Estudo revela que apenas 20% das médias empresas usam leis de incentivo à inovação








As empresas brasileiras de médio porte desconhecem o que é inovação e a sua importância para competir e crescer no mercado. Pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) traça um cenário preocupante sobre o tema no país. 

Das 149 companhias consultadas pelo levantamento, apenas 20% disseram fazer uso de alguma lei ou programa de incentivo à inovação. 

O resultado contrasta com avaliação feita por 71,2% dessas mesmas empresas. Segundo elas, a inovação aparece de forma evidente na ideologia da marca, seja como valor ou visão.

Entre as médias empresas que não usam recurso algum para inovar, o desconhecimento de mecanismos como a Lei do Bem e a Lei da Inovação é apontado como principal motivo para a ausência de investimento nessa área, à frente da reprovação de projetos e da burocracia imposta para lançar mão desses incentivos. Acima desses dois obstáculos, as empresas apontam como razões para não usar os estímulos disponíveis a falta de foco no assunto e a ausência da percepção da necessidade de usá-los.

Para a sondagem, a Dom Cabral ouviu empresas médias de todos os setores da economia, com destaque para os serviços, que representam metade das participantes, e para a indústria, com 37% das respostas. Segundo o Cadastro Central de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao período entre 2006 e 2009, as companhias de porte médio representam 39% das empresas de alto crescimento no país, atrás apenas das pequenas (51,3%). Elas também têm grande participação na geração de empregos, com absorção, na época, de 25,9% do pessoal ocupado assalariado.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) enquadram as médias empresas na faixa de faturamento bruto anual superior a R$ 10,5 milhões e inferior ou igual a R$ 60 milhões. Nessa classificação, é possível ter acesso a praticamente todas as linhas das duas instituições, com algumas restrições. Na subvenção econômica, que aplica recursos públicos não reembolsáveis diretamente nas empresas, o valor mínimo de um projeto a ser apresentado por uma companhia média é de R$ 1 milhão. Essa modalidade é usada por apenas 8,6% das empresas consultadas pela pesquisa.

Para contar com os benefícios da Lei do Bem e da Lei da Inovação – que permitem à empresa deduzir do cálculo do Imposto de Renda despesas em pesquisa e desenvolvimento, além de outros incentivos fiscais para inovar -, a companhia precisa ser tributada pelo regime de lucro real, o que, na maioria das vezes, não compensa para firmas pequenas e médias.

O sistema de lucro presumido vale para empresas com faturamento anual até R$ 48 milhões. Para estar no Simples, a receita bruta precisa ser, no máximo, de R$ 3 milhões para pequenas empresas.

A falta de acesso a incentivos fiscais, no entanto, não é a principal explicação para o desinteresse das empresas médias na inovação, segundo Fabian Salum, coordenador do estudo da Fundação Dom Cabral. “O empresário está focado na sobrevivência, na geração de caixa, na entrega e desenvolvimento de seus produtos. É uma visão de curto prazo”, avalia Salum, para quem há pouco conhecimento sobre como usar mecanismos do governo com foco na inovação empresarial.

Depois de três anos à frente do Centro de Referência em Inovação Minas da Dom Cabral, o professor conta que, mesmo com taxas de juros muito atrativas ou sem necessidade de devolver os recursos no caso da subvenção econômica, as empresas assistidas não participavam dos editais do Finep, porque não eram lidos, ou simplesmente as datas das chamadas públicas eram perdidas.

Quando os editais eram lidos, diz Salum, as empresas questionavam a quantidade exigências feitas, como apresentar documentos e elaborar um plano de negócios. “Com recursos escassos, essas empresas não conseguem se dedicar a esse tipo de trabalho, perdem a oportunidade e, como estão olhando o curto prazo, depois não colocam do próprio bolso para inovar”.

Segundo a pesquisa, apenas 2% das empresas consultadas investem mais de 10% da receita bruta anual em inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 14% delas, nenhuma parte do faturamento vai para essa rubrica.

Outra constatação que salta aos olhos para o professor da FDC é o descontrole na gestão de inovação e P&D, já que 67% das companhias ouvidas não usam indicador algum para avaliar esse quesito dentro da empresa, como, por exemplo, contabilizar o número de novos produtos e serviços, pesquisas publicadas ou novas tecnologias adquiridas. Para se destacar, diz Salum, a empresa precisa ter sistemas eficientes de gestão de inovação.

