O Canto da Cidade de Jaime Lerner




Speakers Jaime Lerner: City evangelist



From building opera houses with wire to mapping the connection between the automobile and your mother-in-law, Jaime Lerner delights in discovering eccentric solutions to vexing urban problems. In the process he has transformed the face of cities worldwide.

Why you should listen to him:

For many city governments seeking visible improvements in their congested streets, the pace of change is measured in months and years. For Jaime Lerner, it's measured in hours. 

As mayor of Curitiba, he transformed a gridlocked commercial artery into a spacious pedestrian mall over a long weekend, before skeptical merchants had time to finish reading their Monday papers. 

Since then he's become a hero not only to his fellow Brazilians, but also to the growing ranks of municipal planners seeking greener, more sustainable cities. 

His dictum that "creativity starts when you cut a zero from your budget" has inspired a number of his unique solutions to urban problems, including sheltered boarding tubes to improve speed of bus transit; a garbage-for-food program allowing Curitibans to exchange bags of trash for bags of groceries; and trimming parkland grasses with herds of sheep.

In addition to serving three terms as mayor of Curitiba, Lerner has twice been elected governor of Parana State in Brazil. His revolutionary career in urban planning and architecture has not only improved cities worldwide, but has also brought him international renown. Among his many awards are the United Nations Environmental Award (1990), the Child and Peace Award from UNICEF (1996), and the 2001 World Technology Award for Transportation.


"Lerner is a longtime proponent of what might be called "blitz urbanism": the rapid, workable improvement that does an end run on bureaucrats and doubters"Justin Davidson, Newsday

Pecuária é setor com maior potencial para emprego verde

Carolina Sarres, da Agência Brasil


A pecuária é o setor com o maior potencial para empregos verdes, tanto do ponto de vista ocupacional (o tipo de atividade dos trabalhadores) quanto do setorial (relativo ao que é produzido pelo setor). 

Mais de 85% dos postos nessa área têm a possibilidade de minimizar os impactos no meio ambiente de alguma forma, o que corresponde a cerca de 432 mil empregos, dos mais de 504 mil empregos totais no setor. 

Os dados são do estudo Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (17).

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os empregos verdes são aqueles que contribuem para preservação ou recuperação do meio ambiente. 

As atividades são voltadas à proteção de ecossistemas e da biodiversidade com a redução do consumo de energia, de materiais e de água por meio de estratégias de eficiência.

De um modo geral, o Ipea identificou que as áreas em que há maior possibilidade de geração de empregos verdes são as relacionadas à agricultura ou a algum tipo de atividade no meio rural, como lavouras permanentes, temporárias e a floricultura – todos grupos citados no estudo.

No Brasil, há cerca de 3 milhões de empregos verdes, 6,6% do total de postos formais, segundo o Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

Segundo o Ipea, a organização internacional estima que esses trabalhos cresçam mais rapidamente do que os demais no mercado brasileiro. A oferta dos postos aumentou 26,7% nos últimos cinco anos, contra alta de 25,3% em outros setores.

No estudo, o instituto ainda utilizou informações da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), cujos dados apontam que 26% das instituições pesquisadas pretendem aumentar o quadro de profissionais de sustentabilidade ainda em 2012.

Diferentemente dos setores com potencial verde, os relacionados à fabricação de produtos químicos, à metalurgia, à produção de cimento e de celulose são áreas com intensa possibilidade de prejuízo ao meio ambiente, especialmente devido aos altos níveis de consumo de energia (eletricidade e combustível) e água.

(Agência Brasil)

Documento "vazado" destaca evidências das mudanças climáticas

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

Quando o blog Watts Up With That divulgou, sem autorização, uma cópia do próximo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, sua intenção era enfraquecer a entidade e toda a tese de que o aquecimento do planeta se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.


Foi um tiro no pé. Pois, apesar de o autor do blog, Alec Rawls, se esforçar para destacar alguns pontos que teoricamente dariam suporte para suas próprias teorias contrárias à participação do homem nas mudanças climáticas, uma análise mais calma do relatório mostra justamente o oposto: as evidências de que o clima está se transformando são inequívocas e é extremamente provável que isso seja culpa nossa.

Segundo o documento, as temperaturas médias globais vêm subindo desde o começo do século XX e esse aquecimento foi particularmente acelerado depois dos anos 1970. Cada uma das últimas três décadas foi significantemente mais quente do que todas as outras desde 1850.

