Software vai auxiliar Estados em Análises de Licenciamento

Com o mapeamento da cobertura vegetal e do uso da terra no estado, foi possível criar um sistema de informação georreferenciada

POR: ASSESSORIA

Todas as informações espaciais compõem uma base de dados única, incluindo as áreas indígenas, áreas protegidas, cobertura vegetal, relevo, declividade, drenagem e imagens de satélite
Todas as informações espaciais compõem uma base de dados única, incluindo as áreas indígenas, áreas protegidas, cobertura vegetal, relevo, declividade, drenagem e imagens 
de satélite / Julia Capuano

Os órgãos de licenciamento ambiental de vários estados brasileiros poderão contar com uma poderosa ferramenta para o seu trabalho. 
O Amapá iniciou a elaboração de um termo de cooperação para a utilização do Sistema Interativo de Suporte ao Licenciamento Ambiental (Sisla), desenvolvido originalmente para o Mato Grosso do Sul, onde já é utilizado há seis anos. 
Trata-se de um sistema de informação georreferenciada que auxilia na análise espacial, regularização e gestão ambiental e apoia a tomada de decisão. Foi desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (SP) com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
No ano passado, o pesquisador da Embrapa João dos Santos Vila da Silva apresentou a tecnologia para as secretarias estaduais de seis estados da Amazônia Legal, na região Norte – Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins – além de Sergipe, no Nordeste, com o objetivo de discutir acordos de cooperação técnica para adequar o sistema para cada estado.
"Atualmente estamos elaborando um termo de cooperação com o Estado do Amapá para a transferência da tecnologia", conta o pesquisador. "Em 2015, as articulações estão sendo reiniciadas nos outros estados visitados para verificar o interesse dos novos governantes em estabelecer parcerias para a adaptação do Sisla às necessidades locais e regionais", explica Vila.
No Amapá, tanto a equipe técnica da Secretaria Estadual de Meio Ambiente quanto a da Embrapa Amapá (AP) estão envolvidas em um processo de articulação para customizar o Sisla. "Nós estamos numa fase bastante avançada. Em agosto, vamos trabalhar a apresentação desse sistema customizado, modernizado para todo o corpo técnico do governo estadual e das prefeituras", afirma Marcelo Creão, secretário de Meio Ambiente do estado.
"Como resultado da customização do processo de licenciamento ambiental, vamos ter o controle total e poder gerar estatísticas rapidamente. [Vamos saber] quais tipologias de empreendimentos estão licenciadas, quais empreendimentos estão com alguma condicionante que não cumpriram, por onde nós podemos avançar num processo de licenciamento tanto em nível geográfico como em nível temático. E isso vai dar um norteamento para que a gente trace políticas públicas necessárias", ressalta o secretário.
Com as ferramentas de tecnologia de informação integradas aos estudos de georreferenciamento, os governos estaduais e federal podem melhorar o monitoramento do espaço rural e informatizar os processos de licenciamento ambiental, tornando-os mais rápidos e seguros.
As geotecnologias são usadas para caracterização e controle das áreas licenciadas, solicitações de licença, acompanhamento dos processos em análise e divulgação de estudos ambientais. Elas se baseiam em recursos como imagens de satélite, sistemas de informações geográficas, banco de dados georreferenciados e serviço de consulta e disponibilização de dados pela internet, aumentando a confiabilidade e a agilidade na gestão.
O Sisla, desenvolvido com ferramentas livres e imagens de satélite gratuitas, dá suporte ao licenciamento de empreendimentos com relação a áreas protegidas, contribuindo para a preservação ambiental.
Ferramentas de geoprocessamento, de sensoriamento remoto e sistemas inteligentes são eficientes para a prática do licenciamento integrado. Os sistemas ajudam a monitorar atividades que causam impacto, por exemplo, aos recursos hídricos, como a mineração, hidrelétricas, indústrias, serviços e piscicultura, infraestrutura, resíduos sólidos e poluição da água. Essas tecnologias também têm sido significativas para ajudar no controle da biodiversidade e, inclusive, na queda dos índices de desmatamento.
Mais agilidade à gestão ambiental
