A mulher moderna tem um espírito ecológico



Falando de poluição, vamos focar fortemente todos esses fatores importantes nos quais a mulher é central para ajudar muito no clima para diminuir ou eliminar os elementos tóxicos que afetam ambas as nossas famílias e da sociedade em geral chave.
Diz-se que o espírito governa a matéria, e o papel das mulheres na área de contaminação é acionado, uma vez que a mulher foi dotado de talentos especiais e uma saudavelmente critério analítico para guiar seu principal núcleo da família.
Ela como mãe, esposa e parceiro tem a bela missão de sensibilizar aqueles que o rodeiam, para cumprir este trabalho duro, não só para purificar a atmosfera da Terra, mas também o ambiente psicológico de seus entes queridos, a partir de casa.

Começamos observando todos os resíduos tóxicos no ralo deixando nossa casa, com a cozinha eo banheiro, como os lugares mais imediatos, a lavanderia, que é onde a limpeza do uso de roupas é geralmente toda a família, são os pontos mais densos carregados com bactérias e localização de uma atenção mais urgente.
Na cozinha, por exemplo; muitas mulheres em todo o mundo tendem a esvaziar a resíduos de óleos vegetais e gorduras animais em que seus alimentos cozidos máquina de lavar louça, sem sequer imaginar que com um litro de óleo de dez mil litros de água são contaminados.
Eo banheiro, meus queridos amigos, quantas vezes um tanque diário pessoal alavanca família é reduzido? Ou, quantos rolos de papel higiênico usado ir direto para o aterro em uma semana?
E a roupa que é lavada em casa com várias marcas de detergentes líquidos e produtos de limpeza, água sanitária, removedores de manchas, amaciantes e em geral eles não são biodegradação?
Esse acúmulo de resíduos químicos que flui através dos esgotos de cidades pequenas e grandes cidades do mundo vai para os rios e os rios correm para o mar. Tudo isso sem resíduos químicos que descartadas grandes indústrias, que também vai para o mar, poluindo suas águas e milhões de espécies de criaturas do mar.
E a poluição do ar meus amigos? … Quantos de nós tem que engolir os sopros cigarro parceiros, parentes ou vizinhos e amigos que fumam, e às vezes até de nós mesmos? E não cumprir, além algumas pessoas são afectados a utilizarem chamados sprays ou fixadores de cabelo também são fatores de poluição da atmosfera e, claro, isso já é mostrado em estudos para a estratosfera do planeta, alguns física e os cientistas da terra, jogando como resulta uma repartição alarmante da camada de ozônio, que é composto de gás oxigênio (o filtro do nosso mundo dilacerado) onde os elementos espaciais desbaste de mudas de ar e causando problemas respiratórios deixando etapa, os raios ultravioletas luz direta à nossa pele. Aqui foi a fonte de muitas doenças crônicas na derme humanos.
O homem comum na terra, em seguida, esqueceu-se de preservar a limpeza do seu mundo, você se esqueça de limpar seu barco e sua arca que guarda seus preciosos tesouros vivos: florestas (fonte de oxigênio do planeta), a flora e fauna. Ele criou inconscientemente caça e pesca clubes, onde foram oficialmente autorizados para acabar com as poucas espécies animais que permanecem na terra.
Fonte: http://meioambienterio.com/2015/09/9100/a-mulher-moderna-tem-um-espirito-ecologico.html

Expansão da matriz energética nos próximos dez anos se dará com predominância de renováveis

PDE 2024, colocado em consulta pública nesta quarta-feira, prevê acréscimo de 73 mil MW de energia nova





O Brasil continuará baseando sua expansão energética nas fontes renováveis nos próximos dez anos. 

A capacidade instalada de geração de energia elétrica deve ser ampliada em 73 mil MW (megawatts) até 2024, com metade desta expansão baseada em fontes renováveis: eólica, solar, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). 

O dado consta no Plano Decenal de Expansão de Energia com horizonte de 2024 (PDE 2024), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), submetido à consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nesta quarta-feira (16/09) até o dia 7 de outubro.

Com o crescimento das fontes renováveis na capacidade instalada de geração elétrica, o PDE estima que em 2024 cerca de 84% da potência instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN) seja dessas fontes.

O expressivo parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% da capacidade instalada em 2024 (ou 23,9 mil MW), refletindo a competitividade dessa fonte no horizonte decenal. 

