Sustentabilidade como pilar do Plano Nacional do Turismo

Ministro Gastão Vieira reforça a importância do meio ambiente como atrativo turístico brasileiro e ressalta a parceria entre os ministérios do Turismo e do Meio Ambiente




Brasília (DF) – O meio ambiente no turismo esteve em pauta na reunião de balanço da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Palácio do Itamaraty, nesta terça-feira (18). 

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, destacou a natureza como um dos principais atrativos do Brasil e garantiu que o Plano Nacional do Turismo, em finalização, terá a sustentabilidade como um pilar.

"Turismo e Meio Ambiente andam juntos. As duas pastas têm ações conjuntas como o Passaporte Verde, que estimula o consumo consciente de nossos visitantes, mas queremos aprofundar os nossos esforços para ampliar os ganhos para o Brasil e o mundo", explicou Vieira. 

Cerca de 10% do território nacional é formado por parques naturais. Um levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial aponta o meio ambiente como o principal diferencial de competitividade do Brasil.

A ideia do trabalho conjunto entre os ministérios do Turismo e do Meio Ambiente é estimular a criação de planos de manejos para as áreas de preservação ambiental e, posteriormente, o uso de maneira responsável por parte dos cidadãos. 

O Parque Nacional do Iguaçu foi citado como exemplo. Foz do Iguaçu figura como o terceiro destino brasileiro mais visitado pelos turistas estrangeiros em 2011, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Além do Passaporte Verde, MTur e MMA desenvolvem os projetos Turismo no Entorno e Turismo nos Parques.

Dia (19), Gastão Vieira e Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, tiveram agenda comum para discutir iniciativas das pastas para os próximos meses.

ASCOM

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Saiba quais são as 07 empresas-modelo no combate ao aquecimento globlal




Os impactos ao meio ambiente causados pelas atividades das grandes companhias costumam ser comuns em todo o mundo. Contudo, algumas delas possuem políticas próprias que buscam mitigar esses efeitos, o que inclui a redução das emissões dos gases de efeito estufa (GEE), vilões do aquecimento global.

A cada ano, a campanha Climate Counts avalia as empresas globais por suas ações voluntárias para reduzir as emissões de GEE. São levados em conta, ao todo, 22 critérios numa escala de 0 a 100 pontos que compreendem o uso de energia limpa, o comprometimento com metas de descarbonização do processo produtivo e a publicação de relatórios de sustentabilidade. 

Veja a seguir quais são as empresas líderes em sete grandes setores, segundo o novo ranking.

Unilever - líder em produtos alimentícios
Pontuação: 91


unilever-t.jpgImagem: Divulgação


O estabelecimento de metas claras para reduzir o uso de energia da empresa, somado a medição anual do impacto da companhia no aquecimento global, rendeu a pontuação elevada à Unilever. A transparência da empresa acerca das informações prestadas também teve papel de destaque.
Nike - líder em acessórios e vestuário esportivo
Pontuação: 89


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Foto: Divulgação

A consciência sobre as mudanças climáticas na Nike começa dentro da própria multinacional, que trabalha o tema entre os funcionários. A empresa também tem metas para reduzir sua pegada ecológica e torna público todos os seus esfoços no combate às emissões de gases efeito estufa.

UPS - líder em remessa expressa
Pontuação: 89


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Foto: Getty Images

Líder do setor na mitigação de impactos do seu processo, a UPS faz o registro das emissões de gases efeito estufa desde 2002 - esse segmento de atuação tem um impacto considerável no clima, especialmente na temporada de festas, como o mês de dezembro. Por meio de sistemas mais eficientes em energia, a empresa vem atingindo suas metas.
L'Oreal - líder em cosméticos
Pontuação: 87



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Foto: Divulgação


A L'Oreal se destaca, de acordo com o relatório, pela forte defesa de uma política pública abrangente que aborde as mudanças climáticas e que garanta a redução das emissões de gases de efeito estufa, além do aumento de fontes renováveis.
Electrolux - líder em aparelhos eletroeletrônicos
Pontuação: 87


electrolux-t.jpgFoto: Divulgação

Segundo o Climate Counts, AB Electrolux estabeleceu metas claras para reduzir o uso de energia da empresa e sua pegada climática. 
A empresa é seguida no setor pela LG Electronics e a Whirlpool.

