O que é moda sustentável? Saiba como aderir ao consumo consciente!


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A sustentabilidade e o consumo consciente são tendências universais na moda atual. Mas o que é, como funciona e como aplicar na rotina? O Purepeople explicou o princípio por trás destes conceitos e ainda listou 6 formas de aplicar a consciencia ambiental na hora da compra. Considerar apenas um dos itens listados já fará uma grande diferença. Aposte nessa trend!

A moda sustentável e consciente é cool! O consumo em larga estala está cada vez mais out, já que a preocupação com a natureza e a utilização de recursos naturais é um caminho inevitável no mundo em que vivemos. A partir disso, o Purepeople vai te ajudar a quebrar paradigmas e entender como aderir a tendência universal. Fique por dentro!

O QUE É MODA SUSTENTÁVEL?

Mas o que, de fato, é moda sustentável? Este conceito defende o mínimo impacto no meio ambiente no momento de produção e aquisição das roupas e acessórios. Dessa forma, o ideal é reduzir a poluição na produção das peças e optar por uma matéria-prima natural, através de produtos orgânicos ou reciclados.

CONSUMO CONSCIENTE: COMO APLICAR NA SUA ROTINA!

Montar um armário cápsula é uma boa forma de aderir ao consumo consciente. Mas isso não é tudo, afinal, cada pessoa possui um estilo de vida diferente o que significa que a quantidade é relativa. Prestar atenção na origem da peça também é importante, mas lembre-se que qualquer produção gera um impacto no meio ambiente. A solução para este nó grego, dessa forma, é ser, literalmente, consciente sobre a roupa adquirida, avaliando o preço, a matéria-prima, a durabilidade, a origem e a forma de fabricação.

CONFIRA IDEIAS PARA ADERIR A ESTA MODA E COMPRAR CONSCIENTE:

 A sustentabilidade e o consumo consciente são tendências universais na moda atual. Mas o que é, como funciona e como aplicar na rotina? O Purepeople explicou o princípio por trás destes conceitos e ainda listou 6 formas de aplicar a consciencia ambiental na hora da compra. Considerar apenas um dos itens listados já fará uma grande diferença. Aposte nessa trend!

A moda sustentável e consciente é cool! O consumo em larga estala está cada vez mais out, já que a preocupação com a natureza e a utilização de recursos naturais é um caminho inevitável no mundo em que vivemos. A partir disso, o Purepeople vai te ajudar a quebrar paradigmas e entender como aderir a tendência universal. Fique por dentro!

CONFIRA IDEIAS PARA ADERIR A ESTA MODA E COMPRAR CONSCIENTE:

1 - APOSTE EM TECIDOS ECO-FRIENDLY

Você sabia que uma garrafa PET pode se transformar em poliester e, por subsequência, em uma roupa? Invista em peças feitas a partir de tecidos eco-friendly e cruelty-free como materiais reciclados e orgânicos. Através desta reciclagem, é possível gerar fibras sustentáveis. As roupas que possuem este cuidado na hora da fabricação levam, até mesmo, certificados ambientais. Fique de olho!

2 - TINGIMENTO NATURAL: COMO FUNCIONA E POR QUE APOSTAR?

Outra opção é adquirir produtos com tingimento natural para que o pigmento não impacte na natureza ao ser descartado, prevenindo a contaminação do solo e água. Escolha roupas com métodos alternativos de coloração com tintas naturais e atóxicas.

3 - MARCA SUSTENTÁVEL: O QUE TER EM MENTE NA HORA DA COMPRA

Conheça a forma de fabricação da sua roupa! Algumas empresas investem em máquinas inteligentes na hora da produção para poluir menos. Além disso, descubra se a marca possui um sistema de economia e reutilização de recursos naturais como água e luz. Outra opção para se ter em vista é o modelo de economia circular do local, ou seja, se há um sistema de reutilização de descartes da produção como sobras de tecidos. Isso mostra a ecoeficiência da empresa.

