Campanha quer aliar marca a atitudes sustentáveis

EcoD






A Organização Mundial de Turismo (OMT) escolheu o dia 13 de dezembro como a data simbólica da chegada de um bilhão de turistas, já que as previsões da entidade indicam que esta quantidade de pessoas vaiajará por todo o mundo neste mês. 

A campanha “Um bilhão de turistas: um bilhão de oportunidades” busca destacar a importância do turismo sustentável.


Para celebrar o marco, a OMT promoveu a campanha Um bilhão de turistas: um bilhão de oportunidades, que convida os turistas a mudarem seus hábitos, como economizar água e energia, utilizar transporte público, proteger o patrimônio, entre outros.

Segundo a organização, as compras realizadas durante as viagens são responsáveis por 30% dos serviços de exportação no mundo. 

“Uma em cada 12 pessoas tem um emprego relacionado com o turismo. 

Calcula-se que o turismo representa cerca de 6% de todo o comércio de bens e serviços e para os países menos desenvolvidos, este valor chega a 8%. 

Nós estimamos que cerca de 9% do PIB mundial está direta ou indiretamente relacionado com o setor turístico”, explicou à Rádio ONU a diretora de comunicação da agência, Sandra Carvão.

O público foi incentivado a votar pela internet na melhor dica de viagem e a eleita foi “Compre Local”, que encoraja os turistas a comprar comida e lembrancinhas da cidade que visitam e a contratar guias da região para gerar renda à comunidade hospedeira.

(EcoD)

Empresas disputam 'carbono neutro'

A Natura e o HSBC Seguros conseguiram decisões de segunda instância que autorizam o uso do termo "Carbono Neutro", registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Max Ambiental, que presta assessoria ambiental e atua com comércio de carbono. 

O termo é utilizado geralmente em programas de compensação do CO2 emitido por empresas e seus clientes.

O caso da Natura foi julgado em agosto pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região. A desembargadora relatora, Liliane Roriz, da 2ª Turma Especializada da Corte, entendeu que as palavras "carbono" e "neutro" são de uso comum e não poderiam ser registradas como marca no INPI.

A desembargadora embasou seu posicionamento no artigo 124 da Lei nº 9.279, de 1996, que trata da propriedade industrial. 

"Tais vedações objetivam impedir o monopólio sobre as denominações genéricas ou meramente descritivas, bem como a concorrência desleal", diz na decisão. Os demais desembargadores seguiram o seu voto.

O processo que envolve o HSBC foi proposto pela Max Ambiental. A seguradora usou o termo em campanhas de seus produtos na mídia - "Seguro auto carbono neutro" e "Lar seguro carbono neutro". 

O caso foi analisado pela 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os desembargadores reformaram a sentença sobre o caso. Entenderam que o banco pode utilizar o termo, desde que não reproduza o logotipo criado pela Max Ambiental. A decisão, entretanto, manteve indenização por danos morais a ser paga pelo HSBC de R$ 46,5 mil.

De acordo com a decisão, o HSBC teria entrado em contato com a Max Ambiental para iniciar um programa de compensação de carbono. O banco, porém desistiu do negócio às vésperas de assinar o contrato.

A Max Ambiental já recorreu da decisão da Natura e também pretende ingressar com recurso contra o entendimento favorável ao HSBC, segundo o advogado Flávio Brando, que preside a assessoria ambiental. 

O termo carbono neutro é usado em um selo cedido às empresas para as quais desenvolve projetos ambientais. Para Brando, apesar de as duas palavras serem comuns, possuem significado específico quando juntas. Por isso, o termo poderia ser registrado. 

"A marca Cultura Inglesa, por exemplo, é formada por duas palavras de uso comum", diz o advogado, acrescentando que a Natura também procurou a Max Ambiental antes de lançar seu programa.

A Diretora de Assuntos Jurídicos da Natura, Lucilene Prado, porém, discorda. "Essa expressão indica uma qualidade, como "sugar free", livre de gordura trans, "diet" ou "light"", diz. 

Desde 2007, a fabricante de cosméticos realiza a neutralização do CO2 emitido em sua cadeia produtiva, por meio de um programa que batizou de Carbono Neutro. No processo, a Natura pede a anulação do registro da Max Ambiental.

Fonte: Valor Econômico

Indústria paranaense assume compromisso com a logística reversa

Acordos foram assinados pelo presidente da Fiep, Edson Campagnolo, e o governador Beto Richa, durante reunião da diretoria da entidade
clique para ampliar clique para ampliarO secretário do Meio Ambiente, Jonel Iurk, o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, e o governador Beto Richa assinam os termos de compromisso entre a indústria e o poder público (Foto: Gilson Abreu)


O governador Beto Richa, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Yurk, e o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, assinaram nesta segunda-feira (10) os termos de compromisso de 11 setores da economia paranaense com a Logística Reversa. 

