Dia Mundial do Meio Ambiente é lembrado com foco na Economia Verde

Postado em Biodiversidade

por Redação EcoD




Economia Verde é o tema central da data em 2012/Imagem: Divulgação

Esta terça-feira, 5 de junho, marca o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), data criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) há 40 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo (Suécia), no intuito de colocar o tema no centro das preocupações da humanidade, além de reforçar que o futuro do planeta Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que busquem a garantia do equilíbrio ecológico.

No encontro mundial foi travada pela primeira vez, de forma oficial, uma discussão sobre o meio ambiente. Além da data especial, que agora completa quatro décadas, o evento também resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma, Unep na sigla em inglês), órgão ambiental da ONU que tende a ser fortalecido depois da Rio+20, e que pode até mesmo trocar de status, passando a ter poder de decisão, como é o caso da Organização Mundial do Comércio (OMC), por exemplo.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012 é : Economia Verde: Ela te inclui? A pergunta convida todos a avaliar como a tal conceito se encaixa na vida cotidiana, além de buscar avaliar se o desenvolvimento por meio de uma Economia Verde atende às necessidades individuais.

Empregos verdes ganham força em todo o mundo, segundo dados recentes 
da OIT/Foto: ycpphysci

O Brasil foi escolhido pela ONU como país-sede do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012, a exemplo do que já ocorrera em 1992, mesmo ano da Rio-92 (Cúpula da Terra), realizada no Rio de Janeiro. Dessa vez, aproximadamente uma semana depois do WED 2012, o Brasil receberá governantes de todo o mundo para à Rio+20, que terá como tema central a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

Situação preocupante

Apesar de ser considerado hoje uma "potência ambiental" diante do mundo, em razão dos avanços nesse setor nos últimos anos, o país-sede do WED 2012 e da Rio+20 vive um dilema com a sua própria legislação sobre o tema. O Código Florestal Brasileiro aprovado na Câmara dos Deputados recebeu 12 vetos e 32 modificações da presidenta Dilma Rousseff, por meio de medida provisória (MP), e teve de retornar ao Congresso para apreciação mista (senadores e deputados) dos congressistas. O texto, como estava, anistiava desmatadores e reduzia áreas de preservação permanente (APP).

Em relação à disponibilidade de recursos hídricos, o Brasil vive melhor situação do que boa parte dos países, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). O volume de água no país representa 12% da disponibilidade do planeta. No entanto, a distribuição é desigual, pois mais de 80% da disponibilidade hídrica está concentrada na região hidrográfica amazônica.

Coletiva dos ministros brasileiros sobre os vetos ao Código Florestal/
Foto: José Cruz/ABr

Atualmente, é consenso entre especialistas do mundo inteiro que o meio ambiente vive uma crise sem precedentes, por conta de fatores como o crescimento populacional, o consumo desenfreado dos recursos naturais e as práticas humanas que degradam a natureza, como as emissões de gases do efeito estufa, o desmatamento e a má distribuição da água, apenas para citar alguns exemplos.

As emissões globais de CO2 derivadas da queima de combustível fóssil atingiram um recorde de 31,6 bilhões de toneladas em 2011, um aumento de 3,2% em relação a 2010, segundo informou recentemente a Agência Internacional de Energia (AIE).

Para evitar impactos extremos causados pelas mudanças climáticas, a concentração de CO2 deveria ser inferior a 350 ppm (partes por milhão), segundo a comunidade científica internacional. No entanto, o nível do gás atingiu pela primeira vez, nos últimos 800 mil anos, a marca de 400 ppm na atmosfera, de acordo com dados de monitoramento de estações de pesquisa no Ártico.

Atualmente, cerca de 17 mil espécies estão em perigo de extinção/
Foto: flurmog

A biodiversidade mundial também preocupa. Dados da Unesco mostram que o uso insustentável dos recursos naturais, combinado com as necessidades de uma população global crescente, prejudica seriamente a saúde dos ecossistemas, além de resultar na perda da biodiversidade.

