Das 50 maiores obras no mundo, 14 estão no Brasil


Juntas, elas movimentam alguns milhões de m³ de concreto, mas avançam lentamente por causa de entraves burocráticos
Por: Altair Santos
Entre projetos já em andamento e ainda não iniciados, o Brasil detém 14 das 50 maiores obras de infraestrutura do mundo. Elas ocupam posição de destaque no ranking, seja por qual ângulo que se queira analisar. 
Sob o ponto de vista de recursos, equivalem a R$ 250 bilhões. Olhando-se pelo volume de concreto, são empreendimentos que precisarão, no mínimo, de 26,3 milhões de m³ para serem concluídos.
Cinturão das Águas no Ceará: obra leva irrigação para produção de frutas no nordeste brasileiro.
A previsão era que todas as construções – boa parte delas vinculadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – fossem concluídas até 2015. Mas hoje estima-se que muitas podem se estender até 2020. Um exemplo clássico é a usina de Belo Monte, no rio Xingu, dentro do território do estado do Pará. Iniciada em 2011, a obra já sofreu 11 interrupções, seja por liminares que paralisam seu andamento, seja por manifestações de movimentos sociais, indígenas e moradores locais ou por invasões dos canteiros de obras.
Belo Monte é também o maior empreendimento em construção no Brasil. Orçada em R$ 26 bilhões, a hidrelétrica envolve 22 mil operários e irá consumir 3,7 milhões de m³ de concreto até ser concluída. A usina, e outras obras, fazem da região norte do país a que mais concentra megaconstruções. Os estados de Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia englobam os seguintes projetos, além de Belo Monte: hidrelétricas Teles Pires (na divisa entre Pará e Mato Grosso), Santo Antônio (Rondônia), Jirau (Rondônia), São Luiz de Tapajós (Pará), Linhão Manaus-Tucuruí-Amapá (entre Amazonas e Amapá), Gasoduto Urucu-Coari-Manaus (Amazonas) e Arena Amazônia (Amazonas).

Rodoanel, em São Paulo: confiabilidade de que esteja 100% concluído até 2016 é alta.
Do complexo de obras que faz o Brasil aparecer com destaque na construção civil internacional, o único que deve ser concluído até 2014 é o que envolve os projetos da Copa do Mundo. Doze estádios e obras de mobilidade espalhados pelas subsedes irão consumir 8,6 milhões de m³ de concreto (5,1 milhões de m³ só nos estádios). Também se mostram confiáveis de serem concluídas até 2016 os seguintes empreendimentos: Rodoanel de São Paulo (trechos leste e norte), usina nuclear Angra 3 e Arco rodoviário do Rio de Janeiro. Tratam-se de construções que, além de recursos federais, contam com investimentos estrangeiros e estaduais e, por isso, estão mais rigorosas com o prazo de entrega.
O contraponto dessas obras com previsão para acabar é o que envolve a transposição do rio São Francisco. Iniciada em 2005, passados quase oito anos, a megaobra não tem cronograma de entrega definido. Só seu custo avança. Saiu de R$ 4,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões, e somente 43% está concluído. 
O problema é que são trechos que não se interligam e que, portanto, ainda não têm condições de conduzir a água para o sertão nordestino – historicamente afetado pelas secas. Pela quantidade de problemas, é provável que a transposição do São Francisco seja concluída depois de uma obra similar que avança no Ceará: o Cinturão das Águas. Ele parte do sul do estado e envolve todo o território cearense. A 1ª etapa já foi entregue e vem beneficiando diretamente a produção de frutas no nordeste brasileiro.
Usina de Santo Antônio: uma das megaobras em andamento na região norte do país.
Confira as 14 megaobras do Brasil, em volume de concreto:
Obras da Copa – 5,1 milhões m3 (estádios) 3,5 milhões m3 obras de mobilidade
Hidrelétrica Belo Monte – 3,7 milhões m3
Hidrelétrica Santo Antônio – 3,2 milhões m3
Hidrelétrica Jirau – 2,8 milhões m3
Programas de saneamento – 2 milhões m3
Hidrelétrica São Luiz de Tapajós – 1,5 milhão m3
Transposição do São Francisco – 1,3 milhão m3
Rodoanel de São Paulo – 800 mil m3
Gasoduto Urucu-Coari-Manaus – 800 mil m3
Cinturão das Águas do Ceará – 600 mil m3
Hidrelétrica Teles Pires – 480 mil m3
Linhão Manaus-Tucuruí-Amapá – 240 mil m3
Usina nuclear Angra 3 – 200 mil m3
Arco rodoviário do Rio de Janeiro – 92 mil m3

