1º ENCONTRO PEFC CERFLOR DE SUSTENTABILIDADE




Reunir os principais protagonistas da certificação florestal do Brasil para compartilhar experiências bem sucedidas e mostrar como a prática valoriza - ainda mais - empresas, marcas e produtos. 

Esse é o objetivo do 1º Encontro PEFC CERFLOR de Sustentabilidade que acontecerá no próximo dia 16 de maio, em São Paulo/SP.

O evento é uma iniciativa do PEFC International, com realização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

O PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification) é o maior sistema de certificação florestal do mundo e reconhece internacionalmente o Programa Brasileiro de Certificação Florestal (CERFLOR).

LOCAL DO EVENTO

Auditório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) - Rua Surubim, 504 - 9º andar, Brooklin Novo, São Paulo - São Paulo

Acesse o site do evento - Leia mais... → - 




































Accor abre Novotel sustentável em Londres; conheça

Divulgação
Um dos quartos do novo empreendimento
Um dos quartos do novo empreendimento

Foi inaugurado hoje em Londres o Novotel Canary Wharf. Localizado no complexo de edifícios de mesmo nome, o empreendimento conta com 313 quartos, incluindo 26 suítes projetadas individualmente, e oferece nove salas de reuniões com design baseado nas commodities trazidas das Ilhas Canárias. 

O hotel também dispõe de academia, piscina e sauna no piso inferior, além de acesso gratuito a wi-fi.

"Unindo-se a uma rede de 33 hotéis da marca Novotel no Reino Unido, esta unidade é um excelente exemplo da nossa ambição de criar uma acomodação inovadora, com apartamentos sustentáveis que atendem às necessidades em constante mudança do hóspede moderno, bem como fornecer serviços de primeira classe para a população local”, afirma o diretor geral da Accor Hotels no Reino Unido e Irlanda, Thomas Dubaere.

O Novotel Canary Wharf será o primeiro da rede no Reino Unido a ter uma horta e está alinhado ao plano Planet 21 da Accor Hotels, que apoia a agricultura urbana por meio da plantação de mil hortas nos hotéis do grupo até 2020.

Os visitantes podem desfrutar de vistas panorâmicas de Londres nos últimos andares do restaurante Bokan 37, do bar Bokan 38 e do terraço Bokan 39, e também terão à disposição o Canary Coffee, no piso térreo, que foi elaborado para atender às necessidades da população que trabalha no local, além dos hóspedes do hotel.

Acabamos de ultrapassar o maior nível de CO2 na atmosfera em milhões de anos

Por HS

                                Guy Gorek / Flickr


O mundo acabou de passar por um novo marco climático. Os cientistas tinham previsto que isso aconteceria este ano – e aconteceu.

O Observatório Mauna Loa, no Havaí, registou a semana passada a sua primeira leitura de dióxido de carbono com mais de 410 partes partes do gás por milhão de moléculas de ar: 410,28 ppm.

Segundo a Scientific American, o dióxido de carbono não atingia níveis tão altos há milhões de anos. 

Os números representam a nova atmosfera com que a humanidade terá de lidar no futuro – uma atmosfera que está a absorver mais calor e a fazer com que o clima mude a um ritmo acelerado.

No que já se tornou uma tradição de primavera, o dióxido de carbono tem vindo a estabelecer todos os anos nesta altura um recorde anual desde que começaram as medições.

Em 1958, quando os registos começaram a ser feitos, em Mauna Loa, os níveis de CO2 eram de 280 ppm. 

Em 2013, tinha ultrapassado pela primeira vez as 400 ppm. Apenas quatro anos depois, a marca de 400 ppm já não é uma novidade – é a norma.

“É muito deprimente que o marco das 400 ppm tenha sido derrubado”, declarou o mês passado ao portal do centro de pesquisa Climate Central Gavin Foster, investigador paleoclimático da Universidade de Southampton.

“Esses marcos são apenas números, mas dão-nos a oportunidade de fazer uma pausa, fazer um balanço e comparações úteis com o registo geológico”, disse Foster.

