Greenk Tech Show reúne tecnologia, sustentabilidade e futebol

Arena para games receberá campeonatos durante o Greenk 
Tech Show - Divulgação

SÍLVIA HAIDAR
DE SÃO PAULO

Desta sexta (23) até domingo (25), o parque Ibirapuera recebe a primeira edição do Greenk Tech Show, evento voltado para fãs de tecnologia. 

O tema é o descarte correto de lixo eletrônico –quem levar objetos como celular e bateria velhos paga meia-entrada.

Uma arena receberá campeonatos de games, em que a partida principal será um jogo da Fifa 2017 disputado entre um time de ex-jogadores de futebol, como Vampeta, Denílson e Viola, e um de YouTubers, como Gordox e Wendell Lira.

Também haverá competição de drones, corrida de cosplays e palestras. 

Confira a programação completa em greenk.com.br.

Pavilhão da Bienal - Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, parque Ibirapuera, região sul, tel. 3285-5410. Sex.(23) a dom. (25): 10h às 20h. Livre. Ingresso: R$ 65.

As cidades mais inteligentes do Brasil em 11 critérios

Ranking da Urban Systems aponta as cidades que se destacam em Urbanismo, Sustentabilidade, Segurança e outros tópicos.



Santos (SP): leis modernas de utilização do espaço 
garantiram liderança em ranking de urbanismo 
(Turismo Santos/Divulgação)

São Paulo – O que é necessário para integrar o seleto grupo das cidades mais inteligentes de um país? Segundo a consultoria Urban Systems, a resposta é única: uma cidade só é inteligente e conectada quando consegue pensar o planejamento urbano e o desenvolvimento econômico de uma maneira integrada.

No Brasil, segundo ranking da Urban Systems, São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) são as melhores do país nesse sentido. (Leia: As 100 cidades mais inteligentes (e conectadas) do Brasil)

No entanto, quando se olha para cada um dos 11 critérios avaliados pelo estudo, outras cidades também são destaque. Veja as campeãs:

Mobilidade – São Paulo (SP)

São Paulo (SP) é a campeã em mobilidade urbana, apesar das mudanças no modelo das ciclovias e ciclofaixas. A cidade tem a maior integração do país entre diferentes tipos de transportes, com ampla rede de metrô e trens em relação ao restante do país, mais de 400km de ciclovias e corredores exclusivos para ônibus.

Posição no ranking geral: 1º

Urbanismo – Santos (SP)

Santos (SP), no litoral paulista, saiu na frente por ter modernizado as leis de ocupação do espaço urbano, ao contrário de outras cidades do mesmo porte que têm legislação antiga. Segundo a Urban Systems, Santos se encaminha para se tornar um modelo de cidade inteligente com a construção de um centro operacional que integra trânsito, serviços públicos e segurança. Inteligência cidadã: 


Posição no ranking geral: 12º

Meio Ambiente – Belo Horizonte (MG)

A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, tem altos índices de saneamento e de coleta de lixo, o que ajudou a garantir o topo do ranking de Meio Ambiente. 

O uso de energia solar no Mineirão também contou pontos a favor de BH, que já é conhecida como a capital solar do país.

Posição no ranking geral: 4º


Tecnologia e Inovação – Rio de Janeiro (RJ)

O Rio de Janeiro (RJ), apesar de enfrentar problemas econômicos e políticos, desbancou São Paulo e voltou a encabeçar o ranking de Tecnologia da Urban Systems, porque os investimentos na área continuam em expansão. 

O destaque fica por conta do ambiente inovador, presença de instituições de apoio, e a infraestrutura dos centros de ensino superior, como na UERJ, UFRJ, PUC e FGV.

Posição no ranking geral: 3º


Saúde – Vitória (ES)

Vitória, capital do Espírito Santo, tem o maior índice de médicos em atividade por habitante no país (9,02 médicos para cada mil moradores), garantindo o primeiro lugar no ranking de Saúde. 

A Rede Bem Estar, sistema de software municipal, integra unidades de saúde, pronto-atendimentos, farmácias, laboratórios, consultórios odontológicos e centros de referência e de especialidades.

