Designer ensina comunidade na Argélia a transformar garrafas PET em jóias


CicloVivo
Um programa que transforma plástico em jóias foi implantado em um campo de refugiados indígenas na Argélia. A ideia da designer francesa Florie Salnot é dar oportunidade para que as famílias possam se reestruturar.

O projeto une reciclagem, consumo sustentável e combate à pobreza | 
Foto: Divulgação

O projeto é chamado de “Garrafa de Plástico” e une reciclagem, consumo sustentável e combate à pobreza. Para a comunidade saharauis, produzir as peças não é difícil. Isso porque eles já tinham o artesanato como tradição, o que os impedia de criar era a falta de recursos e matéria-prima.

Por isso, a designer desempenhou um grande papel social ao disponibilizar as ferramentas de trabalho. Florie também ensinou o grupo a fabricar jóias com areia e garrafas PET descartadas.

O projeto foi implantado com a ajuda da instituição de caridade Sandblast. Eles se empenham em conscientizar as pessoas sobre o conflito no Saara Ocidental e capacitar a comunidade através das artes.

Um dos objetivos é oferecer uma forma sustentável para a geração de renda 
 Foto: Divulgação

“Eu projetei uma técnica com ferramentas específicas para permitir que os saharauis possam produzir algumas peças de joalheria com recursos muito limitados e que estão disponíveis em seus campos, ou seja: garrafas de plástico e areia”, explica a designer.

Os objetivos do projeto são: oferecer uma forma sustentável para a geração de renda, apresentar a técnica e as ferramentas disponíveis para que cada um possa desenvolver suas criações e também revigorar suas tradições artesanais locais de forma original.

A técnica de Florie começa com a pintura da garrafa de plástico. Em seguida, ela é cortada em tiras finas com uma ferramenta de corte. Depois disso, qualquer tipo de desenho pode ser feito através do posicionamento de alguns pregos nos furos de uma placa que a designer usa como molde. A faixa de plástico é colocada nesta placa e fica submersa em areia quente. Em seguida, reage ao calor reduzindo o material ao formato de uma jóia. A peça ainda passa por um pequeno processo de finalização, mas a designer afirma que a técnica é muito simples.

O plástico é colocado em uma placa e fica submersa em areia quente, que 
dá forma ao material | Foto: Divulgação

Os saharauis são antigos povos nômades que viviam no Saara Ocidental. Até que em 1975 o Marrocos anexou seu território. Isso fez com que mais da metade desse povo passasse a viver no exílio, em um trecho do deserto argelino. O trabalho da designer e da instituição Sandblast ajuda-os a depender menos de ajuda humanitária e conseguirem sua renda através do próprio esforço.

Fonte: (CicloVivo)

Como Cubatão deixou de ser o “Vale da Morte”

REDAÇÃO ÉPOCA GERAL 


Na terça-feira (14), comemoramos o Dia do Combate à Poluição. O Brasil tem muito a fazer, já que nossos rios, mares e atmosfera sofrem com a sujeira e poluição. 

Mas é sempre bom relembrar um caso que deu certo. A cidade de Cubatão, em São Paulo, conseguiu enfrentar seus problemas ambientais com sucesso, a ponto de ser considerada pela ONU como “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental”.

Cubatão passou por uma rápida industrialização na década de 1950, muito antes da poluição ser uma preocupação. O resultado foi terrível: de um vale agradável no meio da Mata Atlântica, a cidade se transformou no “Vale da Morte” na década de 1980. Os níveis alarmantes de poluição comprometeram a saúde da população e se manifestaram em chuvas ácidas, problemas respiratórios e altos índices de crianças nascendo com má-formações ou mortas.

A recuperação começou a partir de 1985, com a participação de todos os setores da sociedade. Para falar sobre isso, o Blog do Planeta entrevistou, por e-mail, Américo Barbosa e Dirce Alves, autores do livro “Uma história feita por muitas mãos”. O livro mostra como que a Agenda 21 – o documento aprovado pela ONU na Eco92 sobre meio ambiente – foi implantada em Cubatão.

O livro está disponível para download: Uma história feita por muitas mãos

Blog do Planeta – Na década de 1980, Cubatão foi apelidada de “Vale da Morte” por causa da poluição. Como que a cidade chegou a essa situação?

