Ban Ki-moon pede por resoluções mais rápidas para a Rio+20

Jéssica Lipinski, do Instituto Carbono Brasil



Faltando menos de um mês para a Conferência nas Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontece entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro, um documento de cerca de seis mil páginas foi criado, mas poucas decisões foram de fato tomadas. 

Por essa razão, o coreano Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, pediu na quinta-feira (24) que os participantes da reunião apressem as negociações, a fim de conseguirem resultados concretos do encontro.


“As negociações têm sido dolorosamente lentas”, lamentou o coreano. Por causa das poucas ações criadas nos últimos eventos internacionais para estimular o desenvolvimento sustentável, uma última rodada de debates foi marcada entre os dias 29 de maio e dois de junho para que se chegue a pelo menos alguns acordos primários.

Se nem esta discussão for suficiente para estimular acordos, estes terão que ser desenvolvidos todos na Rio+20, o que torna mais difícil que a reunião chegue a resultados satisfatórios.

Por isso, Ban pediu que os participantes do encontro se atenham às questões mais importantes relacionadas ao desenvolvimento sustentável e não se percam em detalhes. Ele citou como exemplo a produção do documento introdutório do evento, que contou com inacreditáveis seis mil páginas, cortadas posteriormente para 80.

“Mas 80 páginas ainda é muito. Esse não é o momento para argumentar contra os itens pequenos. Por favor, não percam [de vista] o quadro maior. 
Esse não é o fim. A Rio+20 é apenas o começo de muitos processos, então deve-se ser flexível. Deve-se se elevar acima dos interesses nacionais ou interesses de grupos específicos”, comentou o secretário-geral.

Mas apesar do pessimismo generalizado a respeito da Rio+20, o coreano ainda conserva esperanças sobre os possíveis resultados a serem alcançados. “Há algum ceticismo a respeito de a conferência ser um sucesso”, observou o secretário-geral, mas acrescentou que basicamente está “otimista a respeito do resultado dessa reunião”.

Ban deseja que três principais resultados sejam definidos no evento. 

O primeiro é que a Rio+20 inspire um novo pensamento econômico em um momento em que o atual modelo econômico está ruindo; 
o segundo é que o encontro seja uma “conferência para pessoas”, o que exige que os países coloquem os interesses das pessoas em primeiro lugar para tingir o crescimento econômico; 
e o terceiro é que a reunião lance um apelo para o uso mais inteligente dos recursos naturais do planeta, como a água, o ar e as florestas.

“Meu recado é esse: por favor, tentem ter um bom resultado, um resultado conciso, ambicioso, mas prático e implementável. Nosso planeta tem sido muito generoso conosco. Vamos deixar a humanidade retribuir, respeitando nosso planeta Terra”, concluiu.

(Instituto Carbono Brasil)



Brasil está entre os quatro líderes mundiais em construções sustentáveis

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial  de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC). 

“Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos”, disse à Agência Brasil o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.
ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que, nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. 
“Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente”.        
Já existe, segundo o gerente técnico do GBC Brasil, o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no país e no mundo. Além disso, Casado destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios  que esse conceito acaba introduzindo na construção. “Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos, até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito”.
Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. “A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que  esse número cresce a cada dia”. Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim deste ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.
Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. “Mas a gente reduz muito esses impactos”, explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. “A gente está caminhando para isso. Acredito que,  em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil”.
Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. “Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos”. O custo operacional fica, em média,  entre 8% e 9%  mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. “A contrapartida vem  no custo operacional. Acaba sendo mais barata  a operação e ele equilibra esse custo financeiro”.
O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo  para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. “Isso acaba barateando o custo operacional”.
O GBC Brasil desenvolve também o projeto da Copa Verde. Estão sendo certificados com o selo de sustentabilidade 12 estádios que se acham em reforma ou em construção nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. 
O projeto Greening the Games: How Brazil’s World Cup Is Driving Economic Changes’ (Tornando os Jogos Verdes: Como a Copa do Brasil Está Levando a Mudanças Econômicas) será apresentado no próximo dia 16 de junho, no auditório T9 do Riocentro, onde ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
No dia 18,  a organização divulgará um documento oficial sobre construção sustentável em evento paralelo à conferência da ONU, no Forte de Copacabana, “visando a expandir essa economia verde no país”. O evento é organizado pelas federações das Indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp), entre outras entidades.
Edição: Graça Adjuto