Atualmente, cerca de 17 mil espécies estão em perigo de extinção, um problema que deve ser combatido com educação, comunicação e políticas públicas. Atualmente, segundo o Pnuma, uma em cada três espécies de anfíbios, mais de uma espécie de aves em cada oito, mais de um mamífero em cada cinco e mais de uma espécie de coníferas em cada quatro estão ameaçadas de extinção.

Celebrações do WED 2012

Da Argélia a Auckland (Nova Zelândia), cerca de oito mil atividades foram agendadas por participantes de todo o mundo para este Dia Mundial do Meio Ambiente, por meio de cadastro no site mundial do Pnuma. Aqui no Brasil, a presidenta Dilma Rousseff irá apresentar, a partir das 11h, um pacote nacional de medidas ambientais. Uma sessão especial da Comissão de Meio Ambiente do Senado será realizada logo em seguida ao anúncio.

Já na quarta-feira (6), o Pnuma lança no Rio de Janeiro o estudo GEO-5 (Panorama Ambiental Global), considerada a mais abrangente análise ambiental da ONU. O documento inclui contribuições de aproximadamente 300 especialistas de todo o mundo, além de também revelar o progresso rumo às metas internacionais de sustentabilidade.

Para o Dia Mundial do Meio Ambiente 2012, pessoas de todo o mundo foram desafiadas a cadastrar uma atividade que será realizada nesta terça-feira (5).

O objetivo é quebrar o recorde do maior número de atividades cadastradas nas quatro décadas de história do WED. Este ano, existe um incentivo extra para o engajamento ambiental.

Cinco carros de baixo consumo de combustível, doados pela Kia Motors, serão entregues aos melhores projetos em cada uma das seguintes categorias:

Pessoas: Maior número de participantes envolvidos em uma atividade WED

Tema: Tema que melhor sustente o tema oficial da WED 2012: Economia Verde: Ela te inclui?

Criatividade: Atividade mais inovadora, diferente e divertida do WED

Buzz: Atividade do WED que faça melhor proveito do poder das mídias sociais

Impacto: Atividade do WED que resulte na mudança mais real e efetiva.

Para competir, todas as atividades devem ser cadastradas on-line até o dia 30 de junho de 2012. Os vencedores serão anunciados no dia 30 de julho de 2012.

"Empresa que respeita o ambiente costuma ter resultado melhor"

Fábio Barbosa: “Temos que estar com um olho no presente e outro no futuro. A Rio+20 está competindo em atenção com uma crise mais imediata”


Ele foi chamado, no passado, de "banqueiro verde" - e o adjetivo não era elogioso. 

Dez anos depois de ter garantido a fama de sustentável do banco ABN Amro Real, o administrador de empresas Fábio Barbosa, 57, ganhou o prêmio "Campeão da Terra 2012", o mais importante das Nações Unidas na área ambiental. 

"Diziam que o nosso negócio era só conceder empréstimos, não importa para quem", lembra. Antes dele, a única brasileira a ganhar o prêmio do Pnuma, o braço ambiental da ONU, foi a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. 

"Descobrimos que empresas que se preocupam também com aspectos ambientais costumam ter melhor performance financeira."

Barbosa, que presidiu o Real, o Santander Brasil e a Febraban - e agora é presidente da Abril S.A - diz que mesmo que a crise econômica tire o foco de atenção de chefes de Estado e empresários, a Rio+20 é um evento fundamental. 

"A Rio+20 está concorrendo com um tema urgente. E mais uma vez, o urgente toma lugar do importante", diz. 

"Acho que temos que estar com um olho no presente, a crise e tudo mais, e um olho no futuro." 

A seguir, trechos da entrevista que ele concedeu ao Valor:

Valor: Como o sr. começou a se interessar por sustentabilidade?

Fábio Barbosa: Quando estava no ABN Amro Real começamos com um projeto de transparência na relação com os clientes e fornecedores. 

