Mobilidade é um dos maiores desafios para Balneário continuar em alta no turismo





Balneário Camboriú participou do Smart City Expo Curitiba, que recebeu os maiores especialistas em cidades do futuro, para debater temas relacionados à tecnologia, governança, cidades sustentáveis, inovação digital e desenvolvimento econômico. 

No setor de exposição, o público conheceu temáticas sobre meio ambiente, tecnologia, mobilidade e transporte, educação, energia, governo, infraestrutura e sociedade.

O evento com chancela da Fira Barcelona aconteceu pela primeira vez no Brasil, na última semana de fevereiro.

O diretor de Turismo Nelson Oliveira e o diretor de Trânsito Carlos Santi representaram Balneário Camboriú no Smart City. 

Eles conheceram as melhores soluções e casos já implementados no país e no mundo para refletir sobre o futuro das cidades, as soluções mais aplicadas para iluminação pública, mobilidade urbana/humana, energia renovável, softwares/apps gratuitos para soluções interativas com a comunidade.

Segundo o diretor de Turismo, o congresso serviu para apresentar os avanços já alcançados a partir das bases tecnológicas, colocando a importância dos líderes nestes processos, que tem o desafio de aproximar o poder público, privado e acadêmico, salientando que as demandas de cada cidade são muito específicas e por conta disso, as soluções devem vir de dentro para fora, ou seja as ferramentas para solucionar os grandes gargalos e problemas sociais econômicos das cidades dependem do envolvimento de forma efetiva de todos os atores.

“O nosso olhar foi mais focado no turismo. Verificamos algumas oportunidades, para mobilidade com conectividade, as quais defenderemos a implantação em nossa cidade. Acredito que hoje é um dos maiores desafios para a Capital do turismo, continuar sendo uma boa cidade para investir, viver e ser visitada e isso passa por investimentos e apostas na questão da mobilidade”, salientou.

Com tudo que viu e ouviu, a conclusão é que Balneário Camboriú precisa inovar e se reinventar de forma contínua.

“Por sermos uma cidade turística, fomentar atrativos e soluções que busquem na tecnologia a melhoria de serviços básicos para que o turista encontre aqui mais conforto, durante sua permanência a cidade. 

Acredito que temos muitas oportunidades utilizando bases tecnológicas para transformação de uma cidade mais inteligente, humana e sustentável. 

Outro grande desafio é a nossa legislação municipal, que precisa sinalizar que a cidade está aberta para as práticas e iniciativas inovadoras”, argumenta o diretor de Turismo.



O diretor de Turismo 'experimentando' uma das inovações expostas no evento, o quadriciclo elétrico da Renault. Os carros elétricos foram homologados em 2017, tem planos piloto em Foz do Iguaçu, Curitiba e Brasília, permitindo rodar no perímetro urbano.


Assuntos em destaque

Blochchain - Uma das palestras mais concorridas foi da empresária, autora e palestrante britânica Tia Kansara, da Replenish Eart, especialista em cidades sustentáveis. Ela falou sobre as transformações que o blockchain pode trazer para cidades inteligentes.


“Em 2050, teremos 66% da população mundial vivendo em cidades. É quase o dobro da nossa realidade atual. Para os problemas multidimensionais que esse cenário vai gerar, precisamos de soluções tecnológicas multidimensionais. 

Nesse sentido, o uso de blockchains remove a necessidade de intermediários como instituições governamentais e bancárias no gerenciamento das relações entre pessoas e empresas. Esse sistema descentralizado gera uma enorme quantidade de memória compartilhada na próxima geração da internet, que causará impacto nas cidades. 

Cada interação que fazemos gera uma mudança permanente na rede, além de criar nossos avatares digitais, com todo nosso comportamento de usuários. Questões como IOT de Segurança, privacidade, novos modelos econômicos e combate à corrupção estão relacionadas a esta realidade de blockchain”.

(O blockchain, também conhecido como “o protocolo da confiança” é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. 

São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado).

Gestão ambiental - Outra palestra concorrida foi a do jornalista André Trigueiro, especialista em gestão ambiental, apresentador e editor-chefe desde 2006 do programa “Cidades e Soluções”, da GloboNews. 

Ele abordou a questão do futuro sustentável para as nossas cidades, sem o qual as soluções inteligentes e tecnológicas se tornam infrutíferas.

“A realidade municipal pelo Brasil está distante do conceito de smart city. 

Nossas cidades são pobres e inadimplentes, com prefeitos muitas vezes analfabetos funcionais sem equipes capacitadas a redigir os projetos para solicitar os fundos existentes em Brasília. Nesse contexto, o planejamento inicial para estes municípios requer um diagnóstico de problemas, a reunião de pessoas capacitadas e a busca de recursos materiais e humanos. 

