Jovens no Rio aprendem atitudes sustentáveis no Green Nation Fest

Alunos de escolas do Rio participam de atividades na Quinta da Boa Vista.
Evento, que é aberto ao público, tem diversas tendas interativas.
Janaína Carvalho do G1 RJ



Visitantes observam uma instalação multimídia que alerta a 
respeito dos efeitos do aquecimento global sobre as geleiras 
(Foto: Victor R. Caivano/AP)

Alunos de diversas escolas do Rio começaram a visitar, na manhã desta quinta-feira (31), a primeira edição do Green Nation Fest, um festival interativo e sensorial que estimula o público a ter atitudes mais sustentáveis. 

Segundo o diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (Cima), Marcos Didonet, o objetivo é que as pessoas saiam do festival com outra mentalidade.


“Nosso objetivo é levar a sustentabilidade para o grande público. Para as pessoas que não estão acostumadas a discutir, vivenciar ou até a se engajar na questão ambiental. Hoje, ainda, esse tema parece ser complexo e distante das pessoas e o planeta exige a necessidade da grande massa, do grande público”, afirma Marcos.

O Rio de Janeiro recebe em junho a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Uma das grandes atrações do festival, que antecede o evento internacional, é o “Gol de bicicleta”, uma tenda onde os participantes pedalam e geram energia para o seu time. 

Além de conhecer e se aproximar de métodos alternativos de produção de energia, o visitante percebe que a união é fundamental para o sucesso da sustentabilidade no planeta.

Alunos de escolas do Rio participam de atividades na 
Quinta da Boa Vista (Foto: Janaína Carvalho/G1)

“Estou aprendendo muita coisa aqui, como economizar água, não jogar lixo nas ruas, cuidar das nossas florestas e não poluir o meio ambiente. É tudo muito interessante e divertido”, afirma a estudante Maria Clara Peçanha, 14 anos, aluna do 9° ano do Ginásio Experimental Nilo Peçanha.

Segundo Didonet, o evento tem como meta chegar ao público de forma agradável, trabalhando, principalmente as paixões das pessoas. “Se você gosta de futebol, vem para cá fazer gols de bicicleta para o seu time e com isso vai gerar energia que vai iluminar outra instalação do festival. 

Se você gosta de cinema, vem para cá assistir um cinema mais engajado. Tem opção para todos os gostos, mas tudo é voltado para a questão da sustentabilidade. 

Você não só vai estar se divertindo, mas também está se informando, se formando e percebendo que você pode mudar de comportamento sem ser obrigado. Você muda de comportamento e percebe que é legal”, afirma o organizador do festival.

Outras atrações

O festival também tem outras atrações, como a Pegada de Carbono, onde, por meio de um sistema informatizado, cada participante poderá calcular a quantidade de gás carbônico que foi lançado na atmosfera para que ele pudesse chegar ao evento. 

O cálculo é feito em função do meio de transporte utilizado e a distância percorrida. Outras tendas que chamam a atenção do público são o espaço quis, onde eles testam conhecimentos sobre sustentabilidade e as oficinas lúdicas, onde crianças de todas as idades conhecem novas práticas de sustentabilidade.

Evento, que é aberto ao público, tem diversas tendas 
interativas (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Segundo o coordenador das oficinas, Jaime Pacheco, a principal ideia do espaço é trabalhar com a reutilização de materiais. “Utilizamos uma forma prática para a garotada aprender o impacto que determinadas atitudes podem trazer para o meio ambiente. 

Aqui na oficina eles usam materiais recicláveis para confeccionar materiais como livros de panos e diversos”, explica Jaime, ressaltando que a ideia é que os professores que estão acompanhando os jovens reproduzam os conceitos adquiridos no evento nas escolas.

Muda de árvore de presente

No final do evento, todos os visitantes são presenteados com uma muda de árvore plantada em seu nome no Parque Natural Municipal de Grumari, área de reflorestamento no município do Rio. 

São mais de 40 espécies distribuídas aleatoriamente. Além do certificado da muda, será entregue uma senha para que o visitante acesse o portal Nossas Árvores e conheça mais sobre a espécie recebida.

O evento, que está aberto ao público gratuitamente até o dia 7 de junho, das 8h às 17h, acontece na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio. Escolas que ainda não se cadastraram, mas que têm interesse em visitar o festival, podem agendar visita através do site da secretaria municipal de Educação.

Outro ambiente interativo mostra os riscos e efeitos dos 
incêndios florestais (Foto: Victor R. Caivano/AP)

IPT testa degradação de sacolas de supermercado

Agência FAPESP – O Centro Tecnológico de Processos e Produtos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou um estudo para comparar a biodegradação de quatro diferentes embalagens vendidas ou dadas em supermercados.


