POR QUE INVESTIR EM SUSTENTABILIDADE?

Integrar a sustentabilidade na empresa já não é mais opcional. Seja por exigências legais, seja por pressão de consumidores, seja pela necessidade de se utilizar recursos de maneira mais eficiente e diminuir custos, seja para criar novos produtos e gerar receita, ela deixa de ser um diferencial para se tornar algo esperado. 

Ainda assim, não há consenso sobre como esta integração da sustentabilidade na empresa deve acontecer.

Um estudo recente de uma das mais respeitadas escolas de negócios do mundo, no Massachutes Institute of Technology (MIT) nos EUA, demonstra que apesar de haver aumentado significativamente o número que empresas integrando sustentabilidade nos seus negócios, poucas conseguem fazê-lo de uma maneira lucrativa para os negócios. 

Isso acontece principalmente porque o foco das ações está disassociado do centro negócio.

Vejamos o caso de três empresas de cosméticos: a Avon, a Natura e a Revlon (agradecimento especial às mestrandas Ana Alves e Gabriele Wolker, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo acesso aos dados deste estudo). 

Enquanto a Avon e a Revlon, em diferentes graus, descrevem suas iniciativas de sustentabilidade ao redor de esforços de filantropia social, iniciativas de preservação de florestas e redução interna do uso de recursos, a Natura investe na biodiversidade da amazônia e no conhecimento das comunidades tradicionais como fontes para o desenvolvimento de novos produtos, tal como é o exemplo da linha Natura Ekos, que existe desde 2000. 

O aumento de receita cria um incentivo incrível para a preservação através do manejo sustentável, pois as árvores passam a “valer mais em pé”. A diferença em termos de desempenho financeiro é surpreendente:

Valorização das empresas em relação à valorização das bolsas onde comercializam suas ações:

1/Jun/2004 a 21/Jun/2012


O gráfico acima é extremamente ilustrativo – enquanto a Avon e a Revlon, em 8 anos, tiveram um desempenho consistentemente inferior à Bolsa de Nova Iorque (NYSE), a Natura obteve um desempenho consistentemente superior ao da BOVESPA, sugerindo uma correlação entre a abordagem de sustentabilidade e a valorização de suas ações, o que é corroborado por seu desempenho financeiro:

Margem de Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA ou EBITDA)

2004 a 2011


Ainda que não seja possível isolar a importância das estratégias de sustentabilidade e que seja necessário aplicar índices para a “normalização” dos dados, a análise inicial sugere que a adoção de uma estratégia de sustentabilidade conectada à atividade-fim da empresa, gerando novos produtos e serviços, pode ter um reflexo bastante positivo no desempenho financeiro.

Além disto, abordar a integração da sustentabilidade a partir de uma visão positiva parece fazer mais sentido do que uma visão baseada apenas na crítica a tudo que há de ruim e insustentável no mundo hoje.

O movimento de igualdade racial nos EUA teve como ícone Martin Luther King, com seu famoso discurso “Eu tenho um sonho… que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. 

Eu tenho um sonho hoje!”. Já imaginaram se o discurso fosse “eu tive um pesadelo”? 

 O olhar crítico e o alerta não podem deixar de existir, mas é preciso articular uma visão positiva e engajadora para a sustentabilidade nas empresas.

Tendência arquitetônica, fachadas espelhadas criam paisagens ilusórias


Apesar do efeito estético positivo, a opção pelo vidro gera controvérsias entre especialistas




A antiga sede da Bolsa de Valores do Rio, na Praça Quinze: mais um exemplo de construção com paredes de vidro, que exibem um pouco do que há em seu entorno
Foto: Gustavo Stephan / O Globo

A antiga sede da Bolsa de Valores do Rio, na Praça Quinze: mais um exemplo de construção com paredes de vidro, que exibem um pouco do que há em seu entornoGUSTAVO STEPHAN / O GLOBO

RIO - Durante o dia, o azul do céu colore fachadas, e, no fim da tarde, os reflexos ganham tons avermelhados. Não é miragem; apenas um recurso que caiu no gosto de arquitetos que projetam edifícios comerciais e corporativos no Rio. 