A temperatura combinada da terra e do mar teria sofrido um aumento de 0,8°C no período de 1901 a 2010 e de cerca de 0,5°C entre 1979 e 2010.

“Existem evidências consistentes de que há um aumento na rede de energia do sistema terrestre graças a um desequilíbrio. É virtualmente certo que isso é causado por atividades humanas, fundamentalmente pelo aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2)”, afirma o relatório.

O IPCC aponta que o CO2 é a principal causa das mudanças climáticas, muito mais relevante para o aquecimento do que outros fatores naturais. A concentração atual de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos.

O documento identifica também que houve mudanças nos eventos climáticos extremos, mas salienta que o nível de confiança sobre o que mudou varia conforme o tipo de fenômeno e com a região onde ele ocorre.

Para a questão do aumento das chuvas intensas, por exemplo, as estatísticas apontam que existe um crescimento da sua frequência desde 1950. Porém, com relação às secas, é mais difícil observar uma tendência em longo prazo, devido às inconsistências geográficas.

O relatório registra ainda que os oceanos avançaram entre 2,8 mm e 3,6 mm ao ano desde 1993. A elevação pôde ser acompanhada nos últimos dois séculos, sendo que se acelerou depois de 1900.

“Desde 1970, o aquecimento e a expansão oceânica e o degelo foram os contribuintes dominantes do aumento do nível do mar, juntos explicando 80% do avanço observado”, afirma o relatório.

A previsão é de que o mar suba entre 0,29 metros e 0,82 metros até 2100.

O IPCC destaca que é grande a confiança nos modelos climáticos atuais e que eles conseguem simular com precisão os múltiplos cenários previstos. Vários aspectos climáticos, como precipitações em larga escala, comportamento do gelo do Ártico e temperaturas oceânicas, seriam bem representados nessas ferramentas.

Esse tipo de conclusão é possível graças a simulações realizadas que podem ser comparadas com dados reais. Por exemplo, cientistas conseguem realizar um experimento no qual um modelo recria a flutuação da temperatura terrestre nos últimos 50 anos e depois comparam os resultados com o que se sabe realmente ter acontecido.

“O ponto mais interessante do ‘vazamento’ do relatório é a revelação do quão grande é o sentimento de negação entre os céticos climáticos. Se eles são capazes de distorcer um documento da forma que fizeram, imagine como são malucas as interpretações que fazem das evidências científicas”, afirmou à rede ABC Steven Sherwood, pesquisador da Universidade de Nova Galês do Sul e membro do IPCC.

(Instituto CarbonoBrasil)

Jeans de seda sustentável chega ao mercado brasileiro

Jeans de seda sustentável
Jeans de seda sustentável chega ao mercado brasileiro

O tecido é fabricado pela empresa paranaense O Casulo Feliz

A fiação artesanal de seda O Casulo Feliz, sediada na cidade paraense de Maringá, acaba de lançar o jeans de seda no mercado brasileiro.




O tecido é composto de 50% seda, 25% pet e 25% algodão.

“Como o pet esquenta muito no corpo por ser um poliéster, agregamos o algodão para neutralizar a temperatura do pet e dar mais conforto ao consumidor”, explica Glicínia Seterenaski, designer e diretora de O Casulo Feliz.

Devido a esse processo, o jeans de seda se torna um produto ambientalmente sustentável. A fibra do pet e do algodão costumam ser dispensadas pela indústria, assim como o casulo que usamos tradicionalmente em nossa produção. É um processo revolucionário tecnologicamente, que dispensa lavanderia e amaciamento.

“Por não utilizarmos lavanderia e amaciamento, contribuímos ainda mais com o meio ambiente ao não dispensar produtos químicos na natureza e economizar, pelo menos, 80 de litros de água por peça lavada”, ressalta Glicínia.

O jeans de seda é leve, macio, confortável e tem uma característica única: 
o visual com tons de prata acentuado. 

Importantes grifes do Brasil e do exterior já demonstraram interesse em adquirir o tecido para usar em suas coleções.

Sobre O Casulo Feliz

O Casulo Feliz é um excelente exemplo de indústria ambientalmente e socialmente responsável. 

Entre os principais clientes do Casulo estão Empório Beraldin, Vivienne Westwood, Osklen, Animale e Cantão.

A empresa trabalha com a chamada seda sustentável, produzida a partir de casulos rejeitados pelos cultivadores do bicho-da-seda na região conhecida como Vale da Seda, no Paraná. 