Nenhuma das amostras analisadas será degradada 
rapidamente na natureza, apontam testes feitos 
com quatro tipos diferentes de sacolas vendidas ou 
distribuídas (IPT)

Os testes foram encomendados pela Rede Globo de Televisão. O resultado apresentou a porcentagem que cada material biodegradou: as de papel biodegradaram cerca de 40%; as de plástico comum 30%; as de amido de milho (feita a partir de fontes retornáveis) 15%; e as oxidegradáveis (que recebem aditivos para se degradarem mais rápido) apenas 2%. A margem de erro é de 10%.

De acordo com o IPT, de modo geral, nas condições do teste realizado no Laboratório de Biotecnologia Industrial, nenhuma das amostras analisadas pode ser considerada como de fácil biodegradação, isto é, não serão degradadas rapidamente na natureza.

O IPT destaca, entretanto, que existem diversos fabricantes de sacolas no mercado e o teste foi realizado em apenas uma amostra de cada material. “A conscientização do consumidor em contribuir com a redução dos lixos, coleta seletiva e reciclagem pode ser tão importante quanto os novos materiais no mercado”, disse a pesquisadora Maria Filomena Rodrigues.

Segundo a determinação do “Teste da Biodegradabilidade Imediata pela Medida do Dióxido de Carbono Desprendido em Sistema Aberto”, facilmente biodegradável é todo material cujo conteúdo orgânico se transforma em água e gás carbônico (mínimo 60%) em até 28 dias.

Compostável, por sua vez, é o material que se biodegradou e gerou húmus com ausência de metais pesados e substâncias nocivas ao meio ambiente, que permitem a germinação e o desenvolvimento normal de plantas.

O ensaio realizado no IPT consistiu em submeter os diferentes tipos de embalagens em uma solução mineral para que elas sejam consumidas por microrganismos naturais, retirados da natureza (solo, lago, lodo), simulando com maior intensidade o que pode ocorrer no meio ambiente.

No ensaio, as sacolinhas são a única substância orgânica fonte de “alimento” para as bactérias. A avaliação da biodegradabilidade foi realizada em condições similares, tanto quanto possível, às do ambiente de destinação.

A biodegradação leva à formação de dióxido de carbono (CO2), água e biomassa. A porcentagem de CO2 apresentado pelo material estudado, em relação ao total de CO2 teoricamente esperado para a completa oxidação do conteúdo de carbono da amostra (CO2 – teórico), informará se a sacola é biodegradável ou biorresistente, determinada nessa metodologia por 28 dias.

No Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas foram realizados os ensaios para identificação química das sacolas plásticas. Por meio dessa técnica, foi identificado que as sacolas “oxidegradável” e “convencional” são constituídas de polietileno, um dos tipos de plástico mais comum.

Na sacola de “amido” foi identificada a presença de um constituinte polimérico quimicamente diferente das outras duas citadas, um polímero do tipo poliéster, que inclui produtos químicos presentes nas plantas.

Segundo o IPT, é importante ressaltar que as técnicas empregadas não permitem identificar a presença de possíveis aditivos nas sacolas, como os oxidegradáveis. Ainda, não é possível avaliar origem do material polimérico, se é proveniente de uma fonte renovável ou não.

Mais informações: www.ipt.br

Executivos afirmam que sustentabilidade pode custar mais para empresas

Estudo da Accenture entrevistou 250 profissionais de economias maduras e em desenvolvimento para entender a importância de um modelo de negócio sustentável
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing 
sylvia@mundodomarketing.com.br




A maioria dos executivos brasileiros acredita que o foco em sustentabilidade pode aumentar os custos de uma companhia. 

De acordo com um estudo da Accenture, 92% dos entrevistados no Brasil disseram que um modelo de negócio sustentável pode custar mais para as empresas do que um modelo que não é sustentável. 

Em seguida, aparece os Estados Unidos, com 85%, enquanto a média geral foi de 78%.

Os profissionais do Brasil, no entanto, também acreditam que uma gestão sustentável é fundamental para os negócios, com 64% das citações, contra a média global de 44%. 

Na Europa, por exemplo, o índice foi de apenas 25%. O levantamento entrevistou 250 executivos de economias maduras e em desenvolvimento.

Quando questionados se poderiam cobrar um preço premium dos clientes pelo produto ou serviço sustentável, 70% dos países dos mercados emergentes responderam que “concordam”. 