El Niño e emissões humanas

No início deste ano, cientistas do Met Office, do Reino Unido, emitiram a sua primeira previsão, tendo projectado que o CO2 poderia chegar às 410 ppm em março – e que quase certamente chegaria a esse nível em abril. A sua previsão foi confirmada com o registo diário da passada terça-feira, dia 18.

A animação feita pela NASA, mostra como o dióxido de carbono se move à volta do planeta. 

De acordo com os cientistas, a projecção é que a média mensal de dióxido de carbono na atmosfera chegará a um pico próximo de 407 ppm em maio, estabelecendo um novo recorde do valor de média mensal de CO2 na atmosfera.

As concentrações de dióxido de carbono têm subido vertiginosamente nos últimos dois anos, devido em parte a factores naturais como o El Niño, fazendo com que uma quantidade maior do composto acabe na atmosfera.

Porém, o aumento é principalmente impulsionado pelas quantidades recorde de dióxido de carbono que os seres humanos estão a produzir, em particular com a queima de combustíveis fósseis.

“A taxa de aumento irá diminuir quando as emissões diminuírem”, afirma Pieter Tans, cientista da NOAA, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, em entrevista à Scientific American.

“Mas o nível de dióxido de carbono ainda continuará a subir, embora mais lentamente. Apenas quando as emissões forem reduzidas a metade do valor actual o nível de dióxido de carbono atmosférico vai parar de aumentar”, conclui Tans.

Mesmo assim, ainda que as concentrações de dióxido de carbono parassem de aumentar, o impacto das mudanças climáticas vai estender-se por séculos futuros.

Nos últimos anos, o planeta aqueceu 1°C, incluindo uma constante de 627 meses consecutivos de calor acima do normal. O nível do mar aumentou 30 centímetros, e os oceanos acidificaram-se. 

Além disso, o calor extremo tornou-se mais comum.

A este ritmo, estamos a encaminhar-nos para que até meados deste século venhamos a ter um clima nunca visto em 50 milhões de anos.



Mudança climática acidifica oceanos e pode prejudicar vida marinha

Acidificação causada por dióxido de carbono (CO2) pode afetar espécies vegetais marinhas e prejudicar cadeia alimentar

Imagem de satélite mostra fitoplâncton florescendo na superfície do oceano, formando uma faixa de cor leitosa (abaixo, à direita) – Foto: Divulgação / Nasa
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Amostras de espécies vegetais marinhas (fitoplâncton) analisadas em pesquisa do Instituto Oceanográfico (IO) da USP mostram os efeitos futuros das mudanças climáticas nos oceanos. 

O trabalho do pesquisador Marius Müller revela que a acidificação dos oceanos, causada pelo aumento das emissões antropogênicas (feitas pela atividade humana) de dióxido de carbono (CO2), prejudica a calcificação de fitoplâncton, podendo interferir na cadeia alimentar marinha. 

Ao mesmo tempo, o estudo traz indícios do aumento da fotossíntese das algas, o que pode ampliar a absorção de CO2 do oceano e reduzir os efeitos do aquecimento global.

Em parceria com pesquisadores da Universidade da Tasmânia (Austrália), Müller coletou amostras de fitoplâncton calcificado na região do Oceano Austral, cujas águas banham a Antártida. 

“A importância dos fitoplânctons é pouco conhecida. Por exemplo, são eles os responsáveis pela produção da metade do oxigênio que a população da Terra respira”, destaca. 

“Os fitoplânctons também são importantes porque são a base da cadeia alimentar no ambiente marinho, assegurando a sobrevivência de diversas espécies de animais.”


.Calcificação de fitoplâncton no estágio atual dos oceanos (esq.) e na simulação do aumento da acidificação das águas (dir.) – Imagem: cedida pelo pesquisador

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Depois da coleta das amostras, foram isoladas em laboratório algas da espécie Emiliana huxleyi, que pertence ao gênero dos cocolitóforos. 