Campanha do agasalho 2012 - Voluntários da Árvore Azul

Prezados Amigos, 

Iniciamos hoje a nossa Campanha do Agasalho 2012, com novo formato. Além de agasalhos e cobertores estaremos recebendo também alguns itens de alimentação. 

Nesses três anos em que estivemos nas ruas de São Paulo, sempre que entregávamos cobertores, nos era solicitado um agasalho e algo para comer. 
Como não podemos levar comida, optamos por itens com maior prazo de validade: biscoitos, achocolatado e sucos em caixinhas. 
Os Voluntários estarão recebendo as doações até o final de junho e este ano temos 04 saídas programadas para entregas, começando dia 05 de junho de 2012. 

Local de entrega: Av. Roque Petroni Junior 1.000 - Hotel Blue Tree Premium Morumbi 

Contato: 5187-1200 

Procurar: Fábio, Liliane, Ayla 



A todos nossos agradecimentos por mais este apoio a nossa Campanha que reflete o espírito de Solidariedade da Rede Blue Tree Hotels. 

Um abraço, nossos irmãos contam com a sua ajuda!!!!!!! 

Eliana Ribeiro 

Diretoria de Hospitalidade
Blue Tree Premium Morumbi

Microempresários terão capacitação gratuita em espaço do Sebrae na Rio+20

Agência Brasil
Estão abertas as inscrições para micro e pequenos empreendedores se capacitarem na Tenda Sebrae Educação, que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai promover no Aterro do Flamengo entre os dias 15 e 23 de junho. 

O evento faz parte da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para esse mês.


O gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae nacional, Ênio Pinto, informou à Agência Brasil que a proposta é fazer capacitações ligadas à temática da sustentabilidade. “O público-alvo são empresários que queiram adotar práticas sustentáveis em seus empreendimentos. A gente vai falar de eficiência energética, de gestão ambiental, de tratamento de resíduos. Ou seja, a gente vai falar aos empresários como eles podem adotar práticas sustentáveis que tornem o empreendimento mais competitivo”.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo hotsite do Sebrae na Rio+20, no portal da entidade. Os pequenos empresários que fizerem a pré-inscrição participarão de clínicas tecnológicas, minicursos e palestras. As inscrições se estenderão até acabar as 2 mil vagas oferecidas, destacou Ênio Pinto. “Há uma demanda boa”, destacou.

Também no Parque do Flamengo, o Sebrae vai promover durante a Rio+20 a Feira do Empreendedor Verde e a Mostra Sebraetec. Segundo o gerente de Inovação, um candidato a empresário que pretenda abrir um negócio levando em conta a questão ambiental, um negócio verde, terá a oportunidade de interagir com pessoas que estão “vendendo negócios, como franquias, equipamentos para montagem de empresas, que já conhecem a questão da sustentabilidade”.

A Mostra Sebraetec, que será realizada no espaço situado atrás do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, no mesmo período, é destinada a empresários já estabelecidos que pretendem transformar seu empreendimento em um negócio verde.

“Ele é um empresário tradicional e quer adotar, por exemplo, a questão da eficiência energética, da separação do lixo, do reaproveitamento de água. Se ele quer inovar em seu empreendimento com conteúdo sustentável, terá nessa Mostra Sebraetec entidades parceiras do Sebrae que realizam essas consultorias para implementação de práticas sustentáveis em pequenos negócios”. O mais interessante, acrescentou Ênio Pinto, é que essa consultoria é subsidiada pelo Sebrae. “O Sebrae paga até 90% do que for cobrado em uma consultoria dessas”.

