85% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva, mostra estudo



                              Latas de lixo. Foto: Andrew Redington/GettyImages.

Pouco mais de 1.000 municípios contam com a coleta seletiva e destinam os resíduos para reciclagem no Brasil.

Se você pode separar o lixo reciclável do lixo orgânico e ter a certeza de que eles vão para o destino correto, você é minoria no Brasil. 

Um novo estudo encomendado pelo Cempre, o Compromisso Empresarial para a Reciclagem, mostra que quase 170 milhões de brasileiros não são atendidos por coleta seletiva em suas cidades. 

Estamos muito longe de criar uma economia circular.

Segundo a pesquisa, 1.055 municípios têm programas de coleta seletiva. Como o Brasil tem mais de 5 mil cidades, esse número representa apenas 18% dos municípios. 

Quando analisamos a quantidade de cidadãos atendidos ou com acesso a algum programa de reciclagem, a porcentagem cai. 

Só 31 milhões de brasileiros – cerca de 15% da população total do país – podem contar com o “luxo” de separar o lixo. Ou seja, 85% dos brasileiros não têm como destinar resíduos para a reciclagem.

O estudo faz uma análise mais detalhada de 18 cidades do país e mostra outro dado preocupante. 

Em algumas cidades, a quantidade de material que está sendo reciclado caiu entre 2014 e 2016. O caso deBrasília é um exemplo. 

A capital federal reciclou 3.700 toneladas de lixo por mês em 2014. Em 2016, esse valor caiu para 2.600 toneladas por mês. Isso acontece principalmente porque o setor de reciclagem também está sofrendo com a crise econômica.

Há também casos positivos. As capitais do Sul – Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba – conseguem atender praticamente 100% dos cidadãos. Outro caso interessante é o Rio de Janeiro. 

Como a cidade é sede da Olimpíada, ela conseguiu financiamento no BNDES para melhorar a coleta. O resultado aparece nos números. 

O Rio de Janeiro triplicou a quantidade de toneladas de resíduos destinados para a reciclagem. Mas ainda está longe do ideal – só 65% da cidade é atendida pela coleta seletiva.

Segundo Vitor Bicca, presidente do Cempre, há dados positivos no estudo. O levantamento é feito desde 1994, e a comparação ano a ano mostra que a reciclagem está avançando, apesar de a passos lentos. 

A partir de 2010, houve um salto importante em quantidade de municípios que reciclam: um aumento de mais de 100%. Isso ocorreu por conta da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Para Vitor, o que falta agora é um maior engajamento das prefeituras. “O entrave é político, e as prefeituras precisam se engajar mais. 

Quando a política foi aprovada, o governo federal criou linhas de financiamento para o município fazer o plano de gestão, que é a primeira etapa antes de fechar os lixões ou implantar a coleta seletiva. Mas houve um baixo engajamento dos municípios”, diz.

Uma das formas de pressionar por maior participação das prefeituras é cobrar por políticas de coleta seletiva nas eleições municipais deste ano, já que a coleta é responsabilidade de prefeitos. Para o Cempre, outra forma de pressionar é buscar uma mudança de compreensão sobre a reciclagem. 

Hoje ela é vista apenas como um processo que faz bem para o meio ambiente. 

Ele acredita que é preciso conscientizar a população de que também faz sentido do ponto de vista econômico. “O resíduo hoje é um bem econômico. Ele pode voltar para a indústria como novo produto, evitando o uso de matérias-primas.”

Fonte: Bruno Calixto - Época - Blog do Planeta.

Pesquisa mostra que brasileiros se preocupam com o meio ambiente, desde que não haja gastos extras

De São Paulo




Um estudo inédito do Cupons Mágicos, plataforma que disponibiliza cupons de desconto para compras online, indica que 96% dos brasileiros estão preocupados com o meio ambiente. 

Porém, a maior parte dos entrevistados diz não estar disposta a ter gastos extras para ser sustentável.

A pesquisa, realizada em Maio de 2016 e que contou com 1306 pessoas maiores de 18 anos em todo o Brasil, foi feita para esclarecer o que os brasileiros pensam acerca do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado dia 5 de junho. 

O objetivo da data é trazer à tona os problemas ambientais mundiais e lembrar da importância da preservação dos recursos naturais.

