De sacrilégio à aceitação

Regina Scharf, da Página 22



Afinal, qual o valor dos serviços prestados pela natureza – e ignorados pela economia oficial, tema amplamente discutido na edição anterior da revista? 

Há exatos 15 anos, um time multinacional de pesquisadores, encabeçado por Robert Costanza, publicou um estudo seminal controvertido e citado à exaustão que estimava tais serviços em US$ 33 trilhões anuais – quase o dobro do PIB global da época. 

O grosso desse valor estava associado à conservação do solo (US$ 17 trilhões), seguido de bem longe por recreação, ciclo de nutrientes, regulação da água e do clima, entre outros. (Acesse no link)


Passada uma década e meia, o volume de informação disponível cresceu dramaticamente e foi consolidado pelo projeto Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), uma iniciativa de vários países europeus interessados em mapear a inserção da biodiversidade na economia. 

O Teeb estima, por exemplo, que a Floresta Amazônica preste, sozinha, um serviço da ordem de US$ 1,5 trilhão a US$ 3 trilhões pela estocagem de carbono.

No estudo de Costanza, o sequestro de carbono por florestas tropicais nem entrou na conta, por falta de dados na época, mas o serviço global de manutenção da composição atmosférica havia sido estimado em mero US$ 1,3 trilhão. 

O próprio Costanza, um dos pioneiros da Economia Ecológica e hoje professor emérito de sustentabilidade da Portland State University, acha que, dadas as circunstâncias, tal valor foi bastante subestimado. “Vários acadêmicos estão tentando atualizar o trabalho à luz do Teeb”, diz à Página22.

Mais importante que o número exato é o mérito da discussão – que, nos anos 90, muitos consideravam sacrilégio, uma profanação do valor intrínseco da natureza. Segundo Costanza, a rejeição inicial enfrentada pelo conceito de valoração ambiental foi desaparecendo gradualmente. 

“Entre ambientalistas, sobretudo, havia essa ideia errada de que a valoração indica que aquele bem está sendo colocado à venda, o que não é verdade”, diz. “Valoração nada tem a ver com privatização ou mercantilização.”

Na sua opinião, a inserção dos serviços ambientais na economia é um fato – ainda que eles não recebam o devido valor. “Precisamos pensar diferentes modelos institucionais para monetizar esses bens”, diz, citando duas iniciativas que considera exemplares.

A primeira é o Fonafifo, uma parceria público-privada administrada pelo Ministério do Meio Ambiente da Costa Rica, que paga pelos serviços ambientais prestados por pequenos e médios proprietários de florestas nativas ou plantadas. Eles são remunerados, seja pela manutenção da cobertura vegetal, seja pela promoção do reflorestamento. 

O fundo é formado com parte dos impostos pagos pela comercialização de combustíveis, recursos do Banco Mundial, pagamentos pelo direito de uso de recursos hídricos, entre outros. “Ele funciona muito bem e conseguiu promover o reflorestamento do país e o ecoturismo”, diz.

Outro modelo é o do Alaska Permanent Fund, que recebe royalties da indústria do petróleo, os quais são então distribuídos à população. Vale lembrar que o setor movimenta boa parte da economia do Alasca e é responsável por um terço dos empregos do estado americano. Desde o início da distribuição dos dividendos, em 1982, cada família com quatro membros recebeu US$ 128 mil.

As empresas seguem por caminho semelhante e também começam a contabilizar suas externalidades ambientais. Para Costanza, um otimista declarado quanto à receptividade do mercado a esse conceito, “a crise financeira global ajudou a abrir as mentes para os custos que não são contabilizados hoje”. 

Ele dá o exemplo da indústria de roupas esportivas Puma, cujo conselho consultivo dirige, que decidiu fazer um mapeamento pioneiro do impacto financeiro de suas operações sobre os serviços prestados pelos ecossistemas. Para isso, contratou a Trucost, consultoria especializada na identificação dos riscos financeiros associados à dependência de recursos naturais.

