Sustentabilidade não é moda, é necessidade!

Tema urgente, a sustentabilidade passa por quase todos os aspectos da vida. 

Atos simples ajudam a reciclar, fazer compras conscientes, usar o resíduo orgânico como compostagem e, desse modo, a preservar. 

Que tal começar hoje?

Desenvolvimento sustentável foi definido, em 1987, por um relatório de 1987 da Organização das Nações Unidas (ONU) como “aquele que satisfaz às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem ao que necessitam”. 

Tema necessário e imediato, a ideia precisa estar presente no cotidiano de cada um. 

“Aqui em Fortaleza não existe a cultura de reciclagem. O que é uma lástima em um mundo que cada dia produz mais lixo”, aponta a professora do curso de Energias Renováveis da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marisete de Aquino. 

O tempo livre do sábado pode ser usado para iniciar essa rotina, cada dia mais necessária em nossas vidas. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010, definiu a responsabilidade compartilhada para o destino do lixo. 

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até consumidores têm deveres sobre o lixo produzido. 

A rede que produz e fornece tem obrigação, segundo a professora, de recolher e dar a destinação correta. 

Já ao consumidor fica o dever de separação e de entrega desse material. É a chamada logística reversa. 

Mas não é isso que encontramos na prática. Veja como é possível consumir com responsabilidade.


FOTOS AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

EM CASA, a professora de educação física Luciana Melo, 50, começou separando o lixo orgânico - restos de alimentos, frutas, cascas, entre outros - do resíduo seco. 

Uma dica é dividir os resíduos em dois recipientes e, ao fim do mês, separar o lixo reciclável por tipos (vidro, madeira, pilhas, baterias, papel). Ela também separa óleo de cozinha para entregar em um Ecopontos da Prefeitura. Fortaleza tem 25 Ecopontos. 

Encontre o mais próximo a sua casa: bit.ly/2ESqexs 

MEDICAMENTOS fora do prazo de validade e embalagens de remédio não podem ser depositado em reservatório comum. 

Por lei, devem ser recebidos pelas farmácias onde foram comprados. 

OUTRA AÇÃO de reciclagem da professora é usar panelas velhas e latas como decoração. 

Com um verniz vermelho, por exemplo, caçarolas se transformam em vaso de planta. 

Os Ecopontos da Prefeitura também recebem o recipientes para cozinhar. 

LOJAS QUE vendem pneus também deve realizar a logística reversa. O material dos pneus são usados em fábricas de cimento. 

RESTOS ORGÂNICOS como folhas, cascas de verduras, frutas, ovos e restos de comida podem ser usados para fazer compostagem. 

Depois de pronto, o composto orgânico pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos. 

NO SUPERMERCADO, Luciana sempre leva sacolas retornáveis, para não utilizar sacos plásticos. Na hora de embalar os frios, ela também pede que o atendente não use bandeja de isopor - não existe, no Ceará, fábrica de reciclagem de isopor. 

Ela recomenda que as pessoas levem vasilhas de casa ou, em casos excepcionais, peçam ao atendente que envolva o frio somente com o plástico. 

VIDRO, METAL, PAPEL, plástico (garrafas pet e embalagem de água sanitária, por exemplo), óleo de cozinha e embalagens Tetrapak (caixas de leite e sucos) podem ser trocados por créditos em um dos 39 Ecopontos, a partir do peso e do valor de cada item em tabela de preços. 

Para isto, eles precisam estar livres de sobra de alimentos. 

O valor pode ser convertido em créditos no Bilhete Único ou em descontos na conta de energia. 

Para o cadastro, o cidadão precisa levar uma conta de energia ou o Bilhete Único e receber o cartão Recicla Fortaleza. 

No ato da entrega dos materiais, o crédito é destinado e deve ser conferido pelo beneficiário na próxima conta recebida. 

ANGÉLICA FEITOSA

Renovado, ‘Banespão’ reabre com onze andares de atrações

Fechado há dois anos para reforma, o Edifício Altino Arantes agora é Farol Santander e conta com pista de skate, mostra de Vik Muniz e loft de luxo

Por Ana Carolina Soares


Edifício Altino Arantes, que reabre após dois anos sob o 
nome Farol Santander (Leo Martins. Agradecimento: 
Condomínio Prédio Martinelli/Veja SP)

Erguido em 1947 para abrigar a sede do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), o Edifício Altino Arantes, no centro, recebeu o nome do então presidente da instituição. 

Nos anos seguintes, o local acabou sendo rebatizado pelos paulistanos com apelidos como “Banespão” ou “nosso Empire State”, esse último em referência ao arranha-céu nova-iorquino que serviu de inspiração para o arquiteto Plínio Botelho do Amaral.

Com 35 andares e 161 metros de altura, o prédio virou cartão-postal da metrópole e manteve durante mais de uma década o posto de construção mais alta da cidade — perdeu a liderança em 1960, para os 170 metros do Condomínio Mirante do Vale, no Vale do Anhangabaú. 

Em 2000, ao adquirir a antiga instituição financeira, o Santander tornou-se o dono do imóvel e manteve a concorrida visita ao mirante. 

Em junho de 2015, no entanto, a empresa fechou o lugar para iniciar uma reforma.

Na quinta (25), dia do 464º aniversário de São Paulo e poucos meses depois de o edifício completar setenta anos, esse ícone paulistano recebe nome e visual novos. 

Às 20h30, 124 luminárias serão acesas no seu topo para marcar a inauguração do Farol Santander, um centro de empreendedorismo, cultura e lazer. 