Posição no ranking geral: 5º


Educação – Curitiba (PR)

Curitiba (PR) ganhou destaque em Educação graças à formação dos professores (97,6% dos docentes de ensino médio têm formação universitária), e à existência do projeto Cereja (Centro Regional de Educação de Jovens e Adultos). 
O projeto foi premiado com a Medalha Paulo Freire do Ministério da Educação, que reconhece iniciativas bem sucedidas na redução do analfabetismo.

Posição no ranking geral: 2º


Empreendedorismo – São Paulo (SP)

Mais um critério em que São Paulo (SP) sai na frente. O grande mérito foi o anúncio do Programa Empreenda Fácil, da gestão Doria, que vai reduzir o prazo de abertura de empresas dos atuais quase 100 dias para 7 dias. 

A cidade também apresenta potência econômica, condições de mercado, acesso a capital e conectividade.

Posição no ranking geral: 1º


Governança – Barueri (SP)

A cidade de Barueri (SP) apresenta indicadores acima da média no quesito governança, como a nota 0,8795 no Índice Firjan de Desenvolvimento; nota 8,89 na escala Brasil Transparente; existência de conselhos municipais em 5 áreas; maior despesa com Saúde entre as cidades analisadas ( 2.147,80 reais por habitante); e segunda maior despesa com Educação (2,484,10 reais por habitante).

Posição no ranking geral: 13º


Economia – Barueri (SP)

Segundo pódio para Barueri (SP): a cidade também tem o maior PIB per capita de todas as analisadas, de 177,8 mil reais por habitante. 

Barueri é pólo de empregos nos setores de serviços, negócios, logística e indústria. A cidade também apresenta níveis baixíssimos de dependência do setor público: 95% dos empregos estão associados à iniciativa privada.

Posição no ranking geral: 13º


Segurança – Vinhedo (SP)

A cidade de Vinhedo (SP) tem um baixo índice de violência, com uma taxa média de homicídios por arma de fogo de 0,5 por 10 mil habitantes. 

Os gastos com segurança são de 220 reais por habitante. Além disso, há 1,94 policiais, guardas civis e agentes de trânsito para cada mil habitantes.

Posição no ranking geral: 39º


Energia – Tubarão (SC)

A cidade de Tubarão (SC) foi destaque no ranking da Urban Systems em geração de energia renovável. Tubarão tem a maior usina solar e a maior potência outorgada para geração fotovoltaica (solar) do Brasil, de 3.068 kilowatts. 

Também tem 2.100 kW em potência de usinas eólicas. Em 2017, a região tomou uma iniciativa de integração: a Unisul começou a ofertar um curso de pós-graduação em energias renováveis e sustentabilidade.

Posição no ranking geral: não ficou entre as 100

US$ 7 trilhões para salvar o planeta

Está sobrando dinheiro para projetos verdes e sustentáveis. O Brasil tem um potencial imenso para atrair parte dessa fortuna. Empresas brasileiras como Suzano, BRF, Fibria e CPFL, já se movimentam para ganhar a confiança dos investidores



Rodrigo Caetano


Quem acompanha a evolução do conceito de sustentabilidade nas empresas sabe que o dinheiro, inicialmente visto como um obstáculo, sempre exerceu um papel central no desenvolvimento de uma economia mais limpa e humana. 

Racionalmente, não há argumento possível contra a ideia de melhorar o mundo. 

A não ser quando se trata de reduzir o crescimento econômico, seja das empresas, seja dos países. 

Nesse ponto específico, sustentabilidade e dinheiro, a todo o momento, são colocados como conceitos antagônicos, ligados umbilicalmente, mas caminhando em direções opostas, um impossibilitando o avanço do outro.

Agora, quem observa os avanços sociais, ecológicos e econômicos dos últimos anos, sabe, também, que essa conjuntura mudou. 

O dinheiro, hoje, está para a sustentabilidade assim como a cerveja está para o personagem de desenho animado Homer Simpson: é a causa, e a solução, de todos os problemas. 

A grana e, especificamente, o lucro, deixaram de representar barreiras intransponíveis para o desenvolvimento sustentável, ainda que, contraditoriamente, sejam responsáveis por muitas das mazelas globais.

O capitalismo desenfreado e predatório segue como o grande responsável pelo desmatamento, pela emissão de gases do efeito estufa, pela desigualdade social etc. 

Ao mesmo tempo, é o mercado financeiro que dá um impulso fundamental para o avanço da economia de baixo carbono e socialmente responsável. 

