Energia Solar Fotovoltaica Movimentará R$ 100 Bilhões até 2030





Energias alternativas são hoje um dos segmentos com maior potencial de crescimento no Brasil. 

A energia eólica saltou de cerca de 1% da matriz energética nacional para cerca de 6% em uma década. 

Agora, expansão semelhante é esperada em energia solar, com expectativa de até 2024 passar a responder por 4% da matriz energética brasileira, que é de apenas 0,02%. 

“Será um salto de 200 vezes em relação ao que temos hoje”, diz Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) até 2024 cerca de 1,2 milhões de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

Para se ter uma ideia do potencial do Brasil para produzir energia fotovoltaica, a radiação solar na região menos ensolarada é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, hoje o maior produtor de energia fotovoltaica. 

Para aproveitar este potencial o preço do kWp – medida de potência energética associada com células fotovoltaicas – está reduzindo e nos próximos anos o desafio será abrir novas linhas de crédito e financiamento. 

A tendência é de que surjam mais programas do governo e modelos de negócios, tornando o processo mais acessível.

Os custos da energia elétrica têm contribuído para impulsionar o número de instalações do sistema fotovoltaico. 

Os estados que mais instalam energia solar são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, sendo MG um dos pioneiros e com mais instalações e o RJ com melhor potencial e mais instalações por m². 

Na área empresarial, os estados que mais tem adotado e instalado sistema fotovoltaico são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

De acordo com a Resolução n.o 482, de 2012, o governo garante a todos – públicos residencial, comercial ou industrial – que optarem pela energia solar, descontos na conta de luz. 

“Ou seja, se o sistema gerar mais energia do que o consumido, a energia excedente será injetada na rede pública. Esta medição é realizada através de um medidor de energia bidirecional – fornecido pela concessionária local – que quantifica os quilowatts-horas injetados de energia solar. 

Este excedente será analisado e calculado, para que o consumidor receba um desconto em sua conta de luz”, explica o diretor da Divisão de Energia Solar da Fronius, Martin Drope.

A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. 

A China, Japão e Estados Unidos, atualmente, são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.

“O Brasil dispõe de um potencial gigantesco. A Europa possui 88 GW de energia fotovoltaica enquanto o Brasil está com menos de 1 GW instalado, ou seja, representa apenas 0,02% do potencial da matriz energética brasileira. 

Mas este sistema está cada vez mais acessível no Brasil”, destaca Drope, destacando que a Fronius já comercializou mais de 3 mil inversores solares no Brasil, com perspectiva de dobrar este número nos próximos anos.

Sustentabilidade: Estudo mostra retorno do investimento nas unidades de conservação


Estudo da Fundação Grupo Boticário feito em parques estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, mostra que as Unidades de Conservação garantem benefícios econômicos e sociais para a população





Estudo da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza feito em quatro Parques Estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba mostra que além de conservar o meio ambiente, promover o contato direto com a natureza e o aprendizado sobre a biodiversidade, as Unidades de Conservação também proporcionam aos municípios paranaenses e à população do entorno qualidade de vida e retorno econômico.

Para a promoção do estudo, foi desenvolvida uma metodologia capaz de quantificar benefícios sociais e econômicos trazidos pelas Unidades de Conservação. A técnica pode ser aplicada em qualquer outra Unidade de Conservação do país.

Os parques valorados no estado foram o: 

Parque Estadual das Lauráceas, entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; 
Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa; 
Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva; 
e Parque Natural Municipal Barigui, em Curitiba.

“Essas Unidades foram escolhidas justamente por serem diferentes entre si, o que possibilitou à equipe envolvida no estudo comprovar a aplicabilidade do roteiro metodológico”, disse Marion Letícia Bartolamei Silva, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário. Segundo ela, a conclusão é que todos os parques, independente de suas características, têm benefícios relevantes e geram retorno econômico à sociedade.

Com a participação do economista Carlos Young, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, foram considerados dez fatores que evidenciam os benefícios econômicos e sociais à população. 


“Fez parte desse levantamento fatores como a estimativa de impacto econômico gerado em função das atividades recreativas ligadas à visitação; e o quanto a proteção da vegetação nativa evita a erosão do solo, minimizando custos para a remoção de sedimentos em corpos hídrico”.



Além de uso público e erosão de solo evitada, ou outros benefícios valorados são o abastecimento de água, repartição de receitas tributárias (ICMS Ecológico), impacto das contratações e aquisições locais, educação ambiental, pesquisa científica, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), sequestro de carbono por restauração da vegetação e pecuária evitada.

