Lactec é habilitado como Instituição Técnica Avaliadora para a construção civil


O credenciamento é resultado de uma ação conjunta da Fiep, através do conselho setorial da Construção Civil, e do Senai. Medida facilita o processo de certificação dos processos construtivos das empresas
Anteriormente os processos de certificação tinham que ser feitos em São Paulo, o que levava até um ano (Foto: Gilson Abreu)







As empresas do setor de construção civil do Paraná terão mais facilidade e rapidez para obter as certificações necessárias para utilização de métodos construtivos inovadores, como aqueles usados no programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

Na última quinta-feira (13), a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades conferiu ao Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) o título de Instituição Técnica Avaliadora (ITA). Com isso, as empresas do Estado têm uma opção mais próxima para certificar seus produtos.

Até então, o local mais próximo para a realização destes serviços era São Paulo. A medida também beneficia as empresas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A ITA paranaense responde a um anseio antigo do setor de construção civil do Paraná. A articulação para o credenciamento da instituição paranaense foi realizada em conjunto pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), através do seu conselho setorial da Construção Civil, e pelo Senai.

“Apoiamos esta iniciativa desde o início. Buscamos a articulação com os departamentos regionais do Senai do Sul para não haver risco de sobreposição de funções com Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, explica o diretor regional do Senai no Paraná, Marco Secco.

Através de um convênio entre o Senai e o Lactec, os testes laboratoriais para emissão de certificados serão realizados nos laboratórios do Lactec em Curitiba e nos laboratórios do Senai em Ponta Grossa, Maringá e Cascavel.

O trabalho conjunto das instituições possibilitará ensaios de controle de qualidade dos materiais e de avaliação do desempenho do sistema construtivo.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) e coordenador do conselho setorial da Construção Civil da Fiep, Normando Baú, esta conquista é fruto de um trabalho conjunto que vem sendo desenhado há mais de um ano.

“Um dos grandes desafios para o Brasil é aumentar o volume de produção de moradias. Para tanto, a construção precisa investir cada vez mais em sistemas construtivos e soluções inovadoras. Não podemos mais pensar em edificar empilhando tijolos”, disse Baú.

Segundo ele, para certificar estas novas tecnologias, que respeitam o meio ambiente, atribuem maior velocidade e mais qualidade às edificações, o setor estava refém de poucos institutos avaliadores, localizados em outros estados, e que demoram quase um ano para emitir um parecer. 

“A expectativa é que com a habilitação do Lactec como ITA este processo ganhe celeridade, beneficiando milhares de empresas instaladas no Sul do País”, afirmou Baú.

Mais empresas da bolsa fazem relatórios de sustentabilidade


Mais de 57% das companhias listadas na BM&FBOVESPA participam da iniciativa Relate ou Explique, que exige a publicação de seus relatórios de sustentabilidade

Débora Spitzcovsky, do 

BM&FBovespa: ideia é facilitar o acesso dos stakeholders - sobretudo dos investidores e analistas - às práticas de sustentabilidade das empresas listadas na BM&FBOVESPA
São Paulo - A porcentagem de empresas listadas na BM&FBOVESPA que aderiram ao Relate ou Explique cresceu de 45,31% para 57,95% em, apenas, cinco meses. 
Lançada neste ano de 2012 em função da Rio+20, a iniciativa cobra das companhias a publicação de seus relatórios de sustentabilidade ou, então, uma explicação de por que ainda não produzem o documento.
A ideia é facilitar o acesso dos stakeholders - sobretudo dos investidores e analistas - às práticas de sustentabilidade das empresas listadas na BM&FBOVESPA, dando maior transparência ao mercado e incentivando cada vez mais companhias a aderiram à prática.

Por enquanto, tem funcionado: o número de empresas participantes do Relate ou Explique aumentou de 203, em maio - quando a iniciativa foi lançada -, para 253, em outubro. Atualmente, cerca de 435 empresas estão listadas na BM&FBOVESPA.