“São algas microscópicas, com 5 a 10 micrômetros de diâmetro cada uma, que produzem placas de carbonato de cálcio”, conta o pesquisador. 

“Quando elas florescem na superfície do oceano em grande quantidade, formam uma grande faixa de cor leitosa, que pode ser vista em imagens de satélite.”
Mudanças climáticas

As algas foram cultivadas e submetidas a experimentos que simulam as condições futuras dos oceanos. 

“Um dos fenômenos estudados foi a acidificação do oceano, causada pelo aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) devido à atividade humana”, relata Müller. 

Em contato com a água, o CO2reage e forma o ácido carbônico, que diminui o pH das águas oceânicas. “Também foram verificados os efeitos da diminuição de nutrientes no crescimento e no desenvolvimento do fitoplâncton.”


.Amostra de fitoplâncton no banco de microrganismos do Departamento de Oceanografia Biológica do IO – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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Os resultados do estudo apontam que a maior acidez da água e a limitação de nutrientes afetam a formação das placas de carbonato de cálcio. 

“Elas se deterioram e, em alguns casos, até não chegam a se formar, ou seja, não há calcificação”, ressalta o pesquisador. 

“Isso pode afetar a cadeia alimentar marinha, hipótese que precisa ser verificada por novas pesquisas.”

Pesquisador Marius Müller simulou efeitos futuros das mudanças climáticas em espécies vegetais marinhas – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A pesquisa também mostrou que, quando é simulado o aumento das emissões, o efeito relativo do CO2 no desenvolvimento do fitoplâncton é o mesmo com nutrientes suficientes ou limitados. 

“Na verdade, é possível supor que com mais CO2 na água, as algas fazem mais fotossíntese, o que auxilia no crescimento do fitoplâncton”, observa Müller. 

“Isso pode aumentar a capacidade de absorção de CO2 do oceano, incluindo o de origem antropogênica.”

A pesquisa foi orientada pelos professores Frederico Brandini, do IO, e Gustaaf Hallengraeff, da Universidade da Tasmânia. 

O estudo teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do programa Ciência sem Fronteiras e do Australian Research Council (ARC). 

Os resultados dos experimentos são descritos em artigo publicado pela revista científica The ISME Journal, editada pela International Society for Microbial Ecology (ISME) e que integra o Nature Publishing Group, sediado no Reino Unido.

Mais informações: e-mail mnmuller@usp.br, com Marius Müller

Educação e Sustentabilidade




















A fragilidade da natureza é mais uma das crenças arrogantes e autocentradas da espécie humana; a Terra nos precede de bilhões de anos, e estará aqui quando não estivermos mais. 

Nossa capacidade de destruição é imensa, proporcional à estupidez: podemos, sim, arrasar montanhas, criar ilhas de garrafas plásticas nos mares, desmatar sem qualquer limite, envenenar rios e o próprio ar, podemos até aniquilar outras espécies.

Se prosseguirmos nessa loucura destruiremos nosso habitat e a nós mesmos, moral e materialmente; e uns poucos séculos depois disso, planeta estará recuperado, porém não mais para nós.

Felizmente para a humanidade o alarme parece ter soado, a consciência ambiental e a necessidade de buscar formas sustentáveis de desenvolvimento têm ocupado o pensamento, e algumas ações, de inúmeras instituições nas últimas décadas.

Em 2000 a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, com o apoio de 191 nações inclusive o Brasil, oito metas que ficaram conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). 

Essas metas foram complementadas e ampliadas em 2015 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que preveem ações mundiais em erradicação da pobreza, segurança alimentar/agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, água e saneamento, energia, redução das desigualdades.

O Brasil, em particular, tem na erradicação da pobreza uma de suas prioridades, se pretender efetivamente um desenvolvimento sustentável; mas é na dimensão institucional, isto é, na sua capacidade de colocar em prática os ODS que as maiores dificuldades aparecem.

