Veja por que as aéreas estão investindo em responsabilidade social

Karina Cedeño




A fidelização do passageiro a uma companhia aérea poder estar relacionada a fatores que vão muito além do preço ou serviço oferecido. Isso porque hoje em dia muitos clientes optam por uma aérea considerando o papel de responsabilidade social que ela exerce.

Ao longo das últimas décadas, as companhias aéreas têm empreendido diferentes práticas ambientais sustentáveis, mas o foco continua sendo a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera. 

O setor do transporte é a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, representando 11% do total de 1.927 bilhão de toneladas – atrás apenas do setor agropecuário, segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Clima.

De acordo com a Anac, a quantidade de gás carbônico emitida depende do tipo de aeronave, mas, em média, atinge 70 gramas por passageiro por quilômetro. 

Em uma viagem de ida e volta entre Porto Alegre e Recife, por exemplo, uma aeronave emite 1,9 tonelada de gás carbônico por passageiro. Essa mesma quantidade de dióxido de carbono levaria 37 anos para ser absorvida por 13 árvores da Mata Atlântica em seu processo de fotossíntese.

Mas além do meio ambiente, também está na pauta das aéreas os impactos sociais e econômicos. Confira a seguir algumas medidas que têm sido adotadas para reduzi-los.

1- Melhor comunicação aeroportuária
As aéreas estão analisando também as áreas dos aeroportos, que geralmente são congestionadas, e atividades como o reabastecimento, que aumentam as emissões. 
Nesse ponto, um aspecto a ser melhorado é a comunicação entre os pilotos e os controladores de voo para evitar as filas de aviões à espera de autorização para pousos e decolagens. Durante a decolagem, as aeronaves são obrigadas a voar em círculos, queimando combustível desnecessariamente.

2- Aeronaves mais eficientes e biocombustível
Já não é de hoje que as companhias estão investindo em aeronaves mais eficientes, que poluam menos a atmosfera e que emitam menos ruído. 
O Brasil já está cogitando o uso de combustível renovável na aviação, o que envolve energia elétrica e bioquerosene.

3- Plantação de árvores
Outra medida que costuma ser tomada é a realização de voos neutros em carbono, por meio da plantação de árvores que absorvam o equivalente à quantidade de gás carbônico emitida pela aeronave.

4- Reciclagem de material a bordo
O uso de tecidos sustentáveis nas poltronas e a redução do papel gasto a bordo são algumas das alternativas encontradas pelas companhias aéreas.

5- Apoio a programas sustentáveis e comunidades locais
Muitas empresas têm revertido parte de suas receitas a ONGs e programas de incentivo à sustentabilidade, que dão a jovens de comunidades carentes a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho por meio de atividades em prol do meio ambiente.

Empresas focam retorno sustentável para atrair investidores, diz relatório




DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A nova geração de investidores, capitaneada pelos millennial -nascidos entre 1980 e 2000- e pelas mulheres, demanda que as empresas ofereçam não só retornos financeiros, mas também sociais e ambientais, mostra relatório do banco UBS divulgado nesta terça-feira (19).

O relatório "Negócio de impacto" fala sobre como as empresas têm se movimentado para atender a essas exigências de sustentabilidade que fogem da atuação tradicional em filantropia e meio ambiente.

Segundo o estudo, um crescente número de pessoas e instituições busca negócios e investimentos de negócios que vão além de uma abordagem de investimento exclusiva e que entreguem retornos financeiros e sociais ou ambientais simultaneamente. Os millennial e as mulheres lideram uma "ampla onda" de demanda que se espalha na sociedade, diz o relatório.

"Empresas que foquem tanto nos retornos sociais quanto nos financeiros têm mais possibilidade de atrair capital de novas gerações de millennial e mulheres que querem ganhar dinheiro e fazer bem à sociedade", diz o estudo.

É natural, então, que as agendas de gerar lucro econômico e dar retorno à sociedade se unam sob o guarda-chuvas de "negócios de impacto", afirma Sylvia Coutinho, presidente do UBS Brasil.

"Além de se preocuparem com a sustentabilidade dos seus negócios, se preocupam em gerar externalidades positivas para a sociedade como um todo. Um exemplo de empresa Brasileira que representa esta pauta é a Natura, que é um exemplo de sustentabilidade não só aqui, mas no mundo", afirma.

Essa demanda acaba se tornando uma pressão crescente para que as empresas não apenas minimizem seus potenciais impactos negativos, mas também proativamente impulsionem o efeito positivo na sociedade enquanto aumentam seus retornos comerciais.

