As empresas responsáveis com o planeta de 2015!

As vencedoras do Prêmio ÉPOCA Empresa Verde mostram que cuidar do meio ambiente é bom para os negócios. Ah, se os governos se mirassem no exemplo delas...

THAIS HERRERO

Em dezembro, o mundo estará de olho na 21ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP 21. Ela reunirá representantes de 190 países para tentar combinar uma meta de corte na emissão de gases responsáveis pelas mudanças climáticas. 

Enquanto os governos tentam chegar a um acordo, várias companhias atentas ao assunto estabeleceram ações próprias para diminuir seu impacto ao meio ambiente. Algumas estão entre as ganhadoras do Prêmio ÉPOCA Empresa Verde.

O prêmio é realizado desde 2008 em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC). Nesta edição, criamos duas categorias especiais: 

Melhor Solução para Urbanização e Melhor Solução para o Uso Sustentável de Recursos Naturais. 

Duas empresas dividiram o prêmio nessa última categoria: Neoenergia e Honda, que se destacaram por investir em energias renováveis. Segundo Carlos Rossin, diretor de sustentabilidade da PwC, a aposta delas colabora com a revolução na matriz energética brasileira. 

“Com a crise hídrica do Sudeste, não dá para depender só das usinas hidrelétricas. 

O Brasil tem um potencial incrível para explorar a energia dos ventos e do sol. E agora é a hora certa”, afirma. A seguir, você vai conhecer o que as sete empresas campeãs fazem pelo meio ambiente e para garantir seu próprio futuro sustentável.

Prêmio Época Empresa Verde  (Foto: Época )
EMPRESA VERDE
SERVIÇOS
ENEL BRASIL
Os brasileiros que moram no Ceará e no Rio de Janeiro sabem que o lixo produzido em suas casas vale uma conta de luz mais barata. 

Desde 2007, a Coelce e a Ampla, empresas da Enel Brasil que distribuem a energia elétrica nos dois Estados, respectivamente, mantêm um programa de incentivo à reciclagem em que os clientes trocam resíduos de papel, plástico, vidro, metal e óleo de cozinha por bônus na conta de energia.

Para isso, eles levam os materiais a um dos postos das empresas, onde tudo é separado e pesado. Existe uma cotação em reais para cada tipo de material. O valor obtido vai para um cartão magnético do cliente e vira bônus abatido na conta de luz do mês seguinte. 

O desconto não tem limites. Há quem fique meses sem precisar pagar nenhum centavo. De 2007 a 2014, mais de 22.000 toneladas de resíduos foram recicladas e viraram R$ 3 milhões em descontos. 

Além de melhorar os índices de reciclagem nos 43 municípios participantes, a Enel também diminuiu o número de clientes inadimplentes, que estava alto. 

“Hoje, ajudamos a população carente a acessar a energia elétrica, que é tão fundamental para todos nós, sem que ninguém fique devendo na praça ou corra o risco de ter o serviço cortado”, diz Marcia Massotti, responsável pela área de sustentabilidade da Enel Brasil. 

Desde 2014, quem troca o lixo pelo desconto recebe na conta uma informação extra: a quantidade de gás carbônico que deixou de ser lançada no meio ambiente graças ao encaminhamento do material para a reciclagem

Isso porque areciclagem reduz a necessidade de produzir nova matéria-prima, diminuindo a emissão das fábricas.

EMPRESA VERDE

INDÚSTRIA

UNILEVER


Uma máquina que lava roupas de uma família com quatro pessoas gasta entre 80 e 135 litros de água por vez. De olho no valor cada vez maior desse líquido natural, a Unilever lançou uma versão concentrada do popular sabão Omo. O produto só precisa de um enxágue na máquina. Reduz pela metade o consumo de água a cada lavagem. Para Fernando Fernandez, presidente da Unilever no Brasil, isso foi possível porque “o que lava a roupa é o sabão e não a água”. Segundo a empresa, o produto tem uma fórmula que permite desprender a sujeira das roupas numa concentração menor de água.

Desde o começo de 2014, a empresa aposta na linha de concentrados e compactos. Há também amaciantes e produtos de limpeza. Em maio de 2015, foram lançados os antitranspirantes em embalagens menores, com gás comprimido.Isso permite a redução do consumo de água e de lixo tanto na fabricação quanto durante o uso dos produtos. Somente as linhas de amaciante e sabão para lavagem de roupas pouparam em 2014 cerca de 100 milhões de litros de água nas fábricas da Unilever no Brasil. É equivalente ao consumo de 1 milhão de pessoas.

Para lançar esses produtos, a empresa pesquisou e desenvolveu tecnologias especiais para tornar o produto eficiente em quantidades menores. Agora, quer que suas concorrentes também entrem nesse mercado. Por isso, tudo o que foi descoberto está disponível sem patentes para ser copiado. A vantagem, segundo Fernandez, é que assim o mercado será regulamentado e todos competirão em pé de igualdade.


