Inovação e sustentabilidade lutam contra banalização

Patricia Knebel

CLAUDIO FACHEL/ARQUIVO/JC
Kunst alerta para os perigos de projetos baseados em modismos
Kunst alerta para os perigos de projetos 
baseados em modismos
Inovar, ser socialmente responsável, ter foco na qualidade total e adotar um modelo de sustentabilidade está na moda. Práticas importantes para os negócios e para a sociedade, esses conceitos correm o risco de ser banalizados. Tudo porque as organizações, por desconhecimento ou estratégia, muitas vezes usam essas práticas para conquistar a simpatia dos consumidores, sem que, de fato, isso faça parte da sua cultura.

O mundo corporativo é pródigo em criar expressões e modelos de gestão para atualizar processos, valorizar marcas, criar vínculos afetivos com a comunidade na qual estão inseridos e, claro, faturar mais. Muitas dessas práticas são levadas a sério e verdadeiramente incorporadas à cultura das empresas. Mas, isso não é regra. Pelo menos em discurso, milhares de empresas hoje se vendem como inovadoras, socialmente responsáveis ou sustentáveis. No fundo, porém, muitas nem sabem definir corretamente esses conceitos. 

Ao entrar na onda por esses serem temas da moda ou politicamente corretos, ajudam a banalizar e a levar ao descrédito posturas que são cada vez mais importantes para as empresas e para a sociedade. “É um drama que a gente vive, mas não temos como ter domínio sobre as empresas marqueteiras”, admite o presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Jorge Abrahão.

O descrédito já é uma realidade. Prova disso é uma pesquisa divulgada no final do ano passado pelo próprio Ethos e pelo Instituto Akatu. Levantamento feito com consumidores brasileiros apontou que 44% deles não acreditam naquilo que as empresas divulgam como práticas de responsabilidade social. O mesmo vem acontecendo em relação à sustentabilidade.

Para tentar minimizar isso, entra em vigor uma nova determinação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O objetivo é impedir o oba-oba em torno do termo sustentabilidade e, assim, evitar que ao ser banalizado acabe confundindo os consumidores.
Ao mencionar essas práticas agora as organizações terão que estar atentas a critérios como veracidade, exatidão, pertinência e relevância. As regras já estão disponíveis no site do Conar (www.conar.org.br). “Ainda não registramos aumento de processos éticos motivados por desrespeito as nossas recomendações, mas estamos nos antecipando para corresponder a um anseio que é de toda a sociedade”, diz o presidente da entidade, Gilberto C. Leifert.

Ele explica que o Conar não faz censura prévia de qualquer espécie. Por isso, para que um anúncio seja analisado, ele precisa ser veiculado ao menos uma vez. 

A entidade possui um serviço de monitoria que verifica rotineiramente os principais veículos de imprensa do País. Além disso, recebe denúncias enviadas por consumidores, autoridades e empresas associadas.
Ainda assim, será um desafio e tanto frear as ações marqueteiras, principalmente diante de um contexto do mundo organizacional fortemente baseado em impulsionadores para o curto prazo. “É essa dinâmica que tem feito com que muitas empresas orientem seus esforços para a tática e não para a estratégia”, comenta o diretor da HSM e professor da ESPM de São Paulo, Sandro Magaldi. 

Diante dessa realidade, torna-se cada vez mais comum a prática de comprometer a visão em profundidade em função da receita de bolo ou do tradicional atalho. Mal aparece um conceito e as empresas e consumidores já são obrigados a absorver outro. Como consequência disso, as pessoas começam a adequar terminologias sem refletir sobre o que elas significam. “Estamos sempre procurando a próxima onda”, revela.
Magaldi faz um alerta. Um dos maiores riscos da apropriação inadequada desses termos é a perda da credibilidade de conceitos que são de grande importância para o mundo dos negócios e para a própria sociedade. “Hoje em dia, em quase todas as relações comerciais se usa a palavra parceria. Mas, de fato, essa é uma ação que envolve a construção de valor entre duas empresas e é algo importante, mas que foi sendo banalizada”, exemplifica. 