"Existirá cada vez mais uma pressão, tanto por parte das novas gerações de colaboradores e talentos, quando por parte dos consumidores, em somente se associar a empresas que consigam demonstrar que têm uma genuína preocupação com sustentabilidade e o impacto que geram na sociedade", afirma Coutinho.

"Este será, espero, o capitalismo 4.0, onde o setor privado passa também a atuar de maneira proativa e relevante para solucionar problemas socioambientais, agenda hoje que temos tendência a delegar aos governos. "

O estudo lembra que empresas com ações em Bolsa que causam danos ambientais têm sido penalizadas pelos acionistas.

No Brasil, há o exemplo da Vale em 2015. O rompimento de uma barragem da Samarco -que tem a Vale como uma de suas acionistas- em Mariana (MG) provocou um desastre ambiental e fez as ações da mineradora recuarem 5,7% no dia seguinte à tragédia. 

Foram cinco pregões seguidos de desvalorização, e a Vale acabou sendo retirada do índice de sustentabilidade de Bolsa brasileira.

Na Europa, a montadora Volkswagen passou por situação semelhante, ao vir à tona que ela usava um software para manipular testes que verificavam as emissões de gases poluentes por veículos. Nos dias seguintes à publicação das primeiras denúncias, as ações da empresa chegaram a acumular desvalorização de 42,2%.

De acordo com o relatório "Investimentos Globais Sustentáveis", produzido em 2016 pela Aliança Global de Investimentos Sustentáveis, ativos gerenciados com critérios de investimento responsáveis cresceram de US$ 18,3 trilhões em 2014 para US$ 22,9 trilhões no ano passado.

Fonte: Folhapress

Eventos focados no meio ambiente se destacam cada vez mais!

POR JORNAL A VOZ DA SERRA

A natureza em Nova Friburgo clicada por Henrique Pinheiro

O ano de 2017 foi reconhecido pela ONU como o ano do Turismo Sustentável. 

O turismo já foi o principal responsável pelas alterações ambientais em alguns lugares. Quanto mais crescia a demanda e o interesse por um destino, mais eram necessárias melhorias na infraestrutura.

Porém, com a crescente preocupação em relação à sustentabilidade, novos empreendedores, guias turísticos, agências e produtoras estão criando novos roteiros e atividades que influenciam o cuidado com a natureza e a preservação do meio ambiente.

Festival de Sustentabilidade

O Festival de Sustentabilidade reúne o Sílabas (Simpósio Latino Americano de Bioarquitetura e Sustentabilidade), a Expo Sustentável, o Espaço Sebrae, o Mercado Central – Edição Sustentável, e muitas outras atrações culturais e gastronômicas, palestras, oficinas, etc. 

O intuito do evento é debater e apresentar soluções sustentáveis para a sociedade.

O Festival acontece entre os dias 7 e 10 de setembro, a partir das 10h. A edição passada, realizada no Nova Friburgo Country Clube, contou com a presença de diversos especialistas no ramo e atraiu um público numeroso. 

Como a expectativa de público é igualmente grande este ano, a organização do evento levará o festival para a Praça do Suspiro. 

VI Endureco

O Endureco, que já está em sua 6ª edição, é uma prova de enduro a pé (trekking), um desafio em que é necessário superar obstáculos naturais percorrendo estradas, trilhas, riachos e montanhas em um tempo pré-estabelecido pela organização do evento.

O VI Endureco é um evento que concilia diversão e competição ao mesmo tempo, e que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente do condicionamento físico. 

Serão 150 participantes, que devem se unir em grupos de 2 a 6 pessoas para cumprir as provas. A 6ª edição acontece no dia 10 de setembro, domingo, às 8h, e é realizada pela 4x4 Cantos Ecoturismo.

Nova Friburgo e as atrações sustentáveis

No dia 13 de setembro, acontecerá a 9ª Feira da Sociobiodiversidade, realizada pela Usina Cultural. 

A Feira reúne diversos produtores orgânicos e oferece ao público alimentos frescos e saudáveis, além de bebidas artesanais e produtos sustentáveis.

O calendário friburguense está repleto de atrações que se preocupam com a saúde da sociedade e com a sustentabilidade do meio ambiente em que vivemos. 

A indústria turística, consequentemente, cada vez mais atrai um público que sabe a importância da preservação e busca cuidar da natureza para poder aproveitá-la da melhor forma.