Para facilitar a consulta dos stakeholders às informações, a organização disponibiliza em seu site uma tabela que revela, em ordem alfabética: 

- os links dos relatórios de sustentabilidade das empresas que já produzem o documento; 

- as explicações das companhias que ainda não aderiram à prática e 

- o nome das empresas que se recusaram a dar qualquer explicação a respeito do assunto.

Sustentabilidade será destaque nos planos do MTur

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, destacou a natureza como um dos principais atrativos do Brasil e garantiu que o Plano Nacional do Turismo 2012-2015, em finalização, terá a sustentabilidade como um dos pilares. 

O anúncio foi realizado durante reunião de balanço da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em Brasília ontem.


“Turismo e Meio Ambiente andam juntos. As duas pastas têm ações conjuntas, como o Passaporte Verde, que estimula o consumo consciente de nossos visitantes, mas queremos aprofundar os nossos esforços para ampliar os ganhos para o Brasil e o mundo”, explicou Vieira. 

Cerca de 10% do território nacional é formado por parques naturais. 

Um levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial aponta o meio ambiente como o principal diferencial de competitividade do Brasil.

A ideia do trabalho conjunto entre os ministérios do Turismo e do Meio Ambiente é estimular a criação de planos de manejos para as áreas de preservação ambiental e, posteriormente, o uso de maneira responsável por parte dos cidadãos. 

O Parque Nacional do Iguaçu foi citado como exemplo. Foz do Iguaçu figura como o terceiro destino brasileiro mais visitado pelos turistas estrangeiros em 2011, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Vieira e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, terão agenda comum para discutir iniciativas das pastas para os próximos meses.

Capital Verde Europeia de 2013, Nantes tem foco no transporte sustentável

EcoD

Nantes estimula o transporte público e o uso das bicicletas, 
em vez dos carros / Foto: jean-louiszimmermann

Uma cidade que estimula a redução do uso dos carros no centro urbano, a promoção do transporte público, das bicicletas e de mais qualidade de vida para os pedestres. 

Assim é Nantes, na França, nomeada Capital Verde Europeia de 2013, conforme divulgaram os pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis.

A cidade foi a primeira na França a reintroduzir os bondes elétricos de forma bem sucedida, esforço que será mantido e reforçado com o investimento para o aumento da quantidade de linhas e para a melhoria da qualidade de serviço de ônibus e de infraestrutura cicloviária.

95% dos habitantes possuem acesso ao transporte público a menos de 300 m de suas casas

Ambiciosa, a política de transportes mostra melhorias na redução da poluição do ar e nas emissões de CO2, principal gás de efeito estufa e vilão das mudanças climáticas. Todos os indicadores de poluição atmosférica (NO2, PM10 e O3) estão abaixo dos valores-limite. Essa política, junto a um plano climático local, tem reduzido as emissões para 4,77 toneladas per capita.

Qualidade do ar e coleta seletiva

A cidade também tem disponível todas as informações locais referentes à qualidade do ar e à poluição sonora (Les Cartes de Bruits) georreferenciadas, que auxiliam no planejamento local e nas intervenções para melhorias da qualidade de vida.

Nantes possui, ainda, um sistema de coleta seletiva porta-a-porta nas áreas urbanas densas. Desde 1999, nenhum resíduo biodegradável é destinado ao aterro e a taxa de reciclagem em 2009 era de 38%, reduzindo, também, a incidência dos resíduos incinerados.

Entre os principais objetivos de Nantes para os próximos anos destacam-se a implantação uma política de planejamento do território da cidade, promovendo o acesso aos serviços públicos de forma igualitária, garantindo melhor qualidade de vida à população; e elevar a consciência dos moradores sobre a prevenção dos resíduos, além de promover adaptações dos serviços públicos, reduzindo a produção de resíduos domésticos.