O estudo mostrou que o Parque Estadual das Lauráceas tem um retorno sobre investimento de R$ 75 para cada real investido; Vila Velha, R$ 7,7; Marumbi, R$ 7,10; Cerrado, R$ 2,06 e o Barigui, R$ 12,50.

Ao todo, o retorno desses benefícios valorados soma mais de R$ 80 milhões à sociedade, sendo R$ 18,7 milhões do Parque Estadual das Lauráceas, R$ 13 milhões de Vila Velha, R$ 4,4 milhões do Pico do Marumbi, R$ 679 mil do Cerrado e R$ 43 milhões do Barigui.

Para o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, o estudo prova a importância ambiental, social, e agora econômica, das Unidades de Conservação. 

“Ele se mostrou importante, principalmente para a gente dar mais valor a essas unidades de conservação, que fora a beleza cênica e toda a questão de conservação da biodiversidade mostra que elas funcionam também como uma mola propulsora para o desenvolvimento regional dos municípios entorno. Também veio nos dizer o valor econômico do serviço prestado nesses locais fora toda a questão da biodiversidade”, disse.



PARQUES ESTADUAIS 

Parque Estadual das Lauráceas - Criado em 1979, não é aberto à visitação. Localizado nos municípios de Adrianópolis, Tunas do Paraná e Bocaiúva do Sul. 

Seu principal objetivo é conservar a biodiversidade e ser um ambiente de pesquisas e educação ambiental. Por sediar o parque, o município de Adrianópolis recebe um repasse de R$ 3 milhões ao ano de ICMS Ecológico, o que representa cerca de 18% do Valor Agregado de Serviços, e quase 3,5% do PIB municipal.



Parque Estadual de Vila Velha - Foi criado em 1953 para preservar as formações de arenito e os campos nativos do Paraná. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, tem mais de três mil hectares e diversas atrações, entre elas os arenitos, furnas e a Lagoa Dourada. Tem como gestor o Instituto Ambiental do Paraná.

Parque Estadual do Cerrado Localizado no município de Jaguariaíva, é uma das poucas reservas de cerrado existentes no Estado. 

Ao todo, o Paraná possui menos de 1% de seu território com remanescentes desse ecossistema, caracterizado por uma vegetação rasteira e de arbustos retorcidos. Além da vegetação de cerrado, o parque tem atrativos como o cânion do Rio Jaguariaíva e a cachoeira do Ribeirão São Antônio, formações naturais em rochas areníticas.



Parque Estadual Pico do Marumbi - É a maior unidade de conservação do Estado aberta ao público, com uma área que abrange os municípios de Morretes, Quatro Barras e Piraquara. Pela proteção à Floresta Atlântica, a unidade foi considerada patrimônio da humanidade e reserva da biosfera pela Unesco.

Composto por 8 cumes, o pico, inclui o Monte Olimpo, com 1.539 metros. 

É um dos pontos preferidos dos turistas para a prática do montanhismo. 

O conjunto se destaca pela altura, trilhas íngremes e conta com opções de escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades.



Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:


Via: www.aen.pr.gov.br

TCC Sem Drama

TCC Sem Drama

Economia de Baixo Carbono é meta para o governo brasileiro!







Durante a 22ª Conferência das Partes (COP 22) sobre Mudança do Clima, em Marrakech, no Marrocos, o Governo Brasileiro e instituições internacionais lançaram a Lab Brasil para o Financiamento do Clima. 

A medida mobiliza projetos voltados ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, contando com a participação de especialistas do setor público, da iniciativa privada e da sociedade civil com o objetivo estabelecer medidas inovadoras capazes de garantir o financiamento para ações de baixa emissão de gases de efeito estufa. ‎

Ocupando um papel estratégico na agenda ambiental mundial, o Brasil definiu as áreas de florestas, agricultura e energia como sendo as prioritárias para implementação de ações sustentáveis, pois os setores são considerados essenciais ao cumprimento das metas nacionais de corte de emissões. Para isso, é preciso reforçar o diálogo com o setor financeiro para explorar oportunidades de negócios, tudo dentro de uma economia de baixo carbono.

Segundo o Portal Brasil, a Lab Brasil faz parte de uma plataforma maior, o Global Innovation Lab, endossado pelo G7, grupo que reúne as principais economias mundiais: 

Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. 

