Como melhorar a Eficiência Energética na área de TI

A nível global, as empresas de Tecnologias de Informação (TI) são responsáveis por 2% das emissões de gases de estufa no planeta.


Os restantes 98% são vistos como uma oportunidade para as TI’s poderem participar na resolução deste problema – esta oportunidade tem a designação de Green IT. As empresas do setor tecnológico poderão ter o potencial de reduzir as emissões de outros setores da economia, otimizando recursos e poupando energia. 

A curto prazo essa pode ser a diferença para uma empresa de sucesso, além da enorme oportunidade de negócio que daí deverá provir. 

No entanto, que fique claro que, apesar de serem responsáveis por apenas 2% das emissões, podem tornar-se ainda mais ecológicas se se focarem na eficiência energética e em melhores materiais e tecnologias.

·    O conceito de Green IT consiste em dois blocos (óbvios) – “Green” e “Information Technology”.
·    O “Green” refere-se à aplicação ambientalmente sustentável das TI’s.
·    Tradicionalmente, as discussões sobre Green IT estavam focadas em como fazer a tecnologia em si mais ecológica, por exemplo, reduzindo o consumo de energia. Greening IT é obviamente baseado na aplicação do Green IT mas não acaba na aplicação de tecnologias amigas do ambiente, é um processo amplo que se espalha a toda a sociedade.

Então, como melhorar a eficiência energética numa empresa de TI?

– Definindo o default das impressoras para double-sided printing;
– Mantendo um Sistema HVAC eficiente;
– Usando cartuchos de impressão reutilizados;
– Obtendo servidores e monitores com a qualificação ENERGY STAR;
– Usando energia solar para os carregadores de telemóvel;
– Trocando monitores CRTs por LCDS;
– Investindo em portáteis em vez de desktops;
– Desligando servidores que não estejam a ser usados;
– Não utilizando screensavers;
– Usando as tecnologias de virtualização e cloud computing;
– Apoiando a prática de trabalho remoto (telecommuting);
– Tendo em atenção a compra de telemóveis e PDAs eco-friendly;
– Organizando bem o ciclo de vida do hardware;
– Reduzindo o número de periféricos no escritório ou comprando all-in-one’s;
– Obtendo uma certificação ambiental.
O que necessitamos são soluções de TI que providenciem low carbon feedback, evitando as que apenas contribuem para reduções a curto prazo e investimentos insustentáveis que apenas irão tornar as reduções necessárias mais difíceis.
Devemos estar interessados em soluções que têm um impacto positivo nas emissões de CO2, no entanto, não devemos apenas contribuir para solucionar o problema, mas também para a causa das alterações ambientais.


Eficiência energética é preocupação de indústrias

Anderson Coelho
Indústria do setor de metalurgia, em Londrina, viu o valor pago pela energia elétrica mais que dobrar de janeiro a julho deste ano
A energia elétrica é o que move uma indústria e o que representa um de seus maiores custos. 
Após dois aumentos nas tarifas de energia este ano no Paraná, as indústrias estão preocupadas com o seu consumo. O primeiro reajuste de tarifa, extraordinário, teve média de 36,79% em março, e o segundo, anual, de 15,32% em junho. 

O setor industrial é o maior consumidor de energia elétrica. Segundo dados da Copel, ele representa 29% do consumo total. E, diferentemente do que está acontecendo no País, no Paraná a indústria vem aumentando o consumo nos últimos meses, afirma Margareth Pisetta de Almeida, gerente de estudos de mercado da Copel. Em julho, cresceu 4,5% em relação ao mesmo mês de 2014. "No Paraná, tem crescido por conta do setor de alimentos. O Paraná é um Estado bastante agrícola. Quando presenciamos uma crise econômica, um dos últimos setores a serem afetados é o alimentício." 