De um modo geral, os brasileiros dizem fazer o que podem para impactar o meio ambiente o menos possível, desde que gastos extras não estejam envolvidos. 

O estudo aponta que 41%, por exemplo, não compram alimentos orgânicos porque são caros e 6% não acreditam que esse tipo de alimento faça a diferença na saúde e no meio ambiente. 

Quando o assunto é moda, 42% não consomem roupas e acessórios sustentáveis porque são mais caros do que artigos de procedência duvidosa.

Além disso, apenas 19% têm sistema de captação de água da chuva, 9% possuem casas com energia solar e somente 4% cultivam parede ou telhado vivo (forrado com plantas)? recursos que requerem, além de disposição para reformas, investimento para implementar essas melhorias.

Economia

Já quando atitudes sustentáveis são acompanhadas pela economia de dinheiro, os brasileiros aderem de maneira mais fácil. 80% afirmam utilizar recursos domésticos para impactar o menos possível o meio ambiente. 

O recurso mais utilizado é a lâmpada LED, aparecendo em 68% das respostas. 

Ela consome menos energia e, consequentemente, a conta de energia diminui. 

Já 56% dos entrevistados afirmaram que fazem reciclagem de lixo e fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba já é um hábito de 45% dos brasileiros.
Hábitos e recursos mais utilizados para não impactar o meio ambiente

Lâmpadas LED.Reciclagem de lixo.Não jogar óleo de cozinha no encanamento.Fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer abarba.Descargas que economizam água.Tomar banhos rápidos.Tirar eletrônicos e eletrodomésticos da tomadaquando não estão sendo usados.Reciclagem de móveis, objetos e artigos demoda.Paredes de vidro ou janelas grandes paraaproveitar a luz natural ao máximo.Sistema de captação de água da chuva.Cultivo de horta em casa.Sistema de energia solar.Parede ou telhado vivo (forrado com plantas).010203040506067.9%56.5%49.5%45.5%42.0%36.8%35.0%32.3%25.7%19.3%14.3%9.3%4.4%
A sustentabilidade não fica restrita ao lar. 

Também fora de casa, 90% dos brasileiros dizem tomar atitudes para impactar o meio ambiente o menos possível: 86% não jogam lixo na rua ou na natureza, 39% procuram usar transporte público e 34% usam ecobags no supermercado em vez de sacolas de plásticas.

Vilão do meio ambiente

Os brasileiros também citaram no estudo o que acham ser os maiores vilões do meio ambiente. Para eles, a solução dos maiores problemas ambientais do Brasil depende mais de ações do Estado e de empresas do que de ações individuais de cada cidadão. 

O desmatamento das florestas (33%) foi o problema apontado como o mais grave, seguido pela poluição de rios, lagos e mar (21%) e a falta de saneamento básico (10%). 

Por último, ficaram: mudanças climáticas (1,8%), a poluição do ar (7%) e desperdício de água (8%).

Confira a pesquisa na íntegra aqui: 


Isenção de ICMS para geração solar começa a valer a partir de amanhã

Energia renovável será a principal beneficiada pela ação
Energia renovável será a principal beneficiada pela ação
JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A partir de amanhã começa a vigorar o Decreto Estadual nº 52.964, que estabelece a isenção de ICMS sobre a mini e microgeração de energias limpas e renováveis no Rio Grande do Sul para consumo próprio. 
O incentivo contempla a produção de eletricidade pelas fontes eólica, biomassa (queima de matéria orgânica) e solar. Essa última deverá ser a principal beneficiada pela ação.

Com a medida determinada pelo governo do Estado, não haverá mais a incidência da alíquota de 30% do imposto sobre o volume de energia produzido em uma residência ou ponto comercial. 

Por exemplo, uma casa que consome 150 kWh por mês, mas gera 50 kWh com um painel fotovoltaico, acabará pagando ICMS apenas sobre 100 kWh. 

O abatimento também vale para uma eventual sobra de energia que seja colocada na rede elétrica, o que permite ao cliente que está gerando obter créditos da sua distribuidora, que serão aproveitados quando consumir eletricidade da concessionária. 

Para ser contemplada pelo diferencial, a unidade microgeradora deverá ter potência instalada de até 100 kW, enquanto a mini poderá ter capacidade para produzir até 1 MW.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, frisa que o Rio Grande do Sul é o primeiro estado da região Sul do Brasil a adotar essa postura. 