Nas várias áreas, cada um querendo contribuir com esta visão de transparência, surgiu a ideia que deveríamos olhar também a questão ambiental. 

A pergunta que eu fazia era: o banco é ou não é responsável pelo dano ao meio ambiente que possa ser causado por um cliente em função de um empréstimo que tenha sido feito? 

E a resposta que não se tem como escapar é que, independentemente de o banco ser legalmente responsável ou não, poderá ser considerado responsável pela sociedade. 

Fazer a coisa de uma forma transparente, também na questão dos empréstimos na área ambiental, foi mais uma perna deste grande projeto de sustentabilidade que norteava o Banco Real.

Valor: O sr. pode contar algum caso concreto?

Barbosa: As empresas contratam serviços de motoboy. Então, quando um deles morre é responsabilidade das empresas que o contrataram ou não? A nossa resposta foi sim, e fizemos um trabalho intenso neste sentido. A outra pergunta era: estamos financiando projetos de empresas que trabalham com corte de madeira indevido. Somos responsáveis por isso ou não? O caminho era provocar reflexões e entender que a resposta é: somos responsáveis. O banco tem um papel na sociedade. Ao emprestar dinheiro para o projeto A ou B está estimulando um ou outro.

Valor: Qual a conclusão disso?

Barbosa: Concluímos que estes pontos eram relevantes e que iríamos procurar saber o que a empresa fazia. O primeiro caso foi com uma empresa de pesca predatória de camarão, um caso interessante. Não quisemos simplesmente censurar a empresa, mas buscamos uma forma de levá-la a algo que fizesse mais sentido. Buscamos alguém que entendesse de pesca de camarão de maneira a torná-la sustentável, foi um oceanógrafo. Este é o ganha-ganha-ganha. Ao tornar a pesca sustentável, ganha a empresa, que pode produzir por mais tempo, ganham os consumidores, que vão ter camarão mais abundante por mais tempo, e ganha o banco, que tem uma empresa que poderá ser seu cliente por muitos anos.

Valor: O sr. pode relatar algum outro exemplo?

Barbosa: O processo era de provocar reflexões. "Nós queremos trabalhar com empresas que cortam madeira indevidamente no Paraná, sim ou não?" 

É assim que eu perguntava. E as pessoas respondiam "Não queremos." Então, se não queremos, temos que começar a saber com quais empresas estamos trabalhando. 

Estabelecemos um questionário, que era levado a todas as empresas. Elas preenchiam contando sobre suas práticas. 

Era a resposta delas mesmo, sem que houvesse qualquer checagem. 

Descobrimos duas coisas: primeiro, que as empresas gostavam das perguntas, porque percebiam que não haviam sequer pensado sobre muitos daqueles pontos.  Começaram a pensar nisso também.

Valor: E a segunda descoberta?

Barbosa: Descobrimos que as empresas que obtinham melhor pontuação nestes questionários eram aquelas que representavam menor risco de crédito. Que as empresas que cuidam da questão ambiental têm, em geral, uma administração competente também nas demais áreas, boa performance também financeira. Então aquilo que parecia ser um contraponto àquele falso dilema - ou a empresa é rentável ou ela olha para o meio ambiente. Em geral acontece isso: são empresas que evitam riscos de processos, riscos ambientais, risco até de perda de mercado já que a população está cada vez mais atenta a estes pontos.

Valor: No início, quando vocês começaram, a preocupação com sustentabilidade era valorizada?

Barbosa: Era vista como fora do escopo do papel do banco. Os adjetivos pejorativos na época, tipo "banqueiro verde", visavam mostrar justamente que "isso aí está saindo do foco, não é este o papel do banco". Este processo começou em 2001, estamos falando agora dez anos depois. O que a gente vê hoje é que todas as instituições, na sua propaganda e na sua forma de se apresentar ao mercado, fazem alusão ao tema ambiental. Falo de bancos em particular, mas poderia estar falando de empresas em geral.