Do setor de metalurgia, a indústria Torno e Solda Brasília, de Londrina, viu o seu valor pago pela energia elétrica mais que dobrar de janeiro a julho deste ano. Hoje, gasta mais de R$ 20 mil ao mês com energia. Preocupada com o impacto deste valor no orçamento, a sócia-proprietária Maria Alice Califani está em busca de ações que possam aumentar a eficiência energética da indústria. "Trabalhamos com maquinário pesado, de torno, corte a laser, dobra CNC. Não conseguimos repassar (o custo com energia) para o cliente, então temos que tirar do próprio bolso." 

A eficiência energética foi tema ontem de palestra no Senai Londrina dentro da programação do Mundo Senai, evento que acontece ao mesmo tempo em todas as unidades da instituição com o objetivo de apresentar as oportunidades no mercado de trabalho do setor industrial e de formação profissional na instituição. O engenheiro eletricista e analista de negócios do Senai Londrina, Hélio Kayamori, explica que algumas medidas que podem ser aplicadas às indústrias são capazes de otimizar o consumo de energia elétrica, diminuindo assim os custos do processo industrial. 

"A maior parte do consumo de energia da indústria – 70% - é de motores elétricos", afirma Kayamori. Por isso, uma das principais ações para a eficiência energética industrial é a modernização dos equipamentos com a troca de motores antigos por outros de maior rendimento e menos consumo de energia. 

De acordo com o gerente da área de eficiência energética da Copel, Gustavo Klinguelfus, motores antigos, adquiridos nos anos 1970 ou 1980, por exemplo, têm rendimento muito abaixo do normal. A troca por outro de maior rendimento proporciona ganhos expressivos de economia, mesmo que o investimento nisso seja alto. "Apenas 5% do custo de um motor ao longo de usa vida útil se refere à aquisição do equipamento. Os demais 95% são a manutenção e o custo da energia elétrica." 

O retorno do investimento, aponta Kayamori, é rápido: de seis meses a um ano. Outras ações, como o melhor aproveitamento da iluminação natural, o aperfeiçoamento do sistema de ar-condicionado e a busca por vazamentos em sistemas como o de ar comprimido também podem representar redução do desperdício e do consumo de energia. Para isso, a indústria precisa realizar um diagnóstico de seu processo produtivo, buscando oportunidades de economia. O próprio Senai pode auxiliar as indústrias a identificá-las, comenta Kayamori. 

A eficiência nas indústrias também é de interesse do setor energético. "O maior ganho de eficiência significa postergar investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia", explica Klinguelfus, da Copel. Por definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel mantém um programa com chamadas públicas anuais para projetos de eficiência energética. A última, realizada no mês passado, destinou R$ 6 milhões a indústrias que apresentaram propostas com este fim.
Mie Francine Chiba
Reportagem Local

Grupo brasileiro apresenta propostas para economia de baixo carbono na África do Sul

