Sustentabilidade pode abrir novos mercados e opções de investimento, dizem especialistas

Em encontro do empresariado brasileiro no Fórum Pacto Global, em São Paulo, especialistas afirmaram que a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável representa um novo modelo de negócios que pode gerar oportunidades inéditas de investimento.
Fórum Pacto Global reuniu empresariado brasileiro para discutir sustentabilidade nos negócios. Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu
Fórum Pacto Global reuniu empresariado brasileiro para discutir sustentabilidade nos negócios. Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu
Em encontro no início de novembro (9), em São Paulo, representantes do empresariado brasileiro discutiram soluções para tornar atividades produtivas mais sustentáveis. Reunidos no Museu de Arte de São Paulo para o Fórum Pacto Global, executivos debateram como implementar a Agenda 2030 das Nações Unidas.
Para Ursula Wynhoven, chefe de Sustentabilidade Social, Governança e Integridade do Pacto Global — iniciativa da ONU para mobilizar o setor privado em prol do crescimento econômico consciente —, “os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não só estabelecem onde devemos estar daqui 15 anos, como também abrem novos mercados para companhias de todo o mundo”.
Segundo ela, os ODS representam um novo modelo de negócios, comprometido em criar soluções para enfrentar os problemas do planeta.
Representante do PNUD falou, Jean Bernardini, falou sobre papel do setor privado no cumprimento dos ODS, Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu
Representante do PNUD falou, Jean Bernardini, falou sobre papel do setor privado no cumprimento dos ODS, Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu
Também presente, o assessor de Parcerias do Escritório Regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina e Caribe, Jean P. Bernardini, destacou que “o setor privado é responsável pela criação de 90% dos empregos, mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e cerca de 80% do fluxo de capitais nos países em desenvolvimento”. 
“Portanto, calculamos
que em 89 das 169 metas dos ODS, as empresas terão um papel direto e primordial”, disse.
O especialista da agência da ONU afirmou ainda que a Agenda 2030 oferece uma oportunidade para novas oportunidades de investimento e inovação tecnológica.
Representando o Ministério do Meio Ambiente, o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Edson Duarte lembrou que “no Brasil 26 milhões de toneladas de tudo aquilo que é produzido de alimentos no ano tem como destino o lixo”. Para reverter esse cenário, é necessário tornar produção e consumo mais eficientes e reduzir custos através de estímulos a parcerias entre governo e sociedade.

Troca de lâmpadas garantirá ao TJPA economia de R$ 60 mil ao ano

No Tribunal, foram substituídas 590 lâmpadas

Um projeto de eficiência energética no edifício sede do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) possibilitou a substituição de 350 lâmpadas internas fluorescentes por led e 140 lâmpadas externas e seus reatores por lâmpadas de maior eficiência. 

A troca faz parte de um termo de cooperação técnica celebrado entre o TJPA e as Centrais Elétricas do Pará S/A (Celpa), com o objetivo implantar ações que busquem racionalizar o uso de energia elétrica, uma vez que o TJPA reuniu pressupostos que o enquadram no Programa de Eficiência Energética realizado pela concessionária.

As substituições foram realizadas no andar térreo do prédio e na área do estacionamento na primeira quinzena de novembro. 

O projeto englobou a substituição de 350 lâmpadas internas fluorescentes de 32W por lâmpadas de led de 20W e 140 lâmpadas externas do tipo Vapor Metálico de 150W por lâmpadas de 70W com as mesmas características. 

De acordo com o estudo de eficiência energética da Celpa, a economia de recursos naturais e econômicos foi calculada em torno de mais de R$ 60 mil reais durante um ano.

Coordenadora do Núcleo Socioambiental, Evelise Rodrigues explicou que a ação fez parte de uma Chamada Pública, na qual os projetos de eficiência energética selecionados são custeados em sua totalidade pela distribuidora em cumprimento às determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de que as empresas concessionárias do serviço público de distribuição de energia apliquem 0,5% da Receita Operacional Líquida (ROL) em Programas de Eficiência Energética (PEE). 

Os critérios básicos de seleção de projetos atendem aos Procedimentos do Programa de Eficiência Energética (PROPEE), definidos pela Aneel, a partir da Resolução Normativa n° 556, de 2 de julho de 2013.

