Produção sustentável garante alimento e qualidade de vida para o mundo

Agroindústrias, Meio Ambiente



Quando falamos de agricultura sustentável, falamos sobre aquela que respeita o meio ambiente acima de tudo, é adequada sob o ponto de vista social e além do mais, é economicamente possível. 

Para ser considerada como "sustentável", a agricultura deve garantir às gerações futuras, a capacidade de prover a demanda de produção e qualidade de vida no mundo inteiro.

O Brasil ainda apresenta algumas deficiências quando trata de incentivar e praticar a agricultura sustentável, porém já existem algumas iniciativas muito boas nesta área. 

Grandes empresas e centros de pesquisas estão buscando adotar medidas de respeito ao meio ambiente, bem como a melhoria da situação de trabalho dos seus funcionários com a disponibilização de equipamentos, tecnologias e treinamentos que permitam fazer uma prática sustentável na agricultura. 

Um ótimo exemplo é o relevante trabalho realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -Embrapa, com o intuito de desenvolver técnicas agrícolas sustentáveis, espalhar importantes informações na mídia em geral e orientar os agricultores no sentido da sustentabilidade.

Boas escolhas
É muito importante que os agricultores saibam a origem dos produtos que compram. Assim, podem dar preferência para as empresas que trilham o caminho da sustentabilidade ambiental e também social. 

Como exemplo, o consumo de produtos orgânicos é um bom passo para auxiliar neste sentido. 

Os benefícios da recuperação da terra em áreas e integração de cultivos são enormes, tais como reduzir os custos de produção, melhorar o uso da terra, angariar uma maior eficiência no uso da mão de obra e dos recursos que serão produzidos e uso correto de energia (sem desperdícios), além da diminuição de emissões de gases do chamado efeito estufa.

Para isto, os equipamentos agrícolas utilizados também devem ser desenvolvidos através das premissas da sustentabilidade e permitir uma eficiencia e produtividade no trabalho. 

Desta forma, respeitando a cultura, a terra e o meio ambiente. 

Por isso é importante a introdução de novas tecnologias na produção de equipamentos e também nas funcionalidades que eles desempenham, permitindo um melhor consumo, com uso de energias limpas e fraca emissão de gases nocivos. 

Neste contexto, incluem-se o caso dos tratores agrícolas, que cada vez mais assumem um papel crucial para os produtores agrícolas e os ajudam a fazer um bom trabalho sob quaisquer condições. 

Assim, a agricultura sustentável é muito mais do que apenas agricultura biológica ou orgânica, sendo possível e fundamental para o futuro do planeta e também da qualidade dos produtos cultivados e que todas as pessoas consomem. 

Por tudo isto, o número de empresas dedicadas e especializadas a investigar e produzir as melhores técnicas e tecnologias na agricultura e em quase todos os setores em prol da sustentabilidade e saúde, aliadas à eficiência é cada vez maior e felizmente podemos constatar cada vez mais exemplos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Mais atenta a mudanças climáticas, indústria investe em sustentabilidade, diz CNI