O Sebrae montará também na Rio+20, no Parque dos Atletas, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, um estande interativo, cuja abertura está prevista para 13 de junho, com encerramento no dia 24. Nesse estande institucional, o Sebrae nacional mostrará os principais projetos apoiados na área de sustentabilidade, como parcerias com incubadoras verdes e com empresas de reciclagem. Haverá restrições para a visitação popular apenas nos dias 20, 21 e 22 de junho, quando ocorrerá a Cúpula dos Chefes de Estado da Rio+20 e o local ficará aberto apenas para delegações estrangeiras oficiais.

Ainda no Parque dos Atletas, será promovido, no dia 18 de junho, o Seminário Sebrae+20. O evento ocorrerá no auditório do Comitê Nacional Organizador da Rio+20, no horário das 14 às 18h, e vai tratar da importância da pequena empresa nos processos sustentáveis. 

“A nossa pregação é que uma pequena empresa, adotando práticas sustentáveis, tem uma contribuição pequena na preservação ambiental e nos aspectos sociais. Mas, se a massa das pequenas empresas, que representam 99% dos negócios formais nesse país, resolver aderir, a gente, efetivamente, vai ter uma contribuição gigantesca na questão sustentável, dentro deste país”, disse Ênio Pinto.

Ele lembrou que o Sebrae orienta 6 milhões de pequenos negócios “e está entrando para valer na briga pela sustentabilidade”. Acrescentou que a adoção de práticas sustentáveis torna o pequeno empreendimento mais competitivo porque reduz custos e desperdícios e, ao mesmo tempo, consegue aumentar sua receita, “porque já existe um consumo consciente. 

Aí, ela (a empresa) fica mais atrativa, mais competitiva que a média das empresas que não têm essas práticas sustentáveis”, concluiu.

Leroy Merlin tem maior número de lojas certificadas sustentáveis no país

LAÍS JIMENEZ NOTÍCIAS


A rede acaba de conquistar sua 14ª Certificação de Alta Qualidade Ambiental tornando-se líder em empreendimentos com essa característica

Além de líder do mercado de material de construção, desde 2010, a Leroy Merlin consolida sua liderança no Brasil também em construções sustentáveis certificadas. A rede acaba de conquistar sua 14ª Certificação AQUA – Alta Qualidade Ambiental, tornando-se assim a empresa com o maior número de empreendimentos sustentáveis certificados do país. Para chegar a tal conclusão considerou-se todos os sistemas de certificação existentes hoje, superando inclusive empresas do mercado imobiliário. A certificação tem a auditoria da Fundação Vanzolini, ligada à USP.

A rede possui hoje 10 selos AQUA no processo de Construção Sustentável, sendo um para o retrofit da matriz, em Interlagos – bairro de São Paulo, e nove para as lojas, destas quatro possuem também a Certificação de Uso e Operação, ou seja, a Leroy Merlin tem quatro lojas 100% sustentáveis - Niterói (RJ), Taguatinga (DF), Jacarepaguá (RJ) e Campinas Anhanguera (SP), algo inédito no Brasil. Em todas as certificações, desde o projeto até a finalização da obra, tudo foi pensado para proporcionar o máximo de conforto, segurança e facilidade de acesso aos usuários em se tratando de eco-eficiência do edifício e um canteiro de obras de baixo impacto, tanto na sua vizinhança, quanto no meio ambiente.

Construir e Sustentar

A Leroy Merlin tem um Programa de Sustentabilidade, o Construir e Sustentar. Essa preocupação de sustentabilidade partiu dos colaboradores da empresa, que há cinco anos perceberam que poderiam ter a maior variedade de produtos para a construção ou reforma numa só loja, aliado aos princípios de gestão ambiental de cada unidade. O processo ganhou força e entendimento dos diretores da Rede que abraçaram os motivos apresentados e hoje a Leroy Merlin se apresenta como uma empresa que se preocupa com o meio em que está inserido. As ações do programa englobam, além das construções sustentáveis, a comercialização de produtos ecossustentáveis, campanhas beneficentes e apoio à instituições carentes no entorno das lojas.