Iniciativas de estímulo às práticas sustentáveis que estão produzindo efeito pelo país, como impostos inteligentes (ICMS Ecológico e IPTU Verde, por exemplo) oferecem recursos extras aos municípios que preservarem seus mananciais e áreas verdes, além de reduzir seus espaços de lixo a céu aberto. 

O IPTU Verde, que já é realidade em capitais como Curitiba, Salvador, Goiânia, Cuiabá e Porto Alegre, cidadãos que possuírem em suas casas coletor solar, iluminação e ventilação natural, captação de água da chuva ou telhados verdes, por exemplo, podem ter alíquota reduzida ou até mesmo isenção de IPTU, afinal estão ajudando o município a ser mais sustentável”.

Imóveis sustentáveis

  • Escrito por  Poliana Napoleão





Empreendimentos que primam pelo cuidado com o meio ambiente são a nova tendência do mercado da construção

A procura por imóveis residenciais e comerciais ganhou um item a mais. 

A geração de compradores atual, não busca apenas por localização, lazer, tamanho ou preço.

O cuidado com o meio ambiente é um fator decisório na hora da compra.

“A preocupação com o futuro do planeta e o aumento da conscientização ambiental tem feito as pessoas optarem por imóveis que reutilizam recursos como água, por exemplo, que reduzem o gasto com energia, que optam por materiais menos poluentes, madeiras de reflorestamento com selo verde, entre outros”, destaca Daniel Katz, presidente da Katz Construções.

Segundo ele, a construção de empreendimentos mais sustentáveis não é apenas uma tendência, mas uma questão de consciência. 

“Para nós, o cuidado com o meio ambiente e com o bem-estar social é indispensável para o crescimento equilibrado e com responsabilidade social. 

Por isso, nossos empreendimentos se integram à paisagem e respeitam o habitat e o entorno”, enfatiza Daniel.

Exemplo disso é o ‘Beverly Hills’, empreendimento de luxo da construtora localizado no bairro Vila da Serra, em Nova Lima. 

Com estrutura moderna, o prédio, que tem 19 andares, conta com uma estação para carros híbridos e bicicletário. 

Além disso, possui dispositivos para economia de água, captação de águas pluviais, aquecimento de água com uso de energia solar e iluminação com maior eficiência e economia de energia. 

O edifício ainda é todo preparado para a coleta seletiva e dispõe de áreas verdes permeáveis.

“A água da chuva, armazenada em reservatórios especiais para retorno equilibrado, é utilizada na limpeza de áreas e jardins. 

O empreendimento também disponibiliza medição individual de consumo de água, luz e gás, o que permite que cada morador pague exatamente o que consumir, evitando assim o desperdício”, acrescenta o engenheiro responsável pelo Beverly Hills, Lucas Horta.

Segundo ele, todas as áreas comuns são iluminadas por LED, lâmpada que tem mais durabilidade e eficiência, e o prédio ainda garante a acessibilidade de pessoas com deficiências. 

“Todo o local possui pontos acessíveis com portas de tamanhos especiais, banheiros para portadores de necessidades especiais nas áreas comuns e rampas. 

Além disso as portas dos quartos dos apartamentos são em dimensões de 80 cm, o que facilita o acesso interno das unidades”, finaliza Lucas.


Harley-Davidson lançará a sua primeira moto elétrica em 2019!




A Harley-Davidson anunciou dia (1) que lançará a sua primeira motocicleta totalmente elétrica em 2019. 

A novidade veio em meio ao anúncio de cortes de empregos e de fechamento de uma fábrica da companhia e acontece também quatro anos após a apresentação do LiveWire, um protótipo de moto elétrica.


Segundo o presidente da empresa Matt Levatich, o LiveWire “é um projeto ativo” e a companhia está se “preparando para trazê-lo ao mercado dentro de 18 meses”. Ou seja, se o prazo dado pelo executivo for cumprido, o novo veículo 100% elétrico deve estar nas lojas no máximo até agosto de 2019.




LiveWire foi apresentado em 2014, mas ainda continua ativo, 
afirma a Harley-Davidson


De acordo com o Bloomberg, o protótipo apresentado há quatro anos ia de 0 a 95 km/h em apenas quatro segundos e a sua bateria completa era capaz de realizar um trajeto de 80 km de forma autônoma. 

Segundo revelou o diretor-financeiro da Harley-Davidson, a companhia planeja investir de US$ 25 milhões a US$ 50 milhões nos próximos anos no setor de motos elétricas.