Para os estados concederem o incentivo, é preciso aderir ao convênio ICMS 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). 

Até o momento, assinaram o convênio Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Acre, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Roraima. Sauaia acredita que é uma questão de tempo para que todo o País conceda incentivos para a mini e microgeração.

Segundo o integrante da Absolar, 78% dos sistemas de mini e microgeração no Brasil são instalados por clientes residenciais, 14% por comerciais, 6% por industriais e o restante encontra-se em prédios públicos e na zona rural. 

Sauaia acrescenta que o Rio Grande do Sul está em terceiro lugar no ranking quanto à quantidade de sistemas fotovoltaicos implementados, com cerca de 10% do total nacional, atrás somente de Minas e Gerais e Rio de Janeiro.

De 2014 para 2015, a mini e microgeração teve um crescimento superior a 300% no País, de 425 sistemas para 1754, sendo que a geração solar foi a responsável por quase todo resultado. 

Entre as explicações para esse fato, Sauaia aponta a disponibilidade do aproveitamento da fonte em qualquer região brasileira e a praticidade da solução, sem a necessidade de muita manutenção. 

O diretor da Absolar recorda que a expectativa da Aneel, para 2016, é de um incremento de aproximadamente 800%.

No Rio Grande do Sul, o secretário adjunto de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, argumenta que a isenção é um primeiro passo no sentido de difundir ainda mais a prática no Estado. 

O dirigente argumenta que, sem o incentivo, estima-se o retorno do investimento feito nos equipamentos de mini e microgeração em um prazo de 12 a 13 anos. Com o benefício, esse tempo cai para algo entre 7 a 9 anos, dependendo do consumo de energia. 

O secretário adjunto comenta que, atualmente, um cliente residencial, com uma demanda média de energia, de uma conta de luz de R$ 100,00 a R$ 200,00, terá que desembolsar em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil para instalar um conjunto de painéis fotovoltaicos que atenda às suas necessidades. 

Lemos Júnior lembra que o consumidor que adotar a mini e microgeração ainda terá que pagar um valor mínimo à concessionária, pois a residência continuará conectada à rede de energia.


Rio Grande do Sul espera atrair fabricantes de equipamentos fotovoltaicos

Uma segunda etapa para o desenvolvimento da energia solar no Rio Grande do Sul, adianta o secretário adjunto de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, será criar políticas pública que possibilitem a atração de fabricantes de equipamentos ligados a essa cadeia. 

Nesse sentido, as empresas Provento e Intéling Soluções Inteligentes já divulgaram o interesse de instalar plantas de painéis solares, respectivamente, nos municípios de Rio Grande e Bento Gonçalves. 

O governo gaúcho também está elaborando um atlas solar para apontar os locais no Estado mais propícios para esse tipo de geração. 

O estudo deverá ser concluído no próximo ano.



Neta de Jacques Cousteau investiga cultivo de algodão em 'For The Love of Fashion'

Produção da C&A com a National Geographic ganha lançamento com debate no Museu da Imagem e Som, em SP
Fazendo orgânica de algodão na Índia (Foto: Mirella Pappalardo/Divulgação)
Presente em 2.4% do solo plantado no mundo, o algodão é força motriz da indústria da moda. 
O documentário For The Love of Fashion foca suas lentes para a tradição do cultivo e seus novos desafios, principalmente nas demandas por medidas socialmente responsáveis e ecosustentáveis. 
A escala de produção da matéria-prima é notável: metade das roupas produzidas no mundo são de algodão; já o seu plantio é responsável por 24% da demanda por inseticidas e 11% de pesticidas do mercado global. 