Angra 3: após 23 anos parada, obra no Rio de Janeiro foi retomada em 2010 e avança rapidamente.
Entrevistados
Ministério do Planejamento, SUDAM (Superintendência do desenvolvimento da Amazônia) e governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará (via assessoria de imprensa)
                   www.rj.gov.br / www.sp.gov.br

Créditos fotos: Divulgação




Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


Mulheres fazem a diferença nas ações de sustentabilidade, afirma Izabella Teixeira

Portal Planalto

O primeiro Encontro da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade de 2013, realizado no dia 29 de abril, em Brasília, foi marcado pelo desejo de atentar à sociedade a importância da mulher no processo de desenvolvimento sustentável. 

“As mulheres estão engajadas com o futuro do desenvolvimento do país e fazem a diferença nas ações de sustentabilidade. Por isso, é preciso mobilizá-las ainda mais”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.




“Nosso objetivo é mobilizar as mulheres e a sociedade para a implantação de ações que assegurem um desenvolvimento sustentável”, acrescentou. 

O encontro de mulheres líderes nas áreas privada e pública teve como tema “Sustentar ideais – os desafios da ação e da comunicação em rede”. 

As discussões se concentraram no impacto e importância da comunicação em rede para um desenvolvimento sustentável.

A secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, que lembrou que a violência contra a mulher é incompatível com a democracia e a igualdade, acredita que as mulheres estão “nessa parceria pelo desenvolvimento sustentável também porque ascenderam profissionalmente aos cargos de direção nos órgãos públicos e na iniciativa privada”.

Consumo consciente

Durante a reunião foi lançada uma campanha sobre o consumo consciente que defende a adoção de práticas saudáveis, voltadas para assegurar a melhor qualidade do meio ambiente. 

Izabella afirmou que as ações de sustentabilidade deste ano incluem também as práticas esportivas, de lazer e de cultura, com ênfase no consumo consciente.

“A relação meio ambiente e consumo está no centro das discussões, abordando as formas para melhorar a qualidade e abrangência da comunicação em rede”, afirmou.

Além da campanha, os participantes do encontro também discutiram os temas: 

Felicidade e sustentabilidade num mundo de crescentes incertezas e velocidade; 

Existe um jeito de ser feliz diferente para homens e mulheres?; 

Existe uma economia da felicidade no cotidiano? e, 

Necessariamente a mulher é incluída na comunicação pela sustentabilidade?.

A rede

A Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, criada em 2011, para mobilizar mulheres em cargo de liderança e executivas de instituições públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos, na promoção de ações de sustentabilidade.

A ministra do Meio Ambiente lembrou que a rede, ao ser criada, contou o apoio de 30 mulheres brasileiras – e hoje conta com 468 mulheres e seis homens, porque as ações ultrapassam os limites do debate feminista. 

A rede não tem fins lucrativos.

(Portal Planalto)

Desafios da segurança alimentar no Brasil

Cida de Oliveira e Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

Um novo modelo de produção de alimentos, baseado na agroecologia, sem o uso de sementes transgênicas, agrotóxicos e fertilizantes químicos, em pequenas propriedades familiares, e a regulação do abastecimento e distribuição são os maiores desafios para a segurança alimentar no Brasil.



