seus retornos comerciais.

"Existirá cada vez mais uma pressão, tanto por parte das novas gerações de colaboradores e talentos, quando por parte dos consumidores, em somente se associar a empresas que consigam demonstrar que têm uma genuína preocupação com sustentabilidade e o impacto que geram na sociedade", afirma Coutinho.

"Este será, espero, o capitalismo 4.0, onde o setor privado passa também a atuar de maneira proativa e relevante para solucionar problemas socioambientais, agenda hoje que temos tendência a delegar aos governos. "

O estudo lembra que empresas com ações em Bolsa que causam danos ambientais têm sido penalizadas pelos acionistas.

No Brasil, há o exemplo da Vale em 2015. O rompimento de uma barragem da Samarco -que tem a Vale como uma de suas acionistas- em Mariana (MG) provocou um desastre ambiental e fez as ações da mineradora recuarem 5,7% no dia seguinte à tragédia. 

Foram cinco pregões seguidos de desvalorização, e a Vale acabou sendo retirada do índice de sustentabilidade de Bolsa brasileira.

Na Europa, a montadora Volkswagen passou por situação semelhante, ao vir à tona que ela usava um software para manipular testes que verificavam as emissões de gases poluentes por veículos. Nos dias seguintes à publicação das primeiras denúncias, as ações da empresa chegaram a acumular desvalorização de 42,2%.

De acordo com o relatório "Investimentos Globais Sustentáveis", produzido em 2016 pela Aliança Global de Investimentos Sustentáveis, ativos gerenciados com critérios de investimento responsáveis cresceram de US$ 18,3 trilhões em 2014 para US$ 22,9 trilhões no ano passado.

Fonte: Folhapress

Eventos focados no meio ambiente se destacam cada vez mais!

POR JORNAL A VOZ DA SERRA

A natureza em Nova Friburgo clicada por Henrique Pinheiro

O ano de 2017 foi reconhecido pela ONU como o ano do Turismo Sustentável. 

O turismo já foi o principal responsável pelas alterações ambientais em alguns lugares. Quanto mais crescia a demanda e o interesse por um destino, mais eram necessárias melhorias na infraestrutura.

Porém, com a crescente preocupação em relação à sustentabilidade, novos empreendedores, guias turísticos, agências e produtoras estão criando novos roteiros e atividades que influenciam o cuidado com a natureza e a preservação do meio ambiente.

Festival de Sustentabilidade

O Festival de Sustentabilidade reúne o Sílabas (Simpósio Latino Americano de Bioarquitetura e Sustentabilidade), a Expo Sustentável, o Espaço Sebrae, o Mercado Central – Edição Sustentável, e muitas outras atrações culturais e gastronômicas, palestras, oficinas, etc. 

O intuito do evento é debater e apresentar soluções sustentáveis para a sociedade.

O Festival acontece entre os dias 7 e 10 de setembro, a partir das 10h. A edição passada, realizada no Nova Friburgo Country Clube, contou com a presença de diversos especialistas no ramo e atraiu um público numeroso. 

Como a expectativa de público é igualmente grande este ano, a organização do evento levará o festival para a Praça do Suspiro. 

VI Endureco

O Endureco, que já está em sua 6ª edição, é uma prova de enduro a pé (trekking), um desafio em que é necessário superar obstáculos naturais percorrendo estradas, trilhas, riachos e montanhas em um tempo pré-estabelecido pela organização do evento.

O VI Endureco é um evento que concilia diversão e competição ao mesmo tempo, e que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente do condicionamento físico. 

Serão 150 participantes, que devem se unir em grupos de 2 a 6 pessoas para cumprir as provas. A 6ª edição acontece no dia 10 de setembro, domingo, às 8h, e é realizada pela 4x4 Cantos Ecoturismo.

Nova Friburgo e as atrações sustentáveis

No dia 13 de setembro, acontecerá a 9ª Feira da Sociobiodiversidade, realizada pela Usina Cultural. 

A Feira reúne diversos produtores orgânicos e oferece ao público alimentos frescos e saudáveis, além de bebidas artesanais e produtos sustentáveis.

O calendário friburguense está repleto de atrações que se preocupam com a saúde da sociedade e com a sustentabilidade do meio ambiente em que vivemos. 

