Sustentabilidade - As mães dos novos tempos

Ser Sustentável com Estilo

Hoje, as mães de primeira, de segunda e de terceira viagem estão cada vez mais conscientes e antenadas. 

As jovens mamães não abrem mão de proporcionar a seus bebês uma qualidade de vida 100% saudável e estão em constante busca de marcas e produtos que dividam com elas esses conceitos.

As Eco-Mums, como são chamadas, fazem questão de alimentos 100% orgânicos, roupas que não agridam a pele de seus recém nascidos e são muito engajadas com a reciclagem e o reaproveitamento.

A TV SSE conversou com a apresentadora Isabella Fiorentino, que contou como seus hábitos do dia-a-dia ficaram ainda mais saudáveis com a chegada dos seus trigêmeos.





As Mães dos novos tempos com Isabella Fiorentino from Ser Sustentável com Estiloon Vimeo.

*O canal Ser Sustentável com Estilo (SSE) reune os melhores vídeos publicados no site de Chiara Gadaleta, que fala de moda ética, preocupada com o consumo consciente, com o artesanato, comércio justo, reciclagem e todas as questões do desenvolvimento sustentável.

(Ser Sustentável com Estilo)

Maracanã ganha novas arquibancadas metálicas e cobertura tensionada

Cerca de 4.600 t de perfis de aço e assentos pré-moldados de concreto aceleram prazo de construção da arquibancada da arena, que contará com cobertura tensoestruturada de lona e sistema de amortecimento construído com rejeitos de demolição. Conheça detalhes da obra
Por Carlos Carvalho


"Maracanaço." Assim ficou conhecido o jogo final da Copa do Mundo de 1950 em que a anfitriã seleção brasileira de futebol perdeu por 2 a 1 para os uruguaios, deixando desolados quase 200 mil torcedores naquele que, à época, era o maior estádio do globo: o Maracanã, no Rio de Janeiro. Mais de seis décadas depois, o Brasil terá nova chance de sair vitorioso nos campos do popular Maraca, que sediará a partida decisória da Copa do Mundo de 2014.

Mas antes de a bola rolar, a arena terá de voltar a ser contundente do ponto de vista da engenharia atual, ou pelo menos atender a todas as exigências da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa). 

Construído em 1948, o estádio Jornalista Mário Filho além de ter sido palco de inúmeras partidas históricas, também recebeu a visita do Papa João Paulo II, shows de Madonna, Rolling Stones, a segunda edição do festival Rock inRio e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, entre outros. 

Com tantos eventos de grande porte, é natural que o estádio tenha sofrido deteriorações em sua estrutura com o passar dos anos que, somadas às adequações exigidas pela Fifa, culminaram na atual reforma pela qual o Maracanã passa e que tem previsão de término para fevereiro de 2013.

Na obra, o primeiro passo foi demolir parte expressiva da arquibancada, pois além de possuir alguns pontos cegos que dificultavam a visibilidade total do campo para parte dos torcedores, sua estrutura também apresentava pontos de corrosão, que poderiam colocar em risco a segurança das pessoas. 

"Ninguém conhece 100% uma obra sem começar a mexer e enxergar os problemas. Logo no início, começamos com esse trabalho de verificar a estrutura e vimos que estava muito pior do que se esperava", explica o gerente do Consórcio Maracanã Rio 2014, Carlos Zaeyen.

Divulgação: Consórcio Maracanã
O acesso ao estádio será feito por duas rampas de grandes proporções - que estão sendo reativadas - 
e outras quatro laterais. Ao lado: retirada da cobertura original do estádio com o uso de guindastes

