Quais são os benefícios para os proprietários que aderirem ao CAR?

O dono de imóvel rural que aderir ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) será automaticamente inserido no Programa de Regularização Ambiental (PRA) do Ministério do Meio Ambiente
Fonte da Redação
O dono de imóvel rural que aderir ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) será automaticamente inserido no Programa de Regularização Ambiental (PRA) do Ministério do Meio Ambiente. Assim, as multas que ele teria de pagar por desmatar áreas nativas (desmatamentos feitos até 2008) serão canceladas, e o proprietário do imóvel poderá adequar-se à legislação (recompor as áreas de vegetação em deficit), além disso, ele poderá acessar linhas de crédito, benefício que será bloqueado para aqueles que não aderirem ao CAR.

Com informações do Globo Rural.





MAS O QUE É O CAR?

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. 

Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental.

Ferramenta importante para auxiliar no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR fomenta a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental, sendo atualmente utilizado pelos governos estaduais e federal.

No governo federal, a política de apoio à regularização ambiental é executada de acordo com a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que criou o CAR em âmbito nacional, e de sua regulamentação por meio do Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012, que criou o Sistema de Cadastro Ambiental Rural - SICAR, que integrará o CAR de todas as Unidades da Federação.

Na Amazônia, o CAR já foi implantado em vários estados, constituindo-se em instrumento de múltiplos usos pelas políticas públicas ambientais e contribuindo para o fortalecimento da gestão ambiental e o planejamento municipal, além de garantir segurança jurídica ao produtor, dentre outras vantagens. 

O Ministério do Meio Ambiente tem trabalhado ativamente para a implementação do CAR na região, por meio de projetos tais como: Projeto de Apoio à Elaboração dos Planos Estaduais de Prevenção e Controle dos Desmatamentos e Cadastramento Ambiental Rural; Projeto Pacto Municipal para a Redução do Desmatamento em São Félix do Xingu (PA) e Projeto de CAR, em parceria com a TNC (The Nature Conservancy), este último, encerrado em dezembro de 2012.

Além desses, o MMA, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desenvolveu programa específico voltado às instituições públicas e privadas interessadas em elaborar projetos de de CAR, no âmbito do Fundo Amazônia, cujo gestor é o próprio banco.

Com informações do MMA.gov.br

Ao invés de gerar mais energia, seja eficiente

Aumentar a produção de energia para atender à demanda custa mais caro, diz estudo

POR EQUIPE CAMINHOS PARA O FUTURO / OFERECIMENTO GE

Energia Eletrobras Energia elétrica (Foto: Getty Images)
Debates sobre a existência ou não do aquecimento global e a necessidade de fontes de energia limpa muitas vezes empacam na disputa ideológica ou em interesses econômicos. 

Mas números são mais difíceis de contestar. Um estudo do Conselho Americano para uma Economia de Eficiência Energética (Aceee, na sigla em inglês) avaliou programas dessa área em 20 Estados americanos entre 2009 e 2012 e concluiu: aumentar a produção de energia para atender a demanda custa muito mais caro do que adotar programas de eficiência energética.

Entidade sem fins lucrativos criada por empresas, fundações e laboratórios de pesquisas, o Aceee descobriu que programas de eficiência energética conseguiram reduzir o custo da energia em US$ 0,03 por kWh, enquanto a geração da mesma quantidade de energia por fontes como combustíveis fósseis pode custar três vezes mais. 

“Por que construir grandes usinas quando a eficiência dá mais valor ao nosso dinheiro?” 

A pergunta é do diretor do Aceee, Steven Nadel, que responde: 

“A energia mais barata é a aquela que você não precisa produzir em primeiro lugar.”
Poupar gás natural nesses programas também é vantajoso. Segundo o estudo, em 2013 o preço médio de uma unidade de calor (therm) produzida por gás foi de US$ 0,49, enquanto os equipamentos com eficiência energética apresentavam um custo de US$ 0,35 por unidade de calor. 

Além da economia, o Aceee afirma que a eficiência energética reduz custos em picos de consumo (como durante ondas de calor) e gera menos poluição.

Conversão de energia
Seguindo a tendência global de substituição de motores industriais obsoletos e ineficientes por sistemas elétricos avançados, a GE aderiu à eficiência energética com o lançamento de sua unidade de Power Conversion, cujas tecnologias para controles de processos, sistemas de automação e eletrônica de alta eficiência para energia, motores e geradores permitem às empresas melhorias de eficiência operacional e de produtividade.

Aproximadamente 25% da eletricidade produzida no mundo é utilizada para alimentar motores elétricos em uma ampla gama de aplicações industriais. 

As soluções da GE poderão auxiliar na melhoria da eficiência energética em 30%, trazendo com isso uma redução no consumo de eletricidade, na intensidade de energia e nas emissões de gás de efeito estufa.