Aos consumidores resta analisar de uma forma mais ampla a postura das organizações e tentar descobrir se assumem na sua plenitude aquilo que preconizam. É olhar para as ações da empresa ao longo do tempo e a forma como trata os funcionários, mercado, clientes. “As pessoas percebem com o tempo algo como simples artefato de comunicação e não uma estratégia legítima ligada à cultura da empresa”, diz. Nesse momento, o tiro sai pela culatra porque os consumidores se sentem enganados, lesados e ajudam a destruir o valor da corporação.
É o que pensa o presidente-executivo da Artecola, Eduardo Kunst. “Quando alguém começa projetos porque está na moda e não se inspira na filosofia da empresa, termina não tendo continuidade”. Segundo ele, a Artecola sempre manteve nas suas ações uma grande preocupação com organização e limpeza dos ambientes nos quais está inserida. O mesmo cuidado tem sido levado no desenvolvimento dos produtos, processo que cada vez mais leva o conceito da sustentabilidade.
A empresa usa, por exemplo, a fibra de bagaço de cana, que é subproduto da produção de álcool e açúcar. O mesmo acontece com a fibra de casca de coco, que substitui a matéria-prima de origem natural que seria jogada fora ou queimada. 

Kunst diz que a fabricante tem trabalhado também para modernizar e a sua gestão e usar ferramentas atualizadas, como a certificação ISO 14.000 conquistada recentemente. “Ter essa certificação nos ajuda a melhorar nossos sistemas de gestão ambiental e obter a diferenciação de outras empresas”, comenta. Tudo isso sem esquecer o aspecto econômico. “Não adianta uma empresa ser preocupada com o ambiente e não ser competitiva”, reitera.

Ter metodologia é uma forma de garantir projetos sérios

Planejar, criar indicadores e reavaliar constantemente os resultados é umas das formas mais indicadas para que as empresas tenham projetos de inovação ou sustentabilidade efetivos. E é também uma alternativa para escapar das armadilhas das ações pontuais e que não se perpetuam ao longo do tempo.
“A presença de um método claro e de ações efetivamente implementadas evidencia os resultados e, consequentemente, comprova a seriedade dos projetos”, observa o coordenador-executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Luiz Ildebrando Pierry.
Segundo ele, isso foi importante há alguns anos, quando as organizações começaram a implementar os seus projetos voltados para a qualidade. E, agora, diante de temas como inovação e sustentabilidade, têm sido igualmente fundamentais.
A entidade tem estudado muito sobre esses temas e orientado como a questão da qualidade se conecta com inovação e sustentabilidade e como isso deve ser tratado. “É muito comum vermos o uso indevido desses conceitos, o que vai desqualificando a importância da inovação e da sustentabilidade”, lamenta Pierry.
Para apoiar o surgimento de projetos sólidos em torno de temas que são importantes para as empresas, o PGQP criou o Sistema de Avaliação da Gestão e Resultados da Inovação (Sagri). Esse instrumento auxilia as empresas a integrarem a inovação dentro do seu sistema de gestão, podendo avaliar e medir os resultados. “Criamos essa ferramenta porque muitos empresários possuem iniciativas e fazem investimentos em inovação, mas não conseguem integrar e nem medir os resultados”, comenta.
Até o final de 2012, a expectativa é lançar no mercado um instrumento de avaliação da sustentabilidade. “Isso deve contribuir para as empresas entenderem melhor o que é ter gestão sustentável e não usarem isso de forma marqueteira”, projeta.
Hoje em dia, é comum, por exemplo, as empresas implantarem uma simples prática de preservação ambiental e divulgarem que têm gestão sustentável.
O mesmo movimento o Instituto Ethos vem fazendo na área da responsabilidade social, ao estimular que as empresas definam estrategicamente esse tema. Isso significa que não basta as empresas desenvolverem projetos filantrópicos, embora essas sejam ações que também devam ser respeitadas. “A responsabilidade social deve estar no planejamento das empresas e precisam contemplar os vários públicos com os quais a empresa se relaciona”, diz o presidente da instituição, Jorge Abrahão.
Atualmente o Ethos trabalha com diversos sistemas, como a relação da empresa com governo, com os consumidores; com colaboradores, fornecedores e com o ambiente. Para cada um desses itens são propostas ações concretas, indicadores de controle e metas de melhorias.
Com isso, as empresas podem se planejar e, a cada ano, irem alcançando um nível acima. “As corporações podem ter avanços sistêmicos se tiverem projetos concretos. Isso tem a ver com perenidade, sustentabilidade da empresa de avançar e pensar no longo prazo”, acrescenta Abrahão.
Segundo ele, existem muitas empresas brasileiras trabalhando corretamente as questões da responsabilidade social, como as cerca de 1,3 mil que são associadas do Instituto e que seguem essa filosofia.

