Cidades Criativas da UNESCO celebram “Dia da Gastronomia Sustentável”

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO — da qual Florianópolis é membro na categoria Gastronomia — está celebrando neste dia 18 de junho o Dia da Gastronomia Sustentável. 

Considerando a importância global do dia, a Rede quer compartilhar as melhores práticas e promover a criatividade no campo da gastronomia sustentável. Diversas cidades ao redor do mundo estão discutindo o tema e desenvolvendo atividades relacionadas.



Como Cidade UNESCO da Gastronomia, Florianópolis está divulgando a data no Brasil como forma de reforçar a importância da cultura gastronômica com foco em produtos locais e sustentáveis. 

“O Programa Florianópolis Cidade UNESCO da Gastronomia tem o compromisso de estimular o consumo de produtos locais e sustentáveis, pois são estes produtos que tornam a nossa cultura gastronômica singular e tão valorizada”, analisa a presidente da FloripAmanhã, Anita Pires. 

“Temos na nossa região uma boa produção de hortaliças, com crescente valorização dos produtos orgânicos, sem falar nos pescados e ostras frescos que formam a base da nossa culinária”, completa.

Em 23 de novembro de 2016, a Assembléia Geral das Nações Unidas designou 18 de junho como Dia da Gastronomia Sustentável. 

A decisão reafirma a resolução 70/1, de 25 de setembro de 2015, intitulada “Transformar o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, na qual adotou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, inclusive promovendo o desenvolvimento agrícola, segurança alimentar, nutrição, produção sustentável de alimentos e Conservação da biodiversidade.

Grupo Gestor

O Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia — cuja coordenação técnica é realizada pela Associação FloripAmanhã — conta com a participação da ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina), CDL Florianópolis, CEART/UDESC (Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina), Faculdades Estácio/ASSESC, Fecomércio – SC, Florianópolis e Região Convention & Visitors Bureau, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Minha Floripa, SANTUR, SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), Secretaria Municipal de Turismo de Florianópolis, SESC (Serviço Social do Comércio de Santa Catarina), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina), SHRBS (Sindicato de Hotéis Restaurantes Bares e Similares de Florianópolis), UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

O Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia tem como parceiros estratégicos a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Bristish and American, Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), SEBRAE-SC, SENAC e Propague.

Além de Florianópolis, a Rede Mundial de Cidades Criativas – Gastronomia é composta pelas cidades de Shunde e ChengDu (China), Tsuruoka (Japão), Popayán (Colômbia), Zahlé (Libano), Jeonju (Coréia do Sul), Östersund (Suécia) e as novas integrantes (desde dezembro 2015) Belém (Brasil), Ensenada (México), Rasht (Irã), Dénia (Espanha), Tucson (EUA), Phuket (Tailândia) e Gaziantep (Turquia).

Complexo Turístico Itaipu completa 10 anos de turismo sustentável

radiocultura 


Quase 4,5 milhões de pessoas já visitaram os atrativos do Complexo Turístico Itaipu (CTI), desde 2007, quando foi adotado na usina de Itaipu o modelo de turismo sustentável. 

Nestes 10 anos, completados na quinta-feira, 1, a atuação do CTI foi reconhecida pela Organização Mundial de Turismo (OMT) em duas oportunidades: com o Prêmio de Excelência e Inovação do Turismo e como exemplo de modelo de turismo sustentável na página da entidade.

Nesse modelo desenvolvido pelo CTI e administrado pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Fundação PTI), o dinheiro obtido com a venda dos ingressos das sete atrações turísticas paga toda a operação – incluindo custos com renovação da frota de ônibus e combustível, e 140 empregos diretos e 150 indiretos. 

Além disso, parte dos recursos vai para o Fundo Tecnológico. Desde 2007 até maio deste ano, quase R$19 milhões foram destinados a esse fundo, que financia projetos do PTI, nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, inovação, educação e empreendedorismo.

O gerente do CTI, Yuri Benites, explica que, dentro do PTI, esse recurso é distribuído entre uma série de iniciativas do Parque voltadas ao desenvolvimento da região, como bolsas de pesquisa, laboratórios, e programas e projetos, como o Estação Ciências; Ciência, Tecnologia e Inovação; a Incubadora Santos Dumont; e o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb). 

