Sustentabilidade deixa de ser marketing e vira lucro para empresas brasileiras


Grandes empresas apostam na sustentabilidade e investem em fábricas e processos ambientalmente corretos para faturar mais















Práticas sustentáveis nas fábricas
Divulgação


Senhores de ternos alinhados, passos sempre rápidos e olhos que pulam dos celulares para os relógios. São típicos homens de negócio, executivos de multinacionais, mas o discurso pode enganar. “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”, desde quando eles citam Gandhi?

É cada vez mais comum ouvir executivos falarem de produção verde. Desde a última década, o ambientalismo tem sido parte do discurso de muitas empresas. Mas a sustentabilidade deixou de ser apenas uma jogada de marketing, porque ser verde começou a dar dinheiro. No Brasil, grandes empresas investem milhões em processos ambientalmente corretos com a certeza de que o retorno virá, e será rápido.

O Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (SABB), joint venture formada pela Coca-Cola e fabricantes regionais de bebidas sem gás, decidiu apostar no “rentável e sustentável”. A fábrica Leão, localizada na cidade de Fazenda Rio Grande (PR) e inaugurada nesse ano, é a primeira do grupo e do país a receber a certificação do U.S. Green Building Council, organização americana que incentiva modelos de construção sustentável.

“É possível ser lucrativo e sustentável”, diz o diretor geral do grupo SABB, Axel de Meeûs, que em português enrolado se orgulha de sua “fábrica verge”. Nela, são processados produtos secos da linha Matte Leão. Segundo Clelso Valeski, diretor de projetos da unidade, a construção custou R$ 30 milhões, cerca de 5 a 8% a mais do que uma fábrica comum, mas em cinco anos o investimento terá sido pago pela economia nos custos. “Haverá economia de 28% de energia e de 36% de água, que geram redução de 8 a 10% no nosso custo de produção”, diz Valeski.

Esse é o impacto em uma fábrica de produtos secos, em que a utilização de água e energia é bem menor do que em outras unidades do grupo. Em uma fábrica de refrigerante, por exemplo, mais água é utilizada no produto final e mais energia é necessária para produzir as garrafas pets, por isso, o impacto na redução de custos pode ser ainda maior. “O movimento sustentável é um negócio”, confirma Sérgio Ferreira, diretor de sustentabilidade da SABB.

“Às vezes, só a preocupação ambiental não justifica o investimento necessário para construir uma fábrica dessas. Mas, quando os custos caem, isso é interessante para a empresa”, diz Ilton Azevedo, diretor de Meio Ambiente da Coca-Cola Brasil. A Coca-Cola afirma que pretende construir novas fábricas dentro dos parâmetros LEED e adaptar todas as já existentes para outro tipo de certificação (EBO&M – em português, operação e manutenção de construções já existentes).

“Pelo menos, até a Copa do Mundo, todo o fornecimento de produtos para as cidades-sede será feito por fábricas certificadas”, diz Mauro Ribeiro, diretor de relações institucionais da SABB. Até 2014, o grupo espera adaptar mais 14 fábricas e construir uma nova unidade produtora de sucos com a certificação LEED. A unidade provavelmente será localizada no Nordeste, custará R$ 500 milhões e ficará em uma área de 200 mil m2, dos quais apenas 50 mil m2 serão construídos.

Segundo a professora do Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis, Ariane Reis, “quando a empresa estende os critérios ambientais e sociais para seus fornecedores, aí sim está preocupada com sustentabilidade”. “A Coca-Cola é conhecida como a certificadora do açúcar no Brasil, por manter critérios básicos nas usinas”, diz. “A diferença é que o mercado de fornecimento deles já está formado, não precisam pagar mais para obter produtos produzidos de forma sustentável”.