Renova aposta na gestão e comemora resultados

Em 1990, na sede improvisada de uma casa na cidade gaúcha de Sapiranga, chegava ao mercado a Renova Lavanderia Industrial. Focada no segmento de tinturaria - uma oportunidade, já que na época a moda entre os jovens eram as roupas coloridas - a operação logo partiria para voos mais altos.
Quatro anos depois, a empresa chegou a Porto Alegre, em busca de um mercado maior, e descobriu um novo nicho a ser explorado: o gerenciamento de uniformes para empresas. A Renova passava, rapidamente, de uma lavanderia doméstica para uma operação industrial.
Mais do que locar uniformes, o que já era algo inédito, se preparou para fazer isso de forma diferenciada. Da Suíça, veio uma tecnologia de código de barras que permite o acompanhamento de todas as peças, inclusive com a precisão de saber quem é o proprietário do uniforme. “Podemos chegar ao nível de detalhamento de dizer que um determinado colaborador tem cinco conjuntos de uniformes, mas que apenas três estão no giro, e que os outros eles podem estar usando em casa”, comenta o coordenador de qualidade do meio ambiente da Renova, William Bonalume. Esse projeto, gerenciado por um software da fornecedora de software alemã SAP, rendeu para a Renova o prêmio Inovação Finep 2006.
Para modernizar ainda mais os seus processos, uma fabricante parceira da Renova desenvolveu um túnel de secagem de roupas exclusivo, com cerca de 100 metros de extensão e diversos níveis. Com isso, a empresa consegue trabalhar com roupas de diversos clientes de forma rápida e 100% gerenciada.
Ao observar a produção da Renova, o que se vê é um processo totalmente automatizado. A intervenção humana só acontece no momento de colocar as roupas, já separadas por empresa e funcionários, em uma embalagem. Todos os meses, são higienizadas cerca de 3 milhões de roupas pela empresa.
O acompanhamento de tudo é feito através de três telas de computador. Entre os clientes da Renova estão players como Braskem, Doux e Stihl. A empresa tem sede no Distrito Industrial de Cachoeirinha e filiais no Paraná, Bahia e Pernambuco. Bonalume explica que temas como inovação envolvem diretamente as lideranças. “A alta direção sempre participou do planejamento de ações que pudessem criar diferenciais para o negócio”, diz. O mesmo acontece com a sustentabilidade. Assim que iniciou a operação de higienização e locação de uniformes, a Renova percebeu a necessidade de dar maior atenção aos resíduos, tanto que hoje possui uma estação de tratamento de efluentes.
Em 2009, a empresa quis avançar nesse processo e buscou apoio da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). “Fizemos um diagnóstico da nossa gestão visando a implantar a sustentabilidade, levando em consideração não apenas o pilar ambiental, mas o dos negócios e das pessoas”, diz, confirmando que a adoção dessas práticas se faz com pouco marketing e muita gestão.

Os conceitos e os erros em que as empresas normalmente incorrem

Reengenharia
Michael Hammer, que foi professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e é considerado um dos gurus da administração, criou na década de 1990 o termo reengenharia. A ideia foi definir um novo processo que as empresas deveriam adotar e que consistia em tornar as operações mais enxutas através da eliminação de algumas camadas hierárquicas. Não demorou para que muitas companhias passassem a usar esse termo como artifício para explicar processos de demissões em massa.

Sustentabilidade
O conceito de sustentabilidade é relacionado a ações sistêmicas voltadas para continuidade dos negócios em aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais. O mercado tem confundido ações voltadas para o meio ambiente com a criação de negócios sustentáveis. Plantar mil árvores não basta. A sociedade precisa de empresas que sejam críveis.
Parceria
Não é qualquer relação comercial que pode ser definida como parceria. Na parceria genuína, é preciso que seja criado valor mútuo. Se você compra uma coisa e nunca mais vê o fornecedor, não existe nenhuma parceria nessa ação.