O Polo Industrial de Cubatão pagou o preço pelo seu pioneirismo, pois sua fundação é anterior à criação da Lei de Controle de Poluição no Estado de São Paulo. Quando a lei entrou em vigor, em 1976, já existiam 18 indústrias instaladas no polo.

Blog do Planeta – Como que a Agenda 21 começou a ser implantada na cidade?

A partir de 1985 uma união entre indústrias, comunidade e governo, juntamente com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), começou um intenso trabalho de preservação ambiental, e a cidade conseguiu controlar 98% do nível de poluentes no ar, fazendo com que a ONU concedesse, em 1992, o título de “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental”. A partir de 2006 a proposta da Agenda 21, abraçada pelo CIESP/CIDE, foi adotada como ferramenta para um planejamento estratégico de longo prazo, conciliando a atuação da indústria, do poder público e da comunidade.

Foram definidos os objetivos prioritários para o desenvolvimento sustentável da cidade, englobando não apenas a questão do meio ambiente, mas o planejamento urbano e o desenvolvimento humano e social – saúde, educação, trabalho e habitação.

Blog do Planeta – Dados atuais mostram que a cidade diminuiu a poluição mesmo aumentando a produção e a indústria local. Como isso foi possível?

O Polo investiu em modernização de equipamentos, em programas de recuperação da Serra do Mar, da qualidade das águas do rio Cubatão, e em programas de mitigação de riscos desde a década de 1980. Em 2011 o programa atingiu 100% de controle das fontes primárias de poluição detectadas em 1983. A produtividade do parque industrial cresceu 40%, e a cidade está há 13 anos sem decretar estado de atenção em função da qualidade do ar.

Além disso, vários programas complementares foram instalados para o monitoramento ambiental: operações inverno e verão, controle de poeiras fugitivas, qualidade das águas dos rios e das emissões atmosféricas. Hoje a cidade já usufrui dos benefícios desses investimentos.

Blog do Planeta – O livro documenta as principais ações para resolver o problema ambiental? Quais foram as principais medidas?

O livro documenta a implantação de Agenda 21. Ele relata passo a passo como foi construída a Agenda 21 de Cubatão, considerando às áreas de Meio Ambiente, Economia e Social. A Agenda 21 de Cubatão abrange ao todo 17 temas, escolhidos pelos três setores – público, privado e sociedade civil – com seus respectivos coordenadores. São temas como Educação ambiental, Logística, Áreas de Preservação Permanente, Saneamento Básico, Indústria, entre outros. O livro mostra o andamento desses projetos e o envolvimento da comunidade, Poder Público e Polo Industrial de Cubatão.

Blog do Planeta – Como foi a participação de cada setor – público, privado, sociedade civil – na recuperação da cidade? Houve dificuldades ou resistências na construção da Agenda 21 em Cubatão?

O processo permitiu o surgimento de um diálogo entre pessoas que, muitas vezes, trabalhavam ‘juntas’ e nunca haviam conversado. A medida em que os Fóruns de discussão foram avançando e os representantes de cada área mostrando seu comprometimento e seriedade com os temas, a desconfiança foi dando lugar à cooperação. Até hoje 1.800 conselheiros de variadas áreas trabalham voluntariamente para a manutenção da Agenda. É o maior número de conselheiros participantes de uma Agenda 21 no Brasil.

O livro tem a proposta de documentar o momento histórico da Agenda 21 de Cubatão e seus personagens, dando voz a todos: membros do Conselho Consultivo, Secretaria-Executiva, Coordenadores Temáticos, Painel Comunitário, consultores, ambientalistas, Prefeitura. O resultado é um livro-revista que pode ser lido em vários níveis: pelos testemunhos dos participantes, que compõem um “hipertexto”; na íntegra, considerando o contexto; pelas imagens ou pelo planejamento, segundo os autores. O livro também pode ser acessado pelo site podendo ser compartilhado com outras cidades a experiência de Cubatão.

Blog do Planeta – O que outras cidades brasileiras podem aprender com a experiência de implementação da Agenda 21 em Cubatão?

