Brasil sedia conferência internacional sobre eficiência energética em motores e sistemas motrizes

Rio de Janeiro - Com 22 países participantes, Oitava edição da Eemods debateu principais tendências para ampliar a eficiência energética no setor

Tiago Reis, para o Procel Info
Pedro Ferreira/Cepel


Rio de Janeiro - Pela primeira vez na América Latina, a EEMODS, maior conferência internacional sobre eficiência energética de motores elétricos e sistemas motrizes, foi realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 28 a 31 de outubro. 

Organizado pela Eletrobras Procel e pelo Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel), com apoio técnico-científico da European Commission DG Joint Research Centre (DG JRC), a oitava edição do evento, realizada na unidade do Cepel na Ilha do Fundão, reuniu quase 300 participantes de mais de 22 nacionalidades diferentes.

O tema ganha importância atualmente, já que os sistemas motrizes representam aproximadamente 70% do consumo energético global. Especialistas, representantes de governos e empresas e comunidade acadêmica, discutiram durante a conferência medidas e soluções para tornar os motores mais eficientes a fim de reduzir a demanda por energia no futuro.

A solenidade de abertura da oitava edição do EEMODS ocorreu na manhã do dia 28. Compuseram a mesa principal, o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Estratégico do Ministério de Minas e Energia e ex-presidente da Eletrobras, Altino Ventura Filho; pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; pelo representante da European Commission DG JRC, Thiago Serrenho; pela superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras Procel, Renata Leite Falcão; pelo diretor geral do Cepel, Albert Cordeiro Geber de Melo e pelos representantes da International Copper Association (ICA), Glicon Garcia Junior, e Paulo Renato Quintaes, da Weg Motores.

Em seu discurso, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, ressaltou que o tema eficiência energética faz parte do Plano Energético do país. Ele apresentou dados, nos quais motores e sistemas motrizes representam, no Brasil, 62% do consumo de energia das indústrias. Carvalho Neto também destacou as iniciativas da empresa na área de eficiência energética, por meio da Eletrobras Procel, que entre outras áreas, atua na indústria, iluminação, etiquetagem e educação.

Na sequência, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Estratégico do MME, Altino Ventura Filho, apresentou a palestra Visão da Eficiência Energética no Brasil. Em sua fala, Altino, apresentou dados sobre o sistema elétrico brasileiro e os desafios do setor para os próximos anos. O secretário afirmou que o Brasil é autossuficiente em energia, ampliando, em média, a oferta em 5% ao ano.

Economia anual com sistema mais eficiente de motores chegaria a US$ 240 bilhões.

Ele apontou a crescente redução da dependência do petróleo no sistema energético brasileiro, já que atualmente 42% das fontes de energia do país são renováveis.

No quesito eficiência energética, Altino lamentou que as iniciativas na área são promovidas, em sua maioria, pelo poder público. "O Brasil deveria ter investido mais, no passado, em eficiência energética. 

O tema tem sido promovido do país, basicamente por meio de ações do governo. Na iniciativa privada, temos apenas investimentos isolados, afirmou o secretário, que acrescentou que em 2012, somente com as ações da Eletrobras Procel, houve uma redução de 2% no consumo de energia do Brasil. Ele apresentou que até 2030, o país tem como meta ampliar esse percentual para 10%".

No período da tarde, tiveram início os debates da conferência. As sessões técnicas foram divididas em tópicos que abordaram temas como Motores Elétricos, Políticas, Programas e Assuntos Internacionais e Sistemas de Bombeamento. 

Ao mesmo tempo, como evento paralelo ao programa oficial da EEMODS, houve a apresentação do Plano de Eficiência Energética da China. 

Bastante concorrida, a sessão contou com a presença de representantes de diversos países. Em sua explanação, o diretor da International Copper Association China and Southeast Asia, Victor Zhou, apresentou o plano do país asiático, que até o final de 2015, pretende tornar mais eficientes todos os motores utilizados na indústria do país. Zhou afirmou que em apenas um ano, 13% dos motores já foram substituídos ou reformados. 