O uso do vidro no revestimento de construções virou tendência, especialmente no Centro e na orla, onde imóveis históricos e o relevo refletidos costumam dar leveza a novos espigões. É o caso da futura sede da Petrobras, que está sendo erguida na Avenida Henrique Valadares 28, no Centro. 

Seus quatro blocos, de 68 a cem metros de altura, que ocupam todo um quarteirão, refletem até o imponente prédio de 1910, em estilo neoclássico, que abrigou o antigo Departamento da Ordem Política e Social (Dops).

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Apesar do efeito estético positivo, a opção pelo vidro gera controvérsias entre especialistas. Um grupo de arquitetos e urbanistas condena esse tipo de revestimento, alegando que a solução não é nada ecológica: ao deixar passar os raios solares para o interior, o material tornaria o ambiente mais quente. 

Outros profissionais, no entanto, garantem que, atualmente, há tecnologia para manter o calor do lado de fora da edificação.

— Hoje existem vidros espetaculares, que estão, cada vez mais, presentes na arquitetura. Há vidros com controle solar e eficiência energética. 

Ao mesmo tempo em que deixam a luz entrar, controlam o calor — assegura o arquiteto Sérgio Conde Caldas, que projetou um prédio comercial revestido de vidro transparente para a Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema.

No projeto da Vinícius — como no empreendimento Movimento Terras, condomínio de casas em Pedro do Rio, distrito de Petrópolis, o primeiro na América Latina a ter a certificação Breeam, a mais rigorosa em critérios ambientais — Sérgio usa o vidro low-i. 

Trata-se de uma placa única, com duas camadas de vidro que têm no meio uma lâmina translúcida metálica.

— Esse vidro é cerca de 10% mais caro, mas vale a pena pelo conforto que proporciona — explica.

Ex-secretário municipal de Urbanismo, o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ Flávio Ferreira considera a tendência “suicídio ecológico” por exigir mais refrigeração por ar-condicionado:

— Apesar das novas técnicas, onde entra luz entra calor. As coberturas e as fachadas de vidro esquentam o ambiente. Prédios de tijolo revestidos de cerâmica, granito ou mármore, por exemplo, são muito mais frescos do que os de vidro.

Depois da obra, o arrependimento

José Paskin, presidente da Paskin Engenharia, aprendeu na prática que vidros resultam em mais gastos de energia. Sua empresa ergueu o Atlântica Business Center, com 18 andares na Praia de Copacabana, esquina da Avenida Princesa Isabel. 

A paisagem da Pedra do Leme refletida no edifício é estonteante, mas Paskin garante que não voltará a explorar o recurso estético:

— Há 12 anos, quando fiz o projeto, gostava do efeito espelhado. Só que notei que aumenta a insolação, mesmo usando material com alta tecnologia. Agora, sou um verdadeiro “ecochato”. Sei que a beleza não está apenas no visual, mas também no conteúdo.

No mesmo tom, o arquiteto Nelson Polzin, da área de projetos, afirma que o uso do vidro como revestimento é uma tendência mundial que o Rio copia de forma equivocada:

— Somos “copistas”. Na Europa, usam muito. Países frios precisam da luz solar para aquecer o ambiente. Em lugares tropicais, o vidro não serve. O material tem de ser complementado com cortina ou persiana para barrar o calor.

Presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sérgio Magalhães esquenta o debate:

— A arquitetura contemporânea é menos de chavões e mais complexa. A preocupação é de não contrastar com o entorno. Se o vidro se ajusta melhor a isso, tudo bem.

O arquiteto Luiz Carlos Toledo, que idealizou o Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova, reconhece que o calor era um problema no passado, mas diz que a nova geração de vidros disponível solucionou a questão:

— Esse material traz vantagens em iluminação e simplifica a construção da fachada, acelerando a execução da obra. Trata-se de uma arquitetura que se tornou conhecida no mundo dos negócios e reflete a modernidade daqueles que estão dentro do prédio.