Movimento composto por entidades que trabalham com o uso da terra é pioneiro

POR VINICIUS GALERA DE ARRUDA*, DE DURBAN (ÁFRICA DO SUL)
roberto_waack_florestas_amata (Foto: Vinícius Galera)
As propostas da Coalizão Brasileira do Clima, movimento multissetorial formado por agentes relacionados ao uso da terra no Brasil, foram apresentadas durante o XIV Congresso Mundial de Florestas (World Forestry Congress - WFC 2015), que termina nesta sexta-feira (11/9) em Durban, na África do Sul.
O objetivo do grupo é criar uma agenda viável diante das mudanças climáticas e desenvolver uma economia de baixo carbono que sirva de modelo.
A coalizão reúne cerca de 120 entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Amaggi, Eldorado Brasil Celulose, Eucatex, União da Indústria da Cana-de-açúcar (Única),Instituto Terra e Sociedade Rural Brasileira (SRB). “O mundo está caminhando para uma economia de menor carbono. Poucos países têm condição mais adequada que o Brasil de jogar esse jogo. O agronegócio brasileiro está percebendo que uma demanda por commodities mais ambientais e socialmente corretas veio para ficar”, diz  Roberto Waack, fundador e presidente do conselho administrativo da Amata S.A.e membro do conselho deliberativo do Instituto Ethos.
Waack, um dos líderes do movimento, participou na última quarta-feira (9/11) de um painel sobre soluções inspiradoras para um futuro sustentável.
Visão comum A coalizão vem trabalhando desde o final do ano passado. Em julho deste ano, foram definidas 17 propostas agrupadas em três frentes: a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a transparência e a questão fundiária. “Uma coisa é a lei, outra é a lei na prática. O que precisa ser feito para que o sistema do CAR funcione?”, diz Waack, lembrando que as discussões nasceram após a criação do código“. Pode parecer absurdo um grupo se reunir para discutir a implementação de uma lei, mas é assim mesmo. Se você não tem uma mobilização da sociedade, a lei não pega”.
Transparência
Um dos pontos pacíficos do movimento é a transparência. “O grupo, hoje com quase 120 organizações, acha que tem que ter transparência em todo esse processo. Olhar o mapa do Brasil e saber onde estão as propriedades, onde estão as florestas, onde
estão as APPs  é fundamental”, diz. 
Aspecto delicado do uso da terra no Brasil, a questão fundiária também será atacada. “Precisamos avançar na discussão da qualidade fundiária, na discussão dos direitos fundiários, ainda tem muito problema nisso. Sempre que falamos  do conceito do uso da terra, a questão da propriedade aparece. Impossível falar no Código Florestal sem entrar nessa questão”.
Remuneração e florestas As especificidades da produção de baixo carbono, segundo Waack, devem ser levadas em conta no momento da remuneração. “É uma agricultura que tem valores que precisam ser reconhecidos. O pagamento por serviços ambientais é uma questão importante”, diz.
Segundo ele, os mecanismos ainda precisam ser definidos e têm de funcionar no mundo todo. Por isso, a discussão sobre as florestas é fundamental para a implementação das propostas. “Estamos falando de todas as florestas. O Brasil é um dos poucos países do mundo que têm uma vantagem comparativa enorme em todos os tipos de florestas: tropicais,  altamente intensivas e plantações”, diz.
Chamam a atenção dois aspectos florestais característicos do país: o desmatamento e a qualidade da produção florestal. Para combater o primeiro, a coalizão criou um compromisso: acabar com o desmatamento ilegal. “Está diminuindo, não há dúvida, mas ainda falta um esforço adicional da sociedade. E estamos falando do compromisso do agronegócio caminhar para o desmatamento zero, que é uma virada de página na discussão do código”, diz Waack.
Um dos principais problemas relacionados ao desmatamento das florestas tropicais é o tráfico de madeira, que contribui para a degradação das florestas. “Temos que consolidar um mercado legal e rastreável de madeira tropical. 80% do mercado, ou é ilegal, ou tem algum tipo de ilegalidade. O grupo tem o compromisso de eliminar a madeira ilegal das suas cadeias de produção”.
O movimento está trabalhando em um mecanismo de rastreabilidade para a madeira. “Já existe para o boi, para asoja, tem que ter para madeira”, diz Waack, lembrando que as compras públicas de madeira precisam ser feitas na legalidade. “O governo não pode comprar madeira sem rastrear. E isso tem a ver com a declaração da presidente Dilma de acabar com o desmatamento ilegal até 2030”. 
Para o grupo, uma das obrigações estabelecidas pelo Código Florestal - a necessidade de recomposição de áreas devastadas - precisa ser economicamente viável para os produtores. “Ou a restauração se paga por si, atrai investidores e o que é um passivo para os produtores vai se tornar um ativo, ou ela não é viável. A viabilização é algo central”, diz.
Para viabilizá-la, ele aponta o caminho da pesquisa na silvicultura para florestas nativas. “Tudo o que já está pronto na economia da floresta altamente intensiva que é a economia do eucalipto temos que fazer com florestas nativas. Temos que parar com essa história de dizer essa floresta boa e outra é ruim. Todas as florestas são boas, cada uma tem um papel”.
Bioenergia A coalizão espera ter uma participação importante entre os países do Hemisfério Sul, especialmente na aproximação do Brasil com o continente africano. Um movimento desse porte precisa estar em diálogo permanente com o governo. Desde o começo, o grupo tem conversado com três pastas: Agricultura, o do Meio Ambiente e Fazenda. “Nós começamos com a expectativa de que esse diálogo seria fragmentado, mas ele não está sendo e isso é um grande passo. Temos reuniões com os três ministérios ao mesmo tempo e isso é muito importante”, diz Waack, que ainda espera avançar nas conversas com o ministério da Ciência e Tecnologia.
COP 21 Todos esses pontos, diz Waak, farão o país avançar na criação de uma economia de baixo carbono que compreende o uso intensivo do solo com mais integração entre floresta e agricultura.
As propostas serão demonstradas durante a COP 21, que será realizada em dezembro em Paris. "Não adianta fazermos essa mobilização para Paris e depois acabar tudo. Sabemos que é um projeto de muitos anos, um ciclo que vai até 2030. Os mecanismos não são triviais e não podem ser superficiais, estamos trabalhando já”.
* O jornalista viajou a convite da FAO.