E faz isso na forma de uma montanha de dinheiro. 

Mais especificamente, de US$ 7 trilhões. Este é o montante que, segundo cálculos de ONGs e entidades que monitoram o mercado financeiro, será deslocado da chamada economia “suja” e colocado na economia “limpa nos próximos cinco anos.




Pioneirismo verde: Walter Schalka (à frente e à dir.), Marcelo 
Bacci (à frente e à èsq.) e a equipe da Suzano responsável pela
 emissão dos Green Bonds. Os recursos serão utilizados em 
projetos de energia renovável e gestão florestal, entre outros
(Crédito:Divulgação)


Segundo Jorge Pinheiro Machado, diretor na América Latina do Regions of Climate Action (R20), coalizão de governos municipais e estaduais, empresas e entidades do terceiro setor, fundada pelo ator e ex-governador da Califórnia (EUA) Arnold Schwarzenegger, a conta leva em consideração os grandes fundos de investimentos globais, como os soberanos e os de previdência, além de seguradoras, gestores de recursos e outros agentes do mercado financeiro que estão oficialmente comprometidos a descarbonizar parte de seus portfólios. 

Em média, calcula-se que 5% dos ativos desses gestores passarão por esse processo.

São atores financeiros que fazem parte de uma série de movimentos voltados para uma atuação mais responsável dos investidores, caso do Principles for Responsible Investment (PRI), iniciativa da ONU que promove a inclusão de critérios sociais e ambientais na lógica dos investimentos. Seus mais de 1,7 mil signatários concentram nada menos do que US$ 62 trilhões em ativos. 

Caso também do Carbon Disclosure Program (CDP), ONG que visa incentivar as empresas a mapearem e divulgarem informações sobre gestão de mudanças climáticas.

Financiado pelo governo britânico e pela Rockefeller Foundation, o CDP é, hoje, o maior banco de dados sobre os impactos climáticos das empresas no mundo. Seus mais de 800 signatários são responsáveis por gerir cerca de US$ 100 trilhões em ativos. 

“Nós sabemos que há um forte movimento para a descarbonização dos investimentos”, afirma Juliana Lopes, diretora do CDP na América Latina. 

“Mas, apesar dos valores envolvidos estarem na casa dos US$ 7 trilhões, há uma dificuldade em fazer essa pauta avançar.”

Entre os fundos comprometidos com o movimento estão, por exemplo, o Fundo Soberano da Noruega, um dos maiores do mundo, com cerca de US$ 1 trilhão em ativos, que recentemente retirou do seu portfólio empresas que exploram a cadeia do carvão. 

Nos Estados Unidos, o Fundo de Pensão de Nova York, terceiro maior do tipo no país, também está descarbonizando seus ativos, que somam US$ 185 bilhões. 

O fato é que o mundo parece ter chegado a um ponto de inflexão, no qual a velha dicotomia entre sustentabilidade e desenvolvimento resiste apenas como pensamento ideológico, de ambos os lados.


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Impacto social: para Jim Vella, presidente do Ford Fund, não há como dissociar a empresa do impacto social que ela gera. A montadora fez uma parceria com a ONG brasileira Artemisia, focada no desenvolvimento de negócios sociais, para incentivar a criação de novos modelos de negócios (Crédito:Jemal Countess/Getty Images for AWRT/AFP)

“Sempre tivemos, de um lado, os ativistas, e de outro os desenvolvimentistas. Ambos estão errados”, afirma Pinheiro Machado, do R20. 

“Não se trata de evitar uma catástrofe global, nem de negar o aquecimento global. Esse movimento representa uma oportunidade de negócios.” Quem ficar de fora, irá perder dinheiro? Não necessariamente. 

Mas é inegável que o momento é de mudança para uma nova economia, pautada na sustentabilidade e financiada pelos donos das maiores fortunas do mundo. 

“O empresário que não se engajar nessa transformação deixará sua empresa atrasada”, diz Pinheiro Machado.


OPORTUNIDADES 
O fenômeno da descarbonização dos grandes fundos cria oportunidades em áreas como energias renováveis, gestão de recursos hídricos, mobilidade urbana, controle da poluição, adaptação às mudanças climáticas, entre outras. 

Qualquer empresa pode se candidatar a uma fatia do bolo, desde que tenha acesso ao mercado financeiro. 