Mariana Durão
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com uma centena de empresas de grande e médio porte revela que a atenção dada pela indústria nacional aos efeitos das mudanças climáticas teve um salto nos últimos cinco anos, mas ainda é limitada.
Para 75% dos entrevistados a preocupação com o tema cresceu neste período. 
Seis em cada dez respondentes afirmam que o grau de atenção dispensado às mudanças do clima é médio (45%) ou alto (16%), mas 36% ainda o avaliam como baixo ou muito baixo.
O aumento da visibilidade do assunto entre as empresas foi impulsionado, especialmente, pela maior conscientização (46,7%), a pressão global (18,7%), uma maior disseminação das informações sobre o assunto (17,3%) e a necessidade de adequação às leis e normas ambientais (13,3%).
Nos últimos dois anos 61% das médias e grandes empresas ampliaram investimentos na área ambiental. O mesmo porcentual pretende elevar os investimentos em sustentabilidade no próximo biênio.
Um total de 66% das empresas da amostra já adotaram ações para reduzir suas emissões de CO2 - no caso das grandes empresas o porcentual é ainda mais elevado (74%).
O impacto das mudanças climáticas sobre o negócio da companhia é levado em conta por 61% dos executivos ouvidos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa entre os dias 11 de junho e 6 de julho, com representantes - diretores e gerentes de Meio Ambiente - de cem empresas de 15 setores industriais: automotivo; cal; cimento; construção civil; mineração; papel e celulose; petróleo e gás; químico; têxtil; vidro; alumínio; carvão; energia; siderurgia; e sucroalcooleiro.
Entre os principais desafios apontados para o investimento em práticas sustentáveis, a falta de incentivos governamentais aparece em primeiro lugar, com 56%. 
Na sequência, estão o aumento de custos da empresa (39%) e a legislação inadequada no Brasil (25%).
O mercado de carbono, porém, ainda é uma realidade distante da indústria nacional. 
Os números mostram que 54% dos pesquisados afirmam estar informados ou muito bem informados sobre este mercado e, ainda, que 71,6% acreditam que a compra e venda de créditos de carbono em um mercado regulado no Brasil representaria uma boa oportunidade de negócio. 
No entanto, só 7% das empresas negociam créditos de carbono em mercados voluntários existentes no país.
Sustentabilidade
A pesquisa da CNI também mostra que seis em cada 10 empresas participantes avaliam como oportunidade de negócios a implantação de práticas ambientalmente sustentáveis. 
Na avaliação de 45% dos gestores que responderam ao questionário, a oportunidade gerada pelo investimento é maior que o aumento de custos. 
Os números mostram também que três quartos das empresas (74) consideram que práticas de sustentabilidade impactam a competitividade do negócio.
De acordo com 66% dos entrevistados, o grau de engajamento de suas empresas em ações e práticas de sustentabilidade ambiental é alto ou muito alto. 
As vantagens de desenvolver projetos nesta área, conforme as respostas, são para a reputação/imagem da empresa, melhora de inserção no mercado e sustentabilidade dos negócios.
Outro dado que chama a atenção é que 79% das médias e grandes companhias pesquisadas monitoram as práticas de sustentabilidade utilizando indicadores. Outras 67% têm metas para ações ambientais.

5ª Virada Sustentável traz programação diversificada a São Paulo


Publicado por Manuela Alegria

Abertura do evento terá palestra da socióloga holandesa Saskia Sassen no Auditório Ibirapuera; parceria inédita leva a Virada para os CEUs da cidade; programação infantil, exposições, debates, oficinas temáticas e atividades culturais gratuitas em toda a grande São Paulo; cantora Céu faz show de encerramento

São Paulo, agosto de 2015 – Shows, palestras, exposições, feira de produtos veganos, cinema, oficinas. A 5ª edição da Virada Sustentável se espalha pela grande São Paulo e apresenta, entre os dias 26 e 30 de agosto de 2015, mais de 700 eventos que propõem uma visão ampla, positiva e inspiradora da sustentabilidade em temas como biodiversidade, cidadania, mobilidade urbana, água, direito à cidade, mudanças climáticas, consumo consciente e economia verde, entre outros.

A Virada Sustentável é um festival anual de mobilização e educação para a sustentabilidade, que envolve cocriação, articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, escolas e universidades, empresas, coletivos e movimentos sociais. Neste ano, o evento acontece simultaneamente em parques como Água Branca, Burle Marx, Cemucam, Ibirapuera, Juventude e Villa Lobos, além do Centro Cultural São Paulo, Museu da Casa Brasileira, Fábricas de Cultura, escolas e espaços públicos diversos. O Largo da Batata e a Praça Victor Civita também serão palco de atividades.