No rol das multinacionais investindo em produção verde no Brasil também está a Panasonic, que inaugurou sua primeira fábrica Eco Ideas no país . Localizada em Extrema, no sul de Minas Gerais, a unidade corresponde a um investimento de R$ 200 milhões. Nela, serão produzidos principalmente refrigeradores, micro-ondas e máquinas de lavar. O consumo de água será 30% menor e a economia de energia terá redução de 20%

A fábrica irá reutilizar água da chuva, reciclar materiais descartados e reduzir a emissão de CO2. “Pretendemos ser a empresa número um em tecnologia verde da indústria de eletrônicos até 2018”, diz Sergei Epof, gerente de produtos de linha branca no Brasil.,

Além da economia durante a produção, claro, a sustentabilidade conquista clientes. Segundo Renata Assis, gerente de marca da Panasonic, 49% dos consumidores consideram importante haver preocupação ecológica nas empresas e 72% acreditam que o meio-ambiente é mais importante do que a economia.

As fábricas verdes começam a se espalhar pelas campanhas publicitárias, em que as linhas de produção mais eficientes e de menor custo são vendidas também como prática ambientalista. “Ser o bom moço é o que sobra para o marketing vender de imagem”, diz Ariene Reis, Professora do Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis da ESPM. “As empresas estão preocupadas com lucro, inovação e desenvolvimento”.


“Empresas voltadas ao consumidor final estão mais preocupadas com as vendas do que com a sustentabilidade”, diz a professora. “No Brasil, é raro o consumidor que se torna fiel a uma marca porque ela é verde, mas se o preço do produto for o mesmo, esse vira um aspecto decisivo”. “A sustentabilidade está de mão dada com o negócio, como toda área ela precisa dar retorno”, diz Ariane.

Ter mais ou viver melhor? Relatório Estado do Mundo ganha versão teen


Publicação convida jovens brasileiros a repensar suas decisões de consumo e liderar a mudança para uma cultura de sustentabilidade






 

 





Lançada no Brasil pelo Worldwatch Institute, em parceria com o Instituto Akatu e a Unescocat (Unesco - Catalunha), a publicação Ter mais ou viver melhor? estimula os jovens a liderarem uma transformação cultural em prol da adoção de um novo estilo de vida socialmente mais justo, ambientalmente mais sustentável e economicamente viável. 

Nesta linha, a iniciativa propõe uma reflexão sobre quanto nossa sociedade incentiva o consumismo.

Com uma linguagem informal e direta, Ter mais ou viver melhor? reúne informações sobre os impactos positivos e negativos dos padrões atuais de consumo e compartilha a constatação de que, na maioria das vezes, a qualidade de vida não está atrelada a ter mais dinheiro ou posses materiais. 

“Analisando o ciclo de vida (ACV) dos produtos que compramos e aumentando a vida útil dos que já temos, reduzimos o impacto negativo do nosso consumo e despertamos os jovens para a análise do ciclo de vida, ‘ACV Teens’, tornando-os protagonistas na construção de ciclos inteligentes de consumo sustentável”, afirma Eduardo Athayde, diretor do Worldwatch Institute – Brasil.

O principal destaque da publicação são os relatos de experiências de mudanças culturais em diferentes grupos e comunidades por todo o mundo, que reformularam a produção e o consumo de bens e serviços em seu cotidiano e, assim, conseguiram atingir resultados bastante positivos em termos de adoção de comportamentos mais sustentáveis. 

Mais do que exemplos inspiradores, esses casos são experiências que podem e devem ser replicadas no Brasil, envolvendo toda a sociedade nesse debate. “Cada pessoa é importante para dar sua contribuição individual, e para servir de exemplo e mobilizar seus amigos, familiares e conhecidos. 

Só assim se poderá caminhar para um mundo mais sustentável”, destaca Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

O material ainda reúne estratégias e dicas de como trabalhar com a mídia, as empresas, os governos, a música e até com as tradições e conhecimentos dos mais velhos para divulgar os valores de uma nova cultura, que valorize o bem-estar de todos em vez do consumismo. 

Clique aqui para ler a publicação


Ter mais ou viver melhor é a edição em português do Have more or live better?, magazine voltado ao público jovem baseado no relatório do WWI–Worldwatch Institute, Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas, do Consumismo à Sustentabilidade, publicado no Brasil em parceria com o Instituto Akatu. 