Na sexta, o local abre as portas ao público (a capacidade máxima é de 800 visitantes por dia).


O campeão mundial Bob Burnquist projetou uma pista de street 
(Leo Martins/Veja SP)

Se antes havia apenas o mirante do 26º piso, agora ele vai oferecer onze andares para visitação, com atrações para todos os gostos, como um museu com a história do Banespão, exposições de arte, palestras sobre empreendedorismo, um loft e até uma pista de skate. 

Estima-se que o projeto tenha consumido mais de 30 milhões de reais, informação não confirmada pelo banco.

A decisão de tirar os escritórios de lá surgiu em janeiro do ano passado. 

Desde então, uma equipe de aproximadamente 2 000 pessoas tocou diversas obras de restauração e instalação de novos ambientes no espigão, tombado desde 2014 pelo conselho estadual de patrimônio histórico, o Condephaat. 

Há diferentes modos de usufruir o lugar. O mais simples é optar pelo tradicional passeio ao mirante, por 15 reais (entradas podem ser adquiridas na portaria ou pelo site www.farolsantander.com.br).

De lá é possível desfrutar uma visão de 360 graus, com direito à observação da Serra do Mar, do Pico do Jaraguá, de prédios da Avenida Paulista e das principais construções do centro, região que vem passando nos últimos anos por um processo de revitalização. 

Todos esses pontos estarão sinalizados em novas placas de vidro, para aumentar a segurança e facilitar a orientação dos visitantes. 

O espaço também ganhou uma unidade do Suplicy Cafés Especiais, que oferecerá almoço executivo (a partir de 42 reais), brunch nos fins de semana (a partir de 65 reais) e drinques.


O ponto turístico ganhou vidros com sinalização das atrações 
da cidade (Leo Martins/Veja SP)

As demais atrações são divididas em quatro eixos: memória, arte, lazer e empreendedorismo. 

No caso do primeiro, há um roteiro para visitação a quatro andares (custa 17 reais e inclui a ida ao mirante). 

O tour começa no 2º andar, onde um vídeo apresenta a história do prédio. 

No 3º, um painel interativo resgata a história do nosso dinheiro, dos réis ao real. 

O 4º traz uma exposição permanente do artista Vik Muniz, com sete painéis feitos com mais de 10 toneladas de sucata. As imagens retratam o entorno do edifício. 

No 5º, o Núcleo de Memória Institucional da Coleção Santander Brasil reuniu alguns móveis originais, produzidos pelo tradicional Liceu de Artes e Ofícios.

No setor de arte, o 22º e o 23º andares abrigarão sempre dois profissionais, um nacional e o outro estrangeiro, que abordarão um mesmo tema em temporadas de quatro meses. 

Na estreia, uma reflexão sobre paisagens. Os russos do coletivo Tundra apresentam a instalação The Day We Left Field. 

Em um ambiente com iluminação especial, sons diversos e paredes espelhadas, o grupo espalhou grama sintética no teto e no chão. 

No piso inferior, a paulistana Laura Vinci apresenta a instalação Diurna. Com as janelas abertas, são projetadas sombras de árvores nas paredes e espalhadas pela sala 150 folhas fundidas em latão e banhadas em ouro.


Peça de cristal com 13 metros de altura, 10 000 itens e 
1,5 tonelada foi restaurada (Leo Martins/Veja SP)

A curadoria dessa seção é do empresário Facundo Guerra, que adotou o conceito da arte imersiva, em que o visitante interage com as obras. 

“Com os celulares e as redes sociais, o público não se contenta mais em apenas ver os trabalhos”, diz. 

Para passear por lá, o visitante desembolsa 17 reais (com direito ao mirante) ou 20 reais (se quiser ver também a área de memória).

No pacote de entretenimento, o principal destaque é uma pista de skate projetada pelo campeão mundial Bob Burnquist. 

Localizada no 21º andar, ela conta com um percurso de street, a estrutura para iniciantes e avançados. 

Para andar ali será preciso pagar 50 reais por hora. No local também haverá aulas, com preço entre 120 e 200 reais.

O 25º piso abrigará um loft criado pelo premiado escritório de arquitetura Triptyque. Por uma diária de 4 000 reais, será possível hospedar-se no apartamento de 350 metros quadrados com vista panorâmica (as reservas serão feitas pelo Airbnb). 

O imóvel tem capacidade para abrigar cinco pessoas, e a estada inclui um guia turístico. 

A banda americana Foo Fighters, que se apresenta na capital em fevereiro, deve se instalar ali. 

Também será possível alugar o espaço para eventos com até cinquenta pessoas.


Móveis de executivos do Banespa, produzidos pelo Liceu de Artes 
e Ofícios, estarão expostos (Leo Martins/Veja SP)

No eixo de empreendedorismo, a Garimpo de Soluções coordena, no 8º andar, palestras quinzenais aos sábados para uma plateia de até 100 pessoas. 

A primeira ocorrerá no próximo dia 3, sobre moda sustentável, com Juliana Pirani, do eFitFashion, e Enrica Arena, da empresa italiana Orange Fiber.

O conjunto de atividades e atrações foi concebido para transformar o velho Altino Arantes em um novo ponto turístico na cidade. 

“A grandiosidade de São Paulo merecia um presente à altura”, afirma Marcos Madureira, vice-presidente executivo de comunicação, marketing, relações institucionais e sustentabilidade do Santander Brasil.