Apesar de uma expansão significativa de mais de 27 mil MW de capacidade de geração hidráulica, a participação dessa fonte na matriz elétrica cai mais de 10 pontos percentuais, para 57% em 2024. 

A maior expansão hidrelétrica ocorrerá na Região Norte, devido à entrada em operação de grandes empreendimentos, com destaque para a usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).

Outro destaque é a energia solar, para a qual se espera que alcance 7.000 MW ao fim do horizonte decenal (ou cerca de 3% na capacidade instalada total). Nos leilões promovidos ao longo de 2014 foram comercializados 1.048 MWp de potência pico, enquanto em 2015 já foram contratados mais 1.044 MWp.

Petróleo

De acordo com o PDE, em 2014 a produção de petróleo deve chegar a 5 milhões de barris por dia (bpd), com exportações de 2 milhões de bpd. 

Apesar dessa expansão, a matriz energética brasileira deverá atingir 45% de participação de fontes renováveis em 2024, patamar bem superior à média mundial de 13,5% ou dos países da OCDE, de cerca de 9%.

Veja o PDE 2024.

*Com informações da EPE.

Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo está no Amazonas

Niobio em Sãpo Gabriel da CachoeiraA reserva mineral de nióbio localizada na região denominada Cabeça de Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), na fronteira com a Venezuela e a Colômbia, classificada entre as maiores do mundo, apesar da alta viabilidade comercial, não pode ser explorada comercialmente porque está localizada em território indígena e dentro das áreas de proteção ambiental Parque Nacional do Pico da Neblina e da Reserva Biológica Estadual do Morro dos Seis Lagos. O total de minério estimado na reserva é de cerca de 2,9 bilhões de toneladas de nióbio
O nióbio é um raro e estratégico minério utilizado na industrialização de produtos que suportem altas e baixas temperaturas como aviões e foguetes. Indispensável nas indústrias espacial e nuclear, várias ligas de nióbio são desenvolvidas por sua leveza e por sua supercondutividade, muito superior a de outros minerais. Seus principais derivados entram na composição de aços diversos, como nos aços de alta resistência, usados na fabricação de tubulações para transmissão de gás sob alta pressão, petróleo e água, por ser um poderoso agente anticorrosivo, resistente aos ácidos mais agressivos.
O secretário da SEMGRH (Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos), Daniel Nava, afirma que na década de 70 o CPRM (Serviço Geológico do Brasil) realizou levantamentos que definiram as localizações das reservas de nióbio em Seis Lagos. Ele destaca a alta capacidade de mineração da área e explica que a produção e comercialização da reserva esbarra em questões legais que passam pela aprovação se encontram nos Estados de Minas Gerais (75% do total), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).
Áreas indígenas
Mas mesmo dentro de uma possibilidade do governo estadual encampar a ideia de exploração do nióbio de Seis Lagos, a empreitada esbarraria na legislação federal, haja vista que a reserva está também dentro de territórios indígenas. De acordo com o gerente de Geologia e Recursos Minerais do CPRM-AM, Marcelo Almeida, até mesmo a realização de pesquisas em territórios indígenas precisam ser autorizadas. 
Ele relata que os próprios indígenas garimpam as reservas no Amazonas, apesar de a prática ser considerada ilegal. “A garimpagem ocorre e em algumas situações os indígenas estão envolvidos mas nem sempre eles têm conhecimento sobre a extração mineral”, afirma. Segundo Almeida, nos últimos 20 anos a garimpagem no Estado (nome atribuído à prática da mineração ilegal – conforme o gerente) ocorre na região Oeste de Roraima, em algumas regiões do alto rio Negro, no Sul do Amazonas e em Rondônia.
Ele destaca os locais onde se concentram os minérios mais valiosos, que são: o Oeste de Roraima, onde pode ser extraído ouro e diamante; no Alto Rio Negro, que apresenta ouro e tantalita; no Sul do Amazonas, no igarapé Preto existe a cassiterita. “Eventualmente a área da reserva localizada no igarapé Preto é retomada por garimpeiros.
Essa área foi explorada por uma empresa e logo após virou uma reserva. A mina ficou abandonada. É a região habitada pelos índios tenharins”, comenta. Almeida explica que para que a mineração seja considerada como um processo legal é necessário a apresentação dos relatórios de impacto ambiental; das licenças ambientais e de pesquisa, assim como de exploração mineral, entre outros documentos; sem esquecer do  pagamento dos tributos. Para ele, a legalização da extração mineral em terras indígenas ainda não ocorreu devido a diversidade de opiniões. “Os interesses são diversos. Dentro de um mesmo grupo alguns defendem a prática, enquanto outros são contra. A falta de uniformidade de pensamento acaba chegando ao Congresso Nacional, o que reflete essa heterogeneidade”, avalia.
O gerente declara ser a favor de uma negociação que viabilize a exploração mineral. Ele afirma que a instituição de empresas organizadas pode ser a saída contra a proliferação do garimpo ilegal. “A partir do momento em que o índio é aculturado e precisa utilizar recursos financeiros para custear suas despesas
surge a necessidade de um meio em que ele possa extrair esse dinheiro. É melhor ter uma mineração que seja controlada, que terá geração de empregos e fará recolhimento de impostos. Além de ser cobrada por danos ambientais que forem causados”, defende.
Criação de cooperativa no AM
O advogado David Nogueira conta que teve a oportunidade de contribuir com a criação de uma cooperativa indígena no município de São Gabriel da Cachoeira. Na cooperativa, os trabalhadores poderão desenvolver atividades voltadas à extração mineral e à agricultura. A esse tipo de trabalho conjunto, ele denomina comomisto. Podem fazer parte de um trabalho misto: psicultura, artesanato, entre outros.
Nogueira explica que a proibição quanto à exploração mineral é específica aos territórios indígenas. Portanto, uma cooperativa que pretende ter como base a extração mineral em qualquer área que não seja indígena, tem liberdadepara atuar, desde que esteja em conformidade com a lei. “É necessário um estatuto, um regimento, os registros nos devidos órgãos públicos competentes, assim como a questão cartorária, entre outros. Quando o índio cria a cooperativa não quer dizer que ele vai minerar em terra indígena”.
Uso do nióbio
Várias ligas de nióbio são desenvolvidas por sua leveza e por sua supercondutividade, muito superior à de outros minerais. Seus principais derivados entram na composição de aços diversos, como nos aços de alta resistência usados na fabricação de tubulações para transmissão de gás sob alta pressão, petróleo e água, por ser um poderoso agente anticorrosivo, resistente aos ácidos mais agressivos.
 Fonte: Portal da Amazonia

