PSA pode reverter perdas do Código Florestal, diz dirigente

SABRINA BEVILACQUA Direto de São Paulo

O novo Código Florestal trouxe perdas na quantidade de áreas de preservação, mas a aprovação da lei que estabelece o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode ajudar a reverter isso, afirma o gerente de Conservação da organização The Nature Conservancy (TNC), Henrique Santos.




Durante o 28º Café com Sustentabilidade, em São Paulo, Santos disse que medidas como o PSA ajudam a incentivar os donos de terras a preservar mais do que o obrigatório.

"Assim temos uma política pública de gestão da propriedade, não apenas de controle e comando", explica.

Além disso, compensações como essa podem incentivar produtores a fazer seus Cadastros Ambientais Rurais (CAR) com mais transparência, beneficiando aqueles que mais conservarem o bioma.

O CAR também pode facilitar a implementação do PSA. "Um puxa o outro. O CAR é uma maneira de monitorar se o ativo ambiental permanece", diz Santos.

Para ele, o CAR funciona como uma base de dados confiável para estabelecer o PSA."A partir das informações do CAR, será possível verificar quais as melhores áreas do ponto de vista da conservação e quais merecem um pagamento maior."


Ele afirma que, com a aprovação do Código Florestal, o PSA vai entrar com força na pauta e destaca a necessidade de que ele seja bem estruturado. 

"Quem vai pagar a conta somos nós, por isso temos de criar mecanismos para que o dinheiro chegue aos produtores que realmente preservam."

Sustentabilidade: compromisso de todos, dever da liderança

"Na condição de líderes, cabe a nós o papel de contagiar positivamente a empresa, a sociedade e o ecossistema em que vivemos", afirma Oscar Clarke, presidente da HP no Brasil
Por Plataforma Liderança Sustentável, especial para o Administradores.com

Filho de um inglês com uma piauiense, Oscar Clarke, presidente da HP no Brasil, considera a diversidade fundamental para compreender as ideias e práticas socioambientais. 

"A sustentabilidade na minha família era de tal grandeza que nós todos nos entendíamos, mesmo com as limitações dos idiomas", brinca. No respeito às diferenças e na harmonia entre elas reside, talvez, um dos primeiros insights do líder sobre o tema.

No entanto, o que realmente modificou os valores de Clarke e o fez olhar para a sociedade, as pessoas e o próprio planeta de forma diferente foi uma "experiência sobrenatural". 

Durante uma manobra em um teste para se habilitar como piloto de acrobacias, o presidente da HP perdeu o controle da aeronave. Depois dos três giros programados, desesperou-se, soltou o manche e aguardou a tragédia. Inexplicavelmente, porém, a aeronave restabeleceu o voo horizontal e ele conseguiu pousar em segurança. 

Na época, agnóstico, mudou de imediato seu posicionamento.

A história foi compartilhada com o público para mostrar algumas características do líder sustentável, como a esperança, o otimismo e a valorização das pessoas e do ambiente. 

Clarke considera seu dever transmitir esses valores aos seus colegas de trabalho, a fim de motivá-los e engajá-los numa mesma causa. 

Conforme contou, "já em 1957, numa reunião com lideranças da empresa, os fundadores da HP firmavam o compromisso da companhia com o desenvolvimento social e ambiental".

O relato confirma a crença de Clarke de que a agenda da sustentabilidade deve partir da liderança. 

Afinal, "na condição de líderes, cabe a nós o papel de contagiar positivamente a empresa, a sociedade e o ecossistema em que vivemos." 

Assista abaixo à palestra de Oscar:

A plataforma

   
Um ponto de encontro com a inspiração e o conhecimento. Essa é a função que a Plataforma Liderança Sustentável, lançada pela consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, se propõe a desempenhar. 

Segundo Ricardo Voltolini, idealizador do projeto, trata-se de "um movimento que pretende identificar, inspirar, mobilizar e conectar jovens lideranças em sustentabilidade espalhadas pelo Brasi".

Brasil triplica pegada ecológica, mas gera mais recursos naturais que a demanda



 relatorio.jpg
Relatório leva em conta a pegada ecológica de um país e sua capacidade de gerar recursos
Imagem: Reprodução/Pnuma

O Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou no dia 19 de novembro um estudo que relaciona os riscos de degradação dos recursos naturais e suas consequências ambientais com os principais indicadores macroeconômicos.

O relatório E-RISC: um novo ângulo sobre risco de crédito soberano leva em conta a pegada ecológica de um país e sua capacidade de gerar recursos para entender como isso pode afetar a economia de uma nação e, portanto, a sua condição de pagar as dívidas.