No Brasil, o resultado ficou abaixo da média, com 56%. 

Os Estados Unidos aparecem com 67% e o Japão, 36%. 

Os profissionais que participaram da pesquisa também apontaram os Estados Unidos como o país com maior esforço para ser mais sustentável. 

O Brasil ficou em 10º lugar, atrás de mercados como China, Índia e França.

MTur negocia redução dos custos com energia elétrica para hotelaria

A redução dos custos com energia elétrica para os hotéis está na pauta da desoneração da cadeia produtiva do setor turístico. 




Na próxima semana, o Ministro do Turismo, Gastão Vieira, fará uma nova rodada de negociações com representantes dos hoteleiros e do Ministério de Minas e Energia para discutir o assunto. 

“Conseguimos a desoneração da folha de pagamento dos hotéis. Agora, estamos trabalhando com as entidades e outras áreas do governo em medidas para a redução dos gastos com as contas de luz”, afirma o ministro, que encontrou-se no dia 21 de maio, em Brasília (DF), com representantes da hotelaria.

O pedido do setor produtivo é mudar a fórmula de cálculo da conta de energia elétrica, feita hoje pela estimativa antecipada da demanda. 

Os hoteleiros querem alterar a categoria de consumo dos estabelecimentos de comercial para industrial, com menor índice de tributação. A redução de tributos como o PIS/Cofins é outra medida em debate. 

“O governo quer avançar nessa discussão. A desoneração é fundamental para aumentar a competitividade do turismo nacional. 

Se conseguirmos reduzir os custos das empresas, isso terá impacto na geração de empregos no setor e também na redução de preços para o turista. Essas são as contrapartidas que exigiremos dos empresários”, avalia o ministro.

Em abril, depois da articulação coordenada pelo Ministério do Turismo, a presidente Dilma Rousseff anunciou a inclusão da hotelaria no Plano Brasil Maior. 

Assim, houve a substituição da contribuição de 20% sobre a folha de pagamento pela alíquota de 2% do faturamento bruto dos empreendimentos. 

Agora, o ministério parte para a segunda etapa no esforço pela desoneração do setor.

Abu Dhabi ergue 'cidade verde' no deserto

ITALO NOGUEIRA
ENVIADO ESPECIAL A ABU DHAB
I

O dinheiro do petróleo de Abu Dhabi ergue no deserto do Oriente Médio uma espécie de "cidade verde". Um centro para pesquisar e aplicar a eficiência no uso de energia renovável.

Ao custo de R$ 38 bilhões, Masdar City tenta atrair estudantes e empresas para se tornar polo tecnológico.

Criada como modelo de sustentabilidade, Masdar -vinculada ao emirado de Abu Dhabi- tem também função econômica. É uma das apostas do governo para diminuir a dependência do petróleo.

A cidade ainda engatinha. Só 102 dos esperados 40 mil moradores em 2025 habitam o local, todos estudantes. Entre eles, dois brasileiros.

"Queria estudar num lugar voltado para a sustentabilidade", disse o engenheiro Luiz Friedrich, que cursa engenharia de sistema e gestão.

O espírito da ideia, iniciada em 2007, já é visível. O carro elétrico sem motorista, que anda com toque numa tela, é o destaque para curiosos. Mas é no planejamento que ela busca se diferenciar.

O centro foi erguido de modo a aproveitar os ventos do deserto. Ruas estreitas e uma torre de vento ajudam a refrescá-lo. Tudo para reduzir o uso de ar condicionado onde o verão chega a 50ºC.

Editoria de Arte/Folhapress

O plano diretor do arquiteto inglês Norman Foster buscou privilegiar os pedestres. Lá, os carros elétricos ficam escondidos sob o solo. Um contraste com mega-avenidas e escassas calçadas de Abu Dhabi e Dubai, principais cidades do país.

"A função de Masdar é mudar o jeito como as coisas são feitas", diz o diretor de Masdar City, Alan Frost.

Mas a criação do centro também tem críticos. Temem que suas pesquisas não se tornem úteis para as caóticas megacidades já existentes. Masdar já foi chamada até de "Disneylândia verde".

"Sua pureza se baseia na crença de que o único modo de criar uma comunidade harmoniosa é isolá-la do mundo", escreve Nicolai Ouroussoff, ex-crítico de arquitetura do "New York Times".

Frost diz que o isolamento é importante para as pesquisas. Mas reconhece que elas só são úteis se usadas em cidades existentes.

"Numa área limpa temos a chance de fazer algo correto e novo. Mas tudo é feito para aprender lições, voltar e reestruturar as cidades."