Mas, como qualquer modalidade de investimento e crédito, é preciso dar garantias aos donos do dinheiro. 

Apesar da vontade declarada de aportar esse dinheiro, ninguém irá distribuir US$ 7 trilhões a esmo, nem financiará uma empresa apenas por ela pintar seu logotipo de verde e separar o lixo reciclável.

Parte desse movimento dos financistas sustentáveis consiste em criar e promover mecanismos financeiros que permitam ao capital encontrar oportunidades seguras e em conformidade com padrões fiduciários internacionais. 

“Esse é um desafio para as bolsas de valores do mundo inteiro”, afirma Sonia Favaretto, diretora de imprensa, sustentabilidade de comunicação da B3, a bolsa brasileira. 

“Há uma demanda crescente por investimentos ‘verdes’ e estamos buscando criar ferramentas para o investidor nesse mercado, como índices e títulos de dívida.” 

Nesse sentido, uma das opções mais populares são os chamados green bonds, ou títulos verdes.

Os green bonds são, basicamente, títulos de dívida convencionais, com algumas exigências a mais. O emissor se compromete a destinar os recursos captados em projetos verdes. 

Ele também deve adotar algum nível de transparência sobre o uso desses recursos e, o mais importante, validar o projeto por meio de uma avaliação externa. O primeiro título verde emitido foi listado pela bolsa de valores de Luxemburgo (LuxSE), em 2007. 

Desde então, somente na LuxSE, outros 114 green bonds foram emitidos, totalizando um valor de US$ 55 bilhões.

Estima-se que, até 2020, esse mercado movimente US$ 1 trilhão, globalmente. Quatro empresas brasileiras entraram nessa onda e emitiram seus green bonds: Suzano Papel e Celulose, BRF, Fibria e CPFL (veja quadro ao final da reportagem). 

“Os investidores valorizam empresas sustentáveis durante o processo de alocação de capital”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano. 

“E a nossa empresa depende de recursos naturais para o seu dia a dia. 

Por isso, quanto mais praticarmos ações de conservação, mais contribuiremos para a perenidade dos nossos negócios.”


Crédito responsável: o Itaú está incluindo os impactos ambientais e sociais em seus cálculos de risco, tanto para investimentos quanto para a concessão de crédito. Para Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do banco, há uma mudança cultural sendo promovida na empresa (Crédito:Divulgação)

Entre os projetos a serem financiados pelos títulos verdes da pela Suzano, cujos valores ultrapassam a marca dos R$ 2 bilhões, estão questões puramente ambientais, como a restauração de florestas nativas, mas também iniciativas ligadas diretamente ao negócio da companhia, caso da gestão florestal e do uso da água. 

Mas o ponto principal dessa abordagem não está na busca por um crédito mais barato – os green bonds, por sinal, acabam saindo até mais caros pela necessidade de avaliação externa. 

“Estamos nos posicionando”, afirma Marcelo Bacci, diretor executivo de finanças e de relações com investidores da empresa.


Ele explica que, no futuro, esse tipo de postura será pré-requisito não só para a atração de recursos, como para a obtenção de crédito. 

Essa visão é compartilhada por Elcio Ito, diretor de finanças e relações com investidores da BRF. 

“Esse é o caminho que o mercado está tomando e, à medida que o volume de emissões cresça, seu custo se tornará mais competitivo”, afirma Ito. 

A empresa de alimentos foi a primeira a utilizar o modelo, emitindo notas no valor de € 500 mil, em 2015.

Do lado das instituições financeiras, a visão é de que, no fundo, todo esse papo de sustentabilidade se resume a uma só palavra: risco. 

“Empresas que adotam estratégias sustentáveis são mais eficientes e, portanto, oferecem menos risco para investidores e credores”, afirma Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú. 

Maior banco privado do Brasil, o Itaú vem, há alguns anos, incorporando análises de impacto social e ambiental em seus cálculos de risco. Clientes corporativos que não se enquadram nessas políticas têm mais dificuldade em conseguir empréstimos.

Segmentos da economia com alta emissão de carbono, como o de energias sujas, também possuem classificação de risco de crédito (rating) mais baixa. Ao mesmo tempo, os executivos do Itaú estão sendo compelidos a pensar de forma sustentável no momento de criar ou vender produtos. 