- É inadmissível continuarmos líderes no ranking do consumo de agrotóxicos, financiando esse setor com a isenção de impostos e ainda termos de ouvir declarações como as da senadora Kátia Abreu, da bancada ruralista, de que o pobre precisa comer, sim, comida com agrotóxico porque é mais barato – disse Vanessa Schottz, técnica da ONG Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e secretária executiva do Fórum de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), completando, em seguida: – 

Em vez disso, precisamos democratizar o acesso à terra, regionalizar a distribuição de alimentos saudáveis e apoiar feiras livres, que permitem que alimentos mais frescos e baratos cheguem à mesa da população.

Para discutir esses e outros temas relacionados aos impactos e desafios do atual sistema, integrantes do FBSSAN de todo o país, redes, movimentos sociais e outras instâncias estratégicas vão se reunir em seu sétimo encontro nacional, de 4 a 6 de junho, em Porto Alegre. 

A programação inclui painéis para discutir a crise alimentar, a dimensão pública do abastecimento, oficinas temáticas sobre agricultura urbana, normas sanitárias para a produção familiar e artesanal, agrotóxicos e transgênicos, além de rodas de conversa para o debate público sobre as dimensões estratégicas de luta pela comida.

- Discutir os alimentos que estamos comendo ou não é estratégico. Da mesma maneira que avançamos na construção do marco legal do Direito Humano à Alimentação e no fortalecimento e institucionalização de políticas públicas estratégicas, ainda persistem ameaças a esse direito – disse Vanessa.

Em fevereiro de 2010, o alimento foi incluído no rol dos direitos constitucionais pela emenda constitucional 64, fruto de um abaixo-assinado liderado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com mais de 50 mil assinaturas. Com a aprovação da proposta, a soberania alimentar e nutricional passou a ser um dever do Estado, e não mais política de governo.

Outra conquista é a Lei 11.947, de 2009, conhecida como lei da alimentação escolar, que determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações. 

Têm prioridade os assentamentos de reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. A compra dos alimentos deve ser feita, sempre que possível, no mesmo município das escolas.

Segundo o Fórum, o modelo de abastecimento e distribuição de alimentos, cada vez mais controlado pelo agronegócio, pela indústria e cadeia de supermercados, acelera o processo de ‘commoditização’ e artificialização dos alimentos, de empobrecimento da base alimentar e no aumento do preço dos alimentos.

Vanessa lembra um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) segundo o qual, apesar de toda a diversidade vegetal brasileira, a base da alimentação está em três alimentos: trigo, soja e milho.

- Todos são produzidos de maneira mecanizada, em grandes extensões de terra, no sistema de monocultura, com uso de agrotóxicos, e entram na industrialização da maioria dos alimentos consumidos.

Outras grandes questões, segundo ela, é se há uma crise alimentar ou é o próprio sistema alimentar que está em crise; quais são as causas principais, de que maneira essa crise se expressa no Brasil, se as políticas públicas respondem ou não aos desafios impostos por esse sistema.

- É muito importante que a sociedade civil entenda, debata e critique os impactos do atual sistema alimentar sobre a soberania e segurança alimentar da população brasileira – disse.

Neste mês, estão sendo realizadas as etapas estaduais, como a de Goiás, que ocorreu no último final de semana. Na avaliação da professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Goiás e presidenta do Conselho de Segurança Alimentar daquele estado, Dulce Cunha, o Brasil avançou muito no combate à fome. Mas ressalvou:

- Ainda existem bolsões de pobreza onde há pessoas sem acesso à qualidade diária mínima de nutrientes. E também não avançamos no sentido de garantir a alimentação como um direito humano. Basta ver que o Brasil é o que mais consome agrotóxicos ao mesmo tempo em que a obesidade infantil vem aumentando muito – disse.

Segundo ela, é necessário uma leitura crítica do sistema de produção e abastecimento, bem como pensar estratégias para assegurar a soberania alimentar nacional do Brasil.

- A ideia é ir além da garantia de acesso de todos ao alimento. A alimentação tem de ser entendida como um direito humano, assegurando que as pessoas tenham alimentos de qualidade produzidos sem venenos e que respeitem os hábitos alimentares regionais e a idade dos indivíduos.

O Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) foi criado em 1998. Reúne organizações, redes, movimentos sociais, instituições de pesquisa, profissionais da saúde, nutrição, direitos humanos, agroecologia, agricultura familiar, economia solidária e de educação popular na luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e pela soberania alimentar.

