ONU lança Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para transformar o mundo



Os 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram formalmente aAgenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, composta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A nova agenda é uma promessa dos líderes para a sociedade mundial. 

É uma agenda para acabar com a pobreza em todas as suas formas, uma agenda para o planeta”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no discurso de abertura da Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

O discurso do secretário da ONU precedeu a adoção formal do documentoTransformando Nosso Mundo, composto por 17 objetivos e 169 metas para países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Veja os objetivos que serão perseguidos em mudança dessa transformação mundial.

Fome e nutrição

Os objetivos 1 e 2 propõem acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; e erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável, respectivamente. 

Os objetivos ampliam a abordagem de temas vinculados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), mas agora com alcance mundial, especialmente o primeiro. 

A meta é mais ambiciosa que a proposta nos ODM, que falava em reduzir pela metade o número de pobres e daqueles que passavam fome.

“Isso é absolutamente desafiador, mas temos a visão muito clara de que é possível que esta seja a primeira geração capaz de acabar com a pobreza no mundo. A gente tem essa oportunidade. 

Há uma série de soluções disponíveis para chegarmos lá”, disse Haroldo Machado Filho, assessor da ONU.

Bem-estar, educação e igualdade de gênero

Os objetivos seguintes preveem cuidado com todas as doenças e bem-estar das pessoas (Objetivo 3), garantia de educação inclusiva e de boa qualidade e oportunidades de aprendizagem (Objetivo 4) e igualdade de gênero e importância do empoderamento de mulheres e meninas (Objetivo 5).

Água potável

“A partir do Objetivo 6, que propõe que se assegure a disponibilidade de água potável e saneamento básico para todos, são incluídas outras dimensões que não apareciam antes”, ressalta Machado.

Energia e emprego

Os objetivos 7, 8 e 9 propõem acesso a energia barata e sustentável; promoção do crescimento econômico sustentado, com emprego pleno e trabalho decente para todos e criação de soluções para o desenvolvimento sustentável.

Redução da desigualdade

A assessora internacional da Associação Brasileira de Organizações não governamentais (Abong), Maira Vannuchi, avalia que o Objetivo 10, que propõe a redução da desigualdade dentro dos países e entre eles, é o mais importante para o Brasil, por propor o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas históricas. 

“Ele toca na ferida do Brasil, na questão estrutural. A gente reconhece nele um ponto que precisa ser resolvido no país, por ser a fonte das principais violações de direitos humanos e injustiças sociais”.

Violência

O Objetivo 11 traz à tona a questão da violência e da insegurança nas cidades, propondo que os assentamentos humanos sejam inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, segundo o assessor.

Consumo sustentável

Para o assessor Haroldo Machado, os objetivos são desafiadores para os países desenvolvidos. 

“O Objetivo 12, por exemplo, quer assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, problema sério em países ricos, que agora têm o desafio importante de repensar seus modelos de desenvolvimento”, exemplifica.

Meio ambiente

Haroldo Machado aponta que a Agenda 2030 inova ao colocar objetivos específicos para a questão ambiental, (13,14 e 15), que tratam do aquecimento do planeta, a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade. 

“Porque os nossos esforços para o desenvolvimento podem ser todos anulados se realmente houver aumentos significativos de temperatura e outros efeitos adversos da mudança do clima no planeta,” justifica.

O Objetivo 16 prevê metas para a promoção de sociedades pacíficas e para que todos tenham acesso à justiça. 

O Objetivo 17 é o último e trata da execução das metas dos ODS, propondo o fortalecimento dos meios de implementação e a construção de parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência Brasil

Investir em energia solar custa 8 vezes menos que em termelétricas, diz WWF

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil


Estudo divulgado ontem (28) pela organização não governamental WWF Brasil mostra que a substituição do uso de energia fornecida por usinas termelétricas pela de geração fotovoltaica (energia solar) poderia gerar uma economia de R$ 150 bilhões em um período de cinco anos. 

De acordo com o WWF, subsidiar a energia fotovoltaica em vez da termelétrica emergencial – usada atualmente diante da diminuição da geração hidroelétrica – é oito vezes menos custoso.