As informações são úteis tanto para a gestão ambiental como para orientação de estudos técnicos e definição de políticas públicas. Além de ajudar a conhecer melhor as áreas de cobertura vegetal e os principais tipos de uso da terra, os resultados podem auxiliar produtores, gestores e consultores ambientais na elaboração de projetos de licenciamento e planejamento da produção agrícola.
Em Mato Grosso do Sul, o Sisla é um instrumento de política pública adotado pelos analistas e gestores ambientais e tornou mais rápido o trabalho de técnicos, facilitando as análises dos pedidos de licença. Reúne um conjunto de informações espacializadas, disponíveis na internet e com acesso gratuito, para que consultores e empreendedores possam elaborar os pedidos de licença. 
"As ferramentas de geotecnologias dão maior segurança para os nossos fiscais analisarem os processos e celeridade para os nossos consultores e empreendedores, agilizando o processo finalístico, ou seja, a licença sai no menor tempo possível", conta o gerente de controle e fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira.
O Sisla é baseado na legislação nacional e estadual sobre licenciamento, que estabelece a forma e ocupação de uso da terra, gerando mapas e relatórios sobre a situação de cada empreendimento cadastrado no sistema, de forma rápida e confiável. O consultor ambiental Márcio Palmeira, que está acompanhando a regularização na Fazenda São Lucas, em Nova Alvorada do Sul (MS), usa o sistema para cadastrar a propriedade e elaborar os mapas do entorno. 
"Antes era utilizado o sistema analógico; o profissional desenvolvia atividades especificamente com plantas e levantamentos executados por ele mesmo no local da propriedade. Com o Sisla houve um uso melhor das tecnologias disponíveis; então facilitou muito a atividade do profissional e melhorou inclusive a qualidade dos trabalhos técnicos apresentados ao órgão que licenciava no caso de Mato Grosso do Sul, o Imasul", afirma Palmeira.
A tecnologia apresenta recursos como o cadastro de processos por atividade, análise técnica dos licenciamentos, consulta sobre o andamento do processo, entre outras características. A partir dos dados da propriedade, o sistema indica as condições do empreendimento, considerando cobertura vegetal, relevo, áreas de conservação e preservação, terras indígenas, corredores de biodiversidade, e outros aspectos que devem ser considerados para o licenciamento e a regularização ambiental, do ponto de vista espacial.
As vantagens da informatização são imensas. Cada análise espacial requerida pelo processo do Imasul demorava em torno de dois a três meses para ser realizada. Com o sistema, esse tempo foi bastante reduzido. Atualmente, em menos de uma hora é possível avaliar uma solicitação de licenciamento usando o software.
Com apoio da Embrapa, vários técnicos do Instituto responsáveis pela análise espacial e aprovação das licenças foram capacitados para usar a tecnologia. O processo melhorou, especialmente com relação ao embasamento técnico para a emissão dos pareceres e despachos finais relativos às licenças ambientais, explica o gestor de processos do Imasul, Mario Márcio Vieira Machado. "Conseguimos inserir a informação do imóvel e, a partir do momento em que o arquivo é carregado no sistema, podemos cruzar com várias informações que vão subsidiar a tomada de decisão e, assim, melhorar a qualidade do licenciamento", complementa Kelson Ribeiro dos Santos, analista ambiental do Instituto.
Legislação
Fazer a regularização ambiental da propriedade também é fundamental para obter o licenciamento. Por isso, na Fazenda São Lucas, o produtor Nélson Vasconcelos está adotando uma série de medidas para adaptar a sua propriedade rural à legislação e regularizar a situação da sua atividade produtiva.
"Nós adquirimos a Fazenda São Lucas com a determinação de adequá-la à nova sistemática de preservação ambiental, inclusive o cadastro ambiental rural. Por meio da consultoria ambiental, estamos adequando todas as cercas e as reservas e fazendo tudo que é necessário para preservar todas as áreas de riqueza natural que existem dentro da propriedade", conta o Vasconcelos.
No Brasil, as leis e normas para avaliação de impactos para a preservação ambiental vêm sendo aplicadas desde a década de 1980. 

A Política Nacional de Meio Ambiente, criada em 1981, regulamenta a avaliação de impacto ambiental e o licenciamento de atividades que podem causar poluição ao meio ambiente.
De acordo com a Constituição Federal, são necessários estudos prévios de impacto ambiental para a instalação de obras ou atividades que possam provocar a degradação do meio ambiente. 

