Sustentabilidade - Pequenas ações trazem grandes benefícios ao meio ambiente e ao bolso

"Não preciso mais da água da Compesa para manter a casa", afirma bióloga que projetou imóvel 
Por Site Da TV Jornal 


Reprodução/TV Jornal

A crise hídrica e a dificuldade no abastecimento em todo o país acendeu o sinal de alerta: é preciso moderar o uso da água. 

Para isso, algumas pessoas já estão fazendo sua parte e servindo de inspiração para todos nós. 

Com pequenas ações, é possível economizar e reutilizar a água. 

Uma atitude sustentável que traz, também, economia para o bolso.

Em uma academia de ginástica no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, a água acumulada pelos aparelhos de ar condicionado, que chega a quase 70 litros por dia, é reaproveitada para aguar as plantas, lavar o banheiro e a motocicleta do proprietário. 

A ideia simples do empresário Walter Hagen foi aprimorada e agora ele já direcionou a encanação do aparelho para a caixa de descarga do banheiro.


Reprodução/TV Jornal

Já a casa da bióloga Maria Adélia Oliveira, no Sítio dos Pintos, Zona Oeste do Recife, foi projetada e construída para abrigar sustentabilidade. 

Um ideal que consumiu vários anos, desde a fabricação do próprio tijolo até o sistema de ventilação natural e o projeto hidráulico. 

No imóvel, água da chuva não se perde. Ela é conduzida pelos telhados inclinados para calhas.

O projeto permite também que a água utilizada nos chuveiros e nas pias, vá direto para as caixas de descarga dos banheiros. 

De acordo com a bióloga, ela não precisa mais da água da Compesa para manter o funcionamento da casa.

Para ler a matéria completa e assistir ao vídeo clique no link abaixo:

Fazendas urbanas: como a tecnologia pode colocar alimentos orgânicos baratos no seu prato

Você ouve um alto-falante pelas ruas: “Abaixe os braços e pouse o garfo sobre o prato novamente. Sua comida pode estar envenenada”. Crianças, idosos e cãezinhos fofos não estão livres do problema. 

E a solução não cabe no bolso de grande parte da população. O cenário parece filme de ficção científica, mas não está tão distante do que vivemos hoje. Felizmente, a esperança pode estar na tecnologia.

Ironicamente, foi também a tecnologia que colocou o veneno no seu prato, com o nome sutil deagrotóxico. 

Tudo começou com a produção de alimentos em escala, em uma época em que isso era visto como progresso. 

Foi a chamada “revolução verde“, que chegou ao Brasil nos anos 60, trazendo muita comida para nossas mesas.

Hoje, progresso é ter um prato cheio de alimentos orgânicos. 


Muitos produtores orgânicos lutam para conseguir que seus produtos cheguem aos mercados com preços mais justos, mas nem sempre isso é possível. 

Por isso, para entrar em parceria com os pequenos produtores na missão de produzir alimentos mais saudáveis para a população, as chamadas “fazendas urbanas” têm ganhado destaque.

Se o problema está no bolso, as fazendas urbanas já estão despontando como uma promessa para solucioná-lo. 

O nome é dado a edifícios e espaços urbanos que estão sendo repensados e reutilizados para a produção agrícola, sempre com uma ajudinha da tecnologia.


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É o caso do estudo feito pelo japonês Shigeharu Shimamura, em parceria com a GE Reports, que parece ter encontrado uma maneira de tornar as plantações indoor tão ou mais eficientes do que as tradicionais. 

A experiência foi feita transformando uma fábrica de semicondutores em uma floresta urbana, capaz de produzir até 10 mil cabeças de alface orgânicas por dia, com uma porcentagem de perda 40% menor do que em produções de orgânicos convencionais e ainda por cima utilizando apenas 1% da água normalmente gasta na produção (por sinal, a gente já falou sobre isso aqui).

Como? As enormes áreas de plantação foram trocadas por um espaço do tamanho de meio campo de futebol e o sol substituído por mais de 17 mil lâmpadas LED inteligentes. 

Com um ambiente 100% controlado, não há necessidade do uso de agrotóxicos nos alimentos, pois os vegetais não ficam expostos às mudanças climáticas ou mesmo à ação de insetos. 

Com uma perda menor e economia de recursos, os preços dos alimentos produzidos tendem a cair.

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Uma iniciativa semelhante em Berlim já produz verduras e cria peixes em larga escala, utilizando o sistema de aquaponia, uma mistura da aquicultura (criação de peixes), com a hidroponia (cultivo de plantas na água). 

