Costa Rica – Como o país trabalha pra se tornar um exemplo em sustentabilidade

Por Clovis Akira em Ciência e Tecnologia


A Costa Rica, pequeno país da América Central, é famosa pela riqueza de seu meio ambiente, suas belas paisagens naturais atraem turistas de todas as partes do mundo. 

Um quarto de seu território é preservado como reserva ambiental, onde a fauna e a flora convivem harmoniosamente nos vários parques nacionais.

O país pretende se tornar carbono neutro até 2021. O termo “carbono neutro” significa um estado neutro de emissões de carbono, e é possível por meio da redução das liberações de dióxido de carbono para que a diferença entre a emissão e absorção seja efetivamente zero.

A Costa Rica está se empenhando para atingir essa meta, administrando cuidadosamente seus recursos naturais, para que seja possível absorver efetivamente o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que adota medidas para diminuir as emissões. 

Se o país conseguir atingir essa meta, poderá se destacar como o primeiro país carbono neutro do mundo.



O principal objetivo do governo é aumentar o investimento em fontes renováveis de energia até 2018, para poder atingir a meta de se tornar carbono neutro em 2021.

Um dos principais produtos da economia costarriquenha é a banana, que é o produto de maior exportação do país. 

Os produtores também estão engajados em melhorar as práticas agrícolas, preocupados em reduzir as emissões de gases das máquinas utilizadas no processo do cultivo da banana e também na distribuição, buscando meios de transporte que adotem combustíveis eco suficientes.



O ministro do Meio Ambiente, Energia e Telecomunicações da Costa Rica, René Castro, esteve no Japão na primeira semana de agosto, para firmar novos acordos de cooperação tecnológica com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) com a finalidade de acelerar novos projetos para a construção de uma usina de energia geotérmica no Parque Nacional de Rincón de la Vieja, localizada ao norte do país.



Segundo o ministro Castro, a Costa Rica enfrenta hoje um grande desafio. Cerca de 76% da energia do país é proveniente de usinas hidrelétricas, mas mudanças climáticas tem dificultado a previsão de quando e onde irá chover, além das precipitações pluviométricas. 

Sendo assim, é um risco depender em demasia da energia hidrelétrica. 

O governo planeja aumentar outras fontes de eletricidade, como a energia geotérmica, que é proveniente dos vulcões.



Atualmente, a energia geotérmica é responsável pelo abastecimento de 12% da eletricidade na Costa Rica, e a meta é aumentar para 30 a 40%, como há muitos vulcões no país, existem ainda muitas fontes de energia geotérmica a serem exploradas. 

A geração da energia geotérmica é cara e exige tecnologia avançada, e graças ao envolvimento do Japão nos projetos de energia da Costa Rica, enviando engenheiros e tecnologias modernas, o ministro acredita que a meta será atingida em breve, salientando que a energia geotérmica é uma fonte promissora de energia em comparação com fontes convencionais, uma vez que não sofre influência das estações do ano, além de que seu impacto ao meio ambiente é mínimo.

Imagens: WashJeff

PR - Fábrica da Leão tem até grama no teto

A primeira unidade industrial do país a receber a certificação ambiental Leed fica em Fazenda Rio Grande, na região de Curitiba
AMANDA MILLÉO, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO


Economia de 23% no consumo de energia e 36% no de água são resultados das medidas de sustentabilidade adotadas pela fábrica de chás secos da Leão, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Atendendo mais de 30 critérios do Green Building Council Brasil (GBCB), organização que auxilia o desenvolvimento da construção sustentável, a fábrica foi a primeira do país a receber a certificação Leed – sigla em inglês para “liderança em energia e design ambiental” – na categoria Nova Construção.

Entre as várias medidas adotadas pela Leão estão a plantação de grama nos telhados, que ajuda a manter o isolamento térmico, reduzindo o gasto de energia com ar condicionado, ventilador e aquecedores.

Soluções

Telhas translúcidas e paineis solares ajudam a reduzir despesas

Dentre as ações para diminuir em 36% o gasto de água, a fábrica da Leão adotou cisternas coletoras de chuva, plantou espécies que não exigem irrigação constante e implementou o sistema de duplo fluxo nos vasos sanitários. 

Para diminuir os custos energéticos, telhas translúcidas favorecem a iluminação natural; painéis solares aquecem a água e diminuem os custos com o aquecimento a gás; e paredes em formato de venezianas permitem a entrada do ar e reduzem gastos com aquecedor ou ar condicionado, entre outros.