Resultados de Nantes:
2007: A metrópole de Nantes lança um Plano Climático que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30% até 2020 e em 50% até 2025;

2010: Lançamento do Workshop Clima, que busca mobilizar moradores da metrópole para enfrentar este desafio;

95% dos habitantes possuem acesso ao transporte público a menos de 300 m de suas casas;

Todos os habitantes possuem acesso a uma área verde a menos de 300 m de suas casas;

O total de áreas verdes é de 3.366ha, representando 57m² por habitante;

60% do território são constituídos por áreas verdes, naturais ou destinadas para a agricultura, estimulando a conservação e a produção local;

Em 2008, a relação de coleta seletiva foi de 53kg/habitante/ano;

Gestão sustentável da água: sem contaminação por pesticidas, economia na produção no sistema, redução do consumo, melhoramento dos ambientes aquáticos, análise sobre riscos de inundação e uso da água de chuva.

Fonte:(EcoD)

O Canto da Cidade de Jaime Lerner




Speakers Jaime Lerner: City evangelist



From building opera houses with wire to mapping the connection between the automobile and your mother-in-law, Jaime Lerner delights in discovering eccentric solutions to vexing urban problems. In the process he has transformed the face of cities worldwide.

Why you should listen to him:

For many city governments seeking visible improvements in their congested streets, the pace of change is measured in months and years. For Jaime Lerner, it's measured in hours. 

As mayor of Curitiba, he transformed a gridlocked commercial artery into a spacious pedestrian mall over a long weekend, before skeptical merchants had time to finish reading their Monday papers. 

Since then he's become a hero not only to his fellow Brazilians, but also to the growing ranks of municipal planners seeking greener, more sustainable cities. 

His dictum that "creativity starts when you cut a zero from your budget" has inspired a number of his unique solutions to urban problems, including sheltered boarding tubes to improve speed of bus transit; a garbage-for-food program allowing Curitibans to exchange bags of trash for bags of groceries; and trimming parkland grasses with herds of sheep.

In addition to serving three terms as mayor of Curitiba, Lerner has twice been elected governor of Parana State in Brazil. His revolutionary career in urban planning and architecture has not only improved cities worldwide, but has also brought him international renown. Among his many awards are the United Nations Environmental Award (1990), the Child and Peace Award from UNICEF (1996), and the 2001 World Technology Award for Transportation.


"Lerner is a longtime proponent of what might be called "blitz urbanism": the rapid, workable improvement that does an end run on bureaucrats and doubters"Justin Davidson, Newsday

Pecuária é setor com maior potencial para emprego verde

Carolina Sarres, da Agência Brasil


A pecuária é o setor com o maior potencial para empregos verdes, tanto do ponto de vista ocupacional (o tipo de atividade dos trabalhadores) quanto do setorial (relativo ao que é produzido pelo setor). 

Mais de 85% dos postos nessa área têm a possibilidade de minimizar os impactos no meio ambiente de alguma forma, o que corresponde a cerca de 432 mil empregos, dos mais de 504 mil empregos totais no setor. 

Os dados são do estudo Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (17).

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os empregos verdes são aqueles que contribuem para preservação ou recuperação do meio ambiente. 

As atividades são voltadas à proteção de ecossistemas e da biodiversidade com a redução do consumo de energia, de materiais e de água por meio de estratégias de eficiência.

De um modo geral, o Ipea identificou que as áreas em que há maior possibilidade de geração de empregos verdes são as relacionadas à agricultura ou a algum tipo de atividade no meio rural, como lavouras permanentes, temporárias e a floricultura – todos grupos citados no estudo.

No Brasil, há cerca de 3 milhões de empregos verdes, 6,6% do total de postos formais, segundo o Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

Segundo o Ipea, a organização internacional estima que esses trabalhos cresçam mais rapidamente do que os demais no mercado brasileiro. A oferta dos postos aumentou 26,7% nos últimos cinco anos, contra alta de 25,3% em outros setores.