A diretora Alexandra Cousteau (ela leva o sobrenome do famoso avô Jacques) apresenta nas telas o resultado de viagens pelo globo atrás dos detalhes da produção e do impacto da atividade têxtil em comunidades e no meio-ambiente. 
Na Índia, registra as etapas do plantio orgânico; já na Alemanha e nos Estados Unidos, repercute questionamentos da atividade com empresários do setor.
Realizado pela National Geographic e pela C&A, o filme ganha pré-estreia para convidados em São Paulo no próximo 18.05 no Museu da Imagem e Som. 
Depois da exibição, os presentes prestigiam uma mesa de debate sobre o tema mediada pela jornalista Maria Prata com foco no cenário brasileiro. 
Participam do papo Paulo Corrêa, presidente da C&A Brasil, Jeffrey Hogue, diretor de sustentabilidade da marca, Andrea Aragon, precursora do BCI e o Prof. Doutor Lucilio Aves, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). 
"For The Love of Fashion" estreia na programação brasileira do National Geographic no dia 25.05, às 17h15.
Alexandra Cousteau com o fazendeiro Ter Singh preparando pesticida orgânico (Foto: Mirella Pappalardo/Divulgação)
Trabalhadora na fábrica de algodão orgânica em Ginning (Foto: Mirella Pappalardo/Divulgação)

Investidores na Moda e Sustentabilidade!

O desenvolvimento do mercado da moda no Brasil chamou a atenção de grandes investidores, principalmente pelo potencial de crescimento das marcas e empresas varejistas de médio porte. 

Nos últimos anos, ocorreu uma série de fusões e aquisições, com a participação ativa de instituições financeiras globais, o que é uma mudança importante na indústria da moda brasileira.

Considerando as características dos principais investidores no setor, as perspectivas são de fortalecimento da gestão das marcas e das empresas varejistas, da gestão de risco e da visão estratégica de longo prazo, assim como o da identificação das oportunidades relacionadas a questões sociais e ambientais.



A maior parte dos investidores do setor da moda recorre à avaliação dos fatores sociais, ambientais e de governança (ESG) para tomar suas decisões financeiras. Por levar em consideração esses fatores, a análise integrada é o método mais consistente e utilizado. 

Segundo a Principles for Responsible Investment (PRI), a análise integrada oferece a estimativa mais precisa sobre os efeitos das questões ESG no retorno de capital. 

Após a avaliação dos riscos e oportunidades do país e do setor, os investidores analisam a estratégia das empresas, os potenciais impactos no desempenho financeiro e a influência das questões ESG sobre o valor das empresas em curto, médio e longo prazo.
o acesso ao capital depende da adoção de práticas de gestão dos riscos sociais e ambientais

Advent e Warburg foram acionistas controladores da Restoque, a maior empresa de moda de alto padrão no Brasil (dona das marcas Le Lis Blanc, John John, Bô.Bô, Rosa Chá e Dudalina). 

Advent é um investidor global especializado em private equity, participa ativamente dos conselhos e colabora com a gestão das empresas. 

Com profundo conhecimento sobre os setores em que investe, orienta-se para o retorno em longo prazo e encoraja as empresas a seguirem abordagens inovadoras para a solução dos problemas. 

Mesmo temas críticos da cadeia da moda, como relações de trabalho e gestão da cadeia de fornecedores, são considerados pela Advent em suas análises de investimento. 

Warburg Pincus é um gestor de investimentos global, cujas análises das questões sociais e ambientais se baseiam em due diligences e processos de monitoramento de portfólio. Além disso, assessora as empresas para que adotem planos de sustentabilidade.

O Grupo Carlyle controla, junto com o Grupo Boticário, a maior empresa de moda íntima do Brasil, a Scalina, dona das marcas Trifil e Scala. 

O Carlyle utiliza o método integrado para analisar o portfólio de investimentos e identificar oportunidades de criação de valor usando estratégias de sustentabilidade. 

Na avaliação das questões ASG, a equipe de sustentabilidade do grupo apoia os gestores das empresas sob a orientação de seu guia de investimento responsável.

Outro importante investidor no setor é a gestora de recursos Dynamo, com 30% de participação na Reserva e 5% na Renner. A Dynamo destaca a importância do investimento e da relação de longo prazo com os fornecedores, visando principalmente a redução do lead time e o aperfeiçoamento da cadeia para se adequar ao modelo fast fashion.

A International Finance Corporation (IFC) é um dos investidores da Dafiti e do Netshoes. Tornou-se referência em sustentabilidade para o sistema financeiro, e seus padrões de desempenho socioambiental são a base dos Princípios do Equador, utilizados para avaliação de riscos sociais e ambientais por oitenta bancos em todo o mundo.

No processo de avaliação das empresas, a IFC leva em consideração o sistema de gestão, as condições de trabalho, o controle da poluição, a saúde e segurança das comunidades e populações indígenas, os reassentamentos e aquisições de terras, a proteção da biodiversidade além da gestão dos recursos naturais, populações indígenas e herança cultural. 