DADOS DA OBRA
Nome oficial: Estádio Jornalista Mário Filho
Área construída: 203.462,60 m²
Volume de concreto: 31.500 m (220.500 sacos de cimento - 50 kg cada)
Volume de aço: 2.915 t
Estrutura metálica: 7.200 t (arquibancada + anel de compressão)
Fôrmas de madeira: 70 mil m²
Valor do contrato: R$ 859 milhões
Autoria do projeto: Daniel Fernandes
Responsáveis pela construção:
- Contratante: Secretaria de Estado de Obras
- Interveniente e arquitetura: Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop)
- Execução: Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pela Odebrecht Infraestrutura e Andrade Gutierrez
- Principais fornecedores: Holcim, Gerdau, Otis, Mills, Usiminas, Brafer, Otis Elevator Company, Giroflex, Hightex, Sepa - Soluções de Engenharia e Projetos das Américas, Locapisos, AkzoNobe, Lumens Engenharia
Projetistas de cada etapa do projeto:
- Projeto executivo de arquitetura: Fernandes Arquitetos Associados - arquitetos Daniel Hopf Fernandes e Luis Henrique de Lima
- Cobertura: Schlaich Bergermann und Partner (SBP)
- Estrutura de concreto: Cobrae
- Estrutura de aço: Casagrande Engenharia
- Instalações elétricas: Companhia Brasileira de Engenharia (Cobrae)
- Instalações hidráulicas: Cobrae
- Instalações hidrossanitárias: Cobrae
- Ar-condicionado: DW Engenharia
- Consultoria em acústica: WSDG Designs A/V Systems
- Fluxo de multidões: Steer Davies Gleave (SDG)

Depois da retirada de todos os assentos das arquibancadas, a demolição dos setores superior e inferior em concreto armado - substituídos mais tarde por estruturas metálicas - foi realizada com a utilização de fio diamantado composto por aço inox de tipo flexível (fios torcidos e pérolas diamantadas separadas por anéis de borracha). O material rejeitado dessa demolição acabou sendo usado para compor o sistema de amortecimento do estádio. 

Outra parte demolida foi a antiga cobertura do Maracanã, que denotava sinais de corrosão que poderiam impactar a segurança do estádio. "Quando avaliamos o estado estrutural da cobertura, vimos que ela apresentava vários trechos com alta corrosão. Além disso, o concreto tinha uma espessura de apenas 4 cm, podendo cair a qualquer momento", explica o engenheiro e projetista João Luis Casagrande, da Casagrande Engenharia, responsável pelos cálculos estruturais do projeto. 

A demolição, aparentemente simples e motivada por questões técnicas e de segurança, se mostrou complexa por uma questão legal: o Maracanã é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, por isso, a demolição da marquise era proibida. 

Entretanto, diante de laudos técnicos que comprovavam a falta de capacidade da estrutura original da cobertura para suportar as ampliações exigidas pela Fifa, os técnicos do Iphan acabaram por aprovar a derrubada. Ainda assim, parte da estrutura do Maracanã teve de ser conservada, como a fachada e um pequeno trecho das arquibancadas superiores. 

Na demolição da marquise, a cobertura original do estádio foi dividida em pequenas peças que, depois de serradas com discos diamantados finos, foram retiradas com a ajuda de um guindaste. Os gigantes foram retirados da mesma forma; no entanto, alguns continham cabos protendidos externos que corriam o risco de chicotear quando cortados. 

"A maneira que encontramos de fazer esse processo sem risco foi aquecendo esses cabos para diminuir sua tensão e depois cortá-los", diz Casagrande. Ao todo, foram removidas mais de 18 mil t. 

A análise das estruturas originais do estádio e a recuperação do que estava danificado envolveram profissionais brasileiros e estrangeiros. "Tivemos de buscar técnicos do mais alto gabarito em termos de patologias de concreto e estruturas antigas para analisar as estruturas do Maracanã", conta Dante Venturini, diretor de engenharia da Odebrecht, uma das empresas do Consórcio Maracanã Rio 2014. 

"O trabalho de base foi realizado por brasileiros da Universidade Federal de Goiás com a colaboração de profissionais da Espanha, pois a Europa tem vastos estudos sobre patologias de concreto em estruturas antigas", completa. 

Por todas essas reviravoltas, o presidente da interveniente Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop), Ícaro Moreno, avalia que o grande desafio do projeto do novo Maracanã é "adaptar o projeto original e refazê-lo com características atuais para atender os cadernos de encargos da Fifa", diz. 
Segundo Moreno, a obra necessita diariamente de um planejamento para um curto espaço de tempo para atender a essas exigências.