“A substituição das termelétricas incrementais por uma geração fotovoltaica distribuída mostra-se bastante viável. 

De acordo com o modelo apresentado no estudo, subsidiar essa forma de geração é oito vezes menos custoso. 

Mesmo em um cenário em que, após cinco anos, os reservatórios voltassem ao patamar de segurança e não houvesse crise hídrica pelos 20 anos seguintes, o país teria uma economia da ordem de R$ 150 bilhões”, diz o estudo.

O WWF Brasil propõe uma transição gradual do modelo termelétrico para o fotovoltaico, em que o valor que atualmente é gasto para a contratação de energia das termelétricas seria reduzido, ao mesmo tempo em que seria aumentado o investimento na instalação de energia fotovoltaica por um período de cinco anos. 

O objetivo é que, após esse período, a produção de energia fotovoltaica atinja 40 terawatts/hora (TWh) por ano, a mesma quantidade contratada hoje das termelétricas emergenciais.

“Atualmente o governo tem gerado muitos incentivos econômicos para fazer a sustentação da segurança energética do país por meio de termelétricas. 

O que a gente propõe aqui é fazer uma transição gradual para energia solar, tendo a energia solar como uma energia apoiando a energia hidroelétrica no Brasil, e manter as termelétricas de backup, que é o papel delas, caso precise, e não operando todo ano igual a gente está tendo agora”, disse o coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, André Nahur.

A substituição da energia termelétrica pela fotovoltaica, no entanto, ainda enfrenta o entrave da falta de financiamento no país. 

Segundo Nahur, países que estão fazendo a transição, como Alemanha, Japão, e Itália, têm linhas de financiamento diferenciadas para a energia de base solar a cerca de 6% ao ano. 

Já no Brasil, o crédito para essa finalidade é pequeno e destinado a grandes projetos.

“Hoje em dia, as linhas de financiamentos que a gente tem que são por meio do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e de alguns bancos privados. 

O que a gente precisaria hoje seria de linhas diferenciadas de financiamento com juros de mais ou menos 6% ao ano”, disse Nahur.

Edição: Nádia Franco

Enel Green Power inaugura primeira usina híbrida do Brasil

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Foto: Divulgação Enel Green Power inaugura primeira usina híbrida do Brasil

A Enel Green Power (EGP) inaugurou na última sexta-feira (25), na cidade de Tacaratu, no Estado de Pernambuco, a primeira usina híbrida do Brasil, combinando geração de energia fotovoltaica e eólica. 

O evento contou com a presença do governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, e o responsável pela Enel Green Power no Brasil e no Uruguai, Luigi Parisi.

Composto pelo parque eólico de Fontes dos Ventos (80 MW), e das centrais fotovoltaicas Fontes Solar I e II (11 MW), o projeto gerou 600 empregos no pico das obras de construção.

"Na Enel Green Power nós acreditamos fortemente em inovação," disse Luigi Parisi, responsável pela Enel Green Power no Brasil e no Uruguai. 

"Uma planta híbrida, combinando duas tecnologias renováveis na mesma localização, não só aumenta a geração de energia de emissão zero, mas também faz com que seja possível utilizar a mesma infraestrutura, diminuindo os custos e reduzindo ainda mais o impacto sobre o meio ambiente. 

A combinação de energia eólica e solar em nossa planta de Fontes irá reduzir os efeitos da mudança das condições meteorológicas e assegurar a produção de energia mais estável para o benefício do desenvolvimento sustentável local."

A planta híbrida vai gerar cerca de 340 GWh por ano - o equivalente às necessidades energéticas anuais de cerca de 170 mil domicílios brasileiros.

(Redação - Agência IN)

Nasa anuncia descoberta de água líquida em Marte

Por Redação 
Marte



O “maior mistério de Marte” deve ser revelado na segunda-feira (28). 

A Nasa marcou para às 12h30 uma conferência na qual promete anunciar sua maior descoberta sobre o Planeta Vermelho, com a presença de seu diretor de ciências planetárias, Jim Green, além de Michael Meyer, que é chefe do Programa de Exploração do nosso vizinho no Sistema Solar.

Anúncios como este levantam bastante expectativa e, claro, especulação. 