A Agenda 21 de Cubatão é um projeto construído por muitas mãos. Ela está sendo uma das mais bem sucedidas do país porque todos os setores da sociedade se mobilizaram e permanecem engajados no cumprimento das metas estabelecidas para 2020. De 2006 até hoje, a Agenda 21 passou a compor a política pública do município, que estabeleceu um plano estratégico com metas exequíveis até 2020. A Agenda 21 é apartidária e de toda a cidade, o que assegura sua continuidade. Dos 282 projetos propostos pelos grupos de trabalho (compostos por cidadãos e representantes dos demais setores), 92% estão em execução.

Foto: Rodrigo Fernandes/PMC
(Bruno Calixto)

Papel das redes sociais na superação da pobreza é tema de livro de pesquisador brasileiro lançado no Reino Unido

Por Karina Toledo
Agência FAPESP – O papel das redes sociais na superação da pobreza e da segregação é o tema do livro Opportunities and Deprivation in the Urban South, lançado recentemente no Reino Unido pela editora Ashgate.


Obra baseada em pesquisa feita no Centro de Estudos da Metrópole mostra como as redes sociais influenciam as chances de pessoas pobres conquistarem melhores condições de vida (WIkimedia)

A obra é baseada na tese de livre-docência de Eduardo Cesar Leão Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP e também um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Para a realização do livro a coleta de dados foi ampliada e complementada por pesquisa qualitativa sobre o uso das redes no cotidiano dos indivíduos.

A pesquisa partiu do pressuposto – amplamente aceito na literatura científica nacional e internacional – de que segregação espacial tende a produzir segregação social. Segundo Marques, isso quer dizer que, embora duas pessoas possam ter a mesma renda, uma delas pode ter piores condições de vida e perspectivas de futuro se estiver isolada espacialmente, com menos acesso a serviços públicos, à informação e a contatos com outros grupos sociais diferentes do seu.

O objetivo do estudo foi investigar de que forma as redes de relacionamento de indivíduos em situação de pobreza poderiam influenciar essa equação. “Nossa hipótese era que haveria diferentes graus de isolamento de acordo com os tipos de redes sociais que as pessoas possuem”, disse Marques.

Para testar a teoria, pesquisadores do CEM analisaram as redes sociais de 210 pessoas em sete diferentes regiões pobres de São Paulo. “Selecionamos moradores de favelas segregadas, favelas situadas perto de bairros ricos e em distritos industriais, conjuntos habitacionais e cortiços. Também foram investigadas as redes de 30 pessoas de classe média, apenas para ter um padrão de comparação”, disse Marques.

As informações levantadas foram então relacionadas com uma série de indicadores sociais. Isso permitiu identificar, por exemplo, a influência que as redes de relacionamento tinham sobre a renda dos entrevistados e sobre a probabilidade de estarem empregados e conquistarem empregos com algum grau de proteção e estabilidade.

“Percebemos que as pessoas com grande parte de sua rede social em ambientes organizacionais – como empresas, associações comunitárias, igrejas e organizações políticas – tinham melhores condições de vida quando comparadas a indivíduos com redes muito locais, centradas na vizinhança, nos amigos e na família”, disse Marques.

Segundo os resultados do estudo, o contato com pessoas diferentes facilita a superação da pobreza porque promove a circulação da informação, de recursos econômicos e de repertórios culturais.

“O tamanho da rede social não fez tanta diferença. Ela pode ter um tamanho médio, mas não pode ser muito local e homogênea. Se uma pessoa pobre tem contato apenas com gente igualmente pobre e desempregada, as chances de conseguir sair daquela situação são pequenas”, disse Marques.

São Paulo e Salvador

Após a identificação das redes de pior e melhor qualidade, os pesquisadores do CEM selecionaram 40 entrevistados anteriormente para participar de uma pesquisa qualitativa sobre os usos das redes. “Queríamos entender como as pessoas mobilizavam esses contatos, como essas redes se configuram e mudam ao longo do tempo”, disse Marques.

Os resultados da investigação já haviam sido publicados em um livro, lançado no Brasil em 2010 pela editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo Marques, no entanto, a obra recém-lançada no Reino Unido não se resume a uma simples versão da pesquisa para o inglês.

“O objetivo principal do livro em português era introduzir no debate nacional a ideia de que a pobreza é produzida também por padrões de inter-relação, não apenas por características individuais e pelos padrões de decisão dos indivíduos. Na Europa e nos Estados Unidos já existe vasta literatura sobre esse tema. O livro em inglês, portanto, dialoga com uma série de outras hipóteses presentes no debate internacional ligadas aos diferentes efeitos de redes sociais diversas, assim como à associação entre redes sociais e segregação”, explicou.