A meta do governo chinês, é que ao final do plano, as medidas resultem em uma economia de 2,6 terawatts de energia, por ano, o que pode reduzir o consumo do país em até 8%.

O tema provocou um intenso debate entre representantes da Alemanha e dos Estados Unidos. Os americanos questionaram o baixo percentual de economia que o programa chinês apresentou, já que nos EUA, a meta no mesmo período é de reduzir o consumo em 5,6 terawatts. 

Zhou explicou que o fato deste ser o primeiro grande projeto nacional de eficiência energética do país, as metas foram conservadoras, mas que no futuro a China pode adotar medidas mais audaciosas para ampliar a eficiência energética dos motores. Já o representante do governo alemão, elogiou a proposta chinesa, já que por ter sido iniciado somente no final de 2012, o programa já apresenta dados satisfatórios.

O segundo dia do EEMODS começou com a sessão plenária "Políticas internacionais para sistemas motrizes". A mesa contou com a coordenação de Tiago Serrenho, da European Commission, JRC, e a participação do Coordenador Geral de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Pires, de Amit Bando, da IPEEC – International Partnership for Energy Efficiency Cooperation, de John Mollet, International Copper Association e de Peter Zwanziger, do CEMEP, que representou os fabricantes de motores na Europa.

Durante sua apresentação, Pires detalhou os programas do governo brasileiro na área de eficiência energética. Ele ressaltou que a Eletrobras Procel, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), identificaram que o país possui um grande potencial para reduzir o consumo de energia, a partir de adoção de treinamento e substituição de equipamentos e técnicas pouco eficientes.

Ainda na plenária, Amit Bando, da IPPEC, afirmou que a adoção de motores e sistemas motrizes mais eficientes pode acarretar numa redução de até 10% na demanda de energia em todo o mundo, o que provocaria uma economia anual de US$ 240 bilhões, já que os motores representam um consumo de 45% de toda a energia elétrica produzida no planeta. 

Neste dia, as sessões técnicas apresentaram uma programação intensa e foram abordados os temas Motores Elétricos; Políticas, Programas e Assuntos Internacionais; Sistemas de Bombeamento; Programas e Diagnósticos de Sistemas Motrizes; Sistemas de Ventilação e Exaustão; Sistemas de Potência e Acionamentos; Programas e Diagnósticos de Sistemas Motrizes e Eficiência do Sistema.

No terceiro e último dia de debates, a 8a EEMODS teve na parte da manhã Três Sessões Especiais Simultâneas. A Sessão "Recuperação De Motores" Foi Coordenada Pelo professor da Puc-Rio Reinaldo Castro Souza e contou com a participação do Assessor de Coordenação da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Aurélio Barbato, que fez uma avaliação do Mercado Brasileiro de Recuperação de Motores, e de Tom Bishop, da EASA - Electrical Apparatus Service Association, que falou da experiência dos EUA e da Comunidade Europeia na recuperação de motores. 

Ao mesmo tempo foi realizada a sessão "Abordagem estendida para regulamentação de sistemas motrizes". 

O debate foi mediado pelo britânico Hugh Falkner, da Atkins Ltd, e teve como convidados o alemão Markus Teepe, da Europump, que explicou como a abordagem estendida do produto se aplica na prática, com ênfase em Bombas; de Steve Deredyne, da Universidade de Gent, na Bélgica, que apresentou o conceito de abordagem estendida do produto para sistemas de ventilação e do especialista australiano, Andrew Baghurst, que falou sobre a normalização da abordagem estendida do produto.

No auditório principal do Cepel foi realizada a sessão especial " Gestão de Energia na Indústria". Os trabalhos foram coordenados por Amit Bando, e teve como tema principal a implementação da norma ISO 50.001 nas indústrias. A mesa contou com a presença do Assessor de Novos Negócios em Eficiência Energética da Eletrobras Procel, Álvaro Braga Alves Pinto, do americano, Prakash Rao, e de Tiago Serrenho que falou da implementação da norma na Europa.

