Comissão aprova criação de PIB Verde para avaliar patrimônio ecológico

Agência Câmara
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na quarta-feira (19) o Projeto de Lei 2900/11, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que estabelece o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) Verde para avaliar o patrimônio ecológico nacional.


Pelo projeto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB, divulgará também o PIB Verde, em cujo cálculo será considerado o patrimônio ecológico, além dos critérios e dados econômicos e sociais tradicionalmente utilizados.

A relatora da proposta na comissão, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), mudou o texto que sugeria a divulgação anual do PIB Verde, argumentando que, como a metodologia será nova, talvez não seja possível essa periodicidade. 

Ela sugeriu ainda que os critérios sejam discutidos com a sociedade e com o Congresso para criar um índice em sintonia com as preocupações ambientais.

“Se algum tipo de índice de desenvolvimento sustentável conseguisse obter ampla aceitação e aplicação, poderia constituir valiosa ferramenta para a mudança de comportamento da sociedade, em face dos desafios socioambientais que este novo milênio apresenta”, defendeu.

Rebecca Garcia também incluiu no texto da proposta o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como outro levantamento de riqueza a ser levado em conta no desenvolvimento de uma metodologia para o PIB Verde.

Origem

O PIB Verde é um indicador de crescimento econômico que leva em conta as consequências ambientais do crescimento econômico medido pelo PIB padrão, ou seja, os custos ambientais. 

Em 2004, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou o uso do PIB Verde como um indicador econômico para seu país. O primeiro relatório foi publicado em 2006.

Pelo indicador, os países devem atribuir o valor econômico a serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, de modo que esses valores possam ser incorporados à contabilidade do setor produtivo, sendo também utilizados para a nova metodologia de cálculo do PIB, que passaria a ser um indicador conjunto dos processos econômicos, da sustentabilidade ambiental e do bem-estar da sociedade.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pela Comissão e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-2900/2011

(Agência Câmara)

9º FÓRUM MENSAL DA APRENDIZAGEM

“Inclusão do Surdo no Mercado de Trabalho” 

No próximo dia 28 de Setembro, acontece o 9º Fórum Mensal de Aprendizagem, um encontro entre empresas e alunos do Instituto, para discussão de assuntos pertinentes ao trabalho do IOS e empresas parceiras.

O Fórum do mês de Setembro traz como tema a “Inclusão do Surdo no Mercado de Trabalho”. 

É preciso conhecer as questões relacionadas à surdez e permear o ambiente de trabalho quanto à desmistificação da pessoa surda, sua história e sua inclusão profissional. 

O surdo, dentre as pessoas com deficiência é o único que se utiliza de outro idioma para comunicar-se.



Quem trata do assunto é a palestrante Éveli Alcântara de Queiroz, especialista em Gestão de Iniciativas Sociais (CNI-SESI-UFRJ – 2004). 

Bacharel em Propaganda e Marketing (UNIP-SP). Consultora e Facilitadora com 12 anos de atuação no Sul do País nas áreas de Projetos de Gestão. 
Coordenadora do Núcleo Mercado de Trabalho para Surdos. Roteirista de Cartilhas e desenhos animados para a socialização do surdo no mercado de trabalho.

SOBRE O IOS 


No IOS – Instituto da Oportunidade Social, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência recebem treinamento intensivo em Administração e Tecnologia da Informação, incluindo a operacionalização dos softwares TOTVS – ERP, CRM, Automação Comercial e Folha de Pagamento. 


Anualmente, o IOS forma, em média, 1.600 jovens no Brasil e cerca de 45% são incluídos no mercado de trabalho. 

Possui Unidades de Acompanhamento em São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. 

Reconhecidos por nossas empresas parceiras, os alunos frequentam aulas complementares de desenvolvimento comportamental, português e matemática, dentre outros diferenciais que somente nossos cursos oferecem. 

Data: 28/09/2012 Horário: das 09h00 às 12h00 
Local: Auditório Núcleo IOS – Rua Alferes Magalhães, 256 – Santana – São Paulo 
Entrada: doação de 2 litros de leite 
Atenção: vagas limitadas! Confirme sua presença enviando um e-mail para: forum@ios.org.br

Não perca essa oportunidade! Participe!

Campanha on-line auxilia reunião sobre desafios pós-Rio+20

EcoD

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) lançou, na terceira semana de setembro, um fórum global on-line onde o público pode fazer perguntas a funcionários de governos de todo o mundo sobre os passos necessários para enfrentar os desafios em questões de desenvolvimento sustentável.