Valor: O termo "banqueiro verde" era pejorativo?

Barbosa: Acho que, juntos a alguns setores, tinha um tom pejorativo. Não necessariamente com colegas do setor, mas alguns analistas que criticavam que alguém estivesse olhando aquilo que normalmente não se olha. Diziam que o nosso negócio era só conceder empréstimos, não importa para quem. Acho que este é o preço da inovação. Mas havia muita convicção de que isso seria cada vez mais valorizado pelos clientes, pela sociedade e também que representaria uma redução no risco do ponto de vista do banco.

Valor: Consultores próximos a grandes empresas no Brasil costumam dizer, confidencialmente, que o discurso verde de muitas empresas é só marketing. É verdade?

Barbosa: Vejo este ponto de duas formas. Existe muita gente fazendo isso de forma muito correta, muito profunda na questão ambiental e nas outras da sustentabilidade, na ética, na transparência, na relação com os fornecedores, com os acionistas, com o governo, com os parceiros. 

E existem empresas que fazem o que se chama greenwashing. Penso que as que fazem apenas superficialmente correm um grande risco. Neste mundo de transparência, de redes sociais, se você não estiver agindo de acordo com a imagem que está projetando, mais dia ou menos dia, isso virá a tona. Acho perigoso. De repente, é um passo no processo.

Valor: Qual é o outro ponto?

Barbosa: Meu segundo comentário é que seja por convicção, seja por conveniência, acho que todos que valorizam o tema, de alguma maneira contribuem para que caminhemos na direção correta. Aqueles que vêm por convicção e estão fazendo a coisa certa, já deram a sua contribuição para o processo, ganharam muita visibilidade e muita perenidade nos seus negócios. Aqueles que estão vindo por conveniência acabam comprometidos sem que percebam. Acho que a sociedade vai cobrar cada vez mais das empresas. Tem uma frase que uso muito.

Valor: Qual é?

Barbosa: Digo que se a minha geração não foi capaz de deixar um mundo melhor para os nossos filhos, ela certamente deixou filhos melhores para o nosso mundo. Os jovens prestam atenção para aspectos ambientais que a geração anterior ignorava. A questão ambiental deixou de ser como há dez anos, quando era uma curiosidade, talvez um devaneio. Passou a ser uma peça central da estratégia. As empresas hoje não podem pensar em fazer operações, produtos ou serviços se causarem um estrago ao meio ambiente. Porque a sociedade não consumirá seus produtos, não consumirá seus serviços. A grande mudança é o consumidor, especialmente pelos jovens melhores que deixamos para o nosso mundo, mais conscientes, que vão determinar o padrão de produção das empresas.

Valor: Por que a Rio+20 é importante?

Barbosa: Temos que voltar lá atrás. Meio ambiente é uma parte da sustentabilidade, que não é só ambiental, tem a questão social, a questão da diversidade, da relação com fornecedores, e tudo mais. A Rio+20 mostra que este tema é crescente e veio para ficar. A gente pode ter opiniões favoráveis ou contrárias, e eu as respeito. O que não se pode é ignorar que uma parcela significativa da sociedade demanda que algo seja feito a esse respeito. Ignorar não é uma atitude. A Rio+20 coloca o tema no patamar em que tem que estar. Meio ambiente tem uma peculiaridade que vale a pena destacar.

Valor: Qual peculiaridade?

Barbosa: É o que eu chamo da interdependência. Não é um assunto que pode ser resolvido dentro das fronteiras de cada país. Assim como fluxos financeiros e migratórios não se restringem mais a fronteiras, as questões do meio ambiente também não. Não há possibilidade de um país cuidar disso sem que outros o façam. A Rio+20 é um desses casos em que todos têm que estar sentados à mesa, como foi a Rio92, Kyoto e outras importantes reuniões do gênero.

Valor: Porque o sr. acha que esta conferência não decola?