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é o órgão responsável pelo estabelecimento de normas e critérios para o licenciamento ambiental no País.
Os órgãos ambientais estaduais dispõem de autonomia para definição dos próprios procedimentos e critérios para o licenciamento ambiental, embasados em legislações específicas e respeitando as normas federais, como prazos de validade e de análise de cada tipo de licença. 

Com essa autonomia, alguns estados puderam adotar a prática do licenciamento ambiental integrado. Dessa forma, o Sisla está integrado ao Sistema Imasul de Registros e Informações Estratégicas do Meio Ambiente (Siriema) de Mato Grosso do Sul.
Por meio do projeto de pesquisa "GeoMS − Sistema de Informação Georreferenciada como apoio à tomada de decisão, Estudo de caso: Estado de Mato Grosso do Sul", realizado entre 2007 e 2011, em parceria com o governo do estado, a Embrapa Informática Agropecuária (SP), a Embrapa Gado de Corte (MS) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os pesquisadores mapearam a cobertura vegetal de Mato Grosso do Sul. 

Foram realizadas diversas viagens a campo, em áreas amostrais do estado, para o reconhecimento dos tipos de uso e de vegetação, incluindo levantamentos florísticos.
Com o mapeamento da cobertura vegetal e do uso da terra no estado, foi possível criar um sistema de informação georreferenciada tanto para monitorar o espaço rural como para gerar informação para o governo que ajuda na definição de políticas públicas e na análise da implantação de projetos. 

Entre os resultados das pesquisas, foram elaborados mapas de remanescentes da cobertura vegetal por tipologia, como cerrado, cerradão, floresta, campo nativo, e por tipos de uso: se é área urbana, pastagem plantada, agricultura ou reflorestamento.
Todas as informações espaciais compõem uma base de dados única, incluindo as áreas indígenas, áreas protegidas, cobertura vegetal, relevo, declividade, drenagem e imagens de satélite. 

Essa base permite a rápida geração de mapas de análise espacial do entorno da propriedade e será integrada a outras bases do governo, como o zoneamento ecológico-econômico. 

Também foi agregado o mapa de cobertura vegetal e uso da terra, facilitando o monitoramento do espaço rural e a identificação de vegetação natural, desmatamento e ocupação humana, para melhor gestão territorial, do ponto de vista técnico e ambiental.

Fonte: www.acritica.net

Pierre Santos Vilela: o desafio da sustentabilidade (Agricultura)

Pierre Santos Vilela - Hoje em Dia



A agricultura brasileira se desenvolveu inicialmente em ciclos econômicos. 

Do descobrimento até a primeira metade do século XX, eram baseados na monocultura ou extrativismo, primeiramente com pau brasil e seguindo com cana (açúcar), borracha, tabaco, pecuária (couro) e café.

Nos anos 1950, uma onda de modernização - apoiada pela genética, insumos químicos e mecanização - conhecida como Revolução Verde -, surge dos esforços em pesquisa e extensão para a recuperação da capacidade produtiva do Hemisfério Norte no pós-segunda guerra. 

Essas tecnologias foram disseminadas e chegaram ao Brasil na década de 1960.

Desse momento em diante, a agricultura brasileira prosperou com base em ciclos tecnológicos, impulsionados pela criação dos sistemas brasileiros de pesquisa agropecuária, capitaneado pela Embrapa, e de extensão rural. 

Tais avanços permitiram a diversificação da produção e a expansão da área agrícola, inclusive sobre o Cerrado, antes considerado inaproveitável. Posteriormente, significativos ganhos em produtividade conferiram ao país a posição de um dos principais produtores de alimentos do mundo e a abriram a possibilidade de preservar cerca de 60% de seu território com florestas nativas.

O salto populacional foi proporcional aos ganhos de capacidade produtiva agrícola aqui e mundo afora ao longo dos anos. 

Em 1950, a população mundial girava em torno de 2,5 bilhões de pessoas, chegando a 7 bilhões em 2011. Ou seja, a tecnologia agrícola permitiu, dentre outros avanços, como a medicina, o crescimento de 180% da população mundial em apenas 60 anos.

Tanta gente no mundo em tão pouco tempo passou a gerar crescentes desequilíbrios e a preocupação com o futuro se tornou premente. Devemos, então, ser sustentáveis, para podermos ter futuro. 

