Empresa cria faixa de pedestres que acende quando atravessada

Idealizada por uma criança, a iniciativa busca tornar os cruzamentos mais seguros

É uma coisa rara de acontecer, mas assim que um pedestre põe os pés na faixa, todos os carros deveriam parar. 

Uma boa iniciativa vinda da Holanda pode evitar que os motoristas usem a desculpa do “fingiu que não viu” e, ao mesmo tempo, convencer os pedestres a atravessarem sempre no lugar certo. 

A empresa norte-americana IBM criou uma faixa de pedestres que acende quando atravessada.

A ideia surgiu quando a empresa buscava soluções para chegar a um conceito de “Smarter Planet”, ou Planeta Inteligente, em português. 

Diante da falta de criatividade de suas equipes de comunicação, a IBM decidiu perguntar a uma série de crianças como o nosso planeta poderia ser mais inteligente de forma simples e convincente.

As crianças, dentre outras ações originais, pensaram em como fazer um cruzamento mais seguro. 

Para incentivar que motoristas e pedestres respeitassem as faixas, bastava chamar mais atenção para elas. 

E por que não se elas emitissem luz?

A ideia foi colocada em prática em uma das ruas mais movimentadas de Roterdã. O resultado pode ser conferido no vídeo a seguir.



Brasileiro pode ter desconto na conta de luz se gerar energia renovável

Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que entrou em vigor na segunda-feira (17) permite aos consumidores brasileiros gerar energia elétrica em casa a partir de fontes renováveis, com o objetivo de baratear a conta de luz, e ainda integrá-la à rede elétrica comum.



A medida, aprovada em abril deste ano, é válida para geradores domésticos que utilizem fontes como pequenas centrais hidrelétricas, matrizes eólica (ventos), solar ou biomassa. A regra vale para a microgeração (até 100 kW) e minigeração (até 1 MW).

Com isso, a energia excedente produzida por moradias que, por exemplo, tenham painéis solares instalados, poderão fornecer eletricidade para a rede distribuidora. O consumidor receberá um crédito que poderá ser abatido na conta de luz em um prazo de 36 meses.

De acordo com a Aneel, a geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia nos investimentos de transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria na qualidade do serviço de energia elétrica.

De acordo com Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis da ONG Greenpeace, a iniciativa será positiva no aspecto ambiental e também será boa para melhorar a eficiência energética do país, já que a geração de energia no local de consumo poderá evitar perdas na transmissão. 

“É uma complementação para o sistema, que depende apenas das hidrelétricas”, explica.

Ele afirma também que a resolução poderá baratear o custo das fontes renováveis no país. Segundo ele, atualmente um sistema domiciliar para gerar energia com a luz do sol pode custar cerca de R$ 20 mil.

Alemanha – Em países da Europa, como a Alemanha, o sistema de geração de energia doméstica já existe há alguns anos. Em 2011 o G1 visitou a cidade de Freiburg, onde está localizado o bairro de Vauban, considerado um exemplo do que se chama “viver com sustentabilidade”.

Os imóveis locais, construídos para consumirem pouca energia elétrica, funcionam como uma pequena usina geradora de energia. Placas de captação de luz solar foram instaladas no telhado e suprem o consumo interno. O excedente é redirecionado para a rede pública.

De acordo com a empresa de planejamento urbano de Freiburg, para cada kWh de energia elétrica produzido, o governo paga 0,30 centavos de euro. Esse subsídio é garantido por 30 anos. Durante um ano, esses imóveis produzem o dobro de energia que consomem.

A Alemanha procura ainda aumentar a participação da geração de energia de biomassa, devido ao seu custo mais baixo. 

Enquanto se gasta 10 mil euros para instalar placas de captação de luz solar para aquecimento de água e do ambiente interno da residência, uma miniusina de biomassa movida a pellets (pequenos pedaços de madeira) custaria 7 mil euros.

Transmissão problemática – O desperdício de energia no Brasil é duramente criticado por organizações não governamentais brasileiras. De acordo com um relatório publicado no mês passado, o país tem registrado grandes perdas de quantidades de energia elétrica devido a problemas no sistema de transmissão elétrico.

Baseado em dados Tribunal de Contas da União (TCU), o documento diz que em 2004 as perdas técnicas (causadas pelas peculiaridades do sistema) e comerciais (por exemplo, instalação de “gatos”) de energia no país foram de 20,28% do total gerado.

O índice supera em muito os registrados em países vizinhos como Chile (5,6%) e Colômbia somadas (11,5%%) no mesmo período. Ainda segundo o relatório, tais perdas teriam causado um reajuste de ao menos 5% na tarifa ao consumidor.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a perda técnica é inevitável e está associada ao processo de transmissão. Segundo o órgão, o aquecimento dos cabos durante as transmissões provoca tais extravios, considerados naturais e com índices que se igualam a padrões mundiais.

