Agronegócio: Preocupação com a sustentabilidade

Filho de fazendeiros, ele aprendeu desde cedo com o pai que era preciso preservar a natureza e desenvolver as pessoas para obter sucesso nos negócios do campo

POR VIVIANE TAGUCHI

José Luiz Nemeyera em 2014, na Fazenda Terra Boa, em 
Guararapes (SP) (Foto: Marcelo Min/Ed. Globo)

Quando o termo sustentabilidade ainda nem sequer existia no vocabulário dos brasileiros, o pecuarista José Luiz Niemeyer dos Santos, 76 anos, já sabia exatamente o que ela significava. Isso porque seu pai, o advogado José Travassos dos Santos, era um ambientalista e nem se dava conta disso. 

Na fazenda que os dois construíram juntos, aTerra Boa, em Guararapes, interior de São Paulo, preservar a natureza sempre foi uma regra. 

“Eu sempre escutei meu pai dizendo isso: que o mais importante para qualquer atividade agropecuária era a natureza preservada”, diz José Luiz.


Nascido no Rio de Janeiro – porque a família da sua mãe era toda carioca – foi no interior paulista que ele cresceu. Tinha oito anos de idade quando o pai decidiu adquirir terras na região (numa época em que Araçatuba, distante 15 quilômetros de Guararapes, era a imponente capital do boi gordo). 

“O meu pai me levava na Praça do Boi, emAraçatuba, onde se definia o preço do boi gordo naquela época e falava aos outros pecuaristas que era possível criar boi sem precisar desmatar a fazenda. 

Todo mundo o chamava de doido”, lembra José Luiz, que também é advogado. “Todos os dias ele me dizia quanto a natureza iria contribuir para a atividade pecuária. Acho que isso pegou em mim.”

Dez anos depois de iniciar as atividades da Fazenda Terra Boa, pai e filho tiveram a sua primeira grande surpresa. 

Eles receberam do governo paulista, um troféu inédito no país: “Fazenda Terra Boa, campeã conservacionista de solos do Estado de São Paulo - 1958”. “Naquele momento entendemos que o pai tinha razão, era possível criar gado, preservar a natureza, criar laços com as pessoas que nos ajudavam a tocar a fazenda e agregar valor à pecuária”, diz José Luiz. 

“Foi um incentivo e tanto para continuarmos a investir na natureza.”

Em 1963, José Luiz assumiu definitivamente os negócios da família e, nesta época, também percebeu que só a atividade pecuária, como ela era naquela época – criar, engordar, abater vender e comprar mais boi – já não lhe daria competitividade no mercado. 

Decidiu, então, partir para a inovação tecnológica e iniciou o trabalho de seleção genética para aprimorar o seu rebanho. “Com o passar dos anos, percebi que preservar a natureza era muito mais do que plantar árvores. 

Investir em técnicas como a fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial em tempo fixo (IATF), e mais recentemente, em marcadores moleculares (MM) também é uma forma de preservação, porque toda essa tecnologia contribui para com a produtividade”, conta.


Niemeyer diante do rebanho da Fazenda Terra Boa 
(Foto: Marcelo Min/Ed. Globo)

Hoje em dia, na fazenda Terra Boa, que tem 1700 hectares, o rebanho (nelore e brangus) leva a marca TB. 

No leilão anual que José Luiz realiza, sempre no mês de julho, pecuaristas de toda parte do país ficam de olho em seus animais. “O que eu posso dizer? Fico muito feliz em ter criado essa seleção requisitada no mercado pecuário.”

O rebanho TB é criado a “pão-de-ló”. Por sempre ter priorizado o bem-estar animal, o gado é extremamente dócil e fácil de lidar. Alguns vêm comer na mão. E alimento, na Terra Boa, não falta. 

Além de criar gado, José Luiz planta milho, sorgo, capim e cana-de-açúcar, que é vendida para uma usina da região, mas também serve para complementar a dieta do rebanho. 

“É como um ciclo: o milho alimenta o gado, que pasteja em áreas reflorestadas há anos e engorda feliz”, faz uma comparação.

Para lidar com a pecuária integrada à floresta e à lavoura, José Luiz conta com a ajuda de gente que trabalha lá desde a época do seu pai, como o administrador Luiz Bernardes Pio, que nasceu na fazenda e já está se aposentando, e o gerente ambiental Dionísio Alves, de apelido Anderson, que era técnico agropecuário e se especializou em meio ambiente. 