Disseminou-se o famoso tripé: ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

No Brasil, os agricultores são constantemente surpreendidos por novas legislações, normas e regulamentos, destacadamente nos campos ambiental e trabalhista. 

Mudanças que trazem mais e mais obrigações, a despeito da capacidade dos agricultores em cumprir, de seu alcance - vez ou outra, duvidoso - ou mesmo de sua factibilidade.

Agricultores, por exemplo, submetidos à seca ou excesso de chuvas, em determinado momento, terão perdas de produtividade e - sem o seguro - de rentabilidade. 

Terão seu patamar de sustentabilidade modificado por um fator natural ou do ambiente, que refletirá no econômico.

Temos de ser sustentáveis, mas haverá sempre o rigor das leis para proteger o ambiente e a sociedade, enquanto o agricultor fica à mercê do mercado e da fragilidade da política agrícola. 

O que talvez falte aos que apregoam a sustentabilidade é compreender, assim como a economia, sociedade e ambiente praticam, o conceito de entropia.

Se temos ambiente, sociedade e economia dinâmicos, não podemos imaginar a sustentabilidade como algo alcançável, mas sim almejável

Paraná terá rede de centrais de reciclagem geridas por catadores



O Paraná terá uma rede de coleta de embalagens vazias como garrafas, papel e papelão, plásticos, metais e outros materiais destinados à reciclagem. Sete Centrais de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMRs ) serão implantadas no Estado e cada uma atenderá municípios que estão em um raio de 100 quilômetros da unidade-sede. 

As Centrais são resultado de Termo de Compromisso da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos com o setor de Embalagens e de Bebidas, responsável pelos custos da implantação e funcionamento das Centrais. Os sindicatos das Indústrias de Bebidas do Paraná e o de Embalagens representam hoje mais de 100 outras organizações socais deste ramo industrial envolvidas no programa de Logística Reversa do Governo do Estado. 

A logística reversa é a coleta e retorno de resíduos depois do consumo dos produtos para que os fabricantes os reciclem ou deem disposição ambientalmente correta ao material. “O Paraná tem avançado muito no diálogo com os segmentos produtivos, um caminho sem volta para que ocorra a responsabilidade compartilhada e pela melhor destinação possível aos materiais após o consumo”, disse o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Vinício Bruni. 

No Termo de Compromisso com o Governo, o setor se compromete a colocar em funcionamento ainda em 2015 duas Centrais de Valorização de Materiais Recicláveis – uma em Maringá e outra em Londrina – e, até 2016, outras nas regiões de Cascavel, Francisco Beltrão e Guarapuava. A previsão do Sindibebidas é de que cada unidade no Interior recolha e envie para reciclagem cerca de três mil toneladas de materiais por ano. 

O setor já tem uma unidade em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que entre abril de 2012 e janeiro deste ano processou mais de 7 mil toneladas de embalagens vazias. 

COMO FUNCIONA – Além de beneficiar o meio ambiente retirando de circulação embalagens vazias, a Central de Valorização de Materiais Recicláveis tem ainda um forte componente social, pois estimula o associativismo/cooperativismo e melhora a renda dos catadores. São eles que recolhem as embalagens e levam para as cooperativas, onde é feita a triagem. 

A Central, que fica num raio de 100 quilômetros das cooperativas, faz a comercialização direta do que já foi selecionado na triagem. O lucro é dividido entre catadores e cooperativas. 

Além do Sindibebidas, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente tem termos de compromissos assinados com outros 18 setores, entre eles Alimentos de Origem Vegetal; Construção Civil, Eletricidade, Gás, Água, Obras e Serviços do Estado do Paraná, Madeira e Móveis, Metalmecânico, Minerais Não Metálicos e Reparação de Veículos, entre outros. A ação é inédita no Paraná e permitirá o recolhimento de resíduos como estopa, óleo lubrificante usado, baterias de automóveis, madeira, ferro e tijolos. 

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr ewww.pr.gov.br

A tecnologia a favor da redução do consumo de energia

POSTED BY ADMIN ON JULY - 25 - 2015

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Nos últimos meses muito tem se discutido sobre a crise hídrica e de abastecimento de energia no Brasil, e hoje o consumidor já sente na conta o efeito prático do problema. 

Os últimos reajustes autorizados pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) aumentaram o valor da conta de luz em todas as regiões do Brasil, algumas chegando a 28,7%. 