Desde o lançamento, em 2014, o Lab atraiu cerca de US$ 600 milhões (R$ 1,9 bilhão) em compromissos de financiamento para projetos pilotos em energias renováveis, eficiência energética, agricultura inteligente e de uso da terra.

Com a implantação do Lab Brasil foi aberta uma nova frente de trabalho focada no Brasil, pois as propostas que serão selecionadas de acordo com critérios estabelecidos pelo Global Lab, deverão apresentar potencial para apoiar a implementação da meta brasileira de corte de emissões. 

As oportunidades de negócios a serem gerados dentro da economia de baixo carbono são imensas, tendo em vista a movimentação internacional para que sejam aplicadas as metas de redução dos gases do efeito estufa.


Para mais informações entre em contato conosco: 











Veja por que as aéreas estão investindo em responsabilidade social

Karina Cedeño




A fidelização do passageiro a uma companhia aérea poder estar relacionada a fatores que vão muito além do preço ou serviço oferecido. Isso porque hoje em dia muitos clientes optam por uma aérea considerando o papel de responsabilidade social que ela exerce.

Ao longo das últimas décadas, as companhias aéreas têm empreendido diferentes práticas ambientais sustentáveis, mas o foco continua sendo a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera. 

O setor do transporte é a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, representando 11% do total de 1.927 bilhão de toneladas – atrás apenas do setor agropecuário, segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Clima.

De acordo com a Anac, a quantidade de gás carbônico emitida depende do tipo de aeronave, mas, em média, atinge 70 gramas por passageiro por quilômetro. 

Em uma viagem de ida e volta entre Porto Alegre e Recife, por exemplo, uma aeronave emite 1,9 tonelada de gás carbônico por passageiro. Essa mesma quantidade de dióxido de carbono levaria 37 anos para ser absorvida por 13 árvores da Mata Atlântica em seu processo de fotossíntese.

Mas além do meio ambiente, também está na pauta das aéreas os impactos sociais e econômicos. Confira a seguir algumas medidas que têm sido adotadas para reduzi-los.

1- Melhor comunicação aeroportuária
As aéreas estão analisando também as áreas dos aeroportos, que geralmente são congestionadas, e atividades como o reabastecimento, que aumentam as emissões. 
Nesse ponto, um aspecto a ser melhorado é a comunicação entre os pilotos e os controladores de voo para evitar as filas de aviões à espera de autorização para pousos e decolagens. Durante a decolagem, as aeronaves são obrigadas a voar em círculos, queimando combustível desnecessariamente.

2- Aeronaves mais eficientes e biocombustível
Já não é de hoje que as companhias estão investindo em aeronaves mais eficientes, que poluam menos a atmosfera e que emitam menos ruído. 
O Brasil já está cogitando o uso de combustível renovável na aviação, o que envolve energia elétrica e bioquerosene.

3- Plantação de árvores
Outra medida que costuma ser tomada é a realização de voos neutros em carbono, por meio da plantação de árvores que absorvam o equivalente à quantidade de gás carbônico emitida pela aeronave.

4- Reciclagem de material a bordo
O uso de tecidos sustentáveis nas poltronas e a redução do papel gasto a bordo são algumas das alternativas encontradas pelas companhias aéreas.

5- Apoio a programas sustentáveis e comunidades locais
Muitas empresas têm revertido parte de suas receitas a ONGs e programas de incentivo à sustentabilidade, que dão a jovens de comunidades carentes a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho por meio de atividades em prol do meio ambiente.

Eventos focados no meio ambiente se destacam cada vez mais!

POR JORNAL A VOZ DA SERRA

A natureza em Nova Friburgo clicada por Henrique Pinheiro

O ano de 2017 foi reconhecido pela ONU como o ano do Turismo Sustentável. 

O turismo já foi o principal responsável pelas alterações ambientais em alguns lugares. Quanto mais crescia a demanda e o interesse por um destino, mais eram necessárias melhorias na infraestrutura.

Porém, com a crescente preocupação em relação à sustentabilidade, novos empreendedores, guias turísticos, agências e produtoras estão criando novos roteiros e atividades que influenciam o cuidado com a natureza e a preservação do meio ambiente.

Festival de Sustentabilidade

O Festival de Sustentabilidade reúne o Sílabas (Simpósio Latino Americano de Bioarquitetura e Sustentabilidade), a Expo Sustentável, o Espaço Sebrae, o Mercado Central – Edição Sustentável, e muitas outras atrações culturais e gastronômicas, palestras, oficinas, etc. 

