A indústria dos relatórios de sustentabilidade: mais informação significa maior transparência?

Das 100 maiores empresas brasileiras, 88 reportam informações socioambientais, colocando nosso país na 6ª posição entre os 34 países estudados
Por Ricardo Zibas*



Nos últimos anos, temos acompanhado a evolução da publicação de informações socioambientais pelas corporações globais, na forma de relatórios de sustentabilidade ou de responsabilidade corporativa. Mas até que ponto a evolução na quantidade de informações é também uma evolução qualitativa?

Recentemente, a KPMG divulgou a sua última pesquisa sobre o tema, abrangendo as 100 maiores companhias de 34 países (totalizando 3.400 organizações), entre eles o Brasil. Das 100 maiores empresas brasileiras, 88 reportam informações socioambientais, colocando nosso país na 6ª posição entre os 34 países estudados. 

Ficamos atrás do Reino Unido (100% das 100 maiores empresas reportam), Japão (99%), África do Sul (97%), França (94%) e Dinamarca (91%). No caso da África do Sul e da França, vale lembrar que existe uma matriz regulatória que demanda a divulgação de informações socioambientais, o que é um fator preponderante para a obtenção de índices mais altos.

Considerando que o reporte no Brasil (ainda) é voluntário, temos uma publicação expressiva de relatórios, que nos coloca à frente de países como a Finlândia (85%), Estados Unidos (83%), Holanda (82%), Canadá (79%), Itália (74%), Suécia (72%) e Portugal (69%).

Entretanto, será que a quantidade de relatórios se traduz também na qualidade das informações reportadas? O estudo divide os relatórios dos países em quadrantes, e a maioria dos reportes brasileiros se enquadrou no que denominamos “arranhando a superfície (scratching the surface)”, que se caracteriza por um alto grau de eficiência na comunicação, mas sem uma maturidade de processos condizente.

Normalmente, as organizações e setores deste quadrante são as que possuem maior risco de falhar nas metas e expectativas descritas no relatório de sustentabilidade e, por consequência, estão mais sujeitos às pressões das partes interessadas, entre eles os investidores.

O principal motivo para isto é que o foco é dado para a comunicação das realizações em múltiplos canais (ou até na integração com o reporte financeiro), mas a mesma atenção não é dada aos processos de gestão, integração e origem das informações. Como resultado, temos uma comunicação muito boa, mas embasada em processos pouco desenvolvidos, que comprometem a qualidade das informações, ou seja, muito foco na forma, mas nem tanto no conteúdo.

Assim, várias metas não são atingidas, frustrando as expectativas dos públicos de interesse ou, muitas vezes, recaindo em um processo de verificação externa demasiadamente longo, cujo retrabalho contínuo passa a ser a regra, pois as informações relatadas acabam não possuindo as evidências necessárias de rastreabilidade ou gestão.

Como fugir desta armadilha? A integridade e a maturidade dos processos geradores da informação é a chave para um reporte adequado. 

A abordagem denominada “Fazendo a coisa certa” (Getting it right), segundo a pesquisa, consiste na ação equivalente à de organizações que adotam uma postura mais conservadora, priorizando a construção de sistemas de informação de dados socioambientais e processos de consolidação e registro de evidências, em vez de uma pura e simples superexposição de realizações, que muitas vezes não tem como demonstrar ou manter. 

Além disto, visando evitar a compilação dos dados e indicadores uma única vez por ano (o que denotaria falta de gestão), estas organizações utilizam auditorias externas trimestrais dos dados socioambientais, o que reduz o tempo da auditoria anual e indica lacunas ao longo do processo e a tempo de serem corrigidas.

Mais detalhes sobre a pesquisa podem ser obtidos no link:


*Ricardo Zibas é gerente sênior da área de Climate Change & Sustainability Services da KPMG no Brasil.