O objetivo de obter educação de qualidade, essencial inclusive para a capacitação de maior número de pessoas para o trabalho trazendo-as acima da linha de miserabilidade, esbarra no imenso número de crianças sem acesso a escolas e também no problema dos adultos não alfabetizados.

Alfabetização e educação de qualidade resultam também de ações efetivas no que tange às populações marginalizadas pelas políticas públicas de desenvolvimento assumidas pelo país; educar adultos é tarefa para a qual Vigotski já nas primeiras décadas do século passado alertava que deveriam ser levados em conta: 
“a organização social do trabalho; 
a intencionalidade consciente das ações, 
o uso de meios indiretos (ferramentas e signos), 
tendo em vista também necessidades subjetivas, 
[...] descoladas [...] de seu caráter imediato”.

Sem educação não poderemos combater a pobreza, a fome, melhorar a saúde da população e preservar a água. 

Dela depende também o desenvolvimento de tecnologias com energias renováveis e trabalhos decentes, além da industrialização da nação; seu papel é fundamental para reduzir desigualdades com menor consumismo e desenvolvimento mais sustentável nos eixos econômico, social, ambiental e cultural.

Uma nova mentalidade, um novo paradigma socioeconômico, uma nova modalidade de atividade produtiva tem sido iniciados aqui ou acolá, mas sem concordância entre pares, pois exigiria um conhecimento tecnológico maior do que possuímos atualmente. 

Segurança sobre todas as decisões envolvendo meio ambiente e manutenção da vida humana por longos prazos são ainda difíceis, a industrialização crescente de novos produtos, alguns com riscos inerentes, excedem nossa capacidade de análise das suas consequências, educação para a ciência e tecnologia são deficitárias no país.

Sem bom sistema educativo, é impossível pensar em cidadania, na qual os princípios de universalidade e equidade estão associados ao exercício da justiça; este é o ponto de partida para o compartilhamento de experiências, para a recuperação de nossa plena humanidade de conexão de uns com os outros e coexistência pacífica com o planeta por muitas e muitas gerações.

Wanda Camargo – educadora e assessora da presidência do Complexo de Ensino Superior do Brasil – UniBrasil.

Fonte:
Wanda Camargo

Brasil ganha a primeira cidade inteligente social do mundo


Projeto da entrada da Smart City Laguna – Divulgação



Ceará será palco da Smart City Laguna, uma cidade com projeto sustentável e racional do planejamento à construção. 

Conheça!

Ter notícias sobre cidades sustentáveis ou, sobretudo, de uma cidade inteligente não é muito comum por aqui. O que é uma pena, uma vez que metrópoles que seguem tais conceitos são mais eficientes do ponto de vista ambiental e econômico, além de socialmente positivas, com vistas ao bem-estar de seus cidadãos. 

Porém, na contramão da realidade nacional, o projeto piloto Smart City Laguna chegou ao Brasil para provar que o país tem tudo para adotar cidades mais verdes, com excelente planejamento e menos impactos à sociedade e natureza.

Concebido em 2011 e após três anos de elaboração, organização e estudos técnicos, foi dado início às obras do empreendimento, que terá todo o seu núcleo urbano entregue até dezembro de 2020. 

O projeto da cidade inteligente promete “criar uma infraestrutura de alto padrão e definitiva, na qual a necessidade de manutenção seja mínima, com residências de padrão arquitetônico moderno e harmonioso aliado a conforto e funcionalidade”. 

A ideia é proporcionar um qualificado perfil inovador, mas acessível a todos e não só a níveis de renda mais elevado.


Susanna Marchionni, da 
SG Desenvolvimento


Quem explica o objetivo da iniciativa é Susanna Marchionni, administradora da SG Desenvolvimento, empresa responsável por realizar o projeto no Brasil. 

Segundo ela, a “cidade projetada para o futuro” será composta por habitações sociais para 25 mil moradores – seguindo os padrões do programa “Minha Casa, Minha Vida” –, tendo sido estrategicamente construída no distrito de Croatá, em São Gonçalo do Amarante (CE), por ser considerada uma relevante via comercial e por seu alto potencial de valorização e desenvolvimento econômico.