IBM - líder em tecnologia
Pontuação: 86


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Foto: Divulgação


Desde a redução de emissões em seus processos de produção, à fabricação de produtos que consomem menos energia e reciclagem de materiais obsoletos, o setor de tecnologia da informação é um dos mais adiantados do mundo no combate às mudanças climáticas. Segundo o ranking, a líder IBM é seguida da Siemens e da Nokia.
Bank of America - líder em instituições financeiras 
Pontuação: 86


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Foto: Getty Images


De acordo com o estudo, o Bank of America completou um inventário abrangente da sua parcela de impacto sobre o aquecimento global e trabalha com metas bem definidas para reduzir suas emissões. Em segundo lugar aparecem o Deutsche Bank e o Citigroup.



Empresas de óleo de cozinha, baterias e filtros automotivos assinam termo de compromisso para coleta de resíduos

Fernanda Cruz

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Associações brasileiras de óleo vegetal, baterias e filtros automotivos assinaram no dia (20/12) um termo de compromisso com o governo do estado de São Paulo em que se responsabilizam pela coleta de resíduos de seus produtos nos municípios paulistas.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente do estado, Bruno Covas, a ação demonstra o amadurecimento do setor produtivo, que entendeu a importância de se investir no destino final dos resíduos sólidos. “A gente tinha uma cadeia produtiva linear. 

O produto era criado, consumido e jogado fora. A gente está, aos poucos, introduzindo uma cadeia produtiva circular. Esse produto, depois de ser utilizado, é reaproveitado e com apoio e financiamento da própria indústria”, declarou.

O termo foi assinado também pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Associação de Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros).

No caso da Abiove, que representa empresas responsáveis pelo processamento e fabricação do óleo de cozinha, haverá ampliação do número de pontos de coleta já existentes, passando dos atuais 800 locais de recolhimento para cerca de 1.000 em todo o estado. 

Segundo Bernardo Machado Pires, diretor de Sustentabilidade da Abiove, a ideia é aumentar para 900 pontos, em um prazo de dois a três anos, e chegar a 1.000 em, no máximo, quatro anos.

Bernardo destacou também a criação do site www.oleosustentavel.org.br para orientar os consumidores sobre os pontos de entrega mais próximos.


“Toda indústria que fabrica produtos que tenham impacto ambiental têm a responsabilidade, compartilhada com os governos, de ajudar a trazer de volta esses resíduos”, disse.

Após a coleta do óleo, organizações não governamentais (ONGs) cadastradas se encarregam do reaproveitamento do material. “O óleo é muito usado para biodiesel, tintas, vernizes e sabão. 

Tem muitas comunidades que usam esse óleo e até têm um bom retorno econômico. Uma boa alternativa de trabalho e renda para as comunidades mais pobres”, disse Bernardo.

Já a coleta dos filtros automotivos usados, feita pela Abrafiltros, teve início em julho deste ano, como forma de teste, em um grupo de cerca de dez municípios do estado. Segundo João Moura, presidente da associação, o recolhimento tem sido feito nos postos de combustíveis, de onde os filtros são enviados para usinas de processamento. 

“Lá, sofrem uma lavagem inicial e depois são triturados. A chapa é separada do resíduo do meio filtrante, que são papéis, cola, borracha e plástico que determinados filtros usam. Depois, são compactados e a chapa é enviada para a usina e os resíduos de papel, borracha, plásticos seguem como componente energético em cimenteiras”, disse.

Ao contrário do óleo, que tem custo baixo para reciclagem, os filtros exigem maior investimento das empresas fabricantes. “Para o nosso setor é um custo muito representativo, porque o filtro é um dos poucos que você não pode reaproveitar. O único benefício é para o meio ambiente”, declarou Moura.

André Luis Saraiva, diretor de Responsabilidade Socioambiental da Abinee, informou que, no setor de baterias automotivas, a logística reversa já é uma realidade. 

“Hoje, esse segmento recicla 98% do volume comercializado”, disse. Segundo Saraiva, sempre que um consumidor vai a uma autoelétrica trocar a bateria do carro, ele entrega o produto antigo ao revendedor que o repassa para a destinação correta.