Como não gerar resíduos







Os desperdícios e a geração de resíduos, sejam eles sólidos, líquidos ou gasosos estão cada vez maiores por conta da industrialização e do crescimento. Cabe às empresas fazer o seu tratamento e destiná-los corretamente dentro das normas e legislações cabíveis.

Porém, será que somente este tratamento de fim de tubo é suficiente e torna a sua empresa “sustentável” o bastante?


Algumas empresas tem pensado em alternativas de como não gerar resíduos e com isso, diminuir os custos com tratamento e destinação final. Isso é possível através da implantação e monitoramento de programas como: Ecoeficiência, Prevenção à Poluição, Produção Limpa e Produção Mais Limpa.

De acordo com a CETESB, esses programas, quando corretamente implantados, trazem os seguintes benefícios às empresas: 

Redução da responsabilidade por conta de possível contaminação à longo prazo; 
Redução de riscos de acidentes; 
Aumento da rentabilidade do negócio; 
Melhoria da imagem; 
Possível redução de custos na produção; 
Redução na geração de resíduos e de custos com seu tratamento e destinação final; 
Melhora da qualidade do produto; 
Motivação dos colaboradores; 
Minimização da utilização de substâncias tóxicas; 
Possível redução de custos relativos ao não cumprimento da legislação; 
Possível redução de custos de seguros; 
Mais facilidade ao acesso à créditos e financiamentos específicos; 


A Produção Mais Limpa (P+L) consiste em estratégias, práticas e condutas (econômicas, ambientais e técnicas) aplicadas nos processos, produtos e serviços que “evitam ou reduzem a emissão de poluentes no meio ambiente por meio de ações preventivas, ou seja, evitando a geração de poluentes ou 
criando alternativas para que estes sejam reutilizados ou reciclados” (CETESB, 2005).

Neste programa, após a redução na fonte, busca-se dar destinação interna ao resíduo que não pode ser eliminado e, só então, reutilizar os resíduos e emissões que ainda permanecem através de reciclagem externa.

Algumas pessoas podem pensar: “Entendo, ótima idéia. Porém, para as grandes empresas somente”.


A Realen Folheados Indústria Comércio e Exportação Ltda, pequena empresa localizada em Limeira que realiza o processo de eletrodeposição de metais nobres em peças de ligas metálicas, reduziu em 71% 
o consumo de água ao substituir os chuveiros antigos por novos com furos ainda menores que produzem o mesmo efeito com maior pressão e menor vazão. O custo foi de R$ 6,00 por chuveiro e a vazão de água de cada chuveiro foi reduzida de 51 l/min. para 4,2 l/min. O indicador de consumo foi de 315 l/kg peça para 91 l/kg peça. 

