Grupo Accor anuncia programa de sustentabilidade



Accor's new sustainable development program, PLANET 21


Fortalecer a imagem e valorizar a marca. Estes são alguns dos objetivos do Planet 21, lançado nesta terça-feira no Rio de Janeiro pelo Grupo Accor. 


Essa iniciativa, que se baseia em sete pilares (saúde, natureza, carbono, inovação, local, emprego e diálogo) e 21 compromissos, estará sendo implementado em todos os hotéis da rede no Brasil até 2016, alcançando cerca de 40% dos hotéis da rede no país, conforme o presidente do Grupo Accor, Denis Hennequin, para quem 33 hotéis da todas as marcas da rede (quatro Ibis, 18 Novotel, quatro Sofitel, quatro Mercure e três Pullman) já implantaram o novo programa de sustentabilidade. 



- O Planet 21 é o resultado de um trabalho de campo. Estabelece um novo curso para o Grupo, dando à Accor a missão de reinventar seus hotéis sustentavelmente. Ao mesmo tempo, o Planet 21 coloca o desenvolvimento sustentável no centro da inovação e da concepção do hotel do amanhã - disse, acrescentando que a Accor pretende combinar o desenvolvimento com crescimento que respeita o meio ambiente e as comunidades locais, através da participação de todos seus hotéis e hóspedes em um novo programa de desenvolvimento sustentável.

Hennequin explicou que o Planet 21 foi originário da Agenda 21, programa de objetivos assinado no Rio em 1992, remete aos desafios urgentes que devem ser abordados durante este século, ou seja, a necessidade de mudar métodos de produção e consumo para preservar a humanidade e o ecossistema. 


- O programa é composto de 21 compromissos, integrado a sete pilares, cada um com três objetivos quantificáveis adotados pela Accor para 2015, como, por exemplo, treinamento de funcionários sobre prevenção de doenças em 95% dos hotéis da rede, promoção de pratos equilibrados em 80% dos estabelecimentos, uso de produtos com rótulo ecológico em 85% dos hotéis e redução do uso da água e energia em hotéis próprios e alugados de 15% e 10%, respectivamente. Atualmente, a rede possui 152 hotéis no país.

No Rio tem nove unidades e mais sete em construção. 

No país, 185 novas unidades estão sendo construídas. 

Para a Sophie Flak, vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Accor, frisou que, no momento em que o grupo passa por uma forte expansão, como forma de se tornar referência no setor de hotelaria, a escolha por um crescimento responsável é capaz de agregar valor a marca. E para garantir a credibilidade do programa, só os hotéis da rede que estão em conformidade com determinado nível de desempenho em termos de desenvolvimento sustentável poderão usar as mensagens do Planet 21. Esses hotéis, diz, serão avaliados através de uma lista de 65 pontos de controle ou de reconhecidas certificações externas. 

- Atualmente, 70% das nossas principais contas corporativas incluem o desenvolvimento sustentável em sua política de escolha de fornecedores e um em cada dois clientes diz levar em consideração o dito critério na hora de escolher um hotel. Usamos esses resultados para a implementação do Planet 21, programa social e ambiental com metas específicas que une os nossos funcionários e oferece aos nossos clientes a oportunidade de participação.


Earth 2030: Portuguese version



Created by XPLANE for BASF to address the importance of energy efficiency and climate protection

Luxo e Sustentabilidade: O gigante Hotel Gloria agora é “Gloria Palace Hotel”

Luxuoso, glamoroso, inovador, sofisticado, requintado, clássico com um toque de modernidade, confortável, atraente e muito, mas muuuito caro!!! Essas são as futuras características do Gloria Palace Hotel.



As obras de modernização do Hotel Gloria, do empresário Eike Batista e que foi rebatizado de Gloria Palace Hotel, seguem a todo o vapor. O estabelecimento deve entrar em operação no primeiro semestre de 2014.




A clássica fachada de 1922, ano de abertura do hotel, sofreu alterações em reformas promovidas nas décadas de 1960 e 1970, está sendo revitalizada e preservada, de acordo com as orientações da Subsecretaria Municipal de Patrimônio do Rio de Janeiro, e devidamente licenciada pela Secretaria de Urbanismo da capital fluminense. A perspectiva artística acima mostra como ficará o prédio.



Oitenta anos depois, a história de um dos ícones da hotelaria carioca ganha novo capítulo, sob administração do empresário Eike Batista, o sétimo homem mais rico do mundo, que o arrematou por estimados R$ 80 milhões em 2008.



