Espetáculo musical ensina para crianças consumo consciente e sustentabilidade

Abordar de forma lúdica temas como meio ambiente, animais em extinção, poluição, desperdício, consumo consciente, entre outros. Esta é a proposta do espetáculo musical “Os Supercondutores de Energia”, que a Parabolé Educação e Cultura irá apresentar para alunos de escolas municipais de Curitiba nos dias 21 e 28 de fevereiro.




“É uma ação musical de cunho temático que, além de se justificar pelo seu aspecto artístico, estético e formador, adquire também uma pertinência social”, explica Levi Brandão, diretor artístico da Parabolé.

A preocupação em motivar as crianças a assumirem uma atitude consciente também é vista na composição do cenário e de alguns personagens. Grande parte dos objetos que compõe o espetáculo foi 100% reaproveitada. São capacetes  de moto, pneus de carro, calotas de automóvel, panelas, embalagens plásticas e estruturas de ferro, tudo retirado de um centro de coleta seletiva de lixo do município de Campo Largo. 

Além disso, animais em extinção como o mico-leão-dourado, onça pintada, tamanduá-bandeira e o peixe-boi ganharam vida a partir de baldes, colchas, latões e cabos de vassoura. “Ao representar essas espécies com materiais alternativos incentivamos os alunos, por meio da brincadeira, a usarem a criatividade e a reaproveitarem elementos que encontramos dentro de casa”, afirma Brandão.

A plateia, que chega a aproximadamente 200 crianças por espetáculo, interage o tempo todo. Os cantores, que atuam também como atores, são vistos como super-heróis pelos alunos. A personagem Natu é uma bióloga que cuida da natureza e dos bichos, Garibaldi é um coletor que tem um cuidado especial na separação do lixo e na coleta seletiva, Tino é um empresário que adequou a produção de sua empresa para emitir menos poluição, Faísca é um eletricista que criou fontes alternativas de energia e Melo Dias, o artista, teve a ideia de montar a banda para falar sobre meio ambiente. Levi Brandão ressalta que as crianças participam e cantam juntas do início ao fim da apresentação. 

“O envolvimento dos alunos com os Supercondutores de Energia vai além do show, pois o espetáculo aborda assuntos que fazem parte da vida das crianças, mas que, muitas vezes, precisam de um estímulo para se tornarem hábitos aliados a uma atitude consciente”, diz o diretor artístico.

O espetáculo, que foi desenvolvido com recursos do Programa de Apoio à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, está visitando as escolas desde novembro de 2013. Já beneficiou cerca de 2 mil crianças em 10 apresentações (incluindo a APAE de Santa Felicidade). Após o show, a banda entrega para cada criança um material de apoio com atividades lúdicas e divertidas, tais como caça-palavras, jogo dos sete erros e pintura, todas relacionadas à proposta temática do espetáculo. É uma forma de dar oportunidade para que o aluno estenda tudo o que aprendeu durante o espetáculo para a sua família e amigos.

Sobre a Parabolé – Educação e Cultura
Há nove anos a Parabolé desenvolve projetos culturais que apresentam interesse educacional e social. Um dos objetivos é a revitalização do espaço escolar e a divulgação da cultura brasileira em instituições de ensino. Oficinas de música, cursos e palestras para educadores, espetáculos musicais e projetos de arte-educação são algumas das ações realizadas pela equipe de profissionais, que leva para dentro das escolas histórias da tradição oral, canções e danças regionais, desafios, jogos, festividades, brincadeiras, formas de expressão típica, personalidades e saberes que se originam na vida cotidiana da sociedade.