Um primeiro relatório, divulgado pela empresa no ano passado, avaliou que seu impacto seria da ordem de 145 milhões de euros anuais, dos quais 94% desse custo ambiental foi atribuído à sua cadeia de fornecedores. 

O cálculo inclui os impactos associados a emissão de gasesestufa, consumo de água, remoção de vegetação para a produção de matériasprimas, poluição do ar e produção de resíduos. Quando divulgou o estudo, em novembro, o principal executivo da Puma, Jochen Zeitz, declarou que a iniciativa “é indispensável para que percebamos o imenso valor dos serviços prestados pela natureza e que hoje são menosprezados, mas sem os quais as empresas não poderiam se sustentar”. 

É uma conversa que, segundo Robert Costanza, começa a ser cada vez mais ouvida nos meios empresariais.

Tudo pronto para o Microgerar!



Até hoje registramos 180 inscrições! Um sucesso, visto que nossa capacidade no auditório é para 250 pessoas. Por isso, se você ainda não se inscreveu, faça-o até esta sexta-feira! É rápido e gratuito. 
Todos os painelistas estão confirmados e a programação atualizada está disponível em http://microgerar.blogspot.com
Vale lembrar que todo o evento terá tradução simultânea Português - Inglês!
Postaremos no dia 18 pela manhã no site a relação dos inscritos. Caso você já tenha enviado sua solicitação de inscrição e seu nome não estiver no site, entre em contato!
Mostra acadêmica

A comissão acadêmica da Mostra, composta por professores da Universidade de Brasília, divulgará amanhã a lista dos trabalhos selecionados. 

Estes deverão seguir o padrão de pôster (disponível para download no link http://pt.scribd.com/doc/93893691/Template-Poster-Microgerar), nas dimensões de 1 metro de comprimento por 90 centímetros de largura. Os títulos e os autores também estarão no site. 

Empresas e organizações da sociedade civil poderão adotar o mesmo modelo, mas não é uma exigência.
 
Parceria

Além dos parceiros apoiadores do Microgerar desde o início do projeto, a Revista Sustentabilidade é a nova parceira do evento. Através dela teremos a cobertura de todos os painéis e matérias com painelistas que são autoridades na sua área. 

A primeira matéria foi publicada nesta semana e está disponível no link 


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Consumidores brasileiros estão menos preocupados com sustentabilidade

Congresso realizado no Rio de Janeiro dia 10/05 debateu como preservar o planeta em uma economia que estimula cada vez mais as compras

Por Leticia MunizMundo do Marketing


O consumidor está menos preocupado com a sustentabilidade. Na medida em que aumenta renda e, consequentemente, o consumo, a preocupação com questões que contribuam para o bem do planeta diminui entre os brasileiros. 

Segundo a Pesquisa Nacional de Consumo Consciente 2012, divulgada pela Fecomércio-RJ, 37% da população não leva em conta a preservação ambiental no dia a dia. Em 2007, esse número era de apenas 26%.

Se antes 26% procuravam consumir produtos com menos impacto para o meio ambiente, hoje, somente 22% mantêm essa preocupação. Em 2007, 42% plantavam árvores ou cuidavam de jardins, contra os atuais 37% que mantêm esse costume. 


O levantamento aponta ainda que o brasileiro está deixando de fazer coisas simples, que além de preservar o ambiente contribuem para o próprio bolso.

Em 2007, 74% dos pesquisados se preocupavam em utilizar sobras de refeições para fazer uma nova refeição. Esse percentual caiu para 67% em 2012. Da mesma forma, no período anterior, 24% diziam lavar a calçada de casa com água de mangueira. 

O número subiu para 27% em 2012. Até os hábitos de fechar a torneira para escovar os dentes e de apagar as luzes ao sair de um ambiente, que eram quase unânimes na última edição do estudo, realizados por 92% e 93% da população, respectivamente, foram deixados de lado por uma parte dos pesquisados nos últimos cinco anos, com índices que caíram para 89% e 91%, respectivamente.

Sustentabilidade nas empresas

Por outro lado, vem crescendo o número de empresas preocupadas com o desenvolvimento de ações voltadas para a questão socioambiental, ainda que não haja uma fórmula para se medir a sustentabilidade. 