A indústria turística, consequentemente, cada vez mais atrai um público que sabe a importância da preservação e busca cuidar da natureza para poder aproveitá-la da melhor forma. 

Sustentabilidade: Estudo mostra retorno do investimento nas unidades de conservação

Estudo da Fundação Grupo Boticário feito em parques estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, mostra que as Unidades de Conservação garantem benefícios econômicos e sociais para a população



Estudo da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza feito em quatro Parques Estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba mostra que além de conservar o meio ambiente, promover o contato direto com a natureza e o aprendizado sobre a biodiversidade, as Unidades de Conservação também proporcionam aos municípios paranaenses e à população do entorno qualidade de vida e retorno econômico.

Para a promoção do estudo, foi desenvolvida uma metodologia capaz de quantificar benefícios sociais e econômicos trazidos pelas Unidades de Conservação. A técnica pode ser aplicada em qualquer outra Unidade de Conservação do país.

Os parques valorados no estado foram o: 

Parque Estadual das Lauráceas, entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; 
Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa; 
Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva; 
e Parque Natural Municipal Barigui, em Curitiba.

“Essas Unidades foram escolhidas justamente por serem diferentes entre si, o que possibilitou à equipe envolvida no estudo comprovar a aplicabilidade do roteiro metodológico”, disse Marion Letícia Bartolamei Silva, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário. Segundo ela, a conclusão é que todos os parques, independente de suas características, têm benefícios relevantes e geram retorno econômico à sociedade.

Com a participação do economista Carlos Young, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, foram considerados dez fatores que evidenciam os benefícios econômicos e sociais à população. 

“Fez parte desse levantamento fatores como a estimativa de impacto econômico gerado em função das atividades recreativas ligadas à visitação; e o quanto a proteção da vegetação nativa evita a erosão do solo, minimizando custos para a remoção de sedimentos em corpos hídrico”.

Além de uso público e erosão de solo evitada, ou outros benefícios valorados são o abastecimento de água, repartição de receitas tributárias (ICMS Ecológico), impacto das contratações e aquisições locais, educação ambiental, pesquisa científica, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), sequestro de carbono por restauração da vegetação e pecuária evitada.

O estudo mostrou que o Parque Estadual das Lauráceas tem um retorno sobre investimento de R$ 75 para cada real investido; Vila Velha, R$ 7,7; Marumbi, R$ 7,10; Cerrado, R$ 2,06 e o Barigui, R$ 12,50.

Ao todo, o retorno desses benefícios valorados soma mais de R$ 80 milhões à sociedade, sendo R$ 18,7 milhões do Parque Estadual das Lauráceas, R$ 13 milhões de Vila Velha, R$ 4,4 milhões do Pico do Marumbi, R$ 679 mil do Cerrado e R$ 43 milhões do Barigui.

Para o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, o estudo prova a importância ambiental, social, e agora econômica, das Unidades de Conservação. 

“Ele se mostrou importante, principalmente para a gente dar mais valor a essas unidades de conservação, que fora a beleza cênica e toda a questão de conservação da biodiversidade mostra que elas funcionam também como uma mola propulsora para o desenvolvimento regional dos municípios entorno. Também veio nos dizer o valor econômico do serviço prestado nesses locais fora toda a questão da biodiversidade”, disse.

PARQUES ESTADUAIS

Parque Estadual das Lauráceas - Criado em 1979, não é aberto à visitação. Localizado nos municípios de Adrianópolis, Tunas do Paraná e Bocaiúva do Sul. 

Seu principal objetivo é conservar a biodiversidade e ser um ambiente de pesquisas e educação ambiental. Por sediar o parque, o município de Adrianópolis recebe um repasse de R$ 3 milhões ao ano de ICMS Ecológico, o que representa cerca de 18% do Valor Agregado de Serviços, e quase 3,5% do PIB municipal.

Parque Estadual de Vila Velha - Foi criado em 1953 para preservar as formações de arenito e os campos nativos do Paraná. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, tem mais de três mil hectares e diversas atrações, entre elas os arenitos, furnas e a Lagoa Dourada. Tem como gestor o Instituto Ambiental do Paraná.

Parque Estadual do Cerrado - Localizado no município de Jaguariaíva, é uma das poucas reservas de cerrado existentes no Estado. 