O projeto foi acompanhado pelas secretarias de Administração e de Engenharia e pelo Núcleo Socioambiental. 

O engenheiro Carlos Bremgarther esclareceu que a Celpa realizou um estudo no edifício sede por meio do Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon) da Universidade Federal do Pará (UFPA), que elaborou um pré-diagnóstico energético, contendo um levantamento preliminar das oportunidades de eficientização, os custos estimados de materiais, serviços de instalação, medição e verificação. 

No pré-diagnóstico, constaram as ações para o descarte de materiais, os relatórios técnicos e os custos da distribuidora, além da previsão de resultados energéticos em termos de redução de consumo e de demanda no horário de ponta.

Fonte: Coordenadoria de Imprensa 
Texto: Will Montenegro 
Foto: WEB


Geração de energia solar cresce 600% no Paraná em um ano

Apesar de estar apenas “engatinhando” no setor, Estado tem potencial superior ao da Alemanha

Rodolfo Luis Kowalski

Painéis instalados em telhado de casa de Curitiba captam energia solar (foto: Franklin de Freitas)

Embora ainda incipiente, a geração de energia solar começa a surpreender no Paraná. Entre novembro de 2015 e novembro deste ano o número de ligações de geradores solares à rede da Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou uma verdadeira explosão, crescendo 600% no período e saltando de 100 para exatos 700 pontos. 

Em outubro, a geração solar excedente (não consumida nas unidades e injetada na rede da Copel) alcançou 225 megawatts-hora (Mwh), o suficiente para suprir de energia 1.300 residências.


De acordo com André Zeni, gerente de atendimento de acessantes de geração distribuída da Copel Distribuição, dois fatores explicam a alta na geração de energia solar no país — o encarecimento do preço da energia, que ao longo dos últimos anos sofreu seguidos reajustes, e o barateamento da tecnologia e do custo de instalação de sistemas fotovoltaicos.

“Temos algumas suspeitas (sobre o que levou ao crescimento de 600%). 

A principal é o preço da energia que subiu, incentivando a população a empreender e buscar soluções alternativas, já que esse investimento, que era de longo-prazo, passou a ser de médio-prazo”, afirma Zeni.

“Outro fator é a tecnologia. Hoje temos mais fabricantes e, com essa disseminação da tecnologia, temos um aumento nesse tipo de instalação nas residências do Paraná”, complementa.

Gerson Tiepolo, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e especialista em energia solar, aponta ainda um terceiro motivo para a expansão dos geradores de energia fotovoltaicos: a ótima capacidade do Paraná para produzir energia solar.

Para se ter noção, o potencial médio do Estado é 58,7% superior à da Alemanha, segunda maior produtora de energia solar do mundo, atrás apenas do Japão.

“Começa-se a ter o entendimento de que o Paraná tem um potencial elevado, e inúmeras pesquisas realizadas pela UTFPR mostram isso.

Até então havia um desconhecimento sobre o potencial de energia no estado, um potencial em torno de 59% superior ao potencial da Alemanha e superior a praticamente todos os países da comunidade europeia”, argumenta o especialista.

Apesar dos avanços, contudo, ainda há muito o que se melhorar. Prova disso é que o Paraná é um dos únicos estados que ainda cobra ICMS no modelo de compensação de energia.

Dos 26 estados mais o Distrito Federal, apenas seis ainda não fizeram a isenção do imposto, que possui uma taxação elevada no estado, de 29%. 

“Esses 29% sobre a energia que estou compensando acaba prejudicando meu prazo de retorno, que acaba sendo maior do que podeira ser”, explica Tiepolo.

“Já existem várias conversas e até projeto de lei para obrigar essa isenção.

Com ela, acredito que tenhamos um impulso ainda maior na disseminação dessa fonte no Paraná”, finaliza o especialista.