Turismo vai qualificar mais profissionais para Rio 2016

Qualificação será por meio do Pronatec Turismo e vai alcançar 214 municípios de todo País; profissionais devem atender Jogos Olímpicos



O Ministério do Turismo vai lançar, por meio do Pronatec Turismo, 52 cursos em áreas como hotelaria, agências de viagens, gastronomia e segurança, entre outros, para intensificar o treinamento e qualificação de profissionais para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
Neste segundo semestre, serão beneficiadas as cidades do Rio de Janeiro, sede da Olimpíada, e as cinco cidades que receberão partidas de futebol durante o evento (Brasília, São Paulo, Salvador, Manaus e Belo Horizonte).
O primeiro acordo de cooperação da nova fase do programa, realizado em parceria com o Ministério da Educação, foi assinado com o município de Formosa (GO), que integra a região metropolitana de Brasília.
Além das cidades diretamente envolvidas com os jogos olímpicos, o programa beneficiará também 81 municípios localizados no entorno de Parques Nacionais, que podem atrair visitantes brasileiros e estrangeiros durante os Jogos. Trata-se de uma ação para estruturar e valorizar essas unidades de conservação como atrativos turísticos, criando condições e oportunidades de emprego para as comunidades locais.
No total, serão atendidos 214 municípios de todas as regiões do País, 90 a mais do que os beneficiados no esforço de qualificação para a Copa do Mundo.
Até o final de 2015, serão oferecidas vagas de cursos profissionalizantes nas quatro modalidades do programa: cidadão, na empresa, social e desenvolvimento local. Cada uma delas, direcionadas para públicos específicos tais como jovens em busca do primeiro emprego, profissionais e empreendedores do setor de turismo.
Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Como melhorar a Eficiência Energética na área de TI

A nível global, as empresas de Tecnologias de Informação (TI) são responsáveis por 2% das emissões de gases de estufa no planeta.