No estudo, o instituto ainda utilizou informações da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), cujos dados apontam que 26% das instituições pesquisadas pretendem aumentar o quadro de profissionais de sustentabilidade ainda em 2012.

Diferentemente dos setores com potencial verde, os relacionados à fabricação de produtos químicos, à metalurgia, à produção de cimento e de celulose são áreas com intensa possibilidade de prejuízo ao meio ambiente, especialmente devido aos altos níveis de consumo de energia (eletricidade e combustível) e água.

(Agência Brasil)

Documento "vazado" destaca evidências das mudanças climáticas

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

Quando o blog Watts Up With That divulgou, sem autorização, uma cópia do próximo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, sua intenção era enfraquecer a entidade e toda a tese de que o aquecimento do planeta se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.


Foi um tiro no pé. Pois, apesar de o autor do blog, Alec Rawls, se esforçar para destacar alguns pontos que teoricamente dariam suporte para suas próprias teorias contrárias à participação do homem nas mudanças climáticas, uma análise mais calma do relatório mostra justamente o oposto: as evidências de que o clima está se transformando são inequívocas e é extremamente provável que isso seja culpa nossa.

Segundo o documento, as temperaturas médias globais vêm subindo desde o começo do século XX e esse aquecimento foi particularmente acelerado depois dos anos 1970. Cada uma das últimas três décadas foi significantemente mais quente do que todas as outras desde 1850.

A temperatura combinada da terra e do mar teria sofrido um aumento de 0,8°C no período de 1901 a 2010 e de cerca de 0,5°C entre 1979 e 2010.

“Existem evidências consistentes de que há um aumento na rede de energia do sistema terrestre graças a um desequilíbrio. É virtualmente certo que isso é causado por atividades humanas, fundamentalmente pelo aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2)”, afirma o relatório.

O IPCC aponta que o CO2 é a principal causa das mudanças climáticas, muito mais relevante para o aquecimento do que outros fatores naturais. A concentração atual de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos.

O documento identifica também que houve mudanças nos eventos climáticos extremos, mas salienta que o nível de confiança sobre o que mudou varia conforme o tipo de fenômeno e com a região onde ele ocorre.

Para a questão do aumento das chuvas intensas, por exemplo, as estatísticas apontam que existe um crescimento da sua frequência desde 1950. Porém, com relação às secas, é mais difícil observar uma tendência em longo prazo, devido às inconsistências geográficas.

O relatório registra ainda que os oceanos avançaram entre 2,8 mm e 3,6 mm ao ano desde 1993. A elevação pôde ser acompanhada nos últimos dois séculos, sendo que se acelerou depois de 1900.

“Desde 1970, o aquecimento e a expansão oceânica e o degelo foram os contribuintes dominantes do aumento do nível do mar, juntos explicando 80% do avanço observado”, afirma o relatório.

A previsão é de que o mar suba entre 0,29 metros e 0,82 metros até 2100.

O IPCC destaca que é grande a confiança nos modelos climáticos atuais e que eles conseguem simular com precisão os múltiplos cenários previstos. Vários aspectos climáticos, como precipitações em larga escala, comportamento do gelo do Ártico e temperaturas oceânicas, seriam bem representados nessas ferramentas.

Esse tipo de conclusão é possível graças a simulações realizadas que podem ser comparadas com dados reais. Por exemplo, cientistas conseguem realizar um experimento no qual um modelo recria a flutuação da temperatura terrestre nos últimos 50 anos e depois comparam os resultados com o que se sabe realmente ter acontecido.

“O ponto mais interessante do ‘vazamento’ do relatório é a revelação do quão grande é o sentimento de negação entre os céticos climáticos. Se eles são capazes de distorcer um documento da forma que fizeram, imagine como são malucas as interpretações que fazem das evidências científicas”, afirmou à rede ABC Steven Sherwood, pesquisador da Universidade de Nova Galês do Sul e membro do IPCC.

(Instituto CarbonoBrasil)