Os municípios com menos exclusão social do país!

Por Mariana Desidério,
De Exame.com


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São Paulo – A cidade de Pomerode, em Santa Catarina, é a mais igualitária de todo o território brasileiro. 

Isso quer dizer que ela concentra os melhores índices em quesitos como emprego, escolaridade e violência, de acordo com o Atlas da Exclusão Social no Brasil.

Segundo o levantamento, todas as 35 cidades com os menores índices de exclusão social ficam nos estados de Santa Catarina (com 13 municípios), Rio Grande do Sul (13 municípios) e São Paulo (9 municípios). 

O estudo foi organizado por Alexandre Guerra, Marcio Pochmann e Ronnie Aldrin Silva, e publicado pela Editora Cortez.

Para chegar a essa lista, os autores elaboraram um Índice de Exclusão Social (IES), com base em sete indicadores: 

pobreza, emprego, desigualdade, alfabetização, escolaridade, juventude e violência. 

Cada um desses itens recebeu um peso dentro do IES, conforme a tabela abaixo:


ÍndicePeso
Pobreza17%
Emprego17%
Desigualdade17%
Alfabetização5,7%
Escolaridade11,3%
Juventude17%
Violência15%


Todos os dados foram retirados dos Censos demográficos do IBGE de 2000 e 2010. 

A exceção são os dados de violência, que vieram do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde.

As informações encontradas nestas fontes foram transformadas em índices de 0 a 1, sendo que as piores condições de vida equivalem aos valores próximos de 0, e as melhores correspondem aos valores próximos de 1. 

O mesmo raciocínio vale para o Índice de Exclusão Social.

Navegue pelas fotos acima para conhecer cada uma das 35 cidades mais igualitárias do país. 

Além do IES, estão disponíveis os indicadores de cada município para todos os quesitos analisados no ranking.

Cinco passos pra ser feliz no trabalho segundo a ciência!

por Nômades Digitais
Muitas vezes ficamos descrentes ou desconfiados ao ver tanta informação circulando pela internet, onde cada um escreve o que bem entende e cria um desencontro de informações. 

O Nômades Digitais defende suas devidas causas, entre elas, a de que as pessoas devem correr atrás dos seus sonhos e realizar suas vontades o quanto antes. 

Para comprovar alguns de nossos princípios, nada melhor do que mostrar o que diz a ciência.

Pesquisas, estudos e livros apontam que, de fato, devemos encontrar uma profissão que se encaixe conosco, porque o trabalho também deve sim ser uma atividade de prazer e, consequentemente, orgulho. 

Sentir-se mal com seu próprio trabalho virou uma epidemia, sendo que, na Europa, 60% dos trabalhadores disseram que escolheriam outra carreira se tivessem a chance a começar de novo, enquanto no Estados Unidos o nível de satisfação no trabalho é de apenas 45%. 

Lembra do termo “siesta”, pausa durante o período de labuta inventada pelos espanhóis? Bom, apenas7% deles ainda fazem isso.

Segundo a Harvard Business Review, o primeiro arrependimento das pessoas em termos de carreira é “aceitar um trabalho pelo salário”, ou seja, a ilusão de decolar financeiramente acaba sendo o espelho daquela velha história de que “dinheiro não traz felicidade”; 
já o segundo da lista é “eu gostaria de ter desistido antes”, mostrando que grande parte da população espera tempo demais para tomar a decisão de simplesmente ser mais feliz com o que faz.
Para todas essas pessoas, e para muitas outras que sofrem em silêncio, chegou a hora de conhecer cinco passos para encontrar prazer profissionalmente:

1. Use seus talentos

Quem é que não quer trabalhar e ganhar dinheiro com o que faz de melhor? 
Encontrar sua maior vocação pode ser difícil, mas alguns exercícios podem te ajudar. 
Trabalhar com o que gostamos é responsável por boa parte das emoções boas que sentimos, aumentando também a produtividade, os sorrisos e os aprendizados.


2. Pare de procurar o trabalho perfeito

Fato: nada nessa vida é perfeito, então por que o seu trabalho seria? Temos momentos de felicidade extrema, mas isso não significa que tudo dará certo 100% do tempo, então não vale a pena se cobrar este tipo de coisa. 
De acordo com o livro Mindset: The New Psychology of Success, qualquer pessoa pode aprender o que você sabe, portanto, os talentos estão em constante evolução, abrindo novas portas ao longo da vida. 
Sendo assim, as chances de ser feliz em seu devido ramo de trabalho acabam aumentando. Em 95% dos casos, o talento natural para alguma atividade não controla o que podemos atingir diariamente.