Networking
Todos querem fazer networking e acham que isso significa trocar um cartão de visita ou mandar e-mail para todo mundo. Para ter networking tem que criar valor na sua rede de relacionamento. Significa estabelecer relação com uma pessoa, confiar e poder recorrer a ela. É diferente de conhecer alguém em um jantar, conversar por cinco minutos e depois ligar pedindo favor.

Inovação
De acordo com o Manual de Olso, editado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o requisito mínimo para se definir uma inovação é que o produto, processo, método de marketing ou organizacional criados sejam novos (ou significativamente melhorados) para a empresa.

Qualidade Total
A Qualidade Total é um estado de alta eficiência e de busca da satisfação não apenas do cliente, mas de todas demais entidades significativas que influenciam a existência da empresa e do seu modelo organizacional. Ao longo do tempo, o termo passou a ser usado por muitas empresas para definir qualquer processo de melhoria implantado, mesmo que nada tivessem a ver com a ideia original.

Responsabilidade social empresarial
A responsabilidade social é a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona. Uma das maiores confusões que se dá é entre responsabilidade social e filantropia. Fazer uma benfeitoria para a comunidade, como sustentar uma escola, mas não respeitar as leis trabalhistas com seus funcionários é um exemplo de como esse terno pode ser distorcido.  

Cooperativa de Catadores ganha prêmio de sustentabilidade

Barra Mansa  
A Coopcat (Cooperativa de Catadores) de Barra Mansa recebeu, na sexta-feira (15), o prêmio Sicoob Sustentabilidade, oferecido pelo Sicoob Credirochas. 
 
 
A cerimônia de homenagem aconteceu durante o jantar em comemoração aos 62 anos da Sicomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Barra Mansa, Quatis e Rio Claro, no Sesc (Serviço Social do Comércio). Foram premiados os destaques de 2010 e a Coopcat, representada pelo presidente Antônio Carlos da Silva, que teve reconhecido o trabalho social e ambiental desenvolvido no município.

Cerca de 300 pessoas estiveram na festa em comemoração aos 62 anos do Sicomércio de Barra Mansa, Quatis e Rio Claro. O sindicato homenageou pessoas que foram destaque em 2010. Este ano, além da volta do Prêmio Empreendedor Sebrae, o Prêmio Sicoob de Sustentabilidade entrou como uma nova categoria. As outras categorias são Personalidade do Ano, Empreendedor do Comércio e Empreendedor Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

- O objetivo do Sicomércio com essa premiação é estimular o aprimoramento desses empresários, incentivando os que acreditam no comércio - disse o presidente do Sicomércio, Magno Andrade.

De acordo com ele, a escolha dos homenageados foi feita de forma criteriosa, seguindo padrões éticos, uma vez que muitas pessoas se fazem destacar.

- Os diretores indicaram nomes que foram colocados em votação para a escolha dos homenageados - falou, referindo-se aos prêmios de Personalidade do Ano e Empreendedor do Comércio.

Quanto às outras categorias, as indicações foram feitas pelas próprias instituições.

Além da Coopcat foram homenageados: Álvaro Luís Vilela Faria, proprietário da Smart Toys Informática com o prêmio Empreendedor Sebrae 2010; Aline Aparecida Felix da Silva, docente no curso técnico em segurança do trabalho do Senac com o Prêmio Empreendedor Senac 2010; José Paulo Nogueira, proprietário da Sapataria Troca o Tênis, recebeu o prêmio Empreendedor do Comércio 2010; e o prêmio de Personalidade do Ano 2010 ficou com Jair Francisco Gomes, proprietário do Varejão Têxtil e presidente da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas) do Estado do Rio de Janeiro.

Sobloco é vencedora do Prêmio Marketing de Sustentabilidade 2011

Empresa se destaca com o Programa Clorofila que atinge 12 mil estudantes em Bertioga

São Paulo – O “Programa Clorofila de Educação Ambiental” da Sobloco Construtora foi vencedor do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade 2011. 
 
Implantado em 17 escolas de Bertioga, desde 1992, o projeto envolve 12 mil alunos da rede pública e privada de ensino, além de professores, coordenadores e diretores que desenvolvem trabalhos voltados à preservação do meio ambiente. O prêmio é um reconhecimento da importância do Programa na educação e conscientização dessa nova geração de cidadãos bertioguenses.