A importância da assinatura do acordo de hoje, de acordo com o diretor da Abinee, está na fiscalização do cumprimento da lei. “A Cetesb pode ampliar a sua margem de ver quem não está cumprindo o acordo. As empresas que não estiverem cumprindo sofrerão as sanções que a lei prevê”, disse.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, os próximos setores a adotarem o sistema de logística reversa são o de lâmpadas fluorescentes e de embalagens de alimentos e bebidas. “Vamos chegar em um futuro, espero não muito longe, em que as indústrias que não tiverem o seu plano de logística reversa não vão poder comercializar no estado de São Paulo”, disse.

Edição: Lílian Beraldo

Curitiba dá exemplo de sustentabilidade através do Programa Biocidade

Por: http://www.ciclovivo.com.br
Curitiba é a sétima maior cidade do Brasil, com 1.828.092 habitantes espalhados por 432,17 km². O grande contingente populacional fez com que os representantes se preocupassem em criar maneiras de manter a biodiversidade da região. 


Foi assim que surgiu o Programa Biocidade – Biodiversidade Urbana, que busca adequar o crescimento populacional com a preservação das espécies nativas.

Para atingir seus objetivos, o programa conta com trabalhos de revitalização de rios, alternativas sustentáveis de mobilidade urbana e incentivo à preservação de áreas naturais particulares.

Há 40 anos a cidade de Curitiba vem seguindo um planejamento estratégico e a conservação ambiental é um dos pilares fundamentais para que o plano se concretize. 

O Programa Biocidade foi lançado em 2007 e, desde então, tem trabalho com diferentes projetos que abordam as questões urbanas e diversas soluções inovadoras para a área de gestão ambiental.

A prefeitura da cidade envolveu toda a região da Grande Curitiba em trabalhos separados por segmentos. 

O Projeto Plantas Nativas Ornamentais busca resgatar a vegetação nativa regional, para isso foram selecionadas 25 espécies que têm sido multiplicadas e plantadas em parques, bosques, escolas e jardins. 

O Projeto Fauna Exótica realiza um trabalho parecido, porém é destinado à identificação e preservação de espécies animais nativas e exóticas.

A cidade investiu pesado nos futuros cidadãos, com o Projeto de Educação Ambiental. Através do apoio de cem mil pessoas, entre elas, escoteiros, paisagistas, guias turísticos, jardineiros e empresários, Curitiba conseguiu levar a educação ambiental às escolas públicas e à comunidade em geral. 

O trabalho contou com a distribuição de cartilhas informativas, que informam sobre a diversidade da vida no ecossistema urbano. As escolas receberam atividades de leitura, teatro, trilhas em parques e bosques, palestras e trabalhos de jardinagem, feitos na própria escola.

Os trabalhos com reciclagem na cidade têm mostrado evoluções significativas. Diariamente, Curitiba recolhe 600 toneladas de lixo reciclável. Devido à alta quantidade de resíduos, foram criados cinco parques de triagem e reciclagem e, nos próximos dois anos, serão construídos mais 20 centros com esse perfil. 

O óleo de cozinha e os pneus receberam tratamento especial no Programa. A cada dois litros de óleo de cozinha entregues ao serviço de coleta, o cidadão recebe um quilo de alimento. 

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos instalou em Curitiba uma central de recolhimento de pneus usados, onde o material é reaproveitado ou transformado em material energético para indústrias.

Por que Nantes é a capital europeia verde de 2013

POR EDG.CCOUTO


Todos os anos, no mês de dezembro, a Comissão Europeia escolhe uma cidade da União Europeia para ser a capital verde do ano seguinte. Em 2012, foi a cidade espanhola Vitoria-Gasteiz. 

Para representar a região em 2013, a escolhida foi Nantes, na região oeste da França, historicamente conhecida pela vocação econômica para a navegação e a construção de embarcações e por ser a terra natal do escritor Julio Verne.