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3. Corra atrás do que você ama

Embora possa ser difícil ganhar dinheiro ou sobreviver com aquilo que você ama fazer, é interessante saber que, de acordo com uma pesquisa, as práticas destas atividades chegam a somar 10 mil horas do seu dia e ainda trazem um nível elevado de conhecimento naquela tarefa específica, mesmo que seja um bordado. 
Isso agrega valor pessoal e pode tornar a pessoa mais produtiva e satisfeita com o que faz diariamente.

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4. Fazer a diferença faz a diferença

Encontrar um meio de ajudar o próximo pode ser uma das coisas mais gratificantes da vida. 
Segundo uma lista com os “trabalhos mais felizes”, bombeiros, professores, fisioterapeutas e psicólogos, profissionais que em suas devidas formas prestam serviços com viés social, tendem a ter maior satisfação pessoal. 
De acordo com os cientistas Howard Gardner, Mihaly Csikszentmihalyi e William Damon, trabalhar para o bem estar do próximo traz altas taxas de felicidade.


5. Todos queremos liberdade: seja autônomo

A verdade é que a grande maioria das pessoas que se queixam sobre seus trabalhos é pela falta de liberdade para fazer o próprio horário ou até mesmo para usar a roupa que bem se entende. 
Essas pequenas coisas fazem uma baita diferença na rotina e, para conseguir mudá-las e aproveitar ao máximo, o ideal é ser autônomo
Autonomia é uma das grandes chaves para o bom trabalho, que está também ligado à satisfação pessoal. 
O poder de decisão e a capacidade de controlar seu tempo e suas ações, segundo o livro How to Find Fulfilling Work, é ideal para que se encontre a felicidade profissional. 
Portanto, pode ser que esteja na hora de rever suas idéias e se reorganizar. 
Mãos à obra!

Fotos: 1, 2, 3 e 5 – reprodução; 4. buildOn

Custo para evitar racionamento será alto

Bruno Henrique


As manobras do governo federal para evitar um racionamento de energia elétrica neste ano poderão custar tão caro para a sociedade quanto um programa de redução de consumo. 

Nos últimos meses, com o forte desgaste político da administração da presidente Dilma Rousseff, o Ministério de Minas e Energia e aAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançaram mão de uma série de medidas para aumentar a oferta e diminuir a demanda de energia. 

Quase todas implicarão aumento da conta de luz.

Uma das mais relevantes é a portaria que autoriza a compra de energia de shoppings centers, supermercados e demais empresas que tenham geradores elétricos. 

Por causa do alto custo, as empresas deixam esse tipo de equipamento em stand by para eventuais quedas de energia do sistema (calcula-se que a capacidade instalada no País com esses geradores supere 7 mil MW). 

Agora elas poderão lucrar com o equipamento. Para cada megawatt hora (MWh) produzido com óleo diesel, será pago R$ 1.420,34; e, a gás natural, R$ 792,49.

A regulamentação da medida deve sair nas próximas semanas para início de geração a partir de maio. 

Mas, enquanto os donos de geradores tendem a lucrar com a medida, os demais consumidores vão arcar com os custos altos. 

Num cálculo conservador feito pela Comerc Comercializadora, supondo que a oferta de energia atinja 1 mil MW médios e que o gerador produza durante 60% do tempo, a despesa pode chegar a R$ 5 bilhões em oito meses. 

Há quem aposte que a oferta possa alcançar mais de 2 mil MW, o que significaria mais de R$ 10 bilhões.

“É uma solução paliativa, a toque de caixa”, afirma o diretor da consultoria Thymos Energia, Ricardo Savoia. 

Embora defenda a geração própria de energia, ele acredita que é preciso ter cuidado com a quantidade e qualidade do produto. 

No caso do diesel, a energia é cara e causa graves prejuízos ao meio ambiente se for usada de forma intensiva.

Além da contratação dos geradores, o governo também ampliou a possibilidade de importar energia da Argentina e do Uruguai. 

Na quarta-feira, o Ministério de Minas e Energia publicou no Diário Oficial da União a autorização para que a Petrobrás e aEletrobrás sejam responsáveis pela operação.

A importação, no entanto, ainda é uma dúvida já que no inverno o consumo de energia é alto na Argentina. 