Naercio Menezes Filho, coordenador do centro de políticas públicas do Insper, vê como principal entrave à inovação a cultura empresarial conservadora existente no país, e não a falta de instrumentos públicos para incentivar o setor privado.

O governo, por outro lado, diz o especialista, inibe a mudança desse quadro por meio de medidas como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis – que, além de não exigir inovação como contrapartida das montadoras, gera mais lobbies para que outros setores sejam favorecidos com estímulos semelhantes. 

“Não é à toa que as importações estão crescendo e as indústrias brasileiras estão perdendo mercado”, argumenta Menezes Filho.


PELO FUTURO DAS CIDADES BRASILEIRAS

Paulo Safady Simão
Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic)



O planeta vive hoje um momento crucial de definição de regras e conceitos que decidirão o futuro da espécie humana. Temos diante de nós o desafio de prover moradia, alimentação, segurança, trabalho, saúde e outros direitos a bilhões de pessoas que se avolumam cada vez mais em imensas cidades. 

A questão é: como assegurar inclusão social e desenvolvimento nesses imensos aglomerados urbanos?

Em 1950, havia apenas duas cidades no planeta com mais de 10 milhões de habitantes: Nova Iorque e Tóquio. Daqui a três anos serão 22 cidades, a maior parte delas concentrada nos países em desenvolvimento. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que em 2050 quase 80% da população mundial já viverá em megacidades. No Brasil, a realidade é ainda pior. Segundo o IBGE, em 2010 quase 85% da população do país vivia nas cidades. Já somos uma das nações mais urbanizadas do mundo.

O problema é que a grande maioria das nossas cidades vive uma situação caótica no que diz respeito a assegurar as mínimas condições de qualidade de vida à população. 

Somos uma das maiores economias do mundo, mas ainda convivemos com problemas do século 19, como por exemplo: milhões de pessoas sem acesso a saneamento básico, correndo o risco de contrair doenças já erradicadas em países desenvolvidos ou milhões de moradias em áreas perigosas, sujeitas a desabamentos e inundações.

Nos próximos dias 27, 28 e 29 de junho, Belo Horizonte será palco do mais importante evento do setor da construção no país: o 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). 

Durante três dias, cerca de 2 mil empresários, além de representantes do poder público e especialistas nacionais e internacionais, vão debater as providências que o país precisa adotar para tornar as nossas metrópoles mais preparadas para atender esse desafio.

Essas medidas passam - entre outras questões - por um marco regulatório condizente com a nossa atualidade; por investimentos em infraestrutura; pela adoção de políticas públicas adequadas para áreas estratégicas como mobilidade, saneamento e moradia, entre outras. 

Não é à toa que objetivo central do 84º Enic será o de pensar o futuro das cidades brasileiras.

Temos a convicção - e diversos pesquisadores de renome internacional confirmam a nossa avaliação - de que a urbanização pode se tornar uma aliada do desenvolvimento sustentável do planeta. 

Cidades com grande densidade otimizam os investimentos em infraestrutura e podem tornar a vida da população mais confortável, na medida em que as pessoas podem encontrar uma série de serviços próximos às suas casas, sem necessitar de grandes deslocamentos. 

Na mesma linha de raciocínio, os investimentos públicos em saneamento, moradia, abastecimento de energia, entre outros, também ganham em eficiência.

Obviamente, para que isso aconteça, as nossas cidades precisam ser melhor planejadas e passar por um verdadeiro "choque de gestão". 

Mas as experiências que vêm sendo registradas em metrópoles como Nova Iorque, Barcelona, Bogotá ou mesmo Curitiba (para citar um exemplo brasileiro) mostram que esse é o caminho.

Amigos britânicos apostam em site de incentivo ao turismo sustentável



O grupo reúne apenas as pequenas agências de turismo que
seguem as diretrizes sustentáveis
Foto: Much Better Adventures





Cinco amigos ingleses criaram um site a fim de estimularem o turismo sustentável. A ideia do negócio surgiu quando o grupo percebeu uma grande quantidade de empresas enganosas do ramo. Muitas se dizem ecológicas, porém não passam de greenwashing.