E a principal delas tem a ver com a descoberta de vida, uma hipótese com a qual a Nasa trabalha já há alguns anos e tem, até mesmo, encontrado alguns indícios de emissões de metano, sinais de atividade biológica e até mesmo evidências de água líquida.

Não foi o caso desta vez, porém. A revelação, que foi publicada na revista Nature Geoscience, tem a ver com a descoberta de fluxos de água salobra que escorrem pela superfície de Marte a cada verão. 

É uma condição que poderia propiciar a existência de vida, pelo menos em forma microbial, uma vez que as temperaturas ficam mais amenas, de forma a permitir esse tipo de existência.

A teoria geral é de que a temperatura média de Marte, de -70 graus Celsius, não seria capaz de sustentar a vida, pelo menos não da maneira como a conhecemos. 

É por isso que boa parte da pesquisa da Nasa se concentra não apenas na superfície do planeta, mas também embaixo da terra, onde foram encontrados os resquícios de água salgada e registrados aumentos nos termômetros, gerando condições um pouco mais propícias.

O que se observou, porém, foi um fenômeno semelhante ao que temos na Terra, principalmente em regiões áridas, chamado de RSL, sigla em inglês para linhas recorrentes de encosta. 

Quanto a temperatura esquenta, a água deixa seu estado sólido e passa a escorrer, criando marcas mais flagrantes na superfície de crateras e montanhas. O efeito é reduzido no inverno e acontece sempre no verão, que em Marte, já chegou a 0 graus Celsius

A descoberta de sais hidratados na superfície, uma evidência clara de que a água passou por ali, foi a grande novidade. 

Eles existem em quatro regiões diferentes de Marte, sempre com o mesmo comportamento, uma indicação de que os filetes passam por diversos locais durante a temporada de verão.

Agora, o estudo segue para descobrir exatamente de onde veio essa água e para onde ela escorre. 

Uma das teorias é sobre a existência de gelo sob a superfície, ou então, vapor vindo da atmosfera e se condensando em torno dos sais. 

Ou, ainda, mas menos provável, a existência de fluxos subterrâneos do líquido.

Além disso, outro objetivo é testar se micróbios e outros seres vivos terrestres seriam capazes de suportar as condições extremas encontradas em Marte, um passo importante para se entender se poderia ou não existir vida por lá, pelo menos da forma como a conhecemos. 

Além disso, a Nasa estuda agora formas de enviar novos robôs ou missões tripuladas, além de mandar amostras de volta, para análise.

Atualmente, a agência espacial tem dois aparatos utilizados na pesquisa. 

A sonda Curiosity orbita o planeta, enquanto o Oportunity, um jipe-robô, passeia por sua superfície há mais de uma década. São eles os principais agentes das descobertas sobre o Planeta Vermelho e, acredita-se, os principais astros da revelação que será feita nesta segunda-feira (28).

Foi justamente por meio de imagens feitas à distância que a descoberta foi possível. Uma tecnologia desenvolvida pela Nasa foi capaz de identificar pixels individuais e analisá-los separadamente, de forma a entender exatamente quais substâncias estariam emitindo luz. 

O trabalho foi complexo, uma vez que as marcas de água teriam apenas cinco metros de largura.

O anúncio será transmitido ao vivo pela internet, por meio do site da Nasa. Depois da apresentação, os especialistas da agência responderão a perguntas feitas pelos jornalistas presentes e também enviadas pelo Twitter.

Atualização

Durante sua coletiva, a Agência Espacial confirmou para a imprensa que resolveu o mistério de Marte. 

Os pesquisadores conseguiram encontrar evidências de água no planeta vermelho, que flui periodicamente por sua superfície. Além disso, o líquido conta com sais como cloratos e percloratos, que impedem a evaporação instantânea.

Ou seja: em algumas épocas do ano marciano, é possível haver córregos de água líquida que, apesar de não fluir como nos rios da Terra, pode gotejar. 

Sendo assim, se existe água no planeta vizinho, aumentam-se as chances de existir vida por lá — nem que seja em forma de microorganismos. 

E esse é o próximo grande passo da Agência: descobrir que não estamos sozinhos.