“Acho que já plantei mais de 30 mil árvores aqui nesta fazenda. Das 220 mil que o José Luiz já tinha plantado”, diz ele. Ambos moram na fazenda e, vez ou outra, concorrem a prêmios que o patrão propõe. 

“Ele faz coisas assim: a família que recicla mais lixo ou economiza mais energia ganha uma viagem no final do ano ou uma gratificação. 

Aí, todo mundo quer ganhar o prêmio de quem é mais sustentável e vira uma febre”, diz o funcionário.


O rebanho da Terra Boa, criado a “pão-de-ló”. 
(Foto: Marcelo Min/Ed. Globo)

Os dois ajudaram José Luiz quando ele decidiu que fazer o trabalho de preservação sozinho já tinha chegado ao limite. “Decidi contratar uma consultoria ambiental e profissionalizar o trabalho sustentável”, lembra o pecuarista. 

“Muita coisa já tinha sido feita aqui, desde a época do meu pai, mas era preciso organizar, porque sustentabilidade inclui a organização em tudo.” Isso ocorreu no ano de 2002, justamente quando a Terra Boa recebeu a sua primeira certificação socioambiental, a ISO 14001. 

“Logo depois conquistamos a Global Gap e a BPA Embrapa [Boas Práticas Agropecuárias da Embrapa]”, diz ele.

Apesar de parecer que já fez tudo o que podia para agregar valor à sua atividade e preservar a natureza, ele nunca para. 

“O meu maior prazer é receber a criançada aqui da região para passar o conhecimento que meu pai me passou. Eu sinto um verdadeiro prazer nisso”. Para facilitar esse trabalho, o criador mandou até confeccionar cartilhas chamadas “Amigos da Onça”. 

“Esse nome surgiu porque, vira e mexe, percebemos que as matas da Terra Boa atraíram onças, jaguatiricas, tamanduás e outros animais”, conta. 

“Não é um lucro quantitativo, mas qualitativo: fico feliz em ter construído uma fazenda onde há terra boa, gente feliz e animais que muita gente acha que nem existe mais por aí.”

Sustentabilidade - Escultura da Paraolimpíada atrai olhares em Copacabana

Feita de plástico reciclado, a obra, de quatro metros de altura por três de comprimento, tem diferentes texturas e cheiros

POR MAURICIO PEIXOTO


                         Torcedores interagem com escultura feita de plástico reciclável, 
                         em Copacabana - Márcia Foletto / Agência O Globo


RIO - A Paraolimpíada começa só na quarta-feira, mas cariocas e turistas já estão no clima da competição. 

Em Copacabana, a escultura do símbolo dos Jogos, inaugurada na última sexta, em frente ao Copacabana Palace, onde na época das Olimpíadas se encontrava o seu tradicional símbolo, está fazendo sucesso, atraindo olhares e muitas fotos.

Feita de plástico reciclado, a obra, de quatro metros de altura por três de comprimento, tem diferentes texturas e cheiros. 

A escultura é feita de três elementos, chamados “agitos”, nas cores vermelha, verde e azul. Este último, por exemplo, tem uma tela por fora e, por dentro, garrafas de amaciantes recicladas. 

O vermelho tem aroma de guaraná e o verde, de menta. Há ainda a descrição da escultura em braile.Tudo para despertar as sensações dos deficientes, principalmente dos com problemas visuais.

A mineira de Juiz de Fora Shirley Meirelles, aposentada, estava com a sobrinha Ellen, que tem autismo. Ela elogiou a escultura e se diz uma grande apoiadora dos Jogos Paralímpicos.

- É um símbolo muito original e com uma mensagem muito positiva, que foca na sustentabilidade. Acho que a sustentabilidade tem muito essa questão da renovação. E acredito que todo atleta paralímpico também tem esse quê de renovação. 

Pois mesmo com uma deficiência, ele conseguiu romper todas as barreiras e preconceitos e se tornar um atleta de ponta. 

Os Jogos Paralímpicos são um grande exemplo para quem acha que não há solução para alguma coisa - disse.