Fonte: www.bemparana.com.br

Aposentada das passarelas, Gisele Bündchen apresenta programa sobre meio ambiente

A modelo e apresentadora estreia segunda temporada do programa 
'O planeta em perigo'
Preocupada com o meio ambiente, a ex-modelo apresenta 'O planeta em perigo' (National Geographic/Divulgação)
Preocupada com o meio ambiente, a ex-modelo apresenta 'O planeta em perigo'
 
Aos 36 anos Gisele Bündchen ainda é símbolo do glamour e do mundo da moda. A modelo estreia o programa 

O planeta em perigo, hoje, no Nat Geo, com nova temporada, às 23h45. Na atração, que ganhou o Prêmio Emmy de melhor série factual em 2014, Gisele viaja ao lado de Arnold Schwarzenegger em um episódio para o Oriente Médio e para a maior floresta tropical do mundo, no Brasil, para investigar problemas e soluções para o meio ambiente.

A nova temporada traz nos oito episódios figuras conhecidas de Hollywood que viajam o mundo para contar histórias de pessoas que lutam contra os problemas climáticos e degradantes do meio ambiente. 

Além das passarelas, a modelo é conhecida por seu engajamento na luta pela preservação do nosso planeta.

Bündchen é engajada nas causas sociais. Participou da campanha I am african, sem receber cachê, com o fim de alertar para a falta de atenção à situação das vítimas do HIV. 

Ela também já doou o salário de uma semana de desfiles na SPFW para o programa Fome Zero.

Aliás, essa doação é uma tônica na vida de Gisele, que doa uma parte dos lucros da venda de sua linha de sandálias da marca Ipanema a projetos como ISA, De Olho nos Mananciais e Nascentes do Brasil. 

Em 2009, foi nomeada como Embaixadora da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas para o meio ambiente.

Gisele desfila ao som de Garota de Ipanema na abertura dos Jogos Olímpicos (Franck Fife/Divulgação)
Gisele desfila ao som de Garota de Ipanema na abertura dos Jogos Olímpic

Trajetória

Gisele Bündchen é gaúcha, nascida na cidade de Horizontina, interior do Rio Grande do Sul. A bela tem cinco irmãs, entre elas uma gêmea chamada Patrícia. 

Gisele começou a carreira de modelo com apenas 14 anos, quando foi descoberta por uma agência de modelos durante um desfile para debutantes.

A modelo brasileira estourou no mundo fashion, fez diversos anúncios e fotos para grifes como Valentino, Victoria’s Secret, Versace, Ralph Lauren, Dolce & Gabbana, Colcci, Tommy Hilfiger, entre outros.

Em 2000, ganhou o prêmio de modelo do ano pela revista Vogue. Foi eleita pela Forbes, entre 2004 e 2016, como a modelo mais bem paga e, em 2013, como uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo.

Depois de uma carreira brilhante nas passarelas, Gisele anunciou sua aposentadoria na São Paulo Fashion Week, em março de 2015. Depois disso voltou às passarelas apenas esporadicamente, como na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Gisele também participou dos filmes Taxi (2004), como Vanessa, e de O diabo veste Prada (2006), com uma participação especial interpretando Serena.
A modelo aproveita a praia com os filhos e o marido, Tom Brady (Internet/Reprodução)
A modelo aproveita a praia com os filhos e o marido, Tom Brady
Vida Pessoal

Gisele namorou o ator Leonardo DiCaprio. Eles chegaram a ser noivos durante cinco anos. Mas o relacionamento terminou em 2005. 

Atualmente, é casada desde 2009 com o quarterback do time New England Patriots, Tom Brady. Em 2015, a mídia suspeitou de uma possível separação, mas Gisele e Tom, que têm dois filhos, continuam casados e felizes.

SERVIÇO

O planeta em perigo – Nova temporada. Hoje, às 23h45, no Nat Geo.

PESQUISA DESENVOLVIDA NA UNOESC DISPONIBILIZA ENERGIA ELÉTRICA GRATUITA EM PONTOS DE ÔNIBUS


Uma pesquisa desenvolvida na Unoesc Joaçaba promete facilitar a vida dos acadêmicos, professores, funcionários e demais pessoas que frequentam o campus 1 e o 2 da universidade. 

O projeto científico, que para desenvolvimento recebeu recursos do Fundo de Apoio à Pesquisa (FAPE) da Unoesc, oferta energia elétrica gratuita em pontos de transporte público coletivo. 

O trabalho, intitulado “Carregadores inteligentes utilizando energia fotovoltaica em locais de embarque e desembarque de passageiros em transporte público de uso coletivo”, foi desenvolvido pelos professores do curso de Engenharia Elétrica, Maxwell Martins de Menezes e Kleyton Hoffmann, além do acadêmico da 9ª fase, Alexandre Pereira, que atuou no projeto como bolsista. 