Os restantes 98% são vistos como uma oportunidade para as TI’s poderem participar na resolução deste problema – esta oportunidade tem a designação de Green IT. As empresas do setor tecnológico poderão ter o potencial de reduzir as emissões de outros setores da economia, otimizando recursos e poupando energia. 

A curto prazo essa pode ser a diferença para uma empresa de sucesso, além da enorme oportunidade de negócio que daí deverá provir. 

No entanto, que fique claro que, apesar de serem responsáveis por apenas 2% das emissões, podem tornar-se ainda mais ecológicas se se focarem na eficiência energética e em melhores materiais e tecnologias.

·    O conceito de Green IT consiste em dois blocos (óbvios) – “Green” e “Information Technology”.
·    O “Green” refere-se à aplicação ambientalmente sustentável das TI’s.
·    Tradicionalmente, as discussões sobre Green IT estavam focadas em como fazer a tecnologia em si mais ecológica, por exemplo, reduzindo o consumo de energia. Greening IT é obviamente baseado na aplicação do Green IT mas não acaba na aplicação de tecnologias amigas do ambiente, é um processo amplo que se espalha a toda a sociedade.

Então, como melhorar a eficiência energética numa empresa de TI?

– Definindo o default das impressoras para double-sided printing;
– Mantendo um Sistema HVAC eficiente;
– Usando cartuchos de impressão reutilizados;
– Obtendo servidores e monitores com a qualificação ENERGY STAR;
– Usando energia solar para os carregadores de telemóvel;
– Trocando monitores CRTs por LCDS;
– Investindo em portáteis em vez de desktops;
– Desligando servidores que não estejam a ser usados;
– Não utilizando screensavers;
– Usando as tecnologias de virtualização e cloud computing;
– Apoiando a prática de trabalho remoto (telecommuting);
– Tendo em atenção a compra de telemóveis e PDAs eco-friendly;
– Organizando bem o ciclo de vida do hardware;
– Reduzindo o número de periféricos no escritório ou comprando all-in-one’s;
– Obtendo uma certificação ambiental.
O que necessitamos são soluções de TI que providenciem low carbon feedback, evitando as que apenas contribuem para reduções a curto prazo e investimentos insustentáveis que apenas irão tornar as reduções necessárias mais difíceis.
Devemos estar interessados em soluções que têm um impacto positivo nas emissões de CO2, no entanto, não devemos apenas contribuir para solucionar o problema, mas também para a causa das alterações ambientais.


Eficiência energética é preocupação de indústrias

Anderson Coelho
Indústria do setor de metalurgia, em Londrina, viu o valor pago pela energia elétrica mais que dobrar de janeiro a julho deste ano
A energia elétrica é o que move uma indústria e o que representa um de seus maiores custos. 
Após dois aumentos nas tarifas de energia este ano no Paraná, as indústrias estão preocupadas com o seu consumo. O primeiro reajuste de tarifa, extraordinário, teve média de 36,79% em março, e o segundo, anual, de 15,32% em junho. 

O setor industrial é o maior consumidor de energia elétrica. Segundo dados da Copel, ele representa 29% do consumo total. E, diferentemente do que está acontecendo no País, no Paraná a indústria vem aumentando o consumo nos últimos meses, afirma Margareth Pisetta de Almeida, gerente de estudos de mercado da Copel. Em julho, cresceu 4,5% em relação ao mesmo mês de 2014. "No Paraná, tem crescido por conta do setor de alimentos. O Paraná é um Estado bastante agrícola. Quando presenciamos uma crise econômica, um dos últimos setores a serem afetados é o alimentício." 

Do setor de metalurgia, a indústria Torno e Solda Brasília, de Londrina, viu o seu valor pago pela energia elétrica mais que dobrar de janeiro a julho deste ano. Hoje, gasta mais de R$ 20 mil ao mês com energia. Preocupada com o impacto deste valor no orçamento, a sócia-proprietária Maria Alice Califani está em busca de ações que possam aumentar a eficiência energética da indústria. "Trabalhamos com maquinário pesado, de torno, corte a laser, dobra CNC. Não conseguimos repassar (o custo com energia) para o cliente, então temos que tirar do próprio bolso." 