Um dos exemplos é o Santander, que atua com projetos de empreendedorismo e formação de mão-de-obra. Atualmente, a companhia treina um grupo de 200 mil pessoas em idiomas estrangeiros para que possam atuar nos eventos esportivos que serão realizados no Brasil.

"Hoje, qualquer empresa de visão tem que ser sustentável. 

E esta sustentabilidade precisa também prever custos. Se uma empresa de energia, por exemplo, não coloca em sua previsão uma mancha no mar, não há como dar certo. 

A mensuração em todas as suas formas é fundamental", explicou Marina Grossi, Presidente Executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), durante o Congresso Sustentável 2012, realizado ontem, dia 10, no Rio de Janeiro.

Mas como é possível para uma empresa vencer o desafio de produzir e ser ao mesmo tempo sustentável? Segundo os especialistas que participaram dos debates do Congresso, a resposta está no investimento em tecnologia.

"Podemos fazer isso através da inovação, investindo em tecnologia. Estamos falando em produzir mais com menos. O que se busca é colocar metas para encontrar resultados concretos nessa área. É preciso focar na sustentabilidade para pessoas", disse Gianne Zimmer, Diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Vale.

Aumento da renda e do consumo

A renda do brasileiro cresce com a mesma velocidade que o consumo. Um levantamento feito por Marcelo Côrtes Neri, Chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, aponta que a classe AB expandirá 29% nos próximos três anos, enquanto a C terá um aumento de 11%.

Nos últimos oito anos, os índices chegaram a 54% de desenvolvimento na Classe AB e 46% na Classe C. Ainda de acordo com a pesquisa, até 2014, 74% da população das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste farão parte das Classes A, B e C.

Atualmente, o conceito de sustentabilidade deixa de ser apenas uma responsabilidade das empresas para ser também uma obrigação do consumidor. 

Com o avanço da tecnologia, cada vez mais produtos são lançados, com prazo de validade propositalmente curto, como os smartphones e tablets, cujas tecnologias são rapidamente superadas. Apenas dois em cada 10 brasileiros, entretanto, se preocupam em consumir produtos considerados sustentáveis.

"Com o crescimento do poder aquisitivo da população e o aumento da chamada Nova Classe Média o problema tende a ser maior. Não há como dizermos para estas pessoas que elas não podem consumir como nós consumimos. 

É preciso uma mudança no comportamento e isso só pode se dar a partir da educação", afirmou o economista Sérgio Besserman, Presidente do Grupo de Trabalho da Prefeitura para a Rio+20.

Filmes apontam sustentabilidade

Acontece até o dia 19 a III Semana Européia de Cinema no Goethe

Organizado por Instituto Goethe, Instituto Cervantes, Aliança Francesa, Casa da Cultura da Polônia no Brasil, Consulado Geral da Itália, Consulado Geral da Republica da Polônia em Curitiba sedia até o dia 19 de maio a III Semana Européia. 

O tema deste ano será sustentabilidade. 


O evento que busca valorizar o meio ambiente vai se utilizar de filmes, exposições e debates para despertar a sociedade curitibana para os problemas causados pelo homem e o legado que deixará para o futuro com a falta de critérios da exploração da natureza. 

Os filmes serão exibidos no Auditório do Instituto Goethe e as exposições acontecem nas pinotecas da Aliança Francesa e do Instituto Cervantes, localizados na Rua Reinaldino de Quadros 33, Alto da XV.

A maioria dos filmes expõe o trabalho do homem contra a natureza e procura sinalizar um alerta vermelho, já que ainda há tempo para salvar o planeta. “Nós procuramos realizar uma amostra do que acontece na Comunidade Européia e em outras regiões. 

Escolhemos filmes que ligam os opostos, listando os benefícios e os malefícios para os homens do século XXI, e que apontam soluções para os brasileiros nas próximas décadas quando o tema é sustentabilidade”, explica o diretor da Aliança Curitiba, Christian Dejour, um dos curadores da Semana Européia.