O intuito do evento é debater e apresentar soluções sustentáveis para a sociedade.

O Festival acontece entre os dias 7 e 10 de setembro, a partir das 10h. A edição passada, realizada no Nova Friburgo Country Clube, contou com a presença de diversos especialistas no ramo e atraiu um público numeroso. 

Como a expectativa de público é igualmente grande este ano, a organização do evento levará o festival para a Praça do Suspiro. 

VI Endureco

O Endureco, que já está em sua 6ª edição, é uma prova de enduro a pé (trekking), um desafio em que é necessário superar obstáculos naturais percorrendo estradas, trilhas, riachos e montanhas em um tempo pré-estabelecido pela organização do evento.

O VI Endureco é um evento que concilia diversão e competição ao mesmo tempo, e que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente do condicionamento físico. 

Serão 150 participantes, que devem se unir em grupos de 2 a 6 pessoas para cumprir as provas. A 6ª edição acontece no dia 10 de setembro, domingo, às 8h, e é realizada pela 4x4 Cantos Ecoturismo.

Nova Friburgo e as atrações sustentáveis

No dia 13 de setembro, acontecerá a 9ª Feira da Sociobiodiversidade, realizada pela Usina Cultural. 

A Feira reúne diversos produtores orgânicos e oferece ao público alimentos frescos e saudáveis, além de bebidas artesanais e produtos sustentáveis.

O calendário friburguense está repleto de atrações que se preocupam com a saúde da sociedade e com a sustentabilidade do meio ambiente em que vivemos. 

A indústria turística, consequentemente, cada vez mais atrai um público que sabe a importância da preservação e busca cuidar da natureza para poder aproveitá-la da melhor forma. 

Sustentabilidade: Estudo mostra retorno do investimento nas unidades de conservação

Estudo da Fundação Grupo Boticário feito em parques estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, mostra que as Unidades de Conservação garantem benefícios econômicos e sociais para a população



Estudo da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza feito em quatro Parques Estaduais e um municipal, em parceria com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba mostra que além de conservar o meio ambiente, promover o contato direto com a natureza e o aprendizado sobre a biodiversidade, as Unidades de Conservação também proporcionam aos municípios paranaenses e à população do entorno qualidade de vida e retorno econômico.

Para a promoção do estudo, foi desenvolvida uma metodologia capaz de quantificar benefícios sociais e econômicos trazidos pelas Unidades de Conservação. A técnica pode ser aplicada em qualquer outra Unidade de Conservação do país.

Os parques valorados no estado foram o: 

Parque Estadual das Lauráceas, entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; 
Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa; 
Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva; 
e Parque Natural Municipal Barigui, em Curitiba.

“Essas Unidades foram escolhidas justamente por serem diferentes entre si, o que possibilitou à equipe envolvida no estudo comprovar a aplicabilidade do roteiro metodológico”, disse Marion Letícia Bartolamei Silva, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário. Segundo ela, a conclusão é que todos os parques, independente de suas características, têm benefícios relevantes e geram retorno econômico à sociedade.

Com a participação do economista Carlos Young, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, foram considerados dez fatores que evidenciam os benefícios econômicos e sociais à população. 

“Fez parte desse levantamento fatores como a estimativa de impacto econômico gerado em função das atividades recreativas ligadas à visitação; e o quanto a proteção da vegetação nativa evita a erosão do solo, minimizando custos para a remoção de sedimentos em corpos hídrico”.

Além de uso público e erosão de solo evitada, ou outros benefícios valorados são o abastecimento de água, repartição de receitas tributárias (ICMS Ecológico), impacto das contratações e aquisições locais, educação ambiental, pesquisa científica, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), sequestro de carbono por restauração da vegetação e pecuária evitada.

O estudo mostrou que o Parque Estadual das Lauráceas tem um retorno sobre investimento de R$ 75 para cada real investido; Vila Velha, R$ 7,7; Marumbi, R$ 7,10; Cerrado, R$ 2,06 e o Barigui, R$ 12,50.

Ao todo, o retorno desses benefícios valorados soma mais de R$ 80 milhões à sociedade, sendo R$ 18,7 milhões do Parque Estadual das Lauráceas, R$ 13 milhões de Vila Velha, R$ 4,4 milhões do Pico do Marumbi, R$ 679 mil do Cerrado e R$ 43 milhões do Barigui.