Clique aqui para ver o relatório completo 


Simplifísica -Tecnologia, Educação e Sustentabilidade

Parte I


Parte II

"Bolsa verde" do Rio estreia com o foco em reserva legal

Foi  lançada na segunda-feira, dia 10, a primeira "bolsa verde" para comercialização de ativos ambientais no mercado futuro. A Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio) entrará em operação com cerca de 100 ofertas de títulos de florestas excedentes em propriedades rurais do país.


Assim como ocorre com outras commodities, a lei de oferta e demanda determinará o ritmo e os preços desses papéis. 

No caso da "bolsa verde" - uma plataforma online que aglutina compradores e vendedores -, estarão disponíveis neste primeiro momento as chamadas Cotas de Reserva Ambiental (CRA), pelas quais quem estiver com déficit de cobertura florestal poderá comprar o excedente de floresta de uma outra propriedade. 

Mas não é só: já no primeiro semestre de 2013 deverão ser comercializados cotas de coleta e reciclagem de materiais e, futuramente, de efluentes industriais e créditos de carbono.

"As cotas de Reserva Ambiental são títulos representativos de cobertura vegetal que podem ser usados para compensar a falta de Reserva Legal em outra propriedade. 

É uma forma mais barata e viável do que o replantio ou recomposição da vegetação nativa", diz Pedro Moura Costa, presidente executivo da BVRio. 

"Mais importante do que a dimensão dos mercados desse ativo é a possibilidade de cumprir obrigações ambientais com eficiência", afirma.

A legislação brasileira determina aos proprietários rurais deixar em pé parte da floresta nativa de sua propriedade para preservação - a chamada Reserva Legal. Esse percentual de preservação varia de acordo com o bioma. 

Propriedades localizadas na Mata Atlântica, por exemplo, devem manter intactas 20% de sua área total. Na Amazônia, 80%. Cálculos diversos de fontes acadêmicas mostram que há no Brasil um déficit de 40 milhões a 45 milhões de hectares de florestas nativas nas cerca de 5 mil propriedades rurais do país.

Parte dessa área, portanto, é passível de ser compensada via mercado futuro. O limite das negociações está na oferta - não são tantas as propriedades com excedente de floresta que possa ser vendido. 

Segundo Costa, a situação varia conforme a região. No Amazonas, um Estado ainda altamente preservado, há uma estimativa de excedente de florestas em áreas particulares. O Paraná, com tradição agrícola, tem déficit de verde.

Para que as operações em bolsa aconteçam a compensação deve ser feita, preferencialmente, dentro do mesmo Estado. Caso isso não seja possível, a lei permite ainda compensações dentro do mesmo bioma. 

De acordo com Costa, o preço de uma CRA pode variar significativamente de um local para o outro. Um papel referente ao Centro-Oeste vale mais, por exemplo, que um similar da Caatinga.

A vantagem de optar pela compra desses títulos está sobretudo na facilidade da prestação de contas com as autoridades ambientais. "Restaurar uma área florestal custa dinheiro, podendo chegar a R$ 8 mil o hectare. 

Ainda que o custo de uma CRA chegue a esse patamar, o proprietário escapa do trabalho para restaurar", diz, referindo-se à compra de mudas, plantio e manutenção da área restaurada. Os papéis são divididos em períodos de cinco, dez, 20 e 30 anos, mas podem ter também caráter perpétuo.

"É um instrumento muito interessante nesse momento de transição do Código Florestal", diz Eduardo Rieder, presidente da Associação dos Produtores de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, há grande interesse por parte dos produtores em atuar nesse mercado. 

"Só estamos aguardando o Cadastro Ambiental Rural (CAR, o mapeamento por satélite das propriedades) para saber ao certo o tamanho do nosso ativo e passivo".

A efetiva criação do mercado de ativos florestais depende da implementação desses cadastros, concedidos pelas autoridades ambientais estaduais. Sob as regras da BVRio, proprietários de terras terão dois anos, a partir da implementação do CAR, para fazer a inscrição na bolsa. 

"Mesmo que as estruturas regulatória e tecnológica do cadastro ambiental ainda estejam em implementação, proprietários rurais já podem negociar CRAs na bolsa por meio de contratos de compra e venda para entrega futura, com preços pré-fixados", diz Maurício Moura Costa, diretor de operações da BVRio.

