PNUMA e parceiros brasileiros lançam livro sobre compras sustentáveis para grandes eventos

“Compras Sustentáveis & grandes eventos” é o nome do livro que foi lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) na terça-feira, 31 de março, na sede da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.




Imagem: divulgação

“Compras Sustentáveis & grandes eventos” é o nome do livro que será lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta terça-feira, 31 de março, em São Paulo. 

A publicação, desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), traz uma avaliação do ciclo de vida como ferramenta para decisões de compras institucionais. 

O projeto contou com a parceria também do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A iniciativa surgiu em meio a um contexto especial para o Brasil como sede da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016; megaeventos que exigem escalas superlativas de compras públicas e privadas. 

Desse modo, inserir critérios de sustentabilidade nas contratações torna ainda mais viável movimentar o mercado de produtos e serviços mais sustentáveis.

A publicação utilizou a metodologia do Pensamento de Ciclo de Vida e a aplicação para itens de alta demanda em grandes eventos. 

Desafios socioambientais do planeta, legislação a respeito de compras sustentáveis e visão de ciclo de vida na busca do melhor preço são temas tratados no livro.

O evento será realizado na sede da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, a partir das 14h. Estarão presentes representantes do MMA, da FGV e a representante do PNUMA no Brasil, Denise Hamú. 

Após a apresentação do livro, foram realizadas palestras contextualizando o tema e, em seguida, será oferecido um coquetel aos presentes.



Hotel da Blue Tree é o primeiro do Brasil a conquistar selo internacional de sustentabilidade

O Comitê Executivo do Blue Tree Premium Verbo Divino entre Herbert Ortiz, presidente do conselho de investidores do empreendimento, e Eliana Ribeiro de Souza, diretora de Hospitalidade Corporativa da rede hoteleira (fotos: Peter Kutuchian)
O Blue Tree Premium Verbo Divino, localizado no bairro da Chácara Santo Antonio, em São Paulo, é o primeiro hotel brasileiro a conquistar a certificação internacional de sustentabilidade LEED EB-OM, concedida pelo Green Building Council Brasil. 
Para conseguir o reconhecimento, o empreendimento teve que passar por um processo de avaliação que durou 24 meses, além de diversos esforços na adoção de novos processos operacionais. 
Foram mais de 400 itens medidos e analisados, que permitiram superar o nível mínimo exigido para certificação e alcançar a categoria Existing Buildings: Operations & Maintenance com o selo Silver.
No último sábado (28), a Blue Tree organizou uma coletiva de imprensa para oficializar a certificação. Presentes no evento, Jorge Nishimura, diretor geral da rede, Herbert Ortiz, presidente do conselho de investidores do Blue Tree Premium Verbo Divino, Marcos Casado, diretor técnico da Sustentech, empresa que deu consultoria no processo de certificação, além de Eliana Ribeiro de Souza, diretora de Hospitalidade Corporativa, Silvana Lima, gerente de Vendas, e Mariana Paes, do Marketing, todas colaboradoras da rede presidida por Chieko Aoki, além de investidores, colaboradores e parceiros do hotel.
Em sua apresentação, Ortiz fez um breve resumo sobre os processos que levaram o empreendimento à certificação. 
“Começamos a pensar em trabalhar com a sustentabilidade há seis anos, quando substituímos toda a iluminação externa, diminuindo o consumo em 90%, de 22.500 para 2.100 watts. 
Depois fomos ampliando as ações, como a retirada do sistema de irrigação automático por um do tipo manual, até chegarmos a este momento. 
Quero aproveitar também e agradecer a todos os colaboradores, investidores e empresas que prestam serviços para nós, pois não foi uma tarefa fácil poder alterar padrões e adaptar-se às novas normas”, comentou.
E não foram apenas as ações citadas acima que foram necessárias para a conquista da certificação. 
Toda a iluminação contínua foi adaptada com sensores de presença, troca de lâmpadas comuns por de led e aplicação de filme nas janelas do lobby para redução da entrada de raios ultra violetas. 
A porta de entrada, que era acionada por sensores, foi retirada e em seu lugar foi instalada uma porta giratória, evitando assim o consumo excessivo do ar condicionado - este teve seu motor de acionamento substituído, gerando a economia d’água. 
Além disso, todos os metais sanitários foram trocados e redutores de vazão instalados em todos os chuveiros e torneiras.
Outras implementações incluíram um sistema de aquecimento solar para 10 mil litros d’água, a adequação do conforto ambiental das salas que ficam no subsolo, colocação de retentores de partículas nas entradas social e de serviço, a coleta seletiva do lixo e até a utilização de tintas à base d’água para pinturas internas.
Dentre todas as mudanças que foram necessárias durante o processo de avaliação, o hotel recebeu o certificado do selo norte-americano Energy Star, que atesta as edificações com foco nas políticas de eficiência energética.
Maria Luíza Rozatti, Claudia Leme e Marcos Casado, todos da Sustentech,
com 
Herbert Ortiz e Eliana Ribeiro
“O maior desafio foi a adequação da operação hoteleira dentro das normas e procedimentos da certificação. São muitas normas para se adequar e é preciso atingir pontuação mínima de eficiência em todos os processos. 
Alguns são mais difíceis no Brasil, como a certificação de procedência de materiais. E é bem mais difícil adequar um prédio já existente, como este que já tem 14 anos, porque hoje essas questões já entram no projeto de arquitetura”, conta Marcos Casado.
“Esta conquista é consequência de um processo de gestão e vem coroar as diretrizes do conselho de investidores e da administração do Blue Tree, que tem o foco de sempre valorizar e maximizar o potencial do empreendimento”, comentou Chieko Aoki, que não pode estar presente no evento devido a um compromisso pessoal, via comunicado à imprensa.
No País, há outros 12 hotéis em processo de certificação, como o Sheraton Reserva do Paiva, em Pernambuco, o Hilton e o Grand Hyatt, ambos no Rio de Janeiro. Já em todo o planeta, 448 empreendimentos estão passando por este processo, e 117 hotéis já são reconhecidos nesta área de sustentabilidade.