Brasília terá a primeira estação de metrô totalmente sustentável e movida a energia solar da América Latina

metro-df
 








A América Latina terá a primeira estação de Metrô totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas – que converte a luz solar em energia elétrica. 

O projeto piloto, fruto de uma parceria entre o Metrô-DF e uma empresa chinesa, será implantado na Estação Guariroba, em Ceilândia, para minimizar os impactos ambientais causados pelo serviço.

A Companhia do Metropolitano planeja a inauguração da primeira estação com placas fotovoltaicas para setembro deste ano, como parte de uma ação do Programa Metrô Sustentável, lançado no último dia 21 de abril, pelo governador Rodrigo Rollemberg.

“A Estação Guariroba será a quarta no mundo totalmente autossuficiente em termos de energia elétrica e será um exemplo na América Latina. Milão, Nova Iorque e Nova Deli já têm estações com placas fotovoltaicas”, afirmou o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado. 

A empresa planeja estender o projeto para as outras 23 estações do DF. 

A energia captada servirá para abastecer a plataforma, bilheteria, mas não os trens, e o que sobrar será vendido à Companhia Energética de Brasília (CEB).

O Programa Metrô Sustentável foi elaborado de acordo com as diretrizes do Programa de governo local e federal e estabelece metas e prazos para execução de ações com viés social, sustentável, econômico e educativo. 

A ideia é lançar projetos para utilização de energias renováveis no sistema metroferroviário; implantar a Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P; conscientizar usuários e empregados quanto ao uso racional dos recursos naturais e consumo consciente, entre outros.

Carros elétricos 

Outra ação do Metrô-DF para reduzir o impacto ao meio ambiente é a utilização de carros elétricos em substituição aos de gasolina. 

Foi publicada no Diário Oficial do DF da última segunda-feira (11), a cessão gratuita de dois veículos elétricos, por 30 dias, fabricados pela empresa chinesa BYD para que sejam realizados testes dessa tecnologia em prol da redução da emissão de gás carbônico. 

O Metrô-DF também testará a viabilidade de utilização de toda a frota, que hoje é de 46 veículos, por unidades elétricas.

“É de suma importância trazer a sociedade para ser parceira deste programa. Para isto, ele está focado em ações de sensibilização e conscientização dos usuários do Metrô”, explicou a diretora de Administração do Metrô-DF, Glória Gama. 

A empresa fará uma campanha com funcionários para mostrar a necessidade de redução de água, energia elétrica, copos descartáveis e papéis.

O Metrô ainda estuda a utilização da água da chuva para a lavagem dos trens. 

A empresa começará um projeto para recolher o líquido do telhado do pátio de manutenção dos trens e disponibilizá-lo para o uso sustentável.


Sebrae-SP e ABESCO lançam Guia de Gestão Inteligente da Energia Elétrica

Por: VITO ZANELLA - Assessoria de Imprensa Sebrae-SP

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP) lançaram o guia para empresários 

“Dicas e oportunidades para seu negócio: Gestão inteligente da energia elétrica”. 

O material está disponibilizado para todo o mercado empresarial e tem como objetivo divulgar informações e conhecimento para as empresas em geral sobre eficiência energética. 

O guia pode ser adquirido no site do Sebrae-SP (www.sebraesp.com.br) ou é possível solicitar ao Escritório Regional do Sebrae-SP em Guarulhos, na Avenida Salgado Filho, 1800, para envio por e-mail. 

Mais informações pelo telefone (11) 2440-1009.



Dados do Anuário Estatístico de Energia Elétrica (2014) apontam que em 2013 as indústrias respondiam por 39,8% do consumo de energia, seguido das residências 27%, comércio 18,1% e rural 5,1%. 

Nesse cenário, mudanças dos hábitos de consumo, preocupações e desafios surgem para os empreendedores. 

Segundo o próprio guia, o custo das tarifas é um fato com o qual as empresas terão que aprender a conviver, por isso será de fundamental importância explorar alternativas para reduzir os custos e aumentar a eficiência.

Segundo o diretor técnico da Abesco, Alexandre Moana, o material é de suma importância para os variados segmentos, que terão acesso a informações específicas para usar de forma inteligente a energia consumida. 

“O guia também possui informações para quem deseja entrar nesse mercado, bem como para o governo, que ‘ganha fôlego’ com a diminuição do total de energia consumida”, conta.

O Sebrae-SP busca cada vez mais ajudar empreendedores que buscam eficiência em seus processos produtivos e o guia sobre a gestão inteligente da energia elétrica contribui para essa missão. 