A nova motocicleta ainda não teve nome nem qualquer detalhe revelado. 

Vale lembrar que o mercado de motos movidas a eletricidade ainda é tímido, então, quem sabe a entrada de uma das montadoras mais tradicionais do ramo possa ajudar a impulsionar de vez o setor.


FONTE(S)

Mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é plástico, indica estudo

  Até TV já foi encontrada nas praias brasileiras. Foto: divulgação.
























Mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca.


Esta é uma das principais conclusões de um trabalho de monitoramento realizado desde 2012, em 12 delas, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma associação que reúne entidades e empresas do setor.

As pesquisas sobre a questão do lixo no mar ainda são escassas e incipientes, tanto no Brasil como no exterior. 

Mas, em termos mundiais, sabe-se que os resíduos sólidos nos oceanos possuem diversas proveniências.

Estima-se que 80% deles tenham origem terrestre. 

Entre as causas disso estão a gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), portuárias e de turismo. 

A população também tem parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa.

Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.


No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil 
ocupa a 16ª posição, segundo estudo americano  
| Foto: Elisa Van Sluys Menck


No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015.

Eles estimaram a quantidade de resíduos sólidos de origem terrestre que entram nos oceanos em países costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos são lançados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais plásticos descartados.

Ainda de acordo com o mesmo levantamento, a China, a Indonésia e as Filipinas são as nações que mais jogam lixo nos oceanos, com até 3,5 milhões de toneladas de plásticos por ano. 

Esses três países também aparecem nos primeiros lugares de outro estudo, realizado pela ONG americana Ocean Conservancy. 

Ao lado da Tailândia e do Vietnã, são responsáveis pelo descarte de 60% dos resíduos plásticos encontrados nos mares do mundo.


Privada também foi encontrada na areia em uma das praias
| Foto: Divulgação

Resultados

O IO-USP e Plastivida realizaram o levantamento no litoral brasileiro para conhecer em mais detalhes a situação do Brasil.

Ele foi feito em seis praias do Estado de São Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguaré, do Uma, Jureia e Ilha Comprida), três da Bahia (Taquari, Jauá e Imbassaí) e três de Alagoas (do Francês, Ipioca e do Toco). 

No total, foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e depois de um ano.

"Dessas, as mais poluídas são Boraceia e Itaguaré, Praia do Francês e Taquari", conta o biólogo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho.

Ele explica que as coletas foram realizadas seguindo um protocolo estabelecido pelo programa das Nações Unidas para o meio ambiente (ONU Meio Ambiente).

"Primeiro, nós limpamos uma área de 500 metros da areia seca, onde a maré não alcança, e das dunas ou restinga, atrás da praia", diz. 

"Depois, voltamos ao local de seis em seis em seis meses para recolher, identificar e quantificar o lixo nos 100 metros centrais dessa área."

O monitoramento constatou que, em São Paulo, o maior volume se acumula nas dunas ou restingas e é proveniente das atividades de pesca. 

No Nordeste, o grosso do material é encontrado na areia seca e vem do turismo.

A história que levou à assinatura do convênio entre o IO-USP e a Plastivida começou em 2011, quando foi criado o Compromisso de Honolulu, para discutir a questão de resíduos nos mares em nível global.

Dirigido a governos, indústrias, organizações não governamentais e demais interessados, o documento tem como objetivo servir como instrumento de gestão para a redução da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que já existe.


Levantamento foi feito em seis praias paulistas, três baianas 
e três alagoanas | Foto: Elisa Van Sluys Menck

Como consequência desse documento, no mesmo ano, foi assinada a Declaração Global Conjunta da Indústria dos Plásticos, da qual a Plastivida é signatária. 

Foi para implementar aqui esse compromisso mundial que a associação, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos plásticos no país, e o IO-USP assinaram o convênio em 2012. 

A meta é se capacitar e desenvolver estudos científicos para embasar as discussões sobre o tema no Brasil.

Desde então, além do levantamento do resíduos nas praias, a parceria resultou em vários outros trabalhos. 

"O convênio é um arranjo inovador, que junta a universidade com a iniciativa privada para resolver questões importantes para a sociedade", diz Turra. 

"Ele visa entender o problema, ver onde ele é mais crítico e verificar se as medidas para combater o lixo no mar estão surtindo efeito."

Além disso, foi criado o Fórum Setorial dos Plásticos Online - Por Um Mar Limpo, para ampliar os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitigação para o problema dos resíduos nas praias e nos oceanos.

Trata-se de uma plataforma online, que reúne todas as informações e o conhecimento obtidos desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção, coleta e reciclagem. 

Desse Fórum resultou a Declaração de Intenções, um documento que estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos plásticos no Brasil sobre o tema.