A eleição das cidades não é feita aleatoriamente. Acontece depois de um longo processo de análise dos projetos apresentados pelas candidatas, que devem contemplar um bocado de critérios: 

resposta às mudanças climáticas, 
transporte público, 
quantidade de áreas verdes, 
uso da terra, 
cuidado com a biodiversidade, 
qualidade do ar, poluição sonora, 
redução do consumo de água e da geração de lixo, 
tratamento de água e de esgoto, 
gestão pública afinada com a sustentabilidade e disseminação das boas práticas.

Nantes foi escolhida especialmente por seus planos para as áreas de mudanças climáticas, transporte, água e biodiversidade. Segundo Kaid Benfield, ambientalista e colunista do site Sustainable Cities Collective, a aposta em transformar a cidade usando ideias e tecnologias sustentáveis tem sido a saída para movimentar a economia local, já que o negócio da construção de navegações praticamente não existe mais em Nantes.

Veja, abaixo, os planos da cidade para os próximos anos:

- Ficou determinada a meta de diminuir as emissões de gases de efeito estufa da cidade (atualmente com 600 mil habitantes) em 30% até 2030, em relação aos níveis de 1990. Um grupo de quinze profissionais está montando a estratégia para conseguir cumprir o combinado.

- Nantes foi a primeira cidade da França a reintroduzir os bondes elétricos, que substituem ônibus movidos a diesel. Até 2015, os administradores querem chegar a 100% do transporte público adaptado para pessoas com deficiência física.

- Desde 2001, a cidade conseguiu reduzir o uso de automóveis por uma única pessoa, ao mesmo tempo em que a bicicleta, a caminhada e a carona solidária ganharam espaço entre os meios de locomoção.

- A prefeitura de Nantes pretende transformar 350 hectares terra na região de Ile de Nantes, hoje tomados por galpões industriais abandonados, em um bairro verde para 20 mil habitantes. A ideia é erguer um bairro com diversos usos e classes sociais. 

Estão previstos espaços culturais, um distrito artístico, áreas para demonstração de tecnologias verdes inovadoras, novos bondes e ônibus, tudo combinado para estimular os moradores não só ao convívio, mas às caminhadas. 

Outra curiosidade será a estratégia para garantir a diversidade cultural: 25% das novas residências terão preços subsidiados, e outros 25% serão vendidas a preços se não subsidiados, moderados. O restante será vendido pelo preço de mercado.

- Ile de Nantes também contará com instalações para compostagem (técnica que transforma resíduos orgânicos em adubo para plantas), um sistema de gerenciamento de água moderno, uma estação solar de geração de energia elétrica, além de ciclovias.

- O projeto apresentado à Comissão Europeia tem ainda uma característica pouco comum: a intensa participação da população na elaboração do plano para a cidade. Cada residência recebeu um questionário com perguntas relacionadas aos sonhos, preocupações, visões e dúvidas dos cidadãos. Um total de 12 mil pessoas responderam. Houve a possibilidade também de discutir o rumo da cidade em eventos e no site criado para receber posts dos cidadãos.

- Projeto Estuário – Desde 2007, a cidade tem convidado dezenas de artistas (38, até 2012) para criarem instalações ao longo dos 60 quilômetros que ligam as cidades de Nantes e Saint-Nazaré, no estuário de Loire. 

A ideia é criar uma identidade para a região, formada por 12 municípios, e que cada obra chame a atenção para diferentes traços locais, seja um local com grande beleza natural, um símbolo cultural regional ou a relevância do próprio estuário.

Nos Estados Unidos e na Europa, muitos prefeitos já descobriram que tornar sua cidade um “brinco” de sustentabilidade pode trazer muitas vantagens econômicas (além das políticas): 
geração de empregos, de negócios relacionados ao turismo, de investimentos de empresas interessadas em desenvolver ou testar tecnologias verdes (há cada vez mais delas), 
redução dos gastos com saúde pública graças à diminuição da poluição do ar e ao estímulo para que os cidadãos façam exercícios físicos, 
além de vantagens ainda sem valor econômico, como satisfação e bem-estar. 

Algum prefeito aqui se candidata a fazer o mesmo?

*Quem quiser mais informações sobre a cidade, vai encontrar no site de turismo de Nantes e no do projeto Estuário.