O plano de ação desenvolvido para que a empresa adapte os seus negócios aos padrões de desempenho faz parte das condições e contratos de suas transações financeiras.

O Coronation, gestor de fundos da África do Sul, adquiriu 15% das ações da Hering e 9% das ações da Marisa, numa estratégia de investimento que busca retorno de longo prazo. Nos processos de investimento, o Coronation faz uma estimativa dos impactos sociais e ambientais sobre os resultados do negócio para aplicar uma taxa de desconto na avaliação do fluxo de caixa das empresas.

O First State Investments, um gestor de ativos em nível global, possui 5% das ações da Hering. 

Todo o seu portfólio de investimentos é submetido à análise das questões sociais, ambientais e de governança por uma equipe de investimento responsável, avaliada por um comitê global de investimento responsável, que monitora e direciona as práticas dos negócios. 

Um dos focos do comitê é a identificação de melhores práticas de integração dos direitos humanos nas decisões de investimento. Para isso, utiliza o relatório Banking on Shaky Ground, da Oxfam, como uma de suas principais referências.

A gestora de investimentos T. Rowe Price Associates, que possui 15% das ações da Renner, analisa as questões ESG buscando compreender a sustentabilidade no modelo de negócios da empresa e os fatores que possam causar mudanças de longo prazo, como a regulação, a disponibilidade e custo de recursos naturais, a estrutura de incentivos da empresa, e os riscos na cadeia de fornecedores – especialmente os relacionados às condições de trabalho, à qualidade e diversidade do conselho, à credibilidade das informações divulgadas pelas empresas e ao relacionamento com os stakeholders.

A Aberdeen Asset Management é uma gestora global de ativos, detentora de 14% das ações da Renner. No seu processo de gestão de riscos socioambientais, a Aberdeen define metas para a mitigação de riscos que estão ligadas a remuneração de seus executivos e conselheiros. Também encoraja as empresas nas quais tem investimentos a serem transparentes na divulgação dos objetivos, operações e resultados.

A J.P. Morgan Asset Management possui 7% das ações da Renner e uma participação minoritária na Dafiti. As suas análises ASG verificam se as questões sociais, ambientais e de governança afetam a reputação, as operações e a viabilidade econômica dos clientes, considerando as comunidades e a região onde atuam. 

Preocupada com as condições de trabalho, a J.P. Morgan faz uma análise específica sobre direitos humanos e condições de trabalho, e suas normas proíbem transações com empresas que utilizem trabalho forçado ou infantil. Antes dos investimentos, a J.P. Morgan busca evidências de que as empresas possuem procedimentos de auditoria e políticas sobre conformidade legal nas cadeias de fornecedores.

O número de investidores que adotam políticas de investimento responsável aumentou de modo significativo, fazendo com que os processos de análise de riscos e oportunidades sociais, ambientais e de governança se desenvolvessem continuamente. 

A presença dos investidores globais com métodos integrados de análise ASG no setor da moda mostra que o acesso ao capital depende da adoção de práticas de gestão dos riscos sociais e ambientais, principalmente nas relações com os fornecedores. 

Os casos mais avançados mostram ainda uma nova tendência: a de identificação de oportunidades de gerar valor nas cadeias de produção que tenham maior eficiência e produtividade, com resultados financeiros ampliados, mas que ao mesmo tempo contribuam para melhorar as condições sociais e ambientais.

Esse artigo é parte do relatório de pesquisa “Gestão de Fornecedores no Varejo de Moda”, disponível no site http://uniethos.b2bnetwork.com.br

Atrações turísticas mais sustentáveis: um mundo de opções!
























Quando se fala em turismo, logo vem à cabeça os grandes parques, praias, monumentos, museus e lugares mundo afora. 

O que nem todo mundo sabe, é que existem vários projetos que têm tornado vários desses pontos turísticos mais sustentáveis, no intuito de contribuir para a preservação do meio ambiente para as gerações futuras, aliando o entretenimento com sustentabilidade.


1- Bondinho do pão de açúcar com energia solar O bondinho do pão de açúcar é conhecido mundialmente, sendo o queridinho do Rio de Janeiro e do Brasil. Recentemente, foram desenvolvidos projetos para a produção de energia 100% limpa, por meio de um conjunto fotovoltaico. 