No dia 20 de agosto será lançado Redes sociais no Brasil: Sociabilidade, organizações civis e políticas públicas. Com organização de Marques, o livro compara os dados da pesquisa feita em São Paulo com resultados de outro braço do estudo realizado em Salvador, na Bahia, onde foram entrevistadas 153 pessoas.

“Salvador é uma cidade com estrutura social muito diferente de São Paulo. A pobreza é diferente, o mercado de trabalho é diferente e a sociabilidade é diferente. Mas as redes sociais são parecidas e o efeito delas sobre a pobreza também é semelhante”, disse Marques.

O lançamento ocorrerá a partir de 18h30 na Livraria da Vila, unidade Jardins, Av. Lorena 1731, em São Paulo.
Opportunities and Deprivation in the Urban South 
Autor: Eduardo Cesar Leão Marques 
Lançamento: maio de 2012 
Preço: US$ 99.95 
Páginas: 198 

Parque linear na Vila Madalena pode começar a ser construído ainda neste ano


Com projeto do escritório de arquitetura David Brody Bond, Parque Córrego Verde terá 1,6 km e será usado para conter enchentes na região
Aline Rocha

A Prefeitura de São Paulo pretende começar a construir o Parque Córrego Verde no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, ainda neste ano. O parque linear, de 65,4 mil m², será usado para aumentar a absorção de água, diminuindo as enchentes da região.



Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a obra ainda depende da concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI), em votação no Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades).

A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente também afirmou que é preciso construir ainda um reservatório de amortecimento. O projeto executivo do equipamento está sendo adequado pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), responsável por esta etapa.

O projeto do parque é do escritório de arquitetura David Brody Bond, em parceria com a ONG Aprendiz, a Subprefeitura de Pinheiros e a Siurb. O trabalho foi contratado pelo consórcio Via Amarela, como forma de compensação do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) pelas obras do Metrô.

O Parque Córrego Verde de 1,6 km vai acompanhar o leito do rio, ajudando na drenagem das águas pluviais e na contenção de enchentes. Além disso, pretende favorecer a circulação de pedestres e ciclistas na região.

A proposta ainda prevê a construção de uma praça com quadras de basquete, terraço de esculturas, playground infantil e um mirante com vista para o bairro.


Divulgação: DBBA


Divulgação: DBBA


Divulgação: DBBA


Divulgação: DBBA


Divulgação: DBBA


Urbanismo - aU
Fonte: www.piniweb.com.br



Guia moda consciente: dicas para sua roupa durar mais

EcoD



Um estudo divulgado em 2012 pela Working together for a world without waste (WRAP), uma organização do Reino Unido líder em conservação de recursos, revelou que aumentar a vida útil das roupas por apenas três meses pode levar a uma redução de 5% a 10% na pegada de carbono, água e resíduos.

Além disso, conservar roupas ajuda na redução do consumo excessivo na hora das compras. E o melhor de tudo é que aumentar o tempo e vida dos vestuários não é tão difícil assim. Conheça algumas dicas, que o site Earth911 selecionou.

Separe roupas na hora da lavagem


Você provavelmente já separa roupas brancas das escuras antes de jogá-las na lavadora. Mas o ideal é que você faça mais separações, principalmente quanto ao tipo de tecido. Você não quer sua camisa de trabalho girando em torno de uma peça de tecido áspero e com zíperes afiados, certo? 

Para evitar esse desgaste é importante lavar juntas as roupas feitas de tecidos semelhantes. E não se esqueça de fechar os zíperes na hora da lavagem. Abertos, eles podem prender e puxar outra roupa.

Armazene as roupas corretamente


Se as roupas em seu armário tendem a perder a forma, provavelmente isso ocorre devido ao armazenamento inadequado. Para resolver o problema, certifique-se de dobrar as peças que devem ser dobradas e pendurar as peças que devem ser penduradas. Itens como blusas mantém a melhor forma quando dobrados, já que os cabides podem esticar os ombros ao longo do tempo. 