Nem todos os filmes mostram como o homem pode chegar ou fugir do apocalipse. Em meio a temática da biodiversidade, “Torrente, o protetor”, de Santiago Segura, foge do estereótipo na primeira noite da mostra cinematografia europeia, na terça-feira, 15 de maio. Um detetive ajuda uma ambientalista que busca acabar com as práticas ilegais de uma empresa petrolífera. Antes, às 18h, será apresentado o filme polonês “A Cidade Perdida de Switez”, de Kamil Polak, que narra a descoberta de uma cidade perdida no fundo de um lago.

Na quarta-feira, às 18h, a barra pesa para os inimigos do meio-ambiente. O Pesadelo de Darwin, de Huber Sauber, conta a história do desequilíbrio que acontece quando algum criador libera o Lates Niloticus, a popular perca, no Lago Vitória, no Egito. 

Em menos de 60 anos o peixe acaba com outras espécies e traz um problema para o país árabe. Enquanto o filé satisfaz o paladar europeu, parte da população da região que poderia se alimentar desse peixe passa fome.

Depois, às 20h, será possível ver em “Pessoas, sonhos e ações”, de Andreas Stigmayr, os conflitos e os sucessos de duas aldeias que optaram por uma maneira diferente de viver e suas soluções viáveis e sustentáveis.

Sem dúvida a surpresa foi deixada para o último dia. “Algol – A era da Estupidez”, de Hans Werckmeister mostra a chegada de um alienígena em uma sociedade pós-guerra e a facilidade de se corromper um humano oferecendo uma fonte energética e desconhecida dos habitantes do Planeta Terra. 

Filmado em 1920, na Alemanha, esse filme mudo com entretítulo em português é uma ficção científica que chama a atenção por sua temática atual.

ONU usa celebridades para lançar campanha social pela Rio+20








A menos de um mês da Rio+20 a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou o site “O futuro que nós queremos”. 


www.ofuturoquenosqueremos.org.br


A proposta tem como intuito incentivar o debate e proporcionar ferramentas para que a sociedade possa expor ideias e sugerir soluções para as próximas décadas.
A campanha teve início na última quarta-feira (14) e através do site a população pode enviar vídeos ou mensagens em texto falando sobre as expectativas para o futuro. 


Em declaração à Folha, o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e porta-voz adjunto da Rio+20, Giancarlo Summa falou sobre a importância desta proposta.



“A discussão sobre o desenvolvimento sustentável só será um sucesso se a opinião pública em cada país, a nível global, se envolver e fizer uma certa pressão sobre os governos e as empresas”, informou Summa.



A iniciativa já foi aplicada também em outros países, e os vídeos com os desejos de pessoas de diferentes culturas estão disponíveis no site.


Alguns brasileiros também se abriram para falar sobre seus desejos e anseios, entre eles estão personalidades famosas, como a modelo Gisele Bündchen, o ex-jogador de futebol Ronaldo, o artista plástico Vick Muniz, o escritor Paulo Coelho, o cantor MV Bill e o arquiteto Oscar Niemeyer.

Todas as celebridades participaram de maneira voluntária, sem cobrar cachê pela aparição.

Além disso, o Grupo Ogilvy foi o responsável pela campanha “Eu sou nós”, feita sem custos para a ONU, conforme informado pelo jornal paulistano.

Qualquer pessoa pode participar do projeto, para isso basta acessar o site e enviar uma mensagem sobre o que espera para o futuro.

Assim, a ONU pretende facilitar a integração e expandir a rede de pessoas que estão dispostas a lutar por um mundo melhor.

* Com informações da Folha.

(CicloVivo)

Contrato para obras da Zona Central de Serviços será assinado em junho

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
A obra será realizada pela Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI), que venceu a licitação. Esta fase piloto envolve um terreno de 14,4 hectares no entorno do atual centro administrativo. Imagem: Suape/Divulgação
Suape/Divulgação

























 Zona Central de Serviços (ZCS), finalmente, sairá do papel. O projeto, que vem sendo planejado desde 1984 pela administração do Complexo Portuário Industrial de Suape, terá assinatura do contrato para a construção de sua primeira etapa, já no próximo mês.