4 - QUALIDADE DA ROUPA DEVE SER LEVADA EM CONSIDERAÇÃO

A qualidade da roupa também é um exemplo para ter em mente na hora do consumo consciente. Tecidos e acabamentos bem feitos significam uma maior durabilidade da peça e, consequentemente, um menor descarte. Para isso, invista em tendências atemporais.

5 - FAÇA A SUA PARTE E PRESERVE AS SUA ROUPA!

O impacto da moda no meio ambiente não termina no momento da compra da roupa, a maneira como a peça é utilizada também pode prejudicar a natureza. Preservar os produtos é uma forma de evitar a lavagem diária e, por consequência, o gasto de energia, água e desgaste do próprio. Evitar trocar de looks muitas vezes ao dia se torna uma contribuição.

6 - INVISTA NO BRECHÓ E MARCAS QUE AJUDAM A NATUREZA

Garimpar peças estilosas em um brechó é uma tarefa deliciosa e consciente. Apostar nestes tipos de fornecedores pode te ajudar a montar um visual retrô cool sem impactar no meio ambiente. Outra ideia é apoiar empresas com pautas conscientes, assim como Kate Middleton, com incentivo para ONGs e mais projetos ambientais.

(Por Ana Clara Xavier)

Fonte: http://www.purepeople.com.br


Mercado de Carbono - Como fazer projetos de Crédito de Carbono?


A partir dos anos 2000, entrou em cena um mercado voltado à criação de projetos de redução da emissão dos gases (GEE) que aceleram o processo de aquecimento do planeta. Trata-se do Mercado de Crédito de Carbono, que se constitui num dos mecanismos usados para a mitigação das mudanças do clima e envolve países em nível global, em negociações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para participar deste mercado é necessário elaborar um projeto, o qual é denominado de Project Design Document (PDD) – Documento de Concepção do Projeto (em português). Existem muitas metodologias que podem ser usadas para a elaboração dos projetos de carbono, e recomenda-se utilizar aquelas que sejam aprovadas pelos órgãos reguladores, para que se possa, ao final do projeto, comercializar os créditos gerados.

Os projetos para serem aprovados, tanto no mercado regular (MDL) como no voluntário (REDD), devem atender ao pré-requisito da adicionalidade. Assim, além de uma redução líquida de emissões significativa, existem outras exigências para que o projeto seja considerado adicional. Muitas vezes, os projetos que apresentam argumentos que demonstram que estes só se viabilizam caso recebam o aporte de recursos do MDL, têm sido preferidos.

Os principais passos para a elaboração do PDD são: 

a.    Estudo de Viabilidade do Projeto;
b.    Elaboração do Documento de Concepção do Projeto (DCP);
c.    Validade por Entidade Operacional Designada (EOD);
d.    Submissão ao Conselho Executivo do MDL, para registro do projeto;
e.    Monitoramento da redução de emissão dos GEE;
f.    Verificação dos relatórios de monitoramento por meio da EOD;
g.    Emissão das Reduções Certificada da Emissão (RCE) pelo Conselho executivo do MDL.

Ao longo de todo o ciclo do projeto, as atividades terão rigoroso controle de qualidade e serão monitoradas por profissionais capacitados, de acordo com todas as regras, especificações, critérios e requerimentos e suas ferramentas, bem como da metodologia empregada. 

 O projeto de crédito de carbono não é  simples e exige visitas em loco na área com profissionais altamente qualificados (diversos profissionais das mais distintas áreas) para coletar dados pertinentes a cada metodologia usada. Esta coleta de informação definirá o tempo do projeto e, também,  o período na qual o proprietário recebera seus créditos, pois somente recebera após o termino do projeto. Assim, a complexidade tem que ser observada, pois isso gera tempo para sua conclusão, que tem duração mínima de 18 meses.