Confira a programação completa e detalhada: 


Neste ano, em uma parceria inédita da Secretaria Municipal de Educação com a Virada, diversas unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade de São Paulo receberão atividades culturais, educacionais e esportivas promovidas por coletivos nas comunidades às quais os CEUs estão inseridos. “A Secretaria Municipal de Educação 

(SME), na perspectiva da Educação Integral, vem ampliando o diálogo com a comunidade onde estão inseridos os equipamentos públicos, fomentando sua apropriação e gestão democrática para a construção de uma São Paulo mais sustentável”, afirmou Andréia Medolago, do Núcleo de Educação Ambiental da SME.

Abertura com Saskia Sassen
Para marcar a abertura desta edição, na quarta-feira, dia 26 de agosto, às 11h, no Auditório Ibirapuera, a socióloga holandesa Saskia Sassen participa de um debate com o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki (doutor em estruturas ambientais urbanas pela USP e relator do Plano Diretor da cidade), mediado pela economista Ana Carla Fonseca (assessora em economia criativa para a ONU). 

Com entrada franca, a iniciativa é protagonizada pela Liberty Seguros em parceria com o Fronteiras do Pensamento e Itaú Cultural. Os ingressos gratuitos serão disponibilizados ao público com uma hora e meia de antecedência, no local do evento.

Festival Como Virar Sua Cidade no Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Dentre os destaques das centenas de atividades, está a palestra do suíço Roman Gaus, do Urban Farmers (http://urbanfarmers.com/intro/), no sábado, 29, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), como parte de uma programação especial sobre ocupação do espaço público e direito à cidade. 

Com uma seleção de atividades e conteúdos propostos por vários coletivos e projetos de transformação urbana de São Paulo e de outros países, o espaço vai ainda receber Carolina Balparda, responsável pelo programa Cidade Educadora de Rosário (Argentina), exposição de “placemaking”, cinedebates, oficina de grafitti para a terceira idade e até um passeio de ônibus elétrico, dentre outros. A programação começa na quinta-feira (27) e vai até domingo (30).

Virada Zen 
O Auditório do Museu de Arte Moderna (MAM) do Parque do Ibirapuera vai abrigar, nos dias 29 e 30, o SP + Zen, série de 13 palestras inspiracionais como melhorar a cidade através do autoconhecimento, tendo o zen como ferramenta de bem estar e harmonia – com participação da Monja Coen e Sri Prem Baba (em vídeo). Além disso, a programação contará com oficinas e meditações.

Já no dia 30, às 9h da manhã, a cobertura do histórico Prédio Martinelli vai receber o grupo Awaken Love, que vai conduzir uma meditação nas alturas, e apresentará os participantes à iniciativa Just 1 Minute, de silenciar por apenas 1 minuto algumas vezes ao dia.

A artista Marcia Aftimus, autora do livro “ArtZen”, pintará um painel de colorir no Jardim do Museu da Casa Brasileira entre os dias 27 e 30 de agosto, das 10h às 13h e das 14h às 17h. 

Em uma intervenção artística e meditativa, a obra tem como objetivo estimular o amor e a paz na cidade. Por isso, um espaço será montado em torno do painel para que as pessoas meditem enquanto a artista pinta. Além disso, no sábado e domingo, das 10h às 11h e das 12h às 13h, a meditação contará com a presença do músico sitarista Fábio Kidesh e no dia 30, das 12h às 13h, Jeanne Pilli conduzirá uma meditação. 

No último dia de evento, a obra se transformará em 48 telas de 50×25 centímetros que serão entregues ao público.

Minichefs e programação infantil
Na oficina de culinária “Minichefs em Ação” – dia 29, das 11h às 12h30, na Biblioteca Villa Lobos, os participantes são convidados a elaborar e executar de maneira lúdica, uma receita muito gostosa com alimentos naturais, aproveitando as partes que costumam ser descartadas, mas que contêm muitas vitaminas (cascas, talos).

Nos dias 29 e 30, o Instituto Akatu realiza a Maratona Edukatu de Consumo Consciente, com diversas atividades no CEU Azul da Cor do Mar, em Itaquera.