Ao todo, o Paraná possui menos de 1% de seu território com remanescentes desse ecossistema, caracterizado por uma vegetação rasteira e de arbustos retorcidos. Além da vegetação de cerrado, o parque tem atrativos como o cânion do Rio Jaguariaíva e a cachoeira do Ribeirão São Antônio, formações naturais em rochas areníticas.

Parque Estadual Pico do Marumbi - É a maior unidade de conservação do Estado aberta ao público, com uma área que abrange os municípios de Morretes, Quatro Barras e Piraquara. Pela proteção à Floresta Atlântica, a unidade foi considerada patrimônio da humanidade e reserva da biosfera pela Unesco.

Composto por 8 cumes, o pico, inclui o Monte Olimpo, com 1.539 metros. 

É um dos pontos preferidos dos turistas para a prática do montanhismo. 

O conjunto se destaca pela altura, trilhas íngremes e conta com opções de escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:


Tenha um inverno confortável sem desperdiçar energia elétrica

Quando a temperatura cai, é importante ter cautela para não aumentar demais os gastos de energia; confira as dicas para economizar.




O inverno começa no dia 21 de junho no hemisfério Sul e, nas regiões em que a temperatura fica mais baixa, aumenta o consumo de energia elétrica para uso de equipamentos como aquecedores de ambiente, secadores de cabelo e chuveiros elétricos.

Quando cresce demais a demanda e as usinas hidrelétricas não dão conta de gerar energia suficiente, é preciso ativar as usinas termoelétricas, que consomem carvão, o que polui e emite gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. 

Além do impacto ambiental negativo, a ativação das termelétricas representa contas de luz mais salgadas, com a chamada “bandeira vermelha tarifária”.

Para evitar esses impactos negativos, o Instituto Akatu preparou algumas dicas para que a população evite o desperdício de energia elétrica no seu cotidiano, sem perder o seu conforto. 

Há dicas específicas para quando faz frio e também dicas que servem para o ano todo, pois é importante que os hábitos de consumo conscientes sejam adotados de maneira permanente.

Economizar energia representa uma boa economia financeira: uma família que consegue economizar R$15 por mês na sua conta de luz, ao investir esse mesmo valor em uma caderneta de poupança com rendimento anual de 6%, economizará mais de R$ 55 mil em 50 anos! Por exemplo, ao reduzir o banho de chuveiro elétrico de cada pessoa da casa em 3 minutos e deixar a televisão ligada duas horas a menos por dia, já é possível reduzir esses R$ 15 mensais na conta.

Veja mais dicas para ajudar a economizar de energia, a seguir:

– No inverno, há menos horas de luz solar. Por isso, é preciso ter cuidado para não desperdiçar energia com a iluminação. Substitua as lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED. 

Você sabia que uma LED dura em média 16 anos, 5 vezes mais que uma lâmpada fluorescente compacta? Isso significa que, em um período de 16 anos, será necessário trocar as lâmpadas de LED apenas 1 vez contra 5 trocas das lâmpadas fluorescentes. 

A lâmpada LED é mais cara, no entanto, colocando na “ponta do lápis” o investimento inicial (preço da lâmpada) versus as economias decorrentes dessa escolha (conta de luz mais barata), veremos que ainda assim compensa usar lâmpadas de LED.

– Ao sair de um ambiente, não se esqueça de apagar a luz. 

É importante ressaltar que esta prática vai além da economia de energia, pois também aumenta a vida útil das lâmpadas.

– O chuveiro elétrico costuma ser o maior consumidor de energia de uma casa. Por isso, apesar da tentação, evite banhos longos. 

Uma pequena mudança de comportamento faz a diferença: se cada um dos brasileiros diminuísse em apenas 1 minuto o seu tempo diário de banho no chuveiro elétrico, a energia economizada em um ano equivaleria a mais de 10 dias de operação da usina de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil, em sua geração máxima.

– Não deixe a TV ligada à toa. Se todos os brasileiros desligarem uma TV 1 hora por semana, a eletricidade economizada em 1 mês seria suficiente para abastecer o consumo de energia mensal das cidades de Votuporanga e Registro (SP), com seus quase 148 mil habitantes.

– Desligue o computador quando ele não estiver em uso. Muita gente tem o hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, ou, simplesmente, por comodidade. 