A medida visa adequar o setor produtivo do Estado para atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada pelo Congresso Nacional em 2010, que institui a obrigatoriedade da Logística Reversa, ou seja, o caminho contrário que o produto faz após o seu consumo, passando por toda cadeia produtiva, voltando até o fabricante, que lhe dará a destinação final ambientalmente correta. Acesse a galeria de fotos do evento


No Paraná, esta regulamentação é conduzida pela Sema, que lançou este ano um edital convocando a indústria do Estado a se comprometer com esta prática, que envolve também o comércio, importadores e os consumidores. 

Dos 100 sindicatos industriais de base estadual filiados à Fiep, 65 já se comprometeram com a secretaria.


A convocação tem como objetivo construir a proposta para Logística Reversa de forma conjunta, pelo governo e pela indústria do Estado. Segundo o governador, o diálogo foi a tônica dessas discussões 

“Assinamos um pacto com as indústrias, em um processo democrático e transparente. Quem ganha com isso é a natureza e todos nós. 

Fico feliz de ter essa parceria produtiva e de resultados extraordinários para nosso Estado”, disse.


Participe do projeto Global Power Shift

350.org

O prazo necessário para resolver a crise climática está acabando e precisamos de vontade política. 2015 parece ser o ano crítico em que devemos agir rapidamente para termos alguma possibilidade de limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC, sem falar nas 350 partes por milhão que, segundo os cientistas, é o limite seguro de CO2 na atmosfera. 

O movimento climático internacional tem que gerar um nível de pressão política sem precedentes para a ação climática. Precisamos de uma demonstração massiva e constante de força que perturbe o status quo e prenda a imaginação pública.




O Global Power Shift (GPS) começará com um encontro internacional de cerca de 500 líderes climáticos do mundo todo, em sua maioria jovens, em Istambul – Turquia, entre os dias 10 a 17 de junho de 2013. 

O evento será um catalisador para a mudança, uma oportunidade única para reforçar os laços comunitários com um programa dinâmico focado em compartilhar e desenvolver habilidades, capacidades, e estratégias para levar os movimentos sociais, ambientais e climáticos a um novo patamar no mundo inteiro.

No Global Power Shift estaremos:
Compartilhando e desenvolvendo habilidades para organizar movimentos e coordenar campanhas de impacto.

Preparando-nos para organizarmos uma conferência Power Shift no Brasil depois do evento inicial na Turquia.

Construindo alinhamento político, análise e teoria da mudança.

Compartilhando experiências e aprendizagem sobre diferentes desafios enfrentados pelos movimentos climáticos, sociais e ambientais em diferentes países/regiões.

Formulando estratégias para superar esses desafios.

Reforçando a cooperação e colaboração regional e internacional.

Após o encontro global, organizaremos eventos nacionais em um país depois do outro, inclusive no Brasil.

O encontro nacional será uma oportunidade para ampliar ou lançar uma campanha climática nacional visando uma maior consciência e compromisso político que possa influenciar as eleições de 2014 e a posição do Brasil nas negociações internacionais. 

Os grupos locais irão, por sua vez, educar o público sobre as realidades e soluções para as mudanças climáticas, implementarão projetos e campanhas para essas soluções e começarão a recrutar mais pessoas para uma ação global massiva em 2014 e 2015.

Dessa maneira, de 2013 em diante, juntos, começaremos a criar a mudança no poder global (global power shift) de que nosso planeta precisa para enfrentar de forma eficaz à crise climática.

A organização do Global Power Shift foi iniciada e é liderada pela 350.org, um movimento climático internacional formado por jovens e co-fundada pelo autor ambientalista Bill McKibben. 

Estamos formando parcerias com uma ampla variedade de colaboradores de todos os movimentos climáticos jovens e do movimento climático em geral não apenas para nos prepararmos para o lançamento global do evento em Istambul em 2013, mas também para organizar eventos de mudança de poder nacionais e novas mobilizações de campanhas em todo o mundo ao longo de 2013.

ENVOLVA-SE

Se você quer se envolver nesta iniciativa, o melhor a fazer é se inscrever para participar do encontro na Turquia, clique aqui! 

As inscrições para o Global Power Shift serão aceitas até dia 16 de dezembro (com grande possibilidade de serem prorrogadas até o começo de janeiro). Observação: o encontro em Istambul será realizado principalmente em inglês.