A primeira intenção de se optar por vidros é beneficiar os escritórios com o máximo de vista possível, afirma Alberto Costa, engenheiro da WTorre, responsável pela construção da futura sede da Petrobras:

— Os vidros temperados são feitos com várias camadas de materiais, inclusive metalizados. Isso é que o torna reflexivo, com aparência espelhada.

Para a arquiteta, professora e urbanista Evelyn Furquim Werneck Lima, o vidro, se bem utilizado, traz leveza e transparência às edificações:

— Construído nos anos 70 em Boston, na Copley Square, há um bom exemplo de arquitetura com fachadas de vidro espelhado, que refletem a Trinity Church, a torre da praça e o prédio histórico ao lado. 

Discordo, porém, da falta de imaginação de arquitetos que projetaram, nos anos 70 e 80, torres comerciais com fachadas em cor de vidro, sem cuidado estético.


Brasil precisa de leis para pagamento por serviços ambientais, diz estudo

País tem 28 iniciativas legislativas, sendo oito federais e 20 estaduais

O Brasil está relativamente bem servido de iniciativas estaduais de pagamento por serviços ambientais (PSA), mas carece de uma lei federal que dê segurança jurídica e padronização técnica a essas iniciativas.


Esse é o resultado de um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), com um levantamento de todas as leis vigentes ou em processo de elaboração sobre PSA no Brasil.

Olhando especificamente para serviços ambientais relacionados a florestas (como conservação da biodiversidade, armazenamento de carbono, proteção de nascentes e produção de chuvas), os pesquisadores identificaram 28 iniciativas legislativas, sendo 8 federais e 20 estaduais, distribuídas por oito estados.

Positivo ver tantos estados com projetos nessa área", diz o coordenador do Programa de Política e Economia Ambiental do GVces, Guarany Osório. 

"Mas a ausência de um marco federal causa uma certa insegurança."

Interação União x estados

Das oito iniciativas federais, apenas duas são leis - a do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e a do Programa Bolsa Verde -, acompanhadas de seus respectivos decretos. 

As outras quatro são projetos de lei - entre eles, apenas um que trata de PSA de forma mais abrangente, o PL 792/2007, que criaria a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais.

Segundo a pesquisadora Priscilla Santos, do Imazon, é essencial que as discussões sobre leis federais "dialoguem" com aquilo que já está acontecendo nos Estados. 

Tanto no sentido de incorporar boas experiências quanto de evitar erros e corrigir eventuais deficiências, sem criar conflitos de poderes.

Especialmente considerando que as iniciativas estaduais são bastante variadas em escopo e formatação. 

"As abordagens são diferentes porque as realidades são diferentes", diz Priscilla. 

"Não há fórmula única, mas deve haver critérios mínimos a serem respeitados." Por exemplo, com relação a fontes orçamentárias, salvaguardas socioambientais e critérios técnicos de validação e verificação dos projetos.

Fonte: G1

Faltam áreas para o MCMV cumprir função social

Terrenos encareceram e Programa hoje atende mais ao sistema de habitação de mercado que o sistema de habitação de interesse social, apontam pesquisadores
Por: Altair Santos

Há um ano, a presidente Dilma Rousseff lançou a etapa dois do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A nova fase prioriza as habitações de interesse social, com o ousado objetivo de construir dois milhões de residências até 2014. Só que, para atingir essa meta, o plano terá de superar um dos gargalos que ameaçam comprometer seu avanço: a escassez de terrenos. 
 

Leda Buonfiglio: construir 
habitação de interesse 
social é função do Estado.

Nas principais capitais brasileiras, o Programa Minha Casa, Minha Vida tem sido empurrado cada vez mais para bairros distantes e regiões metropolitanas. O motivo está relacionado à indisponibilidade de áreas para construir. Além de o estoque de terras públicas estar se esgotando, a especulação imobiliária encareceu demasiadamente os terrenos.

Umas das soluções encontradas pelas construtoras para superar esse gargalo é a compactação das moradias. Há 10 anos, a área útil das habitações tinha, em média, de 70m² a 90m². Atualmente, os lançamentos variam de 40m² a 60m². Em contrapartida, por causa da escassez de terrenos, o custo por unidade disparou. Hoje, independentemente da região do país, não se compra um imóvel por menos de R$ 170 mil.