O “Airbnb” dos cachorros ajuda a encontrar dog lovers que cuidem do seu amigo enquanto você viaja

Ter um cãozinho companheiro é uma verdadeira terapia, mas todos os donos de cachorros sabem o quão complicado é cuidar deles quando se está viajando. 

Pedir uma ajuda para o vizinho, parente ou levar o animalzinho até um hotel são as opções mais frequentes, mas nem sempre são as melhores. 

Sozinhos em casa ou em canis, eles podem se sentir abandonados e nem sempre recebem todo o carinho e cuidados necessários.

Pensando nisso foi criado o DogHero, uma espécie de AirBnB para cachorros, que ajuda você a encontrar uma pessoa para cuidar do seu cãozinho enquanto você viaja. Basta entrar no site, procurar um dos cuidadores que melhor se encaixa no perfil do seu dog e combinar a data. 

Não só a taxa cobrada é bem mais barata do que o valor de um hotel para animais, como também você tem a segurança de ver o seu companheiro todos os dias via WhastApp ou outras redes sociais e saber que ele está sendo cuidado por alguém que, assim como você, é apaixonado por animais.

Além de trazer dados sobre a residência da pessoa e a presença de outros animais, o perfil dos cuidadores oferece informações como a habilidade para dar medicamentos e prestar primeiros socorros, caso seja necessário. 

Além disso, o DogHero estimula os cuidadores a fazerem cursos sobre trato com os animais e garante que o seu amigo de quatro patas estará em um lar carinhoso e divertido enquanto você estiver fora.

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Todas as fotos © DogHero

UMA VIDA PARA UM DIPLOMA! Aos 82 anos! Ana agora é tecnóloga em Gestão Ambiental e vai comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente ministrando palestra sobre a água.


Ana Fernandes Pereira foi a formanda mais festejada na colação de grau do polo de Barra de São Francisco (ES), no último sábado 21 de março. 

Ela teve que fazer discurso, afirma que foi mais aplaudida do que “o Flamengo em dia de jogo” e que tinha gente fazendo fila pra tirar fotografia com ela. 