Os cariocas moradores do Leme, Dayse e Mário Augusto Teixeira, casados há 44 anos, que passeavam pelo calçadão, pararam para tirar foto pois gostaram da escultura. Eles elogiaram o foco na sustentabilidade.

- Na Olimpíada estava muito cheio para tirar foto, tinha até fila. Agora está mais tranquilo e decidimos parar. Muito interessante a escultura ser feita de material reciclado. 

Sem dúvida, o mundo tem que prestar mais atenção no reaproveitamento e no bem estar da natureza, para não sofrer mais na frente - conta.

Os paulistanos, Álvaro e Nina Lima, casados, pela primeira vez no Rio, exatamente para assistir aos Jogos Paralímpicos, também elogiaram, mas acharam que, junto, deveria estar a escultura o mascote Tom.

- Sabemos do valor desses atletas e acho que eles deveriam ter mais apoio. A mídia não está divulgando as paraolimpíadas como deveriam. Meu pai é cadeirante e sei de toda a dificuldade deles no dia a dia. 

O legal também é que os ingressos são mais baratos. Só senti a falta do Tom aqui, para bater uma foto - lamenta Nina.

Os torcedores poderão ver algumas competições ao ar livre em Copacabana: triatlo, nos dias 10 e 11 de setembro, e maratona, no dia 18.


Fonte e Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com

Sustentabilidade - Brasil vai abrir caixa-preta de riscos químicos cotidianos

                                Thinkstock


Coquetel químico: proposta de projeto de lei pretende lançar bases para gestão e controle de substâncias.


São Paulo - Você já prestou atenção na quantidade de substâncias químicaspresentes em produtos comuns do dia a dia? 

Elas estão em todos os lugares: em artigos de cuidado pessoal, limpeza doméstica e cosméticos, passando por remédios, inseticidas, panelas antiaderentes e tintas até aditivos de alimentos e filmes plásticos — apenas para citar alguns. 

O resultado é um verdadeiro coquetel químico, que cresce no nosso cotidiano a um ritmo alucinante desde a segunda metade do século XX.

Se por um lado a moderna indústria química sintética criou soluções incríveis em resposta às necessidades básicas ligadas à preservação e melhoria da vida humana, ela também reserva riscos potenciais à nossa saúde e à do meio ambiente

São esses riscos que o Brasil começa a encarar, ao propor a primeiralegislação nacional voltada ao tema de forma ampla.


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O primeiro passo já foi dado: está aberto para consulta pública o anteprojeto de Lei que dispõe sobre o cadastro, a avaliação e o controle de substâncias químicas industriais produzidas, importadas e usadas em território nacional. 

Estima-se que um universo aproximado de 10 a 15 mil substâncias são colocadas no mercado brasileiro e utilizadas sem nenhum tipo de acompanhamento ou controle sistemático do poder público.

Um dos principais elementos do PL é justamente a criação do Cadastro Nacional de Substâncias Químicas Industriais. "O Brasil tem uma indústria química muito forte, a sexta maior do mundo em volume, o que torna a questão [de gestão de controle] premente. 

 Nesse sentido, o cadastro é um instrumento fundamental porque estrutura toda a plataforma. Vai dar ao poder público a oportunidade de conhecer o universo de substâncias que circulam por aqui", afirma a diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Reis Carvalho, em entrevista a EXAME.com.

Depois de passar pelo processo de consulta popular, que vai até 28 de setembro, o texto — criado no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq), coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente — será encaminhado ao Congresso Nacional.

Para elaborar o anteprojeto de lei, um grupo de trabalho (GT) da Conasq, formado por representantes do setor público, privado, da sociedade civil e dos trabalhadores, analisou modelos e experiências de outros países na gestão e controle de substâncias químicas, com o intuito de verificar instrumentos e estruturas possíveis de serem aplicados à realidade brasileira.

Ao término desse trabalho, o país terá uma lista de substâncias controladas, seguindo investida semelhante de outros países pesquisados, como Estados Unidos, Europa e Canadá. 

"Com base nessas experiências, estimamos que o número de substâncias que vão precisar de controle é de 150 a 200, o que é algo relativamente baixo dentro do atual universo de substâncias sem acompanhamento", diz Carvalho.

O cadastro de substâncias químicas será público, qualquer pessoa vai poder acessá-lo. 