Se sobrar alguma coisa para vender ao Brasil, o preço será alto, afirma o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos. 

Pelas regras estabelecidas pelo ministério, o custo de importação que superar o preço do mercado à vista (o chamado PLD) será coberto pelo Encargo de Serviço do Sistema (ESS), pago por todos os brasileiros.

As duas medidas (compra de energia térmica e importação) têm o objetivo de preservar a água dos reservatórios – até 1.º de abril, o nível das represas do Sudeste/Centro-Oeste estavam em 28,8%, abaixo dos 30% esperados pelo governo. 

Mas ao reduzir a energia hídrica, o governo tende a ampliar o rombo entre os geradores, que vão produzir menos do que a garantia física. 

Antes mesmo de se cogitar a possibilidade de contratar energia de shoppings e supermercados, a expectativa de prejuízo das geradoras superava R$ 20 bilhões com a queda de produção.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PNUMA e parceiros brasileiros lançam livro sobre compras sustentáveis para grandes eventos

“Compras Sustentáveis & grandes eventos” é o nome do livro que foi lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) na terça-feira, 31 de março, na sede da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.




Imagem: divulgação

“Compras Sustentáveis & grandes eventos” é o nome do livro que será lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta terça-feira, 31 de março, em São Paulo. 

A publicação, desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), traz uma avaliação do ciclo de vida como ferramenta para decisões de compras institucionais. 

O projeto contou com a parceria também do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A iniciativa surgiu em meio a um contexto especial para o Brasil como sede da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016; megaeventos que exigem escalas superlativas de compras públicas e privadas. 

Desse modo, inserir critérios de sustentabilidade nas contratações torna ainda mais viável movimentar o mercado de produtos e serviços mais sustentáveis.

A publicação utilizou a metodologia do Pensamento de Ciclo de Vida e a aplicação para itens de alta demanda em grandes eventos. 

Desafios socioambientais do planeta, legislação a respeito de compras sustentáveis e visão de ciclo de vida na busca do melhor preço são temas tratados no livro.

O evento será realizado na sede da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, a partir das 14h. Estarão presentes representantes do MMA, da FGV e a representante do PNUMA no Brasil, Denise Hamú. 

Após a apresentação do livro, foram realizadas palestras contextualizando o tema e, em seguida, será oferecido um coquetel aos presentes.



Hotel da Blue Tree é o primeiro do Brasil a conquistar selo internacional de sustentabilidade