"Estamos vendo uma mudança de paradigma devido à escassez de recursos naturais com profundas implicações para as economias e, assim, no risco da dívida soberana no mundo todo", alertou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, durante o lançamento do relatório, em Londres.

Cinco países que possuem condições bem distintas: Brasil, França, Índia, Japão e Turquia, foram analisados como parte do relatório, destacando os principais desafios financeiros decorrentes da crescente distância entre as progressivas demandas por recursos como água doce, florestas, solos, e os bens e serviços que as nações podem fornecer de forma sustentável.

Produção x Demanda
A economia brasileira é altamente dependente da biocapacidade, o que faz com que a degradação dos recursos coloque em risco o desenvolvimento do país.


O relatório mostra que a Índia agora exige quase duas vezes mais de seus recursos ecológicos do que é capaz de gerar, enquanto a França exige 1,4 mais recursos do que pode produzir. 

Por sua vez, o Japão possuía apenas 35% dos recursos naturais renováveis necessários para seu mercado interno em 2008, e a Turquia enfrenta grandes riscos relacionados à escassez de água e à desertificação.

O Brasil possui posição privilegiada neste campo. Por ter a maior quantidade de biocapacidade do mundo, é o único entre os pesquisados que, apesar de ter triplicado sua pegada ecológica desde 1961, ainda gera mais recursos naturais e serviços do que as demandas de sua população.

Isso faz com que o país, exportador de recursos naturais, tenha menos risco de ter sua economia negativamente afetada pela volatilidade de preços do setor. Entretanto, sua economia é altamente dependente da biocapacidade, o que faz com que a degradação dos recursos coloque em risco o desenvolvimento do país.

"Mais e mais países dependem de um nível da demanda de recursos que ultrapassa o que os seus próprios ecossistemas podem oferecer", ressaltou Susan Burns, fundadora da Global Footprint Network, que colaborou com o Pnuma na produção do relatório.

"Esta tendência está reforçando a competição global por recursos limitados do planeta e representa riscos para os investidores de títulos soberanos, bem como para os países que emitem tais títulos. Uma descrição mais precisa da realidade econômica é, portanto, do interesse de todos", completou Burns.



A sustentabilidade - Gestão para Sustentabilidade - 2o. capítulo

Você sabe o que é Cultura de Sustentabilidade?

APRENDA A FAZER A HORTA DE GARRAFAS PET DE MARCELO ROSENBAUM

A garrafa PET tem sido um dos materiais mais utilizados para a confecções de jardins e hortas recentemente, o que é muito bom.


Na edição de número 48 do quadro Lar doce lar do programa Caldeirão do Huck, o designer Marcelo Rosenbaum projetou um jardim vertical feito com dezenas de garrafas PET, e atendendo a pedidos, ele resolveu ensinar como se faz. Confira o passo a passo rápido e simples do arquiteto:

O JARDIM

As garrafas plásticas podem ser reaproveitadas para cultivar vegetais de pequeno porte, temperos e ervas medicinais, presas em muros e paredes ou apoiadas em suportes de diferentes materiais. 

A idéia é aproveitar pequenos espaços e materiais de baixo custo para montar hortas em casas, apartamentos ou mesmo no local de trabalho. É uma forma popular de se apropriar de técnicas já existentes sustentáveis, viáveis e econômicas.

MATERIAIS

- Garrafa PET de 2 litros vazia e limpa;

- Tesoura

- Corda de varal, cordoalha, barbante ou arame

- Para os que optarem por cordoalhas ou arames, serão necessárias duas arruelas por garrafa PET

- Terra

- Muda de planta

MODO DE FAZER

Corte a garrafa PET, como na foto abaixo.


Para fixar as garrafas, devemos fazer dois furos no fundo da garrafa e dois na parte superior da garrafa. Dá pra entender direitinho olhando bem a foto acima. Além dos furinhos para passar a corda, é necessário um pequeno furo no fundo da garrafa. A água usada para regar a muda precisa escoar.

Depois disso, passe a corda por um furo e puxe pelo outro.

Muitas pessoas nos perguntaram como fazer para as garrafas não “escorregarem” pela corda (ou barbante, ou cordoalha). Obrigado pela colaboração e participação. Pensando nisso, elaboramos dois desenhos, com duas sugestões.

- Para quem usar corda de varal ou barbante:

- Para quem usar cordoalha ou arame:
Depois, basta esticar e fixar a corda na parede.

Material enviado ao Arquitetura Sustentável pelo colaborador Marcos Roberto Moacir Ribeiro Pinto

Fonte: www.rosenbaum.com.br  e Arquitetura Sustentável

25 sugestões a serem feitas com palletes de pinus


Fonte: A Casa Container