Hoje o Brasil é o quarto país que mais busca a certificação Leed, atrás de Estados Unidos, China e Emirados Árabes. São mais de 50 empresas buscando a certificação no país, 80% delas de pequeno e médio porte.

A unidade da Leão faz parte do Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (SABB), do grupo Coca-Cola. Segundo o gerente de sustentabilidade e responsabilidade social do SABB, Fabiano Rangel, se os funcionários estão em um ambiente onde o ar é constantemente renovado, não há acúmulo de gás carbônico (CO2), os trabalhadores não se sentem sonolentos e a produção se mantém.

Para atender aos critérios da certificação “verde”, diz Rangel, a empresa precisou gastar de 13% a 15% mais na construção, em comparação ao custo de uma fábrica convencional – mais que o investimento extra de 2% a 7% que a GBCB estima para tornar sustentável um prédio comercial. 

A fábrica da Leão saiu mais cara por causa da dificuldade em comprar certos materiais durante o desenvolvimento do projeto e a construção, a partir de 2006.

“Tivemos de buscar a tecnologia, o que encareceu o projeto. Hoje esse custo não existiria, tanto que nos projetos das próximas empresas as mudanças já estão incluídas”, explica Rangel. 

De acordo com o presidente do SABB, Axel de Meeûs, o custo para tornar a fábrica sustentável não é repassado ao consumidor. “O cliente é exigente. Ele sabe o que é bom e temos de evoluir para atender à demanda.”

O gerente de relações governamentais e institucionais da GBCB, Felipe Augusto Faria, conta que as despesas dependem do tipo de construção, mas que o ideal é pensar nas melhorias desde o início do projeto. 

“O que encarece ou não é o momento em que você começa a pensar nisso. Às vezes o prédio está pronto e já tem algumas adaptações. Assim fica mais fácil de torná-lo mais sustentável, mudando a iluminação, por exemplo. Em outros casos, é mais complicado. 

Mudar o sistema de ventilação de uma sala totalmente fechada exige mudanças maiores”, diz.d


Bayer vai construir edifício sustentável no Brasil

A multinacional alemã Bayer MaterialScience vai iniciar ainda este ano a construção de um edifício sustentável na área em que está situada a sede, em São Paulo. 

Edifício que será construído na sede da Bayer, em São Paulo, 
estará integrado às árvores do terreno / Foto : 
Divulgação Bayer/Roberto Loeb e Associados

Será o quinto EcoCommercial Building (ECB) da multinacional no mundo e o primeiro na América Latina. O anúncio será feito durante a 3ª Greenbuilding Brasil. 

O evento começa na terça, dia 11, e vai até o dia 13 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

O projeto, que une design e tecnologia, utiliza fontes de energia renovável, reuso de água, placas translúcidas de policarbonato para aproveitamento de luz natural, isolamento térmico de fachadas e conta com um sistema para monitorar e controlar o consumo de água e energia do prédio em tempo real. 

A intenção é a de que o edifício consuma 50% menos energia e economize 70% de água. Segundo a empresa, o retorno do investimento deve vir entre 7 e 10 anos. 

O novo prédio terá 600 metros quadrados e vai funcionar como espaço de convivência de colaboradores da empresa. A previsão é de que ele seja inaugurado no primeiro trimestre de 2013.

Durante a conferência, o responsável no Brasil pelo programa EcoCommercial Building, Fernando Resende, também vai mostrar o funcionamento e os resultados do ECB inaugurado em Nova Déli, na Índia, no ano passado. 

O empreendimento, que produz toda a energia que utiliza, é o único do mundo com pontuação máxima no programa Leed Platinum. "O mais importante é mostrar que não são projetos mirabolantes, mas sim resultado de um bom planejamento e pesquisa, com o propósito de criar edifícios que funcionem de maneira inteligente", afirma Resende.

Greenbuilding Brasil - Além de apresentar as principais soluções nacionais e internacionais da construção civil sustentável, o evento, promovido pelo Green Building Council Brasil (GBC), terá palestras sobre arquitetura sustentável, eficiência energética, qualidade ambiental interna e uso racional da água. Entre os destaques estão os arquitetos Simon Smithson, Chad Oppenheim e Michael Wurzel.

Além disso, o vice-presidente sênior do U.S. Green Building Counci, Scot Horstl, vai apresentar à indústria nacional o novo Leed v.4, selo de certificação e orientação ambiental de edificações concedido a projetos ambientalmente corretos, com reconhecimento internacional.