Proxima edição do EEMODS será em 2015, na Finlândia
Em sua apresentação, o representante da Eletrobras Procel, Álvaro Braga, ressaltou que o Brasil precisa que todos os agentes trabalhem juntos para que o Brasil obtenha soluções para aumentar a eficiência no setor energético. Ele ressaltou que uma das soluções é a adoção da norma ISO 50.001 nas indústrias, principalmente, por ela tornar constante as ações e manter os ganhos obtidos. 

Álvaro também afirmou que o país necessita buscar meios para incentivar a adoção desta medida, não só nas grandes empresas, como nas pequenas e médias também. Na sequência, o representante americano, Prakash Rao, afirmou que no país a adoção da ISO 50.001 é voluntária, mas que as empresas estão introduzindo a norma, já que o retorno do investimento vem, em média, dois anos.

Ele também ressaltou que o governo americano oferece programas de incentivo e financiamento para as empresas interessadas em adotar a norma e que o presidente Barack Obama determinou que até 2020 os Estados Unidos terão que aumentar em até 20% os índices de eficiência energética no setor industrial. Por último, falou Tiago Serrenho que mostrou que mais da metade dos cerca de um milhão de certificados ISO 50.001 estão na Europa. A Alemanha é o país com o maior número de certificados. Segundo Serrenho, o país oferece inúmeros benefícios fiscais para que as empresas sediadas no país adotem a medida.

À tarde foram realizadas as últimas sessões técnicas que abordaram os temas Tecnologias Emergentes de Motores, Programas e Diagnósticos de Sistemas Motrizes, Normas Internacionais de Ensaio e Políticas Industriais de Gestão. No final do dia foi realizada a Plenária de Encerramento e divulgada o local da realização da próxima edição da EEMODS. Escolhida por aclamação, Helsinque, na Finlândia vai sediar a nona edição da conferência em outubro de 2015.

Na quinta-feira(30), último dia da EEMODS, foi realizada uma visita técnica aos Laboratório de Alta Tensão do Cepel, em Adrianópolis, em Nova Iguaçu.

A conclusão geral entre os participantes é de que governos e indústrias precisam continuar evoluindo na adoção de medidas eficazes de uso de energia, já que até 2050, o consumo global deve ter um aumento de 100%. 

Ao final da sessão foi divulgado o local da realização da próxima edição da EEMODS. Escolhida por aclamação, Helsinque, na Finlândia vai sediar a nona edição da conferência em outubro de 2015.

Greenwashing x Responsabilidade Ambiental – Case: Bombril Eco

Publicado por brunaribeiro1
Não há dúvidas de que sustentabilidade é a palavra do momento e isso tem um lado positivo e negativo. Positivo porque estimula a prática de ações preocupadas com o responsabilidade ambiental, e negativo porque gera o uso inadequado deste termo, com interesses totalmente comerciais.
A abordagem socioambiental tem atraído os consumidores mais preocupados com o futuro do planeta e esse fato despertou a atenção no mundo dos negócios e das propagandas, resultando em algo que o mercado internacional chama de “Greenwashing”.  Para que este termo fique claro, utilizaremos a definição apresentada por Scot Case, diretor da agência americana de marketing ambiental TerraChoice, que realizou pesquisas para descobrir quantos dos produtos que se declaram verdes são realmente sustentáveis. Segundo Case, greenwashing é o exagero, intencional ou não, dos benefícios ambientais de um produto ou serviço.
Um bom exemplo disso é o caso da Bombril, que em 2010 lançou a campanha chamada Bombril Eco. Para continuarmos essa discussão, vamos conferir um dos comerciais veiculados na época!
Os vídeos acima dizem claramente que a palha de aço Bombril Eco “enferruja, desmancha e some” na natureza em 30 dias, não agredindo o meio ambiente. Também declara, ao final, quea marca é “100% ecológica”.