Barbosa: A economia mundial está vivendo um problema bastante grande, que é a mesma crise que se arrasta desde 2008 e agora em 2012 tem um repique. Acho que isso tem tomado o tempo e o foco dos chefes de Estado, da imprensa e de CEOs. Então, a Rio+20 está concorrendo com um tema urgente. E mais uma vez, o urgente toma lugar do importante. Acho que temos que estar com um olho no presente, a crise e tudo mais, e um olho no futuro. Não é que a Rio+20 perdeu relevância. Simplesmente está competindo agora, em termos de atenção, com uma crise mais imediata.

Valor: Economia verde cria mais empregos? É verdade?

Barbosa: Acho que a questão ambiental deixa de ser vista como uma restrição ao andamento dos negócios e passa a ser vista como uma inspiração para inovação e desenvolvimento de negócios. Há uma série de negócios que estão surgindo como resposta a essa demanda da sociedade, de plásticos descartáveis a diesel menos poluente ou embalagens retornáveis. Surgiu toda uma nova indústria que tem como inspiração a redução do impacto ambiental e muitas empresas que orbitam em torno disso.

Valor: Setores expressivos da economia brasileira são conservadores em relação às plataformas sustentáveis. O que o senhor diria a eles?

Barbosa: Temos que buscar o mundo do "e" e não o mundo do "ou". Não podemos ficar no debate simplista de que ou se produz alimentos ou se controla o impacto ambiental. Temos, através da Ciência, de normas claras e de produtividade, buscar o equilíbrio entre estes dois. O Brasil tem mostrado que a compatibilização é possível.

Fonte: Valor Econômico

Sustentabilidade é a ordem hoje e na Rio+20

Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em meio às discussões do encontro; evento tem a missão de reduzir a pobreza
Do Metro São Paulo noticias@band.com.br

A uma semana do início da Rio+20, as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente ganham o tom do tema principal da conferência: sustentabilidade. 

Ontem, a top Gisele Bündchen, embaixadora das Nações Unidas para o Meio Ambiente, plantou uma das 50 mil árvores que simbolizarão as comemorações da data, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio.

O evento faz parte do Green Nation Fest, que integra o calendário de atividades paralelas da Rio+20. 

De acordo com Edmilson Dias de Freitas, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do IAG-USP e coordenador da equipe que reuniu material sobre o tema desde a Rio- 92, um dos principais desafios do encontro será alinhar a manutenção do crescimento e a redução das diferenças sociais. 

“O conceito de economia verde que será discutido baseado na ideia de que você tenha crescimento, mas que ele reduza as diferenças sociais. A questão da erradicação da pobreza estará muito presente nas discussões. 

O crescimento deve ser feito com base no PIB, mas não de forma exploratória como foi feito antes, mas de maneira consciente, com recursos renováveis, até porque eles são finitos.” 

Para Freitas, grande parte do sucesso da empreitada depende de ações governamentais. 

Atentos a essa necessidade, líderes de 102 países que já confirmaram presença no evento devem discutir modos de garantir a sustentabilidade por meio de uma governança global. 

Freitas alerta, no entanto, que países como o Brasil devem mudar a mentalidade, uma vez que é inviável garantir a sustentabilidade e utilizar o incentivo ao consumo para manter a economia aquecida. 

“Não dá para elevar todos a um padrão altíssimo. A ideia é aumentar o padrão para quem está no limite inferior do sistema.”

Parque da Xuxa aborda Sustentabilidade no mês de junho



“Todos juntos por um mundo mais verde” é o slogan do parque que intenciona conscientizar ludicamente crianças sobre a relevância de práticas sustentáveis 

Neste mês, o Parque da Xuxa chamará a atenção das crianças para um tema de vital importância: a sustentabilidade. 

A nova campanha do Parque O Mundo da Xuxa tem como objetivo trabalhar com a conscientização dos baixinhos de maneira leve e divertida por meio de brincadeiras, oficinas de práticas de sustentabilidade, bem como atrações culturais e educativas.