A obra será realizada pela Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI), que venceu a licitação. Esta fase piloto envolve um terreno de 14,4 hectares no entorno do atual centro administrativo. No entanto, o projeto da ZCS terá uma área total de 350 hectares. 

A primeira etapa da ZCS fica equidistante dos centros do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca. Também é cortada pela PE-60 e, futuramente, terá acesso pela Via Expressa e pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que devem ser inaugurados até 2014. 

O piloto foi dividido em plataformas A,B e C. A primeira será destinada à nova sede administrativa de Suape e tem conclusão prevista até 2014. O prédio de 11 andares, contará ainda com auditório e heliponto. Será construído para obter a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), na categoria Gold, atestando a sustentabilidade ambiental no consumo de energia e água. 

Já a plataforma B tem conclusão prevista para 2016 e prevê um hotel com 192 quartos e um complexo com shopping e seis torres empresariais. Segundo o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, o foco deste open mall não serão lojas, mas a prestação de serviços, como bancos, lotéricas, correios, praça de alimentação e farmácias. 

Nos empresariais, a proposta é que também funcionem centros educacionais e de saúde. “O nosso objetivo é atender a demanda dos empresários e da população de 70 mil trabalhadores que hoje atuam em Suape”, comenta o vice-presidente de Suape. 

Por último, a plataforma C envolve a construção de quatro edifícios empresariais com nove pavimentos, além de 578 vagas de estacionamento. A conclusão está prevista para 2020. Ainda não foi definida a destinação do restante da área da ZCS. “Pode servir para um campus universitário ou para um grande hospital”, adianta Amâncio.

Por Mirella Falcão, da equipe do Diario

GM constrói fábrica sustentável em Joinville (SC)

Unidade que será inaugurada no final do ano é a primeira do país a implantar um conjunto de sistemas pioneiros na área de eficiência energética e proteção ao meio ambiente

                                                  O Volt exposto no local do evento da GM*

Destacam-se dentre as novidades a energia fotovoltaica, reciclagem de água industrial por meio de osmose reversa e tratamento de efluentes e esgotos por meio de jardins filtrantes

A GM está investindo mais de R$ 1 bilhão na construção do complexo industrial de Joinville, em Santa Catarina, que incluirá duas fábricas, de motores e cabeçotes e de transmissões. A fábrica de motores será inaugurada até o final de 2012 e incorporará um conjunto de sistemas pioneiros nas áreas de eficiência energética e proteção ao meio ambiente, credenciando-se à certificação global do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

As iniciativas, que farão dela uma fábrica sustentável, incluem o primeiro sistema de geração de energia fotovoltaica da indústria automotiva brasileira. A unidade será a primeira do Brasil a ter 100% dos resíduos industriais reciclados ("landfill free"), além de incorporar o tratamento inédito de efluentes e esgotos por meio de jardins filtrantes e reciclagem da água industrial por meio de osmose reversa, dentre outros.

"Temos muito orgulho em poder incorporar à unidade de Joinville um conjunto de sistemas e tecnologias inovadoras que farão dela uma fábrica sustentável. A GM, que completou 87 anos no Brasil, tem um compromisso com o desenvolvimento sustentável. Isso faz parte do DNA da companhia", destaca Grace Lieblein, presidente da GM do Brasil.

Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, acrescenta que a empresa já supera o montante de R$ 1 bilhão em investimentos anunciados para o complexo industrial de Joinville. A primeira fábrica a entrar em operação é a de motores e cabeçotes. A segunda, anunciada em fevereiro último, produzirá transmissões a partir de 2014. "Estes investimentos consolidam a importância do Brasil no cenário automotivo internacional, como centro produtor determinado a superar desafios estruturais para ser competitivo e renova seu objetivo de continuar desenhando, montando e vendendo os melhores veículos do mundo", acentua o executivo.