(Canal Ibase)

Links recomendados - Empregos Verdes



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Foto: reprodução

Você já ouviu falar em "empregos verdes" ou "green jobs"? O termo, que promete ser a solução para muitos dos problemas que o mundo enfrenta atualmente, estimula a criação de novos postos de trabalho e carreiras profissionais voltadas à sustentabilidade, em áreas como agricultura, engenharia, indústria e serviços.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o Brasil já tem 3 milhões de empregos verdes, o correspondente a 6,6% do total de postos de trabalho formais. 

Apesar de ser um cenário novo no País, os empregos verdes já crescem mais rápido que os demais e os interessados podem encontrá-los em plataformas on-lines. 

O EcoD trouxe dois destaques de sites nacionais que facilitam o trâmite de quem procura ou anuncia uma vaga "verde".

Green Jobs Brasil
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O greenjobs Brasil é o primeiro portal de empregos verdes do País. Criado pela Rudra Tecnologias Sustentáveis, empresa catarinense, ele possui um visual inspirado na rede social Twitter. Empresas e profissionais podem usar o portal sem nenhum tipo de cadastro ou cobrança.

As ofertas de emprego estão subdivididas pelas áreas Técnicos, Educadores, Gestores e Comercial, e podem ser procuradas por um fácil sistema de busca.



Made in Forest

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A Made in Forest, considerada a primeira rede ambiental global com foco no meio ambiente e sustentabilidade, também disponibiliza vagas de "empregos verdes", já que a plataforma trabalha com "economia verde". 

Além disso, o site identifica, organiza e divulga um banco de dados de Ong’s Ambientais, empresas de ecoprodutos, serviços, turismo, educação ambiental e pontos de reciclagem de cerca de 40 tipos diferentes de materiais recicláveis. Na plataforma você pode divulgar e contratar serviços.


Empregos Verdes


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Os profissionais do futuro deverão trabalhar para o desenvolvimento 
social, econômico e ambiental/Foto: greatgreencareers


O mundo encontra-se em processo de mudança e todas as relações, tais quais conhecemos hoje, devem adaptar-se a uma nova realidade nos próximos anos. 

E o trio de fatores que aparentou ser um indício de uma catástrofe de ordem mundial (o aquecimento global, a crise econômica e a falta de emprego) pode ser o que a humanidade precisava para criar um novo movimento em prol do desenvolvimento sustentável.

Uma das soluções para reverter o atual quadro é o investimento em “empregos verdes”. 

Esse conceito, difundido em todo o planeta como “Green Jobs”, estimula a criação de novos postos de trabalho e carreiras profissionais voltadas à sustentabilidade, em áreas como agricultura, engenharia, indústria e serviços.

A preocupação climática e ambiental, a escassez de recursos energéticos e o surgimento de um mercado consumidor mais atento incitam valores de responsabilidade, transparência, produtividade, criatividade e inovação por parte das empresas, sendo este o momento de uma guinada e reformulação dos atuais modelos de negócios.


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Profissionais trabalham em um Telhado Verde
novos mercados  estão surgindo/Foto:Green for all


Segundo a pesquisa “Carreiras do Futuro”, realizada pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA), entre as seis carreiras mais promissoras até 2020, gerente de ecorelações é a que possui maior tendência de crescimento e oportunidade de negócio. 

Este profissional irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

A pesquisa revelou que os aspectos mais importantes dos empregos verdes estão relacionados à inovação, busca por qualidade de vida e preocupação com a relação desenvolvimento econômico e meio ambiente. 

Daqui pra frente haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte e, no limite, na redução da poluição resultante.

Essas tendências não atuarão de forma isolada e sim interdependente, o que propicia a ação de uma sobre a as outras. 

Com isso, será possível ver, por exemplo, a busca de qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente pressionando por inovações em diversas áreas.



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Os empregos verdes devem se multiplicar na cidade e 
também no campo/Foto:ecofriendlymag

Impacto nas empresas

Essa nova configuração nas relações de trabalho tem feito muitas empresas embarcarem no denominado "radical greening", ou “esverdeamento radical”. 