Quem conhece a nova tecnóloga em Gestão Ambiental formada pela Unopar EAD sabe que ela merece tudo isso. A luta para conquistar um diploma de curso superior levou 82 anos - uma vida inteira. 

A tecnologia trouxe o conhecimento, a alegria e centenas de amigos para a vida dessa mulher batalhadora que venceu um desafio após o outro para não desistir de um sonho.


O amor pelo estudo começou cedo, junto com as dificuldades. Ana era a caçula de uma família de oito filhos e parou de estudar no quarto ano primário. 

“Meu pai valorizava o trabalho, não o estudo. Naquela época, mulher só precisava saber ler e escrever”, lembra. 

Ela só conseguiu voltar para os cadernos depois de casada. As aulas e provas eram intercaladas com filhos e muito trabalho. 

Foram 11 gravidezes e nove crianças para criar. Para ficar perto dos livros, dona Ana montou até uma cantina na única escola de Mantena (MG), onde mora até hoje. “Emprestei panelas e cozinhei anos para os alunos e professores”, conta.

O tempo passava e Ana não desistia; estudou por correspondência. “Eles mandavam as apostilas pelo correio. Eu fui chamando minhas amigas e, quando vimos, era uma turma de doze mulheres. 

A gente se uniu e contratou um professor para nos ensinar”, diz ela. Aluna dedicada, ela driblava a casa, os filhos, o marido e o trabalho para ir de bicicleta até o local onde os alunos se reuniam. 

Foi assim que Ana concluiu o antigo ginásio, hoje Ensino Médio. “Vinte e duas pessoas fizeram a prova e só quatro passaram direto. Eu fui uma delas”, conta, orgulhosa.

Ana queria mais. Grávida de novo, resolveu cursar o Magistério, que só existia numa cidade vizinha, para onde ela ia de ônibus todos os dias. “Minha maior alegria foi dar aula para as crianças. 

Fui professora durante 12 anos e só me aposentei por idade porque precisava cuidar do meu pai, que estava doente. 

Eu tinha demorado tanto pra realizar aquele sonho que não queria parar de trabalhar de jeito nenhum”, diz ela.

Junto à aposentadoria veio uma depressão. Dona Ana não estava acostumada a ficar “sem fazer nada”. 

Foi então que ficou sabendo, por meio de uma amiga, que poderia voltar a estudar. “Me falaram da Unopar e eu fui correndo lá. Foi uma alegria voltar para os livros e cadernos”, lembra. 

Foram dois anos e meio no curso de Serviço Social, até que a dona Ana ficou sabendo que no polo de São Francisco tinha o curso de Gestão Ambiental. 

Dias depois ela arrumou carona para a cidade vizinha e começou tudo de novo.

“Eu me apaixonei pelo curso. Tinha que ser assim, sabe? Eu adoro natureza, minha casa parece uma floresta, tem pé de tudo: jatobá, sucupira, goiabeira, mangueira. Só não tenho pé de dinheiro”, brinca. 

Com a mesma determinação e curiosidade que são a sua marca, Ana se atirou à tecnologia. 

“Eu não domino a internet ainda. Mas isso não me atrapalhou. Quando eu tinha alguma dificuldade, o pessoal do polo e os colegas vinham aqui em casa me ajudar. 

Eles me mostraram como fazer pesquisas e trabalhos no computador. 

Eles foram uns anjos e eu os agradeci muito na formatura”, garante. Sempre rindo, ela destaca que a “tal da internet” encheu-a de novos amigos. 

“Tenho mais de 600 mensagens de e-mails para responder, você não acredita na quantidade de amigos que eu tenho”.

Ana não para. Cuida da casa onde mora sozinha, “com Deus e as plantas”. 

Anda de bicicleta e ainda dirige pela pequena cidade mineira, onde todos a conhecem. 

Convidada para fazer uma palestra sobre a água, a nova tecnóloga do Meio Ambiente conta que está há dias fazendo pesquisas e juntando material sobre o assunto. 

Ela diz que está feliz, mas ainda não realizada: 

“Semana que vem vou lá no polo fazer minha inscrição para uma pós-graduação. E depois da pós eu ainda vou ver o que fazer”. 