Se você é parte de um grupo, rede ou organização que deseja participar, por favor, verifique as seguintes opções.

O Global Power Shift é o ponto de partida para uma nova fase do movimento climático global. Primeiro, centenas de líderes climáticos de todo o mundo se reunirão em Istambul para criar laços comunitários e prepararem-se para um ano de novas ações e estratégias para o movimento. 

Depois, durante todo o resto de 2013, o mundo assistirá a uma onda de eventos e mobilizações nunca antes vista.

Se seu grupo, organização ou rede deseja ser parte deste esforço, seguem aqui algumas formas de participar!

1- Ajude-nos a divulgar a mensagem sobre o Global Power Shift!
Fale sobre o GPS com a sua equipe e com as suas redes e faça com que as pessoas também falem sobre ele! 

Esta é uma excelente oportunidade de criar um momento para o movimento climático global e gerar um burburinho vai ajudar isso a acontecer. 

Algumas ideias para conseguir que isso ocorra incluem:

Envie um e-mail ou boletim que informe as pessoas sobre o GPS e encoraje-as a se inscreverem para participar do evento na Turquia.

Curta a página do GPS no Facebook e compartilhe-a com sua rede.

Siga o GPS no Twitter e tuíte sobre o GPS para os seus seguidores.

Ou, o que é ainda melhor, inclua a história do GPS de forma geral nas suas conversas e estratégias de mídias sociais durante os próximos meses.

Se o seu grupo não está preparado para se unir ao evento na Turquia, por favor, considere participar de alguma das formas especificadas acima em âmbito nacional quando a delegação que tiver ido para a Turquia voltar para casa.

2- Ajude-nos a criar um grupo excelente!
O evento inicial do GPS na Turquia será o palco de um dos eventos mais interessantes para o movimento climático global e, para garantir que o evento seja um poderoso catalisador para a mudança, precisamos mobilizar as pessoas certas para participar.

Os recursos são limitados assim como os lugares físicos disponíveis para participar. Como parceiro, você pode nos ajudar a identificar os mais proeminentes líderes climáticos de todo o mundo que devem estar presentes em nosso evento de Istambul. 

Agradecemos sua ajuda para desenvolver planos de mobilização nacional e suas recomendações de uma equipe de alto nível para o evento global. 

Os líderes que você recomendar podem vir de seu próprio grupo ou organização também, mas visamos recrutar equipes diversas de cada país e o ideal seria incluir representantes de mais de uma organização. 

(Por favor, observe que todos os participantes devem passar pelo processo de inscrição e seleção, mas teremos consideração especial pelos participantes recomendados pelos nossos parceiros!)

3- Seja um grupo líder de organizadores de eventos nacionais!
Parte fundamental da estratégia do GPS é a série de eventos e mobilizações nacionais posteriores que estamos planejando ao longo de 2013 e mais adiante. 

Em todos os países organizaremos eventos nacionais ou regionais e/ou mobilizações. Dependendo do tamanho do país anfitrião, os encontros reunirão de centenas a milhares de ativistas e colaboradores.

As conferências nacionais serão oportunidades para ampliar ou lançar campanhas climáticas nacionais e capacitar participantes de todo o país para voltarem para casa preparados para liderar grupos de ação local. 

Os grupos locais irão, por sua vez, educar o público sobre as realidades e soluções para as mudanças climáticas, implementarão projetos e campanhas para essas soluções e começarão a recrutar mais pessoas uma ação global massiva em 2014 e 2015.

Como colaborador, você trabalhará como redes nacionais e regionais, convocadas através do GPS e equipe, para organizar nacionalmente, o que pode incluir: mobilização de suporte local, recursos, montagem de uma equipe, planejamento de um programa, projeto de uma programação, desenvolvimento de um plano de campanha e mais.

4- Junte-se à equipe de organização para os eventos nacionais e regionais!
Se seu grupo quer se envolver, mas não está preparado para assumir plena responsabilidade de liderar o processo de organizar um evento nacional ou regional, não tem problema! Você pode colaborar com outros grupos e integrar-se à equipe de apoio de cada país para apoiar na organização de eventos e campanhas nacionais.

5- Apoie nossos esforços de arrecadação de fundos para o Global Power Shift!
Estamos tentando garantir que o dinheiro não seja um obstáculo para as pessoas que participarão do GPS na Turquia. Então, se seu grupo ou organização é capaz de mobilizar recursos, talvez você possa nos ajudar a financiar o GPS.