10 tendências para os relatórios de Sustentabilidade


91873942

















Sustentabilidade


10 tendências para os relatórios de Sustentabilidade

As empresas enfrentam três grandes desafios quando se trata de relatórios de sustentabilidade, de acordo com um novo relatório da CSR Insight. Estes relatórios incluem múltiplos sistemas de métricas, falta de definições uniformes e falta de aplicações consistentes, que resultam na medição e divulgação de resultados variáveis e pouco confiáveis. 

O Insight Report CSR, com base em dois anos de pesquisas, aborda questões de sustentabilidade para a comunicação, investimento e regulamentação.

Confira abaixo estão as 10 tendências, levantadas pela empresa, em relatórios de sustentabilidade.

1 - As demonstrações financeiras representam apenas uma parte dos riscos corporativos e de potencial de criação de valor, com o equilíbrio a partir de fatores intangíveis, como estratégia, inovação de produtos, gestão da marca e de reputação, eficiência energética e de recursos, redução de riscos comerciais, ambientais e sociais.

2 - Os relatórios de Sustentabilidade são voluntários em todo o mundo.

3 - Relatórios de Sustentabilidade são, agora, norma entre as grandes empresas de nível mundial, passando de cerca de 300 relatórios em 1996 para 3.100, atualmente. O Global Reporting Initiative relata que mais de 1.000 organizações em todo o mundo registraram relatórios de sustentabilidade em 2008, com base nas Diretrizes G3 do GRI.

4 - O desenvolvimento dos Relatórios de Sustentabilidade nos EUA tem sido muito mais lento do que na Europa.

5 - A maioria dos países industrializados possui leis ambientais que restringem as atividades de impacto ambiental e exigem alguma forma de relatórios de regulação ambiental.

6 - A evolução das diretrizes de métricas para relatórios de sustentabilidade é um grande desafio para os fornecedores e usuários.

7 - Múltiplos sistemas de métricas, falta de definições uniformes e falta de aplicações consistentes resultam na medição e divulgação de resultados variáveis e pouco confiáveis.

8 - O surgimento de legislação e regulamentações, tanto em nível nacional como regional, que não foram integrados e/ou sincronizado com múltiplos sistemas métricos, é um grande desafio.

9 - A sincronização de sistemas métricos voluntários com as exigências governamentais e de regulamentação pode ser impulsionada em parte pelas iniciativas recentes da Global Reporting Initiative e da World Intellectual Capital Initiative, para desenvolver taxonomias XBRL para informações não-financeiras, bem como por novas regras da Comissão Americana de Seguros e Operações Cambiais, que exijam demonstrações financeiras em um formato XBRL, como parte dos Relatórios de Sustentabilidade corporativos.

10 - A supervisão das questões de sustentabilidade, nas instâncias governamental, regulamentar e de auditoria, será norma dentro de cinco anos, tanto no mundo desenvolvido quanto em desenvolvimento, em todos os setores.

Fonte: Agenda Sustentável (http://www.agendasustentavel.com.br)

HSM Online

Qual a importância do “Relatório de Sustentabilidade”?



Como visto no post “Rumo à Sustentabilidade“, aqui mesmo no blog da Fundação Fritz Müller, a palavra “sustentabilidade” está sendo usada cada vez mais pela população e consequentemente pelas empresas também. 

Muitas empresas têm se utilizado da palavra até para se promover, mesmo que não pratiquem “ações sustentáveis”. Uma das funções do “Relatório de Sustentabilidade” é tirar essa dúvida, pois sua criação consiste na prática de medir, divulgar e prestar contas do desempenho organizacional visando ao desenvolvimento sustentável, tanto interna quanto externamente.

Mesmo que as ações de uma empresa em relação ao meio ambiente estejam em alta, esse não é o único determinante sustentável. 

O “Relatório de Sustentabilidade” também deve apresentar resultados relevantes gerados pelas ações de uma organização relacionados às questões social e econômica. Os resultados apresentados devem oferecer uma descrição equilibrada e sensata do desempenho de sustentabilidade. 

Ou seja, cabe a apresentação de dados positivos e negativos, não apenas aqueles que beneficiarão o relatado.