O fórum, que está sendo realizado por meio de plataformas de mídias sociais, como o Facebook, proporcionou aos internautas a oportunidade de participar da Reunião Ministerial Extraordinária do Ecosoc, realizada na segunda-feira, 24 de setembro.

O evento se concentrou em fazer progressos sobre os temas discutidos na Rio+20 e as metas e resoluções contidas no documento final do evento, intitulado “O futuro que queremos”.

Foram selecionadas perguntas do fórum, que tem como tema “Construindo o Futuro que Queremos”, para serem respondidas por especialistas durante um diálogo interativo na Assembleia, transmitida em tempo real pelo site da Ecosoc.

“No Rio, os governos renovaram e reforçaram o compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Eles forneceram uma base para construir o futuro que queremos”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. 

“Nós precisamos de uma agenda que seja concreta, orientada para a ação e focada na erradicação da pobreza, no desenvolvimento econômico e social inclusivo, na sustentabilidade ambiental e na paz e segurança para todos”, concluiu.

(EcoD)

ABIH-BA, Sesi e MDA lançaram o projeto “Sustentabilidade à Mesa” em Salvador


Da esquerda p/ direita: Marcelo Pretti da Intercity; Jair Menegueli, pres. do Conselho 
Nacional do Sesi; José Garrido, pres. da ABIH-BA e Fermi Torquato,pres. da ABIH Nacional

Na tarde de ontem (20/09), a ABIH/BA – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia, o Sesi e o MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário reuniram convidados no hotel Intercity Salvador para apresentar o Sustentabilidade à Mesa. 

Trata-se de um grande projeto voltado para o setor hoteleiro, que representa a união de três programas capitaneados pelas entidades envolvidas: 
o Rede Brasil Rural, que aproxima a agricultura familiar dos compradores hoteleiros; 
o Cozinha Brasil, que incentiva a alimentação saudável com mínimo desperdício e baixo custo; 
e o Vira Vida, projeto educativo voltado para os jovens em situação de vulnerabilidade social.

O Superintendente de Agricultura familiar da Bahia, Wilson Dias, ressaltou: 

“A hotelaria é um nicho de mercado muito importante para os agricultores. 

Na cadeia de intermediação, o pequeno produtor fica somente com 15% do lucro, queremos ampliar essa margem propiciando a negociação direta com os hotéis”. 

Compartilhando da mesma opinião, o Presidente da ABIH-BA, José Manoel Garrido, ressaltou que a Bahia ocupa o primeiro lugar do Brasil na produção agrícola familiar. 

“Temos 87% da área de plantio do estado ocupada pelos produtores familiares, temos que valorizar esse potencial”, disse Garrido.

Já o presidente da ABIH Nacional, Fermi Torquato, reforçou o compromisso que os hoteleiros estão assumindo com os parceiros. 

“O Cozinha Brasil é fundamental para minimizar o desperdício de comida num País onde tanta gente ainda passa fome. 

A Rede Brasil Rural representa a oportunidade de quebrar a barreira do intermediário, pois ao mesmo tempo em que queremos lucrar com os nossos hotéis, também queremos ampliar o ganho do homem do campo. 

Também incentivaremos os nossos hotéis a absolver os jovens treinados pelo Vira Vida”, resumiu.

O presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, apresentou o Cozinha Brasil e o Vira Vida. 

“Formaremos em Salvador a primeira turma de jovens capacitados em Turismo. Peço o apoio dos empresários para cumprir o desafio de inserir esses jovens no mercado de trabalho”, disse ele sobre o projeto criado em 2008 que envolve capacitação profissional e atendimento social e psicológico.

USP e UFRJ desenvolvem pesquisas para produção de concretos sustentáveis

Pesquisadores cariocas criaram materiais a partir de fibras de sisal e coco, enquanto paulistas utilizaram resíduos industriais
Aline Rocha

Concreto desenvolvido pela USP

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de São Paulo (USP) apresentaram projetos para a produção de concretos sustentáveis, fabricados a partir de resíduos industriais ou fibras naturais. 

De acordo com a Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ, a indústria cimenteira do Brasil produz cerca de 70 milhões de toneladas de concreto ao ano, número que pode chegar a 100 milhões nos próximos anos e contribuir para o aumento da emissão de CO2 na atmosfera.

Pensando nestes números, os pesquisadores do Laboratório de Estruturas e Materiais (Labest) da Coppe iniciaram uma pesquisa baseada na produção agrícola e na floresta tropical do país para descobrir materiais naturais e renováveis que podem reduzir a emissão de CO2 na produção de concreto.