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Pão de açúcar: Um lugar fantástico para o você conhecer

Pão de Açúcar é um dos mais importantes ícones do turismo carioca, tornando-se uma das principais marcas registradas da cidade do Rio de Janeiro


Idealizado em 1908 pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos e inaugurado no dia 27 de outubro de 1912, o bondinho do Pão de Açúcar fez 90 anos em 2002. 

Primeiro teleférico instalado no Brasil e terceiro no mundo, é um dos mais importantes ícones do turismo carioca, tornando-se uma das principais marcas registradas da cidade do Rio de Janeiro. 

Desde sua inauguração até a data do aniversário, o teleférico transportou 31 milhões de turistas. Nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho – de alta temporada – a freqüência diária chega a três mil pessoas.





Pão de açúcar

Nestas nove décadas de funcionamento, o bondinho recebeu a visita de turistas de todos os cantos do mundo, dentre os quais, personalidades, autoridades e artistas, como Einstein – que lá esteve em 1925 -, os ex-presidentes dos Estados Unidos, John Kennedy, do Brasil, José Sarney, e da Polônia, Lech Walesa; os cantores Roberto Carlos e Sting; os jogadores Ronaldinho e Romário; os atores Roger Moore e Robert de Niro; as atrizes Gina Lolobrigida, Brooke Shields e Sônia Braga, e muitos outros famosos.


Segurança

Considerado um dos mais seguros do mundo pelas entidades internacionais de teleféricos de passageiros, há 90 anos o bondinho do Pão de Açúcar circula sem ter registrado nenhum acidente com vítimas. As atuais linhas são dotadas de dispositivos de segurança, com alarme em todos os pontos.

Diariamente pela manhã, antes de receber os primeiros turistas, os bondinhos saem numa viagem de vistoria. O percurso é todo programado e controlado por equipamento eletrônico, que verifica 47 itens de segurança.

O complexo turístico é formado por três estações – a da Praia Vermelha, Morro da Urca e Pão de Açúcar – interligadas por quatro bondinhos – dois no trecho Praia Vermelha/Morro da Urca e dois no trecho Morro da Urca/Pão de Açúcar. O Morro da Urca tem 220m de altura e o do Pão de Açúcar, 396m.

Vegetação rara

Cercado por uma vegetação característica do clima tropical, com resquícios de Mata Atlântica, possui espécies nativas que em outros pontos da vegetação litorânea brasileira já foram extintas, e também raras espécies vegetais, como a orquídea “laelia lobata”, que só floresce em dois locais no planeta: no morro do Pão de Açúcar e na Pedra da Gávea, ambos no Rio de Janeiro. 

Montanha brasileira com o maior número de vias de escaladas (até 1997 existiam 38), o Pão de Açúcar recebe diariamente centenas de alpinistas, montanhistas e ecologistas brasileiros e estrangeiros.

Pólo Cultural

Além de marco turístico e ecológico da cidade do Rio de Janeiro, o complexo também foi um importante pólo cultural. Na década de 70, passou a abrigar no anfiteatro do Morro da Urca – chamado “Concha Verde” – shows musicais que lançaram grandes talentos da música brasileira, numa programação que chegou a reunir 50 mil pessoas por ano. 

A Concha Verde também foi palco de badalados bailes carnavalescos, entre 1977 e 1987, como o internacionalmente famoso “Sugar Loaf Carnival Ball”. Atualmente, o anfiteatro recebe exposições de artes, conferências de empresas, coquetéis de lançamento de produtos, jantares e festas.


Desafio à engenharia

A história do bondinho está diretamente ligada ao desenvolvimento da cidade: seu idealizador, Augusto Ferreira Ramos, imaginou um caminho aéreo até o Pão de Açúcar ao participar, em 1908, de uma exposição na Praia Vermelha em comemoração ao centenário da abertura dos portos às nações amigas.

Com um capital inicial de 360 contos de réis, foi fundada então a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar e, em 1910, foi iniciada a construção do primeiro teleférico brasileiro. 

“Na obra trabalharam brasileiros e portugueses com equipamentos e materiais alemães, que foram transportados para o alto dos dois morros por centenas de operários realizando perigosas escaladas, numa ousada operação para a engenharia da época”, destaca Maria Ercília Leite de Castro, diretora geral da empresa.