Nicolas Leschke, um dos criadores do sistema, apelidado de ECT, acredita que a principal motivação de sua equipe era a de produzir alimentos em larga escala, mas de maneira sustentável. 

A boa notícia é que eles estão conseguindo.

O local destinado a esta produção possui 1,8 mil metros quadrados e fica localizado no bairro de Schöneberg, com capacidade para produzir cerca de 35 toneladas de verduras e legumes e 25 toneladas de peixe todos os anos, utilizando técnicas sustentáveis que incluem o aproveitamento de água da chuva, responsável por uma economia de 70% no uso do recurso. 

Além disso, o sistema também reaproveita a água onde os peixes vivem na plantação, já que esta é repleta de nutrientes – assim, é possível aliar fertilização e irrigação com um só elemento.


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Outro ponto importante para este tipo de plantação é a localização. 

Localizadas em meio à cidade, as fazendas urbanas podem economizar em logística e transporte de alimentos, tornando sua produção ainda mais sustentável. 

Este é apenas um dos benefícios apontados por Dickson Despommier, da Universidade de Columbia (EUA), um dos pioneiros quando se trata de fazendas verticais. Segundo ele, um edifício de 30 andares de plantação é suficiente para alimentar 10 mil pessoas. 

Um cálculo rápido demonstra que pouco mais de mil edifícios deste tamanho seriam necessários para alimentar toda a população da cidade de São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro seriam necessárias menos de 650 construções similares. 

A tecnologia para isso já existe, só falta ser colocada em prática.

Mas por que essas iniciativas ainda são tímidas no Brasil? 

Segundo a revista Superinteressante, aqui não há linhas de financiamento voltadas para a agroecologia

Para piorar, entidades de pesquisa como a FAPESP, o CNPQ e a CAPES não costumam liberar bolsas de estudos para quem pretende estudar agricultura orgânica e familiar. 

Por aqui, a moda ainda são as hortas comunitárias, como a do Shopping Eldorado, em São Paulo, que criou um telhado verde, onde legumes e verduras são cultivados em uma área de mil metros quadrados

O local utiliza as sobras do que é consumido na praça de alimentação como adubo, criando uma alternativa sustentável ao reaproveitar os resíduos orgânicos. 


Os alimentos são cultivados sem pesticidas e destinados aos restaurantes do próprio shopping.

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Foto © Cristina Fernandes
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Segundo a Anvisa, ainda somos responsáveis pelo consumo de 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo. 

Entre estes, consumimos produtos que são proibidos nos Estados Unidos e na Europa há 20 anos. Não é por acaso que 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos foram registrados no Brasil apenas em 2011. 

E não adianta dar uma lavadinha na maçã antes de comer – a própria Anvisa já avisou que isso não retira todos os agrotóxicos presentes nos alimentos que consumimos.

Talvez por isso, já existam arquitetos repensando a nossa relação com a agricultura. É o caso de Rafael Gringberg, que propõe a revitalização de edifícios e sua transformação em fazendas verticais. 

Em 2011, ele apresentou uma proposta para revitalizar os edifícios São Vito e Mercúrio, no centro da capital paulista, através de plantações hidropônicas e aproveitamento da luz solar.

Aos 36 anos, o arquiteto belga Vincent Callebaut segue uma linha semelhante e aposta nas fazendas urbanas como uma opção para garantir um futuro mais saudável. 

Para ele, estamos a um passo de viver em condomínios sustentáveis e autossuficientes. 

Foi com essa proposta que ele criou o projeto Dragonfly, um edifício de duas torres que formam uma fazenda vertical. 

No local, haveria espaço para escritórios e apartamentos, mas também para pomares, campos de arroz e até mesmo produção de gado.

Até o momento, nenhum dos dois projetos foi colocado em prática.

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Enquanto as ideias de Callebaut e de Gringberg não saem do papel, o Japão desponta comopioneiro neste tipo de agricultura. 

Motivados talvez pela falta de espaço característica do país, os fazendeiros japoneses já estão inovando e investindo pesado em tecnologia e em plantações entre quatro paredes. 

Um exemplo bem sucedido no país é o edifício da agência de empregos Pasona, onde estão localizados um arrozal e uma sala de cultivo de vegetais hidropônicos. 

Cada safra de arroz plantada na empresa gera 50 quilos do grão, enquanto cerca de 250 pés de alface são plantados por semana e vão parar no prato dos funcionários do local que, por sinal, ainda dividem espaço com tomates, mostarda e brotos de soja, entre outros vegetais.