A Figura que segue ilustra as principais etapas de uma projeto de MDL:


Previsto pelo Protocolo de Kyoto, em 1997, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite a certificação de projetos de redução de emissões dos Gases do Efeito Estufa (GEE) e a posterior venda das reduções certificadas de emissão, para serem utilizadas pelos países que precisam cumprir suas metas. Esse mecanismo deve implicar em reduções de emissões adicionais àquelas que ocorreriam na ausência do projeto, garantindo benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo para a mitigação da mudança do clima. Os projetos de MDL referem-se principalmente:

a) Energia; 
b) Processos Industriais;
c) Agricultura e pecuária; 
d) Mudança do Uso da Terra e Florestamento e Reflorestamento;
d) Tratamento e disposição de resíduos sólidos; 

Para cada setor acima elencado, existem metodologias específicas, estabelecidas pela ONU, as quais devem ser seguidas para que se possa estabelecer a linha de base do projeto e prever as adicionalidades adquiridas com sua aplicação.

Já os projetos de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, surgiram em 2007, durante a 13ª Reunião das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas - ONU sobre Mudança do Clima (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia, quando pela primeira vez o papel das florestas foi oficialmente reconhecido como fundamental para os esforços do combate aos efeitos das mudanças climáticas globais.

Trata-se da criação de um mecanismo de compensação dos esforços de redução das emissões de carbono decorrentes da derrubada e queima das florestas, adotado para um conjunto de medidas, não só para a redução de desmatamento e degradação, mas também para fortalecer a conservação e a gestão sustentável das florestas.

Tanto os projetos de MDL quanto de REDD têm sido elaborados e aprovados no Brasil, o que tem promovido a melhoria da qualidade socioambiental no país. Nos últimos meses, sobretudo após a ratificação do Acordo de Paris -  COP21, o Brasil tem fomentado políticas públicas para a efetivação das reduções dos gases de efeito estufa, conduzindo nossa economia para os princípios do baixo carbono.

Clique no link abaixo e saiba mais sobre a Certificação ICMBIO:


* O que é a Certificação ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

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Moda sustentável: o que é e como usá-la no dia a dia



Moda sustentável está relacionada ao consumo consciente 
(Getty Images)Mais


A moda muitas vezes é associada ao luxo e ao glamour. Mas, com alguns recursos naturais escassos, mais caros e uma tendência de consumo consciente, a indústria desse setor tem buscado oferecer produtos sustentáveis. 

Produtores e consumidores entendem que é possível produzir e consumir uma moda cheia de estilo e atitude respeitando as pessoas, o meio ambiente e toda a cadeia da indústria.

Moda sustentável está dentro da ideia de consumo consciente. Mas para entender o seu conceito, é importante entender o contexto da indústria da moda.


Contraponto ao modelo fast fashion

Por trás das roupas que compramos está a produção em massa e os resíduos químicos provenientes desse processo. O modelo de moda “fast fashion” ganha força desde a década de 1990, quando nos vimos diante de lojas com coleções mais baratas e novas quase toda semana.

Para manter os preços baixos, contudo, a fabricação da maioria das peças é feita em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, onde a mão de obra é mais barata e não há regularização de direitos trabalhistas e de condições de trabalho. Pensando em minimizar os impactos da moda, a solução seria repensar o ciclo completo de vida da peça de roupa que consumimos e evitar o desperdício.

Mas o que é moda sustentável?

Segundo a consultora de imagem e estilo Ju Processo, a ideia principal da moda sustentável é a redução dos poluentes na fabricação de roupas e acessórios, para assim, reduzir o impacto ambiental. Além de um maior cuidado em relação à mão de obra de quem produz as peças. 

“Essa necessidade surgiu a partir do consumo desenfreado e o descarte das peças ao menor sinal de desgaste e/ou mudança de tendência, sem se preocupar com o uso das matérias-primas e a poluição que a produção de roupas e acessórios gera”, explica a consultora.
O que a moda sustentável propõe?

A produção deve ser pensada de forma consciente, usando novas tecnologias para que os resíduos sejam reciclados. Esta é uma maneira de reduzir o desperdício de energia, água e produtos químicos na produção têxtil. 

Aos poucos, este panorama começa a mudar tanto no mercado de luxo (estilistas como Ralph Lauren, Stella McCartney e Eileen Fisher já estão usando tecidos orgânicos ou feitos da reciclagem de materiais) quanto na moda mais acessível, com o aumento do número de brechós, sites de venda e troca, que também contribuem para moda sustentável. 