O “Relatório de Sustentabilidade” consiste num meio de comunicação entre organização e clientes, fornecedores, quadro societário e comunidade em geral, sendo assim, precisa passar informações completas e corretas, pois, de acordo com as diretrizes da GRI (Global Reporting Initiative), o “Relatório de Sustentabilidade“ poderá ser usado como: 

padrão de referência (benchmarking) e avaliação do desempenho de sustentabilidade com respeito a leis, normas, códigos, padrões de desempenho e iniciativas voluntárias; demonstração de como a organização influencia e é influenciada por expectativas de desenvolvimento sustentável; comparação de desempenho dentro da organização e entre organizações diferentes ao longo do tempo.

Percebeu a importância do relatório? 
É fundamental que a sua empresa possua alguém capacitado a elaborar tal documento. 

Emprego e renda através da reciclagem através de bitucas de cigarro

Coleta seletiva e produção de materiais ecológicos a partir de bitucas de cigarro contribuem para conscientização e inclusão social

Após vencer a luta contra o fumo dentro dos quartos e das dependências de hotéis, pousadas e resorts, estes empreendimentos têm de lutar contra a sujeira gerada pelas cinzas e pelas bitucas nos locais destinados para os fumantes.

Pensando nisso e no grande impacto que esses resíduos trazem para a natureza, a Rede Papel Bituca atua na recolha e transformação das bitucas em novos produtos, trazendo emprego e renda a partir de um produto que antes ia parar nos rios, mares e lixões.

coletores-e-armazenagem-de-biticas-reciclagem-de-bituca-de-cigarro
Coletores de bituca e bomba armazenadora


Males do cigarro


Aproximadamente 5 milhões de pessoas morrem por ano no mundo por doenças decorrentes do fumo, destas, 200 mil no Brasil. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a segunda maior causa de mortes por conta dos fumantes ativos e a terceira de fumantes passivos no mundo.

Além de todo o dano causado à saúde de fumantes e não fumantes, o cigarro também é um grande vilão para o meio ambiente. Dependendo do tipo de solo em que é descartada, a decomposição da bituca de cigarro demora em média quatro anos, o que tem sido um dos maiores problemas ambientais das metrópoles, florestas, campos e até para a vida silvestre e marinha.

A Rede Papel Bituca


como-funciona-reciclagem-de-bituca-de-cigarro
Nascida a partir do desejo de diminuir estes impactos, a Rede Papel Bituca (RPB) organizou ONG’s e empresas sociais que, juntas, desenvolveram uma solução inclusiva e inovadora para promover a conscientização dos fumantes.

Esta solução é a coleta seletiva e correta destinação das bitucas de cigarro, transformando-as em papel, que é utilizado na confecção de produtos ecológicos, promovendo a inclusão social e a geração de renda.

“Podemos dizer que essa é uma tecnologia social que realmente gera valor em todos os pilares do que entendemos por sustentabilidade, ou seja, um processo economicamente viável, que gera inclusão social e benefício para o meio ambiente”, explica Rafael Henrique – gestor da Rede Papel Bituca.

A RPB oferece às empresas participantes o serviço de coleta e correta destinação das bitucas geradas em um estabelecimento ou evento, com equipamentos adequados, logística de retirada do resíduo, ações de conscientização sobre o programa e prioridade de compra dos produtos ecológicos feitos de papel bituca.

Vários setores já estão envolvidos e atuam na Rede Papel Bituca (RPB), estruturando, viabilizando ou expandindo suas ações e resultados. A Plural Indústria Gráfica, localizada em Santana de Parnaíba, São Paulo, é uma das empresas que já realiza a coleta de bitucas em suas instalações, onde mantém cerca de 920 funcionários.

“Adotar iniciativas sustentáveis e inovadores como a instalação de coletores de bitucas de cigarro em nosso parque gráfico é uma ação que está alinhada com o compromisso socioambiental e ético da PLURAL. 