Imagens: Divulgação Consórcio Maracanã
Vista externa do novo Maracanã. Mais de 78 mil torcedores acompanharão as partidas em novas cadeiras, com assentos retráteis e com proteção antichamas
ESTÁDIO PRONTODepois de finalizadas as obras do novo Maracanã, o estádio terá a capacidade de 78.639 torcedores, que terão acesso ao estádio por quatro novas rampas construídas no novo projeto, além das duas rampas monumentais, que serão reativadas.
O estádio terá 110 camarotes, localizados nos setores leste e oeste, 60 bares e 231 banheiros distribuídos por toda a área construída, sendo 67 deles adaptados para portadores de necessidades especiais.
Uma das exigências no caderno de encargos da Fifa é a evacuação rápida e organizada do público. Para isso, 54 novas saídas da arquibancada foram construídas para que a capacidade total de pessoas permitida no estádio consiga deixar as dependências do Maracanã em até oito minutos.
As novas arquibancadas avançaram 14 m em direção ao campo, deixando os espectadores mais próximos, ficando separados do gramado apenas por uma mureta de 90 cm de altura com uma proteção de vidro, instalada entre os assentos e o campo.

Contraforte

Finalizadas as demolições, foi hora de preparar a estrutura do estádio para as ampliações. A etapa se iniciou com a execução do sistema de contraforte, que amortecerá as cargas verticais de quase 80 mil pessoas nas arquibancadas. Segundo Casagrande, o uso da solução em estádio é inovador. 

"Decidimos que não usaríamos o sistema de amortecimento tradicional, cujos amortecedores são semelhantes aos de automóveis. E como precisávamos acelerar os processos construtivos, optamos pelo contraforte, instalado na parte mais baixa das arquibancadas", diz. 

O sistema consiste em uma espécie de piscina de concreto que aproveita rejeitos da demolição do estádio e do solo retirado para a realização das fundações. Esses destroços foram reprocessados e compõem o sistema de amortecimento do estádio. 

"O Maracanã inteiro foi feito com uma massa de 95 kg/m², que é leve para um estádio de futebol. Fizemos uma boa economia de aço, graças ao sistema de amortecimento", diz Casagrande. 

De acordo com ele, o sistema suporta as vibrações de toda a estrutura em uma frequência de até 6 Hz. "Se o estádio servisse apenas para jogos de futebol, poderíamos atingir uma frequência de 2,5 Hz que já seria suficiente. 

No entanto, o Maracanã também recebe shows e outros espetáculos, por isso a necessidade de se alcançar a marca dos 6 Hz e garantir a comodidade e o conforto da plateia", diz o engenheiro. 

Estrutura das arquibancadas

"Dado o prazo que tínhamos para a reforma do novo estádio, a única forma foi substituir as arquibancadas antigas de concreto armado por estrutura metálica e pré-moldados", explica Casagrande. 

Na base de concreto do contraforte foram fixados os perfis metálicos que estruturam a nova arquibancada. Com 4.600 t de perfis de aço, a nova arquibancada do Maracanã vai se transformar em um anel único, ao contrário dos dois anéis da antiga arquitetura. A estrutura metálica, já executada e composta por perfis e vigas-jacaré, suporta os degraus de concreto pré-moldado.

Fotos: Marcelo Scandaroli
Arquibancada estruturada com perfis metálicos e com degraus em concreto pré-moldado, fabricados no próprio canteiro do estádio

Nos próximos meses, serão colocados assentos, instalados em cinco setores do estádio (arquibancada, cadeiras especiais, premium, camarotes e tribuna de honra) e que vão comportar aproximadamente 78 mil torcedores. 

"A Fifa exige que sejam utilizados assentos com níveis de flamabilidade e resistência. Por isso, foi desenvolvido esse material antichama de classe V0, e que segue os padrões da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas]", diz o arquiteto e coordenador de projetos do Consórcio Maracanã, Bernard Malafaia.

Os perfis das arquibancadas receberam lajes de steel deck para acelerar o cronograma da obra. "Devido à proteção passiva que a estrutura tem que ter contra incêndios, foi colocada uma armadura de reforço sobre o steel deck, para que a laje ganhasse uma estrutura de concreto e o steel deck fosse usado apenas como fôrma", explica Casagrande.

Nos vãos em pavimentos abaixo das arquibancadas, serão construídos os bares e banheiros do estádio. Para abrigar os 110 camarotes do novo Maracanã, os projetistas resolveram construir uma viga em "u" em concreto armado, permitindo que as áreas dos camarotes tenham mais espaço, sem a necessidade de construção de pilares que acabariam diminuindo a área interna desses setores.