Ficha Técnica:
Concepção - Nélio Sprea e Rafael Martins
Direção - Levi Brandão
Músicas de Milton Karam
Sonorização - Luigi Castel
Cenário e Figurino - Paulo Vinícius
Produção - Pietro Rosa, Levi Brandão e Sabrina Fernadez
Atores: Gabriel Schwartz, Fábio Mazzon, Ale Age, Paulo de Nadal e Mari Ribeiro
Serviço:
Espetáculo Musical Os Supercondutores de Energia
Dia 21 de fevereiro
Horários: 9h | 10h30 | 13h30 | 15h
Local: Escola Municipal Paranavaí Educação Infantil e Ensino Fundamental
Endereço: Rua Pedro Siemens, 229 Xaxim
Público: alunos da escola e professores (média de 200 alunos por apresentação)
Dia 28 de fevereiro
Horários: 14h | 15h10
Local: Portão Cultural | Auditório Antônio Carlos Kraide
Endereço: Avenida República Argentina, 3430 Portão
Público: alunos de 8 escolas municipais de Curitiba e professores (média de 180 alunos por apresentação)

Móveis restaurados com um caminho para a sustentabilidade

Texto: Marcelo Chaves
Fotos: Divulgação
A restauração de móveis antigos como prática sustentável tem colocado cada vez mais em destaque empresas como a Bem Dito Canto. O atelier trabalha com restauração de móveis antigos, além de personalização das peças de acordo com o gosto do cliente. 
“Em muitos casos encontramos objetos que permitem preservar as lembranças de família e trabalhamos a sustentabilidade”, comenta Andressa Bonn, artista plástica e sócia da Bem Dito Canto.
A inspiração para a criação da marca surgiu com a necessidade de decorar móveis próprios fugindo da mesmice. Com a alta no mercado e a necessidade por móveis de qualidade e durabilidade, as sócias começaram a investir em peças exclusivas elaboradas por Andressa Bonn. 
As obras são comercializadas através do site para todo o Brasil, no showroom localizado na capital paranaense e aos domingos na Feira do Largo da Ordem, no centro de Curitiba.

Fonte: finissimo.com.br

BVRio e GVces promovem simulação de mercado de carbono para empresas no Brasil

O propósito da simulação é oferecer ao setor empresarial uma experiência prática e realista sobre o funcionamento de um sistema cap and trade.
Rio de Janeiro – A bolsa de valores ambientais BVRio e o Centro de Estudos de Sustentabilidade da FGV/EAESP (GVces) firmaram uma parceria para implementar um simulado de mercado de carbono no âmbito da Plataforma Empresas pelo Clima (EPC). A EPC foi desenvolvida pelo GVces há cinco anos para envolver empresas brasileiras no processo de discussão e engajamento frente às mudanças climáticas, a gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a proposição de políticas públicas.
 
O propósito da simulação é oferecer ao setor empresarial uma experiência prática e realista sobre o funcionamento de um sistema cap and trade. Ou seja, um sistema de comércio de emissões (trade) que busca restringir a quantidade de GEE de um setor ou da economia de uma região ou país dentro de um limite preestabelecido (cap).
 
“Essa é uma experiência pedagógica pioneira no Brasil”, afirma Mario Monzoni, coordenador do GVces, sobre o contexto de mercado de carbono. “Por meio do simulado as empresas terão oportunidade de aprender o que é esse mercado, fazendo na prática.” A iniciativa representa um processo de conformação entre as empresas, a BVRio e o GVces, que poderão tirar aprendizados de como atuar num sistema cap and trade. “Ao fazer a simulação, espera-se também que a empresas estejam mais preparadas para dialogar com o governo sobre um futuro mercado de carbono brasileiro”, explica Beatriz Kiss, coordenadora da iniciativa pela EPC.
 
As bases do simulado foram construídas em 2013, em um processo conjunto com as empresas da EPC e a partir das experiências de mercados reais, ativos ou em construção, em diversos países. “O exercício estará apoiado nos dados reais de emissões das empresas, fornecidos pelo Programa Brasileiro GHG Protocol”, esclarece Renato Armelin, Coordenador do Programa Sustentabilidade Global do GVces, que envolve tanto o GHG como a EPC. “O período de negociações deste ciclo 2014 terá início em março, com um leilão de venda de permissões de emissão, e se encerrará no final de novembro”, completa Armelin.
 
