Divinno, use com ATITUDE viva com SUSTENTABILIDADE!





Semana passada, durante a Maratona Mude, promoção da Rádio Itapema FM, tive o prazer de conhecer um cara com olhar de menino que tinha um brilho nos olhos, como se fosse criança que estava prestes a abrir um pacote de um presente. 

Estava com Caio Braz, um dos palestrantes e logo este cara, posso ter esta intimidade e falar assim, veio falar conosco. Davi é o nome dele e contou pra gente que tinha uma grife de camisetas e que tudo que tinha escutado do palestrante tinha a ver com seu negócio : uma grife de camisetas chamada DIVINNO. 

Pedi que enviasse material pois percebi que nada acontece por acaso e que poderia propagar em nosso blog o seu produto, até porque aqui em minha coluna gosto sempre da trazer novidades. Eis que apresento a vocês a grife de camisetas DIVINNO.

Moda pra quem tem algo a dizer e atitude pra usar. Divinno, use com ATITUDE viva com SUSTENTABILIDADE.
Sustentabilidade, o termo que está em voga seja ambiental ou social tem como lema principal melhorar a qualidade de vida da população como um todo e garantir o futuro das próximas gerações através de ações e atividades conscientes, que vão desde a exploração de recursos naturais, uso de energias limpas e renováveis e principalmente de atitudes simples e cotidianas que cada um de nós pode exercer diariamente, desde a reciclagem e separação do lixo, fim do desperdício, uso de transporte alternativo. Mas, moda sustentável é possível? Foi essa pergunta que motivou o empreendedor Davi Hennemann a dar vida a Divinno. Para ele, a marca representa uma filosofia e uma forma de se comunicar com o mundo através do consumo consciente: “Atitude sustentável hoje em moda representa comprar bem, e optar por materiais que não agridam ao meio ambiente assim como saber de onde vem e quem faz minhas roupas e em que condições de trabalho estas pessoas estão expostas”, afirma Davi.



Materiais

A busca de métodos que sejam menos agressivos para o meio ambiente compõe a matéria-prima das camisetas, que usa tecidos 100% em algodão orgânico, livre de agrotóxicos, corantes e adubos químicos, ou qualquer outra substância que possa ser prejudicial aos agricultores nas lavouras, ou que possam impactar negativamente no meio ambiente por causa da menor emissão de gás Carbônico – C0² .

A outra composição mescla algodão orgânico com garrafas pet, a matéria-prima que retira do meio ambiente um material de difícil decomposição, responsável por mais de 30% dos resíduos sólidos coletados nas cidades brasileiras.

Estampas e Design Colaborativo 

Algumas estampas contam com a colaboração de pessoas com atitude e engajamento com a causa e trazem a assinatura de nomes como da Surfista profissional Jacqueline Silva , do fotógrafo Douglas Cominski, do artista e Free Surfer Binho Nunes, o comunicador da radio Atlântida POA Rafinha além de outros parceiros. 

No site também vai ter a “estampa do mês” todo lucro com a venda das camisetas estampadas com a arte selecionada, será revertido para alguma causa social ou ambiental. 

As vendas serão feitas através do site – com lançamento previsto para final de outubro de 2015. No site, o consumidor poderá customizar a sua camiseta, escolhendo a sua estampa, o corte e a cor, tornando a peça mais pessoal de acordo com o gosto de cada pessoa.



Instagram: @divinnots
The following two tabs change content below.




Por miltinhotalaveira

Licença ambiental: proteção ou obstáculo

Toda atividade que cause impacto ao meio ambiente precisa de uma licença ambiental. Mas a emissão deste documento tem que ser simplificada.


Toda atividade que tenha um impacto potencialmente danoso ao meio ambiente precisa de um licenciamento ambiental. 

Este é basicamente uma autorização de funcionamento expedido por um órgão de controle competente – municipal estadual ou federal – que permite o funcionamento do empreendimento, desde que seus proprietários cumpram determinadas exigências. 

Até aqui tudo claro: ninguém pode exercer uma atividade sem levar em consideração seu impacto ao entorno, seja urbano, rural ou natural.