Naquele momento a campanha, com custo de R$30 milhões, foi suspensa pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que acolheu argumentos das concorrentes 3M e Bettanin – produtores de esponja sintética – que alegaram ter suas imagens afetadas pela campanha.
Mesmo com a abordagem equivocada sobre a decomposição da palha de aço e o selo de 100% ecológico, o que motivou a suspensão da campanha foi a comparação entre a lã de aço e as esponjas sintéticas verde e amarelo. Ao dizer que o produto é mais “ecológico”, a Bombril declarou ser “superior” aos produtos dos concorrentes por meio de uma comparação não fundamentada no comercial — algo que o Conar exige que seja feito em casos de abordagens como essa.
Pouco tempo depois, a Bombril “reagiu” e lançou outros vídeos mais explicativos e um site voltado para o tema. Confira aqui!
Este foi apenas um caso de greenwashing dentre os muitos outros ocorridos nos últimos anos. Tentando evitar a ocorrência de discursos “verdes” errôneos e enganosos, em agosto de 2011, o Conar estabeleceu uma série de normas éticas para todas as publicidades que ressaltam os atributos “verdes” de produtos ou serviços. 
O caso da  Bombril é um bom exemplo do greenwashing! Felizmente, no caso deles foi possível reverter a história e apresentar uma campanha totalmente revitalizada, com uma comunicação clara e completa. Porém, é preciso que as empresas tenham consciência da grande responsabilidade que têm sobre toda comunicação “verde” que fazem, pois qualquer informação transmitida e não comprovada pode ser suspensa e essa suspensão pode trazer conseqüências muito negativas. Além dos prejuízos financeiros, a imagem e reputação da empresa também sofrem com isso, afinal todos os públicos estão cada vez mais atentos e exigem transparência! Quando percebem que o compromisso alegado não é real, o abandono, cedo ou tarde, é inevitável e a confiança, certamente, é algo difícil de recuperar!

ISO 20121 – A força de um Sistema de Gestão como ferramenta na transformação das práticas em um comportamento sustentável.

Por Anelise Stahl 


Como transformaremos as nossas práticas em um comportamento sustentável?

Para ilustrarmos o conceito de Comportamento poderemos nos inspirar no Wikipedia, que define comportamento como o conjunto de reações de um sistema dinâmico, em face às interações propiciadas pelo meio onde está inserido … e se então ..buscarmos a associação com a sustentabilidade, chegaremos ao entendimento de que, como indivíduos, fazemos parte de todos os organismos no qual estamos inseridos, e que podemos alinhar os pilares social, econômico e ambiental em um sentido de interdependência , voltado ao cuidado e bem estar de toda e qualquer forma de organização, refletindo em futuras gerações … assim, estaremos falando de um Comportamento Sustentável.

Mas …em uma organização , como amarramos todas as práticas que ao longo do tempo desenvolvemos pensando na dinâmica do nosso negócio ou comunidade ?

Neste sentido, acreditamos na força de um sistema de gestão, onde poderemos utilizar como ferramenta para a transformação, a busca pela melhoria contínua através do processos e suas interações.

Assim como diz Anelise Stahl Martins, que hoje atua como perita na auditoria da Norma ISO 20121, ” uma norma de sistema de gestão desafia a organização a rever suas práticas, melhorar seus processos e buscar melhoria e a construção de um mundo melhor “.

A Norma ISO 20121 é para ser aplicada de forma flexível e permitirá que as organizações que não trabalhem formalmente em prol do desenvolvimento sustentável comecem a implementar um sistema de gestão específico para um evento, beneficiando toda a organização com o processo de melhoria contínua que será propiciado.

Ao mesmo tempo, a Norma ISO 20121 especifica requisitos de um sistema de gestão e requer que a organização reconheça a sua relação e o impacto sobre a sociedade, e as expectativas da sociedade com o evento, neste sentido ela foi elaborada para auxiliar as organizações e indivíduos a melhorarem a sustentabilidade de suas atividades relacionadas à eventos, contribuindo com o desenvolvimento sustentável de todas as parte envolvidas.

Como transformaremos as nossas práticas em um comportamento sustentável?