O centro fará apresentações na Rio+20, em junho.

Masdar busca atrair empresas com imposto zero e parcerias. A Siemens espera a conclusão do primeiro prédio comercial para instalar ali sua sede no Oriente Médio. A Mitsubishi pesquisa o desempenho de carros a bateria.

Abu Dhabi quer diminuir o peso do petróleo de 60% para 40% na economia até 2030, apostando em tecnologia.

"Não havia um polo global de energia limpa e renovável. A ideia é fazer de Masdar esse polo", diz Frost.
O jornalista ITALO NOGUEIRA viajou a convite da empresa Cassidian

Para Fiergs, economia verde influencia exportações

Postado por Danton Júnior - Meio ambiente
Foto: Marcelo Bertani | Agência ALRS

O êxito da Rio+20 depende, em muito, da definição sobre os rumos da chamada economia verde. Acostumado a ser visto como vilão do meio ambiente, o setor industrial dá mostras de que pretende participar ativamente das negociações. 

 Uma das prioridades é obter o reconhecimento do governo brasileiro para a certificação denominada Produção Mais Limpa (PmaisL), elaborada em conjunto entre o Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL), ligado ao Senai, e a ONU.

Para o coordenador do conselho de Meio Ambiente da Fiergs, Torvaldo Marzolla Filho, a economia verde pode influenciar inclusive a competitividade do Brasil no mercado internacional. 

“Hoje temos 1,1% das exportações mundiais e cada vez mais o mundo lá fora vai querer ‘segurar’ a nossa produção”, afirma. “Imaginamos que, junto com o certificado do CNTL, dizendo que aquele produto foi feito desde a sua matéria-prima, passando por toda a sua linha de produção, dentro dos preceitos aprovados e apoiados pela ONU, teremos tranquilidade em manter nossa posição no mercado internacional”, avalia.

O reconhecimento do governo, de acordo com o empresário, tem o poder de oficializar a certificação, que consiste em aumentar a eficiência energética no uso de matérias-primas por meio da reciclagem ou minimização dos resíduos gerados.

Com sede em Porto Alegre, o CNTL visa ainda garantir um apoio às pequenas e médias empresas, que segundo Marzolla muitas vezes não possuem um departamento ambiental. A ideia é capacitar funcionários e adaptar a linha de produção para que seus produtos sejam certificados.

Marzolla reconhece os avanços da Eco92 na conscientização ambiental do empresariado, mas ressalta que o primeiro passo ocorreu em 1972, na Conferência de Estocolmo – a primeira reunião da ONU a tratar do meio ambiente. 

A visão dos participantes, no entanto, ainda era limitada. “Um representante do Brasil dizia, nos corredores, que o país queria ‘importar’ poluição, porque em todos os países evoluídos o povo vive muito bem (com a presença da poluição)”, conta o empresário.

Hoje, segundo Marzolla, não se concebe uma indústria que não respeite o meio ambiente. “Houve tempos em que a coisa não era tão séria porque a natureza era abundante. Hoje o consumo é muito grande e o planeta está sofrendo.”

Consumidor consciente opta pela satisfação do produto e não pela compra em excesso

SÃO PAULO - Muitos consumidores dizem praticar o consumo consciente, no entanto, quando o assunto é tecnologia ou moda, por exemplo, observamos um comportamento oposto do consumidor.


Segundo um artigo publicado Akatu, o verdadeiro consumidor consciente deve ter satisfação pelo uso dos produtos e não pela compra em excesso, assim como fazem as pessoas mantêm um celular por anos, porque estão satisfeitas com a sua funcionalidade e não o troca a cada modelo novo lançado.

Para adotar uma postura sustentável, o consumidor também deve optar por produtos duráveis mais do que os descartáveis ou de degradação acelerada, assim como já acontece com a substituição das sacolas plásticas descartáveis por sacolas retornáveis.

Mais atitudes sustentáveis 

Uma boa atitude sustentável é praticar o uso compartilhado de produtos mais do que aposse individual. 

Um bom exemplo é o uso de bicicletas compartilhadas em diversas cidades, inclusive em São Paulo, onde é possível alugar bicicletas em pontos estratégicos da cidade.

Adquirir produtos que consomem menos energia também pode contribuir com o meio ambiente, uma opção é adquirir eletrodomésticos com o selo Procel que certifica os produtos que gastam menos energia. 

Com isso, além de contribuir para o meio ambiente você ainda gera uma economia para o bolso.

Optar por produtos virtuais, como livros digitais também é uma forma de praticar o consumo consciente.