Para o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, o estudo prova a importância ambiental, social, e agora econômica, das Unidades de Conservação. 

“Ele se mostrou importante, principalmente para a gente dar mais valor a essas unidades de conservação, que fora a beleza cênica e toda a questão de conservação da biodiversidade mostra que elas funcionam também como uma mola propulsora para o desenvolvimento regional dos municípios entorno. Também veio nos dizer o valor econômico do serviço prestado nesses locais fora toda a questão da biodiversidade”, disse.

PARQUES ESTADUAIS

Parque Estadual das Lauráceas - Criado em 1979, não é aberto à visitação. Localizado nos municípios de Adrianópolis, Tunas do Paraná e Bocaiúva do Sul. 

Seu principal objetivo é conservar a biodiversidade e ser um ambiente de pesquisas e educação ambiental. Por sediar o parque, o município de Adrianópolis recebe um repasse de R$ 3 milhões ao ano de ICMS Ecológico, o que representa cerca de 18% do Valor Agregado de Serviços, e quase 3,5% do PIB municipal.

Parque Estadual de Vila Velha - Foi criado em 1953 para preservar as formações de arenito e os campos nativos do Paraná. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, tem mais de três mil hectares e diversas atrações, entre elas os arenitos, furnas e a Lagoa Dourada. Tem como gestor o Instituto Ambiental do Paraná.

Parque Estadual do Cerrado - Localizado no município de Jaguariaíva, é uma das poucas reservas de cerrado existentes no Estado. 

Ao todo, o Paraná possui menos de 1% de seu território com remanescentes desse ecossistema, caracterizado por uma vegetação rasteira e de arbustos retorcidos. Além da vegetação de cerrado, o parque tem atrativos como o cânion do Rio Jaguariaíva e a cachoeira do Ribeirão São Antônio, formações naturais em rochas areníticas.

Parque Estadual Pico do Marumbi - É a maior unidade de conservação do Estado aberta ao público, com uma área que abrange os municípios de Morretes, Quatro Barras e Piraquara. Pela proteção à Floresta Atlântica, a unidade foi considerada patrimônio da humanidade e reserva da biosfera pela Unesco.

Composto por 8 cumes, o pico, inclui o Monte Olimpo, com 1.539 metros. 

É um dos pontos preferidos dos turistas para a prática do montanhismo. 

O conjunto se destaca pela altura, trilhas íngremes e conta com opções de escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:


Zona Franca 'sustentável' atrairia olhares de investidores para Manaus, diz WWF Brasil

Os dados do Amazonas em relação ao desmatamento podem ser considerados como o ‘cartão postal negativo’. Só em agosto do ano de 2015 e julho de 2016, a atividade irregular aumentou 54%



Show mauricio

Maurício Voivodic é presidente da ONG ambiental WWF 
(Foto: Winnetou Almeida)





Amanda GuimarãesManaus
Uma Zona Franca pautada por questões da sustentabilidade atrairia olhares de investidores estrangeiros para Manaus, conforme o diretor-executivo da ONG ambiental WWF-Brasil, Maurício Voivodic. 
Isso alavancaria de vez a economia do Polo Industrial que só em dois anos, entre 2015 e 2017, demitiu 24 mil pessoas. As empresas atuavam com 107,9 mil trabalhadores em maio de 2015 e no mês deste ano com 84 mil.


Segundo Maurício, os dados do Amazonas em relação ao desmatamento podem ser considerados como o ‘cartão postal negativo’. Só em agosto do ano de 2015 e julho de 2016, a atividade irregular aumentou 54%. O Estado teve 1.099 quilômetros quadrados desmatados contra 712 de agosto de 2014 a julho de 2015.


“Uma Zona Franca verde seria um cartão de visita internacional para os investimentos. Uma indústria pautada por isso ou uma empresa do futuro, que segue a economia verde, pode se interessar pelo Amazonas. Acredito que saída dos investidores da Zona Franca se deu pela imagem que o Amazonas e o Brasil têm de não se preocupar com a sua floresta. Não podemos estar ligados a imagem de degradação e desmatamento”, disse Maurício.


O Sul do Amazonas foi a região que teve maior área desmatada, sendo os municípios de Lábrea, Boca do Acre, Apuí e Manicoré os campeões em destruir a floresta. “Realmente o desmatamento, não só no Amazonas, mas na Amazônia inteira cresceu muito no ano passado. Já vem crescendo desde 2014 e 2015. Isso aconteceu em áreas protegidas. O principal fator para tudo isso é a crise econômica. O orçamento do Ministério do Meio Ambiente foi afetado, além da economia dos estados integrantes da Amazônia. Isso acaba restringindo as atividades de fiscalização e controle”, comentou o representante da WWF.