Fábrica de tijolos em São Paulo (Foto: Pisco Del Gaiso)
EMPRESA VERDE

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – SERVIÇOS E FINANÇAS

SANTANDER
No site do Banco Santander há uma ferramenta em que calculamos quanto nossas ações do dia a dia – como se locomover, comprar objetos e fazer viagens – emitem gases responsáveis pelo aquecimento global. 

Faz parte do Programa Reduza e Compense. Depois do cálculo, o site oferece formas de compensarmos nosso impacto ao planeta, por exemplo, com a compra de créditos de carbono de empresas que já reduziram suas emissões. 

Uma das empresas que estão vendendo seus créditos pela ferramenta do Santander é a Irmãos Fredi, uma fábrica de cerâmica e tijolos e blocos em Presidente Epitácio, interior de São Paulo. Para reduzir seu impacto negativo no ambiente, a empresa parou de abastecer os fornos com lenha de árvores do Cerrado. 

E, com ajuda da consultoria do banco, passou a usar biomassa renovável. O que aquece seus fornos agora são serragem e bagaço de cana que sobram de fazendas próximas.

Com o dinheiro da venda dos créditos, a Irmãos Fredi dá assistência a duas creches da cidade. Desde 2006, quando trocou o combustível dos fornos, a empresa já pagou a reforma das instituições, doou computadores e retroprojetores. 

A fábrica também fornece mensalmente cestas básicas. Com iniciativas como essa, o Programa Reduza e Compense intermediou a compensação de mais de 73.000 toneladas de gás carbônico em 2014 e ganhou dois prêmios internacionais.


Linha de produção na Natura (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
EMPRESA VERDE

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – INDÚSTRIA

NATURA
Quando seu perfume acabar, você não precisa mais comprar um frasco novo. 

Desde 2014, a Natura oferece refis, que demandam menos matéria-prima e menos energia na fabricação, também para perfumes. Com a novidade, a empresa estima que diminuirá 72% das emissões de gases causadores do efeito estufa. 

E isso permite também que o refil custe 20% menos que um frasco novo para os clientes. Os refis são de plástico 100% reciclado. Isso incentiva o reaproveitamento de um material que poderia acabar em um lixão e demorar centenas de anos para se decompor. 

É uma estratégia inédita no ramo da perfumaria – que investe em embalagens caras e design arrojado. 

“O perfume é um objeto de desejo também por conta do glamour da embalagem”, afirma Keyvan Macedo, gerente de Sustentabilidade, Marcas e Produtos da Natura. 

Por isso, diz que a empresa está investindo em uma nova abordagem junto aos consumidores, mostrando que a qualidade e a finalidade de um perfume não estão atreladas à embalagem.

Para oferecer os refis, a Natura teve de mudar a estrutura dos vidros de perfumes – geralmente com válvulas que não podem ser retiradas. 

Na linha Ekos, todos têm válvulas rosqueadas que o consumidor tira com facilidade. Isso melhorou, inclusive, a reciclagem dos frascos de vidro. 

As versões invioláveis obrigavam os trabalhadores das cooperativas a cortar ou quebrar os frascos, correndo risco de se machucar ou de perder parte do material. Agora, o processo ficou melhor.


Placas solares  em Fernando  de Noronha (Foto: Fabio Borges Pereira)
EMPRESA VERDE
SOLUÇÕES – RECURSOS NATURAIS
NEOENERGIA
Quem viaja ao arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, sabe que um bom dia de sol é crucial para aproveitar as belas praias. 

O sol ali também é precioso para o abastecimento de eletricidade desde que a Neoenergia inaugurou duas usinas fotovoltaicas. A primeira começou a funcionar em 2014 e a segunda em julho de 2015. 

Somadas, representam 10% do consumo de energia da ilha e menos 400.000 litros de óleo diesel queimado por ano. 

Os outros 90% da eletricidade vêm da usina termelétrica Tubarão – uma fonte cara e poluente. A redução no uso do diesel permitiu uma economia de R$ 1,170 milhão por ano. 

Para a instalação das usinas nenhuma árvore foi derrubada – algo importante para um local reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

A ilha foi também o primeiro lugar de Pernambuco a contar com redes elétricas inteligentes. Elas permitem a cada cliente saber de onde vem a eletricidade e quanto ela custa a cada momento. 

Também permitirá que uma pessoa possa gerar sua própria eletricidade (com um painel solar no telhado) e vender o excedente. 

Para a presidente do Grupo Neoenergia, Solange Ribeiro, as redes inteligentes são uma aposta para que, em breve, Fernando de Noronha não dependa mais da termelétrica. “Para conseguirmos ter fontes alternativas é importante que a ilha tenha um controle melhor do consumo e da distribuição”, diz. 