Já que o consumidor consciente evita descartar roupa rapidamente e preocupa-se em como é a produção da peça.

É possível estar na moda e se vestir de maneira sustentável 
(Getty Images)Mais

Como aderir ao conceito sustentável de moda?

Juliana Processo dá a seguinte dica: “faça sempre a si mesmo a pergunta mais importante de todas: ‘Será que preciso mesmo disso?’ Assim é possível ter uma noção do que você realmente precisa comprar e do que é estímulo externo para se ter algo do qual você não precisa, como mais uma bolsa ou um sapato”. 

A moda precisa ser pensada de forma consciente, pois o que você compra e, principalmente, o que descarta, não é somente uma escolha pessoal. Afinal, estamos todos dividindo o mesmo planeta e seus recursos naturais.
Adaptações na hora das compras

Vale a pena o consumidor buscar produtos com materiais sustentáveis e de melhor qualidade para ter maior durabilidade que também sejam atemporais – podendo ser usados por muito mais tempo. Como indica a consultora, podemos começar pesquisando sobre as marcas que mais usamos para entender quais delas se comprometem com essa questão. 

“Desta forma você muda sua relação com a indústria da moda, mas sem afetar seu estilo. Escolha também peças com tecidos naturais ao invés dos sintéticos, pois os naturais são recicláveis”, explica.


Como "ressignificar" uma peça?

Seguindo o conceito, você pode dar um uso mais duradouro a uma peça que você já gosta, reformando ou dando novos usos. É importante que as peças não se tornem algo descartável. Outra dica da Juliana, é analisar item por item do seu guarda-roupa e manter nele somente as peças que você ama e que lhe caem bem. 

“As roupas que saírem podem ser doadas para instituições de caridade ou trocadas, vendidas em brechós, sites, lojas de aluguel de roupas, bazar entre amigas, etc. Fazer as peças circularem ao invés de descartá-las é uma das melhores formas de ressignificar uma peça”, indica a consultora.

Do banho à roupa e às compras, até ao sexo. Como ser mais sustentável?


45% dos consumidores estão a optar por fazer compras mais sustentáveis neste tempo de pandemia. E já são muitas as opções disponíveis. Conheça algumas delas, selecionadas pelo ECO/Capital Verde.

A pergunta foi feita no início de abril a mais de três mil consumidores em 15 países, nos cinco continentes. De que forma a pandemia de Covid-19 está a alterar os seus hábitos de consumo? 45% dos inquiridos num estudo recente da consultora Accenture não hesitaram em responder que estão a optar por fazer compras mais sustentáveis e que irão manter esse cuidado no futuro. 

Além disso, 64% estão mais preocupados com o desperdício alimentar e 50% estão a comprar alimentos com maior consciência da sua saúde.

Na Planetiers, plataforma de e-commerce para produtos sustentáveis, a procura tem vindo, de facto, a aumentar nos últimos meses, garante Sérgio Ribeiro, diretor-executivo da startup. O empreendedor quis colocar à disposição dos consumidores, da forma mais rápida e acessível, várias alternativas de consumo mais sustentáveis. 

“Agora as pessoas estão mais em casa e temos sentido uma procura mais no online. As pessoas querem continuar a comprar coisas mais ecológicas para o seu dia-a-dia. Neste momento estamos a ser postos à prova a todos os níveis e temos mesmo de consumir de forma mais ecológica para reduzir a nossa pegada“, rematou Sérgio Ribeiro.

Da agricultura orgânica e jardinagem à alimentação, sem esquecer os animais de estimação, os bebés, a casa, o desporto, as energias renováveis, jogos e brinquedos, material de escritório, livros, moda sustentável, saúde e beleza, serviços, tecnologia, viagens e turismo sustentável, são muitas as opções disponíveis. Conheça algumas delas, selecionadas pelo Capital Verde.

Tomates cereja no parapeito da janela
À venda no marketplace da Planetiers por 9,99 euros, o Mini Jardim Urbano Plant & Grow traz um saco de juta com um pacote de substrato biológico (sem químicos) e sementes de tomate (cereja, pêra-amarelo ou cereja-preto) com instruções para cultivar um jardim vertical lá em casa. E poder produzir a própria comida sem sair de casa. 