O movimento subiu da nona para a quarta posição no ranking dos 10 fatores mais desafiadores para as companhias, divulgado pelo “Relatório de Riscos para os Negócios 2009” da Ernst & Young.

Mas o que poderia ser um problema trata-se, na verdade, de uma oportunidade de tamanho maior ou igual, foi o que afirmou o diretor da empresa de consultoria, Joel Bastos, em entrevista à revista Ideia Socioambiental. 

“Quando um setor é afetado por um risco qualquer, se identificá-lo de maneira adequada e agir estrategicamente, poderá enxergar melhor a oportunidade relativa a esse desafio", avalia.




O Bundestag, parlamento alemão, definiu novas leis para estimular investimentos nas energias renováveis visando a redução da emissão de 250 milhões de toneladas de CO2 em 2020 e uma participação das energias renováveis na produção de 30% da eletricidade no mesmo ano. 

Com isto, a tecnologia ambiental será quadruplicada até alcançar 16% da produção industrial em 2030, levando o emprego no setor a superar o da indústria automobilística e de máquinas e ferramentas daquele país.


Investimentos na eficiência energética nos edifícios gerarão 3,5 milhões de empregos verdes na Europa e nos Estados Unidos. 

A reciclagem e a gestão de dejetos empregam cerca de 10 milhões de pessoas na China, onde o capital de risco verde duplicou até alcançar 19% do total dos investimentos realizados nos últimos anos.

O profissional do futuro

A capacidade de visão de futuro e uma formação multidisciplinar são elementos chaves para os profissionais que querem se dedicar aos empregos verdes. O desafio será sempre relacionar os interesses econômicos com a responsabilidade social e a eficiência ambiental e assim desenvolver uma estratégia sustentável da organização.

As novas áreas estão em todos os níveis, desde stakeholders, gestores e empresários com novos modelos de gestão, aos técnicos e criadores. 

E já é possível encontrar esses profissionais nos mais diversos ambientes, como:
  • Construção e reforma de edifícios, de forma a torná-los mais eficientes e sustentáveis;
  • Geração de eletricidade a partir de fontes renováveis;
  • Desenvolvimento e produção de veículos mais eficientes;
  • Desenvolvimento de biocombustíveis;
  • Avaliação e melhoria da eficiência energética em indústrias, residências e comércio;
  • Produção de bens a partir de processos e materiais sustentáveis;
  • Produção de alimentos orgânicos;
  • Reciclagem e reaproveitamento do lixo;
  • Tratamento, melhoria da eficiência e conservação da água, etc.
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"Esses esforços não serão bem sucedidos se não investirmos 
nas pessoas que farão esses trabalhos" - 
Rachel Gragg/Foto: Chronicle/Paul Chinn


“Novas tecnologias requerem novos conhecimento”, afirmou a diretora da Workforce Alliance, Rachel Gragg, ao site Career Builder. 

“Adotar práticas de energias limpas é fundamental para o bem-estar da nação, mas esses esforços não serão bem sucedidos se não investirmos nas pessoas que farão esses trabalhos. 

Nós precisamos de pessoas para instalar milhões de painéis solares, construir e fazer a manutenção de plantas energéticas alternativas, criar edifícios mais eficientes e manter e reparar os veículos híbridos”, ela completa.

E são essas oportunidades que chamam a atenção dos profissionais que estão de olho no futuro. 

Para o diretor da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, as empresas precisarão cada vez mais de profissionais de diferentes formações, capazes de pensar o negócio a partir de uma estratégia de sustentabilidade. Serão economistas e planejadores preparados para reordenar novas equações de custo-preço ambientalmente honestas, contadores capazes de tangibilizar os ativos socioambientais e cientistas prontos para fazer pesquisa aplicada à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

"Vivemos uma situação de crise financeira na qual a moeda pesa muito. 

Mas imagino que diante dessas dificuldades, o mundo passe a atribuir menos valor ao dinheiro e mais a outros tipos de moeda como conhecimento, tecnologias e meio ambiente", ressalta José Roberto Kassai, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI).