Os casulos rejeitados são levados para a fabricação de seda por meio, de certa forma artesanal, em pleno século XXI, por cerca de 70 funcionários, que utilizam, manualmente, máquinas de tecelagem, água de poço artesanal, água de captação da chuva, tinturas de folhas ( mangas, espinafre, erva-mate etc), cascas ( cerragem de eucalipto, pinhos etc), raízes ( cebola, açafrão etc), sementes ( urucum, índigo etc).

O Casulo Feliz fica localizado em um bairro carente de Maringá, onde os índices de violência e consumo de drogas (como o crack) são altos. Essa realidade foi um dos principais motivos para a criação da empresa, que busca, também, a inclusão social de moradores locais.

Em julho passado, a empresa, recebeu o Prêmio Ecochic Day, que reconhece e incentiva nomes e empresas da moda sustentável do Brasil.

A cerimônia de premiação foi realizada, em São Paulo, durante a terceira edição do Movimento Ecochic , que tem como objetivo fazer com que as pessoas repensem suas atitudes, além de fomentar soluções da cultura sustentável e da economia criativa.

Por_Wagner Matheus

Mais de 90% dos municípios brasileiros não produziram um plano para tratamento do lixo




Mais de 90% das cidades estão sem plano para o lixo

Documento que detalha o tratamento de resíduos passa a ser exigido pelo governo como contrapartida para a liberação de recursos.

Mais de 90% dos municípios brasileiros não produziram um plano para tratamento do lixo e de resíduos industriais, o que coloca em risco a meta do País de eliminar em dois anos os lixões. Previsto em lei, o documento passa a ser exigido pelo governo federal a partir de hoje como contrapartida para liberar recursos da União.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que apenas 291 cidades aprovaram um plano municipal de resíduos sólidos, enquanto 197 municípios ainda analisam projetos. 

Portanto, 488 das 5.565 prefeituras se habilitam a receber dinheiro federal para manejo do lixo, o que equivale a 8,8% das cidades.

Por amostragem, a Confederação Nacional de Municípios estimou que 49% das cidades nem sequer iniciaram a preparação do plano e outros 42% ainda não o finalizaram. 

O levantamento, divulgado ontem, foi feito no mês passado com 3.457 municípios. Entre as cidades que ainda não começaram, os principais motivos alegados foram a falta de recursos financeiros e técnicos e o desconhecimento da lei.

Os números são especialmente preocupantes, na visão de analistas, pois cabe aos municípios a gestão do lixo. Segundo a lei, os documentos devem ter metas de coleta seletiva e um cronograma para a destinação adequada de resíduos hospitalares e industriais. 

A elaboração do plano não é obrigatória, mas o governo federal exige o documento para liberar verbas da União.

Sem esse dinheiro, não há chance de as cidades eliminarem os lixões até agosto de 2014, afirmou Simone Nogueira, sócia do Siqueira Castro Advogados responsável pela área de meio ambiente em São Paulo. 

“Foi muito ingrato o prazo escolhido, cai no momento em que fecham as gavetas para mudanças nas prefeituras. Isso faz com que as administrações municipais não tenham se preocupado.”

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, acusa o governo federal. “Enquanto Brasília continuar fazendo leis inexequíveis, que criam expectativa, vai gerar frustração. Não adianta fazer a lei artificialmente, ela não vai ser cumprida.”

Plano paulistano. A capital paulista publicou anteontem seu plano, mas sem as especificidades exigidas por lei, como metas para coleta seletiva. 

A pressa em não perder acesso ao dinheiro da União pode sair pela culatra porque o governo Dilma Rousseff promete aceitar somente os documentos que cumpram todos os requisitos.

“Nós, do Ministério do Meio Ambiente, não achamos que é importante fazer cópia e cola de plano só para atender à exigência, tem de pegar mesmo o conteúdo mínimo”, disse o diretor de Ambiente Urbano, Silvano Silvério. 

Para a pasta, a exigência dos planos municipal e estadual entra em vigor hoje, mas os municípios que não os concluíram poderão apresenta-los mais à frente, no momento em que pedirem verbas da União.

A interpretação do governo foi elogiada por Simone. “É uma interpretação da realidade, uma adaptação do texto da lei à pratica, senão inviabilizaria. Já vejo o ministério flexibilizando, caso contrário seria inviável, porque os municípios não teriam como fazer”, disse Simone.

