Sustentabilidade, Olimpíadas e marketing hoteleiro incrementam a programação do 58º Conotel




Edição passada do Conotel (foto: arquivo HN/Flip Calixto)
A 58º edição do Conotel (Congresso Nacional de Hotéis) vai acontecer entre os dias 18 e 20 de maio, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, conforme noticiado pelo Hôtelier News
O encontro terá como tema o Futuro do setor após as Olimpíadas como centro das atividades. Ainda assim, a programação conta com palestras e painéis diversificados que buscam contribuir para ampliar o conhecimento de profissionais que atuam no segmento de hospedagem.
Durante a tarde do primeiro dia de evento, os visitantes poderão ouvir a Palestra Sebrae SP - Como Fazer Marketing de Relacionamento, ministrada por Neuler da Motta Peçanha (Consultor de Marketing Sebrae SP) e a Palestra Senac SP - A Atuação dos Milleniums no Cenário Contemporâneo da Hotelaria, por Fernando Baraccho Martinelli (Diretor Executivo da Interval International para o Brasil e Professor do Curso de Pós-graduação em Gestão de Meios de Hospedagem do SENAC/SP). 
Mais tarde o Sebrae realiza mais uma apresentação sobre E-social do Sistema Público de Escrituração Digital - SPED, pela Dra. Sandra Regina Bruno Fiorentini (Consultora Jurídica Sebrae SP) e, fechando o dia, a FBHA promove um seminário sobre Eficiência Energética, ministrado por Ricardo Bezamat da entidade.
Para o dia 19 estão programados uma série de painéis durante todo o evento, com os temas: 
Impacto da Economia Colaborativa na Hotelaria e a Regulamentação do Setor; Olimpíadas e Hotelaria - Esporte como Atratividade Lucratividade e Sustentabilidade Gerando Economia na Hotelaria.
No dia seguinte, dando continuidade para sequência de apresentações, os visitantes poderão acompanhar painéis sobre: Tributação, ECAD, Responsabilidade Societária e Sucessão Empresarial na Hotelaria; Gestão Hoteleira, Hospitalidade e Inovação; e Conjuntura Econômica e Tendências Nacional e Internacional para Hotelaria.
Serviço
conotel2016.com.br

Portugal - Torres Vedras é marco na História europeia da mobilidade sustentável

 




Torres Vedras, local marcante da História de Portugal e da Europa por acontecimentos decisivos da mesma que aí ocorreram ao longo dos séculos passados, continuará a marcá-la pelo seu trabalho na área da mobilidade sustentável.


Nesse âmbito foi assinado no dia 14 de abril, no auditório do Edifício dos Paços do Concelho, no decorrer do sétimo Fórum da rede Civinet (uma rede ibérica constituída para a promoção da mobilidade sustentável), o Acordo de Torres Vedras, pelas 31 cidades que compõe a mesma.

No início do texto desse documento é referido que o mesmo tem
“presente o Livro Verde – Para uma Nova Cultura de Mobilidade Urbana (2007);
o Plano de Ação para a Mobilidade Urbana (2009);
e o Livro Branco dos Transportes (2011) como os melhores guias da Comissão Europeia para orientar e apoiar as cidades na elaboração de políticas e medidas inovadoras dedicadas à promoção de uma vida menos dependente do veículo próprio e potenciadoras do uso da bicicleta como uma alternativa de transporte não poluente com benefícios para a saúde dos cidadão”.

Segundo aquele acordo, “para um novo paradigma de mobilidade sustentável nas cidades”, as cidades envolvidas comprometem-se a atingir os padrões de qualidade do ar definidos na Diretiva 2008/50/CE do Parlamento Europeu e Conselho Europeu, a reduzir as emissões de CO2, bem como a cumprir as normas em matéria de energia e alterações climáticas conforme a Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, para além dos “objetivos ambiciosos do Livro Branco da Comissão Europeia para uma mobilidade urbana mais sustentável”.

Neste documento, as cidades da rede Civinet reafirmam ainda o compromisso político e técnico de: melhorar a acessibilidade dos respetivos territórios, dando prioridade aos modos suaves, pedonal e ciclável, e ao transporte público; ordenar o espaço público para obter cidades mais habitáveis, inclusivas e com melhor qualidade de vida;
introduzir sistemas inteligentes de transporte;
introduzir medidas de acalmia no tráfego;
promover estratégias de comunicação e divulgação de informação ao público para aumentar a consciencialização sobre a necessidade de reduzir as emissões de CO2;
centrar as políticas de mobilidade nas necessidades reais dos cidadãos; e colocar os cidadãos no centro das preocupações do desenho urbano da cidade.