Autor: Assessoria 


Cadastro Ambiental Rural

Se quisermos preservar o planeta de verdade, precisamos transformar palavras em ações. Ordem é preservar


Os agricultores de todo o país precisam estar alertas para o prazo do dia 5 de maio para cadastrarem suas propriedades ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é o instrumento de regularização fundiária previsto no Código Florestal. 

É essencial que proprietários e posseiros de imóveis rurais façam a adesão ao CAR, pois isso permitirá a verificação do passivo ambiental do produtor, ou seja, a inadequação da propriedade à legislação ambiental. 

Uma vez inscrito, o produtor terá acesso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que o ajudará a quitar esse passivo. 

Para que esse programa tenha sucesso e eficácia, é muito importante o envolvimento das prefeituras nesse processo de cadastramento. Por isso, o Ministério da Agricultura já instituiu um prêmio para que os municípios ajudem seus produtores a se inscreverem no CAR. 

Atualmente o Brasil possui 5,2 milhões de imóveis rurais passíveis de cadastro, de acordo com o Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses imóveis ocupam 60% da área total do país. 

O CAR, além dos seus fins estatísticos, irá ajudar esses proprietários no planejamento ambiental e produtivo de suas terras. 

Esse é um Brasil criando condições para o desenvolvimento agrícola responsável, pautado pela preservação ambiental. 

O Congresso Nacional também precisa trabalhar em prol desse cadastramento, que é de suma importância para o nosso desenvolvimento sustentável! E eu estou particularmente empenhado para que o CAR dê certo! 

Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, até o dia 23 de março, foram cadastrados 700.457 imóveis, abrangendo uma área de cerca de 145 milhões de hectares. Os números são expressivos, mas ainda falta muito. 

O Censo Agropecuário IBGE 2006 estima uma área de 372 milhões de hectares passível de cadastro no Brasil. 

O Estado de Mato Grosso é um dos mais adiantados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). 

De uma área de mais de 48 milhões de hectares passíveis de cadastro, já estão no Sicar aproximadamente 44 milhões de hectares, com cerca de 53 mil imóveis cadastrados. 

O total de imóveis passíveis de cadastro no Estado, segundo o Censo do IBGE 2006, é estimado em 112.987. 

Se quisermos preservar o planeta de verdade, precisamos transformar palavras em ações. O CAR, no momento, talvez seja a principal ação para essa preservação. 

Com ele, além do mapeamento da situação ambiental das propriedades rurais em todo o país, os produtores terão que atender aos novos parâmetros de preservação do meio ambiente, inclusive obrigando os proprietários a recuperar áreas degradadas em suas propriedades. 

O Código Florestal trouxe, e está trazendo, os produtores para a legalidade e para o desenvolvimento sustentável. 

Precisamos continuar trabalhando para combater a ilegalidade e o desmatamento cometido por aqueles que ficam à margem da lei! 

Faço um apelo aos proprietários rurais de todo Brasil para que cadastrem suas propriedades no CAR até o dia 5 de maio e, dessa forma, fiquem dentro da legalidade! 

BLAIRO MAGGI é senador pelo Partido de República (PR) de Mato Grosso.

Setur discute projetos sustentáveis com BID



Reunião do Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) elogiou a qualidade e a eficiência de projetos de incentivo ao Turismo em execução no Estado do Rio de Janeiro. 

Mantidas com recursos do Banco, através do Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur, e implantadas pelo Governo do Estado, as ações entorno do Turismo Sustentável podem ser classificadas como exemplos para o Brasil, segundo a chefe de representação do BID no Brasil, Annette Killmer.

"O Rio está colocando em prática projetos bastante interessantes e oportunos. 

Vejo o Estado do Rio de Janeiro como uma vitrine de boas ações de incentivo ao turismo sustentável, como por exemplo as estradas Paraty/Cunha e Capelinha/Mauá, além da gestão turística dos parques estaduais", afirma Annette, que passou o dia em reuniões com o secretário estadual de Turismo, Nilo Sergio Felix.