O trecho inicial, entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca, numa extensão de 575m, foi inaugurado em 27 de outubro de 1912, quando 577 pessoas subiram ao morro da Urca no bondinho de madeira, com capacidade para 24 pessoas. 

No ano seguinte, em 18 de janeiro de 1913, foi inaugurado o trecho morro da Urca/Pão de Açúcar, com extensão de 750m.

Em maio de 1969, já sob a administração do engenheiro Cristóvão Leite de Castro, a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, através de contrato assinado com o Governo da Guanabara, teria que duplicar a linha aérea, que passaria a ser servida por dois bondinhos. 

A empresa resolveu, então, instalar novo e moderno teleférico, com quatro carros, cada um com capacidade para 75 pessoas. A obra, orçada em US$ 2 milhões, exigiu o desmonte de três grandes blocos de pedra do alto do Pão de Açúcar, pesando mil toneladas, e durou dois anos para ser concluída. 

No dia 29 de outubro de 1972 os atuais bondinhos começaram a funcionar.

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Troca de cabos

Para a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, as comemorações pelos 70 anos do teleférico começaram em 14 de junho de 2002, quando o complexo turístico reabriu ao público, depois de 75 dias fechado para a troca dos oito cabos de sustentação dos quatro bondinhos, em atendimento às recomendações internacionais de substitui-los a cada 30 anos. 

O investimento da empresa nesta obra foi de US$ 852 mil.

Também foram feitas melhorias para prestar atendimento ao turista com mais qualidade: os bondinhos ganharam novos vidros e piso antiderrapante; as estações receberam nova iluminação, novo mobiliário e tratamento paisagístico.

Também as lojas foram remodeladas, apresentando com qualidade os produtos oferecidos aos visitantes. Um exemplo é o restaurante Estação Gourmet, acomodado num deque suspenso. 

Com menu assinado pela chef Cláudia Vasconcellos, o bistrô convida a apreciar uma das mais belas paisagens do Rio enquanto se degusta uma caipirinha frozen ou uma taça de vinho. 

Para acompanhar, sanduíches e pestiscos. Já aqueles que escolherem o sábado para visitar o cartão-postal encontrarão no cardápio do restaurante uma deliciosa feijoada.

A empresa adquiriu ainda cinco plataformas para acesso de deficientes físicos às estações, a um custo total de R$ 190 mil, e assim que os órgãos públicos competentes aprovarem o projeto, a previsão é de instalação em dois meses.

Riotur

ONU aprova ambicioso plano de sustentabilidade para 15 anos

Meizahn/ThinkStock


ONU: O programa busca acabar com a pobreza, promover a educação e combater a mudança climática

Da AFP

Líderes de todo o mundo adotaram um ambicioso programa que pretende acabar com a pobreza nos próximos 15 anos, que o papa chamou de "um sinal de esperança", embora tenha pedido medidas concretas.

Na abertura da cúpula que reunirá até domingo mais de 150 chefes de estado e de governo na sede das Nações Unidas, em Nova York, os países estabeleceram 17 metas, divididas em 169 objetivos que devem ser cumpridos até 2030.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a nova agenda representa uma "visão do mundo universal, integrada e transformadora".

Mas alertou para a necessidade de que a comunidade internacional se comprometa com a implementação do plano. "Precisamos de ações de todos em todas as partes".

O programa busca acabar com a pobreza, promover a educação, garantir vidas mais saudáveis e combater a mudança climática.

O documento foi ratificado durante a inauguração de uma cúpula de desenvolvimento que reunirá mais de 150 chefes de estado até domingo na sede da ONU, que precede a 70ª Assembleia Geral.

Para o papa Francisco, que momentos antes se dirigiu aos líderes falando na tribuna do auditório da Assembleia Geral, o novo plano de desenvolvimento "é um sinal importante de esperança".

"Não bastam, contudo, os compromissos assumidos solenemente, ainda quando constituem um passo necessário para as soluções", disse o papa.

"O mundo pede de todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, de passos concretos e medidas imediatas para preservar e melhorar o ambiente natural e vencer o quanto antes o fenômeno da exclusão social e econômica", disse o papa argentino, o primeiro do continente americano.