De acordo com o Coppe, foram realizados testes com fibras de sisal e coco, materiais que se mostraram tão eficientes quanto às fibras sintéticas de polipropileno, nylon e amianto no reforço do concreto. 

O sisal, por exemplo, fornece maior ductilidade e reparte melhor as fissuras do material.

Os pesquisadores também desenvolveram uma tecnologia para usar a cinza do bagaço de cana, resíduo da produção de açúcar e álcool, como substituto parcial do cimento. Além disso, o Coppe ainda realiza pesquisas semelhantes com plantas amazônicas como o arumã, a juta, a piaçaba e o curauá.

Já na USP, o concreto ecológico foi produzido pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) em parceria com a Escola de Engenharia da Universidade em São Carlos (EESC), no interior de São Paulo. No novo material, já patenteado em julho, são utilizados resíduos industriais.

O "concreto não estrutural", como foi chamado pelos pesquisadores, resulta da combinação de areia de fundição aglomerada com argila e escória de aciaria ou de alto-forno, resíduos despejados por companhias siderúrgicas e de fundição. 

De acordo com o IAU, o novo concreto alcançou uma resistência de 56 MPa - a resistência convencional do material varia de 25 a 30 MPa.

Os pesquisadores alertam que por ser não estrutural, o concreto sustentável não pode ser usado em pilares e vigas. Porém, é possível fabricar bloquetes, guias, grelhas, sarjetas, contrapisos, blocos para alvenaria de vedação e outras peças de uso não estrutural.

Segundo o IAU, há também outro benefício na produção do novo concreto. 

O processo conhecido como solidificação/estabilização (tecnologia S/S) realiza a encapsulação dos resíduos sólidos que compõem o concreto não estrutural, fazendo com estes sofram um processo de desintoxicação ou restrição de sua capacidade de solubilização, o que os torna menos tóxicos ao meio ambiente.

Encontro de Sustentabilidade Costeiro Marinho ocorre até sábado

Haverá exposição de projetos, stands culturais e gastronômicos e shows.
Mostra tem exposição de esqueletos de golfinhos e barbatanas de baleias.
Do G1 SC
Em comemoração à Semana Nacional da Baleia Franca, ocorre até sábado (22) em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, o 1º Encontro de Sustentabilidade Costeiro Marinho. 


Avistamento de baleias-francas é uma das atividades
do encontro (Foto: Projeto Baleia-Franca/Divulgação)


Durante esses dias, os visitantes poderão participar da exposição de projetos técnicos, stands culturais e gastronômicos, shows, passeios, avistamento de baleias, além de participar de debates sobre diversos temas no no Salão Paroquial da Igreja Matriz.

Na quinta-feira (20), a partir das 14h,  uma mesa redonda sobre a área de proteção ambiental da baleia-franca e a abertura de uma nova exposição do Museu da Baleia de Imbituba. 

A mostra tem esqueletos de golfinhos e um conjunto de barbatanas do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de ossos de baleias-francas remanescentes do período da caça. O valor do ingresso é R$ 3.

Hoje (21) e no sábado (22) serão realizadas paletras com 17 especialistas. Os stands estarão abertos à visitação das 9h às 12hs e das 14h às 19hs na quinta e sexta, e até às 22h no sábado. 


O evento será encerrado no sábado (22) com show da Banda Yahoo, aberto ao público.

Fonte: 

Projeto brasileiro de casa sustentável participa de competição no Solar Decathlon Europe

Fonte: Procel Info



Espanha – A Ekó House, desenvolvida por alunos da USP e da UFSC, está participando da Solar Decathlon Europe que acontece na Espanha. 

O projeto elaborado por meio de parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP), é o único representante do Hemisfério Sul na competição. 


A casa sustentável também contou com o apoio da Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam) e com a colaboração da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 

Foram necessários dois anos para concluir a montagem da residência, desde o seu projeto até a execução. 


A Ekó House, inspirada na tradição dos índios Tupi-Guarani, consiste em uma casa de 50 m² que possui geração de energia a descarte de resíduos, além de varanda dimensionada para controlar trocas de calor e separação de águas para serem tratadas e reutilizadas posteriormente. 

O Solar Decathlon Europe é uma competição bianual de universidades que projetam e constroem casas autossuficientes, operando somente com energia solar. 

Além de apresentar projetos das habitações, as equipes também precisam construí-las e colocá-las em funcionamento. 

Um dos critérios para vencer o concurso é voto popular que pode ser feito pela internet, através do site Solar Decathlon

Vote na Ekó House, o projeto que representa o Brasil na competição, e acompanhe o ranking das categorias aqui .