O departamento comandado por Hills, por sinal, tem poder de veto sobre qualquer iniciativa comercial da empresa. 

Se ela disser não, somente a presidência do banco, hoje sob o comando de Candido Bracher, pode reverter a decisão. 

“É uma mudança cultural que estamos promovendo, com total apoio da liderança da empresa”, diz Hills.

Para Tomás Carmona, superintendente de sustentabilidade da Sulamérica, uma das maiores seguradoras brasileiras, o mundo está caminhando para uma nova economia e, a partir do momento em que o mercado financeiro entra nessa trilha, não há como evitá-la. 

“A economia baseada no uso descontrolado dos recursos naturais já entrou no cheque especial faz muito tempo”, diz Carmona. “Há quem ainda foque apenas nos ganhos imediatos. 

Mas, no caso de uma seguradora, ou de fundos de pensão, é preciso considerar um intervalo de tempo de décadas.” 

Nesse sentido, desconsiderar o risco de uma mudança climática, ou um impacto social grave, torna-se muito arriscado.



Potencial florestal: plantação de eucaliptos da Fibria. 
O setor de celulose tem grandes chances de atrair investimentos 
verdes pela capacidade de sequestrar e armazenar carbono, 
graças às suas florestas plantadas 
(Crédito:Danilo Verpa/Folhapress)

Por esse motivo, a Sulamérica adotou critérios como o de não investir em energias sujas ou empresas de tabaco. 

Outra questão é que muitos negócios estão sendo amplamente transformados por causa da tecnologia. 

Isso faz empresas como a Ford, segunda maior montadora americana, a buscarem novas ideias, e isso envolve olhar para fora da empresa. 

“Não podemos desassociar a empresa do impacto social que ela causa”, afirmou Jim Vella, presidente do Ford Fund, braço de filantropia da companhia, que esteve no Brasil na semana passada para anunciar uma parceria coma ONG Artemisia, focada em negócios de impacto social.


Para pegar sua parte dos US$ 7 trilhões, as empresas brasileiras precisam fazer a lição de casa e desenvolver projetos que se qualifiquem às demandas dos investidores. 

Algumas já saíram na frente. Das quatro que emitiram títulos verdes, duas estão no setor de papel e celulose (Suzano e Fibria), uma no agronegócio (BRF) e outra no setor de distribuição de energia (CPFL). 

Não é apenas coincidência. Essas são áreas com grande potencial para atrair investimentos sustentáveis.

As empresas de celulose são grandes gestoras de florestas que, naturalmente, sequestram e estocam carbono, contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa na atmosfera. 

Ou seja, se bem geridas, essas companhias facilmente se enquadram numa modelo econômico de baixo carbono, sendo elegíveis para receber uma fatia dos US$ 7 trilhões. 

O mesmo vale para o segmento de energia. Tanto que a CPFL, recentemente comprada pela chinesa State Grid, possui um braço focado nas renováveis, a CPFL Renováveis. 

O caso do agronegócio é um pouco mais complexo.

DESTINO NATURAL 
Pelas suas características, o Brasil tem um potencial gigantesco para atrair investimentos verdes. Mais de 60% do território nacional é coberto por florestas, sejam nativas ou plantadas. Há abundância de sol e vento para a geração de energia limpa, sem contar o etanol, que pode facilmente substituir a gasolina no transporte. E tem o agronegócio, que também poderia se colocar como uma força nessa nova economia. Mas, ainda que empresas como a BRF caminhem nessa direção ao adotarem ferramentas avançadas de gestão no campo, existe um setor ruralista atrasado, que baseia suas estratégias na abertura de novos pastos com a derrubada de florestas.


Eficiência verde: a BRF foi a primeira empresa brasileira a 
emitir um título verde, em 2015. Os recursos serão utilizados 
na melhoria dos processos industriais, no desenvolvimento 
de embalagens sustentáveis e na gestão dos recursos hídricos 
(Crédito:Divulgação)

“Nos últimos anos, houve um aumento no desmatamento da Amazônia, o que prejudica a credibilidade do Brasil junto aos investidores internacionais”, afirma Juliana Lopes, do CDP. 

Recentemente, o Congresso aprovou algumas Medidas Provisórias que reduzem a área de proteção ambiental no Parque do Jamanxim, no Pará. “Isso é um enorme retrocesso”, diz Lopes. 