São quatro as novas atividades especiais deste mês que o Parque preparou para a diversão da garotada: Teatro “A Incrível Viagem ao Mundo Escuro”; Oficina de Plantio de Mudas; Fábrica de Produtos Recicláveis e o Simulador de Consumo de Água.

A peça A Incrível Viagem ao Mundo Escuro, aberta para todas as idades, acontecerá apenas aos domingos, das 16h40 às 17h20. O espetáculo ensinará a importância da reciclagem de latas de aço pós-consumo e como cuidar com carinho do meio ambiente. Para isso, a peça contará a história de um garoto à procura de sua irmã, que está perdida no Mundo Escuro, um lugar sujo e poluído. O menino e seu boneco de lata, então, iniciam a missão de encontrar sua irmã e tornar o planeta saudável, outra vez. Essa atividade será realizada no Livro Era Uma Vez.

A Oficina de Plantio permitirá que as crianças realizem o plantio de mudas de árvore em latas de aço, junto a um monitor do espaço. Na saída, as crianças receberão um kit brinde com uma cartilha e um porta-lápis.

Na Fábrica de Produtos Recicláveis, as crianças terão a oportunidade de ganhar objetos reciclados com as embalagens de suco. Para as meninas serão feitas tiaras com rosas decoradas, e, para os meninos, um tazzo em formato de estrela. Além disso, haverá produtos reciclados expostos, já criados.

E o Simulador de Consumo mostrará às crianças como funciona o consumo da água de uma residência, por meio de uma maquete e equipamento que simularão o consumo da água. Haverá, também, um tapete pedagógico onde as crianças poderão interagir com o jogo proposto.

Cada uma das atividades acima foi elaborada em parceria com empresas como a Abeaço – Associação Brasileira da Embalagem de Aço, Terracycle, Tang e Sabesp, empresas que apoiam a iniciativa de educar as crianças sobre a importância de um mundo mais verde.

O Parque O Mundo da Xuxa é um parque temático indoor, desenvolvido há 9 anos com o intuito de transportar as crianças para um mundo de sonhos e fantasias. Em um ambiente colorido, alegre e encantador, as crianças têm a oportunidade de se divertir com muita segurança. Isso porque, desde a sua criação, o parque vem investindo em tecnologias modernas e seguras, e em profissionais capacitados e preparados para atender o público infantil. É dessa forma que o Parque O Mundo da Xuxa garante a diversão e alegria dos visitantes.

Shopping SP Market - Avenida das Nações Unidas, 22.540 – SP |Telefone: (11) 5541-2530.Passaporte individual: R$ 60,00 (crianças e adultos) que pode ser pago em até três parcelas de R$ 20,00 sem juros nos cartões Visa, Mastercard e Hipercard. Amex somente à vista.Pessoas acima de 60 anos - R$ 30,00 – mediante apresentação de documento.Crianças com até um ano e 11 meses, acompanhadas de adulto pagante, não pagam.

Junho:quintas e sextas-feiras, das 10h30 às 16h30, sábados domingos e feriados, das 11 às 19 horas. Nos dias 7 e 8 de junho, o parque estará aberto das 11 às 19 horas. Às segundas, terças e quartas-feiras o parque estará fechado.*Os horários estão sujeitos a alterações sem aviso prévio.[ www.omundodaxuxa.com.br]

Serviço: .Aceita os Cartões: VISA e Mastercard em até três vezes. Hipercard e Diners em até três vezes. AMEX somente à vista |.ão aceita cheque |.Estacionamento: R$ 5,00 por duas horas e R$ 2,00 por hora adicional |.Lanchonete no local (McDonald´s) |.Fraldário.Achados e perdidos.Loja Xuxa Store.Locação de armários: R$ 10,00 + depósito de R$ 20,00 (devolvidos na entrega da chave).
Possui acesso para deficientes físicos.Possui ar condicionado.