Com repertório de musicas brasileiras, a Oficina de Alegria leva a Banda do Bloquinho para uma apresentação no Museu da Casa Brasileira no dia 29 de abril, às 11h, com o objetivo de estimular e incentivar a noção de cidadania nas crianças através do sentimento de coletividade, simplicidade e liberdade.

Já a Praça Victor Civita e algumas unidades dos CEUs recebem feiras de troca de brinquedos, promovidas pelo Instituto Alana. As unidades educacionais da Prefeitura exibem documentários do Instituto: 

“Criança, amado negócio”, “Muito Além do Peso”, “Tarja Branca” e “Território do Brincar”.

O CCSP vai ainda receber uma oficina de cinema, no dia 29, para produção de um mini metragem de 1 minuto, em parceria da Thyssenkrupp com o Instituto Querô. 

No local, um painel interativo vai apresentar ainda o site Urban Hub, uma plataforma na qual os visitantes poderão tirar uma foto que ficará registrada no site e poderá ser baixada, depois. A empresa vai promover ainda, no dia 29, às 12h30, um coral voltado ao público infanto-juvenil e adulto.

No Parque Villa Lobos, um dos destaques é o “Planetário Móbile”, promovido pelo Sescoop/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), e que convidará crianças e adultos a “entrar” em uma cápsula e viajar pelos cosmos. Nela, o “viajante” poderá contemplar o céu noturno, o sistema solar, satélites e constelações.

As cores e os sons da floresta irão invadir o Parque Villa-Lobos com o espetáculo Bichos do Brasil, da Cia Pia Fraus. Quem estiver no Parque Água Branca, entre 28 e 30 de agosto, pode assistir à Cia Teatral Sol, com o espetáculo “Mulambolambo”. A peça valoriza a gestualidade, a animação e a manipulação, sem diálogos verbais.

As Fábricas de Cultura também fazem parte da programação infantil. As unidades de Brasilândia, Capão Redondo e Jardim São Luis vão receber o espetáculo “O Fantástico Laboratório do Professor Percival”, no dia 27, às 10h (Brasilândia), e no dia 28, às 10h (Capão Redondo) e 15h (Jardim São Luis).

O Parque Ibirapuera contará com programação especial do “Meu Ibira”: oficinas de ecobags e móbiles (29), apresentações circenses com o grupo “A fabulosa Trupe de Variedades” (29) e shows musicais com a banda Caravana, dentre outras atrações.

A questão da água
No momento em que a crise hídrica retorna às pautas, a Aliança Pela Água promove a estreia do segundo episódio da web série “Volume Vivo”, de Caio Ferraz, seguido de um bate-papo com Guilherme Castagna, coordenador de projetos da Fluxus Design Ecológico, mediado pela jornalista Renata Simões. 

O espaço na Rua Vergueiro ainda recebe a exposição da fotógrafa Martha Lu, que registrou pessoas afetadas pela falta de água em São Paulo. Já no Jardim Suspenso do CCSP, o artista Mundano vai montar uma instalação inédita.

O Parque Villa Lobos receberá a partir do dia 26 o projeto “Água, Arte e Sustentabilidade”, composto por exposição de obras de arte popular brasileira e espetáculo teatral, que trata de forma lúdica o tema da água. “A questão hídrica foi o tema que reuniu o maior numero de inscrições de projetos para a Virada – quase 40%”, explica Palhano.

Exposições 
Como parte da preparação oficial para a COP-21, reunião que acontece em Paris em dezembro e promete definir o futuro do planeta no tema das mudanças climáticas, o Consulado Francês traz uma exposição fotográfica marcante para a Virada Sustentável: “60 Soluções para as Mudanças Climáticas”, no Parque Cientec-USP. Uma seleção de filmes franceses ligados às mudanças climáticas também será exibida na Biblioteca Villa Lobos, que funcionará como um polo de programação sobre o tema.