Desde então, o local fechou suas portas, o projeto inicial mudou, o cronograma atrasou, o BNDES liberou R$ 146,5 milhões e o curso da reforma virou um mistério.


“A revitalização do Gloria Palace Hotel reafirma o compromisso do Grupo EBX em investir em iniciativas que valorizem o potencial econômico e turístico do Rio, trazendo um conceito inovador de hotel de luxo, com todos os serviços acessíveis não só aos hóspedes, mas também ao público mais exigente da sociedade carioca”, explica o diretor da REX, Marco Adnet, empresa do Grupo EBX responsável pelo projeto de revitalização do Gloria Palace Hotel.


O projeto acabou marcado também por uma ausência, o Teatro Glória, eliminado da estrutura ao longo da concepção do remodelado prédio.




O Glória serviu de residência para deputados, senadores e ministros, um fluxo de hóspedes ilustres só reduzido após a transferência da capital para Brasília, em 1960. 

Entretanto, ainda passaram por lá os presidentes José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.




O plano é desbancar o Copacabana Palace, o Fasano (em Ipanema ou nos Jardins), o paulistano Emiliano e outras centenas de hotéis cinco estrelas espalhados pelo planeta. 

”Nosso empenho é para que o Rio tenha um dos dez melhores hotéis do mundo”, informa Eike Batista, segundo o site d24am.com.






Um símbolo do novo empreendimento promete ser a piscina, com fundo transparente, instalada na cobertura sobre o vão retangular existente entre os blocos de apartamentos.




O hóspede que transitar pela grande área de circulação do segundo andar, ao olhar para cima, poderá conferir a movimentação dentro do “aquário humano”. 

O hotel vai manter os dez pavimentos, seguindo o padrão do edifício de 1922, que sofreu alterações ao longo dos anos, inclusive na fachada.




Tarifas ainda não entraram na pauta, mas elas devem concorrer com as cobradas pelo Copa (de R$ 1.140 a R$ 5.600) e pelo Fasano (de R$ 1.330 a R$ 6.640). 

O hotel terá 346 apartamentos e ampla área de Eventos, entre outras facilidades.




Pela variedade de serviços, o empreendimento do Glória pretende atender a um grupo diversificado, de celebridades internacionais a turistas em busca de lazer em praias cariocas, passando também pelos executivos que vêm ao Rio a trabalho. É esperar para ver!





Postado por Gérard Depardieu

Vídeo com as melhores fotos do Hubble comemora os 22 anos do telescópio



A nebulosa de Órion, pelas lentes do Hubble

O telescópio Hubble foi lançado ao espaço no dia 24 de abril de 1990, há 22 anos. 

Para comemorar o aniversário do aparelho, a Agência Espacial Americana (NASA) e a Agência Espacial Europeia (ESA), que encabeçaram o projeto, produziram um vídeo relacionando as fotos mais icônicas feitas pelo telescópio.



O vídeo mostra as fotos preferidas dos cientistas, uma para cada ano de atividade. Entre as imagens, estão fotos  de Saturno, feitas em 1990, pouco depois do lançamento. A imagem aparece um pouco fora de foco, por causa de um problema com um dos espelhos das lentes (problema que obrigou a Nasa a organizar uma missão de reparo às pressas, para trocar a peça defeituosa) .

Ao longo mais de duas décadas, o Hubble ajudou os cientistas a realizar importantes descobertas, como a existência da matéria escura (responsável por acelerar a velocidade de expansão do Universo) e a análise da atmosfera de alguns planetas distantes do Sistema Solar. Mas ele já tem data para se aposentar – espera-se que, até 2014, o aparelho seja desativado.

Os cientistas aproveitaram para explicar que muitas das imagens do Hubble só são divulgadas para o público cerca de um ano depois de feitas. Isso dá tempo à equipe para analisar o material e processar as fotos. Assim, resta a curiosidade – qual será a melhor foto tirada pelo Hubble em 2012?

(Rafael Ciscati)

Confira a lista das 50 maiores empresas de mídia do mundo


FOTO: Reprodução













Saiu a lista das 50 maiores empresas de mídia do mundo. Em terceiro lugar aparece, mesmo não produzindo, o Google, com um faturamento de US$ 37.9 bilhões no ano passado.  
 