A campanha para a correta destinação das bitucas é dirigida a todos profissionais da gráfica e ressalta a importância desta atitude para a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico, além de alertar quanto aos males do cigarro à saúde.  Naturalmente, existe uma percepção de nossos clientes e parceiros em relação aos aspectos ambientais e sociais da PLURAL, que agregam valor ao nosso negócio.” – diz Jeniffer Guedes, Engenheira Ambiental da PLURAL Indústria Gráfica.


O Processo


Outro elo desta cadeia é a transformação das bitucas em papel. A Seed Paper, empresa pioneira na fabricação artesanal do Papel Semente desde 2008, foi convidada a participar da Rede Papel Bituca e desenvolveu a metodologia de transformação das bitucas de cigarro em papel reciclado artesanal, se constituindo como o primeiro POT – Pólo de Transformação das Bitucas – no Brasil.

processo-de-reciclagem-bituca-reciclagem-de-bituca-de-cigarro
Processo de reciclagem

“A possibilidade de utilização das bitucas de cigarro transformando-as em papel reciclado artesanal proporcionou a contratação de mais mão de obra de uma comunidade de baixa renda e em situação de risco, na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, gerando, além de renda, inclusão social e a elevação da auto-estima desses jovens contratados”, diz Sergio Martinho, responsável pela administração da empresa social IPS Comércio, que produz o Papel Bituca, além do papel semente e do papel cimento, todos papéis reciclados artesanalmente.

O último elo dessa cadeia são as ONGs que recebem esse papel e os transformam em produtos como cadernos, pastas, porta-retratos, sempre utilizando mão de obra de pessoas em condição de vulnerabilidade, gerando renda e inclusão social.

Fica nossa sugestão para que você hoteleiro entre em contato com o pessoal da Rede Papel Bituca ou que disponibilize algum recipiente adequado para a recolha desses resíduos. É importante também a conscientização de colaboradores e turistas quanto aos malefícios do cigarro, bem como o perigo do descarte inadequado de cinzas e bitucas em locais como florestas ou praias.

Como descrito, seu empreendimento pode ajudar a Rede Papel Bituca através da coleta de bitucas ou através da compra de produtos fabricados a partir desse material. Veja mais nos sites abaixo.

produtos-rede-papel-bituca-reciclagem-de-bituca-de-cigarro
Produtos feitos de bituca reciclada

Sobre a Rede Papel Bituca - www.redepapelbituca.org.br
Sobre Plural Indústria Gráfica - www.plural.com.br
Sobre a Seed Paper - www.seedpaper.com.br


Thiago Cagna. Consultor EcoHospedagem.

Contribuíram com esta publicação
Revisão e edição de texto - Nathalia Pereira, Jornalista - www.nathaliapereira.com


Fonte: www.ecohospedagem.com

Consultor dá 10 dicas para empresários tornarem seus negócios mais sustentáveis

É cada vez maior a cobrança da sociedade para que as empresas sejam sustentáveis, mesmo que muitas nem saibam ao certo o que significa realmente ser uma companhia “verde”. 


Apesar de poucas terem profissionais dedicados exclusivamente a questões ligadas à sustentabilidade e gestão em meio ambiente, é preciso tomar medidas para, por exemplo, economizar recursos como água, energia elétrica e papel.

“Muitos pequenos e médios empresários acreditam que investir em algo sustentável em seus negócios é oneroso. Mas é justamente o contrário, já que é possível mudar a partir de detalhes que, de tão simples, muitas vezes passam despercebidos – como separar os lixos recicláveis, usar lâmpadas que gastem menos energia e fechar as torneiras durante algumas tarefas – e que podem até trazer economia, mesmo que em longo prazo”, afirma Enio De Biasi, sócio-diretor da De Biasi Auditores Independentes.

O consultor enfatiza que, “para trabalhar de modo ecologicamente correto, independentemente do tamanho da empresa, basta que cada um queira fazer sua parte. 

Para isso, é necessário entender como influenciar as pessoas a comprarem a ideia da sustentabilidade. E quem adota práticas sustentáveis está à frente quando surgem novas legislações relativas ao meio ambiente, como a Lei dos Resíduos Sólidos e a proibição das sacolas plásticas”.