Combatendo o problema

Os participantes do Fórum pretendem pesquisar alternativas para que o setor industrial e a população possam combater o lixo no mar.

"O Instituto Oceanográfico é um moderador desse diálogo", diz Turra. "Nós auxiliamos as empresas a canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores ações concretas possíveis."

De acordo com ele, os principais objetivos do IO-USP nesses projetos são a educação ambiental em relação ao consumo consciente e à destinação correta do material descartado. A ideia é que, bem informadas sobre o tema, as pessoas possam ajudar a manter os oceanos e as praias limpas.

Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o conhecimento gerado durante os anos de existência da parceria é de que se trata de um problema que só será resolvido em conjunto pelos vários setores relacionados ao problema.

"Estamos realizando um trabalho de educação, informação e coordenação de ações como campanhas de descarte adequado, conscientização, entre outras, que vão demandar o envolvimento compartilhado de toda a sociedade - poder público, indústria de diversos setores, varejo e a população de forma geral -, para o mesmo fim, que é a preservação dos oceanos e do meio ambiente", diz.


Pesquisador defende trabalho conjunto entre vários setores 
para combater o problema | Foto: Lab Manejo

"Todo o estudo reunido nos fez entender que a questão do lixo nos mares vai além dos municípios costeiros", avalia Turra.

"Ela envolve todas as cidades, Estados, a gestão dos resíduos sólidos, o saneamento básico, a educação ambiental e toda uma cultura social que deve ser estruturada. 

Acreditamos que o Fórum será um marco transformador da sociedade, por envolver diferentes setores na busca do desenvolvimento sustentável."

Fonte: Evanildo da Silveira - De São Paulo para a BBC Brasil.

Stefano Boeri Architetti projeta primeiro edifício de habitação social com floresta vertical

por Ella Thorns Traduzido por Vinicius Libardoni


Stefano Boeri Architetti projeta primeiro edifício de habitação social com floresta vertical, © The Big Picture
© The Big Picture
O novo projeto de habitação social de Stefano Boeri Architetti é o primeiro edifício deste tipo a integrar uma floresta vertical em uma torre residencial popular, oferecendo um espaço mais agradável para seus moradores. A estrutura verde, que será construída na cidade de Eindhoven, contará com 5.200 arbustos e 125 árvores plantadas ao longo de seus 75 metros de altura.
O edifício conhecido como "Trudo Vertical Forest" abrigará 125 unidades para pessoas de baixa renda, especialmente famílias jovens. Cada unidade contará com uma varanda repleta de verde, árvores e arbustos construindo uma floresta ascendente em meio à cidade.
© The Big Picture
© The Big Picture
A integração da vegetação na arquitetura, neste caso na fachada de um edifício em altura, colabora com a neutralização da poluição, absorvendo o dióxido de carbono da atmosfera. O Trudo Vertical Forest também foi concebido como um ecossistema próprio e autêntico que reúne mais de 70 espécies diferentes, colaborando com a prosperidade das plantas e animais, promovendo o desenvolvimento da biodiversidade dentro de Eindhoven.
O projeto da torre de Eindhoven é uma prova de que é possível combinar soluções inteligentes para atender tanto a escassez de habitação popular quanto aos desafios das mudanças climáticas. Os parques urbanos não apresentam apenas melhorias no meio ambiente das cidades, mas também uma oportunidade para melhorar as condições de vida dos seus habitantes mais vulneráveis. - Stefano Boeri
O projeto fará amplo uso de pre-fabricação na sua construção, soluções técnicas avançadas foram pensadas para o sistema de fachada que incorporará a floresta vertical, otimizando os recursos naturais e viabilizando a construção desta inovadora proposta de habitação social.
Florestas verticais tem se tornado mais conhecidas desde que Stefano Boeri surgiu no mundo da arquitetura. Ele chamou a atenção para a importância destas propostas para o meio ambiente urbano através de uma publicação no mês passado, incentivando a construção de novos parques e jardins, florestas verticais e fachadas verdes. No vídeo ele afirma que "novas árvores e novos projetos sustentáveis podem colaborar com a purificação do ar poluído, reduzir drasticamente o CO2 na atmosfera, minimizando o consumo de energia e o efeito de ilha de calor nas cidades, além de aumentar a biodiversidade e tornar as cidades ambientes mais agradáveis, saudáveis e atraentes para se viver".
Milão, Nanjing, Paris, Xangai, Lausanne, Utrecht e Tirana já apresentaram projetos de florestais verticais propostos pelo escritório Stefano Boeri Architetti, inspirando os arquitetos a incorporar mais áreas verdes em seus projetos urbanos.
© The Big Picture
© The Big Picture
© The Big Picture
© The Big Picture
Localização: Strijp-S, EindhovenHolandaCliente: Sint Trudo; Construtora: Stam + De Koning; Arquitetos: Stefano Boeri Architetti; Associado: Stefano Boeri; Diretora do projeto: Francesca Cesa Bianchi; Lider do projeto: Paolo Russo; Equipe: Giulia Chiatante; Elisa Versari Inbo; Coordenador de projeto: Aron Bogers; Constultor de paisagismo: Studio Laura Gatti; Consultor de fachada: SCE Project; Estrutura:Adviesbureau Tielemans; Projetos Complementares: Ten Hooven Execução de paisagismo: Dupre; Imagens: The Big Picture Visual