ESPIGÃO DE ATRAÇÕES

A distribuição das novidades que ocuparão os vários andares do famoso prédio da região central

Mirante

O ponto turístico ganhou vidros com sinalização das atrações da cidade, além de mesinhas na varanda do Suplicy Cafés Especiais

Pista de Skate

O campeão mundial Bob Burnquist projetou uma pista de street com capacidade para até quinze pessoas por hora

Vik Muniz

O artista plástico exibe sete painéis com retratos do prédio produzidos à base de 10 toneladas de sucata


O artista plástico Vik Muniz exibe sete painéis 
com retratos do prédio 
(Leo Martins/Veja SP)

Memória

Móveis de executivos do Banespa, produzidos pelo Liceu de Artes e Ofícios, estarão expostos

Lustre 

Peça de cristal com 13 metros de altura, 10 000 itens e 1,5 tonelada 
foi restaurada

Farol Santander. Rua João Brícola, 24, centro. www.farolsantander.com.br
Ter. a dom., 9h às 20h. 17 a 20 reais.

Luxo consciente: designer criciumense investe em acessórios sustentáveis




Barbara Barbosa

A preocupação com sustentabilidade alcançou também os acessórios femininos. Uma das provas de que a Moda passou a incorporar o novo modelo de produção baseado na sustentabilidade é o exemplo de uma empresa de semijoias de Criciúma. 

As peças são feitas a mão e seguem um rígido controle de produção, em relação à procedência dos materiais utilizados.

Movida pelo compromisso de aproveitar os recursos naturais com consciência, sem comprometer a disponibilidade para as futuras gerações, a designer Flávia Conti queria, ainda, oferecer acessórios que estivessem de acordo com tendências de moda, seguindo o design clean e minimalista. 

“A ideia surgiu não só como um ateliê de acessórios, mas também com uma preocupação enorme com o impacto que ela causa no mundo. 

Todo o sistema de produção segue o slow fashion, onde se valoriza a qualidade do material, a exclusividade do produto e em uma produção que seja o menos agressiva possível ao meio ambiente”, detalha.


Consumo Consciente

A oportunidade de investir nesse mercado surgiu após os conflitos que existem entre os segmentos. 

“A moda tem essa pegada muito descartável e até consumista. Para se ter uma ideia, 30% do lixo é tecido. 

A vida média de uma peça de roupa é de seis meses. Já na faculdade eu pensava em formas de fugir disso, sem perder de vista o lado fashion. Essa foi a solução que encontrei. 

Tanto é que caso você não queira mais a peça, é só nos enviar que reutilizamos o material”, aponta.

A própria designer fica à frente da criação e produção das peças em seu atelier. “Aqui, fazemos tudo com metal de liga de zinco e cobre, ambos de alta durabilidade. Os banhos são feitos a ródio, livre de níquel”, relata. 

O cuidado com os materiais reflete na saúde das consumidoras. ”Então não há riscos de alergias, bolhas e nem coceiras na pele. 

Como as peças são voltadas para mulheres modernas e atarefadas, temos que pensar em produtos versáteis que não incomodem e nem pesem”, arremata.

A seleção das pedras que compõem as joias também passa pelo rigor do conceito. 

“Não utilizamos pedras naturais, só sintéticas e metálicas. Justamente porque não sabemos se a cadeia produtiva dela também inclui o aspecto da sustentabilidade”, ressalta.


Controle do Processo

A dificuldade em mapear a procedência da extração das pedras impulsiona o trabalho da designer. 

“Trabalho escravo moderno, licenças ambientais burladas, poluição de rios, extração de partes ambientais junto à pedra, mineradoras extrativistas. 

Esses são alguns pontos que ficam por trás das peças e que muita gente não sabe. É disso que queremos ter certeza que não contribuímos”, discorre.


Próximos passos

Para estender a proposta às roupas, a designer já antecipa que uma linha de camisetas e bolsas está a caminho. “Para o ano que vem decidimos ampliar esse conceito para as roupas e bolsas também”, complementa ela. 

“É preciso uma mudança comportamental, de se questionar o que há por trás de cada produto. 

O consumo tem de ser consciente”, aponta Flávia.

Jogos Olímpicos de 2020: Japão tem projeto de criar medalhas à partir de eletrônicos descartados

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Jogos Olímpicos de 2020: Japão tem projeto de criar medalhas à partir de eletrônicos descartados

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio visam produzir as medalhas de ouro, prata e bronze à partir dos metais encontrados em smartphones e outros eletrônicos descartados, de acordo com um relatório do Asian Nikkei. 
O objetivo é que um regime deste tipo ajudaria a aumentar a consciência da sustentabilidade, embora o Japão precisa implementar um sistema mais abrangente para o recolhimento desses materiais.
De acordo com o Nikkei, o ouro e a prata contida em produtos eletrônicos descartados do país são responsáveis ​​por 16% a 22% da oferta global, respectivamente, e o seu fornecimento deveria ser suficiente para produzir medalhas olímpicas. 

As medalhas concedidas aos atletas nos Jogos de 2012 foram produzidas com auxílio de 9,6 kg de ouro, 1.210 quilos de prata e 700 quilogramas de cobre. Em 2014, o Japão recuperou 143 kg de ouro, 1.566 quilos de prata e 1.112 toneladas de cobre à partir de dispositivos descartados, de acordo com Nikkei. 
“Para que todos os japoneses participem dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estamos pedindo às empresas para elaborarem uma proposta para coleta de concreto. 
Para isso, gostaria de trabalhar em conjunto com o Comitê Organizador Olímpico”, disse Yuko Sakita, da ONG Genki Net para a criação de uma Sociedade Sustentável. 
A ONG organizou a reunião de junho, que foi assistida por organizadores dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, assim como representantes de tecnologia e mineração.
O lixo eletrônico tornou-se uma grande preocupação para os grupos ambientais, com a ONU descrevendo-o como “um dos fluxos de resíduos de mais rápido crescimento do mundo” em ambos os países desenvolvidos e em desenvolvimento. 