Além disso, há também o programa "Educar para a Sustentabilidade" onde os mais de 5000 colaboradores passam por treinamento de sustentabilidade através de um jogo lúdico. “Tudo isso é fruto do processo de Desenvolvimento Sustentável iniciado em 2008 e que hoje é um dos pilares da Leroy Merlin”, destaca Pedro Sarro, diretor de Projetos e Obras da Leroy Merlin Brasil.

O Processo AQUA – Alta Qualidade Ambiental

O Processo AQUA de construção sustentável é a adaptação para o Brasil da “Démarche HQE” da França, voltado às especificidades brasileiras e oferece uma certificação baseada em avaliação de critérios de desempenho abrangentes e relevantes. O processo é auditado pela Fundação Vanzolini, uma entidade ligada à USP que demonstra, por meio de auditorias e avaliações presenciais independentes, a Alta Qualidade Ambiental do empreendimento. 

Abaixo, seguem alguns exemplos dos benefícios adquiridos com a Certificação AQUA: 

Economia de água: A água da chuva é armazenada em um tanque sendo reaproveitada nos banheiros, na irrigação dos jardins e na limpeza da loja, gerando uma economia de até 50% de água. A água que sobra neste sistema é direcionada para os poços de infiltração, contribuindo para a manutenção do lençol freático, evitando o risco de enchentes. Além disso, os sanitários possuem válvulas de descarga de fluxo duplo que liberam mais ou menos água conforme a necessidade.

Economia de Energia: A iluminação externa e de fechada utilizam tecnologia LED que são eficientes e muito econômicas. Além disso, vidros e brises na fachada, permitem a iluminação natural e minimizam o calor interno do ambiente. O ar condicionado adotado consome 17% menos de energia elétrica que o tradicional. 

Conforto Auditivo: A acústica recebe um cuidado especial para promover o conforto dos usuários, tanto nas salas reunião, quando no espaço de vendas.

Coleta Seletiva: Todas as lojas da rede possuem Estações de Coleta Seletiva, incentivando o cliente a descartar o lixo corretamente, preservando o meio ambiente. Além da coleta de papel, vidro, metal e plástico, a empresa recebe também lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, pilhas, baterias, carregadores e celulares, e direciona para correta descontaminação e reciclagem.

Reutilização de materiais descartados: Reutilização de todo entulho da obra como enchimento das áreas de piso.

Acessibilidade: Lay out adaptado para todas as normas de ergonomia e acessibilidade.

Sobre a Leroy Merlin

A Leroy Merlin chegou ao Brasil em 1998 trazendo um novo conceito para o mercado de Material de Construção. Com foco na qualidade de produtos, atendimento e serviços, a empresa oferece em suas lojas ambientes espaçosos e agradáveis para receber melhor seus clientes.

Considerada multiespecialista do lar, por ser especializada em Construção, Acabamento, Bricolagem, Decoração e Jardinagem, a Leroy Merlin apresenta aos seus clientes a maior variedade de produtos em 65 mil itens divididos em 14 setores: Materiais para Construção, Madeiras, Elétrica, Ferramentas, Tapetes, Cerâmica, Sanitários, Encanamentos, Jardinagem, Ferragens, Organização, Pintura, Decoração e Iluminação. As lojas oferecem serviços diferenciados, como Corte de Madeira e Vidro, Enquadramento, Confecção de Cortinas sob Medida, estacionamento e Entrega em Domicílio, entre outros.

Hoje, a rede francesa possui 25 lojas distribuídas em seis estados brasileiros e o Distrito Federal. Entre as unidades, a Leroy Merlin Niterói (RJ) foi a primeira loja de Varejo Certificada do Brasil por meio do processo de construção sustentável AQUA – Alta Qualidade Ambiental, construída e mantida sob os mais rigorosos padrões de economia de recursos naturais. Hoje, as lojas de Taguatinga (DF) e Campinas Anhanguera (SP) também possuem esta certificação. 