Para a geógrafa urbana Leda Velloso Buonfiglio e o sociólogo Rodrigo Dantas Bastos, que na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) defenderam a tese “O Programa Minha Casa, Minha Vida e o preço da terra urbana no Brasil”, pode ter havido um equívoco governamental na concepção do Programa Minha Casa, Minha Vida. 

Segundo os pesquisadores, o plano não deveria contemplar, ao mesmo tempo, o sistema de habitação de mercado e o sistema de habitação de interesse social.

Buonfiglio avalia que o acesso aos subsídios públicos oriundos do FGTS e de fundos públicos fez o setor privado assumir o controle do MCMV 2, prometendo atender o mercado específico de baixa renda, mas na prática isso não se viabiliza. 

“Para ficarmos com um só exemplo, no Rio Grande do Sul os investimentos em unidades contratadas doMCMV representaram 38% para a baixa renda, enquanto as unidades para as classes de média renda representaram 61%”, cita.


Rodrigo Dantas Bastos: 
"Foi um erro entregar ao 
mercado uma tarefa que o
mercado não pode resolver”.

Rodrigo Dantas Bastos entende que foi um “erro” do estado ter incluído a política de habitação de interesse social no Minha Casa, Minha Vida. 

“O Programa não foi feito para isso. Ele foi criado para reaquecer a indústria da construção civil. 

O MCMV é uma linha de crédito para o consumo de imóveis e, neste aspecto, cumpriu seu papel. Agora, foi um erro entregar ao mercado uma tarefa que o mercado não pode resolver, que é o combate ao déficit habitacional”, analisa.

Dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) revelam que no país, atualmente, 60% da carência de moradias está concentrado nas classes D e E. Para Leda Velloso Buonfiglio, esse gargalo só será resolvido com intervenção direta do poder público e a criação de uma política habitacional dentro dos municípios. 

“Há ferramentas legais para isso, através do Estatuto das Cidades, que permitem o acesso à terra para o poder público viabilizar empreendimentos populares”, diz.

Diante deste quadro, os pesquisadores concluem que o Minha Casa, Minha Vida cumpre um papel importante na economia do país, por ter três aspectos: 
ter reativado o financiamento habitacional, ter estimulado o aquecimento da construção civil e ter contribuído para gerar milhares de empregos formais

No entanto, segue pecando ao não priorizar o atendimento da população com rendimento de zero a três salários mínimos. 

“Como política habitacional, ele não resolveu o problema, assim como o BNH não resolveu”, finaliza Rodrigo Dantas Bastos.

Confira o trabalho

O programa Minha Casa, Minha Vida e o preço da terra urbana no Brasil: 


Entrevistados
Leda Velloso Buonfiglio e Rodrigo Dantas Bastos, pesquisadores e autores da tese “O programa Minha Casa, Minha Vida e o preço da terra urbana no Brasil”
Currículo
- Leda Velloso Buonfiglio é doutoranda e mestre em Geografia, pela Unicamp (Universidade -Estadual de Campinas), com especialidade em geografia urbana.
- Tem ênfase na análise sobre o direito à cidade, o direito à moradia e a dinâmica dos movimentos sociais urbanos contemporâneos, enfocando nas políticas públicas de habitação popular.
- Rodrigo Dantas Bastos é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e advogado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com mestrado em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas.


Créditos foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330

SUSTENTABILIDADE É UMA QUESTÃO DE CONFORMIDADE PARA PME’S




Post do convidado Gustavo Pimentel, sócio da consultoria Dinamus Inovação, Sustentabilidade e Negócios Ltda. gustavo@dinamusconsultoria.com.br

No dicionário da sustentabilidade, o business case pode ser traduzido como a justificativa econômica para incorporar aspectos socioambientais na estratégia, gestão e produtos das empresas. 

Parte importante dessebusiness case seria a demanda cada vez maior de consumidores e clientes, que buscam produtos e empresas com atuação sustentável.