O uso das placas e painéis solares tem representado uma economia de 02 MWh por mês, os quais proviam anteriormente de rede elétrica convencional. 

E não para por aí! A CCAPA (Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar), que administra o ponto turístico, continuará investimento em projetos sustentáveis de eficiência energética, fazendo do bondinho um sistema de transporte limpo. atrações turísticas mais sustentáveis.


2- Cristo Redentor com iluminação LED O segundo da lista das atrações turísticas mais sustentáveis é considerado uma das sete maravilhas mundiais e, desde 2011, conta com uma iluminação sustentável em LED. A iluminação em LED apresenta alta eficiência energética e flexibilidade quanto ao gerenciamento da luz. 

Desde a utilização desse sistema, os gastos de energia do monumento do Cristo Redentor foram reduzidos em aproximadamente 20 vezes em relação à iluminação utilizada anteriormente. 

O sistema possui um controle inovador, chamado Lighting Control Engine, que permite um gerenciamento individual de cada projetor. 

O sistema permite a criação de um número de cenas praticamente infinitas, o que possibilita iluminar o cristo em diferentes momentos de forma única. atrações turísticas mais sustentáveis.


3- Torre Eiffel com energia eólica O ícone de Paris será abastecido com energia renovável. Foram instaladas duas turbinas eólicas no monumento capazes de gerar 10 mil Kwh de energia, a qual alimentará os museus, restaurantes e lanchonetes que ficam no primeiro andar da torre. 

Outras medidas também foram tomadas para tornar a Torre Eiffel sustentável, como iluminação de LED e um sistema de recuperação da água da chuva.


4 – Ônibus em Londres elétrico O ônibus é um dos símbolos do transporte público em Londres. E, desde o ano passado, os veículos desse tipo têm sido testados com eletricidade armazenada em baterias. 

A previsão é que até 2020 todos os veículos do transporte público de Londres sejam substituídos por veículos com zero emissão de carbono. O sistema funciona com uma recarga sem fio, com uma placa no solo possibilitando a transferência de energia. 

O ponto transfere para o conjunto de baterias do ônibus uma carga de 10 KW a cada cinco minutos.


5 – Times Square mais amigável para os pedestres A avenida mais famosa de Nova York, e uma das mais famosas do mundo, tirou os carros das ruas e deixou o espaço mais amigável para os pedestres através de praças criadas especialmente para eles. 

Os objetivos concentram na diminuição da poluição atmosférica e no aumento da qualidade de vida das pessoas nas ruas. 

Dados de 2014 apontam que 75% do espaço público dos principais cruzamentos da Times Square já estava sendo destinado aos pedestres, com mesas e cadeiras para conversar.

6 – Empire State Building em Nova York é LEED EB-OM O Empire State Building, em Nova York,se tornou um Green Building, certificado LEED EB-OM Gold em 2010, sistema de certificação para edifícios existentes que avalia a sua operação e manutenção. 

Esse sistema de certificação fornece um mapa claro de melhorias e aperfeiçoamentos, apresentando medidas simples para qualquer edifício, funcionando como uma boa ferramenta de gestão operacional.

7 – Disney com energia solar Recentemente, falamos aqui no SustentArqui sobre o projeto de energia solar que abastecerá os parques do Walt Disney World. Uma usina, inaugurada no último dia 12, foi desenvolvida com 48 mil painéis solares em uma fazenda localizada próximo ao parque Epcot, e produzirá uma energia de 5 megawatts. 

A usina tem o formato da cabeça do Mickey e o seu sistema possui eficiência mil vezes maior ao sistema utilizado nos telhados de residências para a captação de energia solar fotovoltaica. atrações turísticas mais sustentáveis - disney 
Foto: Nearmap 

Que esse tipo de conscientização se espalhe cada vez mais por atrações turísticas pelo Brasil e pelo mundo.

Site: SustenAquir

Sustentabilidade - Sonae Sierra - reduziu custos em 21,7 milhões de euros com gestão sustentável


   Elsa Monteiro, responsável de Sustentabilidade e Comunicação 
   da Sonae Sierra. Fotografia: Global Imagens


Por Virgínia Alves

Resultados da Sonae Sierra acima das expectativas, com lucros superiores em 47% face aos resultados do ano anterior.