Licenciamento ambiental é a maneira das administrações controlarem as atividades econômicas, de forma que não prejudiquem o meio ambiente. A agência ambiental exige que já na fase de projeto, sejam previstas tecnologias que aplicadas reduzam o impacto do empreendimento ao meio ambiente. 

Assim, ao invés de permitir, por exemplo, que fábricas se estabeleçam em qualquer lugar e funcionem sem atentar para seus efluentes, resíduos e fumaça – como no Brasil foi comum em passado recente –, a lei requer que mesmo antes de operar a indústria já tenha previsto um tratamento adequado destas emissões. 

Para isto são estabelecidos procedimentos e padrões que regulam a maneira como o empreendimento deve se estabelecer e a forma como, depois de aprovado, deve funcionar.

É importante que o país tenha uma legislação ambiental que determine como e em que condições um empreendimento deve operar, no que se refere ao seu impacto ambiental. 

Loteamento popular, indústria automobilística, fazenda, usina hidrelétrica, mineração, hospital público; para cada atividade econômica existe um conjunto de normas técnicas e providências a serem consideradas antes e durante a atividade econômica. 

A licença ambiental é o atestado emitido pela pelo órgão ambiental (que nesta situação atua como controle da sociedade), permitindo o funcionamento do empreendimento.

Um instrumento que foi criado para proteger o meio ambiente e os recursos naturais, pode ter se transformado também em obstáculo à expansão da infraestrutura e das atividades econômicas. 

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as licenças ambientais são ordenadas direta e indiretamente por cerca de 30 mil diferentes instrumentos legais, no âmbito federal, estadual e municipal. 

Mais grave ainda é que as leis, decretos, portarias e resoluções muitas vezes são contraditórias, conflitando e provocando um emaranhado jurídico equivalente ao que já existe no direito tributário – vale lembrar que atualmente o país tem mais de 181 mil leis, uma verdadeira Babel jurídica. 

Sobre esta situação, comentou o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Shelley Carneiro: 

“Ninguém é contra a licença ambiental, e alguns empreendimentos de fato podem ser muito agressivos, por isso é preciso ter todo cuidado. 

Mas, do jeito que ela vem sendo feita, só gera uma burocracia imensa que não resulta em nada de bom para o meio ambiente.”

A burocracia nas agências ambientais – resultado da falta de itens como pessoal qualificado, gerenciamento, organização, metas e padronização das exigências – atrasa a emissão das licenças ambientais e, consequentemente, o início de muitas obras. Segundo a CNI, o tempo médio de obtenção de uma licença é de 28 meses, prazo considerado “incompatível com os custos de oportunidade da maioria dos investimentos”, segundo Shelley Carneiro.

Embrapa lança projeto para capacitar agricultores em sustentabilidade

Ação tem orçamento de R$ 6 milhões, será executada em cinco anos e capacitará 3 mil famílias em regiões de biodiversidade

O pesquisador Aldicir Scariot no lançamento do evento, em Brasília


















Foto: Cláudio Bezerra/Embrapa
O pesquisador Aldicir Scariot no lançamento do evento, em Brasília


A capacitação de pequenos produtores e agricultores familiares para o uso sustentável de recursos naturais, visando à conservação dos biomas da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado estão entre os objetivos de projeto lançado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) nesta segunda-feira, 28 de setembro, em cerimônia em Brasília.

Batizada "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação", a ação será desenvolvido pela Embrapa em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

O projeto será executado em cinco anos e recebeu US$ 6 milhões de doação do Fundo Global para o Meio Ambiente.

Além do Pnud, a iniciativa é apoiada pelos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura; pela Companhia Nacional de Abastecimento, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e por organizações da sociedade civil.

Coordenador da iniciativa e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Aldicir Scariot explicou que premissa básica do projeto é promover uma associação íntima entre agroextrativismo e biodiversidade.

“O agroextrativismo é uma oportunidade ímpar para aliar uso sustentável da terra e a conservação", frisou Scariot.