O Monitor de Sustentabilidade Corporativa 2012 da Market Analysis aponta para essa tendência no Brasil, embora bem mais suave do que pregam os especialistas: a atuação sustentável do fabricante é apenas o sexto atributo decisório de compra para os consumidores brasileiros, atrás de preço, confiança na marca, característica do produto, disponibilidade e status.

Não há dados organizados para as transações entre empresas, mas algumas evidências apontam que as pequenas e médias empresas que vendem para grandes empresas vão precisar se adequar mais rapidamente ao paradigma da sustentabilidade simplesmente para continuar em seus mercados. 

Para as PMEs, sustentabilidade está se tornando uma atividade de conformidade, seja com as leis em vigor, com políticas de concessão de crédito dos financiadores ou com as políticas de fornecimento de outras empresas.

Nas grandes empresas que trabalham sustentabilidade com seus fornecedores, o primeiro motivador é a gestão de riscos. O descumprimento da legislação ambiental, social e trabalhista pode ensejar co-responsabilidade jurídica, além do tradicional impacto na reputação. 

Estas empresas também tem sido motivadas por seus investidores e financiadores a trabalhar a sustentabilidade na cadeia produtiva. O BNDES, por exemplo, exige que frigoríficos e usinas de cana monitorem a regularidade socioambiental de seus fornecedores para a liberação de financiamentos.

A exigência dos financiadores também tem chegado diretamente às PMEs, através de políticas de risco socioambiental no crédito. 

Antes concentradas nos grandes bancos, estas políticas serão obrigatórias para todos as instituições financeiras, conforme norma do Banco Central que já está em consulta pública e deve entrar em vigor até o fim do ano. Quem precisar de crédito, terá que se adaptar.

Além da conformidade, a incorporação de melhores práticas e certificações de sustentabilidade também pode elevar a competitividade. 

É o que detectou o Sebrae 2014, programa que pretende capacitar oito mil pequenas empresas para aproveitar as oportunidades de negócio oriundas da Copa do Mundo a ser realizada no Brasil. Em setores como madeira e móveis e construção civil, a melhoria de competitividade poderia chegar a até 20%.

Incorporar aspectos socioambientais na estratégia, gestão e produtos gradativamente deixa de ser apenas uma opção para empresas de todos os portes, seja por uma necessidade de conformidade, para elevar sua competitividade ou para, no futuro, conquistar novos clientes, a sustentabilidade é fundamental para os negócios.

Bay South, em Cingapura, vai inaugurar jardins verticais de até 50 metros de altura


Avaliado em 350 milhões de euros, projeto terá pontes elevadas para fazer a conexão entre as grandes árvores e permitir que os visitantes tenham uma vista panorâmica do jardim
Aline Rocha





O Bay South, em Cingapura, deve ser entregue no final do mês. O projeto faz parte do National Parks Board - Gardens by the Bay de Cingapura, que pretende construir jardins ao longo da Marina Bay. A empresa responsável pela construção é a Grant Associates, com projeto arquitetônico da Wilkinson Eyre Architects e engenharia de Atelier One e Atelier Ten.

O projeto se inspirou no formato de uma orquídea e possui infraestrutura inteligente que permite o cultivo de plantas não nativas. Para isso, foram criados conservatórios ao longo da Marina Bay.

Os conservatórios Cool Dry e Cool Moist, por exemplo, irão abrigar plantas do Mediterrâneo, plantas da região semi-árida e outras espécies de flores. Os espaços também proporcionarão locais para eventos e exibições com decoração de flores.

Já as Supertrees são jardins verticais de 25 a 50 metros de altura. Elas servirão como motores ambientais para os conservatórios e centro de energia, pois possuem coletores fotovoltaicos, captação de águas pluviais e dutos de ventilação.

A 20 metros do chão, serão instaladas pontes elevadas para fazer a conexão entre as Supertrees e permitir que os visitantes tenham uma vista panorâmica dos jardins. Também está incluso no projeto uma cachoeira artificial, calçadas arborizadas e um parque infantil.

O projeto foi avaliado em 350 milhões de euros. O Bay South será aberto ao público no dia 29 de junho.


















Fonte: www.piniweb.com.br  Urbanismo