Segundo o professor Maxwell, que também é coordenador de Engenharia Elétrica do campus de Joaçaba, a pesquisa propõe utilizar painéis fotovoltaicos para disponibilizar energia elétrica à comunidade que frequenta o campus 1 e o 2 da Unoesc, de forma gratuita, a partir de uma fonte renovável de energia. 

— Apesar da aplicação deste projeto ser em locais urbanos, o mesmo pode ser utilizado como uma solução para locais remotos, onde a energia elétrica não está disponível. 

Outro ponto é que como os painéis fotovoltaicos utilizam uma fonte de energia considerada renovável, o projeto contribui para a redução de CO² no meio ambiente — disse o professor sobre os benefícios da pesquisa à sociedade.

O equipamento, que é responsável por captar a energia solar e convertê-la em eletricidade, foi instalado em dois pontos estratégicos e de grande movimento da Unoesc Joaçaba. 
No campus 1, está localizado no principal ponto de ônibus, em frente ao Bloco Administrativo. Já no campus 2, encontra-se no estacionamento, em frente à parada dos ônibus.

Conforme o professor, a próxima etapa do projeto será a realização de novos estudos, com o intuito de desenvolver equipamentos que possam melhorar a eficiência energética do sistema implementado. 

Pesquisa resulta na oferta de energia elétrica gratuita em pontos de transporte público coletivo

“Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do Waze




Gustavo Marujo Endeavor Brasil Apoio ao Empreendedor


O que o fundador do Waze tem a ensinar aos empreendedores brasileiros? Veja o bate-papo feito com Empreendedores Endeavor, em Israel, e as principais lições.

Bermuda, óculos escuros e uma camiseta que já adiantava sua fala: fall in love with the problem, not the solution. Assim chegou Uri Levine, fundador do Waze, para o nosso bate-papo. 

Logo em seguida, chamou todos para perto, sentou numa cadeira e abriu uma apresentação, na qual o primeiro slide já tinha o e-mail para contato. Assim, sem nenhuma formalidade de “fale com a minha secretária”.

Mas, antes de contar sobre os aprendizados dessa conversa, quer saber como chegamos lá? Vamos voltar a fita!

Esse papo fez parte de uma viagem que fizemos há algumas semanas a Israel, país conhecido como Startup Nation — vale ler o livro de mesmo nome pra entender os porquês, mas se quiser um resumo, esta apresentação em inglês passa pelos principais pontos. 

Acompanhados de vários Mentores e Empreendedores Endeavor, passamos 5 dias visitando pequenas e grandes empresas, fundos de investimento, órgãos do governo, aceleradoras, centros de pesquisa ligados à universidade, e alguns outros players do ecossistema empreendedor local.

Em uma dessas visitas, tivemos a oportunidade de conhecer um dos 3 fundadores do Waze, aplicativo bem conhecido pelos brasileiros, que foi vendido por mais de US$ 1 bilhão ao Google, em 2013.

Empreender é uma montanha-russa

Uri começou reforçando o quão difícil é a vida do empreendedor: muitos sacrifícios, uma longa montanha russa, sem nenhuma certeza do que está por vir no futuro. Quando perguntado sobre o momento mais duro como empreendedor do Waze, ele relembrou o período em que a empresa quase quebrou.


NO FIM DE 2010, O DINHEIRO ESTAVA PARA ACABAR, O APLICATIVO TINHA POUCOS USUÁRIOS E O GOOGLE ACABARA DE ANUNCIAR UMA SOLUÇÃO CONCORRENTE.

A empresa estava fadada ao fracasso, até uma grande multinacional de tecnologia decidir colocar dinheiro pra salvar o negócio, que a partir de 2011, começou uma curva intensa de crescimento. Depois do relato, parte do grupo questionou Uri sobre o fato de os fundadores terem sido muito diluídos com a entrada do novo sócio.

De fato os empreendedores ficaram com uma parcela pequena da empresa que eles mesmos haviam fundado, mas, para Uri, “melhor uma pequena parte de um negócio vendido pro Google por US$ 1 bilhão do que morrer na praia, sendo o principal acionista do negócio.” E por que vender para o Google? 