É esperar (e se preparar) para ver.



PARA AMPLIAR O HORIZONTE DA CONSTRUÇÃO

Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Henry Milléo/ Gazeta do Povo / Tecnologia chega aos canteiros de obras para aumentar produtividade da indústria da construção, aumentando competitividade e reduzindo custosTecnologia chega aos canteiros de obras para aumentar produtividade da indústria da construção, aumentando competitividade e reduzindo custos
Novidades incorporadas nos últimos anos reduzem atraso da construção civil brasileira

“Logo encosta um navio chinês e desembarca um edifício pré-construído. 

A gente vai ficar olhando eles erguerem um prédio inteiro em três meses”. 

A frase pessimista, pronunciada por um proprietário de construtora que pede para não ser identificado, revela a apreensão sobre o atraso da construção civil brasileira em relação a outros países.

Além de acarretar perda de competitividade e custos maiores, o tradicional sistema de alvenaria, com tijolosobre-tijolo, é demorado, gera mais resíduo, desperdício de material e requer alto contingente de mão de obra. 

Mas nem tudo é pessimismo. A evolução caminha, ainda que a passos lentos, e as novidades não param de chegar aos canteiros de obras e às mesas dos engenheiros.
Antônio More/ Gazeta do Povo
Antônio More/ Gazeta do Povo / David Ferreira, professor do Senai-PR, mostra painel de drywall utilizado em paredes internas de casas e apartamentosAmpliar imagem
David Ferreira, professor do Senai-PR, mostra painel de drywall utilizado em paredes internas de casas e apartamentos
Eduardo Pereira, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa e doutorando em Engenharia e Ciência dos Materiais pela UFPR, lembra que o setor vem aderindo às inovações com mais força nos últimos anos. “O aumento nos lançamentos e volume de canteiros de obras em andamento leva à busca de soluções para reduzir custos e melhorar processos, sem perder produtividade e qualidade”, comenta.
Para ele, o surgimento de novas técnicas, ferramentas e materiais levaram a construção a um “avanço significativo” na última década. “A indústria da construção civil ainda se encontra num patamar de industrialização e tecnologia muito abaixo de outros setores, como o automotivo”, analisa Pereira. “Mas os principais avanços são significativos”, diz.


Construção a seco

“Calculo que estejamos uns dez anos atrasados em relação a China, Estados Unidos e alguns países europeus”, observa Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR). 

Nesses países, sistemas industrializados, uso inteligente da madeira e tecnologia acoplada a projetos arquitetônicos levam o setor a outro patamar, especialmente no quesito rapidez de obras.

Incorporador e construtor, Selig cita o uso massivo do drywall como um dos itens que fizeram diferença na construção civil brasileira nos últimos anos. Também conhecido como parede de gesso acartonada, ou sistema de construção a seco, o drywall, montado em paineis, é utilizado preferencialmente em paredes internas, mas já existem modelos específicos de drywall também para paredes externas.

Selig também lista o maior uso de materiais alternativos, como gesso, placas cimentícias e paineis de MDF; 

os aquecedores alimentados por luz solar – ainda mais usados em residências do que em grandes empreendimentos, 

e os sistemas de iluminação à base de LED, como novidades importantes para o setor. 

Entre as vantagens, diz Selig, estão a durabilidade, economia, redução de desperdício e maior velocidade na execução da obra e aplicação dos materiais. 

“A princípio pode parecer mais caro, porque a aquisição desses produtos têm valor mais alto do que os convencionais, mas a economia aparece no tempo de uso e na manutenção”, aponta.

Tecnologia

No computador e no canteiro de obras

Henrique Costa Ballão, sócio da construtora Costaguerra, coloca a tecnologia no topo da lista das inovações. Para ele, os softwares de gerenciamento para sistemas de controle de obras são essenciais. 

Como bom engenheiro, sempre de olho no canteiro de obras, Ballão cita também o silo Votorantim com sistema “Matrix” como outra novidade importante. “Estamos utilizando na obra do edifício Gran Torino. 

