Um safari fotográfico pela África sem sair de casa


Paulo André Vieira
Em 2004 o conservacionista Mike Fay, da Wildlife Conservation Society, cruzou os céus da África a bordo de um pequeno avião para observar de perto o impacto da atividade humana nas regiões selvagens do continente. 

Este projeto rendeu mais de 92.000 fotos em alta resolução e um artigo publicado na revista National Geographic

O próprio Michael Fay selecionou e comentou 500 dessas fotos, que foram então incluídas no Google Earth. Nelas é possível conhecer um pouco mais de perto cenas do interior do continente africano, como formações geológicas, sinais da presença humana e até mesmo animais. 

((o))eco foi ao Google Earth e selecionou algumas fotos de animais, que podem ser vistas abaixo. Quem quiser ver mais fotos deste projeto pode habilitar a camada do "Grande Sobrevôo da África" no Google Earth e sobrevoar virtualmente a África.


Uma grande revoada de egrets, uma espécie de garça, no delta do rio Zambezi, o quarto mais longo da África.


Uma manada de mais de 200 búfalos pastam em uma planície.


Um grupo de elefantes no Parque Nacional de Zakouma, no Chade.


Uma revoada de flamingos no Arquipélago de Bazaruto, ao sul de Moçambique.


Uma colônia de lobos-marinhos em Cape Fria, na Namíbia.


Um grupo de cob-leches, uma espécie de antílope, correm em seu habitat natural nas regiões pantanosas do delta do Okavango.


Uma manada de oryx em uma reserva particular.


Este grupo de mais de 200 hipopótamos é apenas uma fração dos mais de 10.000 animais que vivem nas margens deste rio.

Conselho Nacional da Mata Atlântica alerta sobre ameaças do Código Florestal nas Metas Globais de Biodiversidade

Viviane Monteiro, do Jornal da Ciência/SBPC


Apesar do esforço para viabilizar o cumprimento das Metas de Aichi nos biomas brasileiros, o novo Código Florestal, da forma como foi aprovado e ainda tramita no Congresso Nacional, representa uma ameaça ao cumprimento dos objetivos traçados para o desenvolvimento sustentável da biodiversidade brasileira. 

A análise é de Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).

Na avaliação do especialista em florestas, a lei ambiental nacional é uma bússola para orientar as propostas assumidas pelo Brasil no exterior. 

Antevendo os riscos sobre a deterioração da biodiversidade e a necessidade de conservar a diversidade biológica de todo o Brasil, a área científica já recomendava a criação de uma legislação específica para cada bioma no Código Florestal. A sugestão, porém, não foi acatada pelos parlamentares na nova lei ambiental.

“Da forma como caminha o Código Florestal a capacidade de o Brasil cumprir as Metas de Aichi deve ser comprometida. 

O Código Florestal está na contramão dos compromissos [assumidos]“, disse. Lino acrescenta: “O novo Código Florestal é o maior retrocesso para o País”.

Na observação do especialista em florestas, a Medida Provisória 571/2012, editada pela presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de reverte os retrocessos do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) aprovado no Congresso Nacional, igualmente os ajustes feitos no texto, “são apenas remendos”.

Recentemente, a comissão mista criada no Congresso para analisar a MP aprovou o relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) em que substitui a redação original da medida provisória que considerava fundamental “a proteção e o uso sustentável das florestas”, por uma redação apenas especificadora dos conteúdos da lei florestal brasileira. 

Essa mudança significou o retorno ao texto final aprovado pela Câmara dos Deputados.

Na ocasião, foram apresentados 343 pedidos de destaque para votação em separado que devem ser votados em agosto, quando será realizada nova reunião da comissão. 

O texto permanece sendo motivo de divergência no Congresso Nacional.

O presidente da comissão, Elvino Bohn Gass (PT-RS), espera que a votação desses requerimentos seja realizada no dia 7 de agosto e, que seja remetida imediatamente para a análise no plenário da Câmara. 

Há uma corrida para aprovar a MP porque ela perde a validade em 8 de outubro.

(Instituto CarbonoBrasil)

NÚMEROS QUE IMPORTAM – INDICADORES FINANCEIROS DA SUSTENTABILIDADE


Recentemente, publicamos o post “Por que investir em sustentabilidade”, onde mostramos que empresas que colocam sustentabilidade no centro da estratégia são mais lucrativas que concorrentes que deixam o assunto na periferia das suas ações.