“Não tinha uma bola de cristal para dizer o que iria acontecer caso não vendesse. Fora o preço altíssimo que eles ofereceram, o impacto poderia ser bem maior na mão deles.”

O CEO que ganhou o mundo

Quando perguntamos a ele sobre como era ser CEO de uma empresa que, de repente, ganhou o mundo, Uri nos surpreendeu dizendo que não gostava de ser CEO e só exerceu a função até 2008. Na época, ele tinha basicamente 3 responsabilidades:

1. Recrutar gente boa;
2. Comunicar a visão para o time; 
3. Negociar com fundos de investimento para garantir dinheiro.

O que lhes permitiu lançar o produto e fazê-lo rodar em alguns países — as cidades de menor porte foram os que mais deram certo no início.

Depois de ter cumprido com esse papel, Uri e seus sócios decidiram contratar um CEO. Enquanto o novo chefe cuidava dos principais mercados (EUA) e trabalhava em cima da principal fonte de receita (anúncios), Uri olhava para mercados secundários e fontes de receita alternativa. Depois de contar sua experiência, ele completou: “Isso só funciona se os fundadores derem espaço para o(a) novo(a) CEO”.

Uma cultura de comemorações

Durante o papo, Uri também disse que ele e seus sócios faziam questão de criar o melhor ambiente de trabalho possível, celebrando as “primeiras vezes” de tudo. Primeiro usuário, prêmio, rodada de investimento, tudo isso era coisa boa de se comemorar. Mas o ápice mesmo era receber cartas de agradecimento dos usuários. Uma delas disse até que o aplicativo salvou um casamento! Isso sim vale abrir uma champanhe ou tocar o sino dentro do escritório.

Como tudo começou

E se você está se perguntando como um aplicativo que depende da participação ativa dos usuários –imputando informações sobre acidentes para ser melhor que um GPS normal– foi capaz de atrair os primeiros usuários, vai ter mais uma surpresa. Uri conta que seus primeiros usuários foram pessoas entusiasmadas por mapas que encaravam aquilo como hobby e que discutiam o tema em fóruns da internet, e ainda completou:


“SÓ TIVE SUCESSO PORQUE AMAVA ESTAR PERTO DOS USUÁRIOS. SE VOCÊ NÃO CONHECE A FUNDO SEUS USUÁRIOS E OLHA A SOLUÇÃO ANTES DE INVESTIGAR O PROBLEMA, É PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL FAZER A COISA ENGRENAR.”

Por fim, Uri terminou sua fala provocando os empreendedores com 3 frases:

1. Não tenha medo de falhar, mas cometa os erros com rapidez; 
2. Foco é saber dizer não; 
3. Disrupção não depende de tecnologia, mas sim de gente que ousa desafiar situações de equilíbrio. Quem você vai desbancar se sua ideia der certo? Se não souber responder, talvez sua ideia não seja grande o bastante.

Construção civil mais sustentável e econômica


Empreendimentos verdes reduzem gastos com energia, água e materiais

Redução, reutilização e reciclagem. Conceitos de sustentabilidade que já fazem parte da vida de muito gente agora também estão presentes na construção civil. 

Em Curitiba, um projeto de lei que tramita desde junho na Câmara Municipal busca estabelecer que todas as obras em execução na cidade tenham que empregar, obrigatoriamente, critérios de sustentabilidade ambiental e eficiência energética, como economia e reuso de água, gestão de resíduos sólidos, permeabilidade do solo e uso de energia solar e de telhados verdes. 

Atentas a essas tendências, as construtoras e imobiliárias estão investindo cada vez mais em edificações sustentáveis. 

O Dom Batel, assinado pela Cyrela, é um bom exemplo. 

Primeiro empreendimento residencial do sul do Brasil certificado com o Processo Alta Qualidade Ambiental (AQUA), da Fundação Vanzolini, o Dom tem previsão de entrega para janeiro de 2017. 

“A certificação é um grande passo para a preservação do meio ambiente, que minimiza a apropriação de recursos naturais e maximiza a eficiência energética do edifício. 

É também um comprometimento com a qualidade e o aperfeiçoamento no desenvolvimento do projeto, que dissemina práticas que evitam o desperdício no canteiro de obras e geram economia, conforto e qualidade de vida ao futuro morador”, explica Silvia Fernandes, gerente de incorporações da Cyrela Paraná.