Um relatório em 2013 projetou que o volume mundial de lixo eletrônico aumente em 33% até 2017, contribuindo para a presença de materiais tóxicos como chumbo, mercúrio, cádmio no solo e na água.
De acordo com o Nikkei, no Japão gera cerca de 650.000 toneladas de lixo eletrônico a cada ano, embora menos de 100.000 toneladas são coletadas – e muito desse montante vai para a produção de novos componentes eletrônicos. 
Muitos municípios no Japão ficaram aquém dos objetivos de recolha fixados pelo Ministério do Meio Ambiente, mas a esperança é que esse projeto com as medalhas olímpicas poderiam incentivar a reciclagem.
Fonte: The Verge
Foto: FreeImages

O que é o Mercado Livre de Energia? Vantagens para a sua Empresa!

As vantagens do Mercado Livre de Energia para sua Empresa

Por Gilbert Simionato






O que podemos fazer pela sua Empresa?

Soluções para os Sistemas de Distribuição, Utilização e Medição de Energia Elétrica.


Como funciona o mercado livre de energia?


Produtores entregam e recebem energia ao sistema, em seu centro de gravidade, assumido parcela das perdas entre o ponto de geração e este centro de gravidade.

Consumidores, de forma análoga, entregam e recebem energia ao sistema, em seu centro de gravidade, assumido parcela das perdas entre este centro de gravidade e o ponto de consumo.

O sistema garante oferta e qualidade do produto.

Diferenças entre o contratado e o produzido ou consumido são liquidadas pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), definido em 4 submercados e 3 patamares de carga, por modelo computacional. 

Esta liquidação é feita pela CCEE.

Contratos protegem os agentes do preço de curto prazo e são obrigatórios para 100% da carga, sem restrições de prazo no caso do mercado livre. Contratos podem ser registrados após a medição do consumo efetivo. 

A não comprovação, além da exposição ao pagamento do PLD, implica no pagamento de penalidades para falta de lastro de contratos de energia e potência.

Quem pode ser livre?

A legislação atual estabelece que uma unidade consumidora entendida como ponto de medição, que poderá optar por ser “livre” quando cumprir seu contrato de fornecimento vigente com a concessionária local e deverá atender a uma das condições abaixo:

Ser atendido com tensão igual ou superior a 69 kV e ter demanda de, no mínimo, 3 MW

Ter demanda de, no mínimo, 3 MW e ter sido ligado após 08 de Julho de 1995, independentemente da tensão de fornecimento

Ter demanda de, no mínimo, 500 kW, com qualquer tensão de fornecimento, podendo comprar energia diretamente de "pequenas centrais hidrelétricas – PCHs" ou de outras fontes, tais como eólica, biomassa ou solar. 


Quais as vantagens em se optar pelo mercado livre?

Possibilidade de...

Negociar o preço de energia;

Adequação dos montantes contratuais e preços ao perfil de uso diário, mensal e anual de energia;

Efetuar contratações de curto, médio e longo prazo, dependendo das condições da atividade desenvolvida e do nível de preço conjuntural da energia;

Negociar a associação da compra de energia com a prestação de serviços adicionais.


Setor Elétrico Tradicional

Até alguns anos atrás a geração, a transmissão, que compreende o transporte de energia das usinas até as concessionárias, a distribuição e a venda de energia elétrica eram feitas por empresas federais ou estaduais que detinham monopólio em todas as etapas do fornecimento de energia elétrica.

Desta forma, a partir do momento em que o cliente se instalava em determinada localidade, tudo o que envolvia energia elétrica estava submetido à legislação vigente, em que a concessionária conectava o cliente e não havia negociação de preços. 
Nossos serviços:

Por meio de profissionais e consultores com comprovada experiência técnica, comercial e financeira, atuamos no "start-up" de acessantes de medição e consumidores livres.

Parcerias e soluções técnicas para a construção de linhas de transmissão, subestações, PCH's-Pequenas Centrais Hidrelétricas e Parques Eólicos;

Estudos de viabilização, pareceres de acesso, tramitação de documentos perante os orgãos governamentais e concessionárias.

Já realizamos a adequação do sistema de medição de faturamento de acordo com as regras da CCEE/ONS para várias Empresas.

Ressaltamos ainda que os sistemas de medição contemplam ainda os canais de comunicação com os agentes conectados (concessionárias) e o canal de auditoria da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). 

Alguns clientes atendidos:

Cervejarias Kaiser Brasil Ltda. - Unidade de Ponta Grossa/PR.
Cervejarias Kaiser Brasil Ltda. - Unidade de Gravataí/RS.
Masisa do Brasil Ltda. - Ponta Grossa/PR.




Para mais informações entre em contato conosco: 


Cel. Whats: PR - 42-99944-8892

Moda, Sustentabilidade e Indústria 4.0 são os destaques do Inspiramais Verão 2019

  • Escrito por  Cimey Gadelha




Resistência é o tema inspirador para o Verão 2019 que poderá ser apreciado no Projeto Conexão Inspiramais e durante a palestra ministrada pelo coordenador do Núcleo de Design da Assintecal, Walter Rodrigues, nos dias 16 e 17 de janeiro durante o Inspiramais - Salão de Design e Inovação de Materiais, em São Paulo. 