Entretanto, para convencer a alta liderança de que a sustentabilidade é o melhor caminho a seguir, precisamos ter a capacidade de demonstrar com fatos e dados que o projeto é relevante. Na minha experiência, mostrar o retorno econômico e socioambiental da iniciativa (nesta ordem) é o melhor caminho para fazer as coisas acontecerem no curto prazo.

O vídeo da IBM sobre eficiência energética exemplifica isso.

Como mostrar os ganhos econômicos de uma iniciativa?

A forma mais simples é estimar redução de custos, como no caso do vídeo. Normalmente iniciativas voltadas à eficiência possuem ganhos de curto prazo e, quando exigem investimento, geram retorno financeiro positivo em alguns meses, o que não gera resistência por parte da liderança.

Outra forma é demonstrar a redução de riscos. Vamos imaginar que sua empresa seja um posto de gasolina e que conte com tanques de combustível enterrados construídos há 30 anos. 

É possível que a estrutura esteja deteriorada e que o tanque esteja contaminando o solo. Para justificar o investimento da reforma, basta buscar o custo da multa ambiental e da remediação que outro posto tenha sofrido recentemente.

Pode-se, ainda, justificar as iniciativas olhando sob a perspectiva da expansão dos negócios. Digamos que sua empresa produz café e que o mercado de café orgânico tenha uma margem 3 vezes maior na Europa para seu produto. Neste contexto, não fica difícil justificar uma certificação.

Finalmente, há o argumento da reputação. Ele é normalmente medido pela capacidade de atrair pessoas talentosas, pela imagem que os funcionários têm da empresa, pela permanência dos melhores funcionários quantidade, pela imagem que a comunidade tem da empresa e pela e favorabilidade das notícias que saem na mídia espontânea. 

Para tanto, algumas ferramentas de RH podem ajudar, como o resultado da pesquisa de clima e a taxa de rotatividade [ (número de demissões + admissões) / 2 / número de funcionários ativos]. 

Ainda que a reputação não seja um indicador financeiro, ela não é novidade para os executivos e costuma ter uma boa aceitação.

Isso significa que devemos desistir das mudanças mais profundas?

Claro que não! Mas nada melhor que possuir uma imagem de excelente desempenho para ser capaz de aprovar projetos maiores e mais arriscados. E nada melhor que gerar resultados positivos no curto prazo para construir esta imagem.

Frank Gehry projeta casas para fundação que ajuda vítimas do Furacão Katrina

Aline Rocha  via PINIweb
Estrutura  possui  duas  unidades, uma  com três  quartos e  outra  com somente um quarto

Na última sexta-feira (13) foi entregue a edificação projetada pelo arquiteto Frank Gehry para a Make It Right Foundation , instituição criada pelo ator Brad Pitt que constrói casas sustentáveis para as famílias desabrigadas durante o Furacão Katrina de 2005.



Divulgação: Frank Gehry
Entrada para a primeira casa é pela frente

O empreendimento foi construído em Nova Orleans e é um dos 22 projetados por Gehry nos Estados Unidos. 

A estrutura consiste em duas casas: a da frente possui três quartos e dois banheiros, enquanto a do fundo possui um quarto e um banheiro. A escolha da cor das paredes exteriores é feita pelos próprios moradores.

Cada casa possui um jardim e um terraço coberto por um painel solar a prova d''água. Os quartos têm janelas grandes, para permitir maior incidência do sol. A sala de estar, jantar e cozinha são abrigadas em um mesmo espaço.

Todas as casas construídas pela Make It Right são feitas para receber a certificação LEED Platinum.

Divulgação: Frank Gehry
Já a entrada da segunda residência é pela parte de trás do terreno
Divulgação: Frank Gehry
Banheiro e quarto
Divulgação: Frank Gehry
Único ambiente abrigará salas de estar, jantar e cozinha
Divulgação: Frank Gehry
Terraço
Arquitetura 

Escultura fantásticas feitas com pneus


Pneu velho é um grande problema ambiental: como não se decompõe naturalmente depois de usados e milhões deles são substituídos todos os anos, dezenas de pesquisas são realizadas de forma a amenizar o impacto dos pneus na natureza. 