Mas com uma economia estacionada e a inflação em alta, quaisquer novidades nos gastos domésticos causam grande impacto no orçamento. 

Para evitar o acréscimo na conta, vários hábitos precisam ser mudados e o consumo controlado para manter o conforto doméstico, sem ônus financeiro.

Hoje no Brasil temos o impressionante número de mais de 40 milhões de unidades do parque de PCs instalados no país com mais de quatro anos de uso. 
Essas máquinas chegam a usar pelo menos 50% mais energia do que um computador hoje. Considerando que o brasileiro fica em média cinco horas diárias na frente do computador (trabalhando, estudando ou com entretenimento), não é difícil fazer a conta e perceber o mau negócio que é continuar utilizando uma máquina ultrapassada, que além de impactar a conta de luz, gera também custos adicionais com suporte e manutenção.

Trocar de máquina por uma com tecnologia de processamento mais atual é uma medida econômica em médio prazo, e não apenas para a conta da energia, mas também para o bem-estar do usuário. 

Computadores mais antigos demoram a iniciar, os programas e sistemas operacionais antigos não têm suporte, além da impossibilidade da utilização de aplicativos mais recentes.

Dispositivos eletrônicos, por exemplo, frequentemente precisam de recarga, mas a maioria dos consumidores não se preocupa com a eficiência energética deles. 

Você sabia, por exemplo, que uma máquina antiga consome em média 60W de energia, enquanto um equipamento de última geração consome apenas 15W? Imagine isso no final de todo um dia de uso. 

Mudando de dispositivo, portanto, o consumidor tem acesso mais rápido e mais eficiente ao que há de mais novo no mundo da tecnologia e conteúdo online. 

Muitos computadores, como os novos All in Ones, por exemplo, já chegam ao mercado com uma bateria bastante eficiente, que dura até 8 horas, sem precisar ser ligados à tomada.

Com a variedade de dispositivos eletrônicos hoje, mudar de máquina significa também uma busca de custo-benefício em relação à eficiência energética, desempenho e design. 

Os modelos atuais são mais finos, mais leves, têm performance otimizada e mais capacidade multitarefa. E já não é tão caro comprar um dispositivo com a mais recente tecnologia de processamento. 

Até mesmo modelos diferenciados, como os All in Ones, a evolução do antigo desktop que traz novas funcionalidades e design para toda a família, e também dispositivos 2 em 1, que aliam a alta performance dos notebooks com a versatilidade dos tablets, já podem ser encontrados no mercado brasileiro a preços bastante atraentes.

Para quem ainda está preso a um desktop antigo e barulhento, ou a um notebook pesado e que não passa mais de uma hora longe da tomada, a hora de investir em um novo dispositivo é agora – onde não só você vai ganhar qualidade de vida e produtividade, mas também ajudar a diminuir o consumo de energia da sua residência e não ser tão impactado pela crise energética que assola o país. 

E em tempos de crise, toda economia é um conforto para o consumidor.

* Carlos Buarque é gerente de marketing da Intel Brasil

Com informações de Canaltech.

Energia Fotovoltaica - Mercado em estruturação

São Paulo – Apesar da pequena participação na matriz energética brasileira, setor de energia fotovoltaica é altamente promissor, por conta do grande índice de incidência solar do país. 

Setor industrial se articula em busca de incentivos para estabelecer uma cadeia produtiva mais sólida




São Paulo - O Brasil é um dos países com maior potencial de geração fotovoltaica do mundo. 

Mesmo com altos índices de radiação solar, a participação dessa fonte na matriz energética brasileira ainda é muito reduzida, com apenas 0,003%. 

Para desenvolver o mercado e atuar para que as indústrias instaladas no país encontrem condições mais competitivas, foi criado em 2011 o Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). 

O grupo surgiu para ser atuar na comunicação e defesa desse novo segmento industrial que tem grande potencial de crescimento nos próximos anos. 

No comando do Grupo Setorial desde janeiro deste ano, o engenheiro Ildo Bet, em entrevista à revista Potência, fala sobre os principais desafios do setor fotovoltaico brasileiro e explica como será a sua atuação no comando do Grupo Setorial. 

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Potência Junho 2015.pdf

O que são biocombustíveis?