O singular, nesse caso, é que, em tempos de crise econômica, há uma enorme oportunidade para o País, que é amplamente reconhecida pelos investidores e analistas de fora, mas ignorada, em grande medida, internamente.


O ceticismo, é verdade, não é exclusivo do Brasil. Existem ainda alguns setores que resistem às mudanças e, para isso, utilizam-se de discursos pouco embasados, como o de que o aquecimento global é uma “farsa promovida pelos chineses para prejudicar a economia ocidental”. 

Esse grupo encontra na figura de Donald Trump seu grande expoente. Agora, basta olhar para os Estados Unidos, mais especificamente para a Califórnia, para verificar como abraçar a economia de baixo carbono é uma ideia melhor do que negar a ciência. 

O estado da costa Leste é um símbolo da nova economia e, há pelo menos cinco anos, vem superando todos os outros estados em praticamente qualquer métrica econômica.

A Califórnia concentra 12% da população americana, mas foi responsável por 17% da criação de empregos no país, entre 2012 e 2016, e por um quarto do crescimento do PIB, no mesmo período. 

Isso graças a uma economia focada na tecnologia e na inovação. Recentemente, no dia em que Trump anunciou que vai retirar os EUA do Acordo de Paris, o ex-governador Schwarzenegger publicou um vídeo com um recado ao presidente. 

“Nós temos as leis ambientais mais rígidas do país e, no ano passado, geramos mais empregos do que qualquer outro Estado”, afirmou o astro de 

“O Exterminador do Futuro”. “E nenhum outro homem pode voltar no tempo. 

Só eu.” Ele sabe do que está falando.




Cidades Criativas da UNESCO celebram “Dia da Gastronomia Sustentável”

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO — da qual Florianópolis é membro na categoria Gastronomia — está celebrando neste dia 18 de junho o Dia da Gastronomia Sustentável. 

Considerando a importância global do dia, a Rede quer compartilhar as melhores práticas e promover a criatividade no campo da gastronomia sustentável. Diversas cidades ao redor do mundo estão discutindo o tema e desenvolvendo atividades relacionadas.



Como Cidade UNESCO da Gastronomia, Florianópolis está divulgando a data no Brasil como forma de reforçar a importância da cultura gastronômica com foco em produtos locais e sustentáveis. 

“O Programa Florianópolis Cidade UNESCO da Gastronomia tem o compromisso de estimular o consumo de produtos locais e sustentáveis, pois são estes produtos que tornam a nossa cultura gastronômica singular e tão valorizada”, analisa a presidente da FloripAmanhã, Anita Pires. 

“Temos na nossa região uma boa produção de hortaliças, com crescente valorização dos produtos orgânicos, sem falar nos pescados e ostras frescos que formam a base da nossa culinária”, completa.

Em 23 de novembro de 2016, a Assembléia Geral das Nações Unidas designou 18 de junho como Dia da Gastronomia Sustentável. 

A decisão reafirma a resolução 70/1, de 25 de setembro de 2015, intitulada “Transformar o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, na qual adotou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, inclusive promovendo o desenvolvimento agrícola, segurança alimentar, nutrição, produção sustentável de alimentos e Conservação da biodiversidade.

Grupo Gestor

O Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia — cuja coordenação técnica é realizada pela Associação FloripAmanhã — conta com a participação da ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina), CDL Florianópolis, CEART/UDESC (Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina), Faculdades Estácio/ASSESC, Fecomércio – SC, Florianópolis e Região Convention & Visitors Bureau, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Minha Floripa, SANTUR, SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), Secretaria Municipal de Turismo de Florianópolis, SESC (Serviço Social do Comércio de Santa Catarina), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina), SHRBS (Sindicato de Hotéis Restaurantes Bares e Similares de Florianópolis), UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

O Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia tem como parceiros estratégicos a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Bristish and American, Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), SEBRAE-SC, SENAC e Propague.

Além de Florianópolis, a Rede Mundial de Cidades Criativas – Gastronomia é composta pelas cidades de Shunde e ChengDu (China), Tsuruoka (Japão), Popayán (Colômbia), Zahlé (Libano), Jeonju (Coréia do Sul), Östersund (Suécia) e as novas integrantes (desde dezembro 2015) Belém (Brasil), Ensenada (México), Rasht (Irã), Dénia (Espanha), Tucson (EUA), Phuket (Tailândia) e Gaziantep (Turquia).