A partir da quinta-feira, 27, o parque Burle Marx recebe a exposição “Olhar Selvagem”. São 40 imagens que trazem a surpreendente conexão entre os animais selvagens fotografados e o espectador, registradas durante mais de uma década. Além da exposição, que é gratuita e vai até 25 de setembro, haverá oficinas de arte e educação ambiental com uma hora de duração para crianças de 5 a 10 anos, com monitores especializados.

A cidade ocupada pela Virada Sustentável
Diversas ações promoverão ocupações locais em áreas públicas de São Paulo. No Largo da Batata, o coletivo Floresta Urbana vai utilizar um paredão de 100m em uma instalação que integrará graffiti e cinema – um telão público será entregue como presente à cidade, ao final da Virada – o Cinema Verde.

O tradicional Pic Nic à Moda Antiga, promovido pelos Aliados do Parque Augusta, ganha sua quinta edição na Virada com novo nome e a mesma proposta: sensibilizar a população para a importância de um parque 100% verde numa das ruas mais tradicionais da cidade. Em clima de festa, com música e atrações, o Pic Nic Parque Augusta é realizado no domingo (30), das 14h às 18h, na própria Rua Augusta, fechada para o trânsito.

Ponto das baladas em São Paulo, a Vila Madalena terá uma programação especial na Virada para mostrar que o bairro também pode promover eventos “tranquilos” e sustentáveis. 

Farão parte da programação pontos tradicionais do bairro, como o Armazém da Cidade, a galeria King Cap e a Livraria da Vila, com piqueniques, rodas de leitura e contação de estórias para a criançada, dentre outras atividades.

Promovida pelo Instituto Europeo di Design (IED), a ocupação criativa de um trecho da Rua Maranhão, em Higienópolis, apresenta o que seria uma “rua dos sonhos” no bairro, com diversas atrações e conteúdos relacionados ao uso do espaço público e participação de escolas e atores locais. Domingo (30) das 12h às 20h.

Extremos Sul – Coletivo Imargem
Com a preocupação constante de não se restringir ao Centro de São Paulo, a Virada Sustentável ocupa ainda os extremos Sul e Leste da cidade. Com curadoria do coletivo Imargem e envolvimento de diversos grupos locais, a programação nos bairros de Parelheiros, Grajaú e adjacências revela as riquezas culturais e naturais da região. 

A abertura da programação no extremo sul ficará por conta do sarau “Sobrenome Liberdade”, no dia 27/08, às 20h, no Relicário Rock Bar. Estão previstas ainda uma Mostra de Teatro com a Cia. Humalada, exibição de filmes, oficinas de permacultura, cisterna e hortas, além da intervenção do artista plástico Mauro na empena do CEU Três Lagos, e a exibição do documentário “Sabotage: Maestro Do Canão” (2015), de Ivan 13P, na comunidade do Piraju (Grajaú).

Extremo Leste – Arte e Cultura na Kebrada
Pela primeira vez, o tradicional encontro de grafitti “Arte e Cultura na Kebrada”, da Zona Leste, agrega atrações e conteúdos especiais da Virada Sustentável. A nona edição do evento acontecerá no domingo (30), encerrando a programação da VS na região. 

Nos dias anteriores, as atividades estarão espalhadas por São Miguel Paulista, Jardim São Vicente, Jardim Pantanal Jardim Santa Inês, Jardim Maia e Itaim Paulista. O público poderá participar de oficinas de PinHole, exibições de filmes, discotecagens, shows e rodas de conversas.

Encerramento com show da cantora Céu
Para o encerramento da Virada Sustentável, no domingo, 30, a cantora Céu faz uma apresentação especial, gratuita, no Parque Villa Lobos, às 16h.

Sobre a Virada Sustentável

A Virada Sustentável é um festival anual de mobilização e educação para a sustentabilidade, que envolve cocriação, articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, escolas e universidades, empresas, coletivos e movimentos sociais.