O edifício da Pasona está mais perto de ser a regra do que a exceção no país, onde 50 fábricas agrícolas foram criadas em pouco mais de uma década, 34 delas utilizando apenas iluminação artificial e 16 destas aliando luz solar e artificial. 

Em comum entre todas está o controle das condições climáticas e a possibilidade de produzir alimentos durante todo o ano. 

O modelo que já é sucesso no Japão tem tudo para dar certo por aqui também. Já imaginou viver ou trabalhar em um edifício que planta sua própria comida? 

O futuro é promissor. 

E o melhor de tudo: sem veneno.


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Fotos 1-4: © GE; Fotos 5-7: Clarissa Neher; Foto 8: Marcelo Magnani – ÉPOCA-SP; Foto 9: Ecoeficientes; Fotos 10, 11: © Angelo Eliades; Fotos 12-14: Estadão; Fotos 15-17: Carlos Yamate.

Fonte: www.hypeness.com.br

Um plano para surfar na onda da crise


Por  Consultor

Uma receita para aproveitar as oportunidades que toda crise oferece

O cenário está complicado… Complicado como? 

Os fatos básicos podem ser comuns a todos – inflação, juros, dólar alto, retração do consumo, arroxo fiscal, entre outros pontos, que acabam pesando no fluxo de caixa e na gestão do negócio – mas, o que isto significa especificamente para você e para sua empresa? 

É ruim? É neutro? É bom? Não se engane: para algumas empresas, é muito bom.

Um dos maiores erros que um empreendedor pode cometer em um momento de crise é “andar com a manada”. 

Nas crises, sempre existem oportunidades, só que, quase por definição, elas não estão disponíveis para todos. 

Outro erro é arrogantemente achar que “nada mudou” e que a crise não tem impacto sobre o seu negócio. 

Provavelmente tem. E é importante entender quais são.

Para surfar na onda da crise, é preciso ter atenção, capacidade analítica e uma certa habilidade de ficar imune ao mau humor que toma conta do ambiente. 

Há uma certa fala turbulenta e assustadora que alimenta e é alimentada pela mídia (é a oportunidade dela na crise!), mas que, no fundo, faz bem pouco sentido estruturalmente.

A capacidade de planejar na crise é essencial. Sinceramente, também não é tão difícil. É claro que o plano não vai ser tão cheio de detalhes, as metas provavelmente terão que ser renegociadas ao longo do caminho. 

Eu diria que esta é mais hora de focar no essencial do que de entrar em aventuras. Mas dá para fazer! É só ter método.

Segundo os professores Nathan Bennett e G. James Lemoine, em um artigo brilhante da HBR chamado “What VUCA Really Means for You”, o plano demandará certas características específicas de acordo com a dinâmica dominante nos espaços competitivos em que você decidir jogar.

VUCA é o acrônimo de Volatility (Volatilidade), Uncertainty (Incerteza), Complexity (Complexidade) e Ambiguity (Ambiguidade). É uma forma simples e prática de entender com que tipo de cenário estamos lidando:

Se a dinâmica for de grande Complexidade (muitas partes e variáveis interconectadas de forma, na prática, imprevisível), o plano terá que incluir a construção de recursos para lidar com a complexidade, como contratação de especialistas e reestruturação de processos de coleta e processamento de informações.

Se a dinâmica for de grande Volatilidade (o desafio é inesperado ou instável, mas não necessariamente difícil de entender), o plano terá que gerenciar cuidadosamente risco e custo. 
Por exemplo, a estratégia de busca do estoque ideal em um operador logístico vai ter que balancear risco de ruptura e risco de endividamento excessivo. As premissas para tomada de decisão desta questão têm que fazer parte do plano.

Se a dinâmica for de grande Ambiguidade (as relações causais no ambiente são totalmente obscuras e muitas coisas nem sabemos que não sabemos), o plano terá que incluir testagem e prototipagem. Ou o risco de fracasso será exagerado.

Se a dinâmica for de grande Incerteza (sabemos como os eventos se comportam, mas nem sempre temos a informação necessária para tomada de decisão), o plano terá que definir formas de coletar, organizar e processar informação no tempo adequado para a tomada de decisão tática-operacional.

O cenário não é o mesmo para todos os setores e empresas. Cada um é afetado pela conjuntura de uma forma diferente e específica. Pare e pense. 