A lista foi divulgada pelo Instituto de Mídia e Comunicação Política da Alemanha e reúne nomes como Comcast, Disney, News Corp e Viacom, Sony e Vivendi. Mais da metade do faturamento total provém das dez maiores empresas, responsáveis por 54% do total (US$ 303 bilhões).
 
Veja lista completa das empresas e de seus respectivos faturamentos em bilhões de dólares:
 
1. Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA): $55,841 bilhões.
 
2. The Walt Disney Company (Burbank / USA): $40,893
 
3. Google Inc. (Mountain View/ USA): $37,906
 
4. News Corp. Ltd. (New York/ USA): $33,405
 
5. Viacom Inc./CBS Corp. (New York / USA): $29,160
 
6. Time Warner Inc. (New York / USA): $28,974
 
7. Sony Entertainment (Tokyo / JP ): $22,987
 
8. Bertelsmann AG (Gütersloh/GER): $21,232
 
9. Vivendi S.A. (Paris/ Frankreich): $17,381
 
10. Cox Enterprises Inc. (Atlanta / USA): $15,330
 
11. Dish Network Corporation (Englewood, CO / USA): $14,048
 
12. Thomson Reuters Corporation (New York/ USA): $13,807
 
13. Liberty Media Corp./Liberty Interactive (Englewood, CO / USA): $12,639
 
14. Rogers Comm. (Toronto / CA): $12,571
 
15. Lagardère Media (Paris/ Frankreich): $10,659
 
16. Reed Elsevier PLC (London/ GB): $9,608
 
17. Pearson plc (London / UK): $9,402
 
18. ARD (Berlin, München/GER): $8,660
 
19. Nippon Hoso Kyokai (Tokyo / Japan): $8,346
 
20. BBC (London / UK): $7,773
 
21. Bloomberg L.P. (New York / USA): $7,600
 
22. Fuji Media Holdings, Inc. (Tokyo / JP): $7,252
 
23. Charter Comm. Inc. (St. Louis/ USA): $7,204
 
24. Cablevision Systems Corp. (Bethpage, NY/ USA): $6,701
 
25. Globo Communicação e Participações S.A. (Rio de Janeiro/ BRA): $6,581
 
26. Advance Publications (Staten Island, New York / USA): $6,549
 
27. The McGraw-Hill Comp. Inc. (New York/USA): $6,246
 
28. Clear Channel Comm. (San Antonio / USA): $6,161
 
29. Mediaset SpA (Mailand / IT): $5,916
 
30. The Nielsen Company (Haarlem/ NL): $5,532
 
31. Gannett Co. Inc. (McLean, Virginia / USA): $5,239
 
32. Grupo Televisa (Álvaro Obregón / MX): $5,039
 
33. Yahoo! Inc. (Sunnyvale/ USA): $4,983
 
34. The Naspers Group (Kapstadt / ZA): $4,797
 
35. Shaw Communications (Calgary /CA): $4,795
 
36. Wolters Kluwer nv (Amsterdam / NL): $4,669
 
37. Bonnier AB (Stockholm / SWE): $4,596
 
38. Axel Springer AG (Berlin /GER): $4,434
 
39. France Télévisions S.A. (Paris/ FRA): $4,371
 
40. Discovery Communications (Silver Spring/ USA): $4,234
 
41. Tokyo Broadcasting System Holdings, Inc. (Tokyo / Japan): $4,215
 
42. The Washington Post Company (Washington D.C. / USA): $4,215
 
43. RAI Radiotelevisione Italiana Holding S.p.A. (Rom / IT): $4,193
 
44. Quebecor Inc. (Montreal/ CA): $4,079
 
45. ITV plc (London / GB): $3,900
 
46. ProSiebenSat.1 (Unterföhring/ GER): $3,836
 
47. Sanoma Group (Helsinki / FI): $3,822
 
48. The Hearst Corporation (New York/ USA): $3,800
 
49. Grupo PRISA (Madrid / ES): $3,778
 
50. TF1 S.A. (Boulogne, Cedex / FRA): $3,647
 
As informações são do Caio Túlio Costa.