Também segundo aquele acordo as cidades subscritoras reconhecem que “são responsáveis por responder a estes objetivos em consonância com o princípio da subsidiariedade da União Europeia (que coloca a responsabilidade de ação no nível nacional, regional ou local) nos termos do artigo 5.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia”, comprometendo-se “a disseminá-los em fóruns locais, regionais, nacionais, europeus e mundiais em que as cidades ou a rede possam participar”.

Este acordo apela ainda às entidades centrais e europeias a apoiarem as medidas preconizadas no mesmo.

Alterações na matriz elétrica são condição para retomada do crescimento

debate

Um grupo de altos executivos das mais expressivas corporações em atuação no Brasil resolveu olhar para o futuro e realizou dois grandes estudos sobre a questão energética. 

Trata-se do Conselho de Líderes do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). 

Os documentos Financiamento à Energia Renovável: 
Entraves, Desafios e Oportunidades e 

Consumo Eficiente de Energia Elétrica: Uma Agenda para o Brasil serão apresentados em evento aberto e gratuito, em 5 de maio. 

Paralelamente, os estudos também serão expostos a autoridades do poder público de diferentes esferas.

Os dois temas são considerados estratégicos pelo setor produtivo para a retomada da competitividade e para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável no país. “É impossível ignorar que as questões climáticas irão afetar diretamente as tomadas de decisões políticas e econômicas. 

Por isso, ambos os estudos já estão alinhados com os compromissos nacionais firmados no Acordo de Paris”, explica a presidente do CEBDS, Marina Grossi. 

Eles analisam oportunidades e desafios da situação atual frente ao uso eficiente da energia e à diversificação de fontes renováveis alternativas, além de apontar medidas práticas de avanços. São questões complexas e que causarão alterações profundas, inclusive de mercado, em um futuro próximo. 

“O Conselho de Líderes antecipou-se na análise de alguns desses desafios e quer dividir sua visão de futuro com o poder público e a sociedade. 

Somente com um pacto social bem consolidado, o país conseguirá avançar no sentido de uma economia sustentável, competitiva e socialmente justa”, completa Marina.

No compromisso firmado no Acordo de Paris, o Brasil se propõe a alcançar uma participação de 23% de fontes alternativas renováveis de energia na matriz elétrica (como eólica e fotovoltaica) e a promover uma conservação de energia da ordem de 10% até 2030. 

Até o momento, porém, não há nenhuma ação prevista no Plano Plurianual (PPA) do governo e persistem dificuldades, como a dependência do financiamento público para os projetos de energia alternativa, a forte percepção de risco dos investidores e a falta de visibilidade dos investimentos e ganhos líquidos resultantes de maior eficiência.

Os estudos do Conselho de Líderes cercam essas e outras questões, oferecendo alternativas que, se encampadas pelo poder público, ganharão escala para colocar o Brasil em linha com o desenvolvimento sustentável e o momento global. 

Dentre seus objetivos, estão:
identificar o potencial de conservação de energia elétrica do Brasil;
desenhar cenários de conservação de energia até 2030, com base na meta de eficiência elétrica da INDC (compromissos do Brasil no Acordo de Paris) e simulação da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN);
detectar as principais barreiras ao aproveitamento do potencial de conservação disponível;
propor medidas para superar as barreiras hoje existentes e atingir os níveis de conservação de energia estabelecidos nos cenários simulados;
avaliar o investimento necessário para a implementação dessa agenda e as alternativas para a captação dos recursos;
mapear os fatores que ainda inibem o investimento na geração de energia renovável alternativa, tais como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica e fotovoltaica;
elencar soluções financeiras, regulatórias e de mercado para a diminuição dos riscos de investimento na geração alternativa de energia.

O evento de apresentação acontecerá no Rio de Janeiro e será aberto a jornalistas. Haverá também cobertura online para profissionais de outras localidades, que poderão enviar suas perguntas em tempo real para os expositores. 

Além dos estudos sobre energia, o CEBDS dará uma prévia de um terceiro estudo em andamento, abordando a questão da mobilidade.