Para ilustrarmos o conceito de Comportamento poderemos nos inspirar no Wikipedia, que define comportamento como o conjunto de reações de um sistema dinâmico, em face às interações propiciadas pelo meio onde está inserido … e se então ..buscarmos a associação com a sustentabilidade , chegaremos ao entendimento de que , como indivíduos, fazemos parte de todos os organismos no qual estamos inseridos, e que podemos alinhar os pilares social , econômico e ambiental em um sentido de interdependência , voltado ao cuidado e bem estar de toda e qualquer forma de organização ,refletindo em futuras gerações … assim, estaremos falando de um Comportamento Sustentável.

Mas …em uma organização , como amarramos todas as práticas que ao longo do tempo desenvolvemos pensando na dinâmica do nosso negócio ou comunidade ?

Neste sentido, acreditamos na força de um sistema de gestão, onde poderemos utilizar como ferramenta para a transformação, a busca pela melhoria contínua através do processos e suas interações.

Assim como diz Anelise Stahl Martins, que hoje atua como perita na auditoria da Norma ISO 20121, ” uma norma de sistema de gestão desafia a organização a rever suas práticas, melhorar seus processos e buscar melhoria e a construção de um mundo melhor “.

A Norma ISO 20121 é para ser aplicada de forma flexível e permitirá que as organizações que não trabalhem formalmente em prol do desenvolvimento sustentável comecem a implementar um sistema de gestão específico para um evento, beneficiando toda a organização com o processo de melhoria contínua que será propiciado.

Ao mesmo tempo, a Norma ISO 20121 especifica requisitos de um sistema de gestão e requer que a organização reconheça a sua relação e o impacto sobre a sociedade, e as expectativas da sociedade com o evento, neste sentido ela foi elaborada para auxiliar as organizações e indivíduos a melhorarem a sustentabilidade de suas atividades relacionadas à eventos, contribuindo com o desenvolvimento sustentável de todas as parte envolvidas.

Projeto da Ambev com a TNC é apresentado na Semana Mundial da Água

projeto da Ambev com a The Nature Conservancy (TNC) em prol da conservação da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em São Paulo, será apresentado na Semana Mundial da Água, em Estocolmo, na Suécia, que aconteceu até o dia 06 de setembro.

A inciativa da empresa em conjunto com a TNC, a maior organização ambiental do mundo, foi lançada este ano e está sendo desenvolvida na região de Jaguariúna, interior de São Paulo

O principal conceito do projeto é o de Pagamento por Serviços Ambientais, que está centrado na ideia de que as áreas naturais prestam uma série de serviços para a sociedade. Sendo que garantir a quantidade e a qualidade da água é um dos mais importantes deles. Por isso, manter as florestas em pé tem um valor que pode ser pago por quem se beneficia deste serviço ambiental e recebido por quem as protege – os produtores rurais.

Dessa forma, os produtores locais que se comprometem a adotar práticas de conservação em suas propriedades – como ações de recuperação de áreas degradadas, de conservação dos remanescentes florestais, e de manejo adequado do solo – podem receber uma compensação financeira pelos benefícios prestados à sociedade.

A iniciativa em Jaguariúna com a TNC é uma nova etapa do Projeto Bacias, uma das principais ações do Movimento CYAN – quem vê água enxerga o seu valor, da Ambev. Lançado pela cervejaria em 2010, o CYAN tem como intuito chamar atenção da sociedade para a importância de se conservar a água. E, o Projeto Bacias é sua ação especifica voltada para a recuperação e preservação de bacias hidrográficas importantes do país.

Semana Mundial da Água é o mais relevante evento sobre o tema água no mundo e reúne anualmente, desde 1991, centenas de pesquisadores, especialistas, empresários e lideranças políticas. 

O objetivo é debater e buscar soluções relacionadas ao acesso a esse recurso natural em diferentes regiões do planeta. Na reunião, o projeto da Ambev com a TNC será apresentado como um exemplo de construção de parceria.