Na ilha, a Neoenergia está testando vários tipos de placas para saber quais têm maior eficiência e rendimento. A experiência ali, segundo Solange, é um laboratório que permitirá a instalação de mais usinas solares pelo Brasil.


EMPRESA VERDE
SOLUÇÕES – RECURSOS NATURAIS
HONDA
O município de Xangri-Lá, no litoral gaúcho, ganhou uma novidade em sua paisagem. Nove torres com hélices estão girando para captar energia a partir da força dos ventos. 

As turbinas geram 95  mil megawatts por ano, equivalente ao consumo de uma cidade com 35 mil habitantes, e evitam que 2.200 toneladas de gás carbônico sejam lançadas na atmosfera. 

O parque eólico foi construído pela Honda para suprir toda a demanda de sua fábrica de automóveis em Sumaré, no Estado de São Paulo. 

E também para atender à meta da empresa global de reduzir em 30% as emissões de gases geradores de efeito estufa. A Honda investiu no parque em Xangri-Lá por causa dos bons e constantes ventos da região e pela proximidade com subestação de distribuição. 

Agora é a primeira fabricante de automóveis do país autossuficiente em energia renovável.

Em tempos de reservatórios de hidrelétricas vazios e acionamentos de termelétricas a óleo combustível, é uma ajuda bem-vinda. A energia proveniente dos ventos é entre 40% e 45% mais barata nos horários de pico.


Pátio da Renova Ecopeças (Foto: Divulgação)
EMPRESA VERDE

SOLUÇÕESURBANIZAÇÃO

RENOVA ECOPEÇAS
Cerca de 10 milhões de carros estão abandonados em pátios de delegacias ou pelas cidades brasileiras. Mesmo velhos ou quebrados, muitos ainda têm partes reaproveitáveis em outros veículos ou na reciclagem

Por isso, a Porto Seguro abriu uma empresa especializada em aproveitá-los: a Renova Ecopeças. 

Depois que a seguradora tira de circulação os automóveis com perda total, indeniza os clientes e encaminha o produto para a Renova. Peças em condições de reúso são enviadas a uma loja virtual com preços atraentes. O que é reciclável, como o aço da carroceria, também é recuperado. 

A Renova reaproveita até restos de lubrificante e combustível. 

Pneus viram solas de sapatos, pisos de quadras poliesportivas e isolante acústico para a construção civil. 

O que não serve nem para a reciclagem é descartado por empresas especializadas, evitando que qualquer peça chegue a lixões.

A Renova reduz riscos para o meio ambiente, como a contaminação do solo pela ferrugem dos carros, que se espalha com a chuva, e o derramamento de óleos e fluidos que sobram nas peças. 

A empresa também colabora com a diminuição da taxa de criminalidade nas cidades. Ao criar um mercado legal para as peças automotivas, desmobiliza o mercado clandestino e, consequentemente, os roubos. 

“Os desmanches não autorizados vendem porque colocam os preços lá embaixo. Mas já conseguimos fazer preços semelhantes, com um produto de procedência legal”, diz Bruno Garfinkel, diretor da Renova Ecopeças. 

Ele destaca que, no longo prazo, as vantagens para os motoristas são, além de uma cidade menos violenta, taxas de seguros mais baixas.

Os destaques do Prêmio Época Empresa Verde  (Foto: Época )




































































































Fonte: www.epoca.globo.com

Empresa Verde Sustentabilidade: Os consumidores avaliarão as iniciativas de sustentabilidade das empresas

Peter White, diretor do Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, acredita que as preferências individuais ajudam a equilibrar o mix socioambiental das empresas

ALEXANDRE MANSUR

Supermercado na Armênia. Os consumidores recebem todo tipo de campanha onde as empresas dizem fazer boas ações sustentáveis. Como avaliar? (Foto: Vladimir Kirakosyan/ Wikimedia Commons)
Supermercado na Armênia. Os consumidores recebem todo tipo de campanha onde as 
empresas dizem fazer boas ações sustentáveis. Como avaliar? (Foto: Vladimir 
Kirakosyan/ Wikimedia Commons)


Como as empresas podem contribuir para resolver os principais problemas ambientais e sociais do mundo? 
O britânico Peter White acredita que elas têm um papel fundamental. E ele também confia que o consumidor saberá avaliar, entre as campanhas de marketing e as diversas formas de investimento em sustentabilidade, quais iniciativas são mais dignas de seu apoio. 

Peter White é diretor executivo do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development, ou WBCSD em inglês). 

A organização foi uma das pioneiras nos anos 1980 a pensar como o mundo poderia oferecer progresso e conforto preservando os recursos naturais e cultivando sociedades saudáveis. Peter White é um dos líderes reunidos no 7º Congresso Internacional Sustentável 2015: 
O Futuro é Agora. 