Foi esse modelo que, em 2016, recebeu um dos prêmios mais importantes do setor no mundo, o da OMT; e que foi citado como exemplo no site da organização, que declarou 2017 como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento.




Benites conta que muitos turistas elogiam o modelo do complexo. “Eles entendem que estão pagando por um serviço e que recebem um acompanhamento nessa visita. 

Esse é um diferencial nosso, porque não são todos os atrativos que têm visita guiada. Os visitantes também ficam contentes ao saber o destino que é dado à receita obtida”, afirma.

O gerente ressalta ainda que, ao longo destes 10 anos em que o CTI vem sendo administrado pela Fundação PTI, a principal preocupação é com a melhoria da experiência do turista. 

“Todo o modelo vem sendo cada vez mais pensado para a experiência do turista, saindo um pouco somente da contemplação, que é como era feito desde o tempo da construção da usina, quando as pessoas já visitavam a obra”, diz.

Para isso, as características dos passeios vêm sendo adaptadas pensando nos visitantes, como, por exemplo, os tempos e pontos de parada dos sete atrativos: Visita Panorâmica, Circuito Especial, Kattamaram, Refúgio Biológico, Iluminação da Barragem, Ecomuseu e Polo Astronômico.

Em virtude da crescente procura pelo passeio mais completo da usina, o Circuito Turístico, o CTI também aumentou a capacidade de atendimento da atração, a partir desta quinta-feira. 

A grade de horários foi reformulada, e o número de saídas caiu de oito para seis diárias, mas a capacidade dos ônibus em cada uma delas aumentou.

Comemoração

O CTI preparou uma programação especial para comemorar os 10 anos de turismo sustentável: durante toda o dia, no hall de entrada do complexo, foi apresentada uma exposição sobre os resultados desse modelo, e um vídeo com a explicação sobre o destino dos recursos dos ingressos foi exibido no Centro de Recepção de Visitantes (CRV). 

Durante os passeios, também foram sorteados brindes para os visitantes.

Dia do Meio Ambiente: confira cinco destinos nacionais voltados para o turismo sustentável

Rico em Biodiversidade, reservas de água doce, litoral extenso e florestas preservadas, o Brasil é apontado pelo Fórum Econômico Mundial como número um em recursos naturais entre os 136 países analisados. 

As belezas naturais, associadas ao lazer, atraem tanto turistas estrangeiros como brasileiros interessados em conhecer cada vez mais o Brasil. 

O tema é tão importante que 2017 foi eleito pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. 

No Brasil, entre os parques nacionais mais visitados, estão biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Ilhas Oceânicas que integram a lista dos destinos brasileiros reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira (05), a Agência de Notícia do Turismo escolheu cinco roteiros para quem gosta de natureza e aventura fora da lista dos mais procurados, mas tão belos e atrativos quanto os mais badalados. 

Nordeste 


                   Divulgação Embratur Delta do Parnaíba

O Delta do Parnaíba (PI), localizado na Rota das Emoções, entre os Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE) é uma das regiões mais preservadas do Brasil. O destino é explorado a partir da histórica cidade de Parnaíba. 

As praias de Luiz Correia e a Lagoa do Portinho também fazem parte do roteiro. 

São 73 ilhas fluviais, manguezais, lagoas e dunas espalhados pelos cinco canais do delta do rio Parnaíba. 

A cultura local, o artesanato e a gastronomia regional completam o roteiro do litoral nordestino regado à cajuína, bebida típica do Piauí feita de caju. 

Centro-Oeste 

Reprodução/Edevilson Arneiro
Serra do Roncador

A Serra do Roncador (MT) é o divisor de águas entre o Araguaia e o Xingu. 

O roteiro é formado por chapadas de até 700 metros de altitude, rios e dezenas de cachoeiras, além da exuberante fauna e flora em meio a paisagem da cordilheira de 800 km que se estende até o Pará. 

As expedições, em carros tracionados, começam em Barra do Garças, na divisa de Mato Grosso e Goiás à 500 km de Cuiabá. 