Pendure peças como vestidos, camisas, calças compridas e blusas de seda em seu armário para prevenir rugas e preservar a forma. Ternos e casacos pesados devem ser guardados em ganchos pesados e sem dobrar. Quando for guardar roupas de temporada, mantê-las dobradas em caixas e sacos de vestuário seláveis com zip para evitar o acúmulo de poeira, mofo e traças.

Lave as peças com água fria


Você pode facilmente estender a vida de cada peça de roupa em seu armário lavando-as em água fria. Isso não só economiza energia, mas também preserva a cor, forma e tamanho de sua roupa. Evite também secadoras, que reduzem o tamanho da peça além de descolorir e danificar o tecido. Use sabão em pó e amaciante na medida, o excesso pode diminuir o brilho e a durabilidade do tecido.

Atenção para a primeira lavagem do jeans novo


Antes da primeira lavagem, deixe o seu jeans em uma mistura de água e vinagre diluído por meia hora para manter as cores brilhantes. Tente algumas colheres de vinagre com copo de água, e aumente as doses, conforme necessário. E não se esqueça de virar o jeans pelo avesso antes de lavar! Esta medida simples pode acrescentar anos de vida inalterável.

Preserve as roupas coloridas


Preservar roupas coloridas é fácil, basta lavar em água fria e adicionar 1/3 de xícara de vinagre no ciclo de lavagem. Não se preocupe com suas roupas cheirando a vinagre, pois durante a secagem ele desaparece.

Aprenda a tirar manchas


Quase toda a mancha pode ser removida se você agir rapidamente. Use club soda ou uma mistura de água morna e sabão, logo que ocorrer o incidente. Para suco e vinho tinto, tente misturar algumas colheres de sopa de bicarbonato de sódio com água para formar uma pasta. Esfregue a mancha com a mistura e deixe secar antes de lavar. 

Se a mancha persiste, não jogue sua roupa no lixo. Você pode torná-la novinha em folha com técnicas de tingimento. Escolha uma tinta de tecido à base de plantas e mão a obra. Não se esqueça de verificar as instruções de uso na embalagem da tinta. O corante vai cobrir a mancha e adicionar uma nova cor para o seu guarda-roupa.

Vestido preto desbotado tem solução


Percebeu um desbotamento em seu vestido preto? Adicione uma xícara de café forte ou chá no ciclo de lavagem. Pode parecer pouco convencional, mas funciona!

Cuidado com os tecidos sensíveis

Para eles a solução está na utilização de um saco de roupa de malha ou uma fronha na hora da lavagem. Além disso, peças de tecido rendado e com alças de sutiã, também não devem entrar em secadoras, elas podem rasgar com muita facilidade.

Fonte: (EcoD)

Como fazer eventos com menos impacto ambiental, social e econômico

Planejamento estratégico das empresas e organizações deve focar em medidas de engajamento do público, minimizar transtornos ao entorno e deixar um legado para as comunidades afetadas

Por Letícia Alasse, Mundo do Marketing


Promover relacionamento com o público, divulgar uma marca e desenvolver setores da economia brasileira são os principais objetivos da indústria de eventos no país. Grandes projetos, no entanto, geram também enormes impactos ao meio ambiente, à sociedade e à economia. 

As grandes empresas já se preocupam com os danos causados e tentam minimizá-los, no entanto, com o crescimento do conceito no mercado, as companhias procuram seguir medidas simples para se posicionarem como sustentáveis.

Com o intuito de auxiliar os organizadores neste processo, a ABNT Brasil instituiu a norma ISO 20121

A medida estará vigente a partir de junho deste ano e não será obrigatória, porém trará diretrizes para os gestores de produção, oferecendo soluções para as empresas desenvolverem a sustentabilidade em eventos, propondo mudanças em todas as etapas de planejamento.

"As propostas são de que os impactos causados tanto na questão ambiental quanto social e econômica sejam medidos pelas empresas e também pelos stakeholders, que são os fornecedores, organizadores, patrocinadores, público visitante e os participantes. 

Desejamos que todos os envolvidos possam medir quais os impactos causados nestas três áreas e tentem minimizar os danos das ações", declara Daniel de Freitas, Diretor de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Eventos (IBEV), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Conscientização e engajamento de todos os envolvidos
Uma das preocupações abordada nas diretrizes do ISO 20121 é o engajamento do público e dos participantes nos eventos. É necessário que as empresas transmitam a conscientização de que os ouvintes e os palestrantes fazem parte do projeto de sustentabilidade e não são apenas agentes passivos no processo. Os visitantes estão incluídos nos impactos desde a forma como escolhem comparecer à programação, se pensam no desperdício de combustível e optam pelo transporte público ou a bicicleta.