"A transparência é um dos pilares do PL e essencial para as pessoas entenderem que os químicos fazem parte da vida. 

A lei vai fundar uma nova relação da sociedade com os produtos químicos", avalia a diretora de qualidade ambiental do MMA.

A previsão é de que, até o fim do ano, o texto final do anteprojeto esteja pronto para ser submetido ao Congresso Nacional.   


Agrotóxicos e fármacos ficam de fora

Apesar de fechar algumas lacunas legislativas, o PL deixa de fora do cadastro e análise os princípios ativos de fármacos e agrotóxicos. 

O argumento, conforme texto que fundamenta a criação da lei, é de que, "no caso dos ingredientes ativos de agrotóxicos, a exclusão se deu devido aos possíveis prejuízos advindos da criação de novas obrigações para um setor já regulado por legislação específica, que inclui avaliações quanto à preocupação ambiental e de saúde humana".

Quanto aos princípios ativos de medicamentos, incluindo os de uso veterinário, o texto diz que eles foram excluídos "por possuírem uma forma de utilização específica, cuja ingestão e utilização é intencional para prevenir problemas de saúde, o que foge do escopo dessa lei."

Há controvérsias.


"A justificativa para deixar de lado princípios ativos de agrotóxicos e de medicamentos não se sustentam. 

Ao nosso ver, são registros distintos, e considerando as próprias legislações internacionais, muitas delas incluem princípios ativos destes compostos, como sendo uma substância química como outra qualquer", diz a EXAME.com Maria Cristina Canela, professora e pesquisadora associada ao o Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas (INCTAA).

Fruto da investida de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp) e do qual participam inúmeras instituições de ensino e pesquisa do país, o INCTAA é referência no país em estudo de poluentes emergentes, especialmente aqueles com potencial de desregulação endócrina.

"É necessário esclarecer de maneira objetiva como deverá ser feita esta exclusão e se a legislação que irá cobrir estes compostos estará realmente em consonância com os aspectos toxicológicos e ambientais da própria regulamentação de substâncias químicas. Em se tratando de Brasil, as questões devem ser bem esclarecidas para que não haja nem duplicidade e tampouco omissão, enfatiza Canela.


Além de criticar a exclusão de agrotóxicos no PL, os pesquisadores também questionam alguns aspectos da avaliação de risco.

"A questão, por exemplo, da maneira de avaliar atualmente os riscos ambientais e humanos não é nada objetivo ou então é baseado apenas em testes laboratoriais que não estão relacionados com o ambiente ou com as condições em que os compostos são expostos. 

Por isso, muitos trabalhos científicos criticam os testes utilizados atualmente e este ponto deveria ser melhor esclarecido na nova legislação", explica a pesquisadora do INCTAA.

Em relação aos fármacos, os pesquisadores recomendam o enrijecimento das leis de controle e qualidade da água potável, uma vez que muitos resíduos desses produtos podem passar incólumes pelos sistemas de tratamento de água e esgoto, mas essa é uma preocupação que foge ao escopo da lei proposta em questão.

O Instituto prepara um documento com contribuições para a nova legislação. Você, como cidadão e consumidor, também pode (e deve) participar da construção dessa lei, afinal o que está em jogo é a sua saúde e a saúde do ambiente.

Conheça abaixo os principais pontos do anteprojeto de lei de gestão e controle de substâncias químicas industriais:

1. Cadastro de substâncias químicas

Para criar o Cadastro Nacional de Substâncias Químicas Industriais, produtores e importadores de substâncias químicas em quantidade igual ou superior a uma tonelada ao ano serão obrigados a prestar uma série de informações.

Essa prestação de conta inclui: (a) identificação da empresa produtora ou importadora; (b) identidade da substância química, de acordo com nome e número de registro no banco de dados da Chemical Abstracts Service, uma divisão da Chemical American Society; (c) faixa de quantidade produzida ou importada por ano; (d) usos da substância química; e (e) classes de perigo à saúde e ao meio ambiente, de acordo com o Sistema Harmonizado Globalmente para a Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (ou GHS em inglês), que basicamente define os perigos dos produtos químicos e facilita a comunicação dessas informações.