Estes sacos de crescimento podem ser pendurados numa cerca, numa parede, na varanda, no parapeito da janela ou qualquer outro local com luz natural.

“A cada ano, 1,3 biliões de toneladas de alimentos são desperdiçados, que consomem 250 triliões de litros de água, 1,4 biliões de hectares de terra e geram 4,4 toneladas de dióxido de carbono. 

Ao cultivares as tuas próprias sementes sem produtos químicos, reduzes a embalagem, minimizas o gasto de energia e as emissões do transporte de mercadorias”, informa a Planetiers na ficha de produto.

Champô sólido contra as embalagens de plástico
Produtos que durante décadas e décadas foram vendidos em embalagens de plástico, como champôs e condicionadores — gerando milhões de toneladas de resíduos: estima-se que por minuto sejam vendidas no mundo um milhão de embalagens de plástico –, estão agora a ser vendidos como sólidos (à semelhança dos sabonetes). 

Com 0% de plástico, a marca Foamie garante que “virou o mundo dos champôs ao contrário”: em vez do tradicional frasco, o champô surge aqui em forma de barra ergonómica, com uma fita de algodão na ponta para que possa ser pendurado a secar no final de cada utilização.

É composto por Syndet, um detergente sintético sem sabão, e tem uma longa duração, de aproximadamente 25 utilizações. 

Está disponível por 6,95 euros em três referências adequadas a cada tipo de cabelo: aloé vera e óleo de amêndoa para cabelo seco; extrato de hibisco e extrato de urtiga para cabelo danificado; óleo de coco e proteína de trigo para cabelo normal.


Ganga sustentável com menos 65% de água


A C&A lançou uma nova coleção de ganga, composta por calças, casacos, calções e saias “amigos do ambiente”: são feitos de algodão reciclado e registam uma poupança de água em todo o processo de produção, atingindo até -65% na fase de lavagem. Cada peça conta com o certificado Cradle to Cradle Platinum (atribuído no C2C Congress em Berlim) e a marca garante que se trata da ganga “mais sustentável do mundo”. 

Para isso, durante o processo de produção foram atingidos os melhores resultados possíveis em termos de reutilização de materiais, energias renováveis, gestão de carbono, administração de água e justiça social. 

Além disso, este novo tecido denim é produzido exclusivamente a partir de recursos 100% renováveis, é reciclável e biodegradável.

“Para ter a primeira fábrica do mundo a receber o certificado Cradle to Cradle Platinum, a C&A fez uma parceria com o fornecedor Rajby Textiles Ltd. e com o consultor de economia circular Eco Intelligent Growth. Estas alianças realçam, uma vez mais, o compromisso da empresa em difundir a moda circular”, disse a empresa em comunicado.




Em 2018, a C&A conseguiu poupar 1.000 milhões de m3 de água, o equivalente a 400.000 piscinas olímpicas e reduziu a emissão de CO2 em 116.000 toneladas, o equivalente às emissões anuais de 70.000 carros, como concluiu o seu Relatório Global de Sustentabilidade.


Saco 100% reciclado e 100% reciclável



A regra já é conhecida por todos: levar sacos recicláveis para ir às compras, para evitar ter de comprar novos sacos de plástico, o que não só custa dinheiro como prejudica o ambiente. No entanto, por vezes há distrações e quando chegamos à caixa para pagar, os sacos ficaram em casa. 

A pensar nisso, a Auchan lançou um saco produzido a partir de plástico usado nas suas lojas: o novo saco Eco Circular é 100% reciclado e 100% reciclável, feito a partir de resíduos de plástico separados nas lojas Auchan, de forma a reduzir o desperdício e permitir uma maior poupança de recursos.

No processo de produção não são utilizadas matérias novas nem pigmentos corantes, pelo que este novo saco não só é reutilizável como é também 100% reciclável no seu fim de vida. O saco Eco Circular é produzido a partir do filme plástico que até agora era enviado para reciclagem. 