Sustentabilidade não é moda, é necessidade!

Tema urgente, a sustentabilidade passa por quase todos os aspectos da vida. 

Atos simples ajudam a reciclar, fazer compras conscientes, usar o resíduo orgânico como compostagem e, desse modo, a preservar. 

Que tal começar hoje?

Desenvolvimento sustentável foi definido, em 1987, por um relatório de 1987 da Organização das Nações Unidas (ONU) como “aquele que satisfaz às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem ao que necessitam”. 

Tema necessário e imediato, a ideia precisa estar presente no cotidiano de cada um. 

“Aqui em Fortaleza não existe a cultura de reciclagem. O que é uma lástima em um mundo que cada dia produz mais lixo”, aponta a professora do curso de Energias Renováveis da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marisete de Aquino. 

O tempo livre do sábado pode ser usado para iniciar essa rotina, cada dia mais necessária em nossas vidas. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010, definiu a responsabilidade compartilhada para o destino do lixo. 

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até consumidores têm deveres sobre o lixo produzido. 

A rede que produz e fornece tem obrigação, segundo a professora, de recolher e dar a destinação correta. 

Já ao consumidor fica o dever de separação e de entrega desse material. É a chamada logística reversa. 

Mas não é isso que encontramos na prática. Veja como é possível consumir com responsabilidade.


FOTOS AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

EM CASA, a professora de educação física Luciana Melo, 50, começou separando o lixo orgânico - restos de alimentos, frutas, cascas, entre outros - do resíduo seco. 

Uma dica é dividir os resíduos em dois recipientes e, ao fim do mês, separar o lixo reciclável por tipos (vidro, madeira, pilhas, baterias, papel). Ela também separa óleo de cozinha para entregar em um Ecopontos da Prefeitura. Fortaleza tem 25 Ecopontos. 

Encontre o mais próximo a sua casa: bit.ly/2ESqexs 

MEDICAMENTOS fora do prazo de validade e embalagens de remédio não podem ser depositado em reservatório comum. 

Por lei, devem ser recebidos pelas farmácias onde foram comprados. 

OUTRA AÇÃO de reciclagem da professora é usar panelas velhas e latas como decoração. 

Com um verniz vermelho, por exemplo, caçarolas se transformam em vaso de planta. 

Os Ecopontos da Prefeitura também recebem o recipientes para cozinhar. 

LOJAS QUE vendem pneus também deve realizar a logística reversa. O material dos pneus são usados em fábricas de cimento. 

RESTOS ORGÂNICOS como folhas, cascas de verduras, frutas, ovos e restos de comida podem ser usados para fazer compostagem. 

Depois de pronto, o composto orgânico pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos. 

NO SUPERMERCADO, Luciana sempre leva sacolas retornáveis, para não utilizar sacos plásticos. Na hora de embalar os frios, ela também pede que o atendente não use bandeja de isopor - não existe, no Ceará, fábrica de reciclagem de isopor. 

Ela recomenda que as pessoas levem vasilhas de casa ou, em casos excepcionais, peçam ao atendente que envolva o frio somente com o plástico. 

VIDRO, METAL, PAPEL, plástico (garrafas pet e embalagem de água sanitária, por exemplo), óleo de cozinha e embalagens Tetrapak (caixas de leite e sucos) podem ser trocados por créditos em um dos 39 Ecopontos, a partir do peso e do valor de cada item em tabela de preços. 

Para isto, eles precisam estar livres de sobra de alimentos. 

O valor pode ser convertido em créditos no Bilhete Único ou em descontos na conta de energia. 

Para o cadastro, o cidadão precisa levar uma conta de energia ou o Bilhete Único e receber o cartão Recicla Fortaleza. 

No ato da entrega dos materiais, o crédito é destinado e deve ser conferido pelo beneficiário na próxima conta recebida. 

ANGÉLICA FEITOSA