Entenda o que são os biocombustíveis e as diferenças entre os tipos e os processos existentes

Biocombustíveis são combustíveis produzidos a partir de material vegetal que não sofreu processo de fossilização, e que podem ser usados em motores a combustão interna ou para a geração de energia, de forma que possam substituir completamente ou parcialmente o uso dos combustíveis fósseis. Há vários tipos de biocombustíveis, já que eles podem ser produzidos a partir de uma gama de diferentes espécies vegetais. Vejamos alguns dos mais comuns:
• Etanol é um tipo de álcool produzido a partir de espécies vegetais agrícolas, como cana-de-açúcar, beterraba e milho. E é normalmente misturado a outros combustíveis, como a gasolina, para ser usado na combustão interna de motores.
• Biodiesel é um combustível produzido a partir do óleo de sementes e de grãos, como os óleos de colza, de girassol e de soja. Também pode ser produzido a partir de gordura animal e vegetal reaproveitada e a partir de microalgas.
• Biogás é um produto da decomposição da matéria orgânica em ambiente com ausência de oxigênio gasoso, realizada por bactérias anaeróbias.
• Biomassa é a matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, utilizada para a produção de energia. Na categoria de matéria orgânica da origem vegetal se encontra a lenha retirada de áreas florestais e os resíduos de lavoura agrícola, como o bagaço de cana.
• Biometanol é o metanol produzido a partir da biomassa.
Os dois mais produzidos no Brasil são o etanol extraído da cana-de-açúcar para ser usado na combustão interna de motores de veículos leves, e o biodiesel produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais, e usado nos motores de ônibus e caminhões. Os biocombustíveis podem ser inicialmente divididos em primeira e segunda geração. Os procedimentos desenvolvidos na segunda geração são o que permitem que avanços tecnológicos sejam feitos e que exista a expansão da terceira e quarta gerações, as quais ainda enfrentam muitos empecilhos econômicos e tecnológicos para se tornarem viáveis. Vamos entender o que significa a produção de biocombustíveis em cada um desses processos:
• Primeira geração: são fabricados a partir de espécies vegetais produzidas pela agricultura, como a cana-de-açúcar, o milho, a colza, a beterraba, e o trigo. A questão inerente aos biocombustíveis de primeira geração é que estes entram em concorrência com a produção de alimentos, o que, no futuro, poderia prejudicar questões relacionadas à segurança e à soberania alimentares. Nesta categoria são contemplados o etanol, o biodiesel, bioálcool e o biogás.
• Segunda geração: consiste principalmente no etanol celulósico. A produção de biocombustível de segunda geração se dá através da celulose e de outras fibras vegetais existentes na madeira, e em partes não comestíveis dos vegetais. Essas fibras são convertidas em combustível por meio de procedimentos bioquímicos ou termoquímicos. Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas no intuito de aumentar o leque de possibilidades de matérias-primas, tornando viável a exploração de espécies de grama, resíduos agrícolas e industriais.
• Terceira geração: é baseada em espécies vegetais de rápido crescimento, sobretudo microalgas. Novas tecnologias vêm sendo aprimoradas no sentido de modificar espécies vegetais geneticamente, no intuito de facilitar o processo de conversão do material em biocombustível via tecnologia de segunda geração. Alguns exemplos são os eucaliptos com concentrações reduzidas de lignina (componente da parede celular da planta que confere rigidez ao vegetal), o que facilita a conversão mais fácil em etanol celulósico; e milhos transgênicos contendo enzimas que favorecem a conversão em biocombustível.
 Quarta geração: consiste na modificação genética de árvores, para que estas, além de fornecerem biomassa de alta qualidade por serem ricas em carbono, funcionem como máquinas eficientes na captura de dióxido de carbono presente na atmosfera. O dióxido de carbono presente na biomassa seria capturado antes, durante ou depois do processo de bioconversão, e então armazenado em campos de óleo e gás exauridos, veios de carvão mineral não mineráveis ou aquíferos salinos, ficando assim geoarmazenado e sendo retirado da atmosfera. O processo de conversão em combustível é realizado a partir de uma tecnologia de segunda geração.
Há, evidentemente, muitas questões controversas quando se fala em mudança genética de vegetais, já que eles poderiam trazer externalidades não previstas. De qualquer forma, em todos os campos, a tecnologia tem se desenvolvido.
Fonte: Universidade de Cornell

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