O cadastro ficará disponível para inclusão de informações por um prazo de 3 anos a partir de sua criação. Ao fim do prazo, o governo terá conhecimento das substâncias químicas industriais produzidas e importadas em território nacional. As empresas que não efetuarem o cadastro de informações dentro do prazo determinado terão suas operações interrompidas até que prestem as informações devidas.

Como o conhecimento científico está em constante mudança, quando necessário, será possível atualizar a qualquer momento as informações prestadas no cadastro, principalmente diante de novas evidências sobre perigos potenciais de uma determinada substância.

2. Avaliação

Com o cadastro pronto, será hora de estabelecer os procedimentos de avaliação das chamadas substâncias químicas prioritárias. A responsabilidade pela realização da avaliação será do governo, mas caberá à indústria subsidiar essa avaliação com estudos e informações técnicas.

Órgãos federais responsáveis pelos setores de meio ambiente, saúde, trabalho e indústria formarão um comitê técnico com a função de selecionar e avaliar, quanto ao risco ao meio ambiente e à saúde humana, as substâncias químicas industriais constantes no cadastro. 

Uma vez identificadas essas substâncias prioritárias, entrará em cena um novo comitê, de caráter deliberativo, para definir as medidas de gestão de risco a serem implementadas, visando eliminar ou reduzir seus impactos potenciais à saúde e ao meio ambiente.

Para definir quais são as medidas ideais para cada caso, o comitê avaliará características como a persistência (ele não degrada naturalmente e permanece por anos na natureza), bioacumulação ou toxicidade ao meio ambiente; potencial de exposição humana ou ao meio ambiente; e ainda constar em alerta, acordo ou convenção internacional, do qual o Brasil seja signatário.

A capacidade de produzir ou ocasionar o aparecimento de câncer no organismo e a capacidade de estimular mutações e prejudicar de alguma forma a reprodução são outras características que serão analisadas.

Hormônios "impostores" e o caso do Bisfenol A envolvendo bebês

As substâncias também serão avaliadas quanto às características de disrupção endócrina, a capacidade de forjar hormônios impostores" que interferem no correto funcionamento do sistema endócrino. 

A literatura científica reúne vastas evidências dos efeitos deletérios na saúde pela exposição a essas substâncias, que se acumulam principalmente no tecido adiposo dos seres vivos, ou seja na gordura, e se acumulam ao longo da cadeia alimentar. Por estarmos no topo dessa cadeia, nós, humanos, estamos perigosamente expostos a elas.

Os efeitos dos perturbadores endócrinos muitas vezes evidenciam-se no longo prazo, após anos de acumulação nos organismos, a partir de ingestões mínimas durante a vida. 

Seus efeitos na saúde incluem disfunções da tireoide, atrofia dos testículos, abortos, redução da função do sistema imunológico e aumento de doenças infecciosas, problemas comportamentais e neurológicos, deformidades no nascimento, diminuição da fertilidade, entre outros. Um notório disruptor endócrino que ganhou as manchetes do país é o Bisfenol A, ou BPA.

Trata-se de uma substância incorporada à fabricação de policarbonato, que é utilizado na produção da maioria dos plásticos rígidos e transparentes, e também na produção da resina epóxi, que faz parte do revestimento interno de latas que acondicionam bebidas e alimentos. 

Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir no Brasil a venda de mamadeiras de plástico, chupetas e outros utensílios de uso infantil que tenham a substância capaz de enganar o corpo e fazê-lo pensar que é hormônio real. 

Na literatura médica, o BPA tem sido associado a diversos tipos de câncer e problemas reprodutivos, além de obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas. Apesar de ter sido retirado de alguns produtos, o BPA ainda está presente no revestimento de interno de latas de alimentos em conserva, o que poderá ser revisto com a aprovação do PL.

Outras substâncias e elementos que devem ser revistos sob a lente mais rígida da nova lei são o polêmico amianto (também conhecido como asbesto), tolueno (comumente presente em tintas, colas e esmaltes de unhas), triclosan (encontrado em produtos bactericidas e em algumas pastas de dentes), chumbo (presente em tintas, baterias de carro e até em cosméticos), ftalatos (usados em um variedade de produtos, de plásticos a perfumes), parabenos (utilizados como conservantes em alimentos, medicamentos e em cosméticos), cádmio (encontrado, por exemplo, em baterias de celular) e mercúrio.