Além das opções de turismo de aventura, a região é mística e marcada pelo uivo noturno dos ventos entre os paredões, além do misterioso desaparecimento do explorador inglês, o coronel Percy Fawcett, que, em 1925, sumiu em busca da cidade mística de Eldorado e nunca foi encontrado. 

Há também relatos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). 

Norte 

Divulgação/Embratur
Monte Roraima

A partir da capital de Roraima, Boa Vista, os amantes de longas caminhadas buscam o platô do Monte Roraima, de 2.723 metros de altitude, na fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. 

A paisagem é deslumbrante. No local, os turistas contemplam paredões e formações rochosas curiosas esculpidas pela ação do tempo. 

A aventura inclui trekking e escalada, passando por savanas, rios e cachoeiras até chegar ao topo. Além de ser um dos pontos mais altos do Brasil, o Monte Roraima abriga a Angel Falls (Cachoeira dos Anjos), considerada a maior do mundo. São 979 metros, sendo 807 de queda livre, já no lado venezuelano. 

O passeio pode durar até uma semana de caminhadas ou algumas horas, se feito de helicóptero. 

Sudeste 

Reprodução/Evandro Rodney
Parque Estadual do Ibitipoca

A cidade de Conceição do Ibitipoca (MG) ou "Ibiti" é o destino de quem busca o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais atrativos naturais do Sul de Minas. 

As trilhas, entre 5 e 16 km, com diferentes níveis de dificuldade, levam os visitantes para atrativos variados como a Gruta dos Viajantes, a Cachoeira dos Macacos, o Pico do Peão, a Prainha e a Janela do Céu, o cartão-postal do parque. 

Fora do parque, a paisagem pode ser contemplada e veículos 4 x 4 ou em passeios de barco pelo Rio Grande. 

O destino, pertinho de Juiz de Fora, se completa com a beleza singular das vilas entre as montanhas cobertas pelo verde intenso da região. 

O turista ainda encontra pousadas, bares e restaurantes com o melhor da cozinha mineira e lojas de artesanato. 

Sul 

Divulgação/Embratur
Divulgação/Embratur - Cambará do Sul
Cambará do Sul

Cambará do Sul (RS) e Praia Grande (SC) são os destinos favoritos para quem quer aproveitar a beleza cênica da Serra Geral entre os dois estados e os atrativos naturais do Parque Nacional Aparados da Serra. 

A parte alta fica no Rio Grande do Sul. Já o interior dos cânions, em Santa Catarina. 

Itaimbezinho (pedra afiada) e Fortaleza são os cânions mais procurados pelos turistas que buscam ecoturismo e aventura entre os paredões e cachoeiras de mais de 700 metros de altura. 

As trilhas do Vértice, do Cotovelo e do Rio do Boi permitem acessar o interior dos cânions. As trilhas Borda do Fortaleza, Mirante e Pedra do Segredo são estratégicas para contemplação da paisagem do alto.

Ministério do Turismo

Os segredos do chef norte-americano Rick Moonen, o “padrinho da sustentabilidade”



Rick Moonen criou um menu especial com Bel Coelho para 
food truck de Las Vegas que rodou por São Paulo || Créditos: 
Divulgação
Por Nataly Costa para a revista PODER de maio


Saber de onde vem a comida que se coloca no prato e, mais do que isso, trabalhar para proteger essa fonte. 

É assim que funciona a cozinha do chef norte-americano Rick Moonen, especialista em frutos do mar e um conhecido militante contra a pesca predatória nos Estados Unidos. 

Sustentabilidade é regra nos dois restaurantes que ele comanda em Las Vegas: o RM Seafood e o RX Boiler Room, ambos no badalado The Shoppes at Mandalay Place. 

Recentemente, Moonen criou um menu a quatro mãos com a chef Bel Coelho, do restaurante Clandestino, em São Paulo, que também faz sua parte na área da sustentabilidade ao dar preferência a ingredientes orgânicos e oriundos de pequenos produtores. 

“Quando você trabalha com outro chef, nunca sabe que mágica vai sair. Com a Bel foi muito interessante porque usamos ingredientes frescos das duas culinárias”, explica Moonen. 