Movimento CYAN – Quem vê água enxerga o seu valor
Com um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) consolidado há 20 anos, a Ambev tem o cuidado com o meio ambiente como uma prioridade. E, a água, como principal matéria-prima para a companhia, não poderia estar de fora de suas maiores ações ambientais.

Em linha com essa atuação, a Ambev criou, em 2010, o Movimento CYAN, quem vê água enxerga o seu valor, para chamar a atenção da sociedade para a importância se de preservar esse recurso natural tão relevante. Ao longo de três anos, o CYAN contou com inúmeras ações. Os dois principais projetos são: 

Projeto Bacias, focado na recuperação e preservação de Bacias Hidrográficas. Começou em 2010 com a adoção da Bacia do Corumbá-Paranoá (Brasília) para o desenvolvimento de estudos sobre o melhor aproveitamento da água. 

Na região, trabalhamos para recuperação do solo em quatro nascentes e fizemos o plantio de 5.200 mudas e de 150 m² de agroflorestas. Desde o início do projeto, 6.500 pessoas já foram mobilizadas ou engajadas, através de oficinas, eventos, entrevistas etc. 

Hoje, a companhia mantém um viveiro nas dependências do Clube da Ambev com capacidade para a produção de pelo menos 10 mil mudas.

Banco CYAN. Lançado no Dia Mundial da Água de 2011 é uma espécie de programa de milhas às avessas, já que premia o não consumo. Por meio do Banco CYAN, as pessoas têm acesso à média de consumo de água de seu imóvel e, à medida que elas diminuem (ou até mesmo mantêm) o consumo, ganham pontos que podem ser usados como desconto para comprar nos sites Americanas.comSubmarino.com e ainda para assinar revistas da Editora Abril. 

Desde o seu lançamento, já proporcionou a economia de mais de 325 milhões de litros de água e conta a parceria das concessionárias de água Sabesp (São Paulo), CODAU (Uberaba – MG) e Cedae (Rio de Janeiro).

Sobre a The Nature Conservancy










A The Nature Conservancy é uma das organizações referência no desenvolvimento de projetos de Pagamentos por Serviços Ambientais no Brasil. Hoje, atua em mais de 10 projetos em parceria com municípios, estados e a iniciativa privada, beneficiando mais de 700 proprietários rurais. 
Esses projetos fazem parte da Aliança Latino-americana de Fundos de Água, que tem como objetivo criar e fortalecer os Fundos de Água por toda a América Latina e Caribe.

Maior organização ambiental do mundo, a TNC tem como missão conservar as terras e águas das quais a vida depende. 

No Brasil, onde atua desde 1988, a organização promove iniciativas de na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais.

Sobre a Ambev 








Ser a “Melhor Empresa de Bebidas do Mundo em um Mundo Melhor”. Esta é a missão da Ambev, empresa de capital aberto, sediada em São Paulo, no Brasil, com operações em 16 países das Américas (Argentina, Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, El Salvador, Equador, Guatemala, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, Dominica, Antigua e St. Vincent).

Dona de um portfólio de "estrelas" como Antarctica, Brahma, Bohemia, Budweiser, Skol, Original, Stella Artois; os refrigerantes Guaraná Antarctica, Soda, Pepsi, Sukita, Antarctica Citrus e H2OH!; o isotônico Gatorade e o chá Lipton, além do energético Fusion e da Brahma 0,0%, totalmente sem álcool, a Ambev é líder no ranking das cervejarias na América Latina.

Reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar, a Ambev tem em seus funcionários – 32 mil só no Brasil – sua maior fortaleza. Por isso, investe continuamente no desenvolvimento e sucesso de sua Gente, que é incentivada a se sentir dona da companhia e pensar grande.

 Pioneira, a companhia desenvolve o Programa Ambev de Consumo Responsável desde 2003, fazendo campanhas de conscientização sobre o uso indevido do álcool, norteadas pelas premissas da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Dentre seus principais projetos estão o:  Jovens de Responsa, 

o Bar de Responsa 

e o Supermercado de Responsa. 

Todos voltados a evitar o consumo de álcool por menores de idade.