A BVRio disponibiliza sua plataforma de negociação BVTrade para a iniciativa. Para tanto, a BVRio fez ajustes e adaptações necessárias, de modo a atender às peculiaridades da simulação, incluindo o desenvolvimento de um registro de permissões de emissões, um ambiente eletrônico de negociação, uma plataforma eletrônica de leilões, ferramentas de gestão de emissões e interfaces diferenciadas para diferentes tipos de participantes:empresas, governo e operador de mercado. Em fevereiro, as empresas membro da EPC tiveram o primeiro contato com o sistema, numa fase preparatória que precede o lançamento da iniciativa, em 14 de março.
 
“A BVRio vê esta simulação como um passo importante para o processo de desenvolvimento de um mercado de carbono nacional. Para tal, desenvolvemos a primeira plataforma de comércio de carbono no país, que servirá para apoiar o desenvolvimento de um mercado de abrangência nacional no futuro”, comentou Pedro Moura Costa, presidente da BVRio.
 
A EPC já conta em 2014 com 20 empresas, entre elas AES Brasil, Braskem, Banco do Brasil, Camargo Correa, EDP, Suzano, TAM e Vale. Do total de empresas, 16 já estão inscritas no simulado de mercado de carbono. Tanto a EPC, como o simulado ainda estão abertos a novas adesões.
 
MAIS INFORMAÇÕES E MARCAÇÃO DE ENTREVISTAS:
 
Sobre a BVRio: A bolsa de valores ambientais BVRio é uma associação formada para promover o uso de mecanismos de mercado para facilitar o cumprimento de leis ambientais brasileiras. Através da sua plataforma BVTrade, a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. Para saber mais, visite:www.bvrio.org e www.bvtrade.org
 
Sobre o GVces
Criado em 2003, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP)  atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas, na construção de instrumentos de auto-regulação e no desenvolvimento de estratégias e ferramentas de gestão empresarial para a sustentabilidade, no âmbito local, regional, nacional e internacional. 

Essa atuação acontece por meio de atividades: (i) de educação formal e informal; (ii) de pesquisa aplicada e publicações; (iii) de promoção do debate, mobilização e sensibilização da sociedade para o tema; (iv) de comunicação; (v) e de intercâmbio de experiências e informações, que disseminem conceitos e práticas de sustentabilidade em todas as suas dimensões. www.fgv.br/ces
 
Sobre a FGV-EAESP
Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. 

Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. 

Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA. www.fgv.br/eaesp
 
Informações para a imprensa:
 
Pelo GVces
 
GWA Comunicação Integrada
Tel.: (11) 3030-3000 Kelly Souza – kelly@gwa.com.br – (11) 96620-2234
Lilian Araujo – lilian@gwa.com.br – (11) 97171-7138
 
Pela BVRio
Autor: Quartzo Comunicações 

No dia 29 de março, apague durante uma hora as luzes de casa ou do trabalho

Prepare-se mais uma vez para a Hora do Planeta e exponha sua preocupação com o meio ambiente. Este ano o ato simbólico, em que todos apagam suas luzes durante sessenta minutos, acontecerá no sábado, dia 29 de março, das 20h30 às 21h30.
Divulgação
Divulgação
“Use seu poder para salvar o planeta”
Promovida no mundo todo pela Rede WWF, a iniciativa pretende mobilizar governos, empresas e a população em prol da preservação do meio ambiente.
“Use seu poder para salvar o planeta”
Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, a Hora do Planeta 2014 irá apresentar até o dia 29 de março embaixadores que estimulem a participação das pessoas no movimento.
O primeiro deles vem direto das histórias em quadrinhos e do cinema. O Homem-Aranha, vivido nas telas pelo ator Andrew Garfield, que estrela o filme Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro, com lançamento previsto para 1o de maio no Brasil.
Além do protagonista, o diretor da produção Marc Webb também irá apoiar e participar efetivamente da Hora do Planeta 2014 – ao lado dos atores Emma Stone, que interpreta Gwen Stacy (par romântico do herói) e Jamie Foxx, no papel do vilão Electro.
A participação do Homem-Aranha foi possível graças a uma parceria entre a Rede WWF e a Sony Pictures Entertainement.