Os amigos então criaram o site “Much Better Adventures” ou simplesmente MBA. Eles acreditam que seus clientes se importam, na mesma medida, com seu próprio bem-estar e também o do planeta.

O grupo reúne apenas as pequenas agências de turismo que seguem as diretrizes sustentáveis e no espaço também são disponibilizados os pacotes online. As empresas interessadas em se cadastrar no site precisam preencher um formulário e explicar as práticas sustentáveis das mesmas.

“Estamos trabalhando em colaboração com os principais nomes dos setores de sustentabilidade e de viagens para desenvolver soluções inovadoras que levem a um maior apoio às pequenas empresas locais”, informam em seu site.

O interessante no “Much Better Adventures” é que pelo menos uma vez ao ano as informações contidas no site são checadas, o que para eles garante a qualidade do serviço. Os pacotes oferecidos são variados. É possível encontrar desde passeios tradicionais até os mais inusitados, como um retiro espiritual em uma escola de surf na Costa Rica.

A equipe trabalha com centenas de hospedagem, operadores, guias e escolas de todo o mundo. Mantém contato com empresas independentes e se dispõe a facilitar o contato dos clientes com empresas locais, assim como fornecer informações, caso seja necessário.

O Much Better Adventures tem a meta de cadastrar 10 mil agências e oferecer seu serviço a todos os países. Além disso, a empresa está se especializando em oferecer consultoria às empresas que querem tornar sua atividade mais verde. 

Com informações da PEGN.

Para cientista do Pnuma, Rio+20 não pode fracassar




Não faltam pesquisas, tecnologia e ciência para reduzir e mitigar a escalada de devastação da natureza e a escassez dos recursos naturais, falta sim vontade política para adotá-las. 

O alerta foi feito dia (6), quarta-feira, pela chefe de Avaliação Científica do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Fatoumata Keita-Ouane, na apresentação do quinto relatório Panorama Ambiental Global (Geo-5), na capital fluminense.

“A Rio+20 não pode se dar ao luxo de fracassar. O fracasso significaria a não construção de um marco com metas alcançáveis para as próximas gerações.

Estamos falando de urgências como a questão da mudança climática, da biodiversidade, que são inadiáveis. Precisamos correr contra o tempo, pois ele não está mais a nosso favor”, afirmou a cientista.

Fatoumata participou da produção do relatório que levou três anos para ser concluído, contando com a colaboração de mais de 600 especialistas em todo o mundo, e traz números nada otimistas sobre a saúde do planeta. O documento está disponível para baixar da internet.

“Precisamos de metas, de objetivos, prazos claros, que só podem ser alcançados com vontade política, e esperamos que essa vontade se traduza nas negociações que se iniciam nos próximos dias [na Rio+20] para tentar resolver esses problemas tão sérios, não apenas pelo bem do ambiente, mas pela subsistência dos seres humanos”.

A funcionária do Pnuma lembrou que a degradação, que já é sentida entre os mais pobres do planeta, tende a piorar nos próximos anos, sobretudo devido à degradação da fauna marinha. De acordo com ela, as taxas de destruição de recifes de corais e a baixa de estoques de peixes estão em níveis alarmantes.

Hoje, segundo o estudo do Pnuma, menos de 1,5% de toda a área marinha está protegido, apesar de a meta internacionalmente acordada nas Metas de Aichi para a Diversidade Biológica da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) ser de alcançar 10% de áreas costeiras e marinhas protegidas até 2020.

As mudanças climáticas, segundo Fatoumata, são o problema mais grave para as próximas gerações, e apesar das evidências de aumento da temperatura gradual, muito pouco tem sido feito para evitá-las. 

A previsão é de que, se forem mantidos os modelos atuais de desenvolvimento, as emissões de gases de efeito estufa podem dobrar nos próximos 50 anos e aumentar a temperatura global em 3 graus Celsius ou mais, até o final do século.

Fonte:
Flávia Villela
Agência Brasil

Brasil é referência mundial em energia sustentável, diz coordenador da Gesel/UFRJ

RIO DE JANEIRO - Em termos, porém, de consumo per capita e eficiência energética das residências e indústrias, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer...