O objetivo é debater os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável pela ONU e do novo grande acordo global do clima em Paris (COP 21). O evento, organizado pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), do Brasil, ocorre no dia 8 de outubro, no auditório do parque Ibirapuera, em São Paulo. 

Peter White compartilhou sua visão com o Blog do Planeta.

ÉPOCA: Se um ET pousar na Terra e perguntar o que é essa tal da sustentabilidade, como o senhor explicaria?
Peter White: O conceito parece complicado mas é bem simples. 

Imagine que o planeta tem bilhões de habitantes. Precisamos garantir que os sistemas sejam saudáveis o suficiente para garantir uma boa qualidade de vida para todos. Isso significa cuidar o meio ambiente para que ele garanta as bases para a sociedade. 

E também precisamos olhar a sociedade para que ela seja equilibrada. E no fim das contas também significa observar a economia para que ela faça sentido e consiga produzir riqueza para todos. Em outras palavras, no passado nós olhávamos apenas para o capital financeiro para avaliar o estado de uma sociedade ou de um país. 

Agora precisamos também olhar o capital natural e o capital social.

ÉPOCA: Existe uma concordância geral desse conceito ou impera a confusão?
White: Há ênfases diferentes. 

Na Europa, por exemplo, costuma-se dar mais atenção aos aspectos ambientais da sustentabilidade. Em outras partes do mundo, a ênfase é mais nos aspectos sociais e econômicos. 

Mas todo mundo reconhece que não dá para ter um ambiente estável sem uma sociedade saudável ou economia que faça sentido. E que não haverá progresso econômico duradouro se corroermos as bases naturais da geração de riqueza e se a sociedade for disfuncional. 

O WBCSD partiu da perspectiva que podemos ter um mundo com 9 bilhões de pessoas em 2050. E que precisamos de uma série de ações até 2020 para garantir isso. As empresas associadas ao WBCSD agora estão propondo suas iniciativas e sua visão do que podem fazer em termos de tecnologias de eficiência energética, ou de transportes ou de maior produtividade agrícola para ajudar a conseguir isso. 

Algumas empresas estão trabalhando juntas em áreas como captura e estoque de carbono (técnicas para produzir energia queimando combustíveis fósseis e injetando o gás carbônico em depósitos subterrâneos para que não vão parar na atmosfera agravando o aquecimento global). 

Temos um longo caminho pela frente mas estamos identificando o que precisamos fazer.

ÉPOCA: No passado, era fácil comparar o avanço ou não das empresas usando as finanças como indicador. Agora precisamos considerar vários aspectos sociais ou ambientais. Como podemos comparar performance de uma forma objetiva?
White: É para isso que estamos trabalhando com um conceito chamado relato integrado (uma espécie de relatório anual que junta dados financeiros, ambientais e sociais numa mesma avaliação para os acionistas). 

Se conseguirmos chegar a critérios adequados para isso, finalmente teremos capacidade para avaliar os custos reais e os valores reais do que uma empresa fornece para a sociedade. 

Hoje, os relatórios de sustentabilidade (com as considerações ambientais e sociais) ainda estão separados do relatório financeiro. Mas com o tempo a tendência é que virem um produto só. 

Mas mais importante do que os relatórios, é como os países ou empresas podem avaliar o valor dos aspectos sociais e ambientais para tomar decisões. O WBCSD participa de um esforço para criar critérios e técnicas para isso. É claro que não poderemos monetarizar tudo. 

Esses indicadores sociais e ambientais não vão virar quantias de dinheiro. Termos que aprender a compará-los e avaliar os prós e contras de decisões e investimentos. 

Estamos fazendo uma consulta e acreditamos que teremos um protocolo para o capital natural em junho do próximo ano.

ÉPOCA: O senhor acha que em algum momento poderemos colocar duas empresas lado a lado e realmente comparar qual foi melhor nos aspectos sociais, ambientais e econômicos com uma conclusão clara?
White: Hoje conseguimos fazer isso de forma financeira. 

Mas mesmo assim não há uma única forma de ser melhor. Depende do objetivo daquela empresa. 

Ela pode estar numa fase de lucrar mais ou investir mais. De ganhar margem ou de ganhar mercado. É complicado. Com os aspectos ambeintais e sociais, também vai depender de qual é o seu propósito principal. 

Pode ser reduzir as mudanças climáticas, ou preservar os ecossistemas, ou criar habilidades na mão de obra. Independente disso, ter as informações certas ajuda.

ÉPOCA: A maioria das grandes empresas investe pesado em marketing para dizer que estão fazendo coisas bacanas na área de sustentabilidade. Como o consumidor pode saber quem realmente está se dedicando além das palavras bonitas?
White: Um dos critérios é avaliar os produtos. 

Ver se os produtos realmente contribuem para a socieade ou para o meio ambiente. 

Além disso, dá para olhar o desempenho ambiental e social da empresa. 