Sua reconhecida excelência em gestão gera retorno aos seus acionistas e garante atuação sustentável. No ano de 2012, o volume de vendas da companhia chegou a quase 170 milhões de hectolitros de bebidas e a receita líquida foi de R$ 32,2 bilhões – crescimento de 12,4% em relação ao ano de 2011.

 Referência em práticas ambientais, a Ambev criou o Movimento CYAN – Quem vê água enxerga seu valor (www.movimentocyan.com.br), uma ampla iniciativa de mobilização e conscientização da sociedade para o uso racional desse recurso natural. As duas iniciativas de maior impacto do Movimento são o Banco CYAN e o Projeto Bacias. 

O Banco estimula diretamente a redução do consumo de água nas residências, pois trata-se de um sistema de descontos em compras online para quem economizar o recurso natural. 

O Bacias atua em conjunto com as ONGs WWF e The Nature Conservancy para preservar bacias hidrográficas. E, para estimular a reciclagem pós consumo, a companhia desenvolve inúmeras ações por meio do Ambev Recicla. 

132 anos de aquecimento global em 52 segundos

por Planeta Sustentável
Agência espacial norte-americana divulga vídeo que resume, em apenas 52 segundos, o que aconteceu com a temperatura do planeta entre 1880 e 2012


Comentário Akatu: O aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera é uma das principais responsáveis pelo crescente aquecimento global, sinalizando a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. 

Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. 

Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. 

Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

A Nasa postou vídeo, em seu canal no You Tube, que resume, em apenas 52 segundos, o que aconteceu com a temperatura do planeta entre 1880 e 2012. Não, você não entendeu errado. 

As manchas azuis correspondem às regiões do planeta que apresentaram temperaturas abaixo da média global durante os 132 anos analisados pela Agência, enquanto as manchas que vão do amarelo ao vermelho representam as regiões com temperaturas acima da média. Sentiu o drama?

Não precisa ser nenhum grande entendedor do assunto para perceber que as manchas vermelhas – ou seja, o aquecimento global – vão ficando cada vez mais frequentes após a década de 70, quando teve início a terceira Revolução Industrial, e chegam a um nível – por que não dizer? – assustador a partir de 2000. 

Não é à toa que a primeira década do século XXI foi a mais quente da história, desde o início das medições modernas da temperatura do planeta, em 1850.

Não por acaso, os níveis de dióxido de carbono (CO2) também cresceram muito desde 1880, mostrando que têm relação direta com o aumento da temperatura. 

Há 130 anos, a concentração de CO2 na atmosfera era de 285 partes por milhão (ppm), enquanto que, em 2013, o índice ultrapassou 400 ppm, colocando o planeta em uma “zona de perigo”, segundo a ONU.

Isso porque previsões do mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 2007, apontam que, para termos 50% de chances de que o aumento da temperatura não ultrapasse o limite de 2ºC – acordado na COP15 e considerado seguro pelos cientistas – até 2050, a concentração de CO2 na atmosfera não pode passar de 450 ppm.

O problema é que, no ritmo atual, a concentração de CO2 na atmosfera cresce cerca de 3 ppm por ano. Ou seja, se continuarmos assim, chegaremos aos 450 ppm antes de 2030.

Clique aqui para ler a notícia original publicada pelo Planeta Sustentável.



Via: www.akatu.org.br

Nova norma para conforto térmico em imóveis beneficiará consumidor

Segundo engenheiro de São Carlos, é possível medir qualidade do imóvel.
No verão, temperatura dentro do imóvel deve ser igual a externa, diz ABNT.

Do G1 São Carlos e Araraquara



















Uma nova norma para a construção civil que estabelece parâmetros para conforto térmico em casas e apartamentos entrou em vigor no dia 19 de julho e deve beneficiar o consumidor. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o ideal para um imóvel é que ele seja mais fresco durante o verão e o isole o frio no inverno. Entretanto, nem sempre isso acontece em uma casa, como mostrou a reportagem do Jornal da EPTV desta segunda-feira (22). Todas as normas da ABNT podem ser conferidas no site da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

O professor de engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Guilherme Parsekian, explica que a estrutura e o acabamento da casa influenciam nas variações de temperatura do ambiente. “Em uma construção, o tipo de parede que você coloca, a espessura, o material, e presença de beiral ou não, muda bastante essa questão de conforto, de estar calor fora e sentir calor dentro também”, disse.