O programa Clorofila envolve diversos projetos que estimulam mudanças de comportamento e adoção de boas práticas como cultivos de horta e composteiras nas escolas, coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento de papel e materiais descartados, e formação de líderes.

A comissão julgadora do Prêmio Marketing de Sustentabilidade foi composta por Antonio Jacinto Matias – Sócio Administrador da Matias Consultores, Vice- Presidente da Fundação Itaú Social e membro da Academia Brasileira de Marketing; Francisco Alberto Madia de Souza – Presidente do MadiaMundoMarketing e da Academia Brasileira de Marketing; Francisco Gracioso – Conselheiro Associado da Escola Superior de Propaganda e Marketing e membro da Academia Brasileira de Marketing; e Jomar Pereira da Silva – Jornalista e Presidente da Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade. A comissão foi presidida por Milton Mira de Assumpção Filho – Presidente da M.Books do Brasil Editora e membro da Academia Brasileira de Marketing.

A cerimônia de premiação será no Auditório Philip Kotler da ESPM, em São Paulo, no dia 16 de agosto.

Sobre o Prêmio marketing Sustentabilidade – promovido pela Editora Referência, através da Revista Marketing e da Madia Marketing School, o prêmio foi instituído em 2002 com o objetivo de reconhecer e premiar as melhores práticas e ações empresariais e institucionais na área de sustentabilidade.

Para concorrer ao prêmio, a empresa deve ser indicada por um júri formado por 1500 profissionais do mercado que pré-seleciona as empresas e instituições que tenham desenvolvido, em 2009 e 2010, ações de marketing nas áreas social, ambiental, cultural e de economia verde. Podem concorrer ao prêmio, tanto as ações voltadas ao público interno como para as comunidades com as quais se relacionam. Nessa última edição, o 10º Prêmio Marketing Best Sustentabilidade indicou 649 empresas e organizações.

Informações sobre o Prêmio Marketing Best Sustentabilidade em www.marketingbest.com.br

Informações sobre o Programa Clorofila de Educação ambiental em www.rivieradesaolourenco.com
  
Informações para a imprensa: 
CDN Comunicação
Denilson Oliveira

Documentário mostra como britânicos caminham para Olimpíadas Sustentáveis

Embaixada britânica e Governo do Estado de Minas Gerais promovem exibição do documentário “Going for Green” seguido de debate



Os jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres 2012 serão os primeiros jogos sustentáveis da história. "Going for Green – Britain’s 2012 Dream (O Sonho Britânico para 2012)" é um documentário encomendado pelo Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, que mostra o projeto de revitalização do East End londrino, uma área degradada da cidade, onde foi erguido o Parque Olímpico.

Desde o trabalho de descontaminação do solo e rios até a reutilização de materiais de demolição, o Parque Olímpico e todos os seus equipamentos são exemplos não apenas de construção sustentável, mas também de planejamento para um legado efetivo e duradouro para a cidade.

A abertura do evento será feita pelo Embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton. Após a exibição do documentário, haverá um painel de uma sessão de perguntas e respostas com o Embaixador e Oliver Ballhatchet, Cônsul para Esportes.

O evento é aberto à imprensa.

Data: 13 de julho (quarta-feira) – Horário: 14h às 16:30

Local: Sala Tomás Gonzaga, Palácio do Governador

(Cidade Administrativa - Rodovia Prefeito Américo Gianetti s/n)


Programa:


14h00 – Recepção e credenciamento

14h30 – Abertura – Embaixador Alan Charlton

14h45 – Exibição do filme “Going for Green”

15h25 –Perguntas e Respostas

16h25 – Encerramento

Mais informações, com Juliana Nogueira pelo e-mail  juliana.nogueira@fco.gov.uk ou 
pelo telefone: 61 33292330
 

Universidade apresenta soluções para reduzir impacto ambiental na construção civil

A construção de um novo laboratório da UFPR começa respeitando o meio ambiente
 
Por Elis Jacques
 


O setor da construção civil é uma das atividades que mais gera impacto no meio ambiente, consumindo cerca de 55% da madeira, 40% de matérias primas e energia em âmbito mundial, segundo estudos do Worldwatch Institute.