Complexo Turístico Itaipu completa 10 anos de turismo sustentável

radiocultura 


Quase 4,5 milhões de pessoas já visitaram os atrativos do Complexo Turístico Itaipu (CTI), desde 2007, quando foi adotado na usina de Itaipu o modelo de turismo sustentável. 

Nestes 10 anos, completados na quinta-feira, 1, a atuação do CTI foi reconhecida pela Organização Mundial de Turismo (OMT) em duas oportunidades: com o Prêmio de Excelência e Inovação do Turismo e como exemplo de modelo de turismo sustentável na página da entidade.

Nesse modelo desenvolvido pelo CTI e administrado pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Fundação PTI), o dinheiro obtido com a venda dos ingressos das sete atrações turísticas paga toda a operação – incluindo custos com renovação da frota de ônibus e combustível, e 140 empregos diretos e 150 indiretos. 

Além disso, parte dos recursos vai para o Fundo Tecnológico. Desde 2007 até maio deste ano, quase R$19 milhões foram destinados a esse fundo, que financia projetos do PTI, nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, inovação, educação e empreendedorismo.

O gerente do CTI, Yuri Benites, explica que, dentro do PTI, esse recurso é distribuído entre uma série de iniciativas do Parque voltadas ao desenvolvimento da região, como bolsas de pesquisa, laboratórios, e programas e projetos, como o Estação Ciências; Ciência, Tecnologia e Inovação; a Incubadora Santos Dumont; e o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb). 

Foi esse modelo que, em 2016, recebeu um dos prêmios mais importantes do setor no mundo, o da OMT; e que foi citado como exemplo no site da organização, que declarou 2017 como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento.




Benites conta que muitos turistas elogiam o modelo do complexo. “Eles entendem que estão pagando por um serviço e que recebem um acompanhamento nessa visita. 

Esse é um diferencial nosso, porque não são todos os atrativos que têm visita guiada. Os visitantes também ficam contentes ao saber o destino que é dado à receita obtida”, afirma.

O gerente ressalta ainda que, ao longo destes 10 anos em que o CTI vem sendo administrado pela Fundação PTI, a principal preocupação é com a melhoria da experiência do turista. 

“Todo o modelo vem sendo cada vez mais pensado para a experiência do turista, saindo um pouco somente da contemplação, que é como era feito desde o tempo da construção da usina, quando as pessoas já visitavam a obra”, diz.

Para isso, as características dos passeios vêm sendo adaptadas pensando nos visitantes, como, por exemplo, os tempos e pontos de parada dos sete atrativos: Visita Panorâmica, Circuito Especial, Kattamaram, Refúgio Biológico, Iluminação da Barragem, Ecomuseu e Polo Astronômico.

Em virtude da crescente procura pelo passeio mais completo da usina, o Circuito Turístico, o CTI também aumentou a capacidade de atendimento da atração, a partir desta quinta-feira. 

A grade de horários foi reformulada, e o número de saídas caiu de oito para seis diárias, mas a capacidade dos ônibus em cada uma delas aumentou.

Comemoração

O CTI preparou uma programação especial para comemorar os 10 anos de turismo sustentável: durante toda o dia, no hall de entrada do complexo, foi apresentada uma exposição sobre os resultados desse modelo, e um vídeo com a explicação sobre o destino dos recursos dos ingressos foi exibido no Centro de Recepção de Visitantes (CRV). 

Durante os passeios, também foram sorteados brindes para os visitantes.

Dia do Meio Ambiente: confira cinco destinos nacionais voltados para o turismo sustentável

Rico em Biodiversidade, reservas de água doce, litoral extenso e florestas preservadas, o Brasil é apontado pelo Fórum Econômico Mundial como número um em recursos naturais entre os 136 países analisados. 

As belezas naturais, associadas ao lazer, atraem tanto turistas estrangeiros como brasileiros interessados em conhecer cada vez mais o Brasil. 

O tema é tão importante que 2017 foi eleito pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. 

No Brasil, entre os parques nacionais mais visitados, estão biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Ilhas Oceânicas que integram a lista dos destinos brasileiros reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira (05), a Agência de Notícia do Turismo escolheu cinco roteiros para quem gosta de natureza e aventura fora da lista dos mais procurados, mas tão belos e atrativos quanto os mais badalados. 