A partir de agora, este resíduo é separado nas lojas do grupo, transformando-se em matéria-prima deste novo produto, no âmbito da estratégia “Menos Plástico Melhor Uso”.


Numa primeira fase, o saco Eco Circular vai ser usado nas entregas da loja online, estando em fase de estudo a sua utilização nas lojas físicas.
Preservativos vegan e com baixas emissões de CO2.




A marca é alemã, foi fundada em 2015 e chama-se Einhorn (unicórnio, em português). Vende preservativos vegan e sustentáveis, entre muitos outros produtos (para a higiene íntima feminina e roupas). 

Ou seja, não há quaisquer ingredientes de origem animal envolvidos na sua produção e processo de testes. 

A missão da marca é a “sustentabilidade justa” (fairstainability, no original, em inglês), o que significa integrar critérios de sustentabilidade em toda a cadeia de valor: desde a extração do látex (proveniente das árvores-da-borracha), criando condições de trabalho justas e garantindo a biodiversidade das plantações, até à prevenção do uso de pesticidas e à redução de emissões de CO2.

Outra diferença passa pelas embalagens: os preservativos Einhorn (6 euros, sete unidades) são vendidos em pequenos pacotes semelhantes aos de batatas-fritas, decorados com padrões únicos criados por artistas, designers e fotógrafos.

As embalagens são feitas de bioplástico compostável, mas ainda assim a marca opta por compensar parte do CO2 que emite através do projeto Seven Clean Seas, uma startup de Singapura que leva a cabo plantações de árvores em Espanha, por exemplo.

Em 2019 a empresa foi responsável pela emissão de 395 toneladas de CO2, que compensou ao investir no projeto de reflorestamento da Land Life Company, com a plantação de árvores numa área equivalente a oito campos de futebol. 

Anualmente, investem 50% dos lucros em projetos sem fins lucrativos, como padrões justos e sustentáveis ​​no cultivo de borracha ou projetos de direitos humanos na Tanzânia.

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6 medidas sustentáveis que ajudam pequenos negócios

Cartilha mostra como reúso, reciclagem e economia de água e energia podem ajudar negócios em pequenas e médias empresas


O Estado de S.Paulo

Reciclagem, economia de água e energia, reúso de materiais e compra de materiais sustentáveis passaram de preocupação ambiental a bom senso para os negócios. 

A responsabilidade com o meio ambiente, em muitos casos, pode aumentar a eficiência de empresas e até gerar renda. 

É o que mostra uma cartilha do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com dicas para introduzir esses conceitos no dia a dia de uma micro ou pequena empresa.

Voltado para os profissionais que abriram recentemente seu próprio negócio, o material traz exemplos práticos para reduzir custos, melhorar a relação com os clientes e, ao mesmo tempo, gerar um impacto positivo no meio ambiente. 

Confira:



Recomendação dos especialistas é ficar atento a vazamentos 
desperdícios no dia a dia Foto: Divulgação/AmCham



Compras sustentáveis



Conhecer a origem de matérias-primas e as práticas de responsabilidade ambiental praticadas por fornecedores é uma das principais maneiras de garantir um produto sustentável. Essa preocupação também se aplica ao descarte de produtos e insumos após o uso.

Para isso, recomenda-se avaliar a necessidade de cada compra e considerar aluguel de equipamentos ou prestação de serviços para substituir o consumo. 

Quando a compra é considerada fundamental, uma das medidas de precaução sugeridas é comparar produtos de acordo com seu processo de produção, considerando a economia de energia, contratação da mão de obra local, reciclagem e certificações ambientais.

Além disso, o Sebrae aconselha verificar a situação legal dos fornecedores antes de contratá-los. Com o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa em mãos, é possível checar certidões negativas, de débitos e se existem denúncias contra ela. 

Comprar matéria-prima local também reduz custos e desenvolve a economia da região. 

“O menor preço nem sempre é aquele que oferece um comércio mais justo para todos”, diz a cartilha.


Eficiência energética

Além de reduzir custos, a eficiência energética diminui o impacto no meio ambiente. É possível produzir mais gastando menos, garante o guia.