Como colaborador você pode ajudar com os custos relacionados a delegações específicas vindas de um determinado país, por exemplo, com bolsas de viagem, custos de vistos, etc. Ou você pode contribuir com o orçamento geral que será distribuído para as áreas que mais precisam.

6- Apoie a mobilização de recursos para os eventos nacionais posteriores!
Já estamos começando a planejar diferentes eventos, mobilizações e campanhas nacionais posteriores e toda a ajuda possível é muito bem-vinda! Se o seu grupo ou organização pode apoiar a mobilização dos recursos (financeiros e em espécie) que precisaremos para os diferentes eventos nacionais, por favor, entre em contato!

7- Conecte-nos com os oradores de destaque dentro das suas redes!
Um grande componente de nosso Global Power Shift são as conversas inspiradoras lideradas por oradores de destaque. Se você está ligado a uma rede de pessoas inspiradoras e oradores de destaque, talvez você possa colaborar conosco para identificá-los e recrutá-los.

(Instituto CarbonoBrasil)

Sustentabilidade deixa de ser marketing e vira lucro para empresas brasileiras


Grandes empresas apostam na sustentabilidade e investem em fábricas e processos ambientalmente corretos para faturar mais















Práticas sustentáveis nas fábricas
Divulgação


Senhores de ternos alinhados, passos sempre rápidos e olhos que pulam dos celulares para os relógios. São típicos homens de negócio, executivos de multinacionais, mas o discurso pode enganar. “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”, desde quando eles citam Gandhi?

É cada vez mais comum ouvir executivos falarem de produção verde. Desde a última década, o ambientalismo tem sido parte do discurso de muitas empresas. Mas a sustentabilidade deixou de ser apenas uma jogada de marketing, porque ser verde começou a dar dinheiro. No Brasil, grandes empresas investem milhões em processos ambientalmente corretos com a certeza de que o retorno virá, e será rápido.

O Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (SABB), joint venture formada pela Coca-Cola e fabricantes regionais de bebidas sem gás, decidiu apostar no “rentável e sustentável”. A fábrica Leão, localizada na cidade de Fazenda Rio Grande (PR) e inaugurada nesse ano, é a primeira do grupo e do país a receber a certificação do U.S. Green Building Council, organização americana que incentiva modelos de construção sustentável.

“É possível ser lucrativo e sustentável”, diz o diretor geral do grupo SABB, Axel de Meeûs, que em português enrolado se orgulha de sua “fábrica verge”. Nela, são processados produtos secos da linha Matte Leão. Segundo Clelso Valeski, diretor de projetos da unidade, a construção custou R$ 30 milhões, cerca de 5 a 8% a mais do que uma fábrica comum, mas em cinco anos o investimento terá sido pago pela economia nos custos. “Haverá economia de 28% de energia e de 36% de água, que geram redução de 8 a 10% no nosso custo de produção”, diz Valeski.

Esse é o impacto em uma fábrica de produtos secos, em que a utilização de água e energia é bem menor do que em outras unidades do grupo. Em uma fábrica de refrigerante, por exemplo, mais água é utilizada no produto final e mais energia é necessária para produzir as garrafas pets, por isso, o impacto na redução de custos pode ser ainda maior. “O movimento sustentável é um negócio”, confirma Sérgio Ferreira, diretor de sustentabilidade da SABB.

“Às vezes, só a preocupação ambiental não justifica o investimento necessário para construir uma fábrica dessas. Mas, quando os custos caem, isso é interessante para a empresa”, diz Ilton Azevedo, diretor de Meio Ambiente da Coca-Cola Brasil. A Coca-Cola afirma que pretende construir novas fábricas dentro dos parâmetros LEED e adaptar todas as já existentes para outro tipo de certificação (EBO&M – em português, operação e manutenção de construções já existentes).

“Pelo menos, até a Copa do Mundo, todo o fornecimento de produtos para as cidades-sede será feito por fábricas certificadas”, diz Mauro Ribeiro, diretor de relações institucionais da SABB. Até 2014, o grupo espera adaptar mais 14 fábricas e construir uma nova unidade produtora de sucos com a certificação LEED. A unidade provavelmente será localizada no Nordeste, custará R$ 500 milhões e ficará em uma área de 200 mil m2, dos quais apenas 50 mil m2 serão construídos.

Segundo a professora do Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis, Ariane Reis, “quando a empresa estende os critérios ambientais e sociais para seus fornecedores, aí sim está preocupada com sustentabilidade”. “A Coca-Cola é conhecida como a certificadora do açúcar no Brasil, por manter critérios básicos nas usinas”, diz. “A diferença é que o mercado de fornecimento deles já está formado, não precisam pagar mais para obter produtos produzidos de forma sustentável”.