Os fornecedores também estão envolvidos na ação. Recrutar profissionais e utilizar materiais próximos ao local do evento são formas de cortar custos e diminuir os poluentes no ar. A realização da apresentação e as embalagens utilizadas fazem parte de uma gama de informações que precisam ser avaliadas ao longo do processo de planejamento. 

"As lixeiras de coleta seletiva, por exemplo, servem para a empresa realizar a divisão de materiais orgânicos e recicláveis, mas se o participante do evento não colabora colocando o lixo no lugar certo, a iniciativa não cumpre o seu objetivo. É preciso, portanto, conscientizar o público de que ele é parte do procedimento", afirma Freitas.

O engajamento das comunidades também está relacionado ao legado que os eventos deixam para a região. "Uma empresa realizou um evento fora dos seus domínios e queria montar um cenário. A companhia escolheu contratar uma ONG de artesãos locais e o cenógrafo da empresa treinou os trabalhadores da comunidade, que montaram todo o projeto. 

Os custos foram bem menores do que se chamassem profissionais de outra cidade e ainda gerou um impacto positivo, pois deixaram um conhecimento naquela comunidade", explica Flávia Goldenberg Vice-Presidente de Relações Institucionais da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), em entrevista ao portal.

Planejamento estratégico das empresas e organizações deve focar em medidas de 
engajamento do público, minimizar transtornos ao entorno e deixar um legado 
para as comunidades afetadas (Imagem: Thinkstock)

Eventos precisam gerar legado e minimizar impactos sociais
As empresas, normalmente, focam a sustentabilidade em ações de diminuição de impacto ambiental, como a reciclagem e o  descarte  correto  dos  resíduos  após eventos. Os impactos sociais, no entanto, não são prioridades no planejamento e causam grandes transtornos para os cidadãos. 

Como lembra o Diretor de Sustentabilidade do Ibev, em 2010, a Igreja Universal convocou a população para participar de um culto na Enseada de Botafogo, com a previsão de 100 mil pessoas, entretanto, compareceram um milhão. O evento causou uma desordem no trânsito de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro durante horas e não havia também transportes e banheiros para atender a todos os presentes.

Os impactos devem  ser  previstos  antes  da  realização  dos  eventos  para  não gerarem tumultos. As  Olimpíadas  2016,  no  Rio de Janeiro,  receberam  grande apoio   da  população   para   serem   sediadas  no  país,   no   entanto,   quando começaram  a  construir a  estrutura  para  receber  o  evento  e desapropriaram casas por preços mais baixos que os valores dos imóveis, houve reclamação  das mesmas pessoas que vibraram com a escolha da cidade como sede.

É necessário que  os eventos  tragam  benefícios  para os  moradores  da  região antes, durante e depois da realização. Os organizadores  devem se  perguntar: a Vila Olímpica servirá a população? As estruturas montadas serão voltadas  para o acesso de qualquer pessoa? As tendas utilizadas no  Fórum Global  Mundial  ECO 92, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, por  exemplo,  foram  transforma-
das em Lonas Culturais depois do evento.

Por iniciativa da Secretaria de Cultura, a estrutura serviu  ao   propósito  de levar atividades culturais a preços populares para regiões da cidade  com   baixo IDH e sem  equipamentos  culturais,  tornado-as   pontos  de  entretenimento    para  a população. "Sustentabilidade pressupõe acessibilidade, inclusão  e um  legado.  

O Festival de Inverno  de  Campos do   Jordão  é  lembrado  por  várias  marcas  durante a alta temporada, mas nenhuma se preocupa em  deixar  uma  herança  social ou gerar um efeito   positivo  para os  moradores da   cidade  no  resto  do ano", expõe Flávia.

Investimentos a longo prazo e mudança de comportamento
Além dos impactos ambientais e sociais, as empresas precisam ficar atentas aos econômicos, que não são apenas o retorno financeiro  do  evento,  mas todos os investimentos feitos para trazer progresso ao espaço utilizado. Os organizadores necessitam compreender  os  gastos  de  uma  produção  mais  sustentável para perceber que a opção  aparentemente  mais  cara  é  também  a  mais  rentável.