Os pilares da Smart City Laguna, segundo o Grupo Planet, 
empresa italiana idealizadora do projeto – Divulgação


Smart City em detalhes – sustentabilidade e tecnologia

Tratando-se de uma obra que envolve o desenvolvimento estrutural iniciado, literalmente, da terra bruta, o projeto da cidade inteligente cearense tem como prioridade a racionalização dos processos com o intuito de diminuir ao máximo o impacto ambiental. 

A começar pela pavimentação com intertravados, que conta com procedimentos automatizados e produção não poluente. Já para a construção das casas será empregada tecnologia de fôrmas, que permite agilidade, reduz a geração de resíduos e elimina o desperdício de materiais.

Uma indústria de pré-moldados foi instalada no local,
automatizando os processos – Divulgação


Em relação ao paisagismo adotado aos 7.400 lotes da cidade sustentável – desses, aproximadamente 2.400 destinados à edificação de habitações –, Susanna observa que para o cultivo de áreas verdes a escolha foi por matéria orgânica e mudas com base na compostagem, considerada uma das formas mais eficazes de reciclagem de materiais orgânicos. 

“Outra vantagem é a redução significativa na emissão de gases potencialmente nocivos à saúde e a diminuição de 70% do volume de resíduos naturais”.


Divulgação



Os demais métodos construtivos, sociais e tecnológicos incluirão:


– Um projeto urbanístico pensado para atender as necessidades dos habitantes relacionadas a acessibilidade, mobilidade, segurança e o que mais envolver qualidade de vida.

– Ruas e avenidas com ligação tubular e distribuição de cabeamento elétrico subterrâneos.

– Iluminação pública com lâmpadas de LED em postes que dispõem de painéis fotovoltaicos.

– Estação de abastecimento de carros híbridos e medidores inteligentes para as moradias.

– Uma inédita concepção conceitual de planejamento urbano, que leva em conta a distribuição das áreas verdes por todo o empreendimento.

– Destinação de 70% da drenagem de águas pluviais para a lagoa da cidade, que irá passar por uma intervenção de revitalização e perenização.

– O projeto “Convivência Colaborativa” criado pelo Instituto PLANET, inédito no país e que se estende às residências a fim de estimular o desenvolvimento de uma cultura voltada para a economia doméstica e coletiva.

– A gestão da cidade, com atuação do instituto junto à educação popular, além do auxílio ao poder público na vigilância do respeito às normas estabelecidas pelo plano diretor, especificamente elaborado para o núcleo urbano.

– E a instalação de um biosite, equipamento que irá distribuir sinal de internet grátis nas áreas institucionais do empreendimento.

Para Susanna, “são imensuráveis os ganhos frente aos custos da Smart City Laguna, sejam eles financeiros, sociais ou ambientais”. 

Isso porque os retornos práticos após a entrega do projeto serão inúmeros em relação a infraestrutura, inovações sustentáveis, tecnologias, inclusão social, meio ambiente e arquitetura e urbanismo locais. 

“Nosso projeto busca colocar o cidadão como o centro da cidade e projetá-lo a uma condição de viver além de morar, o que não tem preço”, completa a empresária.

Como se não bastasse a implantação de sistemas e recursos sustentáveis que garantirão maior eficiência à smart city brasileira, a executiva da SG ainda afirma que os envolvidos com a obra têm se dedicado a um estudo que visa a implantação de uma usina geradora de energia elétrica por meio de placas fotovoltaicas, que tem por finalidade proporcionar uma economia de 15% a 20% para os futuros moradores.

Outro estudo específico, encomendado pelo Grupo Planet e que pode se tornar referência à construção civil, traça parâmetros técnicos de infraestrutura aplicados a uma cidade inteligente. 

Após revisado, o material servirá de base para a criação de um selo de certificação internacional voltado a determinação e níveis de qualificação de empreendimentos do tipo. 