A eficiência energética foi tema ontem de palestra no Senai Londrina dentro da programação do Mundo Senai, evento que acontece ao mesmo tempo em todas as unidades da instituição com o objetivo de apresentar as oportunidades no mercado de trabalho do setor industrial e de formação profissional na instituição. O engenheiro eletricista e analista de negócios do Senai Londrina, Hélio Kayamori, explica que algumas medidas que podem ser aplicadas às indústrias são capazes de otimizar o consumo de energia elétrica, diminuindo assim os custos do processo industrial. 

"A maior parte do consumo de energia da indústria – 70% - é de motores elétricos", afirma Kayamori. Por isso, uma das principais ações para a eficiência energética industrial é a modernização dos equipamentos com a troca de motores antigos por outros de maior rendimento e menos consumo de energia. 

De acordo com o gerente da área de eficiência energética da Copel, Gustavo Klinguelfus, motores antigos, adquiridos nos anos 1970 ou 1980, por exemplo, têm rendimento muito abaixo do normal. A troca por outro de maior rendimento proporciona ganhos expressivos de economia, mesmo que o investimento nisso seja alto. "Apenas 5% do custo de um motor ao longo de usa vida útil se refere à aquisição do equipamento. Os demais 95% são a manutenção e o custo da energia elétrica." 

O retorno do investimento, aponta Kayamori, é rápido: de seis meses a um ano. Outras ações, como o melhor aproveitamento da iluminação natural, o aperfeiçoamento do sistema de ar-condicionado e a busca por vazamentos em sistemas como o de ar comprimido também podem representar redução do desperdício e do consumo de energia. Para isso, a indústria precisa realizar um diagnóstico de seu processo produtivo, buscando oportunidades de economia. O próprio Senai pode auxiliar as indústrias a identificá-las, comenta Kayamori. 

A eficiência nas indústrias também é de interesse do setor energético. "O maior ganho de eficiência significa postergar investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia", explica Klinguelfus, da Copel. Por definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel mantém um programa com chamadas públicas anuais para projetos de eficiência energética. A última, realizada no mês passado, destinou R$ 6 milhões a indústrias que apresentaram propostas com este fim.
Mie Francine Chiba
Reportagem Local

Grupo brasileiro apresenta propostas para economia de baixo carbono na África do Sul