O documento, de 41 páginas, foi ratificado durante a abertura da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável de 2015, um prelúdio para o debate geral da 70ª Assembleia Geral da ONU na próxima semana.

O objetivo número um é "colocar fim à pobreza em todas as suas formas": 836 milhões de pessoas ainda vivem com menos de 1,25 dólares por dia.
Mais de 3,5 bilhões de dólares

O plano também prevê garantir o acesso universal a educação e saúde, lutar contra as crescentes desigualdades, promover o desenvolvimento das mulheres e limitar o aquecimento global.


Opinião: Muitas metas e poucos planos para um futuro sustentável

Sucedendo aos Objetivos do Milênio, as novas metas de sustentabilidade da ONU comprometem todos a contribuir, também as nações industriais. 

Porém a jornalista da DW Vanessa Fischer está cética quanto às chances de êxito.

Vanessa Fischer é jornalista da DW

Dar fim à pobreza, reduzir a desigualdade, garantir educação de boa qualidade, proteger os ecossistemas: esses são apenas algumas das 17 metas e 169 subitens estabelecidos na Conferência das Nações Unidas para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, em Nova York. 

Seus antecessores, os Objetivos do Milênio, se referiam apenas aos países em desenvolvimento e emergentes. Agora é a vez das nações industriais.

Exatamente agora, o escândalo dos testes de emissão de gases poluentes da Volkswagen prova como a parcela mais próspera do planeta leva a sério o desenvolvimento sustentável. E a política olha para o outro lado.

Porém todos asseguram, incansáveis, que, óbvio, consciência ambiental e sustentabilidade lhes são importantes. Então seria o caso de argumentar que o próprio fato de o caso da Volks levantar tamanhas ondas de indignação por todo o mundo mostra, afinal, que estamos no caminho certo. Mas esse argumento não vai muito longe.

O cerne e verdadeiro ponto crucial da lista é a meta número oito: fomentar o crescimento econômico duradouro e sustentável. "Crescimento econômico sustentável": esse predicado é atualmente empregado de forma inflacionária. Mas o que é isso, na verdade? Ele não significa que deixamos de crescer continuamente, nos contentando com "menos", e que precisamos gerir os recursos de forma diferente?

Em vez disso, um clamor logo atravessa o globo no momento em que a economia chinesa apresenta taxas de crescimento abaixo do esperado. Porque na China precisa, sim, haver cada vez mais automóveis na rua e cada vez mais bens serem consumidos. Para que, do ponto de vista global, os lucros cresçam e os empregos estejam assegurados. Para isso, produz-se onde padrões e salário são especialmente baixos. É assim que gerimos em nível mundial.

Do ponto de vista atual, uma plantação de óleo de dendê tem valor econômico superior ao que uma mata tropical, da qual apenas algumas comunidades extraem café, látex e frutas, e os vendem localmente. Mesmo que hordas de ONGs se empenhem em transformar as florestas em fontes de renda, no fim das contas quem vence é sempre o óleo vegetal ou o petróleo.

Esse é o caso do Parque Nacional Yasuní, no Equador. Fracassou a tentativa de proteger a região da prospecção petrolífera, fazendo a comunidade internacional pagar um ressarcimento para esse fim. E não foi culpa apenas do estilo de negociação, em parte pouco confiável, do governo equatoriano.

Por que investir em algo que não gera lucro? Segundo as regras em vigor, um investimento precisa sempre ter um valor econômico. 

Então, no próximo ano começa a extração de petróleo em Yasuní.

É claro que não podemos manter natureza, matas e ecossistemas sob uma redoma. Essa abordagem está ultrapassada. 

Contudo, de uma perspectiva sustentável, é preciso colocar a questão: o que vai beneficiar mais as gerações futuras?

Nosso crescimento econômico se baseia em metas de prazo demasiado breve e na pura maximização dos lucros. E as boas propostas políticas são tão diluídas no longo caminho até a implementação, que não têm força para impedir tais práticas.

Crescimento econômico sustentável: aqui há uma enorme lacuna entre a meta e a realidade. E até o momento não dá para reconhecer qualquer tipo de vontade séria para fechar essa lacuna até 2030.