Outros projetos expostos durante o Salão anteciparão o Inverno 2019, como Preview do Couro, + Estampa, Referências Brasileiras.

Fabricantes de moda e design do Brasil, Europa e América Latina terão a oportunidade de conferir, no mesmo espaço, o lançamento de mais de 900 materiais para a estação, dentre componentes, tecidos, estampas, sintéticos, couros, saltos, enfeites, aviamentos e outros itens. 

Com entrada gratuita para profissionais do setor, o Inspiramais tem o desafio de buscar e fortalecer o desenvolvimento de produtos com identidade 100% brasileira, num momento que a indústria entra em contato com as matérias primas para a indústria de calçados, confecções, têxtil, componentes, móveis, joias e outros setores produtivos, que buscam inspiração para o desenvolvimento de suas coleções.

Entre os destaques do Inspiramais está a apresentação da planta-modelo de Confecção 4.0 do SENAI CETQT. 

O projeto marca a integração entre os espaços virtual e físico – ligando consumidor, produtos, máquinas, softwares, sistemas produtivos e a cadeia de suprimentos e distribuição. 

O protótipo, criado pelo SenaiCetiqt, com apoio da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), foi inaugurado durante a Convenção de Moda Internacional ApparelFederation (IAF), que aconteceu no Rio de Janeiro, em outubro último. 

Seu objetivo é demonstrar como funcionará esta nova indústria, tornando possível visualizar uma operação que está sendo implantada no setor.

Os visitantes terão acesso também a uma programação dedicada à sustentabilidade, conhecendo, por exemplo, com o projeto Origem Sustentável, lançamentos em produtos sustentáveis para as industrias de confecção e calçados.

Sem dúvidas o Inspiramais é principal Salão do gênero na América Latina e uma ótima oportunidade para que representantes dos principais polos produtivos de calçados, confecções, couro, têxtil, artefatos, joias e móveis entrarem em contato direto com o que há de mais moderno em inspirações e que serão transformadas em produtos inovadores para Verão e Inverno 2019.

O salão é promovido pela Assintecal, ByBrasil – Components and Chemicals, ABIT, TexBrasil, CICB, BrazilianLeather, SEBRAE e Apex-Brasil; tem patrocínio da Cipatex, Brisa, Intexco, Altero, Branyl, Caimi&Liaison, Havir, Bertex, York, Colorgraf, Cofrag, Britânnia Têxtil, WOLSFTORE, SappiDinaco, ENDUTEX, Grupo Lunelli e Tecnoblu e apoio da ABEST, ABICAV, Abicalçados, IBGM, IBB, In-Mod, ABV-Tex, Ápice e Abimovel.

Luan Santana estrela clipe em prol do meio ambiente ao lado de Jennifer Hudson e Pixie Lott



On Top of the World foi produzido para anunciar uma série de iniciativas de energia limpa em todo o mundo.

Por: Estado de Minas


Cantor é o representante brasileiro no projeto da multinacional. 
Foto: YouTube/Reprodução


A Shell e um grupo de estrelas internacionais apresentam um novo videoclipe, Na sexta-feira (1º), a para anunciar uma série de iniciativas de energia limpa em todo o mundo. 



On top of the world é estrelado por cinco cantores globais, entre eles Luan Santana, Jennifer Hudson, a britânica Pixie Lott, a nigeriana Yemi Alade, além da indiana Monali Takur. 

O vídeo, que traz cover da música originalmente cantada pela banda Imagine Dragons, ainda usa animação para demostrar o impacto de projetos de energia limpa em todo o mundo, como Brasil, China, Estados Unidos, Quênia, Índia, Alemanha e Reino Unido. 

"O planeta precisa de novas formas de criar e usar energia mais limpa. 

Mais do que isso: precisa de iniciativas e projetos que ajudem a melhorar o acesso a essas fontes de energia.

Atingir essa meta exigirá mais do que uma tecnologia ou uma pessoa, precisará de muito trabalho em conjunto", diz o texto explicativo sobre o projeto, publicado no site da Shell.



Assista ao vídeo:



Fonte: www.diariodepernambuco.com.br

Fórum promovido pela UE aborda financiamento para negócios verdes!



MARA GAMA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Promovido pela União Europeia, acontece em São Paulo nos dias 27 e 28 de novembro o Fórum de Negócios Verdes, para discutir financiamento de iniciativas privadas contra as mudanças climáticas.

O congresso pretende ser uma plataforma para abordar a cooperação entre Europa e Brasil em modelos viáveis de negócios sustentáveis. 

Agricultura de baixo carbono, geração de energia distribuída, energia solar, eficiência energética em edifícios e indústrias e créditos de carbono são nichos a serem analisados.

Com o anúncio recente de que um acordo entre Mercosul e União Europeia está prestes a ser selado, o fórum ganha mais relevância.

Os participantes são representantes de companhias e iniciativas privadas, entidades financeiras, indústrias, federações, associações, bancos de desenvolvimento, bancos comerciais, fundos de capital de risco, associações setoriais e organizações de apoio às empresas. 

Ao todo, 70 empresas e 22 bancos do Brasil e da Europa.

"Desde a ratificação do Acordo de Paris, em Setembro de 2016, que estabeleceu a meta de redução das emissões de gases de efeito de estufa no mundo, já houve muito trabalho de vários atores. 

Um dos pontos mais complexos para avançar é o envolvimento do setor privado", observa João Gomes Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil, à frente do evento. 