Os relatórios de sustentabilidade são abertos.

ÉPOCA: Mas vamos para o mundo real. Vou ao supermercado para comprar leite. Uma marca diz que é orgânica, outra diz que apoia uma iniciativa social e a terceira diz que tem propriedades nutricionais mais saudáveis. Qual devo escolher?
White: Bem. Depende do que é relevante para você. 

Se você gosta da proposta, escolha aquele produto. É a escolha do consumidor. 

Desde que a informação seja verdadeira, podemos deixar a decisão da escolha por conta do consumidor.

ÉPOCA: Será que o consumidor sozinho tem informação e conhecimento suficiente para, a partir de suas preferências individuais, escolher o que é melhor para a sociedade?
White: Os consumidores sabem o que é melhor para eles. Depende dos valores individuais. 

Não quer dizer que o projeto A seja melhor do que o B. Mas cada consumidor decidirá apoiar o que mais tiver a ver com suas inclinações. 

E no cômputo geral tenderemos a ter uma decisão que traduz a vontade geral.

ÉPOCA: O senhor acredita em alguma taxa de carbono?
White: O WBCSD vem traçando cenários para uma economia de emissão zero de carbono. Entre as várias medidas para chegarmos nesse ponto, está um sistema de metas de emissão e trocas de créditos. 

E também algum preço para o carbono. Isso é essencial para internalizarmos nos custos de produção o preço que a sociedade paga pelas emissões de gases que perturbam o clima. É a melhor forma de fazer isso com simplicidade e transparência. 

Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é estabelecer um limite de emissões e deixar as empresas trocando créditos que terão um custo. Outra forma é criar algum imposto pela emissão do carbono. E outra pode ser a regulamentação pura e simples. 

São formas diferentes de criar um custo para essas emissões. Isso permitirá finalmente comparar o preço das tecnologias limpas de forma justa e competitiva. 

Mais de mil empresas de grande porte já se comprometeram incluir o custo de suas emissões numa espécie de contabilidade paralela. Boa parte delas declara suas emissões no Carbon Disclosure Project. Elas estão se preparando para a chegada do preço do carbono.

ÉPOCA: Se passarmos para um mundo onde as emissões de carbono tem um preço, quais seriam os ganhos para o Brasil? O Brasil tem a energia mais limpa do mundo. Mas não vemos as empresas multinacionais correndo para abrir fábricas aqui, de onde podem produzir para exportação produtos com menor pegada de carbono. Por quê?
White: Primeiro, é preciso considerar todo o ciclo de vida do produto. Também há emissões associadas ao transporte. 

Mas é claro que se o preço do carbono virar algo com impacto econômico para os negócios, dá para imaginar que isso (os investimentos em produção no Brasil) poderiam ocorrer. 

Por outro lado, mudanças climáticas são apenas um dos aspectos da sustentabilidade. 

Também há considerações sociais e de preservação dos ecossistemas. Tudo isso pesa nas decisões.




Peter White (Foto: divulgação 

LED rompendo barreiras

FONTE/AUTOR.: VIA PÚBLICA COMUNICAÇÃO



Um novo momento vem se desenhando para o mercado de LED no Brasil, impulsionado pelo maior entendimento das vantagens em detrimento do preço. Fornecedores precisam estar preparados para atender a demanda.

Por Gilberto Grosso

Se até o momento o grande senão das lâmpadas de LED é o preço, tendo a dizer – e tenho me certificado disso cada vez mais – que não demorará muito e esta questão estará superada. 

Alguns acontecimentos importantes me levam a acreditar no que estou afirmando. Um em especial: a crise de energia acendeu a luz de LED no Brasil. 

A partir dessa demanda compulsória, as pessoas precisaram parar, de verdade, e fazer as contas. Quando o impacto está apenas e tão somente na seara dos números, no “ah, é melhor, mas é mais caro”, realmente fica difícil mudar. Mas, na hora do aperto, tudo muda de figura. 

Ao mesmo tempo, com a mídia divulgando LED para os quatro cantos por conta da questão energética, virou status ter LED em casa. 

E esse sentimento cresceu muito rápido. Até nas escolas os professores já estão falando em LED para crianças.

Obviamente que outros fatores também vêm contribuindo para esta nova realidade do LED por aqui, como o fim da comercialização das lâmpadas incandescentes. 

A substituição deste tipo de lâmpada está sendo feita de forma gradativa e acabará em 2017. As de 60W, as mais usadas, já não podem mais ser fabricadas ou importadas e, desde junho, têm sua venda proibida no país. 

O certo é que o tempo que se levou desde que o LED chegou - quase no anonimato - ao mercado brasileiro, no início dos anos 2000, para conhecê-lo, entendê-lo e aceitá-lo, será infinitamente menor daqui para frente. 