A seguir, De Biasi sugere 10 ações que podem ajudar as empresas a adotar, de forma realista, uma postura mais verde e sustentável, sem impacto nos negócios:

- Criar ambientes de trabalho que viabilizem projetos com foco em sustentabilidade: é importante pensar nos impactos de cada decisão, como a escolha dos tipos de dispositivos que serão usados na empresa, o local onde os funcionários serão alocados e o desenho dos espaços de trabalho.

- Manter regras que controlem as emissões de carbono e, se possível, neutralizá-las: algumas organizações medem essas emissões, o que permite calcular quantas árvores devem ser plantadas para neutralizar o carbono lançado na atmosfera durante as atividades cotidianas de sua empresa.

- Adotar políticas de gerenciamento de energia: além de desenvolver sistemas de monitoramento, é interessante criar data centers eficientes, desligar equipamentos eletrônicos (computadores, impressoras, estabilizadores etc) ao deixar o posto de trabalho e trocar as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, entre outras questões.

- Substituir as sacolas tradicionais, caso sejam utilizadas pela empresa, pelas versões biodegradáveis, que se deterioram em pouco tempo, sem agredir o meio ambiente. 

Caso seu negócio crie lixo tóxico, o ideal é contatar as empresas responsáveis pela coleta para saber como deve ser o descarte correto. Isso vale também ao eliminar pilhas, baterias, computadores e lâmpadas fluorescentes.

- Procurar saber, ao contratar um fornecedor, quais são os métodos usados pela empresa dele como, por exemplo, se ela utiliza meios legais para vender seus produtos e se cumpre as legislações ambiental e trabalhista.

- Tornar seus cartões de visita “verdes”: uma boa forma de deixá-los mais eco-friendly é trocar os papéis comuns das impressões pelos reciclados e utilizar tintas a base de soja, entre outras novidades. Isso, além de ajudar o meio ambiente, melhora a imagem da empresa.

- Instalar um software para economizar na impressão e eliminar as máquinas de fax: uma importante parte dos custos das companhias é oriunda das impressoras. Isso porque a impressão – muitas vezes desnecessária – de documentos, e-mails e páginas da internet consome muito papel e tinta. Para resolver o problema, é só usar um software de gerenciamento de impressões, que pode ser baixado gratuitamente na internet.

- Melhorar a sala de descanso: para evitar desperdícios de materiais como papéis, copos e talheres plásticos, é preciso convencer os funcionários a utilizar canecas reutilizáveis para beber água e café. Outra sugestão é dispensar máquinas de café, lanches e afins, que gastam muita energia e deixam resíduos plásticos, e disponibilizar uma cesta de lanches saudáveis e um refrigerador para gelar bebidas e alimentos.

- Aprimorar seus equipamentos de escritório, em vez de trocá-los: tentar usá-los pelo maior tempo possível é uma das melhores maneiras de economizar dinheiro e reduzir o volume de lixo. Isso não significa sacrificar um bom desempenho, mas tentar fazer upgrades nas máquinas quando der antes de jogá-las fora e comprar novas.

- Pensar verde ao trocar móveis ou materiais do escritório: quando for necessário realizar substituições, tentar fazê-las de modo sustentável, dando preferência a peças e utensílios compostos por material reciclado ou madeiras certificadas.

Informações para a imprensa:
Ex-Libris Comunicação Integrada
Ana Carolina Esmeraldo
Tel.: (11) 3266-6088 – ramal 201

www.jornaldiaadia.com.br

Escolas inseridas na Eficiência Energética entregues

Ato conjunto da Seed e Energisa aconteceu na terça, 14

Pontos de iluminação foram substituídos
(Fotos: Divulgação Seed)

Promover a economia de energia nas escolas da rede estadual de ensino é uma das metas da Secretaria de Estado da Educação (Seed). 

O pontapé desse objetivo foi dado na manhã de terça-feira, 14, quando a Energisa Sergipe, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED), fez a entrega simbólica das 26 escolas estaduais que foram inseridas no Projeto de Eficiência Energética da empresa.

