Energia Sustentável

Um grupo formado por alunas da Coppe e da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu um estudo para reduzir, de forma sustentável, os gastos com energia elétrica dos moradores do Morro Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. 
 
O trabalho foi apresentado, dia 24 de outubro, no XIV Congresso Brasileiro de Energia. Promovido pela Coppe, o evento ocorre, de 23 a 26 de outubro, na Firjan.

O Morro Santa Marta, onde moram cerca de 4mil pessoas, em aproximadamente 1.200 residências, foi a primeira comunidade do Rio de Janeiro a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). 
 
A implantação trouxe benefícios, como a formalização do fornecimento de energia. No entanto, isso gerou um custo adicional no orçamento, com a chegada da conta de luz. 
 
Considerando essa realidade, o estudo conclui ser possível reduzir custos de energia, incluindo o uso de fontes limpas, e melhorar a qualidade de vida dos moradores.

O estudo foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, que reúne quatro alunas de graduação e pós-graduação da UFRJ. 
 
São elas: Victória Santos, mestranda do Programa de Planejamento Energético da Coppe, Beatriz Watanabe, doutoranda do Programa de Engenharia de Produção da Coppe, Ana Carolina Deveza, aluna do curso de Engenharia Ambiental, e Ana Laura Moreira de Souza, aluna do curso de Engenharia Civil, ambas da Escola Politécnica da UFRJ.

Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o estudo levou em conta a previsão de crescimento da população e do consumo de energia até 2030, partindo da premissa de que as ações sejam implantadas a partir de 2013.

Sob orientação do professor André Lucena, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, o estudo contempla um conjunto de medidas para redução do gasto de energia, entre elas a coleta e a seleção do lixo, a implantação de coletores solares para aquecimento da água do banho, a instalação de sistemas fotovoltaicos para geração de energia solar e a construção de telhados verdes.

A sugestão dos alunos é vender o lixo reciclável e usar o lixo orgânico para gerar biogás por meio de biodigestores. 
 
“A adoção do biodigestor resultaria em uma economia no consumo de energia da ordem de 43 MWh ao ano até 2030”, afirma Victória.

Segundo o professor da Coppe, projetos como esse poderiam resultar em uma série de vantagens para as comunidades. 
 
“Eles propiciam benefícios diretos, como a redução das contas de luz, e ganhos adicionais, como a implantação da coleta seletiva de lixo.
 
Com a pacificação de outras comunidades, esse projeto poderia funcionar como uma espécie de piloto para ser replicado em novas áreas. 
 
Mas tudo depende, é claro, de financiamento para implantação”,ressalta André Lucena.

O estudo, cujo título é Waste management and energy supply in Rio’s favelas: the integration of different approaches, foi apresentado pela primeira vez no evento Students for Sustainability (Estudantes para a Sustentabilidade), promovido em junho deste ano pela Siemens, em parceria com o Pnuma e a Coppe/UFRJ, naprogramação paralela da Rio+20.

(Fonte: Planeta Coppe)
 

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