A reciclagem é o caminho natural, onde os velhos pneus são triturados e usados no asfaltamento das vias ou como combustível de siderúrgicas, por exemplo. Numa escala bem menor, mas não menos importante, é louvável o trabalho de quem é capaz de criar arte com pneus usados, como o artista coreano Yong Ho Ji é capaz de fazer. 




Wolf

Wild Head

Wild Dog

Wild Boar

Tiger

Mink

Lion

Jaguar

Gorilla

Dragon

White Dragon

Deer

Cat

Bull

Buffalo
Fonte: http://vlaplee.blogspot.com.br

Miguel Krigsner (O Boticário) - Plataforma Liderança Sustentável




"Cada líder busca um mestre para tirar sua lição", afirma Miguel Gellert Krigsner, fundador de O Boticário. 

"Se todos nós observássemos como a natureza se comporta, nossa atitude mudaria muito -- a sustentabilidade diz respeito a essa mudança de comportamento". 

Veja este vídeo, inspire-se, compartilhe, indique!

Saiba mais sobre a Plataforma e inspire-se em:

POR QUE INVESTIR EM SUSTENTABILIDADE?

Integrar a sustentabilidade na empresa já não é mais opcional. Seja por exigências legais, seja por pressão de consumidores, seja pela necessidade de se utilizar recursos de maneira mais eficiente e diminuir custos, seja para criar novos produtos e gerar receita, ela deixa de ser um diferencial para se tornar algo esperado. 

Ainda assim, não há consenso sobre como esta integração da sustentabilidade na empresa deve acontecer.

Um estudo recente de uma das mais respeitadas escolas de negócios do mundo, no Massachutes Institute of Technology (MIT) nos EUA, demonstra que apesar de haver aumentado significativamente o número que empresas integrando sustentabilidade nos seus negócios, poucas conseguem fazê-lo de uma maneira lucrativa para os negócios. 

Isso acontece principalmente porque o foco das ações está disassociado do centro negócio.

Vejamos o caso de três empresas de cosméticos: a Avon, a Natura e a Revlon (agradecimento especial às mestrandas Ana Alves e Gabriele Wolker, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo acesso aos dados deste estudo). 

Enquanto a Avon e a Revlon, em diferentes graus, descrevem suas iniciativas de sustentabilidade ao redor de esforços de filantropia social, iniciativas de preservação de florestas e redução interna do uso de recursos, a Natura investe na biodiversidade da amazônia e no conhecimento das comunidades tradicionais como fontes para o desenvolvimento de novos produtos, tal como é o exemplo da linha Natura Ekos, que existe desde 2000. 

O aumento de receita cria um incentivo incrível para a preservação através do manejo sustentável, pois as árvores passam a “valer mais em pé”. A diferença em termos de desempenho financeiro é surpreendente:

Valorização das empresas em relação à valorização das bolsas onde comercializam suas ações:

1/Jun/2004 a 21/Jun/2012


O gráfico acima é extremamente ilustrativo – enquanto a Avon e a Revlon, em 8 anos, tiveram um desempenho consistentemente inferior à Bolsa de Nova Iorque (NYSE), a Natura obteve um desempenho consistentemente superior ao da BOVESPA, sugerindo uma correlação entre a abordagem de sustentabilidade e a valorização de suas ações, o que é corroborado por seu desempenho financeiro:

Margem de Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA ou EBITDA)

2004 a 2011


Ainda que não seja possível isolar a importância das estratégias de sustentabilidade e que seja necessário aplicar índices para a “normalização” dos dados, a análise inicial sugere que a adoção de uma estratégia de sustentabilidade conectada à atividade-fim da empresa, gerando novos produtos e serviços, pode ter um reflexo bastante positivo no desempenho financeiro.

Além disto, abordar a integração da sustentabilidade a partir de uma visão positiva parece fazer mais sentido do que uma visão baseada apenas na crítica a tudo que há de ruim e insustentável no mundo hoje.

O movimento de igualdade racial nos EUA teve como ícone Martin Luther King, com seu famoso discurso “Eu tenho um sonho… que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. 

Eu tenho um sonho hoje!”. Já imaginaram se o discurso fosse “eu tive um pesadelo”? 

 O olhar crítico e o alerta não podem deixar de existir, mas é preciso articular uma visão positiva e engajadora para a sustentabilidade nas empresas.