O ato foi no Colégio Estadual Albano Franco, na presença dos mais de 100 alunos que estudam no período da manhã.

A Energisa investiu R$ 730 mil nessa ação que consistiu na substituição de 6.000 pontos de iluminação ineficientes por 6.025 pontos eficientes compostos de luminárias, lâmpadas e reatores. 

Essa substituição proporcionará uma economia anual de energia no montante de 338.700 kWh, com uma redução de cisto de R$ 130 mil.

Secretário Belivaldo Chagas destaca 
importância do projeto

O secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, ressaltou a importância do projeto. "Além de diminuir os gastos com energia elétrica, o projeto irá contribuir para o melhor aprendizado do aluno e melhores condições de trabalho para o professor, que terão uma escola bem iluminada sem prejuízo à visão", destacou.

Ele disse que Seed já garantiu junto ao Governo do Estado, recursos na ordem de R$ 5 milhões para levar esse projeto a mais 100 unidades escolares, sobretudo nas que funcionam com o turno da noite. 

"É mais uma maneira de se investir na educação valorizando alunos e professores, além de estamos economizando no custeio da máquina administrativa", disse o secretário.

O presidente da Energisa, Gioreli de Souza Filho, ficou muito satisfeito em firmar essa parceria com a SEED e prestigiou o ato na escola estadual. "Essa parceria nos entusiasmou muito, pois traz benefícios aos estudantes, futuro de nossa Nação. 

Foi também uma forma de articular a Energisa com o poder público, por meio de um projeto de sustentabilidade, que busca usar de forma correta seus recursos energéticos. É um projeto vencedor fruto de uma união de forças que certamente terá resultados eficazes futuramente", declarou Gioreli.

Segurança

A diretora do Albano Franco gostou muito da inclusão da escola nesse projeto. "Essa iniciativa foi excelente para o bairro, pois a escola ficou mais iluminada trazendo mais segurança para alunos, servidores e para a comunidade em geral. 

As aulas do turno da noite ficarão mais estimulantes e atrairão mais alunos. Foi um presente para a comunidade do Santa Maria", revelou a diretora.

Teatro

Durante o evento o grupo de teatro da Energisa, Companhia Eitcha de Teatro, encenou a peça Zé da Luz contra a bruxa da escuridão, que alerta as crianças os risco de empinar pipas próximos a redes elétrica e fios de alta tensão, e a importância de economizar energia.

O estudante Thiago Braga, 11 anos, ficou atento a apresentação. 

"Não podemos soltar pipa perto de fios porque podemos tomar choque e até morrer. A luz é para traze alegria e não tristeza", disse o aluno.

Já sua colega Vitória Silva entendeu a importância de economizar energia. "Minha sala de aula ficou mais clara com as lâmpadas novas, melhor para estudar. Agora devemos fazer nossa parte apagando a luz quando sairmos da sala, e fazer isso em casa também, desligando a televisão e som quando não estamos precisando", disse Vitória.

Unidade Móvel

Após a solenidade de entrega das escolas inseridas no Projeto de Eficiência Energética, Belivaldo Chagas visitou uma unidade móvel que a Energisa levará a todas as escolas inseridas no projeto com informações sobre consumo seguro e eficiente de energia elétrica, exibição de vídeos e experimentos práticos. 

"Vamos visitar todas as 26 escolas que já fazem parte do projeto, levando palestras e informações, pois os estudantes devem saber desde cedo que sem energia não há desenvolvimento, por isso devemos fazer nossa parte economizando e fazendo o bom uso dos recursos energéticos", informou o gerente comercial da Energisa, Pedro Lins.

Fonte: Ascom Seed

Indústrias de SC buscam parcerias para alcançar sustentabilidade


Indústrias de SC buscam parcerias para alcançar sustentabilidade
José Magri, presidente da câmara de qualidade ambiental da FIESC, apresentou ações da entidade para os próximos anos (foto: Diogo Honorato)



















Florianópolis - O engajamento de indústrias catarinenses como Termotécnica e Embraco com clientes, fornecedores e até concorrentes está reduzindo o uso de recursos e o reaproveitamento de materiais, com ganhos para toda a sociedade. 