Movimento composto por entidades que trabalham com o uso da terra é pioneiro

POR VINICIUS GALERA DE ARRUDA*, DE DURBAN (ÁFRICA DO SUL)
roberto_waack_florestas_amata (Foto: Vinícius Galera)
As propostas da Coalizão Brasileira do Clima, movimento multissetorial formado por agentes relacionados ao uso da terra no Brasil, foram apresentadas durante o XIV Congresso Mundial de Florestas (World Forestry Congress - WFC 2015), que termina nesta sexta-feira (11/9) em Durban, na África do Sul.
O objetivo do grupo é criar uma agenda viável diante das mudanças climáticas e desenvolver uma economia de baixo carbono que sirva de modelo.
A coalizão reúne cerca de 120 entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Amaggi, Eldorado Brasil Celulose, Eucatex, União da Indústria da Cana-de-açúcar (Única),Instituto Terra e Sociedade Rural Brasileira (SRB). “O mundo está caminhando para uma economia de menor carbono. Poucos países têm condição mais adequada que o Brasil de jogar esse jogo. O agronegócio brasileiro está percebendo que uma demanda por commodities mais ambientais e socialmente corretas veio para ficar”, diz  Roberto Waack, fundador e presidente do conselho administrativo da Amata S.A.e membro do conselho deliberativo do Instituto Ethos.
Waack, um dos líderes do movimento, participou na última quarta-feira (9/11) de um painel sobre soluções inspiradoras para um futuro sustentável.
Visão comum A coalizão vem trabalhando desde o final do ano passado. Em julho deste ano, foram definidas 17 propostas agrupadas em três frentes: a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a transparência e a questão fundiária. “Uma coisa é a lei, outra é a lei na prática. O que precisa ser feito para que o sistema do CAR funcione?”, diz Waack, lembrando que as discussões nasceram após a criação do código“. Pode parecer absurdo um grupo se reunir para discutir a implementação de uma lei, mas é assim mesmo. Se você não tem uma mobilização da sociedade, a lei não pega”.
Transparência
Um dos pontos pacíficos do movimento é a transparência. “O grupo, hoje com quase 120 organizações, acha que tem que ter transparência em todo esse processo. Olhar o mapa do Brasil e saber onde estão as propriedades, onde estão as florestas, onde
estão as APPs  é fundamental”, diz. 
Aspecto delicado do uso da terra no Brasil, a questão fundiária também será atacada. “Precisamos avançar na discussão da qualidade fundiária, na discussão dos direitos fundiários, ainda tem muito problema nisso. Sempre que falamos  do conceito do uso da terra, a questão da propriedade aparece. Impossível falar no Código Florestal sem entrar nessa questão”.
Remuneração e florestas As especificidades da produção de baixo carbono, segundo Waack, devem ser levadas em conta no momento da remuneração. “É uma agricultura que tem valores que precisam ser reconhecidos. O pagamento por serviços ambientais é uma questão importante”, diz.
Segundo ele, os mecanismos ainda precisam ser definidos e têm de funcionar no mundo todo. Por isso, a discussão sobre as florestas é fundamental para a implementação das propostas. “Estamos falando de todas as florestas. O Brasil é um dos poucos países do mundo que têm uma vantagem comparativa enorme em todos os tipos de florestas: tropicais,  altamente intensivas e plantações”, diz.
Chamam a atenção dois aspectos florestais característicos do país: o desmatamento e a qualidade da produção florestal. Para combater o primeiro, a coalizão criou um compromisso: acabar com o desmatamento ilegal. “Está diminuindo, não há dúvida, mas ainda falta um esforço adicional da sociedade. E estamos falando do compromisso do agronegócio caminhar para o desmatamento zero, que é uma virada de página na discussão do código”, diz Waack.
Um dos principais problemas relacionados ao desmatamento das florestas tropicais é o tráfico de madeira, que contribui para a degradação das florestas. “Temos que consolidar um mercado legal e rastreável de madeira tropical. 80% do mercado, ou é ilegal, ou tem algum tipo de ilegalidade. O grupo tem o compromisso de eliminar a madeira ilegal das suas cadeias de produção”.
O movimento está trabalhando em um mecanismo de rastreabilidade para a madeira. “Já existe para o boi, para asoja, tem que ter para madeira”, diz Waack, lembrando que as compras públicas de madeira precisam ser feitas na legalidade. “O governo não pode comprar madeira sem rastrear. E isso tem a ver com a declaração da presidente Dilma de acabar com o desmatamento ilegal até 2030”. 
Para o grupo, uma das obrigações estabelecidas pelo Código Florestal - a necessidade de recomposição de áreas devastadas - precisa ser economicamente viável para os produtores. “Ou a restauração se paga por si, atrai investidores e o que é um passivo para os produtores vai se tornar um ativo, ou ela não é viável. A viabilização é algo central”, diz.
Para viabilizá-la, ele aponta o caminho da pesquisa na silvicultura para florestas nativas. “Tudo o que já está pronto na economia da floresta altamente intensiva que é a economia do eucalipto temos que fazer com florestas nativas. Temos que parar com essa história de dizer essa floresta boa e outra é ruim. Todas as florestas são boas, cada uma tem um papel”.
Bioenergia A coalizão espera ter uma participação importante entre os países do Hemisfério Sul, especialmente na aproximação do Brasil com o continente africano. Um movimento desse porte precisa estar em diálogo permanente com o governo. Desde o começo, o grupo tem conversado com três pastas: Agricultura, o do Meio Ambiente e Fazenda. “Nós começamos com a expectativa de que esse diálogo seria fragmentado, mas ele não está sendo e isso é um grande passo. Temos reuniões com os três ministérios ao mesmo tempo e isso é muito importante”, diz Waack, que ainda espera avançar nas conversas com o ministério da Ciência e Tecnologia.
COP 21 Todos esses pontos, diz Waak, farão o país avançar na criação de uma economia de baixo carbono que compreende o uso intensivo do solo com mais integração entre floresta e agricultura.
As propostas serão demonstradas durante a COP 21, que será realizada em dezembro em Paris. "Não adianta fazermos essa mobilização para Paris e depois acabar tudo. Sabemos que é um projeto de muitos anos, um ciclo que vai até 2030. Os mecanismos não são triviais e não podem ser superficiais, estamos trabalhando já”.
* O jornalista viajou a convite da FAO.