É preciso estar preparado. Especialistas estimam que, em 2017, pelo menos 50% do mercado brasileiro de iluminação seja dominado pelos produtos de LED.

O alto custo sozinho não tem mesmo como se sustentar quando comparado com tantas vantagens e benefícios. 

E este movimento está muito latente agora. Mais econômicas e com um tempo de vida bem mais longo, as lâmpadas de LED estão transformando o mercado mundial e estimulando o surgimento de uma nova indústria de iluminação no Brasil. 

Estão, ainda, revolucionando a forma como usamos a luz, permitindo fontes de iluminação controláveis, ajustáveis, inteligentes e comunicativas. 

E, para acelerar a demanda, existe uma grande aposta nos desdobramentos das políticas de eficiência energética que preveem a modernização da iluminação pública.

Troca que vale a pena

Lembram-se sobre parar e fazer as contas? Depois de perceber que há uma redução real nos custos energéticos, as pessoas começaram a mudar para as lâmpadas de LED. 

Mesmo com o investimento inicial bastante alto, os benefícios no seu uso fazem a troca valer a pena. São muito mais eficientes do que as comuns, pois produzem a mesma quantidade de luz (ou lúmem), utilizando bem menos energia. 

Além disso, a geração de calor durante esse processo é bem menor do que as lâmpadas tradicionais, o que ajuda na economia energética: enquanto uma incandescente gasta certa de 60W para produzir uma determinada quantia de lúmem, uma lâmpada de LED precisa de apenas 9W. 

Outra grande vantagem é que elas são muito mais resistentes do que as incandescentes e fluorescentes.

Por essas e por outras, por toda essa movimentação que vem acontecendo – e de maneira mais intensa – o segmento precisa se preparar para a crescente demanda dos próximos tempos. 

Vejo que este mercado está entrando em uma nova etapa, a de garantir o abastecimento para o que está por vir. 

Existem no mercado muitos produtos de LED, mas já começam a faltar os básicos que substituem as lâmpadas incandescentes...

Divinno, use com ATITUDE viva com SUSTENTABILIDADE!





Semana passada, durante a Maratona Mude, promoção da Rádio Itapema FM, tive o prazer de conhecer um cara com olhar de menino que tinha um brilho nos olhos, como se fosse criança que estava prestes a abrir um pacote de um presente. 

Estava com Caio Braz, um dos palestrantes e logo este cara, posso ter esta intimidade e falar assim, veio falar conosco. Davi é o nome dele e contou pra gente que tinha uma grife de camisetas e que tudo que tinha escutado do palestrante tinha a ver com seu negócio : uma grife de camisetas chamada DIVINNO. 

Pedi que enviasse material pois percebi que nada acontece por acaso e que poderia propagar em nosso blog o seu produto, até porque aqui em minha coluna gosto sempre da trazer novidades. Eis que apresento a vocês a grife de camisetas DIVINNO.

Moda pra quem tem algo a dizer e atitude pra usar. Divinno, use com ATITUDE viva com SUSTENTABILIDADE.
Sustentabilidade, o termo que está em voga seja ambiental ou social tem como lema principal melhorar a qualidade de vida da população como um todo e garantir o futuro das próximas gerações através de ações e atividades conscientes, que vão desde a exploração de recursos naturais, uso de energias limpas e renováveis e principalmente de atitudes simples e cotidianas que cada um de nós pode exercer diariamente, desde a reciclagem e separação do lixo, fim do desperdício, uso de transporte alternativo. Mas, moda sustentável é possível? Foi essa pergunta que motivou o empreendedor Davi Hennemann a dar vida a Divinno. Para ele, a marca representa uma filosofia e uma forma de se comunicar com o mundo através do consumo consciente: “Atitude sustentável hoje em moda representa comprar bem, e optar por materiais que não agridam ao meio ambiente assim como saber de onde vem e quem faz minhas roupas e em que condições de trabalho estas pessoas estão expostas”, afirma Davi.



Materiais

A busca de métodos que sejam menos agressivos para o meio ambiente compõe a matéria-prima das camisetas, que usa tecidos 100% em algodão orgânico, livre de agrotóxicos, corantes e adubos químicos, ou qualquer outra substância que possa ser prejudicial aos agricultores nas lavouras, ou que possam impactar negativamente no meio ambiente por causa da menor emissão de gás Carbônico – C0² .

A outra composição mescla algodão orgânico com garrafas pet, a matéria-prima que retira do meio ambiente um material de difícil decomposição, responsável por mais de 30% dos resíduos sólidos coletados nas cidades brasileiras.

Estampas e Design Colaborativo 

Algumas estampas contam com a colaboração de pessoas com atitude e engajamento com a causa e trazem a assinatura de nomes como da Surfista profissional Jacqueline Silva , do fotógrafo Douglas Cominski, do artista e Free Surfer Binho Nunes, o comunicador da radio Atlântida POA Rafinha além de outros parceiros. 