Solicita-se credenciamento prévio junto à assessoria de imprensa.

Para acessar a programação completa do evento clique aqui.

Senado aprova projeto que estimula eficiência energética

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil
Energia elétrica
Projeto  estabelece reserva de 20% dos recursos que  empresas do setor destinam à eficiência  energética para  aplicação  no  Procel   Arquivo/Agência  Brasil

O plenário do Senado aprovou no dia (07/04),  sessão extraordinária, o substitutivo da Câmara dos Deputados a projeto de lei da senadora Ana Amélia (PP-RS), que estabelece reserva de 20% dos recursos das empresas de energia elétrica destinados à eficiência energética para aplicação no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).


O substitutivo não estabelece limite mínimo para que os recursos de eficiência energética sejam aplicados em unidades consumidoras beneficiadas pela tarifa social, comunidades de baixa renda e comunidades rurais, mas prevê que eles podem chegar a 80%. 

O texto original do Senado previa a aplicação mínima de 60% nesse tipo de comunidade, mas a previsão foi retirada do substitutivo.

Outra mudança promovida na Câmara foi a retirada da obrigatoriedade que os programas de eficiência energética das empresas deveriam priorizar a indústria nacional. Essa iniciativa já é contemplada em outra lei e, por isso, foi retirada do projeto.

Apesar das modificações no texto original, a senadora Ana Amélia comemorou a aprovação da matéria e disse que o projeto a contribui para o país em diversos aspectos. 

“Existem vários fatores econômicos e sociais e também de sustentabilidade, porque quanto menos energia se consome mais se criam condições para ter energia disponível e não correr risco de um novo apagão, mesmo que, hoje, as condições climáticas sejam mais favoráveis”, disse a senadora.

O texto segue agora para sanção presidencial.
Edição: Nádia Franco

Tomates são usados para gerar energia nos EUA

Cientistas americanos querem reaproveitar cerca de 400 mil toneladas de tomates que iriam para o lixo para produzir energia

tomates


Uma equipe de cientistas está explorando uma fonte, no mínimo, incomum de eletricidade: tomates danificados que são considerados impróprios para venda no supermercado.

O projeto piloto envolve uma célula a base de combustível biológico que utiliza resíduos de tomate que sobraram das colheitas na Flórida, nos Estados Unidos.

Todos os anos, o estado americano joga no lixo nada menos do que 400 000 toneladas de uma mistura de tomates danificados ou comidos por pragas e de sementes descartadas na produção de molhos.

Todo esse rejeito é transferido para aterros sanitários, liberando metano, um gás de efeito estufa perigoso. 

Atento ao problema, um grupo de pesquisadores da Escola de Minas e Tecnologia de Dakota do Sul desenvolveu uma célula de combustível microbial especial para transformar os resíduos em eletricidade.

Graças à ação oxidante das bactérias aeróbicas, é possível processar os resíduos de tomate e gerar uma corrente elétrica. 

O pigmento de licopeno no tomate, segundo os pesquisadores, é um excelente mediador para incentivar a geração de cargas elétricas. 

O processo também neutraliza os resíduos, impedindo que eles emitam gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global.

Pelos cálculos dos pesquisadores, as tais 400 mil toneladas de resíduos de tomate desperdiçados na Flórida poderiam gerar energia suficiente para abastecer a Disney World por 90 dias.

Neste momento de testes em pequena escala, porém, os resultados são bem mais módicos — cerca 0,3 watts de eletricidade por 10 miligramas de produto.

A ideia é aperfeiçoar o processo para aumentar a escala. 

Os pesquisadores apresentaram seus trabalhos neste mês em um encontro da American Chemical Society (ACS), a maior sociedade científica do mundo.

(Fonte: Época)

Livro Compras Sustentáveis & Grandes Eventos: A avaliação do ciclo de vida como ferramenta para decisões de consumo

A publicação foi construída no cenário do Brasil como sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. 

Em perspectiva, uma vasta gama de aprendizados e experiências podem dar escala a práticas socioambientais integradas a uma nova maneira de gerir a realizar megaeventos, com legados para a sociedade.





O tema está diretamente relacionado ao debate global sobre o consumo e produção sustentável, e sobre os limites de uso dos recursos naturais do planeta, conforme destacado no capítulo 1. 