Com ele, projetamos a argamassa sobre os blocos de tijolo cerâmico, ao invés de utilizar a tradicional ‘colher de pedreiro’, com mais produtividade”, comenta.

Ainda no setor da obra, Ballão salienta o uso de estacas para fundação monitoradas, com hélice contínua, enquanto nos empreendimentos, os sistemas de automação residencial e as esquadrias anti-ruído são as boas novas que trazem conforto e bem-estar para os futuros moradores do imóvel. 

“São inovações que nos trouxeram maior controle e planejamento, fatores decisivos para atingir metas na obra”, afirma.


Normas
Reciclagem e novos materiais demandam especialização
Além de preços inicialmente mais altos, algumas inovações demandam especialização. A aplicação do drywall, por exemplo, requer mão de obra formada em cursos técnicos, pois a execução segue padrões estabelecidos pela 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O uso do gesso também obedece regras: o material entrou recentemente para a categoria de reciclagem obrigatória. O resíduo pode ser 100% aproveitado, gerando um produto mais barato que o gesso virgem. A mudança segue o aumento no uso. Nos anos 90, segundo dados do setor, a quantidade de gesso utilizada no Brasil era de 5 quilos por habitante ao ano. Hoje está em 30 quilos. Além de drywall e elementos como sancas e rebaixamento de tetos, o gesso é usado pela indústria cimenteira.

As sete mais

As inovações dos últimos anos que trouxeram avanços à construção:

- Paredes pré-moldadas, de concreto moldadas in loco e drywall;

- Aditivos em concretos e argamassas que facilitam a aplicação e melhoram suas propriedades, levando ao surgimento de argamassas projetadas, concretos autoadensáveis e a popularização do concreto protendido;

- Aumento no uso de formas de alumínio em substituição às de madeira, com maior reaproveitamento;

- Desenvolvimento de materiais nanoestruturados, com atenção especial para os nanotubos de carbono, que têm sido base de muitas pesquisas e têm perspectiva de uso em futuro próximo;

- Aumento e consolidação do uso de materiais de construção reciclados;

- Tintas ecológicas;

- Popularização do uso de softwares diversos, introdução de técnicas de gestão e planejamento de projetos e obras e tecnologia BIM.

Fonte: Eduardo Pereira, professor da UEPG e doutorando em Ciência dos Materiais.

SEMEADORES DO BEM

Postado por Admin | Postado em Campanha Plante Uma Árvore


Os pássaros possuem o papel de dispersores de sementes na natureza, e durante esse processo aumenta-se a sobrevivência das mesmas devido às sementes serem conduzidas para lugares favoráveis à sua germinação. 

A dispersão de sementes é essencial na regeneração de áreas devastadas, dando início ao processo de sucessão ecológica. Pensando nisso, surgiram Os SEMEADORES DO BEM.



Além do plantio de mudas nativas que está sendo realizado na Serra do Gandarela, ações periódicas que irão permanecer por tempo indeterminado, a Floricultura Ikebana Flores está organizando uma nova ação de plantio de mudas típicas do cerrado (Ipê Amarelo, Ipê Branco, Jacarandá, mudas frutíferas e mudas características da região) através da motobike, ciclistas que percorrem a trilhas de longa distância, Os SEMEADORES DO BEM, que irão plantar as mudas nativas da região em torno das trilhas de Belo Horizonte, incluindo a Serra do Gandarela.

Cada ciclista irá transportar:
Muda nativa em um tubo de ensaio;
Kit adubo;
Perfurador para a cova;

Tudo isso será preso em um camelbak, uma “espécie de mochila com água potável, onde a muda ficará armazenada em uma superfície fresca para conservar a muda em seu transporte”. 

No caminho das trilhas, os ciclistas escolherão um lugar para plantar dando preferências a lugares devastados.





A Floricultura Ikebana Flores realizou alguns testes em três pontos distintos, onde saem os ciclistas: Rio Acima, Retiro das Pedras e Alphaville, todos concordaram em participar dessa ação. Esses bikeiros são amantes da natureza, por isso se ofereceram como voluntário da Campanha Semeadores do Bem.