No site também vai ter a “estampa do mês” todo lucro com a venda das camisetas estampadas com a arte selecionada, será revertido para alguma causa social ou ambiental. 

As vendas serão feitas através do site – com lançamento previsto para final de outubro de 2015. No site, o consumidor poderá customizar a sua camiseta, escolhendo a sua estampa, o corte e a cor, tornando a peça mais pessoal de acordo com o gosto de cada pessoa.



Instagram: @divinnots
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Por miltinhotalaveira

Licença ambiental: proteção ou obstáculo

Toda atividade que cause impacto ao meio ambiente precisa de uma licença ambiental. Mas a emissão deste documento tem que ser simplificada.


Toda atividade que tenha um impacto potencialmente danoso ao meio ambiente precisa de um licenciamento ambiental. 

Este é basicamente uma autorização de funcionamento expedido por um órgão de controle competente – municipal estadual ou federal – que permite o funcionamento do empreendimento, desde que seus proprietários cumpram determinadas exigências. 

Até aqui tudo claro: ninguém pode exercer uma atividade sem levar em consideração seu impacto ao entorno, seja urbano, rural ou natural.

Licenciamento ambiental é a maneira das administrações controlarem as atividades econômicas, de forma que não prejudiquem o meio ambiente. A agência ambiental exige que já na fase de projeto, sejam previstas tecnologias que aplicadas reduzam o impacto do empreendimento ao meio ambiente. 

Assim, ao invés de permitir, por exemplo, que fábricas se estabeleçam em qualquer lugar e funcionem sem atentar para seus efluentes, resíduos e fumaça – como no Brasil foi comum em passado recente –, a lei requer que mesmo antes de operar a indústria já tenha previsto um tratamento adequado destas emissões. 

Para isto são estabelecidos procedimentos e padrões que regulam a maneira como o empreendimento deve se estabelecer e a forma como, depois de aprovado, deve funcionar.

É importante que o país tenha uma legislação ambiental que determine como e em que condições um empreendimento deve operar, no que se refere ao seu impacto ambiental. 

Loteamento popular, indústria automobilística, fazenda, usina hidrelétrica, mineração, hospital público; para cada atividade econômica existe um conjunto de normas técnicas e providências a serem consideradas antes e durante a atividade econômica. 

A licença ambiental é o atestado emitido pela pelo órgão ambiental (que nesta situação atua como controle da sociedade), permitindo o funcionamento do empreendimento.

Um instrumento que foi criado para proteger o meio ambiente e os recursos naturais, pode ter se transformado também em obstáculo à expansão da infraestrutura e das atividades econômicas. 

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as licenças ambientais são ordenadas direta e indiretamente por cerca de 30 mil diferentes instrumentos legais, no âmbito federal, estadual e municipal. 

Mais grave ainda é que as leis, decretos, portarias e resoluções muitas vezes são contraditórias, conflitando e provocando um emaranhado jurídico equivalente ao que já existe no direito tributário – vale lembrar que atualmente o país tem mais de 181 mil leis, uma verdadeira Babel jurídica. 

Sobre esta situação, comentou o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Shelley Carneiro: 

“Ninguém é contra a licença ambiental, e alguns empreendimentos de fato podem ser muito agressivos, por isso é preciso ter todo cuidado. 

Mas, do jeito que ela vem sendo feita, só gera uma burocracia imensa que não resulta em nada de bom para o meio ambiente.”

A burocracia nas agências ambientais – resultado da falta de itens como pessoal qualificado, gerenciamento, organização, metas e padronização das exigências – atrasa a emissão das licenças ambientais e, consequentemente, o início de muitas obras. Segundo a CNI, o tempo médio de obtenção de uma licença é de 28 meses, prazo considerado “incompatível com os custos de oportunidade da maioria dos investimentos”, segundo Shelley Carneiro.

Embrapa lança projeto para capacitar agricultores em sustentabilidade

Ação tem orçamento de R$ 6 milhões, será executada em cinco anos e capacitará 3 mil famílias em regiões de biodiversidade

O pesquisador Aldicir Scariot no lançamento do evento, em Brasília


















Foto: Cláudio Bezerra/Embrapa
O pesquisador Aldicir Scariot no lançamento do evento, em Brasília


A capacitação de pequenos produtores e agricultores familiares para o uso sustentável de recursos naturais, visando à conservação dos biomas da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado estão entre os objetivos de projeto lançado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) nesta segunda-feira, 28 de setembro, em cerimônia em Brasília.

Batizada "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação", a ação será desenvolvido pela Embrapa em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

O projeto será executado em cinco anos e recebeu US$ 6 milhões de doação do Fundo Global para o Meio Ambiente.

Além do Pnud, a iniciativa é apoiada pelos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura; pela Companhia Nacional de Abastecimento, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e por organizações da sociedade civil.