3. Medidas de controle e gerenciamento

Após a avaliação, as substâncias consideradas preocupantes ficarão sujeitas a medidas para redução ou até mesmo eliminação de riscos que deverão ser cumpridas pelos produtores, importadores e empresas usuárias, alcançando assim toda a cadeia produtiva. 

Essas medidas vão desde acordos voluntários entre o governo e a indústria, passando pela definição de limites de concentração da substância química e exigência de autorização prévia ao seu uso, até a restrição e, em última instância, até mesmo a proibição de produção, importação, exportação, comércio e uso. 

O PL também prevê a possibilidade de substituição de substâncias consideradas de risco por outras alternativas mais seguras.

ONU promove concurso de fotos sobre sustentabilidade

Estudantes do mundo todo podem participar. Os trabalhos têm que ter relação com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da organização. Inscrições vão até 04 de setembro.

Da Redação



São Paulo – A ONU promove um concurso internacional de fotografia para estudantes que tem como tema os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de 17 metas a serem atingidas pelos países membros até 2030. 

A chamada Agenda 2030 foi aprovada em reunião de cúpula da organização no ano passado.

Segundo informações da ONU, os interessados podem se inscrever até 04 de setembro. 

O concurso é uma iniciativa do Centro de Informações das Nações Unidas em Tóquio e da Universidade de Sophia, no Japão, com apoio da agênciaGetty Images. 

Os vencedores vão ganhar equipamentos fotográficos.

O tema do concurso é “Minha visão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”

Podem participar estudantes do ensino médio até a pós-graduação do mundo todo.

Os ODS são: acabar com a pobreza no mundo; 
acabar com a fome, atingir a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável; 
assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos; 
assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos; 
alcançar a igualdade de gênero e fortalecer as mulheres; 
assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e do saneamento para todos; assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos; 
e promover o crescimento econômico sustentado, sustentável e inclusivo, o pleno emprego, produtivo e decente para todos.

Fazem parte também das metas: a construção de infraestrutura, promoção da industrialização inclusiva e sustentável e o fomento à inovação; 
reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles; tornar as cidades inclusivas, seguras e sustentáveis; 
assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis; tomar medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos; 
conservar os mares e oceanos e promover o uso sustentável dos recursos marinhos; 
proteger, recuperar e garantir o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; promover sociedades pacíficas e inclusivas, proporcionar o acesso à justiça e constituir instituições eficazes; 
e fortalecer os meios de implementação do desenvolvimento sustentável e revitalizar a parceria global nesse sentido.

Serviço:

As inscrições podem ser feitas pelo site (em inglês): http://goo.gl/6FJlhf

Mais informações sobre os ODS podem ser obtidas no endereço (em português): http://goo.gl/pm8z9I

Veículo elétrico ajudará o Hawaii a ter 100% de energia renovável

Fonte: Cleantechnica | Autor: Verde sobre Rodas |

                         Em 30 anos o Hawaii deve ser movido somente por energia 
                         renovável - presumivelmente uma mistura de energia solar, 
                         eólica, e energia geotérmica

O Governador do Hawaii, David Ige, assinou um projeto de lei que estabelece meta de energia renovável do Estado a 100% em 2045. 

Em outras palavras, em 30 anos, o Hawaii deve ser movido por energia renovável - presumivelmente uma mistura de energia solar, eólica, e energia geotérmica.

Atualmente, o Hawaii produz cerca de 21% da sua eletricidade a partir de energias renováveis e o restante de combustíveis fósseis importados. 

O custo da eletricidade é alta lá, então a mudança para energias renováveis não só vai ser melhor para o meio ambiente, como provavelmente irá reduzir o valor da conta de eletricidade para os consumidores.

Sendo os combustíveis fósseis eliminados, o custo da eletricidade não estará sujeito à flutuação dos preços do petróleo. 

Paralelamente, a tecnologia de armazenamento de energia parece pronta para crescer em paralelo com a expansão das energias renováveis.

Obviamente, este segmento se complementa muito bem e abre caminho para a expansão, também, dos veículos elétricos que não produzem emissões pelo tubo de escape, e no Havaí eles acabarão por serem carregados apenas com energia limpa. 

Será que vai ser o primeiro estado 100% de energia renovável nos Estados Unidos da América?

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