Casamundobrazil no Seminário MICE – RS

Por Anelise Stahl



Anelise Stahl Martins estará como convidada na Mesa Redonda:Políticas de promoção de destinos MICE, falando sobre Eventos Sustentáveis no Seminário MICE -RS , que acontecerá na FIERGS, nos dias 18 e 19 de março.

MICE é a sigla internacional de Meetings, Incentives, Conferencing, Exhibition (Reuniões, Incentivos, Congressos e Exposições), um segmento turístico de altíssimo poder econômico, com média de gastos diários por turista de US$ 285 contra U$ 68 do turista normal. O turismo de negócios é um dos segmentos que mais tem incrementado o fluxo de visitantes para o Brasil .

Conforme o ranking do International Congress and Convetion Association (ICCA) de 2011, o Brasil ocupa o 7º lugar entre os destinos que mais realizam eventos no mundo e o RS ocupa a segunda posição nacional neste ranking.

A atividade, promovida pela Embratur, tem o objetivo de consolidar a ascensão do Brasil no cenário internacional de eventos por meio da captação e da prospecção de eventos técnico-científicos e esportivos, e em conjunto com um comitê específico para esse segmento , objetivo é estabelecer uma política pública que propõe e gerencia ações e programas para aumentar a captação de eventos no Estado e transformá-lo em líder de eventos do Mercosul.


A presença da Casamundobrazil neste cenário irá contribuir na discussão sobre a importância de um comportamento sustentável e maneiras estratégicas para gerenciar a sustentabilidade e incorporar a melhoria contínua.

A inclusão de estratégias, políticas, processos, sistemas e ações que se entrelacem para suportar e gerenciar questões de sustentabilidade de um evento, que seja eficiente, eficaz e profissional, levará o segmento a um desenvolvimento sustentável .

Até Londres 2012, nenhuma norma internacional auditável em sustentabilidade estava disponível para o setor de eventos. A preparação para o Jogos Olímpicos de Londres foi a faísca que ajudou a finalizar a ISO 20121, e ajudou a colocar as considerações de sustentabilidade no centro do processo de planejamento. 

A Casamundobrazil na esteira de Eventos Sustentáveis é a protagonista do primeiro certificado nesta Norma para a América Latina com o Rock in Rio, sendo assim ,Anelise acredita que a oportunidade de compartilhar a vivência da Implantação do Sistema de Gestão para Sustentabilidade do Evento Rock in Rio no Seminário MICE será uma contribuição para o Rio Grande do Sul.


Confira a visão de Anelise Stahl Martins sobre a Norma ABNT ISO 201 121 .




Seja bem vindo ao mundo MICE.

Inscreva-se no seminário MICE-RS.



Mostra Senac traz conceitos de sustentabilidade em arquitetura

Denominada como “Design White & Blue” atração segue até dia 14.

Exposição foi criada por alunos do curso técnico em design de interiores.


Do G1 Presidente Prudente
Mostra está instalada no interior da unidade do Senac em Presidente Prudente (Foto: Elga Shirane)Mostra está instalada no interior da unidade do Senac em Presidente Prudente (Foto: Elga Shirane)
A mostra “Design White & Blue”, realizada por alunos do curso técnico em Design de Interiores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), segue até 14 de fevereiro, no interior da unidade, em Presidente Prudente. Interessados podem visitar o espaço gratuitamente de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 21h.
A atração é composta por um projeto residencial de quatro cômodos, que traz tendências do setor aliando sustentabilidade à contemporaneidade.
Título da ação “White & Blue” se refere à paleta de cores eleita pelos alunos, no caso azul e branca (Foto: Elga Shirane)
Título da ação “White & Blue” se refere à
paleta de cores eleita pelos alunos, no caso
azul e branca (Foto: Elga Shirane)
Para a criação da exposição, alunos desenvolveram o “redesenho” de peças de mobiliário já existentes. Além disso, os estudantes optaram pelo uso de materiais cujo processo de fabricação não tenha agredido o meio ambiente.
“A criatividade é grande desafio para todos, em diversas etapas desta obra, além disso, nas dificuldades estão inclusos os prazos de entrega, custos, bom relacionamento com parceiros e prestadores de serviço em geral, utilizando de clareza e objetividade nas informações e o trabalho em equipe”, afirma um dos professores responsáveis, Cleyber Luciano.
A exposição conta com quatro ambientes: dormitório da mãe, dormitório da filha, sala de estar ehome office, em uma casa montada no interior da unidade. O projeto completo do imóvel é de 60 metros quadrados e está aberto à visitação. O título da ação, “White & Blue” se refere à paleta de cores eleita pelos alunos, no caso azul e branca, utilizadas por serem cores frias e, segundo Cleyber, “provocarem um frescor psicológico nos visitantes, em uma região quente como Presidente Prudente”.
Serviço
O que: Mostra Senac White & Blue.
Quando: Até 14/2, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 21h.
Onde: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), localizado 
na Avenida Manoel Goulart, 2881, em Presidente Prudente.
Quanto: Grátis
Classificação: Livre.