Um corpo técnico especial ainda avalia a possibilidade de submeter a Smart City Laguna a uma certificação de concepção de parâmetros AQUA-HQE, segundo revela Susanna.


Ficha técnica

Smart City Laguna

Área construída  330 hectares

Ano de entrega 

Primeira fase: dezembro/2017
Segunda fase: dezembro/2020

Realização 

Grupo Planet

Construção 

SG Construtora, do Grupo SG Desenvolvimento

Pavimentação de intertravados 

SG Premoldados

Tecnologia de fôrmas

Construção de casas 

OLÉ Casas


Parcerias nos setores de comunicação, energia e tecnologia 

Arup
Clevergy
Dellavale 
Enel
TIM Brasil
Tyco
Urmet

Plano de Ação Florianópolis Sustentável é lançado com apoio do BID e CAIXA

Comunidade de Imprensa



Cidade apresenta ótimos índices sociais e de educação. Mobilidade e uso do solo são as áreas mais críticas

Florianópolis, Santa Catarina - A Prefeitura Municipal de Florianópolis lançou hoje o Plano de Ação Florianópolis Sustentável, sob a metodologia da Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da CAIXA. 

O processo envolveu etapas de diagnóstico, priorização de áreas e o desenvolvimento de soluções sobre os desafios de desenvolvimento de médio e longo prazo da cidade.

Com base nos estudos realizados, o Plano de Ação está fundamentado em cinco eixos principais, de acordo com seu nível de necessidade: 

mobilidade urbana, 
gestão integrada do saneamento básico, 
uso do solo, 
vulnerabilidade a desastres, 
e gestão pública moderna. 

Além deles, o Plano também faz uma série de propostas intersetoriais tendo por base a eficiência energética e o uso de energias renováveis.

A gestão integrada do saneamento básico e abastecimento de água, por exemplo, foram considerados temas que requerem mais atenção da administração municipal, visto que tendem a se agravar seriamente nos próximos anos. 

As perdas no sistema de abastecimento de água potável em Florianópolis somam aproximadamente 45%, uma situação mais fortemente sentida em épocas de alta temporada turística.

Os bons índices sociais e de educação refletem-se na competitividade do município, considerada boa, mas com possibilidades de avanços. 

Outra área na qual os indicadores mostram potencial de melhora é o emprego, em especial na questão da formalização da força de trabalho. 

Embora os dados mais recentes indiquem uma taxa de desemprego de 5%, mais de 40% da força de trabalho não está formalizada.

Apesar de contar com bons indicadores, a dimensão urbana é também aquela que apresenta setores mais críticos, com reflexos importantes para todas as outras áreas da cidade. 

Os temas de mobilidade e uso do solo foram avaliados como críticos, evidenciando a urgência com a qual devem ser tratados e o risco que eles representam para as áreas avaliadas positivamente.

Na gestão pública, a prefeitura enfrenta importantes desafios institucionais a serem vencidos no sentido de tornar os processos mais eficientes, integrar ações e aumentar sua capacidade de ação no território. 

A falta de um centro administrativo próprio é um complicador para a superação desses desafios. Além disso, estudos adicionais realizados pela Microsoft no município mostram que o município tem muito a avançar com respeito ao uso da tecnologia na gestão pública, tanto do ponto de vista de infraestrutura quanto de sistemas.

Sobre a ICES

Para atender as necessidades e desafios das cidades emergentes, o BID criou a Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES), que desenvolve diagnóstico e propõe ações urbanas focadas em três dimensões da sustentabilidade: 
ambiental e mudança climática; 
urbana; 
e fiscal e governança.

Atualmente a ICES realiza projetos em mais de 45 cidades da ALC, dentre as quais 25 já se encontram em fase de execução dos Planos de Ação. 

Até o final de 2015, o objetivo é que a iniciativa esteja presente em 52 cidades, beneficiando uma população estimada em 52,8 milhões de pessoas na América Latina e Caribe.