Os dados são do site da CETESB.


Já a a Mahle Metal Leve S.A, grande empresa localizada em Mogi-Guaçu que produz pistões e bielas, em seu processo de usinagem gera cavacos metálicos impregnados com óleo integral de corte. 

Os cavacos são reciclados internamente e o óleo era destinado para empresa de rerrefino.

Neste caso, a medida adotada de Produção Mais Limpa foi a instalação de uma tubulação metálica no fundo dos carrinhos para retorno do óleo ao tanque de armazenamento de óleo. 

Assim, o óleo é direcionado às novas células de usinagem dos pistões, contendo o porta anel de ferro. A empresa investiu R$2.000,00 para aquisição de bombas e reservatórios para o sistema de escoamento das caçambas e de tubulações de retorno aos tanques de recepção.

A redução de custo foi de aproximadamente R$ 215.000,00 por ano pela não necessidade da compra de óleo e a recuperação do investimento foi somente de 4 dias. Já o ganho ambiental foi a minimização de impactos ambientais referentes ao transporte e rerrefino deste óleo, além da racionalização do 
consumo mensal. 

Os dados são do site da CETESB.

Toda empresa pode melhorar ainda mais o seu processo, diminuir os seus custos e ter outros benefícios como aqueles citados acima. 

Portanto, implante algum dos programas acima e torne a sua empresa ainda mais competitiva!


Jéssica de Miranda Paulo é Engenheira Ambiental, especialista em Planejamento e Gestão de Negócios e mestranda do Programa Internacional de Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial.




Parceria entre BRDE e indústrias favorece projetos de eficiência energética

Parceria entre BRDE e indústrias favorece projetos de eficiência energética.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da agência paranaense, e a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) assinam nesta quinta-feira (10) termo de cooperação técnica para apoiar investimentos em projetos relacionados à Eficiência Energética no setor industrial. 


A proposta é aumentar a competitividade das indústrias paranaenses a partir da redução de custos com energia e do consumo de recursos naturais, como forma de respeitar o meio ambiente e incentivar a inovação. 

A assinatura do termo será às 13h30, no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba, com a presença dos diretores do BRDE, Orlando Pessuti e Wilson Quinteiro, e do presidente da entidade, Edson Campagnolo. 

Energias renováveis e eficiência energética são preocupações constantes do banco, que criou recentemente o programa BRDE Energia, que oferece linhas de crédito para projetos envolvendo energias renováveis e eficiência energética, com repasses do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

O banco também usará recursos próprios para mais uma linha do programa, no valor de R$ 60 milhões. Pelo termo de cooperação técnica, o Sistema Fiep orientará os empresários sobre as condições de financiamento previstas no programa BRDE Energia e a documentação necessária para o processo, como também indicará ofertas de serviços técnicos relacionados à eficiência energética que integrarão o dossiê necessário para protocolo dos projetos junto ao BRDE. 

Para os diretores Orlando Pessuti e Wilson Quinteiro, a parceria com a Fiep demonstra que ações entre instituições que têm foco nas necessidades imediatas do setor industrial trarão oportunidades às indústrias de se adaptarem às atuais circunstâncias do mercado. Permitirá ainda que essas empresas se fortaleçam e identifiquem novas possibilidades de negócio. 

CONHEÇA O BRDE ENERGIA – O BRDE Energia é um programa de apoio ao financiamento de projetos de eficiência energética e microgeração distribuída. Contempla substituição de equipamentos, implantação de sistemas de gerenciamento e controle do consumo de energia, modernização de instalações produtivas, entre outras iniciativas. 

O objetivo é dar suporte a empresas e novos empreendimentos nos seus investimentos em eficiência energética, por meio da concessão de crédito através de linhas de financiamento específicas. 

Também será foco do programa o fomento ao investimento à geração de energia de fontes renováveis. 