O projeto prevê a promoção de técnicas de manejo para extração de produtos florestais como frutas, sementes, castanhas, amêndoas, borracha e fibras, entre outros.

Os moradores das regiões selecionadas serão formados tanto para o extrativismo como para sistemas que integram agricultura e floresta, de forma que a proteção dos biomas se torne uma alternativa mais interessante que o uso não sustentável da terra, como a prática da monocultura e o desmatamento.

A meta é capacitar 540 técnicos e 3 mil famílias em três anos.

As áreas selecionadas para a ação têm importância comprovada para a biodiversidade global e estão sob ameaça pelo aumento da pressão do uso da terra, com práticas agrícolas e pecuárias que degradam o ambiente.

A expectativa é que, ao promover soluções locais para as regiões selecionadas, o Brasil desenvolva técnicas que possam ser propagadas para outras regiões do país por meio de políticas públicas.

Os Territórios da Cidadania (TC) escolhidos são o Alto Rio Pardo (MG) e Médio Mearim (MA), no Cerrado, o Sertão São Francisco (BA) e Sobral (CE), na Caatinga, e o Alto Acre e Capixaba (AC) e Marajó (PA), no bioma Amazônia.

Estão concentrados nesses locais grupos de quilombolas, indígenas e outras populações tradicionais que têm a agricultura familiar tradicional e o agroextrativismo como principais atividades de subsistência.

A secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Ana Cristina Barros, afirma que a iniciativa pode ajudar a pacificar o entendimento de que conservação ambiental e desenvolvimento econômico podem andar juntos.

“Muitos profissionais dos dois lados, ambiental e desenvolvimentista, ainda acham que conservação é só aquilo que está isolado das pessoas, o que não é verdade.

Há práticas, como as propostas pelo projeto, em que se tem o uso da biodiversidade inclusive como uma forma de conservação, que valoriza aquela floresta, cerrado ou caatinga, e garante que se perpetue.”

O representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, disse que o projeto vai ao encontro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, compromisso firmado pelos países-membros da ONU na última sexta-feira (25), em Nova York, e tem potencial para ser levado a outros países.

“O projeto apresentado é desenvolvimento sustentável puro. Inclui a sustentabilidade no sentido amplo, ambiental, social e econômica – é o tipo de iniciativa que vai permitir que se atinjam os objetivos do desenvolvimento sustentável.”, disse Chediek durante o lançamento oficial do projeto.

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil e Embrapa

Sustentabilidade depende do turismo, afirma ONU

A cúpula das Nações Unidas, que reuniu cerca de 150 líderes mundiais, entre eles a presidenta Dilma Rousseff, reconheceu o turismo como uma das atividades essenciais para o desenvolvimento sustentável no mundo. 

Entre os 17 objetivos e 169 metas aprovados, em Nova York (EUA), para serem cumpridos até 2030, o setor foi considerado essencial pela capacidade de gerar empregos e promover a cultura local, além de estratégico para monitorar os impactos e gerir os recursos naturais.

Roberto Stuckert Filho/Pr

Turismo foi reconhecido como essencial para o desenvolvimento

Turismo foi reconhecido como essencial para o desenvolvimento

Para o ministro do Turismo, Henrique Alves, a inclusão do setor em um documento que aponta caminhos para o futuro da nação comprova a importância do turismo como vetor de geração de emprego e renda. 

“O turismo tem grande potencial de gerar renda e desenvolver comunidades locais, valorizando o patrimônio genuíno do país”, disse. 

O secretário-geral, da OMT Taleb Rifai, afirmou que o documento é o ponto de partida e que agora é necessário colocar em prática as ações que promovam políticas e estratégias de negócios que monitorem e minimizem os efeitos negativos do desenvolvimento do turismo.

A sustentabilidade é uma das premissas do Ministério do Turismo. 

Desde 2004, a pasta desenvolve programas para valorizar e inserir a sustentabilidade no setor. Entre as ações já realizadas estão o Programa de Regionalização, o Programa Talentos do Brasil Rural, o Viaje Legal, a Produção associada ao turismo (artesanato e turismo de base comunitária, entre outros) e o Programa Turismo Acessível.