Detalhe da estrutura metálica mostra vigas-jacaré (onde são montados os degraus das arquibancadas), as divisões dos pavimentos internos do estádio e a ligação de toda a estrutura no sistema de amortecimento

Cobertura

A polêmica reforma da cobertura atende a exigência da Fifa de acobertar os assentos do estádio. No Maracanã, aproximadamente 95% dos assentos serão cobertos, ficando uma pequena área descoberta devido à arquitetura do estádio, que tem um formato ovalado, segundo Malafaia.

No lugar da antiga cobertura, será instalada outra com cabos tensionados e uma membrana de PVC com Teflon PTFE, que vai cobrir um vão de 68,4 m. "A cobertura é apoiada em um anel e funciona como se fosse uma roda de bicicleta. Desse anel externo saem os cabos que vão ser tensionados, num processo chamado big lift", diz o arquiteto.

A previsão é de que a cobertura esteja toda montada até dezembro deste ano, mas é necessário que se terminem as obras das arquibancadas primeiramente, para que a região do campo onde estão concentrados os materiais para a montagem dos pré-fabricados seja liberada. 

Depois dessa liberação, a cobertura será montada na área do campo de futebol e depois içada com os cabos (big lift). Após o término da montagem da cobertura, haverá um período de um mês em que nenhuma atividade na região do campo e das arquibancadas poderá ser realizada. O trabalho deverá ser feito apenas nas áreas internas do estádio, de acordo com Malafaia.

Fotos: Marcelo Scandaroli
À esquerda: estrutura metálica fixada ao sistema de amortecimento do estádio, composto por uma camada de concreto feita com rejeitos da demolição das arquibancadas e do solo retirado para as fundações. À direita: lajes de steel deck fecham perfis metálicos das arquibancadas

A nova cobertura do Maracanã vai também captar água da chuva para reutilização em uso não potável nos banheiros. "Isso faz parte da certificação leed que o Maracanã quer implantar, de boas práticas de gestão ambiental", diz Malafaia. "Cerca de 50% da água da chuva que cair sobre o estádio será captada pela cobertura e drenada através de 60 calhas de concreto, que fazem parte da estrutura do Maracanã, por um sistema de sucção a vácuo", completa.

Essa água será, então, levada até dois reservatórios subterrâneos, com 920 m³ e 1.200 m³ de capacidade de armazenamento. Na entrada desses reservatórios serão instalados filtros para tratamento da água, que posteriormente será direcionada aos banheiros. A previsão é de que o estádio capte uma média de 29 mil m³ de água anualmente. De acordo com Malafaia, a água drenada do gramado também será reutilizada para a irrigação do campo.

O gramado do Maracanã terá um sistema de drenagem comum, diferente do inicialmente exigido pela Fifa, a vácuo. "O sistema que a Fifa pediu não era viável por conta do lençol freático do local, que varia em torno de 0,5 m abaixo do nível final do campo", explica o arquiteto. "Isso iria comprometer o terreno, que hoje está compactado, e os tubos poderiam ficar flutuando caso o lençol freático suba, causando uma série de problemas futuros como, por exemplo, o rebaixamento do campo", diz.

Segundo o arquiteto, a opção apresentada à Fifa mostrava que a drenagem por gravidade, que teve sua capacidade dobrada, era suficiente para atender às exigências da entidade e foi aprovada. "O Maracanã tinha uma espécie de espinha de peixe embaixo do campo. A distância entre as espinhas eram de 8 m e nós diminuímos para 4 m, além de aumentarmos o diâmetro dos tubos", explica.

É na cobertura também que foram instalados dispositivos para agregar eficiência energética ao estádio. Ligadas aos anéis de compressão fixados na cobertura do estádio estão instaladas placas fotovoltaicas. Os painéis cobrem toda a superfície das arquibancadas - cerca de 2,5 mil m² - para a captação de energia solar, que posteriormente será convertida para energia elétrica por transformadores. 

O sistema será capaz de gerar 670 mil kW/h por ano. Esta instalação é um projeto financiado pela Light e Eletricité de France (EDF), e é suficiente para abastecer o equivalente a 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã.