Em sua primeira edição, em 2011, a Virada reuniu mais de 500 mil pessoas em 482 atrações distribuídas em 78 espaços. No segundo ano, com ações e atrações em todas as regiões da cidade, a Virada se democratizou, reunindo em torno de 740 mil pessoas em 612 atividades gratuitas localizadas em 149 locais. Em 2013, o evento reuniu 695 atrações e atividades distribuídas em 152 locais de São Paulo, com público aproximado de 800 mil pessoas. Já em 2014, o evento reuniu 715 atrações e atividades distribuídas em 155 locais, com público aproximado de 900 mil pessoas. www.viradasustentavel.com

5ª VIRADA SUSTENTÁVEL
26 a 30 de agosto de 2015
Grande São Paulo

Abertura
Debate com Saskia Sassen e convidados
Data: Quarta-feira, 26 de agosto
Local: Auditório Ibirapuera – Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3 – São Paulo, SP
Horário: 11h
Entrada: Livre e gratuita, mediante retirada de senha, a partir das 9h30

Encerramento
Show com a cantora Céu
Data: Domingo, 30 de agosto
Local: Parque Villa Lobos – São Paulo
Horário: 16h
Entrada: Livre e gratuita

Aumentar a disponibilidade de água!


A crise da água, prevista para o futuro, já chegou em grande parte do Brasil, castigando agora a região sudeste onde se concentra a maioria da população e da produção econômica brasileira.

Ela decorre da escassez de chuvas na região, enquanto outras, como a sul, padece com excesso de chuvas.

Um dos caminhos para combater a seca é da engenharia cuja solução principal é a transposição de água de bacias hidrográficas com disponibilidade hídrica para outras, com escassez.

No caso do sudeste este caminho se tornou inadequado pela escassez em todas as bacias da região. As eventuais transposições teriam que ser feitas a distâncias muito maiores, com consequências ambientais inimagináveis.

O caminho mais usual é a economia no uso da água, reduzindo o consumo, seja de forma voluntária como compulsória. A compulsória tem como forma principal o rodízio no fornecimento, uma solução discutível em relação à economia do consumo.

Um terceiro caminho, mas complexo é o da maior disponibilização dos corpos d’água, parte desses inutilizáveis pelo nível de poluição e do alto custo do tratamento para torná-la potável.

Entre os elementos poluidores, promovidos pelo ser humano, um dos principais é o óleo de cozinha usado, que é descartado diretamente nas pias das cozinhas ou nos ralos. Além dos problemas que gera nas redes de esgotos ou de água pluviais, causando enchentes quando há grandes precipitações de chuva, segue diretamente para os cursos d’água, contaminando-os e poluindo-os.

Estimativas técnicas apontam que um litro de óleo de cozinha usado contamina cerca de 20 mil litros de água. Porém para a descontaminação natural são necessários um milhão de litros. 

Esse processo pode ser visualizado em São Paulo, onde o rio Tietê que corta todo o Estado, nasce limpo, vai ficando contaminado à medida que cruza a região metropolitana e volta a ficar limpo mais ao interior, pela descontaminação natural que ocorre com a contribuição do volume de água dos seus afluentes com água limpa. 

Com a redução do volume de água natural, dada a escassez de chuvas na região, a mancha de poluição avança á jusante e muitas cidades que captavam a água limpa do Rio Tietê agora perderam essa fonte. Ainda que o rio continue passando nas suas bordas, o seu sistema de tratamento não é suficiente para torná-los adequadamente potáveis. Ou quando tecnicamente suficientes, implicam em aumento de custos que levam ao aumento de tarifas. 

A redução da contaminação da água por resíduos líquidos poluentes é um dos principais meios para aumentar a disponibilidade de água para uso humano.

Os resíduos industriais são mais fiscalizáveis, em função da concentração da geração. O óleo residual de combustíveis, embora mais difuso, também pode ser mais controlável uma vez que a geração está concentrada em empresas gestoras dos postos de “gasolina”.

O óleo usado de cozinha é o maior problema, não só pelo seu volume, como pela sua geração altamente difusa e descarte individualizado. 

O problema é agravado porque a maior geração ocorre entre as famílias de menor renda, moradoras das periferias das grandes cidades, onde o mercado não tem interesse em ir buscar. 