A Leroy Merlin é líder, pelo terceiro ano consecutivo, no setor de Varejo da Construção Civil, conforme o Ranking Nacional das Lojas de Material de Construção realizado anualmente pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) e 1º lugar do segmento Varejo de Material de Construção, no Ranking da pesquisa “As empresas mais admiradas no Brasil” (2010 e 2011), realizado pela Revista Carta Capital. 

A Leroy Merlin é também a Empresa do setor de Lojas de Material de Construção com o melhor reconhecimento por parte do consumidor como “Empresa que mais Respeita o Consumidor no Brasil no ano de 2010”, por meio de pesquisa realizada anualmente pela Revista Consumidor Moderno.

Projeto de lei prevê incentivo a empresas de base sustentável

Por Ayrton Maciel, da Editoria de Política do Jornal do Commercio.



Pernambuco vai contar, em breve, com um conjunto de mecanismos legais destinados a estimular a eficiência energética e hídrica no Estado e a utilização de energia elétrica na atividade produtiva, a partir de fontes renováveis. 

A Assembleia Legislativa Estadual aprovou projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo criando o Programa de Sustentabilidade na Atividade Produtiva do Estado de Peranambuco (o PEsustentável), destinado a fomentar a adoção de práticas de sustentabilidade ambiental nas empresas e comunidades produtivas, por meio de concessão de incentivos fiscais e financeiros.

O projeto vai, agora, à sanção do governador Eduardo Campos (PSB), para então entrar em vigor como lei estadual. 

O Programa de Sustentabilidade proposto pelo governo define como “projeto ou prática sustentável” na atividade produtiva as ações que gerem economia de recursos ambientais ou que minimizem as emissões de carbono ou outros tipos de poluentes, no processo de produção vinculado à atividade da empresa ou da comunidade produtiva.

A lei que cria o programa PEsustentável estabelece, como fonte de recursos, a criação do Fundo de Eficiência Hídrica e Energética de Pernambuco (Fehepe), que terá a atribuição de financiador de estudos e projetos. 

Nesse sentido, o fundo vai financiar projetos e eficiência hídrica e energética nas empresas e comunidades produtivas, projetos de fontes de energia renovável - excetuando hidroelétricas com potência nominal superior a 30 megawatts - e estudos e projetos diretamente vinculados às finalidades do próprio PEsustentável.

De acordo com a lei aprovada pelo Legislativo, a concessão de incentivos fiscais e financeiros às empresas e comundiades produtivas será diferenciada em função de seis critérios pré-definidos: 

a atividade produtiva; a natureza do projeto ou da prática sustentável; o porte do empreendimento, da empresa ou da comunidade produtiva; a localização no Estado; o ganho projetado de sustentabilidade (conforme indicadores definidos em decreto específico); e o patamar corrente de sustentabilidade do empreendimento, da empresa ou da comunidade produtiva, quando da apresentação do projeto.

De sacrilégio à aceitação

Regina Scharf, da Página 22



Afinal, qual o valor dos serviços prestados pela natureza – e ignorados pela economia oficial, tema amplamente discutido na edição anterior da revista? 

Há exatos 15 anos, um time multinacional de pesquisadores, encabeçado por Robert Costanza, publicou um estudo seminal controvertido e citado à exaustão que estimava tais serviços em US$ 33 trilhões anuais – quase o dobro do PIB global da época. 

O grosso desse valor estava associado à conservação do solo (US$ 17 trilhões), seguido de bem longe por recreação, ciclo de nutrientes, regulação da água e do clima, entre outros. (Acesse no link)


Passada uma década e meia, o volume de informação disponível cresceu dramaticamente e foi consolidado pelo projeto Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), uma iniciativa de vários países europeus interessados em mapear a inserção da biodiversidade na economia. 