De que forma sua empresa está sendo afetada? 

O que você tem que fazer para colher as oportunidades que esta crise lhe oferece? Qual é o seu plano?

Leia mais:

Pagamento por serviços ambientais voltará a ser discutido no Congresso

Andamento do projeto foi suspenso devido ao período eleitoral

POR VINICIUS GALERA DE ARRUDA, COM SUSANA BERBERT E RENNAN A. JULIO

sustentabilidade_reflorestamento_peugeot_cotriguacu_mt (Foto: Roberto Konda/Editora Globo)




















O projeto de pagamento por serviços ambientais será retomado e deve ser votado pelo Senado no final do ano, de acordo com o secretário de agricultura e abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim. 

A proposta encontra-se hoje em fase de apreciação pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. Segundo o secretário a discussão foi suspensa devido ao período eleitoral do último ano.

Arnaldo Jardim foi relator do PL 792/2007, de autoria do deputado Anselmo de Jesus (PT-RO), e apresentou um substitutivo ao projeto. “Ele foi aprimorado, passou por uma série de comissões e discussões. 

Fizemos um intensivo debate junto à opinião pública, a todo o setor produtivo, conjunto de entidades ambientais e conseguimos produzir um consenso”, afirma Jardim.

O secretário destaca que há esforços para estabelecer um diálogo com o governo para que não haja problemas na aprovação. 

“O Ministério do Meio Ambiente está integrado na discussão e sobre o projeto que apresentamos. Montamos uma equipe na Casa Civil para auxiliar nesse processo. 

É importante que esse debate prossiga, avance no Legislativo, mas sintonizado no diálogo com o Executivo.”

Há um outro projeto que também trata de política nacional de pagamento por serviços ambientais, de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), o PL 312/2015. 

O deputado Evair de Melo (PV-ES), designado relator da proposta, defende que tanto o projeto de Anselmo de Jesus quanto o de Rubens Bueno sejam apreciaos de modo unificado. 

“Agora, iremos retomar a tramitação do PL 792/2007 observando as contribuições positivas que possam ser colhidas em proposições semelhantes em curso no Congresso, como o PL 312/2015. 

Nossa meta é aprovar a melhor legislação possível até a Conferência Mundial de Clima, em novembro, em Paris (França).”
A proposta

A proposta básica de ambos os textos, tanto da PL 792/2007 quanto da PL312/2015, segundo o deputado Evair de Melo, é construir um mecanismo econômico que contribua para a conservação e recuperação dos recursos naturais e que beneficie àqueles que excederem os limites de conservação legalmente estabelecidos.

O deputado explica que Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma transação de natureza contratual mediante a qual o pagador de serviços ambientais transfere recursos financeiros ou outra forma de remuneração a um provedor desses serviços, que pode ser pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário. 

Para haver a remuneração é preciso preencher os critérios de elegibilidade, manter, recuperar ou melhorar as condições ambientais de ecossistemas.

Para o parlamentar, o projeto é importantíssimo, mas é preciso ainda definir pontos fundamenais para sua execução. 

“Precisamos definir questões como as fontes de recursos para o fundo, que precisam ser perenes e substanciais, e para a gestão do fundo, que precisa ter um equilíbrio entre diferentes atores em sua composição.”

A necessidade de estabelecer as fontes de recursos para os pagamentos também é mencionada por Arnaldo Jardim. 

Como exemplo, cita a cobrança pelo uso da água e o Imposto de Renda ecológico, sobre o qual há um projeto em tramitação no Congresso. 

“A legislação ambiental brasileira é altamente complexa, mas ainda faltam instrumentos para estimular as boas práticas”, avalia.

O secretário afirma que vários Estados e municípios brasileiros já realizam pagamentos por serviços ambientais. Para ele é preciso assimilar as boas experiências. 

 “O pagamento já existe no país, como no Estado de São Paulo. Nós queremos agora uma legislação nacional que estabeleça regras e que tenha uma condicionante para que isso aconteça.” 

Ele ainda explica que o PL 792/2007 é abrangente e que não possui contradições com as práticas já existentes. “A legislação é capaz de viver com medidas municipais e estaduais de uma forma tranquila, a maneira como estabelecemos a proposta permite essa composição.”

“O Brasil precisa ter o seu arcabouço legal federal sobre o tema, estabelecendo as diretrizes básicas para novas legislações e trazendo segurança jurídica para as experiências em curso”, diz o deputado Evair de Melo.