Em 2013, o Ministério lançou o Programa Turismo Sustentável e Infância com foco no enfrentamento à exploração de crianças e adolescentes no turismo brasileiro. 

Nos últimos dois anos, foram distribuídos mais de 720 mil materiais informativos sobre a campanha e cerca de 110 mil pessoas foram mobilizadas em todo o país.

ONU lança Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para transformar o mundo



Os 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram formalmente aAgenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, composta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A nova agenda é uma promessa dos líderes para a sociedade mundial. 

É uma agenda para acabar com a pobreza em todas as suas formas, uma agenda para o planeta”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no discurso de abertura da Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

O discurso do secretário da ONU precedeu a adoção formal do documentoTransformando Nosso Mundo, composto por 17 objetivos e 169 metas para países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Veja os objetivos que serão perseguidos em mudança dessa transformação mundial.

Fome e nutrição

Os objetivos 1 e 2 propõem acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; e erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável, respectivamente. 

Os objetivos ampliam a abordagem de temas vinculados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), mas agora com alcance mundial, especialmente o primeiro. 

A meta é mais ambiciosa que a proposta nos ODM, que falava em reduzir pela metade o número de pobres e daqueles que passavam fome.

“Isso é absolutamente desafiador, mas temos a visão muito clara de que é possível que esta seja a primeira geração capaz de acabar com a pobreza no mundo. A gente tem essa oportunidade. 

Há uma série de soluções disponíveis para chegarmos lá”, disse Haroldo Machado Filho, assessor da ONU.

Bem-estar, educação e igualdade de gênero

Os objetivos seguintes preveem cuidado com todas as doenças e bem-estar das pessoas (Objetivo 3), garantia de educação inclusiva e de boa qualidade e oportunidades de aprendizagem (Objetivo 4) e igualdade de gênero e importância do empoderamento de mulheres e meninas (Objetivo 5).

Água potável

“A partir do Objetivo 6, que propõe que se assegure a disponibilidade de água potável e saneamento básico para todos, são incluídas outras dimensões que não apareciam antes”, ressalta Machado.

Energia e emprego

Os objetivos 7, 8 e 9 propõem acesso a energia barata e sustentável; promoção do crescimento econômico sustentado, com emprego pleno e trabalho decente para todos e criação de soluções para o desenvolvimento sustentável.

Redução da desigualdade

A assessora internacional da Associação Brasileira de Organizações não governamentais (Abong), Maira Vannuchi, avalia que o Objetivo 10, que propõe a redução da desigualdade dentro dos países e entre eles, é o mais importante para o Brasil, por propor o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas históricas. 

“Ele toca na ferida do Brasil, na questão estrutural. A gente reconhece nele um ponto que precisa ser resolvido no país, por ser a fonte das principais violações de direitos humanos e injustiças sociais”.

Violência

O Objetivo 11 traz à tona a questão da violência e da insegurança nas cidades, propondo que os assentamentos humanos sejam inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, segundo o assessor.

Consumo sustentável

Para o assessor Haroldo Machado, os objetivos são desafiadores para os países desenvolvidos. 

“O Objetivo 12, por exemplo, quer assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, problema sério em países ricos, que agora têm o desafio importante de repensar seus modelos de desenvolvimento”, exemplifica.

Meio ambiente

Haroldo Machado aponta que a Agenda 2030 inova ao colocar objetivos específicos para a questão ambiental, (13,14 e 15), que tratam do aquecimento do planeta, a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade. 

“Porque os nossos esforços para o desenvolvimento podem ser todos anulados se realmente houver aumentos significativos de temperatura e outros efeitos adversos da mudança do clima no planeta,” justifica.

O Objetivo 16 prevê metas para a promoção de sociedades pacíficas e para que todos tenham acesso à justiça. 

O Objetivo 17 é o último e trata da execução das metas dos ODS, propondo o fortalecimento dos meios de implementação e a construção de parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência Brasil

Investir em energia solar custa 8 vezes menos que em termelétricas, diz WWF

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil


Estudo divulgado ontem (28) pela organização não governamental WWF Brasil mostra que a substituição do uso de energia fornecida por usinas termelétricas pela de geração fotovoltaica (energia solar) poderia gerar uma economia de R$ 150 bilhões em um período de cinco anos. 