Agência Brasil
RIO DE JANEIRO - Das três metas definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem alcançadas até 2030, dentro da iniciativa Energia Sustentável para Todos (Sustainable Energy for All – SE4ALL), o Brasil é exemplo para o mundo em duas, disse à "Agência Brasil" o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ), Nivalde de Castro.

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que o ano de 2012 será o Ano Internacional da Energia Renovável para Todos. A iniciativa SE4ALL é liderada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que reforçará as três metas durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A Rio+20 começa na próxima quarta, no Rio de Janeiro, e terá a energia renovável como um dos temas debatidos.

As metas da SE4ALL são garantir acesso universal a serviços modernos de energia; dobrar o índice de energia renovável no mix de desenvolvimento global e dobrar o índice global de melhoria em eficiência energética.

Nivalde de Castro destacou que na meta relativa à garantia de acesso universal a serviços modernos de energia, o Brasil tem hoje o Programa Luz para Todos, que visa a universalização do acesso de energia elétrica para todas as famílias brasileiras. “O Brasil conseguiu um avanço muito grande nos últimos oito ou nove anos. Nesse aspecto, o Brasil tem que ser copiado”.

Sobre a meta de dobrar o índice de energia renovável, Castro explicou que o Brasil “é campeão” no que se refere à participação da energia renovável na matriz energética nacional. “Só está abaixo da Noruega, que não tem a dimensão continental, econômica e demográfica do Brasil. Nesse aspecto, o Brasil também serve de exemplo”, disse.

O coordenador do Gesel explicou que a própria política energética brasileira, ao priorizar as hidrelétricas e as energias renováveis, vai garantir a manutenção desse diferencial competitivo que o Brasil possui em relação a outros países.

Sobre a terceira meta entretanto, que se refere à melhoria da eficiência energética, Nivalde de Castro admitiu que o Brasil talvez tenha que fazer um esforço maior. É preciso, salientou, melhorar a eficiência energética, principalmente do ponto de vista do consumo industrial e residencial. Mesmo assim, ele destacou o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que objetiva promover a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, com eliminação dos desperdícios e redução de custos.

Em termos, porém, de consumo per capita e eficiência energética das residências e indústrias, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, na análise do professor da UFRJ. Esse caminho passa pela simplificação dos programas nacionais de eficiência energética. “Eles [os programas] ainda carecem de uma objetividade maior“.

De acordo com informação da assessoria do evento sobre Energia Sustentável para Todos, entre os anúncios a serem feitos durante a Rio+20, destacam-se os compromissos assumidos por governos e empresas globais em apoio ao SE4ALL. 

A iniciativa ocorrerá no dia 21 deste mês, a partir das 15 h, no Pavilhão 3 do Riocentro, localizado em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. 

Antes, no dia 19, será realizado o Rio+20 Dia da Energia, também no Riocentro, a partir das 9h30.

De acordo com dados da ONU, mais de 3 bilhões de pessoas nos países em desenvolvimento dependem da biomassa tradicional e do carvão para cozinhar e para se aquecer e 1,5 bilhão de pessoas ainda vivem hoje sem eletricidade.

Manual de Etiqueta 4.0: mais dicas para você incorporar a sustentabilidade ao seu dia a dia




Por que é preciso reduzir o consumo de sacolas plásticas? 
Quais os impactos globais, caso a temperatura do planeta aumente mais de 2ºC? 
Quanto de água virtual é gasto na produção de um celular? 
Quais as mudanças que a economia verde propõe? 
Que tipo de papel devo utilizar: reciclado ou novo? 
Conferências como a Rio+20 vão resolver os problemas do planeta?

Saber as respostas para essas perguntas nos ajuda a repensar nossas atitudes do dia a dia e fortalecer o movimento pela sustentabilidade no mundo. Por isso, o Planeta Sustentável lançou nesta terça-feira (05) – não por acaso, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente – seu Manual de Etiqueta 4.0, que responde a essas e muitas outras questões relacionadas ao tema, além de dar dicas para o leitor incorporar a sustentabilidade ao seu dia a dia.

A quarta edição da nossa publicação aborda oito assuntos atualíssimos:
– clima;
– água;
– economia verde;
– energia;
– papel;
– sacolas plásticas;
– biodiversidade e
– conferências mundiais.