Importância

Para o deputado Evair de Melo a compensação por serviços ambientais é uma agenda estratégica para um país como o Brasil. 

“Somos extremamente ricos em biodiversidade e com economia fortemente dependente do equilíbrio ecológico.” 

Em sua opinião, os serviços prestados pelos diferentes ecossistemas têm um grande valor econômico. 

“A inclusão desses serviços e valores em políticas públicas qualificadas pode ajudar as cidades e governos a economizar ou melhor aplicar recursos públicos. Ao mesmo tempo, pode melhorar a qualidade de vida, garantir meios de subsistência da população, gerar empregos e impulsionar a economia.”

O secretário Arnaldo Jardim afirma que a legislação ambiental brasileira deve pensar além das medidas punitivas e multatórias. 

“Precisamos definir regras que estabeleçam a premiação das boas praticas, que permitam a compensação por espaços atitudes que levem à preservação ambiental ou que prestem um serviço desse tipo a sociedade.”

Produção sustentável de café moderniza negócio centenário

Herdeiro de família com longa tradição no setor, empresário mineiro inovou ao adotar técnicas ecológicas e modernas ferramentas de gestão

O Empresário mineiro Marcelo Montanari nasceu em uma família com uma tradição centenária no cultivo de café. 

Com toda essa experiência acumulada, Marcelo poderia simplesmente ter seguido os passos do pai e do avô, mas ele decidiu inovar. 

Em 2008, juntou suas economias e adquiriu terras no município de Patrocínio, na região do Cerrado Mineiro, onde fundou a Fazenda São Paulo e começou a produzir utilizando práticas sustentáveis e modernas ferramentas de gestão. 

A empreitada deu tão certo que fez de Marcelo um dos ganhadores da edição 2015 do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, oferecido pelo Sebrae.

“Sou da quarta geração de produtores na minha família, e muita coisa mudou desde a época do meu bisavô. 

Antes você trabalhava apenas para produzir. Hoje o foco está no cliente e no que ele quer, e resolvi apostar em qualidade e sustentabilidade”, explica Marcelo.


Marcelo Montanari modernizou sua fazenda para entrar no nicho de 
cafés premium Foto: Divulgação

Baseado nessas convicções, ele passou a visitar e receber clientes, e percebeu a necessidade de adotar modelos modernos de gestão, investir em maquinário e em capacitações periódicas de seus funcionários. 

“Nossa produção sempre foi voltada para a exportação, mas a ideia era sair do café commodity e passar para os cafés premium. 

Depois de adotarmos estas medidas, conseguimos seis certificações, que são importantes para a entrada em certos mercados como o Japão, que é bastante rigoroso”, afirma o produtor.


O empresário opta por secar os grãos ao sol em vez de usar um 
forno a lenha Foto: Divulgação


Negócio verde 
Uma das principais apostas de Marcelo para se diferenciar da concorrência foi a adoção de práticas sustentáveis, como o manejo integrados de pragas e doenças. 

“Fazemos um levantamento das pragas que estão atacando as plantações para realizar um controle mais natural, apenas com armadilhas. 

Só em último caso usamos defensivos, e quando o fazemos usamos tipos menos agressivos para o ambiente”, diz.



Com isso, o café produzido no local ganhou novos mercados, 
como o Japão Foto: Divulgação

Outra medida adotada na fazenda é a reciclagem da água empregada no processamento do café. 

Depois de ser utilizado na lavagem dos grãos e em outros procedimentos, o recurso natural é encaminhado para tanques de decantação, e na sequência é usado como biofertilizante. 

Além disso, Marcelo usa a própria luz do sol para secar os grãos. 

“Mesmo quando o café vai para o secador, contamos com modelos modernos, que consomem três vezes menos lenha. 

E toda essa madeira vem de eucaliptos plantados na nossa propriedade”, afirma.

Para completar, a Fazenda São Paulo ainda realiza o monitoramento e manejo das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção que ficam no seu entorno. 

“Orientamos nossos funcionários a fazer um relatório de tudo o que viram de diferente ao longo do dia. 

Também plantamos árvores que alimentam certos animais, como tamanduá e seriema, além de construir abrigos e poleiros para eles”, encerra o empresário.

Como reciclar adequadamente seus dispositivos eletrônicos no Dia da Terra

Por Redação 



Hoje, dia 22 de abril, comemora-se globalmente o Dia da Terra e inúmeras pessoas reservam a data para se informar melhor sobre como contribuir com o meio ambiente. 