DIFERENCIAIS DO PROGRAMA – Atuação de forma conjunta com os setores públicos e privados, participando de modo proativo das políticas públicas associadas. 

Podem participar empresas, propriedades rurais, entidades públicas e demais instituições. O projeto deve detalhar o conjunto de ações e metas que devem contribuir para a redução do desperdício e racionalização no uso de energia. 

ITENS FINANCIÁVEIS 

• Pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços, bem como substituição e ou aprimoramento dos já existentes, visando promover maior eficiência energética no ambiente produtivo ou comercial. 

• Modernização e/ou adequação das instalações produtivas ou comerciais com o objetivo de proporcionar maior eficiência energética. 

• Aquisição de softwares e serviços relacionados a projetos de eficiência energética. 

• Aquisição de máquinas e equipamentos com melhor desempenho energético. 

• Substituição de sistemas tradicionais de iluminação pública ou empresarial por sistemas mais eficientes. 

• Implantação de sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica mais eficientes e redes inteligentes (“Smart Grid”). 

• Implantação de sistemas de micro e minigeração distribuída, incluindo equipamentos importados. 

• Ampliação ou implantação de sistema de geração de vapor ou eletricidade a partir de biomassa, energia eólica, energia solar e pequenas centrais hidrelétricas. 

CONDIÇÕES DE FINANCIAMENTO – As taxas variam conforme a natureza do investimento e o prazo da operação. As taxas mais baixas estão destinadas aos projetos de inovação, com custo de TJLP+1,0% ao anos e prazo de até 8 anos. Em outras linhas, o prazo total pode alcançar até 12 anos. 

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governoprwww.pr.gov.br

Produção sustentável garante alimento e qualidade de vida para o mundo

Agroindústrias, Meio Ambiente



Quando falamos de agricultura sustentável, falamos sobre aquela que respeita o meio ambiente acima de tudo, é adequada sob o ponto de vista social e além do mais, é economicamente possível. 

Para ser considerada como "sustentável", a agricultura deve garantir às gerações futuras, a capacidade de prover a demanda de produção e qualidade de vida no mundo inteiro.

O Brasil ainda apresenta algumas deficiências quando trata de incentivar e praticar a agricultura sustentável, porém já existem algumas iniciativas muito boas nesta área. 

Grandes empresas e centros de pesquisas estão buscando adotar medidas de respeito ao meio ambiente, bem como a melhoria da situação de trabalho dos seus funcionários com a disponibilização de equipamentos, tecnologias e treinamentos que permitam fazer uma prática sustentável na agricultura. 

Um ótimo exemplo é o relevante trabalho realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -Embrapa, com o intuito de desenvolver técnicas agrícolas sustentáveis, espalhar importantes informações na mídia em geral e orientar os agricultores no sentido da sustentabilidade.

Boas escolhas
É muito importante que os agricultores saibam a origem dos produtos que compram. Assim, podem dar preferência para as empresas que trilham o caminho da sustentabilidade ambiental e também social. 

Como exemplo, o consumo de produtos orgânicos é um bom passo para auxiliar neste sentido. 

Os benefícios da recuperação da terra em áreas e integração de cultivos são enormes, tais como reduzir os custos de produção, melhorar o uso da terra, angariar uma maior eficiência no uso da mão de obra e dos recursos que serão produzidos e uso correto de energia (sem desperdícios), além da diminuição de emissões de gases do chamado efeito estufa.

Para isto, os equipamentos agrícolas utilizados também devem ser desenvolvidos através das premissas da sustentabilidade e permitir uma eficiencia e produtividade no trabalho. 

Desta forma, respeitando a cultura, a terra e o meio ambiente. 

Por isso é importante a introdução de novas tecnologias na produção de equipamentos e também nas funcionalidades que eles desempenham, permitindo um melhor consumo, com uso de energias limpas e fraca emissão de gases nocivos. 

Neste contexto, incluem-se o caso dos tratores agrícolas, que cada vez mais assumem um papel crucial para os produtores agrícolas e os ajudam a fazer um bom trabalho sob quaisquer condições. 