Fonte: Redação Adnews

Evento em São Paulo une marcas brasileiras de moda sustentável


Mostra Nacional do Coletivo Brasil acontece entre os dias 04 de maio e 03 de junho
Por Gisele Eberspacher
Entre os dias 04 de maio e 03 de junho, o Espaço Moda Futuro, em São Paulo, apresentará ao público a I Mostra Nacional do Coletivo Brasil, em que serão expostos e comercializados roupas e acessórios desenvolvidos de maneira sustentável. A curadoria do evento é da jornalista Danielle Ferraz e terá uma decoração sustentável assinada por Letícia Alencar.
Modelo usa peças das marcas que estarão presentes no evento (foto: Marcia Gamma/ divulgação).
O Coletivo Brasil foi idealizado pela designer de biojóias alagoana Patrícia Moura e tem como objetivo agregar e promover designers e estilistas do paós que têm na base do seu trabalho a sustentabilidade. Hoje, 22 marcas integram o movimento.
As marcas participantes são:
Patrícia Moura Biojóias, de acessórios naturais desenvolvidos com compromisso socioambiental;
Prazeres Accioly, que trabalha materiais naturais em tear manual;
Será o Benedito, marca de moda que se utiliza de materiais alternativos como lona usada de caminhão, papel de vedação para construção civil e couro vegetal, entre outros;
Maria Ribeiro, que desenvolve acessórios a partir de arame, latão e fios;
Tiê Moda Ecológica, que fabrica e comercializa roupas e acessórios de materiais sustentáveis e reciclados;
2Primas, marca que desenvolve uma moda contemporânea através dentro de processos sustentáveis;
Tiana Santos, que faz acessórios a partir da reutilização de PET;
Brilac, de bolsas e acessórios feitos com lacres de alumínio;
Heliconia, especializada em sapatos feitos com resíduos de couro de peixes como a tilápia;
Mãos da Terra, de acessórios artesanais obtidos de sementes, palha misturados a modernidade do metal;
Coisas de Maria, de bijuterias que misturam resíduos, como retalho de algodão a matérias primas rústicas e sofisticadas;
Jóias do Pantanal, de biojóias, que trabalha sobretudo com a reutilização dos resíduos dos chifres bovinos;
JS Design Sustentável, que utiliza técnica de reutilização de papel no desenvolvimento de acessórios modernos e arrojados.
Instituto Ecotece, ONG que promove o vestir consciente e as comunidades “apadrinhadas” pelo Coletivo Brasil, o grupo pernambucano Bio Artes e Mulheres de Fibra, de Trindade.

Veja mais informações sobre o evento aqui.

Tecnologia naval auxilia estudos sobre comportamento de animais marinhos

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Uma tecnologia utilizada na indústria naval –para exploração de petróleo em águas profundas, entre outras aplicações –irá auxiliar pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus experimental de São Vicente, a conhecer melhor o comportamento de raias marinhas e de água doce.

                                                                   


Pesquisadores da Unesp utilizam veículos 
subaquáticos operados por controle remoto
para estudar movimentação e distribuição 
espacial de raias em água doce e salgada








Os cientistas estão testando em cativeiro e em breve começarão a utilizar Veículos Subaquáticos Operados por Controle Remoto (ROVs, na sigla em inglês), combinados com equipamentos de radiotelemetria e telemetria acústica, para estudar padrões de movimentação e distribuição de raias em rios do oeste paulista e no litoral norte do estado.


Resultado de um projeto apoiado pela FAPESP, o estudo utilizando ROVs e radiotelemetria especificamente para essa finalidade era inédito no Brasil.

“As tecnologias se complementam e possibilitarão trazer à tona informações sobre a ecologia espacial de algumas espécies de raias que ainda são desconhecidas, já que estudos dessa natureza ainda não foram realizados no estado de São Paulo, especialmente em função do custo elevado e da necessidade de formação específica”, disse Domingos Garrone Neto, pesquisador da Unesp, àAgência FAPESP.

O pesquisador iniciou um estudo sobre o comportamento de raias utilizando radiotelemetria – em que são inseridos no animal transmissores que emitem sinais de rádio – em 2011, no rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul.

Como o peixe cartilaginoso, a exemplo dos tubarões, usa o sistema eletrossensorial para detectar suas presas, Garrone começou a questionar os possíveis efeitos dessas marcas eletrônicas no comportamento dos animais.

Para analisar os eventuais impactos dos equipamentos de radiotelemetria em raias, o pesquisador optou por continuar a pesquisa em cativeiro, em aquários montados especialmente para essa finalidade.

“Estamos terminando os experimentos e, em breve, saberemos se os radiotransmissores interferem ou não no comportamento das raias”, disse Garrone.