A recomendação é desligar o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilização. O monitor deve ser desligado a partir de 15 minutos sem utilizar.

– Evite abrir a porta da geladeira à toa, pois o ar quente entra e o motor do equipamento é obrigado a gastar mais energia para resfriá-la novamente. 

Na hora de colocar ou retirar os alimentos, faça tudo de uma só vez – com esse cuidado. E não guarde alimentos e recipientes quentes na geladeira, pois isso aumenta o consumo de energia.

– Verifique se a borracha da porta da geladeira está em boas condições, pois ela isola o interior do refrigerador e evita maior consumo de eletricidade.

– Acumule o máximo de peças possível para usar a máquina de lavar. Isso ajuda a economizar energia e água.

– Se possível, pendure em cabides as camisetas, camisas e blusas para que elas sequem e desamassem naturalmente. Dependendo do tipo de tecido, a peça pode até dispensar o ferro de passar e ir direto ao guarda-roupa.

– Para passar roupas, junte também o máximo de peças para passar de uma só vez. 

Antes de ligar o ferro, separe as roupas por tipo de tecido – alguns exigem temperatura mais alta, outros exigem temperatura mais baixa. Comece com as roupas que exigem temperatura mais baixa, depois aumente a temperatura e passe as roupas de algodão.

– Ao comprar um eletrodoméstico, procure o selo Procel ou etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos.

Zona Franca 'sustentável' atrairia olhares de investidores para Manaus, diz WWF Brasil

Os dados do Amazonas em relação ao desmatamento podem ser considerados como o ‘cartão postal negativo’. Só em agosto do ano de 2015 e julho de 2016, a atividade irregular aumentou 54%



Show mauricio

Maurício Voivodic é presidente da ONG ambiental WWF 
(Foto: Winnetou Almeida)





Amanda GuimarãesManaus
Uma Zona Franca pautada por questões da sustentabilidade atrairia olhares de investidores estrangeiros para Manaus, conforme o diretor-executivo da ONG ambiental WWF-Brasil, Maurício Voivodic. 
Isso alavancaria de vez a economia do Polo Industrial que só em dois anos, entre 2015 e 2017, demitiu 24 mil pessoas. As empresas atuavam com 107,9 mil trabalhadores em maio de 2015 e no mês deste ano com 84 mil.


Segundo Maurício, os dados do Amazonas em relação ao desmatamento podem ser considerados como o ‘cartão postal negativo’. Só em agosto do ano de 2015 e julho de 2016, a atividade irregular aumentou 54%. O Estado teve 1.099 quilômetros quadrados desmatados contra 712 de agosto de 2014 a julho de 2015.


“Uma Zona Franca verde seria um cartão de visita internacional para os investimentos. Uma indústria pautada por isso ou uma empresa do futuro, que segue a economia verde, pode se interessar pelo Amazonas. Acredito que saída dos investidores da Zona Franca se deu pela imagem que o Amazonas e o Brasil têm de não se preocupar com a sua floresta. Não podemos estar ligados a imagem de degradação e desmatamento”, disse Maurício.


O Sul do Amazonas foi a região que teve maior área desmatada, sendo os municípios de Lábrea, Boca do Acre, Apuí e Manicoré os campeões em destruir a floresta. “Realmente o desmatamento, não só no Amazonas, mas na Amazônia inteira cresceu muito no ano passado. Já vem crescendo desde 2014 e 2015. Isso aconteceu em áreas protegidas. O principal fator para tudo isso é a crise econômica. O orçamento do Ministério do Meio Ambiente foi afetado, além da economia dos estados integrantes da Amazônia. Isso acaba restringindo as atividades de fiscalização e controle”, comentou o representante da WWF.


Maurício continua defendendo que o Brasil precisa parar de destruir os ecossistemas. Ele acredita que um país pode crescer sem desmatar florestas. “O crescimento do Estado do Amazonas e da Amazônia vai acontecer quando o Brasil se livrar da fama de país que desmata a sua floresta e acaba com os seus ecossistemas. Na medida em que o Brasil conseguir controlar as atividades de poluição. Será um país do futuro. Conseguirá outros investimentos”, defendeu mais uma vez.