45º Congresso Internacional da ABTCP aborda avanços na área técnica e ambiental do setor de C&P

Programação traz palestras sobre o uso da nanotecnologia, da biotecnologia e de novas técnicas na área de tratamento de efluentes e reciclagem

Da Redação


Principal evento do setor de celulose e papel, o ABTCP 2012 – 45º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, vai apresentar os avanços tecnológicos registrados no Brasil e no exterior na indústria de celulose e papel. 

Também serão destacadas as técnicas que ampliam as práticas sustentáveis no setor.

O uso da nanotecnologia e da biotecnologia, as aplicações de técnicas avançadas na produção de papel e de celulose, o mercado dos materiais lignocelulósicos e dos biomateriais florestais são alguns dos temas que serão apresentados nas quase 100 palestras programadas nos três dias de evento, por especialistas estrangeiros e brasileiros.

Sob o aspecto ambiental, serão mostrados os avanços em áreas como a gestão e o tratamento dos efluentes – com destaque para a busca de excelência e otimização das plantas de efluentes – e a reciclabilidade de papéis comerciais, entre outros temas. 

Ainda sob o aspecto da sustentabilidade, as operações de celulose e papel em plantas com o conceito de biorrefinaria – unidade industrial que converte biomassa em energia e produtos refinados – também são destaque do evento (a programação completa e detalhada do evento está disponível no site:

O ABTCP 2012 – 45º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel será realizado pela ABTCP em parceria com as congêneres Tecnicelpa (Associação Portuguesa dos Técnicos das Indústrias de Celulose e Papel) e Riadicyp (Associação Ibero-americana de Docência e Investigação em Celulose e Papel) e contará com a participação de fabricantes do setor e ações institucionais sobre a sua fundação em seu estande.

A novidade desta edição fica por conta do Ciadicyp – Congresso Ibero-Americano de Investigações em Celulose e Papel, importante evento do setor já organizado anteriormente na Argentina, Espanha, Chile, México e Portugal. 

Sob o tema Grandes Desafios na Pesquisa e Tecnologia de Materiais Lignocelulósicos e de Celulose e Papel, o Congresso terá sessões técnicas sobre automação e controle de processo; celulose; engenharia e manutenção; meio ambiente; papel; recuperação e utilidades.

O Transamérica Expo Center fica na Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 (Próximo à Ponte Transamérica). Nos dias 9 e 10/10, a exposição poderá ser visitada das 13h às 20h e no dia 11/10 – das 13h às 18h. 

Já o congresso acontecerá nos dias 9 e 10/10 – das 9h às 17h30 e no dia 11/10 – das 9h às 16h. 

Construção verde muda de patamar

Fonte: Valor Econômico 


São Paulo - Formado em filosofia e cantor de ópera em Ohio (EUA), Scot Horst deu uma guinada na carreira ao construir sua própria casa, nos anos 1980. Encantado com a experiência, criou em 1994 a consultoria Horst, Inc voltada ao design sustentável. 

Cinco anos depois foi cofundador da consultoria para construções sustentáveis 7group, que presidiu em paralelo à direção do Instituto Internacional Athena, focado em análise de ciclo de vida dos edifícios. 

Numa nova virada, deixou ambas em 2009, para assumir a vice-presidência do Green Building Council dos EUA (US-GBC), com o desafio da expansão internacional da certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), a mais difundida no mundo.

Fã da música popular brasileira, Horst esteve no Brasil para apresentar o Leed v4, próxima versão da certificação. A seguir, principais trechos da entrevista ao Valor.

Valor: Até que ponto o custo constitui uma barreira para quem quer aderir a uma certificação de sustentabilidade? 

Scot Horst: Na construção de um edifício comercial de U$ 20 milhões, só 1% irá para medidas que garantem a certificação. Além de ser menos do que se imagina, é um investimento que retorna, por exemplo, pela economia de energia, se comparado a soluções tradicionais. 

Mas nem todos precisam da certificação para ter casas e locais de trabalho sustentáveis. 
Hoje, a internet é uma aliada na pesquisa e existem organizações não governamentais, como o próprio GBC, com informações e sugestões de práticas sustentáveis. 

Valor: Então, qual a motivação para se investir na certificação? 

Horst: Pode-se investir para ter uma postura cidadã, por uma questão de valores. Outro motivo são ganhos econômicos, pela adição de valor na venda do imóvel ou redução de custos na sua operação. 
De modo geral, no caso do Leed, o movimento começa pelas companhias internacionais que certificam seus edifícios nos países onde estão estabelecidas. A partir disso, inicia-se a adesão local. 