Nordeste 


                   Divulgação Embratur Delta do Parnaíba

O Delta do Parnaíba (PI), localizado na Rota das Emoções, entre os Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE) é uma das regiões mais preservadas do Brasil. O destino é explorado a partir da histórica cidade de Parnaíba. 

As praias de Luiz Correia e a Lagoa do Portinho também fazem parte do roteiro. 

São 73 ilhas fluviais, manguezais, lagoas e dunas espalhados pelos cinco canais do delta do rio Parnaíba. 

A cultura local, o artesanato e a gastronomia regional completam o roteiro do litoral nordestino regado à cajuína, bebida típica do Piauí feita de caju. 

Centro-Oeste 

Reprodução/Edevilson Arneiro
Serra do Roncador

A Serra do Roncador (MT) é o divisor de águas entre o Araguaia e o Xingu. 

O roteiro é formado por chapadas de até 700 metros de altitude, rios e dezenas de cachoeiras, além da exuberante fauna e flora em meio a paisagem da cordilheira de 800 km que se estende até o Pará. 

As expedições, em carros tracionados, começam em Barra do Garças, na divisa de Mato Grosso e Goiás à 500 km de Cuiabá. 

Além das opções de turismo de aventura, a região é mística e marcada pelo uivo noturno dos ventos entre os paredões, além do misterioso desaparecimento do explorador inglês, o coronel Percy Fawcett, que, em 1925, sumiu em busca da cidade mística de Eldorado e nunca foi encontrado. 

Há também relatos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). 

Norte 

Divulgação/Embratur
Monte Roraima

A partir da capital de Roraima, Boa Vista, os amantes de longas caminhadas buscam o platô do Monte Roraima, de 2.723 metros de altitude, na fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. 

A paisagem é deslumbrante. No local, os turistas contemplam paredões e formações rochosas curiosas esculpidas pela ação do tempo. 

A aventura inclui trekking e escalada, passando por savanas, rios e cachoeiras até chegar ao topo. Além de ser um dos pontos mais altos do Brasil, o Monte Roraima abriga a Angel Falls (Cachoeira dos Anjos), considerada a maior do mundo. São 979 metros, sendo 807 de queda livre, já no lado venezuelano. 

O passeio pode durar até uma semana de caminhadas ou algumas horas, se feito de helicóptero. 

Sudeste 

Reprodução/Evandro Rodney
Parque Estadual do Ibitipoca

A cidade de Conceição do Ibitipoca (MG) ou "Ibiti" é o destino de quem busca o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais atrativos naturais do Sul de Minas. 

As trilhas, entre 5 e 16 km, com diferentes níveis de dificuldade, levam os visitantes para atrativos variados como a Gruta dos Viajantes, a Cachoeira dos Macacos, o Pico do Peão, a Prainha e a Janela do Céu, o cartão-postal do parque. 

Fora do parque, a paisagem pode ser contemplada e veículos 4 x 4 ou em passeios de barco pelo Rio Grande. 

O destino, pertinho de Juiz de Fora, se completa com a beleza singular das vilas entre as montanhas cobertas pelo verde intenso da região. 

O turista ainda encontra pousadas, bares e restaurantes com o melhor da cozinha mineira e lojas de artesanato. 

Sul 

Divulgação/Embratur
Divulgação/Embratur - Cambará do Sul
Cambará do Sul

Cambará do Sul (RS) e Praia Grande (SC) são os destinos favoritos para quem quer aproveitar a beleza cênica da Serra Geral entre os dois estados e os atrativos naturais do Parque Nacional Aparados da Serra. 

A parte alta fica no Rio Grande do Sul. Já o interior dos cânions, em Santa Catarina. 

Itaimbezinho (pedra afiada) e Fortaleza são os cânions mais procurados pelos turistas que buscam ecoturismo e aventura entre os paredões e cachoeiras de mais de 700 metros de altura. 

As trilhas do Vértice, do Cotovelo e do Rio do Boi permitem acessar o interior dos cânions. As trilhas Borda do Fortaleza, Mirante e Pedra do Segredo são estratégicas para contemplação da paisagem do alto.

Ministério do Turismo