Na quinta-feira (10/05/2012), em evento realizado na sede do Iate Clube de Joinville, a diretoria da GM do Brasil, em conjunto com seus parceiros fornecedores, fez uma apresentação revelando os primeiros detalhes dos projetos na área de sustentabilidade. O encontro contou com as presenças de Marcos Munhoz, vice-presidente da GM, além de outros executivos da empresa e também do prefeito de Joinville, Carlito Merss, e outras autoridades, e os representantes das empresas Martifer e EP Engenharia.

Conjunto de iniciativas pioneiras
A GM implantará na nova unidade em Joinville um conjunto amplo de iniciativas pioneiras, com sistemas e tecnologias voltadas à área da sustentabilidade, seja na operação propriamente dita da fábrica, mas também com práticas e políticas diferenciadas em relação à comunidade local.

Algumas destas ações:

- Incentivo ao transporte sustentável: bicicletário, vagas exclusivas para veículos flex fuel e transporte coletivo

- Uso de materiais locais, madeira certificada e materiais reciclados

- Reciclagem de materiais e resíduos, compostagem de resíduos de alimentos
- Proteção de taludes e plantio de 720 árvores nativas

- Uso eficiente da água: torneiras e descargas de baixo fluxo e com sensor ou temporizador, reuso de água de chuva

- Eficiência energética: motores de alta eficiência, iluminação natural com dimerização e lâmpadas de alto rendimento, iluminação externa com LED, materiais de baixa absorção de calor

@ GM Corp 
Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, ouve explicações a respeito das placas 
de captação solar em demonstração inclusive para o abastecimento de um Volt elétrico 
exposto no local do evento* 

Com as várias ações voltadas para a área da sustentabilidade, a GM se credencia para obter, o mais rápido possível, o reconhecimento de suas iniciativas pela certificação do LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, emitida pelo US GBC (United States Green Building Council) a mais importante organização global na avaliação de edifícios sustentáveis em termos de eficiência energética e proteção ao meio ambiente.

A fábrica de motores da GM deverá ser a primeira da GM no mundo certificada em decorrência das providências e ações tomadas no projeto e na sua construção. Este reconhecimento credenciará a fábrica da GM como uma autêntica "fábrica verde" que também será um verdadeiro modelo em proporcionar aos empregados um ambiente inovador e favorável ao trabalho.

Energia fotovoltaica, sistema inédito na indústria automobilística brasileira
O inédito sistema a ser implantado na unidade da GM em Joinville prevê a instalação de 1280 módulos fotovoltaicos e estes painéis ocuparão uma área de 2.115 metros quadrados, que gerará energia para o circuito de iluminação de toda a unidade industrial e também para as suas áreas administrativas. Não haverá integração com o processo produtivo. A previsão é que a instalação esteja concluída em junho de 2012 e nesse trabalho serão utilizadas 40 pessoas.

A energia gerada por este sistema equivale ao consumo de 285 casas, e evitará a geração de 10 toneladas de CO2 por ano.

Aquecimento solar
O sistema de aquecimento solar na unidade de Joinville fornecerá 15.000 litros de água quente, o equivalente ao consumo de 750 pessoas e suficiente para atender a 80 casas populares por dia. A economia prevista por ano é de 8.800 m3 de gás natural, evitando a geração de 17,6 toneladas de CO2 por ano.

Este sistema de aquecimento solar tem como principais vantagens os seguintes aspectos:

O uso de combustíveis não renováveis é pequeno ou nulo
O sol fornece um combustível de custo zero
O aquecimento solar é sustentável e renovável
Libera o uso da energia elétrica para outras utilizações mais nobres como iluminação e movimentação nos processos de produção
A geração de CO2 durante a operação é nula ou mínima
Pode ser usada tanto para indústria, comércio e em residências
Pode ser instalado em áreas onde não exista energia elétrica

Jardins filtrantes
Este sistema é considerado altamente sustentável no tratamento de esgotos por meio de jardins filtrantes, já que não utiliza produtos químicos, tem baixo consumo de energia, remove 90% dos poluentes, tem uma reduzida geração de resíduos sólidos, tem paisagismo integrado ao ambiente e usa vegetação adaptada ao local. O sistema ocupará uma área de 3.500 m2 e gerará uma expressiva economia de energia elétrica – se comparado a uma instalação convencional de 124 MWh/ano – deixará de gerar 3,6 toneladas de CO2 por ano, além de o custo de implementação ser 40% menor que uma convencional do mesmo porte.