"Nos  eventos que  ajudamos  a  organizar,  sugerimos  que  as  empresas usem produtos biodegradáveis na limpeza. Elas alegam que  o  material  é  muito mais custoso, mas, na verdade,  o  produto  sai  até  mais  barato. 

Acontece  que,  na comparação de  um litro  de ambos,  o  biodegradável é mais caro, por outro lado a diluição dele  é bem maior que   um  desinfetante comum, com   concentração  de  um    para   500  litros  de   água,  o  que  acaba  sendo compensador", diz o Diretor de Sustentabilidade da IBEV.

Os orçamentos dos eventos saem em  média  10% a  15%   mais   caros que os comuns,  segundo a   agência  ConceitoEco.   Alimentos   orgânicos,  tecidos  de material PET e banners de algodão  ainda   custam   mais  que  as  alteranativas tradicionais, mas é necessário enxergar a sustentabilidade como um processo de maturidade, dentro das condições operacionais e financeira de  cada corporação.

Começar com pequenas ações


Atualmente, as empresas recebem do IBEV uma certificação de  sustentabilidade de acordo com as realizações prometidas e cumpridas pela companhia durante o evento. São divididas  em  cinco  níveis, que  buscam  estimular as  empresas  a refletirem sobre como diminuir os seus impactos com uma certificação mínima até uma de excelência na estratégia.

"A certificação funciona de forma que as empresas se propõem a  fazer determi-
coisas, como utilizar  90% da iluminação do evento  com  lâmpadas  LED e  com isso reduzir 'x' de consumo de energia, usar o ar condicionado com  um  termos-
que quando a sala estiver vazia desliga sozinho, sensores  de  presença  para as luzes e assim por diante", exemplifica Freitas.

A realização de pequenas mudanças na produção pode  trazer diferenças  para a imagem e postura da  empresa. O uso  de  equipamentos  de segurança   para a equipe de montagem, o oferecimento de alimentos orgânicos e  a  acessibilidade dos portadores de deficiências físicas são exemplos de medidas práticas e sustentáveis.

"Antes de ser executado, o evento tem de ser  raciocinado  de forma sustentável no seu planejamento estratégico,  desde  a  ambientação, que  inclui  locais  que possam utilizar o máximo de luz natural para  economiza r energia elétrica, até a consideração que existem pessoas  que  não comem  carne. 

O   espaço   também  deve  ter  uma  ampla   disponibilidade    de   transportes públicos",   alega  Ana  Paula  Caribé,  Diretora  da   agência  Conceito Eco,  em entrevista ao Mundo do Marketing.

Falsas compensações para a natureza

A execução de medidas sustentáveis em eventos, por vezes, tem perdido  o  seu real  foco,  que  é  a  diminuição  dos  impactos   causados,  por  uma   regra  de compensações de emissões de carbono na atmosfera  sugerida  pela  Unesco.  A iniciativa é válida em alguns casos, entretanto, muitas companhias deixam de se preocupar com os danos que podem acarretar a uma comunidade  para  calcular 
o quanto emitiram de dióxido  de  carbono  (CO2)  e  fazerem  uma  margem  de compensação.

O ressarcimento pode ser feito plantando árvores. O processo é demorado e gerará retorno depois de 15 a 20 anos, além de não ser garantido que o plantio dê certo. Outro meio é a compra de créditos de carbono na Bolsa de Valores, gerados por medidas que transformaram CO2 em oxigênio puro. Estes caminhos não tornam o evento mais sustentável, mas maquiam uma possível falta de maturidade da empresa em lidar com os seus problemas.

"Uma indústria não pode despejar resíduos químicos no mar e nos rios e depois compensar com a plantação de árvores. Os impactos sociais que a empresa pode causar não têm como serem indenizados. Se não foram previstos equipamentos para a participação de pessoas deficientes, como uma rampa de acesso ao palco, e o palestrante é uma cadeirante, o constrangimento da pessoa e do público será irreparável. 

Aconselhamos as empresas a pensarem primeiro na redução e não na compensação, que apenas atinge o meio ambiente e a sustentabilidade é um tripé", finaliza o Diretor de Sustentabilidade da Ibev.