Maurício continua defendendo que o Brasil precisa parar de destruir os ecossistemas. Ele acredita que um país pode crescer sem desmatar florestas. “O crescimento do Estado do Amazonas e da Amazônia vai acontecer quando o Brasil se livrar da fama de país que desmata a sua floresta e acaba com os seus ecossistemas. Na medida em que o Brasil conseguir controlar as atividades de poluição. Será um país do futuro. Conseguirá outros investimentos”, defendeu mais uma vez.


Para acabar com os altos índices de desmatamento, Maurício afirma que as unidades de conversação ambiental precisam ser fortalecidas. “Vamos conseguir diminuir a taxa de desmatamento quando as unidades de conservação forem fortalecidas. Elas estão fragilizadas, com baixo orçamento e com gestões não desejadas. Controlar as atividades ilegais, como exploração de madeira e cria de pecuária dentro dessas áreas também são pontos que podem ser praticados. Por fim, precisamos estimular uma forma que as pessoas entendam que vale mais a pena manter a floresta em pé”, disse Voivodic.


Retrocessos


O representante da WWF também ressalta que o Brasil avançou durante 15 anos nas agendas ambientais, mas tudo foi deixado para trás nos últimos dois anos. Segundo ele, o Governo Federal se esqueceu das ‘propostas ambiciosas’ que promoviam melhorias em questões socioambientais.


“O país até avançou e apresentou metas de redução para combater as mudanças climáticas, mas tudo foi deixado para trás. Todo compromisso foi esquecido pelo Governo. O congresso tem um movimento muito articulado pelos deputados aliados de questões rurais para flexibilizar o assunto das reservas. Eles pretendem reduzir as áreas de proteção ambiental”, comunicou.


Uma das propostas citadas por Maurício são as medidas provisórias MP756/16 e MP 758/16, vetadas pelo presidente Michel Temer. A primeira alterava os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamaxim. Já a segunda modificaria os limites do Parque Nacional do Parque Nacional do Jamanxim e criaria a Área de Proteção Ambiental Rio Branco para dar passagem à Estrada de Ferro.


“Eram duas medidas provisórias, que foram originalmente apresentadas pelo Ministério do Meio Ambiente. Quando isso entrou no congresso, os deputados foram mudando o teor da proposta e aumentando o estrago. Ou seja, reduzindo a proteção dessas áreas em quase 600 mil hectares de floresta. A sociedade fez a pressão e as propostas foram vetadas pelo presidente. Mas pode voltar, porque ainda querem transformar as medidas em projetos de lei”, explicou.


Segundo a WWF, a ameaça paira sobre cerca de 10% do território das unidades de conservação federais, numa estimativa conservadora. Ofensiva contra as áreas protegidas vai de Norte a Sul do país e envolve uma área de cerca de 80 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do território de Portugual.


Demarcação de terras


Conforme Maurício, as terras indígenas é uma das formas mais eficientes para combater o desmatamento na Amazônia e no mundo. “Tradicionalmente, os povos indígenas vivem dos produtos que a própria floresta impõe. Então, eles não precisam desmatar para conseguirem sobreviver, porque vivem em uma interação com a floresta. O desmatamento impacta na vida deles, porque dependem de cipó, sementes, coleta de frutos, raízes e caça”, explicou.


A WWF acredita que se os processos de demarcação de terras continuassem mais áreas seriam preservadas “A demarcação é um processo muito importante no reconhecimento dessas áreas. É algo que precisa ser feito com diálogo. Defendemos que esse processo continue, mas que tudo seja feito como transparência”, comentou Voivodic.


Atuação no AM


A WWF é uma ONG brasileira, participante de uma rede internacional e comprometida com a consevação da natureza dentro do contexto social e econômico brasileiro. No Amazonas, segundo Maurício, a instituição atua em parceria com outros órgãos, como o Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas);


“Acreditamos que por meio das parcerias conseguimos avançar. No Amazonas, trabalhos com base nisso. Nosso foco principal é o Sul do Estado, já que é a região mais ameaçada do ponto de vista do desmatamento. Trabalhamos no apoio da realização de atividades sustentáveis, além de trabalhar no fortalecimento das áreas de preservação”, concluiu Maurício
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