"Para incluir o setor privado, é fundamental discutir a dimensão financeira para a transição econômica", completa.

"A transformacão da economia não se faz por decreto. É necessária uma grande quantidade de capital para passar a uma economia de baixo carbono e modelos de financiamento diferentes dos tradicionais", observa o embaixador.

"Pela primeira vez no Brasil haverá uma conferência que é ao mesmo tempo momento de reflexão e engajamento prático sobre o assunto", diz.

MUDANÇA DE MENTALIDADE

Para Cravinho, é necessária uma mudança de mentalidade em todos os setores para compreender que a questão climática não é um tema ambiental e sim um desafio para a economia e para o desenvolvimento. 

E que há oportunidades de crescimento, novos negócios e geração de empregos.

"Precisamos do engajamento da comunidade financeira, que atua na economia real, para permitir que os fluxos financeiros viabilizem a economia verde", acrescenta o embaixador.

"O setor financeiro é globalizado. O mesmo não acontece com as empresas. 

O empresariado do Brasil não está internacionalizado. 

É possível refinar esse agente para a construção de um modelo próprio, que atue com as dimensões e potencialidades ainda não desenvolvidas em matéria de energias renováveis no Brasil", diz.

Em artigo conjunto publicado na Folha, Cravinho e Mauricio Voivodic, engenheiro florestal e diretor-executivo do WWF-Brasil, defendem que novos modelos de investimento e empréstimo precisam ser projetados para empresas verdes e outras formas de utilizar fundos públicos e privados devem ser desenvolvidas.

O fórum tem apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Febraban e do WWF Brasil e acontece no Hotel Renaissance. Estão previstas participações da diretora geral do Clima na União Europeia, Yvon Slingenberg, do secretário de Mudanças do Clima e da Floresta do MMA, Everton Lucero, dos presidentes do Banco Central e da Febraban, de Alfredo Sirkis, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, e Andre Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Fonte: Folhapress

Como inovação e sustentabilidade na indústria podem transformar o PR

No Paraná, o setor industrial começa a desenhar o caminho para alcançar grandes mercados por meio de conceitos fundamentais para o futuro



Por Sistema Fiep


O mundo está a um clique de distância. A informação circula em tempo real. O consumidor está cada vez mais exigente. O cenário político-econômico do país pede agilidade e adaptabilidade nos negócios. 

Como reagir diante de tantos fatores sem ser devorado pelo mercado?


A resposta pode estar em duas palavras: inovação e sustentabilidade. Inovar significa desbravar oportunidades de mercado, com criatividade e inventividade. 


Ser sustentável, por sua vez, tem a ver com garantir a longevidade dos negócios, mantendo-se ativo e competitivo frente todas as mudanças de cenário.


Quem consegue combinar as duas coisas está um passo à frente. O Paraná começa a desenhar seu trajeto. É o que mostram as Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade, pesquisas feitas pelos Observatórios Sistema Fiep


Os resultados trazem um olhar detalhado sobre o desenvolvimento da indústria paranaense em relação aos dois conceitos. 

Para facilitar a participação dos empresários, a pesquisa é feita em plataforma 100% online, com representantes de indústrias de todas as regiões do estado.


Sustentabilidade da indústria do Paraná: o começo de um longo caminho

As Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade mostram diferenças de cenário entre as empresas de micro, pequeno e grande porte. 

Enquanto as maiores já adotam programas de sustentabilidade produtiva e ações em seu entorno, negócios menores ainda têm dificuldades em desenvolver práticas mais sustentáveis no dia a dia.

É aí que entra o trabalho dos Observatórios Sistema Fiep. Marilia Souza, Gerente dos Observatórios, conta que o objetivo das Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade é desmistificar os conceitos dentro do setor industrial. 

“O empresário consegue visualizar as áreas de negócio da sua empresa e perceber a influência da inovação e sustentabilidade na competitividade. 

Os conceitos se tornam mais tangíveis e permitem repensar estratégias com base nos diagnósticos”, explica Marilia.


As Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade levam às indústrias do Paraná um panorama sobre diferentes áreas de negócios.  (Foto: Gelson Bampi)
As Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade levam às indústrias do Paraná um panorama sobre diferentes áreas de negócios. (Foto: Gelson Bampi)


A Tecnotam é um exemplo de indústria paranaense que tem a sustentabilidade como fio condutor dos negócios. 

Localizada em Balsa Nova, trabalha da indústria para a indústria; coletando, recuperando e colocando de volta no mercado embalagens plásticas e metalizadas. 

“Observamos as melhores práticas de mercado fazendo benchmarking e implantando tudo de mais moderno em nossa unidade aqui no Paraná”, conta Juliana Rodrigues, Diretora Administrativa Financeira da Tecnotam.

“Para nós, sustentabilidade é tudo aquilo que gera valor ao negócio e à sociedade. 

Temos observado a preocupação e a adesão crescente da comunidade. Ainda temos um grande caminho a percorrer em relação à conscientização e valorização dos produtos e serviços. 

Acreditamos que a sinergia entre comunidade, educação, indústria, órgãos públicos e governo trará um resultado excelente para a sustentabilidade em nosso país”, indica Juliana.

A empresa opera com processos automatizados para higienizar, reciclar e triturar embalagens industriais. As embalagens novas – que também podem ser produzidas com matéria-prima virgem - são utilizadas por indústrias; enquanto aquelas que não podem voltar ao mercado são trituradas e destinadas de forma adequada.