Para o secretário Nilo Sergio, as ações de marketing para a promoção turística do Estado com vistas às Olimpíadas - que também fazem parte dos projetos contemplados pelo Prodetur - são os próximos itens a serem contemplados.

"A atenção do BID para com o Rio de Janeiro é vital para a implementação de projetos de suma importância para a profissionalização do setor e de seus equipamentos. 

Todas as ações são acompanhadas por representantes do Banco, que tem aprovado e recomendado os projetos executados pelo Estado. 

O Estado e o BID entendem que seja necessário, neste momento, investir em material de promoção e marketing para atrair mais turistas brasileiros e estrangeiros para a capital, e principalmente para as cidades do interior", explica Nilo Sergio Felix.

Durante a visita à Secretaria de Turismo, Annette acompanhou o andamento de diversos outros projetos ligados à ampliação do potencial turístico do Estado do Rio. 

Dentre os programas em desenvolvimento pela Setur-RJ, se destacam:

Planejamento e Implantação de Roteiros Temáticos para estímulo a pequenos negócios; 
Proposição de Modelo de Centros de Atendimento aos Turistas; 
Fortalecimento na Gestão Empresarial da Economia do Turismo (Capacitação profissional e empresarial); 
Atualização do Plano Diretor Estadual de Turismo.

Seminário Nacional do Prodetur será no Rio de Janeiro - No final de abril acontecerá na capital o III Seminário Nacional do Prodetur, que reunirá representantes de diversos estados, contemplados com verbas do BID. 

O encontro será administrado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e fará um apanhado sobre o status de todos os programas em desenvolvimento no país, financiados pela instituição.

Thalita Cardoso

Plataforma de negociação da Bolsa de Valores Ambientais tem nova versão

Fonte/Autoria.: BVRio


A Bolsa de Valores Ambientais BVRio lançou esta semana uma nova versão de sua plataforma eletrônica de negociação de ativos ambientais BVTrade (www.bvtrade.org). 

A plataforma possibilita que mecanismos de mercado florestais e de logística reversa sejam comercializados para o cumprimento de leis ambientais, como o Código Florestal e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Criada em 2012, a BVTrade opera o mercado Florestal através da comercialização das CRAs – Cotas de Reserva Ambiental, e de Créditos de de Unidades de Conservação. 

A plataforma conecta proprietários e produtores rurais de todo o Brasil que precisam regularizar sua reserva legal. Segundo o código florestal todo propriedade rural precisa manter um mínimo de vegetação nativa, e aqueles que tem excedente de “floresta” podem vende-la aos proprietários que não tem reserva legal suficiente. 

Além destes mecanismos, a BVTrade também oferece o serviço do CAR – Cadastro Ambiental Rural, um registro eletrônico federal, obrigatório para todos os imóveis rurais, com o prazo de realização até 06/05/2015.

Segundo Maurício Moura Costa, presidente da BVTrade, a procura pela regularização florestal vem aumentando a cada dia. 

“Começamos esta nova fase com quase 3 milhões de hectares de reserva legal cadastrados, prontos para a negociação, representando aproximadamente 3 mil produtores e proprietários rurais de todo o Brasil. 

O total de estoque ou redução de carbono derivado dos mecanismos de mercado disponíveis na plataforma chegou a mais de 300 milhões de toneladas de CO2 equivalente”, comenta Costa.

A BVTrade também opera o mercado de materiais recicláveis, comercializando os Créditos de Logística Reversa (CLRs) de Embalagens e de Pneus, que representa a atividade de coleta e triagem realizada pelas Cooperativas de Catadores. 

O crédito é um instrumento de inclusão produtiva e geração de renda para os catadores (adicional à venda dos materiais), que contribui para a formalização, desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas. 

Atualmente a BVTrade beneficia aproximadamente 7.600 mil catadores, representados por mais de 150 cooperativas de materiais recicláveis de 21 estados, cadastradas na plataforma.

Segundo Costa, “a plataforma gera liquidez e promove o uso de mecanismos de mercado que, por sua vez, facilitam o cumprimento de legislações ambientais e a adoção de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente”. 

Para conhecer a BVTrade, acesse: www.bvtrade.org – a participação é gratuita.