Para acabar com os altos índices de desmatamento, Maurício afirma que as unidades de conversação ambiental precisam ser fortalecidas. “Vamos conseguir diminuir a taxa de desmatamento quando as unidades de conservação forem fortalecidas. Elas estão fragilizadas, com baixo orçamento e com gestões não desejadas. Controlar as atividades ilegais, como exploração de madeira e cria de pecuária dentro dessas áreas também são pontos que podem ser praticados. Por fim, precisamos estimular uma forma que as pessoas entendam que vale mais a pena manter a floresta em pé”, disse Voivodic.


Retrocessos


O representante da WWF também ressalta que o Brasil avançou durante 15 anos nas agendas ambientais, mas tudo foi deixado para trás nos últimos dois anos. Segundo ele, o Governo Federal se esqueceu das ‘propostas ambiciosas’ que promoviam melhorias em questões socioambientais.


“O país até avançou e apresentou metas de redução para combater as mudanças climáticas, mas tudo foi deixado para trás. Todo compromisso foi esquecido pelo Governo. O congresso tem um movimento muito articulado pelos deputados aliados de questões rurais para flexibilizar o assunto das reservas. Eles pretendem reduzir as áreas de proteção ambiental”, comunicou.


Uma das propostas citadas por Maurício são as medidas provisórias MP756/16 e MP 758/16, vetadas pelo presidente Michel Temer. A primeira alterava os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamaxim. Já a segunda modificaria os limites do Parque Nacional do Parque Nacional do Jamanxim e criaria a Área de Proteção Ambiental Rio Branco para dar passagem à Estrada de Ferro.


“Eram duas medidas provisórias, que foram originalmente apresentadas pelo Ministério do Meio Ambiente. Quando isso entrou no congresso, os deputados foram mudando o teor da proposta e aumentando o estrago. Ou seja, reduzindo a proteção dessas áreas em quase 600 mil hectares de floresta. A sociedade fez a pressão e as propostas foram vetadas pelo presidente. Mas pode voltar, porque ainda querem transformar as medidas em projetos de lei”, explicou.


Segundo a WWF, a ameaça paira sobre cerca de 10% do território das unidades de conservação federais, numa estimativa conservadora. Ofensiva contra as áreas protegidas vai de Norte a Sul do país e envolve uma área de cerca de 80 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do território de Portugual.


Demarcação de terras


Conforme Maurício, as terras indígenas é uma das formas mais eficientes para combater o desmatamento na Amazônia e no mundo. “Tradicionalmente, os povos indígenas vivem dos produtos que a própria floresta impõe. Então, eles não precisam desmatar para conseguirem sobreviver, porque vivem em uma interação com a floresta. O desmatamento impacta na vida deles, porque dependem de cipó, sementes, coleta de frutos, raízes e caça”, explicou.


A WWF acredita que se os processos de demarcação de terras continuassem mais áreas seriam preservadas “A demarcação é um processo muito importante no reconhecimento dessas áreas. É algo que precisa ser feito com diálogo. Defendemos que esse processo continue, mas que tudo seja feito como transparência”, comentou Voivodic.


Atuação no AM


A WWF é uma ONG brasileira, participante de uma rede internacional e comprometida com a consevação da natureza dentro do contexto social e econômico brasileiro. No Amazonas, segundo Maurício, a instituição atua em parceria com outros órgãos, como o Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas);


“Acreditamos que por meio das parcerias conseguimos avançar. No Amazonas, trabalhos com base nisso. Nosso foco principal é o Sul do Estado, já que é a região mais ameaçada do ponto de vista do desmatamento. Trabalhamos no apoio da realização de atividades sustentáveis, além de trabalhar no fortalecimento das áreas de preservação”, concluiu Maurício
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E quem paga a sustentabilidade?

Elton Rodrigues
Johnny Torres
Luís Carlos Silva de Moraes - 27062017
Luís Carlos Silva de Moraes: sociedade deve discutir o que fazer com os recursos naturais












Sustentabilidade custa e a conta será faturada para toda a sociedade. 

A frase, polêmica, é do procurador-seccional da Fazenda Nacional em Rio Preto, Luís Carlos Silva de Moraes, que participou a elaboração do Código Florestal como assessor aos relatores na Câmara de Deputados e no Senado, e esteve no Seminário: 

"Agronegócio, Sustentabilidade e Meio Ambiente". 