Segundo a Aneel, entre 2007 e 2010 as perdas técnicas de energia no país atingiram índice de 7%. A Aneel não divulgou o percentual de perdas comerciais para o mesmo período. 

(Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

O desafio brasileiro de colocar todas as crianças e adolescentes na escola

A pesquisa Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola, divulgada pelo Unicef e pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, mostra que 3,7 milhões de crianças e adolescentes brasileiros ainda estão fora da escola.
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Até 2015, o Brasil precisará colocar esse contingente no ensino fundamental para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 2 – Educação Básica de Qualidade para Todos. 

O estudo conclui que, no que tange ao acesso e à permanência das crianças na escola, reduzir as desigualdades ainda é o principal desafio. 

O Brasil possui quase 40 milhões de brasileiros entre 4 e 17 anos, 10% dos quais ainda estão fora da escola. 

O Unicef ressalta também que ainda há 4,3 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que trabalham em média 26 horas semanais, fato apontado como o principal motivo da desistência de completar os estudos. 

No que tange ao ensino médio, dos 11 milhões de estudantes matriculados no país todo, quase 3 milhões (24,2%) estão com idade superior à recomendada para frequentar esse nível de ensino. 

Ao final do estudo, o Unicef encaminha ainda uma série de sugestões de medidas para atuação do Estado, tais como: 

controle social do financiamento à educação; 
garantia de acesso a serviços públicos básicos para incentivar a permanência na escola; 
acesso à cultura, ao esporte e ao lazer; 
valorização do profissional da educação; e fim do trabalho infantil.

O consumo no fim de ano: Atitudes simples contribuem para redução do impacto ambiental em casa e no trabalho



Sacolas retornáveis: bom exemplo de consumo sustentável.

As festas de fim de ano representam uma ótima oportunidade para colocar em prática ações de consumo sustentável, pois é o período de grande movimento do mercado consumidor. 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) aproveita para orientar a população sobre mudanças simples de atitude que ajudam a reduzir o impacto ambiental. 

Evitar o desperdício, privilegiar os produtos duráveis e não os descartáveis, reutilizar e reciclar os resíduos, são exemplos de atitudes que podem ser tomadas durante as comemorações de fim de ano e que contribuem para reduzir os impactos negativos no meio ambiente.

“Consumo sustentável não significa não consumir, mas sim consumir diferente, tendo consciência de que todas as ações geram um impacto no planeta”, destaca a gerente de Projetos da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do MMA, Fernanda Daltro. 

É importante atentar ao consumo exagerado nessa época do ano. Uma boa dica é fazer uma lista de compras para adquirir o que é realmente necessário, além de ler atentamente os rótulos. 

Outra é buscar saber sobre a cadeia produtiva, ou seja, conhecer a história do produto e das empresas envolvidas no processo. Isso vale também na hora de comprar os presentes de Natal. 

É interessante conhecer a procedência dos produtos das empresas escolhidas, privilegiando as com responsabilidade socioambiental, e também evitando embalagens em excesso.

SOBRAS

Na hora da ceia, deve-se evitar desperdício na compra dos itens e sobras no preparo dos pratos. Deve-se dar preferência aos alimentos produzidos localmente, priorizando os sem agrotóxico. 

Para transportar os itens, a sugestão é não usar saquinhos plásticos descartáveis e privilegiar as sacolas duráveis e retornáveis. Ao descartar, é bom separar o lixo, praticando a coleta seletiva.

Nessa época do ano, usa-se muitas luzes na decoração de residências e locais de trabalho. É importante consumir energia com consciência. A orientação é desligar todos os equipamentos que não estiverem em uso, sempre que possível dar preferência à luz natural, apagar iluminação e aparelhos de ambientes que não estiverem sendo utilizados e procurar utilizar equipamentos mais econômicos.

Todas essas ações estão relacionadas ao Plano de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), do Ministério do Meio Ambiente – um documento lançado em 2011 que articula as ações de governo, do setor produtivo e da sociedade por um Brasil com padrões mais sustentáveis de produção e consumo. Dentre os objetivos do PPCS, está a promoção da educação para o consumo sustentável.

Texto de Tinna Oliveira, do MMA, publicada pelo EcoDebate

Lactec é habilitado como Instituição Técnica Avaliadora para a construção civil


O credenciamento é resultado de uma ação conjunta da Fiep, através do conselho setorial da Construção Civil, e do Senai. Medida facilita o processo de certificação dos processos construtivos das empresas
Anteriormente os processos de certificação tinham que ser feitos em São Paulo, o que levava até um ano (Foto: Gilson Abreu)







As empresas do setor de construção civil do Paraná terão mais facilidade e rapidez para obter as certificações necessárias para utilização de métodos construtivos inovadores, como aqueles usados no programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

Na última quinta-feira (13), a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades conferiu ao Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) o título de Instituição Técnica Avaliadora (ITA). Com isso, as empresas do Estado têm uma opção mais próxima para certificar seus produtos.