Algumas propostas como a certificação LEED ( Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council estão sendo adotadas por vários países para aumentar o número de construções sustentáveis. Esse selo já foi adotado por 41 nações, contabilizando mais de 744 milhões de metros quadrados de obras.

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) começou a construção de um novo prédio da instituição, que já está inscrito na certificação LEED. Para obter o selo, um empreendimento precisa reunir pelo menos 40 pontos, dos 110 possíveis, nos cinco critérios avaliados pela ferramenta LEED: Materiais e Recursos, Energia e Atmosfera, Espaço Sustentável – Site, Qualidade Ambiental Interna e o Uso Racional da Água. Estima-se que a pontuação dessa construção tenha no mínimo 50 pontos.

A obra será o novo prédio do LIGH (Laboratórios Integrados de Genética Humana) em Curitiba, e demonstra como um bom planejamento pode ser um grande passo para a sustentabilidade. Para a Maria da Graça Bicalho, coordenadora do laboratório, a importância da obra é ser uma referência para a sociedade, também formando uma geração de futuros profissionais preocupados com a questão. “Não é somente um prédio sustentável, mas sim uma construção que também manterá a sua gestão preocupada com o meio ambiente. Estamos alinhando o conceito ecológico com os valores da instituição, demonstrando para a sociedade e o ambiente acadêmico a importância de respeitar o uso de recursos naturais”, explica a professora.

A data prevista da entrega do novo prédio da UFPR é em dezembro de 2012, com soluções que reduzem 25% o uso de energia e 60% nos gastos com iluminação, quando comparados com um edifício padrão do mesmo porte. Outro diferencial é o tratamento e reutilização de todo o efluente sanitário, destinado para a irrigação de plantas posicionadas para conter o fluxo de água em enxurradas, uma diminuição de 38% da água pluvial que vai para a rede de captação.

Até mesmo durante o processo de construção, medidas como a instalação de um lava rodas no canteiro de obra nara não sujar ruas da vizinhança foram tomadas. Ela também conta com uma equipe em tempo integral que faz a gestão de resíduos, responsável pela triagem, logística interna, manutenção das baias em que o lixo será armazenado, organização e limpeza.

Entre as principais soluções voltadas à sustentabilidade propostas no projeto estão:

A criação de um layout interno modular, permitindo que mesas e bancadas sejam realocadas pelos próprios usuários, sem a necessidade de novas obras;
O aproveitamento da energia solar para aquecimento de água e para a produção de água destilada;

O aproveitamento das águas pluviais por meio de reservatório de captação;
A utilização de madeiras de reflorestamento, materiais e insumos renováveis e reciclados;

A instalação de telhado verde modular sobre a cobertura, aumentando o isolamento térmico e colaborando para a redução no consumo de energia;
Um projeto paisagístico “funcional”, voltado a auxiliar na correta gestão e aproveitamento da água pluvial;

O uso de sistemas de automação nos projetos de iluminação, climatização, segurança e comunicação, permitindo uma gestão integrada e inteligente dos sistemas para reduzir o consumo de energia elétrica;

A coleta e separação de resíduos gerados na operação de todo o edifício, especialmente nos laboratórios;

A preservação e valorização da paisagem, possibilitando o mínimo impacto ambiental sobre o entorno;

A orientação, com a implantação dos laboratórios de forma a otimizar o conforto térmico e a iluminação natural;

A criação de um grupo interno de implantação e monitoramento de práticas sustentáveis;

A disposição dos laboratórios em um único pavimento, sobre pilotis, que colaborará para:

- um maior isolamento térmico do edifício;
- o uso de iluminação e ventilação naturais, gerando economia de energia elétrica e reduzindo riscos de contaminação;
- a preservação e cobertura das áreas de estacionamento;
- a possibilidade de intervir nas instalações dos laboratórios sem interrupção da rotina laboratorial ou riscos de contaminação.

Sobre o novo LIGH

Parte do departamento de Genética da Federal do Paraná, o novo prédio permitirá a integração do Laboratório de Citogenética Humana e Oncogenética ao Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR – entidade que, há mais de 10 anos atua como unidade laboratorial credenciada pelo Sistema Único de Saúde – SUS, colaborando com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) no atendimento à demanda da comunidade na realização de exames destinados aos transplantes. 