Uma medida simples para garantir esse objetivo é utilizar, sempre que possível, iluminação natural: janelas podem ficar abertas sempre que possível e, se houver necessidade e dinheiro para investimento, mudanças estruturais no imóvel podem garantir maior incidência de luz solar. 

Paredes com cores claras refletem os raios de sol e deixam o ambiente mais fresco, o que economiza o uso de ar-condicionado - que devem ser limpos com frequência para garantir um bom desempenho energético.

Para equipamentos elétricos e eletrônicos, o selo Inmetro/Procel nível A é um indicador de que o aparelho consome menos energia. 

Outra dica é trocar lâmpadas comuns pelas fluorescentes ou de LED. Se houver uma geladeira ou refrigerador no local de trabalho, a dica é instalar em local bem ventilado e não encostar o aparelho em paredes e móveis. 

A ventilação melhora o desempenho do equipamento, assim como mantê-lo longe da incidência de raios solares e outras fontes de calor.


Uso eficiente de água

Seja num pequeno escritório ou numa grande rede de supermercados, a água é fundamental para garantir o pleno funcionamento de um negócio. Ações para reúso e economia de água ajudam a manter o recurso disponível por mais tempo.

A primeira recomendação dos especialistas é ficar atento a vazamentos e desperdícios no dia a dia da empresa. Tecnologias como arejadores na torneira também ajudam a racionar o uso. A escolha por produtos de limpeza biodegradáveis, que se misturam à água e acabam na rede de esgoto, evita contaminação.

O Sebrae também estimula os empregadores a fazer campanhas para estimular a economia de água para funcionários e clientes. “Muitas vezes é possível produzir mais gastando menos com simples mudanças de comportamento”, lembra o órgão.


Resíduos sólidos

Com frequência, aquilo que é encarado como lixo pode gerar renda para a empresa. Latas de alumínio, papel e até óleo usado podem gerar receita quando ganham destino adequado.

Uma das dicas para melhorar a gestão do lixo é fazer um levantamento de todos os resíduos gerados pela empresa. Para destinar o descarte a uma entidade que pague pela reciclagem dele, é fundamental fazer a coleta seletiva, com separação de metal, plástico, papel, vidro, material orgânico e não recicláveis. 

“Os recicláveis podem ser encaminhados para cooperativas de catadores; o orgânico, para a compostagem; e os perigosos (pilha, baterias, óleos, pneus), para empresas especializadas”, recomenda o Sebrae.

O guia também sugere analisar métodos de fabricação dos produtos ou prestação de serviços, com o intuito de produzir mais com menos matéria-prima e gerar menos lixo. Sobras e aparas também podem ser reutilizadas.


Consumo consciente

Desperdício, poluição, desmatamento e mudanças climáticas são fatores que têm levado muitos a repensar seus hábitos de consumo. 

Há várias opções que ajudam a tornar a venda de um produto ou serviço mais sustentáveis, e atender a essa demanda.

Uma solução é oferecer o refil como alternativa à embalagem tradicional, e estimular a devolução de materiais como garrafas, potes e latas para facilitar o reúso. 

Materiais poluidores podem ser substituídos por outros menos agressivos, como trocar sacolas de plástico por material reciclado ou biodegradável. 

O Sebrae aconselha pesquisar a percepção dos clientes para entender quais aspectos de sustentabilidade são mais valorizadas em cada negócio.


Desenvolvimento social

Pequenas, médias ou grandes, as empresas geram impacto na comunidade onde estão instaladas e podem melhorar a qualidade de vida ao seu redor. Esse impacto pode vir na forma de apoio a iniciativas de educação, assistência social ou zeladoria, por exemplo.

Uma das ações sugeridas é a adoção de espaços públicos como praças, ruas, escolas, e áreas verdes. 

O apoio não precisa ser necessariamente financeiro. Trabalho voluntário e outras formas de apoio institucional também podem gerar resultados. 

Esse apoio também pode ser direcionado a entidades com causas que estejam de acordo com valores da empresa.

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