Dos shows de rock aos grandes espetáculos culturais e esportivos, aproveitar a oportunidade no sentido de avançar nas compras sustentáveis é imperativo para o poder público, cada vez mais demandado por meio de normas jurídicas, práticas voluntárias e decisões dos órgãos de controle que se preocupam com o impacto das compras governamentais no meio ambiente e na sociedade.

O debate é estratégico para o setor empresarial, que tem visto crescer exponencialmente os instrumentos de autorregulação relacionados com o seu papel tanto de fornecedor quanto de consumidor de produtos, bens e obras com atributos de sustentabilidade, um dos pontos de destaque da obra.

O livro entrega, ainda, uma grande contribuição à sociedade ao apresentar de forma didática e acessível uma ferramenta técnica para subsidiar a tomada de decisão de compradores públicos e empresariais: 

a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), focada na pegada de carbono (carbon footprint), medida que quantifica as emissões de gases de efeito estufa (GEE). 

A ferramenta auxilia tomadores de decisão que buscam informações sobre onde se dão os impactos de suas aquisições, optando por uma alternativa que esteja em consonância com atributos ambientais.

Em resposta aos reclamos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a pegada de carbono permite identificar em todas as etapas do ciclo de vida de um produto, desde a extração da matéria-prima, passando por produção, distribuição e uso, até o fim de vida desse produto, onde se dá o maior pico de emissão de gases de efeito estufa, sendo uma poderosa ferramenta de gestão não só da opção de compras, mas também como fomentadora do mercado na busca por práticas produtivas que sejam menos “carbono intensivas”.

Ela torna possível, ainda, verificar o benefício que movimentos como esse promovem para o consumidor final, que terá produtos e serviços mais qualificados à sua escolha, contribuindo para um círculo virtuoso de inserção de atributos de sustentabilidade no consumo.

O leitor também encontrará um mapeamento de práticas socioambientais adotadas em grandes eventos globais que dimensiona o potencial e a força da atividade como indutora de mudanças de padrão na produção e consumo, na perspectiva de um futuro mais sustentável e mais inclusivo para a humanidade. 

Com abordagem inovadora, apresentando infográficos e esquemas ilustrativos didáticos, a obra apresenta a temática das compras sustentáveis de forma a orientar gestores e contribuir para iniciativas públicas e empresariais, evidenciando a necessidade de investimentos em ferramentas técnicas, como a ACV, para a tomada de decisão.

Acesse também os relatórios técnicos dessa iniciativa.

Publicação realizada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Acesso à publicação

Webdocumentário destaca os avanços da energia solar no Brasil

Em comunidades espalhadas pelo interior do Brasil, desde os rincões da Amazônia até o sul do país, a energia solar está chegando e transformando as vidas de milhares de pessoas, com mais energia e qualidade de vida e menos poluição e custos na conta elétrica.

O Greenpeace Brasil lançou no dia 12/01 o webdocumentário “Sol de Norte a Sul”, que registra e conta as histórias e as pessoas que estão vivendo a transformação causada pela chegada dos painéis fotovoltaicos e pela produção de energia limpa e mais barata.

O webdocumentário está dividido em quatro seções. Uma mostra quais são benefícios sociais que a energia solar traz ao País. 

Além de gerar empregos, as histórias mostradas ali contam como brasileiros passaram a ter água limpa, salas de aula mais adequadas e contas de luz mais baixas. 

A segunda parte é dedicada aos entraves que não permitem a ampla disseminação dessa fonte limpa de energia, como o excesso de tributos que encarecem os sistemas. 

Hoje, apenas 0,02% da eletricidade do Brasil vem de placas fotovoltaicas. 

Em seguida, conhecemos quatro histórias de brasileiros que, mesmo com todos os empecilhos, apostam na energia do sol.

A quarta e última seção da plataforma traz um mapa do mundo para que os internautas insiram iniciativas ligadas à energia solar que conhecem. 

Esse mapa será, em breve, um amplo panorama de como a energia solar está ganhando espaço no Brasil e no mundo.

“As histórias contadas aqui são só alguns exemplos dos muitos benefícios da energia solar. Mas apenas três em cada dez brasileiros sabem que podem gerar sua própria energia. 

Com esse webdoc, esperamos contribuir para que esse número cresça. 

E queremos chegar a 1 milhão de casas com telhados solares num futuro próximo no Brasil”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O webdocumentário está disponível gratuitamente no