Ficou curioso para conhecer o conteúdo do Manual de Etiqueta 4.0? A publicação será distribuída nos eventos dos quais o Planeta Sustentávelparticipará na Rio+20 

(saiba mais em: Planeta Sustentável na Rio+20) e, também, pode ser baixada, na íntegra, aqui

Para saber mais a respeito das edições anteriores do Manual de Etiqueta, confira o Especial Manual de Etiqueta.


C&A lança Relatório de Sustentabilidade no Dia Mundial do Meio Ambiente




Pioneira no setor de varejo de moda, a publicação foi elaborada com base nas diretrizes da GRI e com participação dos stakeholders.

Maior rede de varejo de moda do Brasil, a C&A, lançou no dia 05 de junho(terça-feira), a segunda edição do seu relatório de sustentabilidade, que compreende as atividades realizadas pela empresa entre 2010 e 2011.

A C&A foi a primeira empresa do setor do varejo de moda no Brasil a publicar seu relatório segundo as diretrizes estabelecidas pelo Global Reporting Initiative (GRI), em 2010.

"A C&A adotou esta prática de transparência junto aos seus públicos, para reafirmar seu compromisso com uma moda responsável", afirma Elio França, Diretor de Marketing da C&A.

Para marcar a data e o lançamento do Relatório, a C&A distribuirá a versão resumida do Relatório nas suas mais de 210 unidades no país.

Além do reporte das atividades realizadas, detalhado em mais de 60 indicadores, o Relatório de Sustentabilidade C&A Brasil 2010 - 2011 destaca o plano de metas da empresa para os próximos anos sobre aspectos de gestão, expansão, recursos humanos, meio ambiente e responsabilidade na cadeia de fornecimento.

A escolha dos principais temas reportados foi feita a partir de um Painel de Diálogo com Stakeholders, que contou com a participação de 81 pessoas, entre clientes, funcionários, fornecedores e especialistas do assunto.

Responsabilidade na cadeia produtiva -Desde 2006, a C&A monitora sua cadeia de fornecedores, por meio da Socam, empresa do grupo que também atua nos demais países onde há fornecimento para a Rede. A empresa já realizou 9.500 inspeções em fornecedores e unidades subcontratadas (oficinas de costura, estamparias e lavanderias, entre outras) no Brasil.

No final de 2011 a C&A contabilizava 274 fornecedores em sua cadeia produtiva. Todos eles devem estar em conformidade com o "Código de Conduta" e as "Condições Gerais de Fornecimento", documentos estabelecidos pela C&A, que contêm cláusulas contendo aspectos sociais e da legislação trabalhista vigente, as quais os fornecedores devem cumprir. O código também prevê, que os fornecedores estendam estas exigências aos seus eventuais subcontratados.

Pacto pelo trabalho decente -A C&A foi a primeira varejista do setor de moda a se tornar signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, em 2010. A empresa não apenas assumiu publicamente esse compromisso com o trabalho decente, como também mobilizou seus fornecedores para a questão, o que resultou na adesão voluntária de 40 de seus principais fornecedores ao Pacto.

A C&A também faz parte do Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo, realizado pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que tem por objetivo assegurar condições adequadas aos trabalhadores de seus fornecedores e subcontratados.

Sustentabilidade no produto-No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas frequentam todos os dias as lojas da C&A. Para assegurar a qualidade dos produtos que comercializa em suas lojas, a empresa implantou um projeto de treinamento de fornecedores, estendido para toda a cadeia produtiva em 2011. Com esse projeto, o índice de reprovação de pedidos caiu de 10% em 2008 para 4,4% em 2011, resultando em benefícios para os clientes, que tem acesso a produtos de maior qualidade, e para os próprios fornecedores, com a melhora de gestão e a eficiência e redução das perdas financeiras.

Segurança é outra preocupação constante na empresa, principalmente quando o produto é destinado ao público infantil, tanto que 100% das peças produzidas para crianças são testadas de acordo com a norma europeia de segurança mecânica.

Controle do impacto ambiental -Iniciado em 2010 e consolidado em 2011, o Programa de Coleta de Lixo Eletrônico oferece aos clientes a possibilidade de descartar de forma ambientalmente correta pilhas, baterias, celulares ou outros aparelhos eletrônicos. O programa alcança 100% da rede de lojas. Os materiais coletados são encaminhados para reciclagem e reutilização dos componentes em bom estado, evitando que sejam descartados de maneira inadequada. Em 2010, quando foi lançado, o programa recuperou um total de 4.197 produtos. Em 2011, este volume aumentou para oito vezes.