Alguns dos requisitos estabelecidos para a certificação AQUA são as dimensões adequadas das janelas, permitindo a ventilação e iluminação naturais, o que proporciona um maior conforto dos usuários e eficiência energética, reduzindo o consumo energético e, consequentemente, os gastos relacionados ao mesmo. 

A proteção acústica e o conforto térmico do Dom Batel foram pensados para atender os padrões exigidos pelo selo AQUA, baseados na Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575). 

A gestão correta dos resíduos também é garantida no empreendimento, através da previsão de locais para a instalação de equipamentos para coleta seletiva. Também são escolhidos materiais sustentáveis, sendo todos os produtos e processos construtivos pensados de acordo com sua funcionalidade, durabilidade e qualidade.

"O selo de certificação ambiental é uma visão de futuro e quebra paradigmas. A auditoria da certificação acompanha todo o processo de execução da obra. 

A garantia de conforto para os moradores e o cuidado com o meio ambiente inicia no projeto, passa pela construção e pelo impacto da obra para a vizinhança e principalmente o dia a dia do consumidor”, revela Silvia. 

O processo de avaliação das construções considera o programa de necessidades da habitação, o contexto local, a estratégia ambiental do empreendedor, a análise econômica global, o usuário, as demais partes interessadas e a regulamentação. Por meio de auditorias, a certificadora acompanha todas as etapas de um empreendimento - do lançamento à entrega.

Investimentos e impactos

A certificação ambiental pode aumentar o custo de uma edificação de 1% a 3% (em empreendimentos residenciais) e de 3% a 7% (em imóveis comerciais). 

Mas, quanto maior o porte da obra, menor o impacto desses custos no orçamento final. Afinal, o custo adicional gerado pela certificação ambiental também tende a ser amortizado pela economia no consumo de água, energia e materiais ao longo da vida útil do edifício. 

"Já é comprovado que o valor do investimento retorna na fase de execução e na fase de operação e uso, sem falar do retorno intangível: qualidade de vida, proteção do meio ambiente, valorização da marca e patrimonial", diz Silvia. 

As condições do projeto do Dom Batel, por exemplo, garantem uma redução mínima de 50% no consumo de água - através da instalação de sistemas economizadores e aproveitamento de águas pluviais para irrigação e limpeza e recirculação de água quente - e de 23% de energia - com a utilização de sensores de presença, lâmpadas e equipamentos mais eficientes para o uso da área condominial.

Por outro lado, estudos do grupo de Real Estate da Poli-USP indicam que o aumento do valor de venda de um Green Building pode chegar a 20%. 

Enquanto o valor do condomínio tem redução média de 30%, em cálculo que leva em conta as reduções do consumo de energia, água e do custo operacional do edifício (manutenção e reformas).

Nesse processo, a vizinhança também é beneficiada, já que o empreendedor busca minimizar e mitigar ao máximo os impactos negativos da obra, além de valorizar a região onde será implantado o empreendimento, tanto na fase de execução, através de um canteiro de obras sustentável, como na fase de uso e operação.

Sobre o Dom Batel - Localizado na Alameda Dom Pedro II, o empreendimento conta com exclusivas 18 unidades para quem valoriza a elegância, localização privilegiada e conforto. 

A arquitetura e conceito de fachada tem assinatura de Baggio Schiavon Arquitetura, enquanto o paisagismo traz o nome de Benedito Abbud Arquitetura Paisagística. 

Em uma torre única, são dois apartamentos por andar, com elevadores sociais privativos e um elevador de serviço por andar. São 16 unidades de 233 m² privativos, com três suítes e três ou quatro vagas de garagem, além de duas coberturas duplex com quatro suítes e 309 m² privativos, mais 89 m² de terraço e quatro vagas. 

A infraestrutura e áreas de lazer são diferenciadas, com espaço gourmet, brinquedoteca, salão de festas, games lounge, fitness, espaço descanso, sauna seca, raia coberta e aquecida com 24 metros, entre outros. Todas as áreas comuns são entregues decoradas, com projeto do escritório Anastassiadis Arquitetos. 

Foto: Divulgação
Fonte: IEME Comunicação