“Com o encarecimento da tarifa da energia elétrica, os empresários devem investir em melhorias para tornar seus processos mais eficientes e, assim, diminuir a parcela de gastos com o alto consumo dos equipamentos existentes nas suas instalações. 

O Sebrae-SP oferece juntamente com seus parceiros uma série de soluções tecnológicas que apoiam os pequenos negócios a melhorar a eficiência energética dos seus processos produtivos, como no caso da cadeia de couro e calçados, móveis, metalomecânica e construção civil”, destaca o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae-SP, Renato Fonseca.

No material os empresários terão dicas de: 

como conscientizar a equipe, 
como ler a conta de luz, 
dispositivos de iluminação, 
metas de consumo, 
mudanças no layout interno, 
eficiência energética das máquinas, 
sistemas de automação elétrica, 
energia solar, 
economizadores inteligentes, 
contratação de empresa especializada, além de diversas oportunidades de negócios na área.

País mais ensolarado do mundo seduz Tesla por bateria solar




A Austrália, o país mais ensolarado do mundo, está atraindo fornecedores de bateria solar, da Tesla Motors Inc. à LG Corp, à medida em que a implantação da tecnologia para armazenamento de energia doméstica e comercial ganha ritmo.

Está em jogo um mercado doméstico que pode valer 24 bilhões de dólares australianos (US$ 18 bilhões), de acordo com o Morgan Stanley.

A Austrália lidera o mundo na colocação de painéis solares em telhados e, até 2040, cerca de uma em duas casas deverá contar com energia solar.

Os planos de Elon Musk, da Tesla, para o próximo ano são levar suas novas baterias para a Austrália, que se juntará à Alemanha como seus dois primeiros mercados fora dos Estados Unidos.

A LG Chem oferecerá nova tecnologia às casas australianas em agosto, enquanto a Panasonic Corp. planeja iniciar a venda de suas baterias no país em outubro.

“A Austrália tem todos os critérios que você procuraria: alta incidência de sol, altos preços de energia e baixo custo de financiamento”, disse por telefone Michael Parker, analista na Sanford C. Bernstein Co. em Hong Kong. “É um bom mercado de teste”.

Com a energia solar preparada para receber US$ 3,7 trilhões em investimentos até 2040, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance, o interesse em armazenamento de energia está aumentando.

A LG Chem quer capturar 30 por cento do mercado australiano, disse a empresa sul-coreana em um e-mail em resposta às questões. A indústria poderia crescer 15 vezes nos próximos dois anos para mais de 30 mil sistemas de armazenamento, disse ela.

Unidades de armazenamento

A Samsung SDI Co., enquanto isso, está testando suas unidades de armazenamento com o revendedor australiano Origin Energy Ltd., que espera oferecer os produtos aos clientes ainda neste ano, e a AU Optronics Corp., de Taiwan, está trabalhando com a AGL Energy Ltd.

Os subsídios do governo e a queda dos preços alimentaram uma onda de crescimento na instalação de painéis solares na Austrália e o país está decidido a ver mais expansão.

Cerca de seis milhões, ou metade das casas australianas, deverão ter sistemas solares até 2040, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance.

“A possibilidade de armazenar a energia gerada pelo sol é uma grande oportunidade dentro deste mercado”, disse por telefone Heath Walker, gerente de marketing da Tesla em Melbourne. Nos próximos meses, a empresa planeja revelar parcerias de baterias com desenvolvedores na Austrália, disse ele.

O armazenamento de bateria permitirá que as casas com painéis solares armazenem excesso de energia para uso posterior, reduzindo o pico de consumo de energia e, potencialmente, os custos de energia, disse a Panasonic.

“O armazenamento está chegando”, disse Paul Reid, diretor administrativo local da Panasonic, em uma entrevista em 2 de junho.

“Pode haver coisas que impactem a velocidade da implantação, mas isso mudará totalmente o panorama do setor de energia na Austrália.”

Fonte: Exame

Observatório do Clima defende investimentos em fontes renováveis de energia

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar


O exemplo do governo da Noruega, que no mês passado anunciou retirada de investimentos do fundo soberano em empresas que têm parte significativa de seus ativos na exploração e queima de carvão, deveria ser seguido pelo Brasil, com maiores investimentos em fontes renováveis. 

A opinião é do secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. Com a decisão do Parlamento norueguês, o Fundo de Pensão Governamental Mundial (GPFG), considerado o maior fundo soberano do mundo, deverá retirar investimento de 122 empresas, no total de 7,7 bilhões de euros.

“Ele manda uma mensagem clara para o mercado e para os investidores: a tendência é buscar alternativas aos combustíveis fósseis”, disse Rittl hoje (7) à Agência Brasil. 

Para ele, as políticas brasileiras de expansão da geração de energia deveriam considerar as mudanças climáticas e os riscos dos investimentos na hora de alocar os recursos. 