O resultado foi uma salada de papaia verde com tempero asiático e peixe com purê de couve-flor, entre outras delícias, que foram servidos em um food truck montado em São Paulo.

“Quando digo às pessoas para se alimentarem de forma sustentável, estou dizendo para comerem de maneira mais diversificada”, explica Moonen, que dá palestras mundo afora sobre os perigos da pesca excessiva de uma única espécie – como o peixe-espada, por exemplo – e faz questão de servir em seus restaurantes espécies menos tradicionais. 

“Nós, cozinheiros, estamos na linha de frente e vemos a escassez de alguns peixes”, comenta ele, que tem como guru a austríaca Nora Pouillon, do Nora, primeiro restaurante orgânico do mundo.

Com a bandeira da culinária responsável, Moonen tenta criar algo novo todo dia. Seu desafio atual é gourmetizar peixes menos nobres, como a sardinha – inclusive aquela enlatada, de supermercado. 

“Estou chamando de ‘da lata-para-a-mesa’. Vai ser grande! Não apenas farei pratos deliciosos como vou aproveitar o que alguns usam apenas como isca. São peixes ricos em ômega 3 e pobres em toxinas como o mercúrio.”

E tudo isso em uma cena gastronômica das mais efervescentes do mundo. 

“Las Vegas me abraçou e entendeu minha mensagem. 

Me sinto sortudo de viver em uma cidade tão generosa em relação à comida.”

“Turista do futuro se preocupará com ética e sustentabilidade”, diz estudo

 



O futuro do viajante ético foi debatido na Social and Sustainable Tourism Summit 2017

De acordo com o relatório Future Traveler Tribes 2030 da Amadeus, foi apontada a crescente tendência em relação ao viajante do futuro e à relevância das estratégias de responsabilidade social corporativa para atender a esse segmento. 

Apontamentos foram realizados a convenção Social and Sustainable Tourism Summit 2017, realizada em Cancún nos dias 4, 5 e 6 de maio.

Durante o painel “Entendendo e nos Comunicando com o Novo Turista” do evento, Adolfo Jiménez, diretor comercial da Amadeus no México, disse que “o desafio não está somente em localizar esta tendência no contexto das viagens, mas em transformar a maneira pela qual conduzimos diversos processos dentro da nossa indústria. 

Como empresa de tecnologia acreditamos estar em uma posição privilegiada para propiciar e facilitar essa troca”.

Destacou-se também a previsão de uma nova tribo de viajantes éticos, turistas que tomarão decisões utilizando como norte o respeito pelo meio ambiente e a inclusão de diferentes grupos sociais em suas atividades e viagens. 

Eles são um dos seis grupos apontados como Tribos de 2030 pela Amadeus e a cada um, é necessário adaptar o futuro das viagens.

A Amadeus IT Group deu passos concretos em termos de responsabilidade social, medindo de maneira efetiva as emissões de gases de efeito estufa e comprometida com o turismo sustentável. 

A Amadeus também foi a única empresa de tecnologia da indústria de viagens presente pelo quinto ano consecutivo no Índice Dow Jones de Sustentabilidade e, no âmbito da América Latina, contribui socialmente por meio de diversos programas de voluntariado e de apoio à educação.

Apple pretende usar mais materiais reciclados em dispositivos

A empresa assegurou em seu relatório de meio ambiente que se propôs o "desafio de um dia não depender nem um pouco da exploração mineira"

Por AFP



Apple: "As cadeias de suprimentos tradicionais são lineares. 

Os materiais são extraídos, os produtos são manufaturados, e muitas vezes acabam em aterros sanitários após o uso. 

Em seguida, o processo começa de novo e mais materiais são extraídos da terra para novos produtos" (Lucy Nicholson/Reuters)

A empresa de tecnologia americana Apple estabeleceu o objetivo de “um dia” utilizar apenas materiais reciclados para fabricar seus dispositivos, segundo seu relatório de meio ambiente de 2017, publicado nesta quinta-feira.

“As cadeias de suprimentos tradicionais são lineares. Os materiais são extraídos, os produtos são manufaturados, e muitas vezes acabam em aterros sanitários após o uso. 

Em seguida, o processo começa de novo e mais materiais são extraídos da terra para novos produtos”, aponta o grupo em seu relatório.