O Teeb estima, por exemplo, que a Floresta Amazônica preste, sozinha, um serviço da ordem de US$ 1,5 trilhão a US$ 3 trilhões pela estocagem de carbono.

No estudo de Costanza, o sequestro de carbono por florestas tropicais nem entrou na conta, por falta de dados na época, mas o serviço global de manutenção da composição atmosférica havia sido estimado em mero US$ 1,3 trilhão. 

O próprio Costanza, um dos pioneiros da Economia Ecológica e hoje professor emérito de sustentabilidade da Portland State University, acha que, dadas as circunstâncias, tal valor foi bastante subestimado. “Vários acadêmicos estão tentando atualizar o trabalho à luz do Teeb”, diz à Página22.

Mais importante que o número exato é o mérito da discussão – que, nos anos 90, muitos consideravam sacrilégio, uma profanação do valor intrínseco da natureza. Segundo Costanza, a rejeição inicial enfrentada pelo conceito de valoração ambiental foi desaparecendo gradualmente. 

“Entre ambientalistas, sobretudo, havia essa ideia errada de que a valoração indica que aquele bem está sendo colocado à venda, o que não é verdade”, diz. “Valoração nada tem a ver com privatização ou mercantilização.”

Na sua opinião, a inserção dos serviços ambientais na economia é um fato – ainda que eles não recebam o devido valor. “Precisamos pensar diferentes modelos institucionais para monetizar esses bens”, diz, citando duas iniciativas que considera exemplares.

A primeira é o Fonafifo, uma parceria público-privada administrada pelo Ministério do Meio Ambiente da Costa Rica, que paga pelos serviços ambientais prestados por pequenos e médios proprietários de florestas nativas ou plantadas. Eles são remunerados, seja pela manutenção da cobertura vegetal, seja pela promoção do reflorestamento. 

O fundo é formado com parte dos impostos pagos pela comercialização de combustíveis, recursos do Banco Mundial, pagamentos pelo direito de uso de recursos hídricos, entre outros. “Ele funciona muito bem e conseguiu promover o reflorestamento do país e o ecoturismo”, diz.

Outro modelo é o do Alaska Permanent Fund, que recebe royalties da indústria do petróleo, os quais são então distribuídos à população. Vale lembrar que o setor movimenta boa parte da economia do Alasca e é responsável por um terço dos empregos do estado americano. Desde o início da distribuição dos dividendos, em 1982, cada família com quatro membros recebeu US$ 128 mil.

As empresas seguem por caminho semelhante e também começam a contabilizar suas externalidades ambientais. Para Costanza, um otimista declarado quanto à receptividade do mercado a esse conceito, “a crise financeira global ajudou a abrir as mentes para os custos que não são contabilizados hoje”. 

Ele dá o exemplo da indústria de roupas esportivas Puma, cujo conselho consultivo dirige, que decidiu fazer um mapeamento pioneiro do impacto financeiro de suas operações sobre os serviços prestados pelos ecossistemas. Para isso, contratou a Trucost, consultoria especializada na identificação dos riscos financeiros associados à dependência de recursos naturais.

Um primeiro relatório, divulgado pela empresa no ano passado, avaliou que seu impacto seria da ordem de 145 milhões de euros anuais, dos quais 94% desse custo ambiental foi atribuído à sua cadeia de fornecedores. 

O cálculo inclui os impactos associados a emissão de gasesestufa, consumo de água, remoção de vegetação para a produção de matériasprimas, poluição do ar e produção de resíduos. Quando divulgou o estudo, em novembro, o principal executivo da Puma, Jochen Zeitz, declarou que a iniciativa “é indispensável para que percebamos o imenso valor dos serviços prestados pela natureza e que hoje são menosprezados, mas sem os quais as empresas não poderiam se sustentar”. 

É uma conversa que, segundo Robert Costanza, começa a ser cada vez mais ouvida nos meios empresariais.