Como avaliar se um hotel é sustentável?


Quais as possíveis categorias de hotéis perante a sustentabilidade

Pesquisa avalia interesse dos brasileiros por práticas sustentáveis

Somente 26% da população brasileira têm o hábito de separar adequadamente seus resíduos para encaminhá-los à reciclagem. 

Este é o resultado da uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada com o intuito de mensurar o conhecimento e os esforços dos brasileiros em relação ao cuidado ambiental.



A análise foi feita com grupos de todas as regiões do Brasil, durante o período que vai de julho de 2011 a fevereiro de 2012. 

Ao todo, 10.368 pessoas foram ouvidas, com idades que variam de 12 a 75 anos. 

Os resultados também foram diversificados de acordo com a faixa etária. No entanto, a constatação geral é de que o nível de conscientização e informação acerca dos temas ligados à sustentabilidade ainda é muito baixo.

Quando o assunto foi reciclagem, os entrevistados que possuem de 55 a 64 foram os mais conscientes, com 35% deles garantindo que reciclam sempre ou com frequência os seus resíduos. 

Os jovens de 20 a 24 anos se destacaram no quesito reutilização de materiais, com 24%. 

Um dos pontos interessantes que apareceram nas estatísticas da pesquisa é a variante no percentual de pessoas envolvidas com esta atividade nas regiões do Brasil. 

Enquanto em Curitiba, 45% dos participantes demonstraram ativismo em relação à reciclagem, em Brasília o número foi de apenas 3%.

As sacolas plásticas também continuam a ser um item constantemente presente na rotina da maior parte dos entrevistados. Em Brasília, apenas 4% das pessoas têm costume de levar sacolas retornáveis ou utilizar outras opções sustentáveis para transportar as compras. 

Cenário semelhante é visto em Salvador, com apenas 5% da população adepta das alternativas verdes. 

Curitiba novamente registrou o melhor desempenho, atingindo 48%. 

São Paulo, que recentemente proibiu a distribuição gratuita das sacolas plásticas nos supermercados, ficou com a segunda colocação, com 19% dos entrevistados optando pelas sacolas retornáveis.

Ao serem indagados sobre mudanças climáticas, 12% das pessoas questionadas alegaram conhecer muito sobre o tema, enquanto outros 6% nem ao menos ouviram falar do assunto.

O conhecimento acerca de temas mais específicos também é baixo. 

Ao serem indagados sobre mudanças climáticas, 12% das pessoas questionadas alegaram conhecer muito sobre o tema, enquanto outros 6% nem ao menos ouviram falar do assunto. 

Compensação de carbono é o tópico mais desconhecido, com 43% dos entrevistados informando não ter ideia do que se trate.

Por outro lado, pontos positivos também foram identificados. Em geral a população tem sido mais consciente em itens rotineiros dentro de suas casas, grande parte deles sendo aqueles que causam mudanças diretas nos gastos mensais. 

O esforço para reduzir o consumo de água está no topo do ranking, alcançando 73% dos entrevistados, enquanto a redução do consumo de gás vem na sequência, com 72%. 

Os equipamentos permanecem em stand by, mesmo quando estão fora de uso, na casa de 44% dos participantes. 

Ainda assim, apenas 8% dos entrevistados alegou deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes.

Fonte: CicloVivo

Jovens no Rio aprendem atitudes sustentáveis no Green Nation Fest

Alunos de escolas do Rio participam de atividades na Quinta da Boa Vista.
Evento, que é aberto ao público, tem diversas tendas interativas.
Janaína Carvalho do G1 RJ



Visitantes observam uma instalação multimídia que alerta a 
respeito dos efeitos do aquecimento global sobre as geleiras 
(Foto: Victor R. Caivano/AP)

Alunos de diversas escolas do Rio começaram a visitar, na manhã desta quinta-feira (31), a primeira edição do Green Nation Fest, um festival interativo e sensorial que estimula o público a ter atitudes mais sustentáveis. 