Quem está prestes a comprar uma casa ou apartamento agora tem como medir a qualidade do imóvel. “Uma construtora que quer fazer um imóvel melhor consegue vender com um desempenho superior e, por isso, é bom para todo mundo”, disse o engenheiro.

“Ninguém suporta o frio e quando a gente abre a porta e sai, o clima já muda e lá fora é mais quente”, comentou o operador de manufatura, José dos Santos. “Nunca imaginei que existisse essas regras, mas com elas fica mais fácil para a gente construir com conforto para a família”.

Cores claras ajudam a manter conforto térmico 
em imóveis (Foto: Reprodução/EPTV)

Definições
A ABNT determina, por exemplo, qual é o padrão mínimo para que a casa tenha conforto térmico. No Estado de São Paulo, a norma prevê que no verão a temperatura dentro do imóvel seja igual ou menor que a temperatura externa. Se isso não acontecer, a construtora deve arcar com despesa de uma persiana ou outra proteção solar para diminuir a temperatura dentro do cômodo. No inverno, na maior parte do Estado, a temperatura interna tem que ser pelo menos três graus mais quentes que do lado de fora.

Ainda segundo as normas, o pé direito deve ter 2,5 metros, as janelas das salas e dormitórios devem ser de um tamanho igual ou maior a 7% da área do piso do cômodo. A composição da parede e sua relação com a cor da pintura também é normatizada e construções feitas com tijolos maciços ou concreto têm que ser pintadas com cores mais claras.

“É preciso observar que uma cor branca reflete mais que uma cor preta, que vai absorver e tem material que também vai reter o calor durante mais tempo e tudo isso vai influenciar”, explicou Parsekian.

Esses parâmetros já são conhecidos na engenharia, mas a nova publicação é uma aliada do consumidor. “Restringe o trabalho das construtoras a um padrão e todas terão que trabalhar nesse padrão e isso ajuda o consumidor, que na hora vai poder identificar que existe algo de errado no imóvel adquirido”, considerou o diretor do Procon de São Carlos, Joner José Nery.

Escócia anuncia construção da maior usina das marés do mundo


O governo escocês aprovou, na quinta-feira (23/05), a construção da maior usina de energia a partir das ondas no mundo. O projeto faz parte do esforço do país em reduzir a dependência de combustíveis fósseis, partindo para fontes mais limpas.



De acordo com a empresa responsável pelo projeto, Aquamarine Power, a proposta é construir uma estrutura capaz de gerar 40 megawatts de energia renovável. O montante seria suficiente para abastecer 30 mil residências.

Para que seja possível aproveitar a energia das ondas, a companhia pretende instalar de 40 a 50 dispositivos conhecidos como “Oyster” na costa de Lag ne Greine. 

A tecnologia permanece flutuante, ao mesmo tempo em que está conectada a sensores instalados em profundidade que vai de dez a quinze metros. 

A estrutura deve ser instalada a, aproximadamente, meio quilômetro da costa.

No último ano as autoridades escocesas já haviam aprovado a construção de uma usina hidrelétrica e o intuito é manter as duas centrais conectadas. 

No entanto, para que a proposta se concretize ainda é necessário melhorar a infraestrutura das redes de transmissão, que deve acontecer somente em 2017.

A usina hidrelétrica já entrou em fase de construção e a expectativa é de que ela comece a operar ainda neste ano, sendo capaz de gerar 500kw de energia limpa. 

Quando estiver totalmente concluída, a estrutura deverá produzir 7,5 MW, eletricidade suficiente para abastecer dez mil casas.

* Com informações do Planning Source, Fish Update e Energy Live News.

(CicloVivo)