De acordo com o WWF, subsidiar a energia fotovoltaica em vez da termelétrica emergencial – usada atualmente diante da diminuição da geração hidroelétrica – é oito vezes menos custoso.

“A substituição das termelétricas incrementais por uma geração fotovoltaica distribuída mostra-se bastante viável. 

De acordo com o modelo apresentado no estudo, subsidiar essa forma de geração é oito vezes menos custoso. 

Mesmo em um cenário em que, após cinco anos, os reservatórios voltassem ao patamar de segurança e não houvesse crise hídrica pelos 20 anos seguintes, o país teria uma economia da ordem de R$ 150 bilhões”, diz o estudo.

O WWF Brasil propõe uma transição gradual do modelo termelétrico para o fotovoltaico, em que o valor que atualmente é gasto para a contratação de energia das termelétricas seria reduzido, ao mesmo tempo em que seria aumentado o investimento na instalação de energia fotovoltaica por um período de cinco anos. 

O objetivo é que, após esse período, a produção de energia fotovoltaica atinja 40 terawatts/hora (TWh) por ano, a mesma quantidade contratada hoje das termelétricas emergenciais.

“Atualmente o governo tem gerado muitos incentivos econômicos para fazer a sustentação da segurança energética do país por meio de termelétricas. 

O que a gente propõe aqui é fazer uma transição gradual para energia solar, tendo a energia solar como uma energia apoiando a energia hidroelétrica no Brasil, e manter as termelétricas de backup, que é o papel delas, caso precise, e não operando todo ano igual a gente está tendo agora”, disse o coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, André Nahur.

A substituição da energia termelétrica pela fotovoltaica, no entanto, ainda enfrenta o entrave da falta de financiamento no país. 

Segundo Nahur, países que estão fazendo a transição, como Alemanha, Japão, e Itália, têm linhas de financiamento diferenciadas para a energia de base solar a cerca de 6% ao ano. 

Já no Brasil, o crédito para essa finalidade é pequeno e destinado a grandes projetos.

“Hoje em dia, as linhas de financiamentos que a gente tem que são por meio do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e de alguns bancos privados. 

O que a gente precisaria hoje seria de linhas diferenciadas de financiamento com juros de mais ou menos 6% ao ano”, disse Nahur.

Edição: Nádia Franco

Enel Green Power inaugura primeira usina híbrida do Brasil

Publicado por 
Foto: Divulgação Enel Green Power inaugura primeira usina híbrida do Brasil

A Enel Green Power (EGP) inaugurou na última sexta-feira (25), na cidade de Tacaratu, no Estado de Pernambuco, a primeira usina híbrida do Brasil, combinando geração de energia fotovoltaica e eólica. 

O evento contou com a presença do governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, e o responsável pela Enel Green Power no Brasil e no Uruguai, Luigi Parisi.

Composto pelo parque eólico de Fontes dos Ventos (80 MW), e das centrais fotovoltaicas Fontes Solar I e II (11 MW), o projeto gerou 600 empregos no pico das obras de construção.

"Na Enel Green Power nós acreditamos fortemente em inovação," disse Luigi Parisi, responsável pela Enel Green Power no Brasil e no Uruguai. 

"Uma planta híbrida, combinando duas tecnologias renováveis na mesma localização, não só aumenta a geração de energia de emissão zero, mas também faz com que seja possível utilizar a mesma infraestrutura, diminuindo os custos e reduzindo ainda mais o impacto sobre o meio ambiente. 

A combinação de energia eólica e solar em nossa planta de Fontes irá reduzir os efeitos da mudança das condições meteorológicas e assegurar a produção de energia mais estável para o benefício do desenvolvimento sustentável local."

A planta híbrida vai gerar cerca de 340 GWh por ano - o equivalente às necessidades energéticas anuais de cerca de 170 mil domicílios brasileiros.

(Redação - Agência IN)