Segundo o diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (Cima), Marcos Didonet, o objetivo é que as pessoas saiam do festival com outra mentalidade.


“Nosso objetivo é levar a sustentabilidade para o grande público. Para as pessoas que não estão acostumadas a discutir, vivenciar ou até a se engajar na questão ambiental. Hoje, ainda, esse tema parece ser complexo e distante das pessoas e o planeta exige a necessidade da grande massa, do grande público”, afirma Marcos.

O Rio de Janeiro recebe em junho a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Uma das grandes atrações do festival, que antecede o evento internacional, é o “Gol de bicicleta”, uma tenda onde os participantes pedalam e geram energia para o seu time. 

Além de conhecer e se aproximar de métodos alternativos de produção de energia, o visitante percebe que a união é fundamental para o sucesso da sustentabilidade no planeta.

Alunos de escolas do Rio participam de atividades na 
Quinta da Boa Vista (Foto: Janaína Carvalho/G1)

“Estou aprendendo muita coisa aqui, como economizar água, não jogar lixo nas ruas, cuidar das nossas florestas e não poluir o meio ambiente. É tudo muito interessante e divertido”, afirma a estudante Maria Clara Peçanha, 14 anos, aluna do 9° ano do Ginásio Experimental Nilo Peçanha.

Segundo Didonet, o evento tem como meta chegar ao público de forma agradável, trabalhando, principalmente as paixões das pessoas. “Se você gosta de futebol, vem para cá fazer gols de bicicleta para o seu time e com isso vai gerar energia que vai iluminar outra instalação do festival. 

Se você gosta de cinema, vem para cá assistir um cinema mais engajado. Tem opção para todos os gostos, mas tudo é voltado para a questão da sustentabilidade. 

Você não só vai estar se divertindo, mas também está se informando, se formando e percebendo que você pode mudar de comportamento sem ser obrigado. Você muda de comportamento e percebe que é legal”, afirma o organizador do festival.

Outras atrações

O festival também tem outras atrações, como a Pegada de Carbono, onde, por meio de um sistema informatizado, cada participante poderá calcular a quantidade de gás carbônico que foi lançado na atmosfera para que ele pudesse chegar ao evento. 

O cálculo é feito em função do meio de transporte utilizado e a distância percorrida. Outras tendas que chamam a atenção do público são o espaço quis, onde eles testam conhecimentos sobre sustentabilidade e as oficinas lúdicas, onde crianças de todas as idades conhecem novas práticas de sustentabilidade.

Evento, que é aberto ao público, tem diversas tendas 
interativas (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Segundo o coordenador das oficinas, Jaime Pacheco, a principal ideia do espaço é trabalhar com a reutilização de materiais. “Utilizamos uma forma prática para a garotada aprender o impacto que determinadas atitudes podem trazer para o meio ambiente. 

Aqui na oficina eles usam materiais recicláveis para confeccionar materiais como livros de panos e diversos”, explica Jaime, ressaltando que a ideia é que os professores que estão acompanhando os jovens reproduzam os conceitos adquiridos no evento nas escolas.

Muda de árvore de presente

No final do evento, todos os visitantes são presenteados com uma muda de árvore plantada em seu nome no Parque Natural Municipal de Grumari, área de reflorestamento no município do Rio. 

São mais de 40 espécies distribuídas aleatoriamente. Além do certificado da muda, será entregue uma senha para que o visitante acesse o portal Nossas Árvores e conheça mais sobre a espécie recebida.

O evento, que está aberto ao público gratuitamente até o dia 7 de junho, das 8h às 17h, acontece na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio. Escolas que ainda não se cadastraram, mas que têm interesse em visitar o festival, podem agendar visita através do site da secretaria municipal de Educação.

Outro ambiente interativo mostra os riscos e efeitos dos 
incêndios florestais (Foto: Victor R. Caivano/AP)