A Sonae Sierra avalia os seus resultados em termos económicos, sociais e ambientais, tendo em conta, como explicou hoje Elsa Monteiro, Responsável Global de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Sonae Sierra, que os dados de todas estas áreas contribuem para o resultado final, ou seja os lucros subiram, mas os custos, através da implementação de medidas de gestão sustentáveis desceram. 

Em 2015, o resultado líquido foi de 141,7 milhões de euros (em comparação com 96,3 milhões em 2014), e os custos evitados de 21,7 milhões de euros graças a medidas de gestão sustentável. 

“Os resultados ficaram acima das expectativas, superiores em 47% face ao ano passado, que resultou da performance operacional das empresas, da venda de serviços indiretos e também da melhoria do valor dos ativos”, afirmou Elsa Monteiro. 

Assim, a Sonae Sierra “mantém o otimismo relativamente às perspetivas futuras e continuará a executar a sua estratégia, que está a demonstrar solidez, em novas oportunidades de promoção imobiliária, de gestão profissional do portefólio bem como de fornecimento de serviços profissionais”. 

Em 2015, os centros comerciais a receberem mais de 433 milhões de visitas (uma subida de 0,7 % numa base comparável), o que se refletiu num aumento das vendas dos lojistas de 3,3 % no portefólio europeu. 

No Brasil “as vendas foram afetadas pela diferença cambial entre o real e o euro, e também pela redução de visitas, dada a situação atual do país”, frisou a responsável. Por outro lado, em 2015 os 127 novos contratos de serviços celebrados pela Empresa atingiram um valor de 18,5 milhões de euros e a Sonae Sierra apresentou o seu primeiro investimento direto na Colômbia. 

Quanto à estratégia de sustentabilidade seguida pela empresa, permitiu, em termos globais “diminuir os custos ambientais, de segurança e saúde no trabalho, bem como comportamentos de prevenção”, disse Elsa Monteiro, lembrando que estes custos têm influência direta nos resultados finais, “21,7 milhões de euros de custos foram evitados em 2015”. 

No ano passado, face a 2014, registou uma redução de 3% no consumo de água (–20 % desde 2003), 5% de redução no consumo de energia (–44 % desde 2002), 6% de redução nas emissões de gases com efeito de estufa (–82 % desde 2005) e uma taxa de reciclagem de 62% (uma subida de 225% desde 2002). 

No cômputo geral, a implementação de medidas de gestão sustentável representou 21,7 milhões de euros de custos evitados em 2015. 

As melhorias de produtividade no local de trabalho foram sustentadas pelas reduções significativas alcançadas no absentismo dos colaboradores desde 2014: uma quebra de 70% face ao ano anterior (e 93 % de redução da taxa de severidade de acidentes de trabalho desde 2005). 

Elsa Monteiro referiu que atualmente “os investidores não olham apenas para o desempenho financeiro, querem conhecer as metas de um desempenho sustentável, que não é financeiro”, as certificações de projetos por entidades competentes nas mais diversas áreas são uma mais valia, “porque com um melhor desempenho ambiental é possível reduzir os custos com a energia, água, e aumentar a reciclagem”. 

Em Portugal a Sonae Sierra está a desenvolver um projeto piloto para energia renovável fotovoltaica. “Algo em que já apostamos, mas que a alteração da legislação levou a que deixasse de compensar. 

Agora mudou novamente, e em parceria com uma empresa de energia vamos avançar com o projeto, o nosso parceiro faz o investimento inicial e nós pagamos a energia que consumimos”. Além disso, vai avançar no Brasil um projeto piloto de energia renovável a partir de resíduos, não é possível ainda na Europa que tem diversas restrições legais. 

Os resultados do desempenho da Sonae Sierra são divulgados no Relatório Económico, Ambiental e Social (EES), que apresenta um retrato completo e integrado da estratégia empresarial e do desempenho operacional da Sonae Sierra em 2015, demonstrando o alinhamento entre a atividade central e os objetivos de sustentabilidade. 

Para o futuro, a aposta continua a ser na sustentabilidade, melhorando a eficiência dos equipamentos, acompanhar a tendência do fluxo de investimento dos mercados maduros para os emergentes, com um foco especial nas cidades e não nos países. 

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