Para reduzir a poluição das águas é preciso desenvolver mecanismos eficazes de coleta do óleo de cozinha residual gerado nas comunidades mais pobres. Esta é a proposta do Programa Bióleo.

Para mais informações entre em contato conosco: gil@bioleo.org.br 

Por Jorge Hori.

Na onda da sustentabilidade, empresário deixa a carreira de lado para produzir pranchas de bambu

Marcio Juliasz transformou seu hobby em negócio e investiu em produto ecológico
Do R7
AnteriorNa onda da sustentabilidade, o advogado e empresário Marcio Juliasz tomou uma direção arrojada. Deixou de lado a sua formação acadêmica,
a carreira em uma metalúrgica química e passou a se dedicar a unir duas de suas
grandes paixões: surfe e marcenaria.  Foi
assim que ele fez de um hobby um negócioPróxima
Na onda da sustentabilidade, o advogado e empresário Marcio Juliasz tomou uma direção arrojada. Deixou de lado a sua formação acadêmica, a carreira em uma metalúrgica química e passou a se dedicar a unir duas de suas grandes paixões: surfe e marcenaria.  Foi assim que ele fez de um hobby um negócio
Foto: Reprodução/Instagram

Opinião: Panorama do ensino de agronomia no Brasil e no mundo


O Brasil tem se tornado referência na geopolítica da produção agrícola. 
A sustentabilidade da produção e adequação ambiental são indissociáveis.
Antonio Roque Dechen
Especial para o Agrodebate


Antonio Roque Dechen (Foto: Assessoria/CCAS)
A agricultura e a agroindústria formam um dos segmentos mais complexos e dinâmicos da economia brasileira. A recente crise mundial, e principalmente a brasileira, evidenciam a importância do agronegócio na sustentabilidade e estabilidade da nossa economia.

A tecnologia na agricultura mundial teve grande desenvolvimento com a contribuição de Justus von Liebig que, em 1840, publicou o livro 

“A química agrícola e sua aplicação na agricultura e fisiologia”, merecendo destaque o alerta: “Eu sei muito bem que a maioria dos agricultores acredita que sua maneira de fazer é a melhor e que suas terras jamais deixarão de dar frutos. 

É esta doce ilusão que escondeu das populações a relação que existe entre a fertilidade do solo e seu futuro e que fez nascer a indiferença e a incúria que demonstram a esse respeito.

Tem sido assim entre todos os povos que foram instrumentos de sua própria ruina, e não há sabedoria politica que possa proteger os estados europeus de um destino semelhante, se os governos e os povos fecharem seus olhos para os sintomas de empobrecimento dos campos, e se continuarem surdos aos avisos da ciência e da história”, (Liebig, 1862).

O ensino e a pesquisa agrícola no Brasil tiveram início com a inauguração da Escola Imperial de Agronomia da Bahia em 1877 e da Estação Agronômica de Campinas em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, instituições essas pioneiras em ensino e pesquisa e ainda jovens aos 138 e 128 anos, respectivamente.

O Brasil, pela sua extensão territorial, disponibilidade de água, biomas diversos e condições climáticas favoráveis para a produção agrícola com grande diversidade de culturas, tem merecido atenção internacional, tornando-se referência na geopolítica da produção agrícola mundial.

Em 2006, Norman Borlaug, Nobel da Paz, o pai da Revolução Verde, em uma de suas visitas ao Brasil, ao ser perguntado sobre como via o futuro da produção agrícola no Brasil respondeu que não se tem como competir em produção agrícola com um país com a extensão territorial do Brasil que tem água e sol todos os dias, condições estas indispensáveis para o processo fotossintético e produção de alimentos.

Hoje, a sustentabilidade da produção agrícola e a adequação ambiental são indissociáveis. Grandes avanços estão ocorrendo na agropecuária brasileira e para continuar crescendo e firmando-se nas posições de liderança da produção, o Brasil precisa também posicionar-se na liderança da implantação de ações de sustentabilidade. 