O Comitê Executivo do Blue Tree Premium Verbo Divino entre Herbert Ortiz, presidente do conselho de investidores do empreendimento, e Eliana Ribeiro de Souza, diretora de Hospitalidade Corporativa da rede hoteleira (fotos: Peter Kutuchian)
O Blue Tree Premium Verbo Divino, localizado no bairro da Chácara Santo Antonio, em São Paulo, é o primeiro hotel brasileiro a conquistar a certificação internacional de sustentabilidade LEED EB-OM, concedida pelo Green Building Council Brasil. 
Para conseguir o reconhecimento, o empreendimento teve que passar por um processo de avaliação que durou 24 meses, além de diversos esforços na adoção de novos processos operacionais. 
Foram mais de 400 itens medidos e analisados, que permitiram superar o nível mínimo exigido para certificação e alcançar a categoria Existing Buildings: Operations & Maintenance com o selo Silver.
No último sábado (28), a Blue Tree organizou uma coletiva de imprensa para oficializar a certificação. Presentes no evento, Jorge Nishimura, diretor geral da rede, Herbert Ortiz, presidente do conselho de investidores do Blue Tree Premium Verbo Divino, Marcos Casado, diretor técnico da Sustentech, empresa que deu consultoria no processo de certificação, além de Eliana Ribeiro de Souza, diretora de Hospitalidade Corporativa, Silvana Lima, gerente de Vendas, e Mariana Paes, do Marketing, todas colaboradoras da rede presidida por Chieko Aoki, além de investidores, colaboradores e parceiros do hotel.
Em sua apresentação, Ortiz fez um breve resumo sobre os processos que levaram o empreendimento à certificação. 
“Começamos a pensar em trabalhar com a sustentabilidade há seis anos, quando substituímos toda a iluminação externa, diminuindo o consumo em 90%, de 22.500 para 2.100 watts. 
Depois fomos ampliando as ações, como a retirada do sistema de irrigação automático por um do tipo manual, até chegarmos a este momento. 
Quero aproveitar também e agradecer a todos os colaboradores, investidores e empresas que prestam serviços para nós, pois não foi uma tarefa fácil poder alterar padrões e adaptar-se às novas normas”, comentou.
E não foram apenas as ações citadas acima que foram necessárias para a conquista da certificação. 
Toda a iluminação contínua foi adaptada com sensores de presença, troca de lâmpadas comuns por de led e aplicação de filme nas janelas do lobby para redução da entrada de raios ultra violetas. 
A porta de entrada, que era acionada por sensores, foi retirada e em seu lugar foi instalada uma porta giratória, evitando assim o consumo excessivo do ar condicionado - este teve seu motor de acionamento substituído, gerando a economia d’água. 
Além disso, todos os metais sanitários foram trocados e redutores de vazão instalados em todos os chuveiros e torneiras.
Outras implementações incluíram um sistema de aquecimento solar para 10 mil litros d’água, a adequação do conforto ambiental das salas que ficam no subsolo, colocação de retentores de partículas nas entradas social e de serviço, a coleta seletiva do lixo e até a utilização de tintas à base d’água para pinturas internas.
Dentre todas as mudanças que foram necessárias durante o processo de avaliação, o hotel recebeu o certificado do selo norte-americano Energy Star, que atesta as edificações com foco nas políticas de eficiência energética.
Maria Luíza Rozatti, Claudia Leme e Marcos Casado, todos da Sustentech,
com 
Herbert Ortiz e Eliana Ribeiro
“O maior desafio foi a adequação da operação hoteleira dentro das normas e procedimentos da certificação. São muitas normas para se adequar e é preciso atingir pontuação mínima de eficiência em todos os processos. 
Alguns são mais difíceis no Brasil, como a certificação de procedência de materiais. E é bem mais difícil adequar um prédio já existente, como este que já tem 14 anos, porque hoje essas questões já entram no projeto de arquitetura”, conta Marcos Casado.
“Esta conquista é consequência de um processo de gestão e vem coroar as diretrizes do conselho de investidores e da administração do Blue Tree, que tem o foco de sempre valorizar e maximizar o potencial do empreendimento”, comentou Chieko Aoki, que não pode estar presente no evento devido a um compromisso pessoal, via comunicado à imprensa.
No País, há outros 12 hotéis em processo de certificação, como o Sheraton Reserva do Paiva, em Pernambuco, o Hilton e o Grand Hyatt, ambos no Rio de Janeiro. Já em todo o planeta, 448 empreendimentos estão passando por este processo, e 117 hotéis já são reconhecidos nesta área de sustentabilidade.

O “Airbnb” dos cachorros ajuda a encontrar dog lovers que cuidem do seu amigo enquanto você viaja

Ter um cãozinho companheiro é uma verdadeira terapia, mas todos os donos de cachorros sabem o quão complicado é cuidar deles quando se está viajando. 

Pedir uma ajuda para o vizinho, parente ou levar o animalzinho até um hotel são as opções mais frequentes, mas nem sempre são as melhores. 

Sozinhos em casa ou em canis, eles podem se sentir abandonados e nem sempre recebem todo o carinho e cuidados necessários.

Pensando nisso foi criado o DogHero, uma espécie de AirBnB para cachorros, que ajuda você a encontrar uma pessoa para cuidar do seu cãozinho enquanto você viaja. Basta entrar no site, procurar um dos cuidadores que melhor se encaixa no perfil do seu dog e combinar a data. 

Não só a taxa cobrada é bem mais barata do que o valor de um hotel para animais, como também você tem a segurança de ver o seu companheiro todos os dias via WhastApp ou outras redes sociais e saber que ele está sendo cuidado por alguém que, assim como você, é apaixonado por animais.

Além de trazer dados sobre a residência da pessoa e a presença de outros animais, o perfil dos cuidadores oferece informações como a habilidade para dar medicamentos e prestar primeiros socorros, caso seja necessário. 

Além disso, o DogHero estimula os cuidadores a fazerem cursos sobre trato com os animais e garante que o seu amigo de quatro patas estará em um lar carinhoso e divertido enquanto você estiver fora.

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Todas as fotos © DogHero

UMA VIDA PARA UM DIPLOMA! Aos 82 anos! Ana agora é tecnóloga em Gestão Ambiental e vai comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente ministrando palestra sobre a água.


Ana Fernandes Pereira foi a formanda mais festejada na colação de grau do polo de Barra de São Francisco (ES), no último sábado 21 de março. 