“Acreditamos que nosso objetivo deveria ser uma cadeia de suprimentos de circuito fechado, onde os produtos sejam fabricados usando só recursos renováveis ou materiais reciclados”, sugere.

A companhia assegura no documento que se propôs o “desafio de um dia não depender nem um pouco da exploração mineira”, embora não tenha estabelecido uma data concreta para alcançar esta meta.

Todos os aparelhos que a companhia fabrica, como o iPhone e o iPad, requerem grandes quantidades de alumínio, cobre, ouro, prata, estanho, cobalto e tungstênio, entre outros.

“Nosso objetivo é uma cadeia de suprimentos de circuito fechado” que não exija a extração de recursos naturais, afirmam.

A Apple lembrou que seus clientes podem entregar seus dispositivos velhos à empresa e disse que trabalha em “novas técnicas de reciclagem”, como seu robô Liam, que recupera materiais dos iPhone 6.

“É um objetivo ambicioso, que requererá muitos anos de colaboração entre várias equipes da Apple, nossos fornecedores e especialistas em reciclagem, mas o trabalho já começou”, acrescenta o texto.

O Greenpeace qualificou o anúncio da empresa de “um grande passo” para o setor tecnológico, mas fez algumas observações.

“Embora passar a 100% de materiais reciclados seja essencial para reduzir o impacto ambiental do setor, também é fundamental que a Apple e as demais empresas tecnológicas concebam produtos que durem, sejam fáceis de consertar e recicláveis no final da sua vida”, afirmou Gary Cook, especialista em tecnologia da ONG, citado em um comunicado.

“O compromisso da Apple é ambicioso”, continuou, “e mostra a necessidade de um maior sentimento de urgência em todo o setor (tecnológico) para reduzir o consumo de recursos e os resíduos eletrônicos que têm um impacto importante no meio ambiente e na saúde humana”, acrescentou.

Cook instou outras grandes marcas tecnológicas, como Samsung, Huawei e Microsoft, a seguir a iniciativa pioneira da Apple.

A empresa não detalhou qual proporção de materiais reciclados utiliza atualmente para fabricar seus produtos.

O grupo se comprometeu a diminuir mais o consumo energético da sua produção, apontando que 96% da eletricidade que utilizou em suas instalações do mundo todo no ano passado procedia de uma fonte renovável, chegando a 100% nos Estados Unidos e na China.

Este shopping na Suécia só vende produto reciclado

O shopping ReTuna é uma parceria entre o governo municipal, organizações sem fins lucrativos e empresas locais. Lá, nada se perde, tudo se transforma...

(ReTuna/Reprodução)

São Paulo – A Suécia é reconhecidamente um dos países com melhor gestão de lixo do mundo. 

Não à toda, o país nórdico possui um shopping inteiramente voltado para produtos reciclados e recuperados.

Inaugurado em 2015, o ReTuna fica na cidade de Eskilstuna, a 100 quilômetros de Estocolmo. 

O centro comercial funciona de três formas.

Em parte, é um depósito de reciclagem, onde os visitantes podem descartar móveis ou roupas que não usam mais. 

Os funcionários locais classificam os itens recebidos e decidem o que pode ser distribuído às lojas do shopping para ser reaproveitado.


(ReTuna/Reprodução)

A outra parte é a experiência de compra. O ReTuna possui 15 lojas, que comercializam móveis para decoração, utensílios domésticos, eletrônicos remodelados, artigos esportivos e de vestuário. 

Além disso, há um restaurante com menu de alimentos frescos e de origem sustentável e instalações para conferências.


(ReTuna/Reprodução)

A terceira parte, e talvez a mais bacana de todas, é a vocação educacional do espaço. Várias dessas lojas também funcionam como showrooms “faça você mesmo”, onde os clientes podem aprender tarefas como reparar itens domésticos, customizar roupas ou criar suas próprias luminárias.

Os visitantes também podem se inscrever em um programa de design, reciclagem e reúso com duração de um ano. 

O shopping é uma parceria entre o governo municipal, organizações sem fins lucrativos e empresas locais.
Fonte: www.exame.abril.com.br