Por_URI DANTAS , RAFAEL MORAES MOURA

Sustentabilidade na ponta do lápis

Antes de presumir que o produto sustentável é mais caro ou mais trabalhoso, defina indicadores e verifique custos e benefícios
Por Claudio Tieghi*


Com o passar do tempo, algumas premissas viram jargões na boca de empresários e executivos, principalmente no que diz respeito à sustentabilidade

É preciso ficar atento, pois, na maioria dos casos, essas declarações não têm fundamento ou referências gerenciais concretas. 

Mas, se não correspondem à verdade, por que conseguem tantos adeptos? Será que as pessoas assumem o papel do papagaio e saem por aí dizendo aquilo que ouviram sem se preocupar em avaliar a confiabilidade daquela informação ou linha de pensamento? 

Esse movimento acontece nas nossas vidas também em outras situações e esconde um sentimento muito negativo, que é a falta de vontade de mudar ou inovar. 

Esse é o principal inimigo da sustentabilidade. Assumir novos conceitos, práticas e processos em nosso dia a dia é tão difícil que, em vez de pesquisarmos, repete-se que o tema é importante, mas que o produto ou o serviço sustentáveis são mais caros e tornam a empresa mais onerosa. 

Ao repetirmos essas premissas, no fundo, estamos também nos desculpando por não termos dado a atenção devida à questão da sustentabilidade. 

Uma boa forma de evitar essa situação é estabelecer indicadores gerenciais e consultá-los constantemente. Ninguém afirma se faturou ou vendeu mais ou menos sem fazer isso. Todas as empresas sabem exatamente quanto pagaram de impostos, salários e demais despesas mensalmente. 

Todos os gestores acompanham as metas de vendas e de faturamento das equipes comerciais, pois é a partir daí que calculam salários e comissões. Com as informações em mãos, não há dúvidas. 

Assim deve ser com a sustentabilidade. Antes de presumir que o produto sustentável é mais caro ou mais trabalhoso, defina indicadores. Consulte-os e compare-os sempre que for necessário. 

Tenho a certeza de que, ao final de um ciclo, ficará comprovado que, na maioria dos casos, utilizar de forma mais inteligente os recursos da natureza e os bens de consumo é uma forma de economizar e reduzir impactos ambientais. 

Outra forma de comprovar a equação é praticar o benchmarking com empresas que já fizeram essa conta. No mundo das chamadas PMEs – pequenas e médias empresas – já existem numerosos exemplos de sucesso. 

Aliás, acredito que, para essas empresas, a redução de custos ao adotar práticas sustentáveis é ainda mais rápida. No site da Afras - Associação Franquia Sustentável, é possível acessar vários casos que exemplificam essa equação. Consulte, inspire-se e comece já. 

(*) Claudio Tieghi, diretor de responsabilidade social do Grupo Multi Holding e presidente da Afras – Associação Franquia Sustentável

Campanha quer aliar marca a atitudes sustentáveis

EcoD






A Organização Mundial de Turismo (OMT) escolheu o dia 13 de dezembro como a data simbólica da chegada de um bilhão de turistas, já que as previsões da entidade indicam que esta quantidade de pessoas vaiajará por todo o mundo neste mês. 

A campanha “Um bilhão de turistas: um bilhão de oportunidades” busca destacar a importância do turismo sustentável.


Para celebrar o marco, a OMT promoveu a campanha Um bilhão de turistas: um bilhão de oportunidades, que convida os turistas a mudarem seus hábitos, como economizar água e energia, utilizar transporte público, proteger o patrimônio, entre outros.

Segundo a organização, as compras realizadas durante as viagens são responsáveis por 30% dos serviços de exportação no mundo. 

“Uma em cada 12 pessoas tem um emprego relacionado com o turismo. 

Calcula-se que o turismo representa cerca de 6% de todo o comércio de bens e serviços e para os países menos desenvolvidos, este valor chega a 8%. 

Nós estimamos que cerca de 9% do PIB mundial está direta ou indiretamente relacionado com o setor turístico”, explicou à Rádio ONU a diretora de comunicação da agência, Sandra Carvão.

O público foi incentivado a votar pela internet na melhor dica de viagem e a eleita foi “Compre Local”, que encoraja os turistas a comprar comida e lembrancinhas da cidade que visitam e a contratar guias da região para gerar renda à comunidade hospedeira.

(EcoD)