Para ele, os ativos ambientais são uma opção duplamente vantajosa: o produtor não perde tempo nem dinheiro com o reflorestamento, e tampouco área de plantio. 

Do ponto de vista ambiental, o ganho também é conferido, já que o volume final de florestas no Estado ou bioma é mantido com o incentivo econômico que o vendedor de cotas terá para preservação.


Fonte: Valor Econômico

Sustentabilidade - Empreendimento residencial brasileiro é eleito o melhor multiresidencial das Américas

Projeto recebe cinco estrelas por utilizar soluções arquitetônicas valorizando a sustentabilidade


SÃO PAULO – O projeto arquitetônico multiresidencial L23 – Latitude Vinte e Três, localizado em Ubatuba – litoral paulista – ganhou o prêmio cinco estrelas do International Property Awards, na categoria “melhor projeto arquitetônico multiresidencial das Américas”.

Conforme informaram seus idealizadores, o empreendimento foi projetado sob um minucioso estudo de orientação solar e captação de iluminação e ventilação naturais, com o objetivo de proporcionar eficiência energética e conforto ambiental – o que deu ao empreendimento o bom desempenho na premiação. 

Ainda sobre sustentabilidade, foi ressaltado no L23 a aplicação de um sistema de captação de águas da chuvas.
Empreendimento também contém spa com hidromassagem, sala de cinema conversível em auditório e brinquedoteca  (Divulgação/Atmosfera Desenvolvimento Imobiliário)
Empreendimento também contém spa com hidromassagem, sala de cinema conversível em auditório e brinquedoteca (Divulgação/Atmosfera Desenvolvimento Imobiliário)

Empreendimento
O L23 possui quatro edifícios projetados “de acordo com padrões de sustentabilidade”, informou a assessoria de imprensa da Atmosfera Desenvolvimento Imobiliário. 

O complexo está localizado em frente à praia de Itaguá, um dos cartões postais de Ubatuba, situado em um terreno de 12 mil m² – cortado pelo Trópico de Capricórnio na latitude 23º27’00’’ – surgindo assim o nome L23.

Nas quatro torres do empreendimento há apartamentos de 92m² a 233m², de 2, 3 e 4 dormitórios. 

Das 214 unidades, já foram entregues 100. Segundo informou a assessoria de imprensa da Atmosfera, o valor médio do metro quadrado sai aproximadamente por R$ 6.000.

A energia através dos ventos – Parte 3



Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista e de Produção

A influência das massas de ar na geração eólica no Brasil

São deslocamentos de “ar”, com características do local em que se formam, através dos ventos.
Os Ventos sempre saem da região de alta pressão (anticiclone) para uma de baixa (ciclone).
As Massas podem ser Quentes ou Frias, Úmidas ou Secas.
O nome das massas obedece a uma regra: a primeira é m (de massa), a segunda é Maiúscula indicando a origem (exemplo Polar) e a terceira letra minúscula indicando se é continental (c) ou de um oceano. No Brasil agem cinco Massas de Ar, veja suas Características:
mEa - Equatorial Atlântica – quente e úmida, com atuação no litoral setentrional principalmente no Verão.
mEc - Equatorial Continental – quente e úmida, com maior intensidade no verão, provoca chuvas em grande parte do país (forma-se na região da Amazônia o que explica sua umidade mesmo sendo Continental).
mTc - Tropical Continental – quente e seca, forte no Verão e atua mais no Centro do Brasil e Pantanal.
mTa - Tropical Atlântica – quente e úmida, mais intensa no inverno (junto com a mPa causa chuvas frontais no Sul e litoral leste e chuvas orográficas nas encostas das serras nos planaltos ao longo do litoral).
(mPa - Polar Atlântica – fria e úmida, mais atuante no inverno, quando provocam geadas no Sul e Sudeste, chuvas frontais no litoral e Friagem na Amazônia).