Coordenador da iniciativa e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Aldicir Scariot explicou que premissa básica do projeto é promover uma associação íntima entre agroextrativismo e biodiversidade.

“O agroextrativismo é uma oportunidade ímpar para aliar uso sustentável da terra e a conservação", frisou Scariot.

O projeto prevê a promoção de técnicas de manejo para extração de produtos florestais como frutas, sementes, castanhas, amêndoas, borracha e fibras, entre outros.

Os moradores das regiões selecionadas serão formados tanto para o extrativismo como para sistemas que integram agricultura e floresta, de forma que a proteção dos biomas se torne uma alternativa mais interessante que o uso não sustentável da terra, como a prática da monocultura e o desmatamento.

A meta é capacitar 540 técnicos e 3 mil famílias em três anos.

As áreas selecionadas para a ação têm importância comprovada para a biodiversidade global e estão sob ameaça pelo aumento da pressão do uso da terra, com práticas agrícolas e pecuárias que degradam o ambiente.

A expectativa é que, ao promover soluções locais para as regiões selecionadas, o Brasil desenvolva técnicas que possam ser propagadas para outras regiões do país por meio de políticas públicas.

Os Territórios da Cidadania (TC) escolhidos são o Alto Rio Pardo (MG) e Médio Mearim (MA), no Cerrado, o Sertão São Francisco (BA) e Sobral (CE), na Caatinga, e o Alto Acre e Capixaba (AC) e Marajó (PA), no bioma Amazônia.

Estão concentrados nesses locais grupos de quilombolas, indígenas e outras populações tradicionais que têm a agricultura familiar tradicional e o agroextrativismo como principais atividades de subsistência.

A secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Ana Cristina Barros, afirma que a iniciativa pode ajudar a pacificar o entendimento de que conservação ambiental e desenvolvimento econômico podem andar juntos.

“Muitos profissionais dos dois lados, ambiental e desenvolvimentista, ainda acham que conservação é só aquilo que está isolado das pessoas, o que não é verdade.

Há práticas, como as propostas pelo projeto, em que se tem o uso da biodiversidade inclusive como uma forma de conservação, que valoriza aquela floresta, cerrado ou caatinga, e garante que se perpetue.”

O representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, disse que o projeto vai ao encontro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, compromisso firmado pelos países-membros da ONU na última sexta-feira (25), em Nova York, e tem potencial para ser levado a outros países.

“O projeto apresentado é desenvolvimento sustentável puro. Inclui a sustentabilidade no sentido amplo, ambiental, social e econômica – é o tipo de iniciativa que vai permitir que se atinjam os objetivos do desenvolvimento sustentável.”, disse Chediek durante o lançamento oficial do projeto.

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil e Embrapa

Sustentabilidade depende do turismo, afirma ONU

A cúpula das Nações Unidas, que reuniu cerca de 150 líderes mundiais, entre eles a presidenta Dilma Rousseff, reconheceu o turismo como uma das atividades essenciais para o desenvolvimento sustentável no mundo. 

Entre os 17 objetivos e 169 metas aprovados, em Nova York (EUA), para serem cumpridos até 2030, o setor foi considerado essencial pela capacidade de gerar empregos e promover a cultura local, além de estratégico para monitorar os impactos e gerir os recursos naturais.

Roberto Stuckert Filho/Pr

Turismo foi reconhecido como essencial para o desenvolvimento

Turismo foi reconhecido como essencial para o desenvolvimento

Para o ministro do Turismo, Henrique Alves, a inclusão do setor em um documento que aponta caminhos para o futuro da nação comprova a importância do turismo como vetor de geração de emprego e renda. 

“O turismo tem grande potencial de gerar renda e desenvolver comunidades locais, valorizando o patrimônio genuíno do país”, disse. 

O secretário-geral, da OMT Taleb Rifai, afirmou que o documento é o ponto de partida e que agora é necessário colocar em prática as ações que promovam políticas e estratégias de negócios que monitorem e minimizem os efeitos negativos do desenvolvimento do turismo.

A sustentabilidade é uma das premissas do Ministério do Turismo. 

Desde 2004, a pasta desenvolve programas para valorizar e inserir a sustentabilidade no setor. Entre as ações já realizadas estão o Programa de Regionalização, o Programa Talentos do Brasil Rural, o Viaje Legal, a Produção associada ao turismo (artesanato e turismo de base comunitária, entre outros) e o Programa Turismo Acessível.

Em 2013, o Ministério lançou o Programa Turismo Sustentável e Infância com foco no enfrentamento à exploração de crianças e adolescentes no turismo brasileiro. 

Nos últimos dois anos, foram distribuídos mais de 720 mil materiais informativos sobre a campanha e cerca de 110 mil pessoas foram mobilizadas em todo o país.