A nova estrutura apoiará também a integração e consolidação de outras áreas do Departamento de Genética da Universidade, como Genética Forense, Genômica e Bioinformática. Além disso, o edifício abrigará também o Memorial Newton Freire-Maia, um espaço reservado à divulgação da ciência, cultura e educação.

Vídeo mostra aspectos de construção sustentável do Mineirão



O governo de Minas Gerais lançou  terça-feira (5) um vídeo para destacar os elementos de construção sustentável que serão adotados na reforma do estádio Mineirão, que atualmente passa por reforma para receber jogos da Copa de 2014.
Da redação

Com legendas em inglês, o vídeo elenca uma série de iniciativas adotadas durante as obras e equipamentos permanentes do estádio que visam prepará-lo para receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) de construção sustentável.

Segundo o governo, o Mineirão busca a certificação “Nova Construção e Renovação Principal (New Construction and Major Renovation) do LEED, conferido a projetos de reconstrução. O selo “verde” é uma das exigências do Comitê Organizador Local (COL) para os estádios do Mundial brasileiro.

No Mineirão, haverá reaproveitamento de entulhos, instalação de painéis solares, reuso de água da chuva e iluminação mais eficiente para reduzir o consumo de eletricidade.

O lançamento do vídeo faz parte de ações de divulgação da Secretaria estadual da Copa (Secopa), que, de acordo com a assessoria do órgão, apresenta a partir de hoje “iniciativas ambientais” desenvolvidas tendo em vista a realização do Mundial em Belo Horizonte.

Bureau Veritas já oferece serviços relacionados à norma ISO 50001 – nova norma sobre Sistemas de Gestão da Energia

A ISO 50001 é o certificado mais abrangente da eficiência no uso da energia com identificação de áreas críticas e definição de padrões de uso. 

 
O Bureau Veritas amplia sua atuação na área de certificação com a nova norma ISO 50001, padrão normativo que garante a eficiência no uso da energia para empresas que tenham um alto consumo na execução de suas atividades. 
 
O certificado demonstra a capacidade das empresas em uma gestão eficiente, tendo em vista que a economia no uso da energia significa reduzir custos operacionais e diminuir emissões de gases que podem agravar o efeito estufa. As empresas que tenham a ISO 50001 implementada provam ainda que têm cuidado com os recursos naturais. 

A certificação proporciona às empresas melhoria na competência e no gerenciamento do consumo da energia, preparando-as para auditorias e rígidas exigências em concorrências internacionais, além de disponibilizar especialistas para verificar a conformidade dos sistemas de gestão e sua eficiência. 

O Bureau Veritas Certification, organismo certificador independente do Grupo Bureau Veritas, é pioneiro em oferecer serviços relacionados às normas de gestão da energia como a norma Europeia EN 16001, certificou a primeira empresa no mundo em ISO 50001 e acumula grande experiência na certificação de projetos de Desenvolvimento Sustentável. 

A busca pela certificação ISO 50001 é para empresas que pretendem atingir maturidade em sua gestão da energia, manter um sistema de melhoria frequente e investir no desenvolvimento de energias renováveis. A ISO 50001 pode ser facilmente integrada aos Sistemas de Gestão da Qualidade, Meio Ambiente e Saúde e Segurança, para todos os tipos de organização dispostas a monitorar e melhorar sua eficiência energética e, assim, reduzir custos. 

A norma requer práticas como: .Estabelecer uma política da energia com objetivos concretos para melhorar a eficiência energética| .Definir um padrão de uso da energia, identificando as áreas críticas e compreendendo os fatores relevantes no uso da energia |. Manter uma estimativa periódica do uso da energia, permitindo a visibilidade para planejar os investimentos e melhorias |.Levar em conta o consumo da energia no processo de decisão de projetos e aquisição de todos os equipamentos, matérias-primas ou serviços.

O Bureau Veritas programou para aos próximos meses, em diversas cidades, workshops e webinars gratuitos para abordar as indicações da norma e benefícios da implementação. 

Para informações, consulte o escritório do Bureau Veritas Certification mais próximo de você [www.bureauveritascertificaton.com.br) ou através do e-mail bv.rio@br.bureauveritas.com].