IFC fará isolamento térmico em casas de famílias carentes

Quem tem o hábito de consumir leite ou sucos comprados em embalagens longa vida (tetra pak) pode contribuir muito para um projeto desenvolvido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), Câmpus Videira. 

Com o título “Isolamento térmico de residências de famílias carentes através da reutilização de embalagens longa vida (tetra pak)”, professores e alunos da Instituição estão dispostos a melhorar a vida de pelo menos 15 famílias de baixa renda residentes no bairro Vila Verde, em Videira. O projeto consiste em forrar teto e paredes das casas utilizando as embalagens que têm a parte interna de alumínio.

“O projeto visa otimizar o bem estar de famílias carentes que moram em residências com problemas térmicos, ou seja, no verão a casa se torna praticamente um forno, pois geralmente estas residências não possuem um forro para que o calor, proveniente do sol, seja impedido de entrar na área útil da casa. Já no inverso essa falta de forro possibilita que o vento aumente ainda mais a sensação de frio dos moradores”, explica. 

Para forrar as casas, serão construídas placas de 01 metro quadrado (painéis ecologicamente corretos) utilizando silicone e grampeador para fixar as caixinhas.

As caixas longa vida são ideais para este fim, pois tem uma face aluminizada servindo como uma “manta térmica”. 

Esse material permite que a casa fique mais confortável, já que funciona como isolante térmico refletindo calor para cima em dias quentes e não deixando o calor sair das residências em dias frios, além de evitar goteiras, respingos e sujeita que entraria pelo telhado, conforme explica o professor Jaquiel Fernandes.

Jaquiel também comenta que várias residências de madeira não possuem nem mesmo as mata-juntas, possibilitando uma corrente de ar que passa pelo interior das casas. Com a forração, será possível diminuir ou aumentar em até oito graus célsius a temperatura das residências. 

Além da ajuda ao próximo, o professor cita o benefício ambiental, pois serão 10 mil caixas com alumínio e plástico que deixarão de ir para aterros sanitários. 

Além do coordenador, o projeto conta a participação de seis alunos do curso técnico em Eletroeletrônica integrado ao Ensino Médio (sendo dois bolsistas e os demais colaboradores) e dois estudantes do curso técnico em Agropecuária, também integrado ao Ensino Médio. 

Mobilização dos moradores
Para conseguir executar adequadamente o projeto, são necessárias 700 caixas longa vida para uma residência de 50 metros quadrados, somente para o forro, se esta mesma residência for isolada também em suas paredes laterais, serão necessárias mais 900 caixas. 

Sendo assim, para o isolamento completo de uma única residência são necessárias aproximadamente 1600 caixas de embalagens tetra pak. Ou seja, para atingir 15 casas, com o isolamento completo, o IFC precisa reunir mais de 24 mil caixinhas. 

Caso a arrecadação seja maior, mais casas poderão ser contempladas. Para atingir esta meta a Instituição pede a colaboração da população, comércios, mercados e empresas interessadas em ajudar. Basta colocar uma caixa para arrecadação e iniciar a mobilização.


Orientações

- Serão utilizadas apenas embalagens de um litro ou mais, pois as menores não são adequadas para o projeto.

- Se possível, pede-se para que a embalagem seja lavada com água para retirar o excesso de leite ou suco (caso não venha lavada, os integrantes do projeto providenciarão a limpeza das caixas).

- Trata-se de um projeto de Extensão com duração de um ano, mas na medida em que as caixas forem sendo coletadas as casas já poderão ser atendidas.
Converse com seus familiares e amigos para que guardem as caixas, pois você estará ajudando muitas pessoas carentes.

Entrega das caixas
Há um ponto de coleta das caixas no Instituto Federal Catarinense, mas caso pessoas/empresas/instituições consigam coletar uma boa quantidade de caixas o IFC irá buscar o material. 

CONTATO
Instituto Federal Catarinense (IFC) – Câmpus Videira
Rod. SC 303 KM 05 – Bairro Campo Experimental
Telefone: (49) 3533 4900

Informações com Jaquiel Salvi Fernandes (Coordenador do Projeto) ou Juliana Bauerle Motta (Jornalista).



O coordenador do Projeto, professor Jaquiel Salvi Fernandes.