Até então, o local mais próximo para a realização destes serviços era São Paulo. A medida também beneficia as empresas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A ITA paranaense responde a um anseio antigo do setor de construção civil do Paraná. A articulação para o credenciamento da instituição paranaense foi realizada em conjunto pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), através do seu conselho setorial da Construção Civil, e pelo Senai.

“Apoiamos esta iniciativa desde o início. Buscamos a articulação com os departamentos regionais do Senai do Sul para não haver risco de sobreposição de funções com Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, explica o diretor regional do Senai no Paraná, Marco Secco.

Através de um convênio entre o Senai e o Lactec, os testes laboratoriais para emissão de certificados serão realizados nos laboratórios do Lactec em Curitiba e nos laboratórios do Senai em Ponta Grossa, Maringá e Cascavel.

O trabalho conjunto das instituições possibilitará ensaios de controle de qualidade dos materiais e de avaliação do desempenho do sistema construtivo.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) e coordenador do conselho setorial da Construção Civil da Fiep, Normando Baú, esta conquista é fruto de um trabalho conjunto que vem sendo desenhado há mais de um ano.

“Um dos grandes desafios para o Brasil é aumentar o volume de produção de moradias. Para tanto, a construção precisa investir cada vez mais em sistemas construtivos e soluções inovadoras. Não podemos mais pensar em edificar empilhando tijolos”, disse Baú.

Segundo ele, para certificar estas novas tecnologias, que respeitam o meio ambiente, atribuem maior velocidade e mais qualidade às edificações, o setor estava refém de poucos institutos avaliadores, localizados em outros estados, e que demoram quase um ano para emitir um parecer. 

“A expectativa é que com a habilitação do Lactec como ITA este processo ganhe celeridade, beneficiando milhares de empresas instaladas no Sul do País”, afirmou Baú.

Mais empresas da bolsa fazem relatórios de sustentabilidade


Mais de 57% das companhias listadas na BM&FBOVESPA participam da iniciativa Relate ou Explique, que exige a publicação de seus relatórios de sustentabilidade

Débora Spitzcovsky, do 

BM&FBovespa: ideia é facilitar o acesso dos stakeholders - sobretudo dos investidores e analistas - às práticas de sustentabilidade das empresas listadas na BM&FBOVESPA
São Paulo - A porcentagem de empresas listadas na BM&FBOVESPA que aderiram ao Relate ou Explique cresceu de 45,31% para 57,95% em, apenas, cinco meses. 
Lançada neste ano de 2012 em função da Rio+20, a iniciativa cobra das companhias a publicação de seus relatórios de sustentabilidade ou, então, uma explicação de por que ainda não produzem o documento.
A ideia é facilitar o acesso dos stakeholders - sobretudo dos investidores e analistas - às práticas de sustentabilidade das empresas listadas na BM&FBOVESPA, dando maior transparência ao mercado e incentivando cada vez mais companhias a aderiram à prática.

Por enquanto, tem funcionado: o número de empresas participantes do Relate ou Explique aumentou de 203, em maio - quando a iniciativa foi lançada -, para 253, em outubro. Atualmente, cerca de 435 empresas estão listadas na BM&FBOVESPA.

Para facilitar a consulta dos stakeholders às informações, a organização disponibiliza em seu site uma tabela que revela, em ordem alfabética: 

- os links dos relatórios de sustentabilidade das empresas que já produzem o documento; 

- as explicações das companhias que ainda não aderiram à prática e 

- o nome das empresas que se recusaram a dar qualquer explicação a respeito do assunto.

Sustentabilidade será destaque nos planos do MTur

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, destacou a natureza como um dos principais atrativos do Brasil e garantiu que o Plano Nacional do Turismo 2012-2015, em finalização, terá a sustentabilidade como um dos pilares. 

O anúncio foi realizado durante reunião de balanço da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em Brasília ontem.


“Turismo e Meio Ambiente andam juntos. As duas pastas têm ações conjuntas, como o Passaporte Verde, que estimula o consumo consciente de nossos visitantes, mas queremos aprofundar os nossos esforços para ampliar os ganhos para o Brasil e o mundo”, explicou Vieira. 

Cerca de 10% do território nacional é formado por parques naturais. 

Um levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial aponta o meio ambiente como o principal diferencial de competitividade do Brasil.

A ideia do trabalho conjunto entre os ministérios do Turismo e do Meio Ambiente é estimular a criação de planos de manejos para as áreas de preservação ambiental e, posteriormente, o uso de maneira responsável por parte dos cidadãos. 

O Parque Nacional do Iguaçu foi citado como exemplo. Foz do Iguaçu figura como o terceiro destino brasileiro mais visitado pelos turistas estrangeiros em 2011, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Vieira e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, terão agenda comum para discutir iniciativas das pastas para os próximos meses.