Falando de inovação

Mais do que avaliar o desempenho das indústrias, o levantamento feito pelos Observatórios Sistema Fiep ajuda a impulsionar as atividades de inovação no estado.

Combinando o diagnóstico com o desenvolvimento de programas e consultorias para indústrias de todos os portes, o trabalho mostra uma boa evolução do Paraná neste quesito. 

“É o primeiro ano que participamos da Bússola. Desde a divulgação dos resultados, observamos maior acesso às nossas redes de relacionamento, interesse de outras empresas por nossa atividade e nossas práticas”, destaca Juliana.

Três das principais inovações realizadas nas indústrias paranaenses estão relacionadas com o produto final: 

57% dos participantes do levantamento trabalharam em melhorias de produtos, 55% concentraram esforços no desenvolvimento de novos produtos e 
17% investiram em design e embalagem. 

O processo produtivo também merece destaque: 48% implantaram melhorias nos processos atuais e 38% desenvolveram novos processos. 

Das 503 empresas participantes, todas têm realizado uma ou mais ações de inovação.

Sistema Fiep. Nosso i é de indústria.

Ecológica, Copa Verde de 2018 terá Certificação ISO 20121 (Certificação de Eventos Sustentáveis)!

Paulo Nonato de Souza


A Copa Verde de 2018 vai manter o foco da sustentabilidade 
com a certificação ISO 20121 (Foto: CBF/Divulgação)

A CBF não só vai manter, como irá ampliar o foco da sustentabilidade na Copa Verde de 2018 com a certificação ISO 20121, a norma de gerenciamento de eventos sustentáveis, anunciou o Secretário-Geral da entidade máxima do futebol brasileiro, Walter Feldman.

Competição marcada por ações que estimulam a consciência ecológica, disputada por equipes de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal, Tocantins, Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Rondônia e Roraima, a Copa Verde é acompanhada de atividades, como a reciclagem de materiais, concursos de redação com temas ambientais, aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e compensação das emissões de carbono.

Na edição de 2017, segundo dados da CBF, a Copa Verde evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e gerou uma economia de 51,6 m³ de água por meio da coleta de resíduos sólidos. 

Além disso, 2,57 toneladas de garrafas pet foram destinadas à reciclagem e todo o carbono emitido pela competição (265 toneladas de CO2) foi compensado por meio do plantio de 1.450 mudas de árvores em Anapu (PA), entre outras ações.

A Copa Verde deste ano teve recorde de lixo zero no jogo Paysandu x Luverdense no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém. 

Com ação de 50 catadores de três cooperativas locais foram recolhidos 410 kg de papel, 230 kg de garrafas pet, 2 kg de alumínio, 20 kg de plástico, 600 kg de papelão e 180 kg de rejeito – um total de 1.262 kg.

Durante toda a Copa Verde, foram recolhidos 2.682 kg de resíduos, por 120 catadores e sete cooperativas. Só esta ação evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e a economia de 51,6 m³ de água.

Mato Grosso do Sul - O Operário de Campo Grande e Corumbaense serão os representantes sul-mato-grossenses na Copa Verde de 2018, segundo a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul.

O time de Corumbá é o atual campeão estadual. Já o Operário de Campo Grande conquistou o direito de disputar a Copa Verde do próximo ano ao vencer uma seletiva promovida pela FFMS. 

Será a quinta edição da competição.

"Em tempos de crise, inovar é a única saída"

Peter Kronstrøm, do Copenhagen Institute for Futures Studies, fala sobre tecnologia, trabalho e energia

Peter Kronstrøm, líder do Copenhagen Institute for Futures Studies na América Latina (Foto: Reprodução/Facebook)
Quando uma sociedade passa por uma grande crise, é comum olhar para os avanços tecnológicos como uma ameaça e, para o futuro, com uma lente de pessimismo. Por isso mesmo, é bom ouvir quem enxerga essa realidade com novos olhos. 

Peter Kronstrøm, líder do Copenhagen Institute for Futures Studies na América Latina, tem esse perfil. O dinamarquês, que vive na América Latina há quase dez anos e se debruça sobre o estudo do futuro, é sem dúvida um otimista. 

“Muito do otimismo que estava aqui em 2008 e 2009 desapareceu, e acho isso desnecessário. Esse momento é como um marco zero, é necessário também para mudar para algo melhor”, diz ele.

A próxima revolução que veremos, defende Kronstrøm, será na matriz energética. Novas tecnologias vão mudar a forma como a sociedade gera, armazena e comercializa a energia elétrica. 

Ele também projeta que a sustentabilidade se tornará, cada vez mais, uma questão importante para o modelo de negócios das empresas. 

Sobre o futuro do trabalho, ele diz que as tecnologias poderão substituir 60% dos profissionais, mas defende que isso não será ruim – “os humanos terão mais tempo para o trabalho intelectual e criativo”.
Em que estágio de desenvolvimento está o Brasil nesse cenário?O Instituto Copenhagen diz que as mudanças na matriz energética serão a principal revolução dos próximos 10 anos. De que forma isso pode afetar nossas vidas?
Cada vez mais vamos usar formas renováveis de energia, que ficarão mais baratas e acessíveis. 

Também acreditamos que a geração de energia cada vez mais será feita pelo próprio consumidor em suas casa ou nos meios de transporte. 

Isso vai demandar uma revisão da infraestrutura de distribuição e geração de energia e só será possibilitado pelos avanços tecnológicos. Um dos projetos que estamos vendo é o Hyperloop, um meio de transporte que vai gerar mais energia do que usa, devolvendo parte dela para a sociedade.
O Brasil é um dos países mais sustentáveis em geração de tecnologia. 