Ele sustenta a posição que de que toda proposta que se refere à ocupação de áreas no País, principalmente nas regiões mais economicamente desenvolvidas, implica necessariamente em custos e se reflete na capacidade de aumentar ou reduzir a produção agropecuária.
Por isso, ele defende a necessidade de que a sociedade discuta abertamente o que deseja fazer com seus recursos e necessidades e defina, com moderação, as diretrizes para exploração do solo. 

“Todo mundo fala em sustentabilidade, mas ninguém chegou para a população e disse que é ela que vai pagar a conta”, afirmou. 

“É preciso avançar nessas questões, porém aos poucos, para que o possível não se torne impossível. 

Combatem agronegócio não é porque ele polui, é porque ele consegue anular a sua poluição e ainda fazer para os outros. 

Não tem almoço grátis. Vamos ter de fazer algumas escolhas.”
Para o procurador-seccional, agronegócio, sustentabilidade e meio ambiente devem ser tratados com a mesma importância. 

Ele afirmou que agropecuária vem fazendo sua parte. 

A quantidade de áreas utilizadas pela agropecuária no País aumentou 17%, enquanto a produção subiu 37%, ou seja, produziu-se mais em menos espaço, no comparativo de 2014 com 2015. 

“De 1965 até hoje reduzimos em 65% o preço dos alimentos comparado ao preço da cesta básica, isso com tecnologia. 

O agronegócio utiliza tecnologia com arranjo social e acaba vitimizado porque precisam das terras para resolver o problema do petróleo.”
Na opinião dele, é preciso fazer escolhas entre reflorestar e colaborar para acabar com a fome no mundo. “Querem usar mais terra de floresta. 

Vamos fazer isso e ajudar a acabar com a fome ou vamos pensar em sustentabilidade e ignorar o problema? 

Preciso aumentar a produção (de alimentos) em 40% para 2030 e em 70% em 2050, senão a fome no mundo não acaba. 

E aí? Se eu mantiver muito mais terra com vegetação nativa, eu terei fome no mundo.”

Pressão nos preços
Outra questão apontada pelo procurador-seccional da Fazenda Nacional em Rio Preto é que, com a população crescendo e com menos plantações, aumenta a dificuldade de manter os preços baixos dos alimentos. 

Ele alerta para o fato de que a substituição de áreas produtivas de alimentos próximas aos grandes centros por matas nativas obriga estas cidades a se abastecerem em propriedades rurais cada vez mais distantes, o que encarece o custo de transporte e provoca o aumento do preço final dos produtos, o que é prejudicial para a população, principalmente para as pessoas com baixa renda.
“O Brasil é pequenininho. Metade do país (55,22% do território) é áreas de conservação, terras indígenas e áreas florestais públicas que não podem ser compradas. 

Só teria disponibilidade de terra na região Norte, mas lá não é possível. 

O restante, para expandir, só com tecnologia.” 

Moraes contou que um estudo da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), aponta que é preciso colocar vegetação no Brasil justamente onde o País está mais povoado. “E se eu jogar esse povo para o outro lado, a floresta Amazônica vai ficar em pé? 

Vamos fazer o reflorestamento e vai ficar tudo igual – considerando trabalho, emprego, comida?”
Ele afirmou que áreas com grande quantidade de vegetação não refletem alto índice de desenvolvimento humano (IDH) para a população residente. “Basta você olhar no mapa. São exceções os municípios que ficam próximos de grandes florestas que possuem alto IDH.” 

Ele chegou a provocar a plateia, perguntando quem gostaria de trocar Rio Preto por uma cidade em locais isolados, onde há abundância de matas nativas, mas a qualidade de vida é baixa porque a economia nestas áreas é pobre.
De acordo com Moraes, o Código Florestal irá afetar principalmente as cidades pequenas. 

“Vai aumentar muito a vegetação nativa, mas todos os municípios abaixo de 10 mil habitantes, que correspondem a 90% do País e que vivem do Fundo de Participação dos Municípios e Fundo de Participação dos Estados, não vão ter mais dinheiro para continuar oferecendo serviços a população.” 

O resultado é que será necessário compensar estas perdas com IPTU ou outra fonte de recursos financiada pelos moradores.