Uma das formas mais simples de colaborar com o bem-estar do Planeta é fazer a reciclagem adequada de seus dispositivos eletrônicos, que se transformam em resíduos poluentes prejudiciais ao solo, ao meio ambiente e até mesmo às pessoas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, a quantidade de lixo eletrônico no mundo chegará a 57.514 toneladas, das quais 4.968 toneladas (cerca de 8,6%) serão de responsabilidade dos países da América Latina e Caribe.

“Dispositivos que não são manuseados adequadamente ou não são reciclados podem gerar uma quantidade significativa de poluentes ao meio ambiente e potencialmente aos seres vivos. 

Os resíduos destes dispositivos, ao entrarem na terra, podem contaminar a água e gerar doenças crônicas ou envenenamento”, explica Roberto Martínez, Analista de Segurança da Kaspersky Lab, que fornece algumas dicas do que deve ser feito para descartar seus dispositivos eletrônicos sem prejudicar o meio ambiente.



A primeira opção, sempre, deve ser tentar doá-lo para que ele possa ter uma segunda vida. 

Também é possível vender seu aparelho eletrônico, dependendo do estado de conservação, e conseguir até um preço razoável. 

No Brasil há algumas empresas que compram smartphones e tablets usados, como a Ziggo, BrUsed, Uzlet e TrocaFone, cujo processo é bem simples, inclusive com frete grátis.

Caso seu aparelho não esteja em condições de ser vendido ou doado, outra opção é buscar centros de reciclagem locais que sejam especializados no descarte de dispositivos eletrônicos de forma segura para o meio ambiente.

Seja para vender, doar ou reciclar, antes de se desfazer de qualquer dispositivo, assegure-se de que apagou dele todos os seus dados pessoais.

Em celebração ao Dia da Terra, a Kaspersky Lab oferece os seguintes conselhos que ajudam a apagar dados pessoais de todos os seus dispositivos eletrônicos antes de reciclá-los:

Guarde os dados importantes: 

É importante fazer uma cópia de segurança de todos os arquivos que deseja guardar antes de formatar o dispositivo. Dispositivos modernos Android e iOS normalmente sincronizam automaticamente os dados na nuvem, portanto os contatos, as fotos e demais informações devem estar armazenados nas respectivas contas do Google e Apple

No entanto, é importante verificar se todas as suas informações estão guardadas antes de reciclar seu dispositivo móvel.

Apague todos os seus rastros: 

Eliminar os arquivos e as pastas pessoais do seu PC dos “Meus Documentos” não é suficiente e também é recomendado apagar os favoritos do navegador, as senhas, os cookies e a memória cache, além das contas de e-mail e de mensagens instantâneas presentes em aplicativos como Outlook e Skype.

Remova o cartão SIM ou SD: Antes de se desfazer de um dispositivo móvel, é fundamental retirar manualmente todos os cartões que contenham dados.

Faça o Saneamento do Hard Drive: Não basta colocar todos os documentos do seu PC na lixeira e apertar o botão “esvaziar a lixeira” para eliminá-los definitivamente. 

O mais adequado é utilizar uma ferramenta confiável própria para a eliminação permanente destas informações como, por exemplo, softwares “trituradores” de arquivos que não deixam nenhum vestígio sequer. 

Este processo é conhecido como “Saneamento” ou “Wipping”.


Formate o dispositivo com a configuração de fábrica: O manual de instruções com certeza contém informações de como realizar este passo. 

É preciso selecionar todas as opções para apagar informações (inclusive arquivos armazenados) e confirmar. Pode-se também utilizar um aplicativo de segurança que contém opções que ajudam a restaurar o dispositivo para a configuração de fábrica.

É de vital importância ficar atento a essas dicas na hora de se livrar de seus eletrônicos velhos. 

Além das baterias, que contém produtos tóxicos, os próprios aparelhos possuem componentes químicos extremamente prejudiciais que só agravam o problema da poluição global.

Saiba mais:

O Dia da Terra foi criado no dia 22 de Abril de 1970


O Dia da Terra foi criado no dia 22 de Abril de 1970

O Dia da Terra foi criado no dia 22 de Abril de 1970 

O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de1970. 

Tendo por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra. 

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. 

Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. 

Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. 

A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente. 

Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los. 

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. 

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis. 

No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta. tanto a nível global como regional e local. 

“A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. 

A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. 

Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser…” 

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. 

Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. 

Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. 

Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. 

Por esta razão é o Dia da Terra. 

Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

Via: www.meioambienterio.com