A programação completa está disponível no site http://expogbcbrasil.org.br/.

Estudantes da FAU-USP ganham o Prêmio Soluções para Cidades 2012


Projeto para reassentamento de famílias prevê a criação de dois anéis de ocupação: um para as moradias e outro para as áreas de lazer
Aline Rocha

O Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento de São Paulo (IAB-SP) divulgou os projetos vencedores do Prêmio Soluções para Cidades 2012, promovido em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). 

A premiação aconteceu na quinta-feira (30), durante seminário apresentado na Concrete Show 2012.

Divulgação: IAB-SP

Este ano, os estudantes de arquitetura e urbanismo deveriam desenvolver projetos para o reassentamento de 133 famílias do litoral norte de São Paulo, usando sistemas construtivos à base de cimento portland.

Os vencedores foram os alunos da Faculdade Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) João Miguel Alves de Moura e Silva, Luis Fernando Tavares, Marinho Velloso, Pedro Akio Souza Hasse e Victor Piedade Próspero. Os estudantes tiveram a orientação do professor Angelo Bucci.

O projeto propôs a implantação de uma via circular em uma área considerada segura em relação a desabamentos e inundações. O espaço terá unidades habitacionais formadas por módulos pré-fabricados e agrupáveis em diversos modos, além de um calçadão com equipamentos de lazer.

A proposta ainda cria um anel superior composto por um anfiteatro, cujo palco representa um parque de drenagem para o manejo adequado das águas.

Para a entrada deste conjunto, os estudantes também projetaram uma praça com comércio e equipamentos públicos. Um dos diferenciais da proposta foi o uso de grandes peças de concreto pré-moldadas como estruturador espacial das unidades de habitação.

O primeiro colocado recebeu prêmio de R$ 5mil, enquanto o segundo e terceiro lugares receberam R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

Divulgação: IAB-SP
Divulgação: IAB-SP
Divulgação: IAB-SP
Divulgação: IAB-SP




2º lugar
Divulgação: IAB-SP
Faculdade Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP)
Equipe: Alice Seguerra Mahlmeister, Ana Paula de Oliveira Lopes, Rafael Igayara da Silva Ramos e Jaime Solares Carmona
Professor: Anália Maria Marinho de Carvalho Amorim

3º lugar
Divulgação: IAB-SP
Centro Universitário Univates, Arroio do Meio - Rio Grande do Sul
Equipe: Cristiane Lavall e Gisele Paula Giongo
Professor: Arq. Alex Carvalho Brino
Menção honrosa
Divulgação: IAB-SP
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Equipe: Wesley da Silva Medeiros e Richard Lins Nogueira
Professor: Dr. Professor Fábio Duarte de Araújo Silva
Menção honrosa
Divulgação: IAB-SP
Centro Universitário Univates, Estrela - Rio Grande do Sul
Equipe: Alexandre Engel Budiner Hollermann, Artur Pretto Junqueira e Janaína Kuhn
Professor: Arq. Luciane Stürmer Kinsel Flach
Menção honrosa
Divulgação: IAB-SP
Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo
Equipe: Alexandre Francisco Gil, Daniela Sönksen de Siqueira e Tomas Antonio Giannattasio Bozeda
Professor: Arq. Daniel Corsi
Destaque
Divulgação: IAB-SP
Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Equipe: André Ricardo Felix, Camila Vieira Bento, Diane Dourado dos Anjos e Guilherme Augusto Belizario Sanches
Professor: Arq. Pérola Felipette Brocaneli
Destaque
Divulgação: IAB-SP
Faculdade Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP)
Equipe: Anelise Bertolini Guarnieri, Artur Kim Shum, Raísa Drumond de Abreu Negrão e Selma Shimura
Professor: Arq. Fabio Mariz

4º Congresso Florestal Paranaense
















Acontece entre os dias 10 e 14 de setembro o 4º Congresso Florestal Paranaense na cidade de Curitiba/PR. 

O evento será promovido no Centro de exposição da CIETEP – FIEP.

Com foco no tema “Gestão Florestal: Produção, Conservação e Uso”, o evento irá contemplar discussões que envolvem política e economia florestal, silvicultura, conservação da natureza, manejo de florestas nativas e plantadas, tecnologia, recursos hídricos, infraestrutura, logística e energia renovável. 