No rol das multinacionais investindo em produção verde no Brasil também está a Panasonic, que inaugurou sua primeira fábrica Eco Ideas no país . Localizada em Extrema, no sul de Minas Gerais, a unidade corresponde a um investimento de R$ 200 milhões. Nela, serão produzidos principalmente refrigeradores, micro-ondas e máquinas de lavar. O consumo de água será 30% menor e a economia de energia terá redução de 20%

A fábrica irá reutilizar água da chuva, reciclar materiais descartados e reduzir a emissão de CO2. “Pretendemos ser a empresa número um em tecnologia verde da indústria de eletrônicos até 2018”, diz Sergei Epof, gerente de produtos de linha branca no Brasil.,

Além da economia durante a produção, claro, a sustentabilidade conquista clientes. Segundo Renata Assis, gerente de marca da Panasonic, 49% dos consumidores consideram importante haver preocupação ecológica nas empresas e 72% acreditam que o meio-ambiente é mais importante do que a economia.

As fábricas verdes começam a se espalhar pelas campanhas publicitárias, em que as linhas de produção mais eficientes e de menor custo são vendidas também como prática ambientalista. “Ser o bom moço é o que sobra para o marketing vender de imagem”, diz Ariene Reis, Professora do Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis da ESPM. “As empresas estão preocupadas com lucro, inovação e desenvolvimento”.


“Empresas voltadas ao consumidor final estão mais preocupadas com as vendas do que com a sustentabilidade”, diz a professora. “No Brasil, é raro o consumidor que se torna fiel a uma marca porque ela é verde, mas se o preço do produto for o mesmo, esse vira um aspecto decisivo”. “A sustentabilidade está de mão dada com o negócio, como toda área ela precisa dar retorno”, diz Ariane.

Ter mais ou viver melhor? Relatório Estado do Mundo ganha versão teen


Publicação convida jovens brasileiros a repensar suas decisões de consumo e liderar a mudança para uma cultura de sustentabilidade






 

 





Lançada no Brasil pelo Worldwatch Institute, em parceria com o Instituto Akatu e a Unescocat (Unesco - Catalunha), a publicação Ter mais ou viver melhor? estimula os jovens a liderarem uma transformação cultural em prol da adoção de um novo estilo de vida socialmente mais justo, ambientalmente mais sustentável e economicamente viável. 

Nesta linha, a iniciativa propõe uma reflexão sobre quanto nossa sociedade incentiva o consumismo.

Com uma linguagem informal e direta, Ter mais ou viver melhor? reúne informações sobre os impactos positivos e negativos dos padrões atuais de consumo e compartilha a constatação de que, na maioria das vezes, a qualidade de vida não está atrelada a ter mais dinheiro ou posses materiais. 

“Analisando o ciclo de vida (ACV) dos produtos que compramos e aumentando a vida útil dos que já temos, reduzimos o impacto negativo do nosso consumo e despertamos os jovens para a análise do ciclo de vida, ‘ACV Teens’, tornando-os protagonistas na construção de ciclos inteligentes de consumo sustentável”, afirma Eduardo Athayde, diretor do Worldwatch Institute – Brasil.

O principal destaque da publicação são os relatos de experiências de mudanças culturais em diferentes grupos e comunidades por todo o mundo, que reformularam a produção e o consumo de bens e serviços em seu cotidiano e, assim, conseguiram atingir resultados bastante positivos em termos de adoção de comportamentos mais sustentáveis. 

Mais do que exemplos inspiradores, esses casos são experiências que podem e devem ser replicadas no Brasil, envolvendo toda a sociedade nesse debate. “Cada pessoa é importante para dar sua contribuição individual, e para servir de exemplo e mobilizar seus amigos, familiares e conhecidos. 

Só assim se poderá caminhar para um mundo mais sustentável”, destaca Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

O material ainda reúne estratégias e dicas de como trabalhar com a mídia, as empresas, os governos, a música e até com as tradições e conhecimentos dos mais velhos para divulgar os valores de uma nova cultura, que valorize o bem-estar de todos em vez do consumismo. 

Clique aqui para ler a publicação


Ter mais ou viver melhor é a edição em português do Have more or live better?, magazine voltado ao público jovem baseado no relatório do WWI–Worldwatch Institute, Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas, do Consumismo à Sustentabilidade, publicado no Brasil em parceria com o Instituto Akatu. 

Clique aqui para ver o relatório completo