Em busca de identidade em sustentabilidade

O Estado brasileiro, nos últimos anos, tem procurado corrigir uma dívida com a sociedade através de suas políticas públicas. No ano de 2007, com a lei do saneamento básico, assumiu compromissos robustos – diretrizes com relevância para a saúde e o meio ambiente da população –, mas os resultados, até agora, são modestos. 


Acesso a condições mínimas de saneamento representa maior dignidade e qualidade de vida de uma nação, repercute diretamente nos leitos dos hospitais e mais pessoas ficam felizes, trabalhando, desfrutando da vida.

Na COP-15, em Copenhagen, em dezembro de 2009, na conferência global de mudanças climáticas da ONU, o Brasil assumiu compromisso nacional voluntário importante, com uma meta de redução das emissões dos gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9% até 2020. 

No final de 2009, criou-se a Política Nacional de Mudanças Climáticas, com excelentes diretrizes, estimulando o setor produtivo a uma economia de baixo consumo de carbono, com mecanismos econômicos e creditícios, e obrigando os municípios a criarem suas políticas de mudanças climáticas, inventários de carbono e metas de redução com a finalidade de melhorar a qualidade do ar das cidades. 

Até 2015, todas as cidades brasileiras deverão ter seu inventário de carbono.

E, novamente, nos deparamos com uma excelente iniciativa de política nacional, mas com baixa efetividade. Temos apenas três capitais importantes que estabeleceram política municipal de mudanças climáticas e desenvolvimento econômico sustentável. O grande contrato social aconteceu em agosto de 2010 na sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que levou mais de 20 anos de discussão no Congresso. Esta lei gera uma responsabilidade compartilhada entre sociedade e gestores públicos, não deixando nenhum cidadão fora deste processo coletivo. É uma grande quebra de paradigma, mudando comportamentos e responsabilidades.

As cidades brasileiras estão um verdadeiro caos – veja-se o caso do lixo domiciliar em Porto Alegre –, chegando ao descontrole. Estamos assistindo nas ruas uma ausência de limites. Os focos de lixo, os descartes inadequados estão chegando a um volume próximo à coleta regular. Na capital gaúcha, são feitas, diariamente, centenas de viagens de caminhões, até longa distância, para levar o lixo e depositar em antigas minas de carvão.

Os municípios brasileiros não estão fazendo a sua parte na implementação das políticas públicas. Dos 5.564 municípios, menos de 8% elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, cujo prazo expirou em agosto de 2012. A competência de manter a cidade limpa é do prefeito, mas não podemos esquecer que a política nacional de resíduos sólidos aponta para a responsabilidade compartilhada. Os cidadãos têm que fazer a sua parte. Alguns tentam fazer, mas, se a prefeitura não recolhe o lixo de maneira correta, pouco adianta.

Temos que repensar a cidade que queremos. As demandas sociais são cada vez maiores. A mais nova política nacional é a de mobilidade urbana, necessária e oportuna. A greve do transporte público urbano de Porto Alegre deixou lições que devem ser seguidas.

Todas as políticas de Estado vêm para ficar, são contribuições fundamentais para organizar uma sociedade mais respeitosa com o seu ambiente e sua comunidade. Mas as leis e determinações precisam ser cumpridas. Caso contrário, de nada adiantarão.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br