O Congresso contará também com visitas técnicas ao campo e deve reunir mais de 500 pessoas, entre engenheiros florestais, agrônomos, produtores rurais, pesquisadores, estudantes, representantes dos setores privado e público.

Este Congresso contará com stand da Produquímica, parceira do IBF em experimentos voltados a produção de mudas nativas para restauração florestal, além de apoio e participação em cursos promovidos pelo IBF. 

Clique aqui e saiba mais sobre os cursos do Instituto.

Segundo Guilherme Sá, Gerente Regional da Produquímica, a grande expectativa é para o lançamento da linha Polyblen para adubação de espécies florestais a campo.

Um produto de altíssima tecnologia, para atender a tendência de mercado de altas produtividades, alta eficiência e suprir uma redução na oferta de mão de obra já que o produto permite a adubação das espécies florestais em uma única operação no momento do plantio.

Outra ponto é reforçar a liderança no mercado de formação de mudas com o OSMOCOTE, uma tecnologia consagrada mundialmente nesse segmento além de difundir nosso conhecimento técnico e portfólio de soluções voltado ao mercado florestal.

Realização

O Congresso é uma promoção da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Embrapa Florestas e cursos de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Unicentro (Irati) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

O evento conta com patrocínio das empresas Arauco, Berneck, Remasa, Klabin, Pesa, Itaipu Binacional, Pöyry Silviconsult e Valor Florestal, além do Conselho Regional de Engenharia (CREA-PR), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), CNPQ, BRDE, Copel, Fundação Araucária e Sindimadeira.

Para informações adicionais, acesse: http://www.congressoflorestalpr.com.br/

Fotojornalista fala sobre fotografia, arte e sustentabilidade na Matilha Cultural

Redação
A Matilha Cultural promove durante o mês de setembro uma série de ventos destinados à conscientização socioambiental da população. 

O Setembro Verde tem exposições, cinema, teatro e palestras, como a da fotojornalista Bárbara Veiga.

Além da exposição “De -40 °C a 40 °C: da Antártida à Amazônia”, que mostra os sete anos do seu trabalho com uma discussão sobre o conceito socioambiental em diversos continentes, haverá uma palestra na qual a fotojornalista explicará alguns métodos de como unir o trabalho artístico ao jornalismo como ferramenta de impacto, visibilidade e mudança em nome da sustentabilidade.

A exposição poderá ser vista a partir do dia 11. 

A palestra “Sustentabilid’Arte” acontece no dia 13, às 20h, no cinema da Matilha.


reprodução
Trabalho da fotojornalista na Amzônia, em 2011.




















Fonte: Catraca Livre / Uol

Taubaté recebe exposição sobre sustentabilidade

Evento convida público a uma reflexão sobre o consumo consciente.
Mostra segue até o dia 25 de novembro e tem a entrada gratuita.

Do G1 Vale do Paraíba 

A exposição Pedaços Vale Paraibanos da Terra é atração no Sesc Taubaté a partir desta terça-feira (4). 

O evento convida o público a explorar questões relacionadas à sustentabilidade, com foco nos mistérios do universo mineral, matéria-prima dos produtos tecnológicos.

A exposição é distribuída em módulos e visa proporcionar o estímulo à consciência crítica em relação às práticas de sustentabilidade. 

Na exposição, peças como uma tabela periódica interativa, um mosaico de matérias-primas e mapas gigantes fornecem informações e conceitos referentes ao impacto ambiental da extração de recursos minerais.


Taubaté recebe exposição sobre sustentabilidade (Foto: Divulgação/ Sesc)Peças expostas levam público à reflexão sobre 
consumo consciente (Foto: Divulgação/ Sesc)
O público poderá observar o processo de manufatura desses equipamentos,que envolve um ciclo de produção desde a extração do minério até o produto final. 

Deste modo, propõe-se uma reflexão sobre a importância do consumo consciente, a reutilização de equipamentos tecnológicos e o encaminhamento para reciclagem, tendo como objetivo minimizar os impactos ambientais.

A visitação pode ser feita até o dia 25 de novembro, de terça a sexta-feira, sempre das 8h às 21h; e aos sábados e domingos, das 9h15 às 17h30. 

A entrada é gratuita. Para agendamento de grupos basta entrar em contato pelo telefone (12) 3634-4016.

O Sesc Taubaté fica na Avenida Milton de Alvarenga Peixoto, n°1264, no Esplanada Santa Terezinha.