Valor: Pode dar um exemplo? 

Horst: Três anos atrás tínhamos centenas de edifícios certificados na China, mas só de corporações internacionais. Agora, há cerca de dois mil edifícios de companhias chinesas certificados. 
Isso é o que realmente gosto, criar um benchmark de edifícios sustentáveis. Mas lá ainda predomina a certificação de novas construções, ao contrário da Europa e EUA, onde cresce a busca pelo retrofit certificado, reformas que tornam os edifícios existentes mais eficientes. 

Valor: Por que essa procura? 

Horst: O uso dos computadores facilitou a criação de projetos, recortando e colando propostas anteriores, raramente adequadas para o novo espaço. Mas é mais fácil construir de forma inteligente do que ter de investir depois para tornar mais verdes edificações existentes. 
Há outro perigo: a indústria da construção, fragmentada entre engenharia, arquitetura, construção e acabamento, que também pode ser prejudicial. As melhores soluções vêm de propostas integradas. 

Valor: Como funciona o retrofit ambiental? 

Horst: Normalmente começamos por propor uma análise de questões como o consumo de energia, de água, produção do lixo, por meio de um sistema de pontuação. 
Por exemplo, no caso da energia, temos de conhecer como e quanto se consome, para sugerir soluções que podem incluir a reforma das janelas para ter mais luz, conscientização ambiental e a modernização das instalações. Feita a análise, em vez de impor soluções, nós damos ideias e você escolherá quanto e onde investir. A certificação depende da pontuação obtida. 

Valor: Como propor uma certificação igual, em países e regiões que vivem realidades diferentes?

Horst: Temos um grupo de trabalho com representantes de 21 países para atender situações locais. O desafio é entender a região, para adaptar as exigências do Leed. Por exemplo, tenho visto que, no Brasil, é mais comum deixar janelas abertas que nos EUA, onde elas ficam permanentemente fechadas. São situações diferentes quanto à circulação do ar, que demandam respostas diferenciadas. 

Outro desafio refere-se às certificações locais, que muitas vezes envolvem aspectos comuns e importantes. 

No Brasil, o PBE Edifica é muito interessante, servindo como pré-requisito para o Leed. Estamos aprofundando esses temas no Leed v4, a nova versão da certificação, que já recebeu mais de 20 mil comentários públicos. 

Entre as novidades, estamos trabalhando na simplificação no sistema de classificação, nas prioridades regionais, e no tema da análise do ciclo de vida. O lançamento será em junho de 2013. 

Valor: Por que temos ainda tão poucos edifícios sustentáveis certificados no mundo, se comparado aos números da construção civil como um todo? 

Horst: Acredito que mudanças culturais começam muito lentamente. Mesmo com a premência do aquecimento global, a urgência afasta. Temos de pensar que prédios permanecem por muito tempo, que o que fazemos hoje tem um impacto no longo prazo. 

Comissão aprova criação de PIB Verde para avaliar patrimônio ecológico

Agência Câmara
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na quarta-feira (19) o Projeto de Lei 2900/11, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que estabelece o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) Verde para avaliar o patrimônio ecológico nacional.


Pelo projeto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB, divulgará também o PIB Verde, em cujo cálculo será considerado o patrimônio ecológico, além dos critérios e dados econômicos e sociais tradicionalmente utilizados.

A relatora da proposta na comissão, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), mudou o texto que sugeria a divulgação anual do PIB Verde, argumentando que, como a metodologia será nova, talvez não seja possível essa periodicidade. 

Ela sugeriu ainda que os critérios sejam discutidos com a sociedade e com o Congresso para criar um índice em sintonia com as preocupações ambientais.

“Se algum tipo de índice de desenvolvimento sustentável conseguisse obter ampla aceitação e aplicação, poderia constituir valiosa ferramenta para a mudança de comportamento da sociedade, em face dos desafios socioambientais que este novo milênio apresenta”, defendeu.

Rebecca Garcia também incluiu no texto da proposta o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como outro levantamento de riqueza a ser levado em conta no desenvolvimento de uma metodologia para o PIB Verde.