Osmose reversa
A tecnologia de tratamento de água por Osmose Reversa produz uma água de excelente qualidade, muitas vezes superior à água de origem, que permite aplicação industrial irrestrita, com baixa salinidade, condutividade e isenta de micro-organismos. Ele permitirá o reuso de até 22.000 m3 por ano de água, evitando o consumo de água potável suficiente para abastecer o equivalente ao consumo de 80 casas populares. Portanto, será possível fornecer 100% do consumo de água não potável da fábrica de motores através do sistema. A água tratada com elevado teor de pureza será utilizada para fins não potáveis, como processo industrial, sanitários, jardinagem e lavagem de pisos.

GM une logística com sustentabilidade
A GM do Brasil completou 87 anos de atividades no país em 26 de janeiro de 2012, tem conquistado a confiança dos consumidores brasileiros, oferecendo uma linha de 20 modelos diferentes, além de ser a fabricante a disponibilizar a maior linha de veículos 'flex fuel' do mercado e também a mais ampla rede de atendimento aos clientes, com quase 600 pontos de vendas e de serviços de assistência técnica.

A GM tem um compromisso com a sustentabilidade e isso está reafirmado nos investimentos de mais de R$ 5 bilhões que estão sendo realizados no Brasil no período de 2008 a 2012. Investimentos em tecnologia, ampliação de fábricas, desenvolvimento de produtos, sempre com foco em construir um futuro melhor para o país.

Todas as unidades da GM destinaram, em 2010, cerca de 700 toneladas de resíduos orgânicos dos restaurantes para compostagem (geração de adubo), contribuindo assim para a manutenção dos recursos naturais.

Por meio da gestão dos processos produtivos, de 2003 a 2011, a GM do Brasil obteve uma redução de 64% no consumo de água e 51% de energia por veículo produzido. A empresa também reduziu em 68%, no período de 2005 a 2010, a geração de resíduos não recicláveis – em quilo por veículo produzido.


@ GM Corp
Vista geral da unidade a ser inaugurada no fim do ano de 2012*Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, apresenta em detalhes as inovações da fábrica sustentável da GM em Joinville, SC*Vista interior da unidade da fábrica sustentável da GM em Joinville, SC*
A General Motors Company e seus parceiros produzem veículos em 30 países e a empresa ocupa posição de liderança no maior mercado automotivo do mundo, além de ser o que mais rápido cresce. As marcas da GM incluem Chevrolet e Cadillac, além de Baojun, Buick, GMC, Holden, Jiefang, Opel, Vauxhall e Wuling. Mais informações a respeito da empresa e suas subsidiárias, incluindo OnStar, um líder global em segurança veicular, proteção e serviços de informação, podem ser encontradas em www.gm.com.
No Brasil a GM fabrica e comercializa veículos com a marca Chevrolet há 87 anos. Em 2011 a Chevrolet vendeu no país 632.219 veículos. A companhia tem três Complexos Industriais que produzem veículos em São Caetano do Sul e em São José dos Campos, ambos em São Paulo, além de Gravataí (RS). Conta ainda com unidades em Mogi das Cruzes (produção de componentes estampados), Sorocaba (Centro Logístico Chevrolet) e Indaiatuba (Campo de Provas), todas em SP, além de um moderno Centro Tecnológico de Engenharia e Design, em São Caetano do Sul (SP), com capacidade para desenvolvimento completo de novos veículos. A subsidiária brasileira é um dos cinco centros mundiais na criação e desenvolvimento de veículos, nos campos da engenharia, design e manufatura.


Nelson Silveira e Carlos A. Pereira de Souza | Imprensa GM Brasil
* Fotos ilustrativas apenas para fins jornalísticos - Proibida a utilização para outros fins
Via: www.farolcomunitario.com.br