Ele destacou que hoje, o Brasil projeta colocar 70% dos investimentos em energia em combustíveis fósseis, nos próximos dez anos. Esses recursos vão gerar impactos no clima e podem se transformar em investimentos de alto risco, apontou.

Embora o Plano Decenal para Expansão de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), preveja aumento dos investimentos em fontes limpas, esses investimentos ainda são reduzidos, “perto do que se tem de potencial, em especial em algumas fontes”, avaliou Rittl. 

É o caso, por exemplo, da energia eólica (dos ventos), que segundo ele, o Brasil estará, nos próximos anos, aproveitando menos de 10% do potencial de geração dessa fonte. Ou da energia solar, em que o Brasil “ainda engatinha, enquanto outros países desenvolvidos e em desenvolvimento estão caminhando muito rápido”.

Nesse sentido, destacou os Estados Unidos, a Alemanha, a China e a Índia, que além de avançar,estão estruturando cadeias produtivas, que geram empregos e produzem uma tecnologia que será solução para os próprios países e para o mundo inteiro. 

“O Brasil está deixando de lado o aproveitamento de algumas fontes, que poderiam ser mais bem exploradas, e poderia investir muito mais nessas fontes”. 

Membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Carlos Rittl observou que a energia solar é a fonte cujos custos mais caem no mundo. Por isso, sugeriu que o Brasil tenha mais estratégias para investir nessas fontes renováveis.

Ele disse que as mudanças climáticas devem ser incorporadas em todo o planejamento energético, englobando as emissões que os combustíveis fósseis irão gerar. 

Segundo Rittl, mesmo que exporte parte importante do petróleo do pré-sal, a exploração desse óleo vai gerar emissões dentro do Brasil, o que acaba tornando de risco tais investimentos. “Temos que entender de que forma as mudanças climáticas impactam a nossa segurança energética.”

A situação recente de seca, com nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas, acionou termelétricas movidas a combustíveis fósseis, o que ampliou emissões de gases causadores do efeito estufa. 

O aumento de participação de fontes não fósseis na matriz energética e a substituição de combustíveis fósseis na matriz de transportes são soluções apontadas por Rittl para reduzir as emissões de gases poluentes no Brasil.

As projeções de investimentos em fontes de geração de energia não devem olhar para os anos passados, mas incorporar o cenário climático futuro, que aponta o que vai ocorrer nos próximos 30 ou 40 anos, que é o período de vida útil de uma grande usina, indicou Rittl. 

“Não estamos fazendo isso”. Daí, o país corre o risco de ver projetos, como o da Usina de Belo Monte, com alta vulnerabilidade à mudança de clima, associada a impactos sociais, ambientais e locais. É preciso olhar para o clima futuro de maneira mais estratégica, afirmou.

Na opinião do coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, o exemplo norueguês indicado por Rittl não se mostra muito consistente em função das diferenças entre o Brasil e a Noruega. 

A evolução da matriz elétrica brasileira vai necessitar, “obrigatoriamente”, de usinas termelétricas, para garantir a segurança energética, pois o Brasil não tem mais capacidade de dar segurança por meio dos reservatórios, porque eles não crescem mais em relação à demanda e todas as outras fontes são “interruptíveis”, manifestou.

Universitário constrói casa com menos de 15 metros quadrados para evitar dívidas durante a faculdade

Diferente do que acontece aqui no Brasil, mudar-se de cidade ou estado para fazer faculdade é praticamente uma regra entre os norte-americanos. 

Contudo, somado ao custo dos estudos estão as despesas pessoais e o custo de moradia. Para os estudantes da Universidade de Austin, no Texas, morar perto do campus significa ter um gasto mensal médio de US$ 800.

Com o objetivo de fugir disso, Joel Weber decidiu trabalhar duro enquanto cursava o Ensino Médio e construiu sua própria casa móvel: 

uma espécie de trailer de dois andares que tem cerca de 15 metros quadrados e todo o conforto que o jovem precisa para sobreviver os anos de universidade.

“Eu queria um lugar para chamar de casa, mas eu queria algo barato para que eu não tivesse dívidas e que pudesse trazer um retorno à comunidade – não apenas um dinheiro jogado em aluguel, do qual eu não teria nenhum retorno“, afirmou à ABC News

Boa parte da estrutura veio de materiais reaproveitados e Weber contou com a ajuda voluntária de um carpinteiro e de um eletricista – a casa tem chuveiro, eletricidade e encanamento, como qualquer outra. 

O projeto demorou cerca de um ano para ficar pronto e custou ao jovem US$ 20 mil, cerca de metade do valor que gastaria em aluguel.

Veja as fotos:

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Todas as fotos © Joel Weber

Fonte: www.hypeness.com.br