A adoção de tecnologia na utilização dos solos sob cerrados possibilitou grande expansão da área agrícola e substancial aumento da produção, bem como de reconhecimento internacional.

Em 2006, Alisson Paulinelli, Edson Lobato e Andrew Colin McClung (americano que foi pesquisador do IBEC-Research em Matão, SP) foram contemplados com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), pelas ações pioneiras em ciência do solo e políticas de implementação na abertura de áreas de cerrados no Brasil para a agricultura e produção de alimentos. Esse prêmio foi criado em 1986 pelo laureado com o Nobel da Paz, Norman Ernest Borlaug.

Paraná poderá colher safra de 37 milhões de toneladas de grãos (Foto: Divulgação/Agência de Notícias do Paraná)(Foto: Divulgação/Agência de Notícias do Paraná)

Em levantamento recente realizado e divulgado pela Agroconsult, pela primeira vez a safra brasileira de grãos superará a marca de 200 milhões de toneladas, e o plantel de gado já supera 200 milhões de cabeças, o que levou André Pessoa, coordenador do Rally da Safra, a fazer a seguinte afirmação:

“o Brasil é um dos poucos países do mundo que produz uma tonelada de grãos por habitante e tem também uma cabeça de gado por habitante”. 

Parece pouco, mas em um país em que a população rural é de apenas 15%, e apenas o PIB do agronegócio tem sido positivo nos últimos anos, é uma demonstração de muita tecnologia, trabalho e eficiência.

Outro fator de crucial importância na sustentabilidade da produção agrícola brasileira foi a adoção e implantação do sistema plantio direto no Brasil, tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira e que começou no Paraná e teve como protagonistas Herbert Bartz, Manoel Henrique Pereira e Franke Dijkstra

Hoje mais de 30 milhões de hectares no Brasil são cultivados no sistema plantio direto, com contínuo crescimento e consolidado graças ao grande desenvolvimento de pesquisas na área.

Não podemos esquecer jamais de que nossa sustentabilidade depende do sol, da água e do solo. Cuidando adequadamente de nossos recursos naturais poderemos continuar dizendo que: o solo é a nossa pátria e cultivá-lo e conservá-lo garantem a sustentabilidade e nossa vida. Cabe aos profissionais da área agronômica a geração de sólida tecnologia para a promoção de uma agricultura progressista, econômica e sustentável, em benefício das gerações futuras.

A ONU, em 1987, definiu no Relatório Brundtland: “desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”. Liebig, 1862, disse: A sustentabilidade do agroecossistema depende da habilidade do agricultor em manter a produtividade do solo. Mencionando Paulinelli (2015), a agricultura e a pesquisa têm que avançar.

Antonio Roque Dechen é presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), professor titular do Departamento de Ciência do Solo da ESALQ/USP, presidente da Fundação Agrisus e membro do Conselho do Agronegócio (COSAG-FIESP).

Go Inn Manaus (AM) investe em sustentabilidade e lança estação para bicicletas

Go Inn Manaus
(foto: divulgação/Up Comunicação Inteligente)
Neste final de semana, a sustentabilidade será foco de duas ações do Go Inn Manaus, empreendimento da Atlantica Hotels instalado na capital amazonense. O empreendimento inaugura, no domingo (16), uma estação para reparos rápidos de bicicletas.

O espaço, que fica na área externa do hotel, pode ser utilizado gratuitamente e conta com um suporte para as bikes e ferramentas básicas para a manutenção de bicicletas e reparos rápidos como calibrar pneus, ajustar o banco, apertar parafusos, entre outros. 

Junto com o início das atividades do novo espaço, o hotel também realiza uma ação comunitária de coleta de lixo em espaços públicos, intitulada Atitude Limpa. 

A iniciativa, feita em parceria com o Pedala Manaus e o Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN), acontece no centro histórico da cidade e integra a programação da 9ª Semana Ambiental do instituto.

Serviço