Mapa com os mecanismos das Massas de Ar Brasileiras no Verão e no Inverno

Potencial de produção de energia eólica no Brasil

A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada na ilha de Fernando de Noronha em 1992, já em 2009, o Brasil chegava a 36 parques eólicos e totalizando uma capacidade instalada de 602 MW.
No Brasil os principais parques se encontram localizados nas regiões Nordeste (cinco estados), Sul (três estados) e Sudeste (um estado), a intensidade de geração é maior nos meses de junho a dezembro.
A participação da energia eólica na geração de energia elétrica ainda é pequena se comparada com a totalidade da matriz energética, destacando-se Taíba e Prainha, no Estado do Ceará e Parque Eólico de Osório localizado na cidade de Osório, Rio Grande do Sul.
O Parque Eólico de Osório possui uma das mais avançadas tecnologias, com 75 torres de 98 metros de altura cada uma, instalado no morro à aproximadamente 370m acima do nível do mar, é um dos maiores projetos de energia eólica da América Latina, gerando 150 MW de potência e colocando o Brasil no mapa mundial do desenvolvimento sustentável e em sintonia com as nações mais desenvolvidas do planeta.
O Brasil é favorecido em termos de ventos, privilegiado principalmente por uma presença de vento estimado em duas vezes superior à média mundial e possuindo uma volatilidade (oscilação da velocidade) de 5%, dando assim uma maior previsibilidade ao volume que poderá ser produzido.
O mapa de deslocamento dos ventos no Brasil mostra  que possuímos a característica de termos um maior deslocamento nos períodos de estiagem, sendo assim, é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar/paralelo com as usinas hidrelétricas, preservando a água dos reservatórios nestes períodos.
A nova fronteira da utilização da energia eólica está em instalações do tipo off-shore, que apesar de representar instalações de maior custo em transporte, instalação e manutenção, tem havido um crescimento a cada ano principalmente com o esgotamento de áreas de grande potencial eólico.

http://www.esjcp.pt/areaprojecto/Site_GrupoD_EnergiasRenovaveis/assets/Eolica_constituicao_painel/energia_eolica_offshore.png


A indústria eólica tem feito grandes investimentos em projetos e estudos para o desenvolvimento tecnológico da adaptação das turbinas eólicas convencionais para uso no mar.

http://www.4shared.com/photo/fRr-4B08/1_aerogerador_montado_offshore.html


Os projetos off-shore necessitam de especificidades e estratégias especiais, principalmente na coordenação nos transportes das máquinas, controle na sua instalação e definições nas técnicas de operação, e pela necessidade de condições marítimas que propiciem um deslocamento e uma instalação com segurança.
Na França, está em funcionamento o maior aerogerador off-shore do mundo - o Haliade 150, com uma capacidade de 6 megawatts (MW), instalado no parque de Carnet, próximo à cidade de Saint-Nazare, na França. Projeto desenvolvido pela Alstom Group, a Alstom é fornecedora do consórcio vencedor da licitação do governo francês para energia eólica que vai desde a tecnologia até a montagem, e operação do Parque Eólico.



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Comunicado Edital da SEMA - Logística Reversa


Com o objetivo de orientar os sindicatos empresariais do Paraná a se adequarem à nova legislação estadual que irá regular a prática da Logística Reversa, a Fiep elaborou este material, trazendo esclarecimentos sobre os principais pontos que devem ser observados na construção de uma proposta para atender ao Edital de Chamamento nº 001/2012, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA).


PERGUNTAS E RESPOSTAS 

1. O que é logística reversa? 

Logística Reversa é a área da logística que trata do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até o local de origem. Ou seja, é o caminho inverso do produto, indo do consumidor até o fabricante. 

A logística reversa aborda a questão da recuperação de produtos, embalagens e outros materiais, visando minimizar os impactos ambientais gerados pelos resíduos após o consumo, proporcionando sua destinação final em local seguro e com o menor risco ambiental possível. 

Vale destacar que o tema Logística Reversa faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos PNRS, instituída pela Lei Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que dispõe sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos no Brasil, possibilitando aos Estados e Municípios a criação de legislação própria. 