NOVO MINEIRÃO: OBRA VERDE EM BUSCA DA CERTIFICAÇÃO LEED

Reaproveitamento de entulho, coleta seletiva de lixo, lava-rodas e instalação de usina de energia na cobertura são algumas das ações sustentáveis na obra do estádio
Foto: Rodrigo Lima/Portal da Copa/ME/Dezembro de 2012

As obras de reforma e modernização do Mineirão tiveram início em janeiro de 2010. Desde o início, os trabalhos foram pautados por noções de sustentabilidade, com objetivo de diminuir o impacto ambiental e compensar o meio ambiente.

Para isso, diversas medidas foram adotadas no processo de reforma, a começar pela escolha dos produtos. Qualquer tinta que não fosse à base de água, por exemplo, não foi usada. Foi organizado um sistema de coleta seletiva de lixo e armazenamento de resíduos sólidos.

Houve reaproveitamento de 90% dos entulhos. A terra que foi retirada para o rebaixamento do campo foi usada em obras de mobilidade e também doada para preencher cavas de mineradoras. 

O concreto foi destinado à pavimentação de ruas. Ginásios e estádios mineiros receberam as antigas cadeiras do estádio. O gramado foi reutilizado em um projeto de inclusão social do governo de Minas.


As madeiras retiradas do entorno foram reaproveitadas por artesãos mineiros na produção de arte popular. O reuso da água conta com o auxílio de um reservatório para seis milhões de litros. 

 Em caso de estiagem de três meses, a quantidade é suficiente para uso em descargas dos sanitários, irrigação do gramado e jardins e para limpeza das áreas externas.

Controle da poeira
A emissão de poeira foi controlada: caminhões-pipa umidificaram a terra ao longo da obra. Enquanto isso, nos portões de saída de veículos pesados foi utilizado o “lava-rodas”, que retirava o barro e a sujeira das rodas e máquinas de caminhões, para manter limpas as ruas do entorno.

Geração de energia
Uma usina fotovoltaica foi instalada na cobertura do estádio, capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica. As placas têm potência de 1,6 megawatt, suficiente para 1.200 residências de médio porte.

A iluminação do estádio tem como características a alta eficiência e o baixo consumo, com sistema elétrico inteligente. 

“O Mineirão nos dá uma lição no sentido de que é possível transformar o antigo no novo sem agredir o ambiente”, disse Ricardo Barra, diretor-presidente do Consórcio Minas Arena, responsável pela reforma do Mineirão e pela operação do estádio por 25 anos.

Com todas as iniciativas, o estádio almeja alcançar o certificado LEED (Leadership in Energy na Enviromental Design) na categoria “Nova Construção e Renovação Principal”, concedida a projetos de reconstrução. 

Quem concede a certificação é o U.S. Green Building Concil.

Demolição
Como a fachada do estádio foi preservada, deixou-se de produzir bastante entulho. 

Se o Mineirão fosse demolido, a estimativa é de que fossem descartados 32.500 metros cúbicos de concreto, referentes a pórticos, paredes, cobertura antiga e arquibancadas em geral, além de 3.610 toneladas de aço.

Empresa cria faixa de pedestres que acende quando atravessada

Idealizada por uma criança, a iniciativa busca tornar os cruzamentos mais seguros

É uma coisa rara de acontecer, mas assim que um pedestre põe os pés na faixa, todos os carros deveriam parar. 

Uma boa iniciativa vinda da Holanda pode evitar que os motoristas usem a desculpa do “fingiu que não viu” e, ao mesmo tempo, convencer os pedestres a atravessarem sempre no lugar certo. 

A empresa norte-americana IBM criou uma faixa de pedestres que acende quando atravessada.

A ideia surgiu quando a empresa buscava soluções para chegar a um conceito de “Smarter Planet”, ou Planeta Inteligente, em português. 

Diante da falta de criatividade de suas equipes de comunicação, a IBM decidiu perguntar a uma série de crianças como o nosso planeta poderia ser mais inteligente de forma simples e convincente.

As crianças, dentre outras ações originais, pensaram em como fazer um cruzamento mais seguro. 

Para incentivar que motoristas e pedestres respeitassem as faixas, bastava chamar mais atenção para elas. 

E por que não se elas emitissem luz?

A ideia foi colocada em prática em uma das ruas mais movimentadas de Roterdã. O resultado pode ser conferido no vídeo a seguir.