Assim, a agricultura sustentável é muito mais do que apenas agricultura biológica ou orgânica, sendo possível e fundamental para o futuro do planeta e também da qualidade dos produtos cultivados e que todas as pessoas consomem. 

Por tudo isto, o número de empresas dedicadas e especializadas a investigar e produzir as melhores técnicas e tecnologias na agricultura e em quase todos os setores em prol da sustentabilidade e saúde, aliadas à eficiência é cada vez maior e felizmente podemos constatar cada vez mais exemplos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Mais atenta a mudanças climáticas, indústria investe em sustentabilidade, diz CNI

Mariana Durão
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com uma centena de empresas de grande e médio porte revela que a atenção dada pela indústria nacional aos efeitos das mudanças climáticas teve um salto nos últimos cinco anos, mas ainda é limitada.
Para 75% dos entrevistados a preocupação com o tema cresceu neste período. 
Seis em cada dez respondentes afirmam que o grau de atenção dispensado às mudanças do clima é médio (45%) ou alto (16%), mas 36% ainda o avaliam como baixo ou muito baixo.
O aumento da visibilidade do assunto entre as empresas foi impulsionado, especialmente, pela maior conscientização (46,7%), a pressão global (18,7%), uma maior disseminação das informações sobre o assunto (17,3%) e a necessidade de adequação às leis e normas ambientais (13,3%).
Nos últimos dois anos 61% das médias e grandes empresas ampliaram investimentos na área ambiental. O mesmo porcentual pretende elevar os investimentos em sustentabilidade no próximo biênio.
Um total de 66% das empresas da amostra já adotaram ações para reduzir suas emissões de CO2 - no caso das grandes empresas o porcentual é ainda mais elevado (74%).
O impacto das mudanças climáticas sobre o negócio da companhia é levado em conta por 61% dos executivos ouvidos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa entre os dias 11 de junho e 6 de julho, com representantes - diretores e gerentes de Meio Ambiente - de cem empresas de 15 setores industriais: automotivo; cal; cimento; construção civil; mineração; papel e celulose; petróleo e gás; químico; têxtil; vidro; alumínio; carvão; energia; siderurgia; e sucroalcooleiro.
Entre os principais desafios apontados para o investimento em práticas sustentáveis, a falta de incentivos governamentais aparece em primeiro lugar, com 56%. 
Na sequência, estão o aumento de custos da empresa (39%) e a legislação inadequada no Brasil (25%).
O mercado de carbono, porém, ainda é uma realidade distante da indústria nacional. 
Os números mostram que 54% dos pesquisados afirmam estar informados ou muito bem informados sobre este mercado e, ainda, que 71,6% acreditam que a compra e venda de créditos de carbono em um mercado regulado no Brasil representaria uma boa oportunidade de negócio. 
No entanto, só 7% das empresas negociam créditos de carbono em mercados voluntários existentes no país.
Sustentabilidade
A pesquisa da CNI também mostra que seis em cada 10 empresas participantes avaliam como oportunidade de negócios a implantação de práticas ambientalmente sustentáveis. 
Na avaliação de 45% dos gestores que responderam ao questionário, a oportunidade gerada pelo investimento é maior que o aumento de custos. 
Os números mostram também que três quartos das empresas (74) consideram que práticas de sustentabilidade impactam a competitividade do negócio.
De acordo com 66% dos entrevistados, o grau de engajamento de suas empresas em ações e práticas de sustentabilidade ambiental é alto ou muito alto. 
As vantagens de desenvolver projetos nesta área, conforme as respostas, são para a reputação/imagem da empresa, melhora de inserção no mercado e sustentabilidade dos negócios.
Outro dado que chama a atenção é que 79% das médias e grandes companhias pesquisadas monitoram as práticas de sustentabilidade utilizando indicadores. Outras 67% têm metas para ações ambientais.