Aproximadamente 60% da energia gerada no Brasil vem de fontes renováveis – as hidrelétricas. 

O Brasil está muito à frente dos demais nesse sentido, mas é claro, os avanços maiores nessa nova matriz energética virão dos países que estão mais dispostos a investir em infraestrutura, a facilitar o desenvolvimento de carros elétricos e que tenham uma atitude avançada de governo para ajudar a fazer essa revolução acontecer. 

Para que essa revolução aconteça, precisamos de muito mais parcerias entre governo e setor privado.
Qual país lidera esse movimento?
É difícil citar um país. Os escandinavos e a Austrália, por exemplo, investem muito nisso. Mas vários outros países estão dando importância a este assunto, como a China, que tem investido bastante em fontes renováveis de energia, como a energia solar.
Esse esforço tem a ver com questões como as mudanças climáticas e o Acordo de Paris, ou é o lado econômico que tem incentivado os avanços?
Não, o mundo não está nem aí para as mudanças climáticas. Mas todos sabemos que há problemas muito grandes a respeito do consumo e geração de energia. 

O que estamos felizes em ver no Instituto Copenhagen é que a sustentabilidade e a energia limpa começam a ser vistas como um ótimo modelo de negócio. 

A energia solar está cada vez mais barata, assim como outras formas de energia renovável. Passou a ser um bom negócio — que também vai salvar nosso planeta. 

Ser sustentável está virando um ótimo negócio. Os países que lideram essa transição também estão ganhando economicamente com essa mudança.
E o que falta para que mais empresas passem a enxergar a sustentabilidade como modelo de negócio?
Mais consciência. E acho que isso tem que vir da iniciativa privada, não podemos esperar que os governos do mundo inteiro façam as mudanças necessárias. 

É necessário que haja uma discussão entre o setor privado e o setor público para criar o novo sistema de infraestrutura de energia que queremos no futuro.
As empresas brasileiras já entenderam isso, ou ainda pensam que a sustentabilidade é apenas um discurso bonito, separado do modelo de negócio, só um custo a mais?
Cada vez mais as empresas estão vendo como isso pode se tornar um modelo de negócios, como isso pode criar um resultado positivo também financeiramente. 

Mas muitas empresas também apostam no chamado “green washing”, fazem iniciativas pequenas e dizem que agora são completamente sustentáveis. 

Não dá mais para fazer isso. Ainda há muito a fazer, mas sou otimista, acho que estamos avançando. As empresas estão entendendo que não é só mais um custo chato, mas como algo necessário.
Outra pesquisa do Instituto Copenhagen diz que a tecnologia pode substituir até 60% da força de trabalho atual. Isso deixaria muitas pessoas sem emprego? Como lidar com isso?
Não, pelo contrário. Quanto mais empresas usam a tecnologia e a robótica, mais elas crescem e mais podem continuar contratando. Acho fundamental não olhar para as novas tecnologias como uma ameaça que vai tirar os empregos. 

A tecnologia vai tirar os trabalhos chatos das mãos dos humanos, e nós vamos mudar a nossa capacidade de trabalhar, fazendo funções muito mais criativas e intelectuais e nos ocupando com coisas mais criativas, que as máquinas não conseguem fazer. 

Da mesma forma que alguns trabalhos que fazemos hoje serão substituídos por robôs, vão surgir outros empregos, que nem podemos imaginar. 
Nossa estimativa é de que hoje 5 milhões de pessoas se sustentam só postando e vendendo coisas pela internet. 

Se você falasse há 50 anos que em 2017 cinco milhões de pessoas se sustentariam só filmando elas mesmas e postando em uma coisa que se chamaria internet, ninguém teria acreditado.
Como a inteligência artificial poderá mudar nossas vidas, e qual será o impacto na economia?
Penso mais na inteligência artificial como uma ferramenta tecnológica, como uma extensão do nosso cérebro. No longo prazo, vai tornar nossas vidas muito mais fáceis. Essa tecnologia vai revolucionar várias áreas, como energia e saúde.
O senhor tem uma visão bastante otimista...
Sim, eu tenho uma visão mais otimista do que pessimista. 
Eu hoje quero uma inteligência artificial que olhe meus emails e me diga o que é importante, o que eu tenho de fazer e onde tenho que estar em cada momento. 
É o que toma mais tempo do meu dia, e é muito chato. Daqui a pouco teremos alguma tentativa de fazer isso, que vai ser ruim no começo, mas que vai melhorar com o tempo. 
Claro que poderemos ter alguns exemplos de mau uso da tecnologia, mas sempre foi assim na história humana. As facas, por exemplo, podem ser usadas para comer ou para fazer coisas muito ruins.
O que as empresas precisam fazer para lidar com esse futuro?
O valor mais importante para as empresas é detectar a mudança muito rápido e conseguir lidar com essa mudança. 
Os humanos e as empresas que conseguirem se adaptar a essas mudanças e que conseguirem mudar rápido serão líderes.
O Brasil vive uma crise econômica. Isso freou a capacidade de inovação das empresas?
Não, pelo contrário. Uma das coisas que eu percebo nos brasileiros é a abertura ao novo, a curiosidade e a vontade de se reinventar. 
Quando há uma crise, temos de colocar todas as forças na inovação, porque a única resposta agora é criar novas soluções. 
Não podemos usar ferramentas antigas para solucionar problemas novos. Por isso precisamos inovar. Especialmente em tempos de crise, inovar é a única saída.