2. O que é o Edital de Chamamento SEMA 001/2012? 

Através do Edital de Chamamento SEMA 001/2012, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) convocou os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos de significativo impacto ambiental, a implantarem um programa de responsabilidade pós-consumo para fins de recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos sólidos, indicando o conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a destinação dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para que sejam reaproveitados em seu ciclo, ou em outro ciclo produtivo, ou então para outra destinação final ambientalmente adequada. 

3. Quem são os envolvidos no processo? 

Os envolvidos no processo de articulação do Plano Setorial de Logística Reversa são a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Sindicatos empresariais (patronais), Organização as Cooperativas do Paraná (OCEPAR), Federação do Comércio (FECOMÉRCIO), além de associações representativas de nível regional e nacional de segmentos empresariais e industriais, e empresas interessadas. 

4. Quais setores deverão obedecer a este edital? 

Todo setor, cujos produtos, após o consumo, gerem resíduos de significativo impacto ambiental e de produtos cujas embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, são resíduos de significativo impacto ambiental, como segue: 
I. Setor automotivo; 
II. Óleo Comestível; 
III. Baterias automotivas; 
IV. Pilhas e Baterias; 
V. Produtos eletroeletrônicos e seus componentes; 
VI. Lâmpadas Fluorescente, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 
VII. Pneus; 
VIII. Cigarros; 
IX. Resíduos da indústria automotiva; 
X. Resíduos da construção civil e demolição. 

Embalagens 
I. Alimentos e Bebidas; 
II. Medicamentos e produtos de uso humano; 
III. Medicamentos e produtos de uso veterinário; 
IV. Produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; 
V. Produtos de limpeza e afins; 
VI. Agrotóxicos; seus resíduos e embalagens; 
VII. Embalagens que após o uso constituam resíduos perigosos, conforme normatização NBR 10004 

5. O setor que não está listado no Edital deverá aderir ao Termo de Compromisso? 

Sim. Porque, a FIEP, a OCEPAR e a FECOMÉRCIO, em acordo com a SEMA, definiram que todos os setores deveriam discutir soluções setoriais de médio e longo prazo. Em vista disso, a SEMA concordou em prorrogar o prazo do Edital em 45 dias, fixando a data final em 23 de novembro de 2012 para assinatura do Termo de Compromisso e vinculou a esta assinatura a proposta de criação da agenda setorial para o ano de 2013. 

6. O que é o Termo de Compromisso? 

É um documento que formaliza a intenção dos setores e empresas a aderir a uma agenda de comprometimento para a realização de um plano setorial de logística reversa. 

7. De que forma a FIEP pode auxiliar os sindicatos na formulação dos acordos? 

A FIEP fará articulação entre os setores industriais, separando-os por cadeias produtivas. Para tanto, será realizada uma videoconferência com os principais sindicatos do Estado para o alinhamento das informações. Esta videoconferência terá o objetivo de informar e alinhar procedimentos a serem trabalhados em 2013. 

8. Qual é o papel do Sindicato? 

O sindicato tem a função de articular junto aos seus associados a construção de um plano de logística reversa setorial para ser discutido pela cadeia produtiva a partir do primeiro semestre de 2013. É importante destacar que a assinatura do termo de compromisso será realizada pelos sindicatos e que seus associados estarão contemplados pelo Edital. Todavia, ao aderir ao termo de compromisso, o sindicato deverá apresentar uma lista de associados com seus respectivos CNPJ, esta lista será periodicamente atualizada e revisada pela SEMA. 

9. E como ficam as empresas que não são sindicalizadas ou não respeitarem o prazo do Edital?

As empresas que não apresentarem nenhum plano ou não aderirem a algum plano setorial, via sindicato ou associação, terão que aceitar a legislação a ser imposta em momento oportuno. 

10. Qual é o prazo? 

A data final para a assinatura do Termo de Compromisso é 23 de novembro de 2013. 

11. Como posso obter mais informações? 

Mais informações com Luciano Busato, da Coordenação de Desenvolvimento da FIEP, pelo telefone  41 3271-9773 , ou mande um e-mail para luciano.busato@sesipr.org.br ou ainda entre em contato com o sindicato de sua base. 

Fonte: www.fiepr.org.br