De grande uso nas operações da C&A, os cabides têm merecido atenção especial: atualmente, 40% do volume total da matéria-prima utilizada neles é proveniente de reciclagem. Por ano, cerca de 70% do total de cabides usados nas lojas é reutilizado.

Buscando a melhoria de processos no transporte, duas ações foram realizadas em 2010. Uma delas foi o incentivo ao frete retorno, iniciativa que colaborou para reduzir a emissão de CO2. A outra foi a otimização da ocupação do baú dos veículos que transportam as mercadorias, resultando no aumento na quantidade de peças transportadas por viagem. Outra medida implantada para controle de emissões é a substituição do diesel pelo biodiesel na frota, desde 2006.

Uma empresa feita por pessoas -Com mais de 18 mil funcionários no Brasil ao final de 2011, a C&A valoriza a diversidade. Grande destaque é a participação feminina na empresa, que corresponde a 72% do quadro de funcionários e 61% dos cargos de gerência.

Geradora de oportunidades para jovens profissionais, 58% do efetivo da C&A é composto por funcionários com idade entre 18 e 25 anos. Com presença consolidada no nordeste, a região representa a segunda maior base de profissionais da empresa, com 4.418 funcionários no final de 2011, ficando atrás apenas do sudeste, com 10.992.

Com foco no desenvolvimento de excelência e competências de seus funcionários, a C&A implantou em 2010 o Portal de Educação Corporativa, que já registrou de 74 mil participações em cursos online. A C&A também implantou um processo estruturado de comunicação interna em 2010, responsável pela divulgação das prioridades da empresa e alinhamento dos funcionários em todas as unidades.

O estímulo à participação social é uma das marcas da C&A. Mais de 5,6 mil funcionários fazem parte do Programa de Voluntariado, que conta com recursos do Instituto C&A para ações em áreas programáticas como Educação, Arte e Cultura; Desenvolvimento Institucional e Comunitário; e Mobilização Social. Os voluntários são liberados da C&A para realizar ações durante o expediente de trabalho. Os projetos do Instituto C&A realizados no biênio 2010-2011 envolveram 126 instituições e cerca de 141 mil crianças, adolescentes e jovens, participantes de 133 projetos.

Investimentos socioambientais -Entre 2010 e 2011 a C&A aumentou em cerca de 25% seus investimentos socioambientais, com grande destaque para as ações relacionadas ao monitoramento e desenvolvimento da cadeia produtiva e as iniciativas empreendidas pelo Instituto C&A para a melhoria da educação de crianças e adolescentes no Brasil.

O Relatório de Sustentabilidade C&A Brasil 2010 - 2011 está disponível, a partir do dia 05 de junho, para visualização e download no site www.cea.com.br. Nas lojas, a C&A distribuirá aos seus clientes uma versão resumida do conteúdo, que traz os principais destaques.

C&A -Líder do mercado varejista de moda brasileiro, a C&A foi criada em 1841 pelos irmãos Clemens e August, e a união de suas iniciais deu origem ao nome da empresa. A primeira loja foi inaugurada na Holanda, em 1861. A rede tornou-se uma das primeiras no mundo a oferecer roupas prontas aos consumidores. Em 1911, com o crescimento do negócio, a empresa instalou-se na Alemanha, e, posteriormente, em outros países da Europa.

Com mais de 35 anos de Brasil, alcançou 210 pontos de venda em 2011, distribuídos por 97 cidades e atendidos por mais de 18 mil associados. Atualmente, são mais de 1,8 mil lojas na Europa, América Latina e Ásia. Em 2006, a rede criou a empresa independente Organização de Serviço para Gestão de Auditorias de Conformidade (Socam), com o objetivo de buscar a melhoria contínua das condições de trabalho na sua cadeia produtiva. Com a Socam, a C&A tornou-se a primeira rede de varejo do Brasil a auditar toda a sua cadeia produtiva.

A companhia também foi a primeira do setor a assinar, em 2010, o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, que visa implementar ferramentas para impedir que empresas e a sociedade brasileira comercializem produtos de fornecedores que usem trabalho irregular.