Os cases foram apresentados durante um seminário sobre sustentabilidade promovido pelo Sistema FIESC, realizado na terça (14), na Associação Empresarial de Joinville (Acij). No evento, que também teve a participação da empresa Weg, foram mostrados detalhes do Plano de Sustentabilidade para a Competitividade da Indústria Catarinense, que contempla ações que serão realizadas pelas entidades que compõem o Sistema FIESC ( FIESC, CIESC, SESI, SENAI e IEL) nos próximos anos.

A articulação da empresa Termotécnica com varejistas para recolher o isopor descartado tornou viável o reaproveitamento do material - que possui grande volume, mas rende pouco material reciclado. 

Com a criação de mais de 1200 centros de recolhimento pelo mundo, hoje a empresa recicla por mês mais de 500 toneladas do produto (equivalente a cerca de 600 carretas). 

O valor já corresponde a 23% da matéria-prima consumida pela empresa, que depois produz embalagens térmicas e blocos para construção civil. O case da empresa foi apresentado pelo proprietário da empresa, Albano Schmidt. Quando o programa foi criado, em 2007, eram 40 toneladas/mês.

Na empresa Embraco, a aliança é feita com os fornecedores, que foram foco de projetos de melhoria elaborados por profissionais da fabricante de compressores. 

Mudanças simples, como sugerir a redução de medidas de palhetes de madeira ou o uso desnecessário de pregos, têm ajudado a evitar o corte de 2600 árvores por ano e a transformação de 11 toneladas de aço. Em outras ações, equipes de segurança da empresa foram até os fornecedores e apontaram possíveis mudanças para melhorar a ergonomia no trabalho.

Para o 1º vice-presidente da FIESC e presidente da Acij, Mário Cezar de Aguiar, que esteve presente no evento, os cases servem de exemplo de ações internas e externas que podem ser desenvolvidas pela indústria. 

"Precisamos acabar com a visão de que há dicotomia entre a indústria e o meio-ambiente, pois a sustentabilidade hoje é questão estratégica para as empresas. Não dá mais para pensar em produtos sem analisar todas as questões ambientais, sociais e econômicas envolvidas", ressaltou.

Apesar do conceito de sustentabilidade estar muito ligado à preocupação ambiental, o conceito também tem relações com as esferas sociais e de perenidade do próprio negócio. 

O consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que participou de uma das palestras, define que, para se considerada sustentável, a empresa deve atender basicamente a cinco itens: depender o menos possível de recursos naturais, usar o máximo de sustâncias recicladas, não contribuir com a degradação ambiental e satisfazer as necessidades das comunidades com que tem relação, mas sem deixar de ter capacidade econômica para fazer investimentos necessários.

"Ser sustentável é ser capaz de manter-se por longo período sem interrupções ou enfraquecimento. Não há como ter sustentabilidade sem ser competitivo, e vice-versa", definiu o consultor.

O Plano de Sustentabilidade da Indústria Catarinense, do Sistema FIESC, foi apresentado pelo presidente da câmara ambiental, José Lourival Magri. A iniciativa contempla 16 grandes áreas de atuação e mais de 60 ações concretas em áreas como energia, mudanças climáticas e desastres naturais; produção mais limpa e recursos hídricos; resíduos sólidos; gestão de riscos e reputação e gestão de impactos sociais. 

O empresário também apresentou algumas ações recentes do Sistema FIESC na área de sustentabilidade, como a campanha por isenção de impostos na indústria de materiais recicláveis, consultorias em eficiência energética e cursos de responsabilidade corporativa. 

Além de Joinville, o Sistema FIESC promoverá seminários voltados para a sustentabilidade em São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Blumenau, Lages, Criciúma e Chapecó. Em cada encontro serão apresentados cases de empresas que são referência em sustentabilidade. 

Diogo Honorato
Assessoria de Imprensa do Sistema FIESC
48 3231-4674
48 9981-4642