No litoral paulista, o pesquisador conheceu o Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental (Nutecmar), que opera ROVs, e viu a possibilidade de incorporar mais essa tecnologia a sua pesquisa sobre ecologia espacial de raias.

Após realizar cursos na empresa para operar o equipamento, cujos comandos são similares aos de um helicóptero, Garrone pretende utilizá-lo em seu projeto de pós-doutorado, sob a supervisão do professor Otto Bismark Fazzano Gadig.

“Pretendemos utilizar ROVs para explorar tanto o mar como a água doce para analisar o comportamento de tubarões e raias em grandes profundidades de dia e à noite”, explicou Garrone.

Inicialmente, os pesquisadores estão utilizando um ROV cedido pela empresa parceira do projeto para realizar os estudos. Mas, no fim de abril, deverão começar a operar um equipamento próprio, importado da Rússia e adquirido com auxílio da FAPESP.

Avaliado em cerca de US$ 60 mil, o ROV que será adquirido pelos pesquisadores pode atingir até 150 metros de profundidade e é capaz de operar ininterruptamente quando plugado por um cabo de energia a uma corrente alternada, ou entre quatro a doze horas, utilizando a bateria de navios ou botes.

O equipamento, que pesa cerca de 12 quilos e tem o tamanho um pouco maior do que de um aparelho de microondas doméstico, é dotado de duas câmeras, localizadas em sua dianteira e traseira. Operadas na superfície, as câmeras captam imagens em tempo real, que são transmitidas para um monitor conectado a um HD de computador fora do ambiente aquático.

O robô também tem diodos de laser que possibilitam avaliar a escala de tamanho dos animais com os quais se defronta na água, além de braços articuláveis que permitem coletar materiais no fundo do mar.

Outros acessórios do equipamento são sonares que conseguem identificar os alvos com precisão, mesmo quando o equipamento é operado em águas turvas, além de propulsores que permitem que o mini submarino navegue até 4 nós de velocidade, e emissores de luz de LED para trabalhos noturnos ou exploração de locais com baixa ou nenhuma luminosidade, como cavidades e ambientes profundos.

Mas, segundo Garrone, uma das maiores inovações do ROV “brasileiro” será um sistema de depuração de imagens que permitirá melhorar a visibilidade de imagens capturadas em águas turvas, tornando-as extremamente limpas como as de uma piscina.

“O robô permitirá substituir nossa presença na água por tempo ilimitado, possibilitando explorar os ambientes com maior segurança e precisão, principalmente no mar, onde a profundidade e a temperatura da água costumam limitar os trabalhos por longos períodos”, destacou.

Acidentes com raias

Garrone se interessou por estudar o comportamento de raias durante a realização de seu mestrado, em que desenvolveu um estudo com pescadores na Amazônia e identificou que os acidentes com raias de água doce representavam um sério problema de saúde pública na região.

Porém, não se sabia muito bem o comportamento desses animais aquáticos na natureza e aspectos como sua alimentação, reprodução e interação com outras espécies. E a maioria das poucas pesquisas disponíveis sobre essa espécie de peixe cartilaginoso era baseada em observações indiretas do animal coletado muitas vezes por anzol, rede de arrasto e pesca de espinhel.

Por meio de observações subaquáticas, Garrone fez as primeiras observações subaquáticas sobre as práticas de caça, os rituais de corte e acasalamento e o deslocamento desses animais na natureza.

Agora, o objetivo de sua pesquisa utilizando ROVs e equipamentos de telemetria é aumentar e melhorar o entendimento sobre o comportamento de raias marinhas e de água doce e tentar responder algumas questões como se no inverno os animais que habitam a costa de Ubatuba, no litoral paulista, procuram águas mais quentes e depois retornam no verão, quando á água está mais aquecida, e se as correntes marinhas influenciam a distribuição espacial desses animais.

“Essas tecnologias vão nos dar condições de responder essas questões com muita segurança e precisão”, disse Garrone

Os pesquisadores também pretendem utilizar equipamentos de telemetria acústica, em que são utilizadas ondas de som em vez de rádio, para estudar o comportamento de raias inicialmente no mar e, futuramente, em água doce.

Os trabalhos integram uma rede de pesquisas coordenadas pelo professor Otto Bismark Fazzano Gadig sobre elasmobrânquios brasileiros, como tubarões e raias, no Laboratório de Estudo de Elasmobrânquios da Unesp de São Vicente.