Ela teve que fazer discurso, afirma que foi mais aplaudida do que “o Flamengo em dia de jogo” e que tinha gente fazendo fila pra tirar fotografia com ela. 

Quem conhece a nova tecnóloga em Gestão Ambiental formada pela Unopar EAD sabe que ela merece tudo isso. A luta para conquistar um diploma de curso superior levou 82 anos - uma vida inteira. 

A tecnologia trouxe o conhecimento, a alegria e centenas de amigos para a vida dessa mulher batalhadora que venceu um desafio após o outro para não desistir de um sonho.


O amor pelo estudo começou cedo, junto com as dificuldades. Ana era a caçula de uma família de oito filhos e parou de estudar no quarto ano primário. 

“Meu pai valorizava o trabalho, não o estudo. Naquela época, mulher só precisava saber ler e escrever”, lembra. 

Ela só conseguiu voltar para os cadernos depois de casada. As aulas e provas eram intercaladas com filhos e muito trabalho. 

Foram 11 gravidezes e nove crianças para criar. Para ficar perto dos livros, dona Ana montou até uma cantina na única escola de Mantena (MG), onde mora até hoje. “Emprestei panelas e cozinhei anos para os alunos e professores”, conta.

O tempo passava e Ana não desistia; estudou por correspondência. “Eles mandavam as apostilas pelo correio. Eu fui chamando minhas amigas e, quando vimos, era uma turma de doze mulheres. 

A gente se uniu e contratou um professor para nos ensinar”, diz ela. Aluna dedicada, ela driblava a casa, os filhos, o marido e o trabalho para ir de bicicleta até o local onde os alunos se reuniam. 

Foi assim que Ana concluiu o antigo ginásio, hoje Ensino Médio. “Vinte e duas pessoas fizeram a prova e só quatro passaram direto. Eu fui uma delas”, conta, orgulhosa.

Ana queria mais. Grávida de novo, resolveu cursar o Magistério, que só existia numa cidade vizinha, para onde ela ia de ônibus todos os dias. “Minha maior alegria foi dar aula para as crianças. 

Fui professora durante 12 anos e só me aposentei por idade porque precisava cuidar do meu pai, que estava doente. 

Eu tinha demorado tanto pra realizar aquele sonho que não queria parar de trabalhar de jeito nenhum”, diz ela.

Junto à aposentadoria veio uma depressão. Dona Ana não estava acostumada a ficar “sem fazer nada”. 

Foi então que ficou sabendo, por meio de uma amiga, que poderia voltar a estudar. “Me falaram da Unopar e eu fui correndo lá. Foi uma alegria voltar para os livros e cadernos”, lembra. 

Foram dois anos e meio no curso de Serviço Social, até que a dona Ana ficou sabendo que no polo de São Francisco tinha o curso de Gestão Ambiental. 

Dias depois ela arrumou carona para a cidade vizinha e começou tudo de novo.

“Eu me apaixonei pelo curso. Tinha que ser assim, sabe? Eu adoro natureza, minha casa parece uma floresta, tem pé de tudo: jatobá, sucupira, goiabeira, mangueira. Só não tenho pé de dinheiro”, brinca. 

Com a mesma determinação e curiosidade que são a sua marca, Ana se atirou à tecnologia. 

“Eu não domino a internet ainda. Mas isso não me atrapalhou. Quando eu tinha alguma dificuldade, o pessoal do polo e os colegas vinham aqui em casa me ajudar. 

Eles me mostraram como fazer pesquisas e trabalhos no computador. 

Eles foram uns anjos e eu os agradeci muito na formatura”, garante. Sempre rindo, ela destaca que a “tal da internet” encheu-a de novos amigos. 

“Tenho mais de 600 mensagens de e-mails para responder, você não acredita na quantidade de amigos que eu tenho”.

Ana não para. Cuida da casa onde mora sozinha, “com Deus e as plantas”. 

Anda de bicicleta e ainda dirige pela pequena cidade mineira, onde todos a conhecem. 

Convidada para fazer uma palestra sobre a água, a nova tecnóloga do Meio Ambiente conta que está há dias fazendo pesquisas e juntando material sobre o assunto. 

Ela diz que está feliz, mas ainda não realizada: 

“Semana que vem vou lá no polo fazer minha inscrição para uma pós-graduação. E depois da pós eu ainda vou ver o que fazer”. 

Autor: Assessoria