Origem

O PIB Verde é um indicador de crescimento econômico que leva em conta as consequências ambientais do crescimento econômico medido pelo PIB padrão, ou seja, os custos ambientais. 

Em 2004, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou o uso do PIB Verde como um indicador econômico para seu país. O primeiro relatório foi publicado em 2006.

Pelo indicador, os países devem atribuir o valor econômico a serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, de modo que esses valores possam ser incorporados à contabilidade do setor produtivo, sendo também utilizados para a nova metodologia de cálculo do PIB, que passaria a ser um indicador conjunto dos processos econômicos, da sustentabilidade ambiental e do bem-estar da sociedade.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pela Comissão e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-2900/2011

(Agência Câmara)

9º FÓRUM MENSAL DA APRENDIZAGEM

“Inclusão do Surdo no Mercado de Trabalho” 

No próximo dia 28 de Setembro, acontece o 9º Fórum Mensal de Aprendizagem, um encontro entre empresas e alunos do Instituto, para discussão de assuntos pertinentes ao trabalho do IOS e empresas parceiras.

O Fórum do mês de Setembro traz como tema a “Inclusão do Surdo no Mercado de Trabalho”. 

É preciso conhecer as questões relacionadas à surdez e permear o ambiente de trabalho quanto à desmistificação da pessoa surda, sua história e sua inclusão profissional. 

O surdo, dentre as pessoas com deficiência é o único que se utiliza de outro idioma para comunicar-se.



Quem trata do assunto é a palestrante Éveli Alcântara de Queiroz, especialista em Gestão de Iniciativas Sociais (CNI-SESI-UFRJ – 2004). 

Bacharel em Propaganda e Marketing (UNIP-SP). Consultora e Facilitadora com 12 anos de atuação no Sul do País nas áreas de Projetos de Gestão. 
Coordenadora do Núcleo Mercado de Trabalho para Surdos. Roteirista de Cartilhas e desenhos animados para a socialização do surdo no mercado de trabalho.

SOBRE O IOS 


No IOS – Instituto da Oportunidade Social, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência recebem treinamento intensivo em Administração e Tecnologia da Informação, incluindo a operacionalização dos softwares TOTVS – ERP, CRM, Automação Comercial e Folha de Pagamento. 


Anualmente, o IOS forma, em média, 1.600 jovens no Brasil e cerca de 45% são incluídos no mercado de trabalho. 

Possui Unidades de Acompanhamento em São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. 

Reconhecidos por nossas empresas parceiras, os alunos frequentam aulas complementares de desenvolvimento comportamental, português e matemática, dentre outros diferenciais que somente nossos cursos oferecem. 

Data: 28/09/2012 Horário: das 09h00 às 12h00 
Local: Auditório Núcleo IOS – Rua Alferes Magalhães, 256 – Santana – São Paulo 
Entrada: doação de 2 litros de leite 
Atenção: vagas limitadas! Confirme sua presença enviando um e-mail para: forum@ios.org.br

Não perca essa oportunidade! Participe!

Campanha on-line auxilia reunião sobre desafios pós-Rio+20

EcoD

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) lançou, na terceira semana de setembro, um fórum global on-line onde o público pode fazer perguntas a funcionários de governos de todo o mundo sobre os passos necessários para enfrentar os desafios em questões de desenvolvimento sustentável.

O fórum, que está sendo realizado por meio de plataformas de mídias sociais, como o Facebook, proporcionou aos internautas a oportunidade de participar da Reunião Ministerial Extraordinária do Ecosoc, realizada na segunda-feira, 24 de setembro.

O evento se concentrou em fazer progressos sobre os temas discutidos na Rio+20 e as metas e resoluções contidas no documento final do evento, intitulado “O futuro que queremos”.

Foram selecionadas perguntas do fórum, que tem como tema “Construindo o Futuro que Queremos”, para serem respondidas por especialistas durante um diálogo interativo na Assembleia, transmitida em tempo real pelo site da Ecosoc.

“No Rio, os governos renovaram e reforçaram o compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Eles forneceram uma base para construir o futuro que queremos”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. 

“Nós precisamos de uma agenda que seja concreta, orientada para a ação e focada na erradicação da pobreza, no desenvolvimento econômico e social inclusivo, na sustentabilidade ambiental e na paz e segurança para todos”, concluiu.

(EcoD)